domingo, 20 de setembro de 2026

“Portugal leva 14 atletas ao triatlo de Pontevedra com Vasco Vilaça na liderança do Mundial”


Portugal vai estar representado por 14 triatletas nas World Triathlon Championship Finals, que decorrem entre 23 e 27 de setembro, em Pontevedra. A Finalíssima decide os títulos mundiais de Elites, enquanto Juniores, Sub-23 e Paratriatlo disputam os respetivos Campeonatos do Mundo em prova única. No setor masculino, Vasco Vilaça chega à Galiza na liderança do ranking e Ricardo Batista ocupa o terceiro lugar.

“Aconteça o que acontecer, o triatlo português já ganhou. Portugal volta a estar, 19 anos depois do título mundial de Vanessa Fernandes, na disputa por um Campeonato do Mundo. É um momento histórico que resulta do trabalho feito por todos aqueles que gostam de triatlo e por todos aqueles que apoiam a nossa modalidade. Quero fazer um apelo aos portugueses, em particular a todos aqueles que vivem perto da fronteira, que se desloquem a Pontevedra para apoiar os nossos atletas. O que eles têm feito é absolutamente incrível para um País da nossa dimensão e com as nossas limitações. Contamos com o vosso apoio” – Fernando Feijão, presidente da Federação de Triatlo de Portugal.

Pontevedra recebe, entre 23 e 27 de setembro, um dos momentos mais importantes da temporada internacional, com a realização dos Campeonatos do Mundo de Juniores, Sub-23 e Paratriatlo e da última e decisiva etapa do Campeonato do Mundo de Elites.

Portugal chega à Galiza numa posição inédita no setor masculino. Vasco Vilaça lidera o Campeonato do Mundo com 3850 pontos, à frente do australiano Matthew Hauser, campeão mundial em título, que soma 3495,76. Ricardo Batista é terceiro, com 3082,13 pontos.

As contas são claras: Vasco Vilaça: o português será campeão do mundo se terminar entre os cinco primeiros em Pontevedra. Para Matthew Hauser conquistar o título, terá de vencer a Final e Vasco terminar em sexto lugar ou pior. Ricardo Batista mantém também possibilidades matemáticas de chegar ao título, embora num cenário mais exigente.

A Grande Final tem ainda um peso superior às restantes etapas do circuito. Enquanto uma vitória numa prova regular vale 1000 pontos, em Pontevedra o vencedor soma 1250 pontos, com a pontuação a diminuir 7,5% de posição para posição. Para a classificação final contam os quatro melhores resultados obtidos nas etapas regulares e, obrigatoriamente, o resultado alcançado na Final.

 

14 portugueses em competição

 

A participação portuguesa começa na quinta-feira, 24 de setembro, com os Campeonatos do Mundo de Juniores, onde o título é decidido numa única prova.

Às 10h15 em Espanha, 09h15 em Portugal continental, entram em competição Catarina Santos e Letícia Magalhães, na prova feminina. Às 11h45 em Espanha, 10h45 em Portugal, será a vez de Dinis Ferreira e Ricardo Pissarra, nos Juniores masculinos.

Na sexta-feira, 25 de setembro, Filipe Marques representa Portugal no Campeonato do Mundo de Paratriatlo, na classe PTS5, com partida marcada para as 11h45 em Espanha, 10h45 em Portugal. A prova é disputada em distância sprint, com 750 metros de natação, 20 quilómetros de ciclismo e cinco quilómetros de corrida.

No mesmo dia entram em ação os Sub-23. Cassilda Carvalho e Matilde Santos competem às 15h35 em Espanha, 14h35 em Portugal, enquanto José Ferreira e Gustavo do Canto disputam a prova masculina a partir das 18h35 em Espanha, 17h35 em Portugal.

 

Maria Tomé na Final feminina

 

No sábado, 26 de setembro, será disputada a Final feminina do Campeonato do Mundo de Elites, com Maria Tomé como representante portuguesa.

A prova começa às 18h00 em Espanha, 17h00 em Portugal continental, e será disputada na distância olímpica: 1,5 quilómetros de natação, 40 quilómetros de ciclismo e 10 quilómetros de corrida.

 

Vasco Vilaça e Ricardo Batista lutam pelo Mundial no domingo

 

O grande momento para as cores portuguesas está marcado para domingo, 27 de setembro, com a Final masculina de Elites.

Vasco Vilaça, Ricardo Batista, João Nuno Batista e Miguel Tiago Silva serão os quatro portugueses à partida numa corrida que começa às 18h00 em Espanha, 17h00 em Portugal continental e que decidirá o campeão do mundo de 2026.

A prova será também disputada em distância olímpica, com 1,5 quilómetros de natação, 40 quilómetros de ciclismo e 10 quilómetros de corrida.

Nove anos depois de ter sido vice-campeão mundial de Juniores, atrás precisamente de Matthew Hauser, Vasco Vilaça volta a encontrar o australiano numa luta por um título mundial. Portugal procura ainda repetir um feito que apenas Vanessa Fernandes conseguiu até hoje, quando se sagrou campeã do mundo em 2007.

 

Portugueses em Pontevedra — horários

 

Data  Hora Portugal      Categoria   Atletas portugueses

24 setembro        09h15         Juniores Femininos      Catarina Santos, Letícia Magalhães

24 setembro        10h45         Juniores Masculinos    Dinis Ferreira, Ricardo Pissarra

25 setembro        10h45         Paratriatlo PTS5 Filipe Marques

25 setembro        14h35         Sub-23 Femininos        Cassilda Carvalho, Matilde Santos

25 setembro        17h35         Sub-23 Masculinos      José Ferreira, Gustavo do Canto

26 setembro        17h00         Elite Feminina     Maria Tomé

27 setembro        17h00         Elite Masculina   Vasco Vilaça, Ricardo Batista, João Nuno Batista, Miguel Tiago Silva

Os horários indicados correspondem a Portugal continental e são uma hora mais cedo do que a hora local de Pontevedra.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Taça da Europa Triatlo de Coimbra: Gustavo do Canto e Matilde Santos em destaque entre a elite”


Matilde Santos e Gustavo do Canto, ambos ainda Sub-23, foram este domingo os portugueses mais bem classificados na Taça da Europa de Triatlo de Coimbra, terminando no 12.º lugar das respetivas provas de Elite. A competição, disputada na Praça da Canção, juntou alguns dos melhores triatletas europeus.

Na prova masculina, Gustavo do Canto terminou os 750 metros de natação, 20 quilómetros de ciclismo e cinco quilómetros de corrida em 52m12s, apenas 36 segundos depois do vencedor, o francês Maxime Hueber-Moosbrugger.

A França dominou a competição masculina, ocupando os quatro primeiros lugares. Maxime Hueber-Moosbrugger venceu em 51m37s, seguido pelos compatriotas Adam Fouchal, a três segundos, Achille Besson, a dez, e Baptiste Passemard, a 16 segundos.

Logo atrás de Gustavo do Canto, João Vaz foi 13.º, a 38 segundos do vencedor. Portugal conseguiu ainda colocar Afonso Ferreira no 19.º lugar e Tomás Figueiredo no 20.º, garantindo quatro portugueses entre os 20 primeiros.

Entre os restantes portugueses, Ricardo Pissarra terminou em 25.º, Rodrigo Neves foi 38.º, João Mansos 44.º, David Abreu 56.º e Francisco Carvalho 60.º.

 

Matilde Santos também em 12.º

 

Na competição feminina, Matilde Santos repetiu o 12.º lugar alcançado por Gustavo do Canto, terminando a prova em 59m40s, a 1m44s da vencedora.

A vitória pertenceu à norte-americana Annie Fuller, que cortou a meta em 57m56s. A francesa Manon Laporte terminou no segundo lugar, a apenas três segundos, enquanto a compatriota Candice Denizot completou o pódio, a 35 segundos.

Matilde Santos, que compete ainda no escalão Sub-23, voltou assim a mostrar-se competitiva entre a Elite internacional, terminando imediatamente atrás da espanhola Cristina Jímenez-Orta Guerrero e a nove segundos do top-10.

Inês Rico foi a segunda melhor portuguesa, ao terminar na 25.ª posição, em 1h00m31s. Seguiram-se Matilde Tomás, 32.ª, Francisca Leirião, 39.ª, Marta Ribeiro, 46.ª, Sofia Duarte, 47.ª, Catarina Felício Santos, 50.ª, Margarida Barão, 52.ª, e Inês Fernandes, 53.ª.

Os dois 12.º lugares de Matilde Santos e Gustavo do Canto ganham particular significado a poucos dias dos Campeonatos do Mundo de Pontevedra, onde ambos vão representar Portugal nas provas de Sub-23.

A Taça da Europa de Coimbra foi disputada em distância sprint, com 750 metros de natação no rio Mondego, 20 quilómetros de ciclismo e cinco quilómetros de corrida, tendo a Praça da Canção como centro da competição.

A prova deste domingo foi a terceira Taça da Europa realizada em Portugal em 2026, depois de Quarteira e Monte Gordo, reforçando a aposta da Federação de Triatlo de Portugal em proporcionar aos jovens atletas portugueses oportunidades de competir internacionalmente em território nacional.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Taça de Portugal de Downhill Urbano terminou em Miranda do Corvo com consagração dos vencedores finais”


A temporada da Taça de Portugal de Downhill Urbano chegou ao fim na noite deste sábado, em Miranda do Corvo, com a prova que decidiu os últimos vencedores da época e consagrou os campeões finais da competição.

Na categoria de Elite masculinos, o triunfo pertenceu a Sauro Agostinho, que registou o melhor tempo da noite, ao concluir o trajeto em menos de um minuto, com 58,802 segundos. Entre as Elites Femininas, a vencedora foi Joana Nunes (Sporting Clube de Travancinha - Seia), que completou a descida em 1:22,653, sagrando-se também a vencedora da Taça de Portugal de Downhill Urbano de 2026. Já na Elite masculina, o vencedor do título foi Bernardo Ruivo.


Numa extensão aproximada de 600 metros - com partida no Cristo Rei e final em frente à Câmara Municipal -, o percurso atravessou zonas emblemáticas da vila, ao longo de um traçado que combinou declive com zonas técnicas e obstáculos urbanos, bem no centro de Miranda do Corvo.


Passando para as restantes categorias, os vencedores deste sábado foram Rúben Matias (Sporting Clube de Travancinha - Seia) em Sub-23, Gonçalo Ribeiro (Auren Racing Team) em Sub-19 masculinos, Gustavo Rodrigues (Montanha Clube / LouzanPark) em Sub-17 masculinos, Francisco Ventura (Montanha Clube / LouzanPark) em Sub-15 masculinos, Miguel Pinto (Casa do Povo do Alqueidão) em Sub-13 masculinos e Matilde Brasileiro (CAJ Raposa) em Sub-13 femininas.


Quanto aos Masters, Alexandra Loureiro (Casa do Povo do Alqueidão) venceu em Masters femininas e David Dias, da mesma equipa, venceu em Master 30 masculinos. Filipe Silva (Sporting Clube de Travancinha - Seia) foi o vencedor em Master 35 masculinos, Rui Cabrita (Wildpack Algarve Racing) em Master 40 masculinos, Paulo Domingues (Casa do Povo do Alqueidão) em Master 45 masculinos, Rui Oliveira (BTT Pandilhas a Monte) em Master 50 masculinos e José Reis (Auren Racing Team) em Master 60 masculinos. Nas categorias Open, os vencedores foram Rodrigo Rodrigo (Lousãmotas) em Open Sub-23 e Duarte Ribeiro (Açor Syndicate) em Open Experts.

Por equipas, a Auren Racing Team foi a vencedora da prova deste sábado, subindo ao pódio em Miranda do Corvo.


Com a conclusão da última prova pontuável, ficaram igualmente definidos os vencedores finais da Taça de Portugal de Downhill Urbano de 2026. Bernardo Ruivo foi quem conquistou o título em Elites masculinos, ao somar 767 pontos, e Joana Nunes foi a vencedora da Taça em Elites femininas, com 490 pontos.

Nas restantes categorias, Rúben Matias (Sporting Clube de Travancinha - Seia) venceu em Sub-23 masculinos, Gonçalo Ribeiro (Auren Racing Team) em Sub-19 masculinos, Tiago Leirião (Escola Ciclismo Team Ribeirense) em Sub-17 masculinos, Simão Sousa em Sub-15 masculinos, Pedro Estêvão (CAJ Raposa) em Sub-13 masculinos e Matilde Brasileiro, da mesma equipa, em Sub-13 femininas.

Nas categorias de Masters, os vencedores foram João Vieira (Auren Racing Team) em Master 30 masculinos, Filipe Silva (Sporting Clube de Travancinha - Seia) em Master 35 masculinos, Rui Cabrita (Wildpack Algarve Racing) em Master 40 masculinos, Paulo Domingues (Casa do Povo do Alqueidão) em Master 45 masculinos, Miguel Santos (WILDBOYS / TOMAR Cidade Templária) em Master 50 masculinos, Leonel Bento (Academia Ciclismo 20 Kms Almeirim / Apolinários Irmãos) em Master 55 masculinos, José Reis (Auren Racing Team) em Master 60 masculinos e Alexandra Loureiro (Casa do Povo do Alqueidão) em Masters femininas.

Na classificação coletiva final, a Auren Racing Team assegurou a vitória entre as equipas, somando 200 pontos ao longo da temporada da Taça de Portugal 2026.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Tiago Ferreira e Ana Caramelo são os novos Campeões Nacionais de Gravel”


Fotos: João Calado / FPC

A vila de Coruche coroou este domingo os novos Campeões Nacionais de Gravel. Tiago Ferreira renovou o título, em Elite masculinos e Ana Caramelo (Matos Mobility-Flexaco-IHS) sagrou-se Campeã Nacional em femininos. Ambos conquistaram o título e celebraram após uma prova dura, marcada pelo calor intenso e por disputas emotivas até à linha de meta.

Tiago Ferreira voltou a demonstrar toda a sua qualidade na disciplina ao revalidar o título nacional conquistado no ano passado. Foi o corredor mais forte no percurso principal, cortando a meta com o tempo de 3h29m56s. A corrida masculina ficou marcada por um final emocionante, decidido ao sprint, com Filipe Francisco (Aviludo-Louletano-Loulé) a terminar na segunda posição, a escassos 263 milésimos de segundo do vencedor. Diogo Gonçalves (Efapel Cycling) completou o pódio, a 4m50s.


Na corrida feminina, Ana Caramelo alcançou mais um momento importante na sua carreira, ao conquistar o título nacional de Gravel. A corredora da Matos Mobility-Flexaco-IHS concluiu a prova em 3h16m11s e sucedeu a Celina Carpinteiro na galeria das Campeãs Nacionais. Beatriz Lopes (AEBTT Rio) conquistou a medalha de prata, a 11m40s da vencedora, enquanto Celina Carpinteiro (CDASJ / Cyclin'Team / Município de Albufeira) fechou o pódio na terceira posição.

Além dos títulos de Elite, Coruche atribuiu também as camisolas de Campeão Nacional dos diferentes escalões. No percurso longo, Ricardo Gil (Casa Benfica Almodôvar) sagrou-se Campeão Nacional de Master 30, Filipe Oliveira, da mesma equipa, venceu entre os Master 35, Pedro Pinheiro (Róódinhas / Master Vantagem) conquistou o título de Master 40 e Martinho Saragoça (Clube De Ciclismo De Castelo Branco) foi o mais forte em Master 45.


No percurso curto, Francisco Figueiredo (Róódinhas / Master Vantagem) conquistou o título nacional de Master 50, António Passos (Rompe Trilhos / Ajpcar) venceu em Master 55, Vítor Lourenço (Viveiros Vitor Lourenço/ Sintra C. Ciclismo) triunfou em Master 60, Rui Norte (Arlu Btt) foi Campeão Nacional de Master 65 e Carlos Correia (Btt Loulé / Elevis) arrecadou o título em Master 70. Na competição de Paraciclismo, David Costa (Rodactiva) celebrou a conquista da camisola de Campeão Nacional.

Entre as mulheres, Juliana Costa (Lxcycling - Academia de Ciclismo de Lisboa) venceu o escalão Master 30, Patrícia Rosa foi a mais forte em Master 35, Ângela Gonçalves (Saertex Portugal / Criazinvent) conquistou o título de Master 40, Raquel Santos (Btt Seia) triunfou em Master 45, Marisa (CostaKorpo Activo / Penacova) venceu em Master 50 e Telma Gonçalves (Garra-Onebike) sagrou-se Campeã Nacional em Master 55.

Coruche recebeu o Campeonato Nacional de Gravel numa jornada que voltou a evidenciar o crescimento de uma disciplina em forte expansão no ciclismo português. Os trilhos e caminhos do concelho ribatejano proporcionaram um cenário exigente para os atletas, que enfrentaram temperaturas elevadas e percursos seletivos na luta pelas camisolas nacionais.

A competição reuniu dezenas de participantes de diferentes categorias, confirmando a crescente adesão ao Gravel e o seu lugar cada vez mais relevante no panorama velocipédico nacional.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Henrique Bravo Brilha na Montanha e Faz Tremer Van Eetvelt: Brasileiro Termina Tour da Eslováquia a Apenas 19 Segundos da Glória”


Por: José Morais

O jovem talento brasileiro Henrique Bravo, de apenas 20 anos, protagonizou a melhor exibição da sua ainda curta carreira profissional ao terminar o Tour da Eslováquia no segundo lugar da classificação geral, apenas 19 segundos atrás do vencedor, o belga Lennert Van Eetvelt (Lotto Intermarché). Num duelo intenso até ao último dia, o ciclista sul-americano confirmou todo o seu potencial diante de um adversário já consolidado no pelotão internacional.

Van Eetvelt garantiu o triunfo final depois de conquistar também a etapa decisiva, que terminou na exigente subida de Král'ova Hoľa, uma ascensão inédita de 12,6 quilómetros com uma inclinação média de 8,7%, cenário escolhido para determinar o vencedor da corrida.

A etapa começou de forma movimentada, com o pelotão a fragmentar-se logo nos primeiros quilómetros e a permitir a formação de uma numerosa fuga. Durante largas dezenas de quilómetros, os escapados controlaram a corrida e chegaram a construir uma vantagem superior a dois minutos. No entanto, à medida que a estrada empinava em direção à montanha final, o grupo principal aumentou o ritmo e começou a anular a diferença.

A cerca de dez quilómetros da meta, a fuga perdeu definitivamente a capacidade de resistir e foi sendo absorvida pelo grupo dos favoritos. O derradeiro ataque dos fugitivos terminou quando os candidatos à vitória assumiram o controlo da corrida na aproximação à subida decisiva.

 

Bravo atacou vezes sem conta, mas Van Eetvelt resistiu

 

Na ascensão final, a seleção natural fez o seu trabalho. O grupo da frente ficou reduzido aos corredores mais fortes da prova, entre eles Van Eetvelt, Bravo, Jamie Meehan, Maxime Decomble, Rémi Daumas e Rainer Kepplinger.

Pouco depois, apenas três ciclistas permaneceram na luta pela etapa e pela geral: Van Eetvelt, Bravo e Meehan.

Emprestado pela formação de desenvolvimento da Soudal Quick-Step para esta prova ao serviço da equipa WorldTour, Bravo mostrou uma atitude ofensiva e não hesitou em testar o líder da corrida. O brasileiro lançou vários ataques na subida final, tentando isolar-se e reduzir a desvantagem na classificação geral.

Apesar da insistência e da excelente condição física demonstrada, o jovem sul-americano encontrou pela frente um Van Eetvelt sólido e experiente. O belga resistiu a todas as investidas e acabou por desferir o golpe decisivo nos metros finais, conquistando a etapa e reforçando a liderança da geral.

Bravo cruzou a meta na segunda posição, apenas cinco segundos atrás do vencedor, resultado suficiente para subir nove lugares na classificação geral e assegurar um brilhante segundo posto final.

 

Confirmação de um dos grandes talentos da nova geração

 

Depois de já ter impressionado esta temporada com o terceiro lugar no Giro Next Gen e o quinto posto no Tour de l'Avenir, Henrique Bravo acrescentou mais um resultado de enorme relevância ao seu currículo. A exibição na Eslováquia surge numa altura em que o seu futuro continua a gerar interesse e discussão entre equipas de topo, reforçando ainda mais a sua cotação no mercado.

O pódio final ficou completo com o irlandês Jamie Meehan (Cofidis), que terminou a 14 segundos de Van Eetvelt. Logo atrás surgiu o francês Maxime Decomble (Groupama-FDJ United), com o mesmo tempo do terceiro classificado, terminando a corrida a 29 segundos do vencedor.

Num Tour da Eslováquia decidido nas grandes montanhas, Van Eetvelt confirmou o favoritismo. Mas foi Henrique Bravo quem saiu da prova com o estatuto reforçado, depois de ter estado a escassos 19 segundos de assinar uma das maiores vitórias da sua carreira.

“Mathieu Van der Poel Assina Obra-Prima em Luxemburgo: 175 Quilómetros Isolado e uma Vitória Para a História”


Por: José Morais

Foto: Eurosport

Mathieu van der Poel voltou a desafiar os limites do ciclismo moderno e protagonizou uma das exibições mais impressionantes da temporada. O neerlandês da Alpecin-Deceuninck conquistou a quinta e última etapa da Volta ao Luxemburgo após uma fuga solitária de praticamente 175 quilómetros, deixando a concorrência sem resposta e reforçando a sua candidatura ao título mundial.

Depois de alguns dias discretos na corrida luxemburguesa, Van der Poel escolheu o derradeiro dia para assinar uma atuação memorável. O campeão neerlandês lançou-se ao ataque logo nos primeiros quilómetros e percorreu praticamente toda a etapa isolado na frente, completando sozinho 174 dos 177 quilómetros do percurso.

Num traçado particularmente exigente, com mais de 3.000 metros de desnível acumulado, o ciclista da Alpecin conseguiu construir uma vantagem superior a cinco minutos sobre o pelotão. Apesar da perseguição organizada por várias equipas, a margem nunca desapareceu por completo e o neerlandês manteve o controlo da corrida até à meta.

Atrás dele, vários corredores tentaram dar início à perseguição, formando um grupo que incluía Moritz Mauss, Fausto Valentin Penna, Morten Aalling Nørtoft, Loïc Bettendorff, Larry Valvasori e Johannes Adamietz. Contudo, os esforços revelaram-se insuficientes e todos acabaram por ser reabsorvidos pelo pelotão quando ainda faltavam cerca de 50 quilómetros para o final.

 

Quatro horas de resistência e classe pura

 

A perseguição passou depois para as mãos de equipas como Decathlon AG2R La Mondiale, EF Education-EasyPost, Lidl-Trek e Soudal Quick-Step. Mais tarde, a Visma-Lease a Bike assumiu as operações para defender a liderança de Davide Piganzoli na classificação geral.

Mesmo quando começaram os ataques nos quilómetros finais, Van der Poel continuou inalcançável. Søren Kragh Andersen e Pepijn Reinderink ainda tentaram agitar a corrida, enquanto Mikkel Honoré lançou uma ofensiva individual para reduzir a diferença. Ainda assim, ninguém conseguiu aproximar-se verdadeiramente do fugitivo.

Ao fim de 4 horas e 7 minutos de esforço quase ininterrupto na frente da corrida, Van der Poel cruzou a meta isolado, com 1m04s de vantagem sobre Honoré, concluindo uma das mais longas e marcantes vitórias a solo dos últimos anos.

 

Um sinal forte antes do Mundial

 

No final da etapa, o neerlandês revelou que a iniciativa não fazia parte dos planos da equipa.

“Não era o plano. Encontrei-me sozinho na frente muito cedo e fui pedalando ao meu ritmo. Inicialmente pensei que me iam alcançar, mas a vantagem continuava a aumentar. Quando percebi isso, decidi seguir até ao fim”, explicou.

Questionado sobre a confiança que esta vitória lhe traz para o Campeonato do Mundo, Van der Poel mostrou-se satisfeito com a resposta física apresentada.

“Espero que sim. Hoje tive pernas incríveis. Nos últimos dias não me sentia no meu melhor nível. Vim de um período de treino em Espanha e talvez tenha exagerado um pouco na carga de trabalho. Mas hoje senti-me realmente muito bem.”

Além da vitória de etapa, a demonstração do neerlandês deixou uma mensagem clara para os seus rivais: Mathieu van der Poel chega ao Mundial em forma e disposto a voltar a fazer história.

“José Borges regressa às vitórias na Taça de Portugal de Enduro em São Brás de Alportel”


Fotos: Sportflash Solutions / FPC

A quarta Taça de Portugal de Enduro presented by Shimano disputou-se este domingo em São Brás de Alportel, reunindo centenas de atletas no Algarve para mais uma jornada de competição. Na Elite masculina, José Borges (AD Galomar / FACCO) foi o mais rápido nas especiais cronometradas, conquistando a vitória com o tempo total de 13m46s. O atleta da formação madeirense aproximou-se, também, da liderança da Taça de Portugal de Enduro após esta quarta prova.

José Borges, Campeão Nacional de Enduro, superiorizou-se este domingo a Jimmy Silva (Clube Caniço Riders-SOMEQ), segundo classificado, a 19 segundos, e a Joaquim Meneses (Bicisintra / GásMucifal), terceiro, a 33 segundos do vencedor.

Entre as bicicletas de assistência elétrica, Tiago Ladeira (Miranda Factory Team) voltou também a ser o mais forte na categoria E-Elite masculina, reforçando a liderança da Classificação Geral, enquanto Guilherme Barros (BTT Loulé / Elevis) foi o segundo do dia e o colega de equipa, Diogo Pinguinha, foi o terceiro nesta vertente. Na competição feminina, a vitória foi para Ana Leite (AXPO Team Vila do Conde), que demonstrou de novo o seu domínio na temporada, somando mais um triunfo na categoria E-Elite feminina.


Nos restantes escalões, em Sub-23 masculinos venceu Tiago Fernandes (Clube Caniço Riders-SOMEQ) e em Sub-19 masculinos, a vitória sorriu a Joaquim Meneses (Bicisintra / GásMucifal). Francisco Correia (Clube Caniço Riders-SOMEQ), em Sub-17 masculinos e Matilde Sanches (Escola BTT Raposas de Alenquer), em Sub-17 femininos foram os vencedores neste escalão. Já João Patrício (S.U.C MTB Racing Team) triunfou em Sub-15 masculinos e Victor Horne (BTT Loulé / Elevis) em Sub-13 masculinos.

Nas categorias de Masters, os vencedores foram Tiago Duarte (Bicisintra / GásMucifal), em Master 30, Pedro Ferreira (AD Galomar/FACCO), em Master 35, Rúben Martins, em Master 40, Nuno Lopes (A.D.A.R. / OFIMOTO), em Master 45, David Guerra (RÓÓDINHAS / Master Vantagem), em Master 50, e João Gonçalves (Mirachoro Hotels-Centro Ciclismo de Portimão-La Gioconda), em Master 55.

A AD Galomar/FACCO foi a equipa mais pontuada da jornada algarvia, à frente do Clube Caniço Riders-SOMEQ e da Bicisintra / GásMucifal. Com este resultado, a formação madeirense reforçou também a liderança da classificação coletiva da Taça de Portugal.

A duas provas do final da Taça de Portugal de Enduro presented by Shimano, a luta pelos títulos mantém-se em aberto em várias categorias. Na Elite masculina, Jimmy Silva continua a liderar a Classificação Geral, com 620 pontos, mas viu José Borges reduzir a diferença para apenas 20 pontos, deixando tudo em aberto para a reta final da temporada. Entre as femininas, Ana Luz conserva o comando da Geral.

Nas E-Bikes, Tiago Ladeira reforçou a liderança da categoria E-Elite masculina e Ana Leite segue isolada no topo da classificação feminina nesta vertente.

Por outro lado, há categorias onde alguns corredores continuam a revelar uma impressionante consistência ao longo da época. É o caso de Pedro Ferreira (Master 35) e de Francisco Correia (Sub-17), que mantêm o pleno de vitórias.

A Taça de Portugal de Enduro presented by Shimano prossegue nos dias 10 e 11 de outubro, em Proença-a-Nova, antes da derradeira etapa da temporada, agendada para os dias 31 de outubro e 1 de novembro, na ilha de Santa Maria, nos Açores.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Amadora voltou a pedalar: 36.º Passeio de Cicloturismo ASA Classic Race reuniu cerca de 170 participantes”


Por: José Morais

Fotos: Revista Noticias do Pedal

Num ambiente de grande animação e confraternização, a cidade da Amadora recebeu este domingo a 36.ª edição do Passeio de Cicloturismo ASA Classic Race, uma iniciativa organizada pelo Grupo de Cicloturismo Estrelas da Amadora que voltou a afirmar-se como uma das referências da modalidade.


Com quase quatro décadas de história, os Estrelas da Amadora continuam a promover o gosto pelo ciclismo e pelo convívio sobre duas rodas. A edição deste ano reuniu cerca de 170 cicloturistas, que percorreram um trajeto de aproximadamente 50 quilómetros entre os concelhos da Amadora e Sintra.


Desde cedo, a sede da coletividade recebeu os participantes, que trataram das confirmações de inscrição e ultimaram os preparativos para uma manhã dedicada ao cicloturismo. A partida foi dada pelas 9h15, com o pelotão a atravessar várias localidades da região, entre elas Falagueira, Massamá, Mem Martins, Algueirão, Cacém e Idanha.


O percurso foi realizado em duas etapas, incluindo uma paragem na Dechatlon de Sintra para reabastecimento de água e fruta. Apesar de apresentar alguns setores mais exigentes, o trajeto foi considerado de dificuldade média, permitindo que os participantes completassem a prova sem grandes problemas.


As condições meteorológicas revelaram-se particularmente favoráveis à prática da modalidade. Com céu limpo e temperaturas elevadas para a época, os termómetros ultrapassaram os 31 graus, proporcionando uma manhã quente, mas ideal para desfrutar da bicicleta.

O passeio terminou pouco depois do meio-dia, no mesmo local da partida, junto à sede do Grupo de Cicloturismo Estrelas da Amadora, na Praceta da Terra da Bonita.


 

Uma clássica que resiste ao tempo

 

Considerado já uma das clássicas do calendário cicloturístico nacional, o evento continua a reunir apreciadores da modalidade, embora os números atuais reflitam uma realidade comum em muitos passeios do género: a redução gradual de participantes e de provas organizadas.


Ainda assim, a organização voltou a demonstrar capacidade e dedicação, assegurando uma velocidade adequada ao espírito do cicloturismo e proporcionando uma jornada segura e agradável para todos os presentes.

Merece também destaque o trabalho da PSP de Trânsito da Amadora, que garantiu a segurança do pelotão ao longo de todo o percurso, assim como o acompanhamento dos Bombeiros da Amadora. Felizmente, o passeio decorreu sem acidentes, contribuindo para o sucesso da iniciativa.


Fica igualmente o agradecimento à organização e a todas as entidades envolvidas pelas condições proporcionadas para a realização da reportagem e recolha de imagens do evento.

Brevemente será publicado o filme, fique com um pouco de história da Amadora.


 

Amadora: um concelho com história

 

Criado a 11 de setembro de 1979, o Município da Amadora foi o primeiro concelho português constituído após o 25 de Abril de 1974. Com uma área de 23,79 km² e uma população de 171.454 habitantes, de acordo com os Censos de 2021, integra a Área Metropolitana de Lisboa e faz fronteira com Lisboa, Odivelas, Sintra e Oeiras.


Ao longo da sua evolução administrativa, o concelho passou por diversas reorganizações territoriais. Atualmente é composto por seis freguesias: Águas Livres, Alfragide, Encosta do Sol, Falagueira-Venda Nova, Mina de Água e Venteira.

Com vestígios de ocupação humana desde a Pré-História, o território da Amadora possui uma rica herança histórica e cultural, mantendo-se hoje como um dos mais dinâmicos municípios da Área Metropolitana de Lisboa.

Podem visualizar as fotos deste passeio em:

https://photos.google.com/share/AF1QipO7h-xZmDJa1xs5ZnmYvdV8vLm1eDggYBsOODl3BHjlRwNq_00h0xY_VWgRsvvujQ?key=U3Z1RVFzb2RQNkFCeWY3cmdnY3pWa3ZGLUJmQzNn

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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