quarta-feira, 30 de setembro de 2026

“UCI revoluciona pontuação e abre novas portas às equipas: Vitórias fora da estrada também vão contar”


Por: José Morais

A União Ciclista Internacional (UCI) confirmou uma alteração significativa ao sistema de pontuação que entrará em vigor na época de 2027. A partir desse ciclo, os resultados alcançados por ciclistas em disciplinas como ciclocrosse, BTT, pista e gravel passarão a contribuir para o ranking das equipas de estrada, numa medida que pretende valorizar os atletas mais versáteis e incentivar a participação em várias vertentes do ciclismo.

A nova regulamentação permitirá que especialistas multidisciplinares, como Tom Pidcock, Wout van Aert, Marianne Vos, Filippo Ganna ou Puck Pieterse, acrescentem pontos às respetivas equipas de estrada através dos desempenhos obtidos fora do pelotão tradicional. A decisão surge numa altura em que muitos corredores têm sido levados a abandonar outras disciplinas para se concentrarem exclusivamente na estrada.

Na prática, serão contabilizados os pontos conquistados em Campeonatos do Mundo e provas da Taça do Mundo das diferentes modalidades, bem como nas classificações finais dessas competições. No entanto, a UCI introduziu um mecanismo para impedir contratações meramente estratégicas de atletas especializados noutras disciplinas. Para que os pontos sejam válidos, o corredor terá de figurar entre os 20 ciclistas mais pontuados da equipa ao longo da época.

Além das competições organizadas diretamente pela UCI, os resultados alcançados em eventos multidesportivos regionais, como os Jogos Pan-Americanos, os Jogos Asiáticos ou os Jogos da Commonwealth, também poderão gerar pontos. Em contrapartida, provas independentes e circuitos privados, fora da tutela da federação internacional, ficarão excluídos do novo sistema.

 

Equipas Profissionais Encontram Uma Nova Fonte de Pontos

 

A alteração poderá desempenhar um papel decisivo para formações que ambicionam subir no ranking mundial. Um exemplo claro é o de Tom Pidcock: caso conquiste novamente o título mundial de BTT em 2027, somará 300 pontos para a sua equipa, um valor superior ao atribuído por um sétimo lugar num Campeonato do Mundo de Estrada.

Os campeões mundiais de elite nas disciplinas de pista, BTT cross-country, ciclocrosse e gravel receberão precisamente 300 pontos. Já os vencedores das provas da Taça do Mundo arrecadarão 200 pontos, mantendo-se uma distribuição progressiva para as restantes posições classificativas. Em modalidades com calendários extensos, como o ciclocrosse, onde a Taça do Mundo integra várias rondas ao longo da temporada, os ganhos acumulados poderão revelar-se extremamente relevantes.

Importa destacar que estes pontos apenas terão impacto no ranking coletivo das equipas. As classificações individuais dos atletas permanecerão inalteradas, evitando distorções entre disciplinas com realidades competitivas muito diferentes.

 

Quem Pode Beneficiar Mais da Nova Regra?

 

Algumas estruturas partem já com vantagem neste novo cenário. Equipas que contam com corredores ativos em várias disciplinas terão maiores oportunidades de reforçar os seus totais pontuais durante a época.

A Cofidis poderá beneficiar da presença do especialista de pista Benjamin Thomas. Já a Alpecin poderá capitalizar o forte envolvimento dos seus atletas no ciclocrosse, com nomes como Mathieu van der Poel, Tibor Del Grosso ou Emiel Verstrynge a surgirem como potenciais reforços para a contabilidade da equipa durante o inverno.

Também a UAE Team Emirates poderá retirar proveito dos resultados de Florian Vermeersch no gravel e das prestações dos irmãos Oliveira na pista, enquanto a INEOS poderá continuar a somar através da versatilidade de Filippo Ganna.

Ainda assim, o verdadeiro impacto deverá sentir-se sobretudo entre as equipas de dimensão média ou mais modesta. Formações como a Caja Rural ou outras equipas Pro Team poderão encontrar nestas disciplinas uma oportunidade preciosa para ganhar terreno na luta pelos lugares mais valiosos do ranking internacional.

A comparação é elucidativa: um título mundial numa destas modalidades valerá 300 pontos, superando inclusive os 210 pontos atribuídos a uma vitória de etapa no Tour de France. Em contraste, vencer uma etapa de uma corrida por etapas da categoria 2.Pro rende apenas 25 pontos, demonstrando a importância estratégica que os resultados fora da estrada poderão assumir a partir de 2027.

Com entrada em vigor marcada para o arranque da temporada de 2027, a medida promete alterar a forma como as equipas planeiam os seus plantéis e abrir uma nova era para os especialistas multidisciplinares, que passarão a ter um peso ainda maior na batalha pelos rankings internacionais.

“Mundial marcado por contratempos: Eritreia punida pela UCI após dificuldades com vistos e equipamento”


Por: José Morais

A participação da seleção da Eritreia no Campeonato do Mundo de ciclismo ficou marcada por uma sucessão de contrariedades, dentro e fora da estrada. Depois de ver dois dos seus corredores impedidos de competir devido a problemas na obtenção de vistos, a equipa africana acabou ainda por ser alvo de sanções impostas pela União Ciclista Internacional (UCI) por incumprimento das regras relativas ao equipamento oficial.

 

Dificuldades burocráticas reduziram equipa eritreia

 

A formação liderada por Biniam Girmay apresentou-se à partida com apenas três corredores, depois de Amanuel Ghebreigzabhier e Natnael Tesfatsion terem falhado a presença na prova por não conseguirem obter os vistos necessários para viajar. A ausência de dois dos nomes mais importantes da seleção representou um duro golpe nas ambições da Eritreia.

Antes da corrida, o próprio Girmay lamentou a situação, sublinhando que a equipa ficou privada de dois atletas fundamentais devido aos entraves administrativos.

Apesar das limitações, Girmay, Henok Mulubrhan e Merhawi Kudus alinharam na competição e chegaram mesmo a integrar os primeiros movimentos ofensivos da corrida. No entanto, nenhum dos três conseguiu concluir a prova.

 

UCI aplica multas por irregularidades no vestuário

 

Como se os problemas desportivos não fossem suficientes, a Eritreia viu-se novamente no centro das atenções após a corrida. O júri da UCI considerou que dois dos ciclistas utilizaram equipamento que não respeitava os regulamentos da federação internacional, que exigem uniformidade visual entre todos os elementos da mesma seleção.

Henok Mulubrhan e Biniam Girmay foram sancionados com multas de 500 francos suíços cada, enquanto o selecionador nacional, Samson Ghebrügyesus, recebeu uma penalização de 1.000 francos suíços.

A infração incidiu sobre diferenças visíveis entre os equipamentos utilizados pelos corredores. Merhawi Kudus foi o único a competir com o conjunto totalmente conforme às exigências regulamentares. Já Girmay apresentava alterações no desenho frontal da camisola e não exibia a insígnia oficial da UCI, enquanto Mulubrhan utilizava calções de cor distinta da prevista para o uniforme nacional.

 

Recursos limitados expõem dificuldades da seleção

 

As limitações financeiras da equipa tornaram-se visíveis ao longo do evento. Tanto Girmay como Mulubrhan foram observados com peças de vestuário pertencentes às suas equipas profissionais, numa imagem que evidenciou as dificuldades logísticas enfrentadas pela federação eritreia.

A severidade das multas gerou alguma discussão no meio velocipédico, sobretudo porque o valor aplicado ao responsável da seleção foi idêntico ao atribuído noutros casos considerados mais graves durante o campeonato.

 

Outras penalizações registadas no Campeonato do Mundo

 

A Eritreia não foi a única delegação a sair da competição com sanções disciplinares. O campeão olímpico e mundial Remco Evenepoel recebeu uma multa de 500 francos suíços e uma penalização de 25 pontos UCI por descartar resíduos fora das zonas autorizadas.

Também Patrick Müller, responsável pela seleção suíça, foi multado em 500 francos suíços após um corredor da equipa ter infringido as regras relativas ao descarte de lixo em corrida.

Já o guatemalteco Manuel Rodas enfrentou uma das punições mais pesadas do evento, ao receber uma multa de 1.000 francos suíços, uma penalização de 25 pontos UCI e ainda um cartão amarelo por utilizar uma posição considerada irregular na bicicleta.

Entre obstáculos burocráticos, limitações materiais e sanções regulamentares, o Campeonato do Mundo transformou-se numa prova particularmente difícil para a Eritreia, que viu os seus contratempos acumularem-se desde os dias que antecederam a partida até ao rescaldo da competição.

“Tadej Pogacar travado pela UAE: Campeão europeu falha defesa do título e dá por encerrada a época”


Por: José Morais

Tadej Pogacar não marcará presença no Campeonato da Europa de Estrada, que decorrerá na Eslovénia, depois de a UAE Team Emirates ter decidido impedir o seu regresso prematuro à competição. Apesar da vontade manifestada pelo ciclista esloveno em alinhar perante os seus adeptos e de já ter recebido autorização médica para voltar a competir, a estrutura dos Emirados Árabes Unidos optou por privilegiar uma recuperação completa das lesões sofridas na Volta a Espanha.

A confirmação chegou através da divulgação da convocatória oficial da seleção eslovena para a competição continental, lista onde o campeão mundial não figura. A decisão põe fim às expectativas de ver Pogacar defender o título europeu em casa, num dos eventos mais aguardados pelos adeptos locais.

O líder da UAE Team Emirates abandonou a Vuelta após um duro acidente que lhe provocou uma concussão, uma fratura estável na vértebra cervical C7 e uma fratura deslocada da clavícula esquerda, lesão que obrigou a intervenção cirúrgica. Embora a recuperação tenha evoluído de forma positiva e os relatórios médicos tenham sido encorajadores, a equipa manteve uma posição inflexível quanto ao regresso à competição.

Segundo várias publicações espanholas, Pogacar tentou convencer os responsáveis da formação a autorizarem a sua participação no europeu. No entanto, a direção da equipa considerou que os riscos associados a um retorno tão próximo da lesão superavam qualquer benefício desportivo ou emocional.

Mauro Gianetti, responsável máximo da estrutura dos Emirados Árabes Unidos, reforçou que a prioridade continua a ser a saúde do corredor. O dirigente recordou que Pogacar regressou recentemente aos treinos de estrada e sublinhou que acelerar etapas no processo de recuperação poderia comprometer a sua condição física a longo prazo.

A decisão acaba também por confirmar o encerramento antecipado da temporada de 2026 para o esloveno. Dessa forma, Pogacar ficará igualmente ausente da Il Lombardia, marcada para 10 de outubro, clássica onde construiu um domínio impressionante ao conquistar as últimas cinco edições consecutivas. Na prova italiana, a UAE deverá apostar em Brandon McNulty e Isaac del Toro como principais referências.

 

Eslovénia aposta em Roglic para sonhar com o ouro

 

Sem a sua maior estrela, a seleção eslovena apresentará uma formação liderada por Primož Roglič, acompanhada por Matej Mohorič, Jan Tratnik, Luka Mezgec, Matevž Govekar, Gal Glivar, Domen Novak e Jakob Omrzel.

Roglič surge como a principal esperança do país anfitrião depois de exibições consistentes nas recentes competições internacionais. Já Tratnik juntará o seu compatriota na prova de contrarrelógio, marcada para os dias que antecedem a corrida de fundo.

Grande expectativa existe também em torno do jovem Jakob Omrzel. Com apenas 20 anos, o corredor continua a confirmar o enorme potencial que lhe é apontado e poderá ser uma das revelações da competição disputada em solo esloveno.

 

Europeu perde várias estrelas do pelotão internacional

 

A ausência de Pogacar é apenas uma das várias baixas de peso para o Campeonato da Europa. Também Tom Pidcock, Mathieu van der Poel, Wout van Aert e Paul Seixas não irão alinhar na prova, reduzindo significativamente o nível de concorrência quando comparado com os recentes Campeonatos do Mundo.

Neste cenário, Remco Evenepoel surge como o principal candidato ao triunfo, embora tenha pela frente adversários de elevado nível como Primož Roglič, Giulio Ciccone, Giulio Pellizzari, Juan Ayuso, Jan Christen, Christian Scaroni, Romain Grégoire, Kévin Vauquelin e Mads Pedersen.

Com várias das maiores figuras do ciclismo mundial ausentes, o Europeu perde parte do brilho habitual, mas mantém ingredientes suficientes para oferecer uma disputa intensa pela camisola azul das estrelas europeias. A principal certeza é que o nome mais aguardado pelos adeptos eslovenos ficará fora da linha de partida.

“EXPOSIÇÃO SOBRE MÍTICA PROVA DE CICLISMO LISBOETA INAUGURADA NO MUSEU JOAQUIM AGOSTINHO”


O Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho, em Torres Vedras, abriu as portas, no passado sábado, dia 26 de setembro, à sua nova exposição temporária, dedicada à mítica Subida da Rampa do Vale de Santo António.

A cerimónia de inauguração da mesma constituiu-se como um momento de partilha de memórias e de reencontro de gerações, tendo a mostra resultado de um trabalho conjunto desenvolvido pelo Município de Torres Vedras, pelo Mirantense Futebol Clube e pela ADR "O Relâmpago", o qual nasceu de uma recolha documental efetuada por Paulo Alves no âmbito do seu Mestrado em Comunicação e Multimédia.

Sendo uma homenagem ao ciclismo popular, ao espírito de bairro e à memória coletiva que continua a unir gerações, a nova exposição do Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho junta espólio histórico, fotografias e conteúdos audiovisuais enriquecidos por narrações das gentes do bairro do Vale de Santo António. Como complemento à visita presencial à exposição, quem pretender aprofundar a história da referida prova pode consultar o respetivo site oficial, no qual são disponibilizados depoimentos na íntegra de organizadores e representantes dos clubes envolvidos, assim como de moradores e comerciantes da Rua do Vale de Santo António. A lista completa de colaboradores e participantes nos conteúdos audiovisuais do projeto, e a ficha técnica detalhada do mesmo, podem ser consultadas na página da exposição existente no site do Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho.

O momento inaugural da mostra contou com a presença de representantes do Mirantense Futebol Clube, da Associação Desportiva e Recreativa "O Relâmpago", de dinamizadores da Subida da Rampa do Vale de Santo António, de comerciantes da zona da Rua do Vale de Santo António, de diversos moradores da mesma e de colaboradores que cederam peças e testemunhos, bem como com a do ex-ciclista torriense e membro do Conselho Consultivo do Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho, Leonel Miranda.

A exposição Subida da Rampa do Vale de Santo António está patente no Piso 1 do Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho. A entrada neste equipamento municipal torriense e a visita à exposição são gratuitas, podendo a mesma ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

A programação associada à mostra prossegue em outubro com dois grandes momentos.

O primeiro acontecerá no dia 10 de outubro, às 16h00, quando o Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho acolher a apresentação do livro Um Século Rampa Acima: uma história popular e política do ciclismo, numa coorganização com a Editora Fora de Jogo. A sessão contará com a presença do autor Ramon Usall para uma conversa com convidados especiais, o que será antecedido por uma visita guiada à exposição dinamizada pela ADR "O Relâmpago".

No dia seguinte, 11 de outubro, a celebração passa do Museu para a estrada com a realização da mítica Subida da Rampa do Vale de Santo António, na Rua do Vale de Santo António, em Lisboa, reativando nas ruas a emoção e a tradição do ciclismo popular.

Fonte: Câmara Municipal Torres Vedras

“Seleção Nacional com 22 representantes no Campeonato da Europa de Estrada”


Foto: Rodrigo Rodrigues / FPC

A Seleção Nacional vai apresentar uma comitiva de 22 corredores no Campeonato da Europa de Estrada 2026, que se realiza entre 2 e 7 de outubro, na Eslovénia. Portugal estará representado nas categorias de Elite, Sub-23 e Juniores, masculinas e femininas, naquele que é considerado um dos eventos de referência do calendário internacional de ciclismo.

Estão inscritos 900 corredores de 43 países, que irão competir, ao longo de quatro dias de provas, pelos títulos europeus de Fundo e Contrarrelógio Individual, nas categorias de Juniores, Sub-23 e Elite, masculinas e femininas, bem como nas Estafetas Mistas de Juniores e Elite.

O Campeonato da Europa será disputado entre Ljubljana e Šenčur, localidade que vai receber as chegadas das provas de Fundo. O circuito final inclui a subida de Možjanca, uma das principais dificuldades da competição deste ano. O número de passagens vai variar consoante a categoria em disputa.

Na Elite masculina, o Selecionador Nacional Valter Sousa convocou Afonso Silva (Team Tavira-Crédito Agrícola), Nelson Oliveira (Movistar Team), Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) e Tiago Antunes (Efapel Cycling).

“O Campeonato da Europa apresenta um nível de exigência muito elevado, com percursos e características próprias. As convocatórias de Elites e Sub-23 foram, por isso, definidas procurando reunir os atletas mais adequados ao perfil das provas, ao momento competitivo e às diferentes funções previstas na estratégia coletiva da Seleção Nacional”, referiu o Selecionador Nacional de Elites e Sub-23.

Relativamente à pré-convocatória de Elites, “existiram algumas alterações. João Almeida e António Morgado são dois atletas de enorme qualidade e importância para o ciclismo português, mas, tendo em conta o momento específico de cada um e o diálogo mantido com os próprios atletas, consideramos que esta seria a decisão mais adequada para esta competição”, explicou Valter Sousa, frisando que estas escolhas “não colocam em causa o valor de quem ficou de fora. O objetivo é apresentar, em Elites e Sub-23, grupos competitivos, coesos e preparados para representar Portugal da melhor forma possível”.

No contrarrelógio individual de Elites, “Portugal será representado por Nelson Oliveira e Tiago Antunes, dois atletas com características e experiência adequadas a este tipo de esforço”, avançou o Selecionador Nacional.

A prova de Fundo de Elite masculina realiza-se no domingo, dia 4 de outubro, ao longo de 196,3 quilómetros e 2571 metros de desnível acumulado, incluindo cinco passagens pela subida de Možjanca. Nelson Oliveira e Tiago Antunes, que representam Portugal também no contrarrelógio individual, vão disputar a corrida contra o tempo na quarta-feira, 7 de outubro, último dia da competição e que será dedicado a esta disciplina para todas as categorias.

Nos Sub-23 masculinos, Valter Sousa selecionou Daniel Lima (Bourg-en-Bresse Ain Cyclisme), Daniel Moreira (Hagens Berman Jayco), Gabriel Baptista (Technosylva Rower Bembibre), Noah Campos (Team Tavira-Crédito Agrícola), Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) e Rúben Rodrigues (Feira dos Sofás-Boavista).

A prova de Fundo de Sub-23 masculinos disputa-se na sexta-feira, 2 de outubro, num percurso com 141,9 quilómetros e 1698 metros de desnível acumulado. A corrida será decidida em três voltas ao circuito de Šenčur, que incluem três passagens pela subida de Možjanca.

“Nos Sub-23, este Europeu surge na continuidade de um trabalho de acompanhamento realizado ao longo de toda a época, que incluiu também um estágio em altitude integrado na preparação para os dois grandes objetivos deste período: o Campeonato do Mundo e o Campeonato da Europa. Procurámos criar as melhores condições para que os atletas chegassem a estas competições preparados para responder ao elevado nível de exigência internacional”, realçou Valter Sousa.

 

Juniores masculinos partem com ambição

 

A equipa portuguesa de Juniores masculinos será composta por Afonso Falcão (Landeiro | Matinados | Matias&Araújo), Gonçalo Costa (Decathlon CMA CGM Juniors Team), Guilherme Ribeiro (Willebrord Wil Vooruit), Guilherme Santos (Blackjack-Bairrada), Simão Pedrosa (Tensai / Sambiental / Santa Marta) e Tomás Mateus (Electromercantil-GR100). Gonçalo Costa e Afonso Falcão vão disputar também o contrarrelógio individual.

“Temos uma boa equipa e devemos encarar este Campeonato da Europa com ambição. Os corredores demonstraram qualidade ao longo de toda a época e acreditamos que, se conseguirmos correr de forma unida, solidária e com coragem, podemos discutir os lugares da frente. O percurso apresenta dificuldades, mas os atletas estão motivados e preparados para responder às exigências da corrida”, destacou Ricardo Sênos, Selecionador Nacional de Estrada de Juniores.

A prova de Fundo de Juniores masculinos tem data marcada para sábado, 3 de outubro, enquanto o contrarrelógio individual se realiza na quarta-feira, 7 de outubro. O percurso integra igualmente o circuito final de Šenčur, marcado pela subida de Možjanca, uma das principais dificuldades deste Campeonato da Europa.

 

Seleção feminina com representantes nos três escalões

 

A Seleção Nacional feminina será composta por Beatriz Roxo (ODL Team-Kiwi Atlântico-Craega) e Raquel Queirós (Atum General / Tavira / Madre Fruta) na categoria de Elite, Emília Baía (Korpo Activo / Penacova) e Raquel Dias (Team Farto-Kiroot) em Sub-23, e Bárbara Santos (CDASJ / Cyclin’Team / Município de Albufeira) e Marta Esteves (Tensai / Sambiental / Santa Marta) em Juniores.

“As escolhas tiveram por base as características do percurso e aquilo que cada atleta nos pode oferecer neste momento. Acreditamos que as corredoras selecionadas são as que nos dão mais garantias para competir a este nível e para alcançar o melhor resultado possível. O objetivo passa por representar Portugal da melhor forma e procurar tirar o máximo partido das oportunidades que a corrida possa proporcionar”, explicou Daniela Pereira, Selecionadora Nacional de Estrada Feminina.

Beatriz Roxo vai disputar também o contrarrelógio individual de Elite, enquanto Emília Baía e Raquel Dias vão representar Portugal no contrarrelógio individual de Sub-23.

A corrida de Elite feminina está agendada para sábado, 3 de outubro, ao longo de 130 quilómetros e 1359 metros de desnível acumulado, incluindo duas passagens pela subida de Možjanca. Já a prova de Fundo de Sub-23 femininas vai realizar-se antes, na sexta-feira, 2 de outubro, num percurso que soma 88,4 quilómetros e 1616 metros de desnível acumulado, incluindo quatro passagens pela subida de Možjanca. Por fim, a corrida de Juniores femininas disputa-se no domingo, 4 de outubro, ao longo de 66,3 quilómetros e 1212 metros de desnível acumulado.

 

Lista de Convocados

 

Elite masculina

 

Afonso Silva (Team Tavira-Crédito Agrícola) Nelson Oliveira (Movistar Team) - CRI Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) Tiago Antunes (Efapel Cycling) - CRI

 

Sub-23 masculinos

 

Daniel Lima (Bourg-en-Bresse Ain Cyclisme) Daniel Moreira (Hagens Berman Jayco)

Gabriel Baptista (Technosylva Rower Bembibre) Noah Campos (Team Tavira-Crédito Agrícola) Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) Rúben Rodrigues (Feira dos Sofás-Boavista) Juniores masculinos

Afonso Falcão (Landeiro | Matinados | Matias&Araújo) - CRI Gonçalo Costa (Decathlon CMA CGM Juniors Team) - CRI Guilherme Ribeiro (Willebrord Wil Vooruit)

Guilherme Santos (Blackjack-Bairrada)

Simão Pedrosa (Tensai / Sambiental / Santa Marta) Tomás Mateus (Electromercantil-GR100)

 

Elite feminina

 

Beatriz Roxo (ODL Team-Kiwi Atlântico-Craega) - CRI Raquel Queirós (Atum General / Tavira / Madre Fruta) Sub-23 femininas

Emília Baía (Korpo Activo / Penacova) - CRI Raquel Dias (Team Farto-Kiroot) - CRI Juniores femininas

Bárbara Santos (CDASJ / Cyclin’Team / Município de Albufeira)

Marta Esteves (Tensai / Sambiental / Santa Marta)

 

Programa da Seleção Nacional*

 

Sexta-feira, 2 de outubro

 

08h00 | Prova de Fundo Sub-23 Femininas 12h30 | Prova de Fundo Sub-23 Masculinos Sábado, 3 de outubro

08h00 | Prova de Fundo Juniores Masculinos 12h30 | Prova de Fundo Elite Feminina Domingo, 4 de outubro

08h00 | Prova de Fundo Juniores Femininas 11h30 | Prova de Fundo Elite Masculina Quarta-feira, 7 de outubro

09h30 | CRI Juniores Masculinos - Afonso Falcão e Gonçalo Costa 10h45 | CRI Sub-23 Feminino - Emília Baía e Raquel Dias

13h30 | CRI Elite Feminino - Beatriz Roxo

15h15 | CRI Elite Masculino - Nelson Oliveira e Tiago Antunes

*Horários de Portugal Continental

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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