quinta-feira, 11 de julho de 2019

“GP Internacional Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho”

Gustavo César Veloso veste-se de amarelo no Turcifal

Por: José Carlos Gomes

O galego Gustavo César Veloso (W52-FC Porto) quebrou hoje a “malapata” do Turcifal, vencendo nesta vila do concelho de Torres Vedras o prólogo do Troféu Joaquim Agostinho, depois de ali já ter sido três vezes segundo classificado em edições anteriores da corrida.

O prólogo de 8 quilómetros foi mais rápido do que nos quatro últimos anos, o que aconteceu devido ao vento favorável em parte do percurso. Para se perceber a diferença, podemos adiantar que Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano) foi hoje o 24.º classificado, com 10m54s, registo que, há um ano, no mesmo traçado, ter-lhe-ia valido a décima posição.

Gustavo César Veloso foi quem melhor aproveitou as condições do final de tarde desta quinta-feira, terminando com 10m20s e mostrando que ainda pode ter um papel de liderança a desempenhar no coletivo da W52-FC Porto. O galego foi acompanhado no pódio pelo companheiro de equipa Samuel Caldeira, que gastou mais 5 segundos, e pelo búlgaro Nikolay Mihaylov (Efapel), que ficou a 11 segundos da camisola amarela.

“Já tinha sido aqui segundo classificado três vezes, parece que os prólogos me resistiam e não me deixavam vencê-los. Além disso, o início desta época foi difícil para mim, o que aumenta a minha felicidade. Só fico um pouco triste porque fui eu que tirei a vitória ao Samuel Caldeira. Hoje o vento estava favorável numa parte rápida, o que explica a maior velocidade”, afirmou o vencedor do dia.

O prólogo de hoje faz adivinhar um despique intenso entre a W52-FC Porto e a Efapel pela classificação geral, únicas equipas com ciclistas no top 7. Os portistas colocaram quatro homens nos sete primeiros, três dos quais com potencial para conquistar a classificação geral, Gustavo César Veloso, primeiro, Ricardo Mestre, quinto, e Edgar Pinto, sétimo. A equipa de Ovar ocupou três posições no top 6: Nikolay Mihaylov, segundo, Sérgio Paulinho, terceiro, e Henrique Casimiro, sexto.

“Saí para fazer o melhor prólogo possível, com as referências do Caldeira, que me ajudaram muito. Agora estou de amarelo, mas ainda há mais três etapas. São equipas de seis, o que dificulta o controlo da corrida, e os rivais também têm força e merecem o máximo de respeito”, explica Gustavo César Veloso.

A W52-FC Porto está no topo da geral por equipas, com 21 segundos de vantagem sobre a Efapel. O holandês Mario Doets (Alecto Cyclingteam) é o melhor jovem.

A primeira etapa em linha corre-se nesta sexta-feira, ligando a Adega Cooperativa de S. Mamede da Ventosa (12h40) a Sobral de Monte Agraço (16h20). Em teoria é uma jornada para sprinters, mas o terreno sempre ondulado da região pode provocar surpresas.

Fonte: FPC

“Assembleia da República aprovou Projeto de Resolução”

A Assembleia da República aprovou, por unanimidade, um projeto de resolução que recomenda ao Governo uma avaliação da necessidade de melhor proteger as atividades desenvolvidas pelas federações desportivas e de impedir a realização de eventos que coloquem em causa o direito das federações.

A iniciativa surgiu após as diligências da Associação de Ciclismo do Minho que defende a obrigatoriedade de todos os eventos desportivos serem previamente oficializados pelas federações detentoras do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva. Em causa está, segundo a ACM, a necessidade de garantir o cumprimento das normas de segurança, da salvaguarda e defesa da verdade e da ética desportiva e de impedir a violação de regras técnicas das modalidades que, a não acontecer, pode resultar em prejuízo e risco para os atletas.

O Projeto de Resolução foi apresentado pelo Partido Social Democrata e na votação em plenário da Assembleia da República recolheu a unanimidade dos deputados do PSD, PS, BE, CDS-PP, PCP, PEV, PAN e do deputado independente Paulo Trigo Pereira. Previamente, a Projeto de Resolução (nº 2048/XIII - 4ª) foi apreciado pela Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto da Assembleia da República.

“Decorridos 4 anos sobre a entrada em vigor do diploma [que define as formas de proteção do nome, imagem e atividades desenvolvidas pelas federações desportivas], constata-se que, apesar de diversas virtualidades (…) tem sido pública a existência de situações em que a fiscalização e aplicação do diploma não está a corresponder às legítimas expetativas das federações desportivas”, refere o Projeto de Resolução subscrito pelo líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, eleito deputado pelo círculo de Braga.

Nesse sentido, o documento recomenda ao Governo uma avaliação da implementação da legislação, “em particular da sua fiscalização e capacidade para impedir a realização de eventos que coloquem em causa o direito das federações desportivas a verem as suas atividades devidamente salvaguardadas”. Simultaneamente, o Projeto de Resolução sugere que “considerando a constante mutação do fenómeno desportivo”, o Governo “avalie a necessidade de proteger de forma mais efetiva e, porventura, mais abrangente, em particular, as atividades desenvolvidas pelas federações desportivas”.

Recorde-se que a Associação de Ciclismo do Minho tem defendido a obrigatoriedade de todos os eventos desportivos serem oficializados pelas federações detentoras do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva, tendo oportunamente apresentado um conjunto de propostas ao Secretário de Estado do Desporto e Juventude, João Paulo Rebelo.

De acordo com a associação minhota, “existem cada vez mais eventos que fogem à tutela das federações e nos quais não existe qualquer garantia do cumprimento das normas de segurança, da salvaguarda e defesa da verdade e da ética desportiva e da existência, por exemplo, de seguros obrigatórios e de várias licenças e autorizações”.

“Esses eventos são um sério problema do desporto atual e uma grave ameaça ao desenvolvimento desportivo, não apenas do ciclismo, configurando uma flagrante e incompreensível concorrência desleal em relação a eventos desportivos devidamente oficializados pelas federações dotadas do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva”, explica José Luís Ribeiro, Presidente da Associação de Ciclismo do Minho.

Segundo o dirigente da ACM, nos referidos eventos “não é verificada, no que ao ciclismo diz respeito, a adequação das atividades aos participantes em função, por exemplo, das idades, distâncias e nível de dificuldade, entre outros fatores”, além de que “como temos vindo a alertar, desde 2014, persistem sinais preocupantes em relação ao doping em eventos e competições não reconhecidas pelas federações desportivas e que poderão estar a contribuir para a sua proliferação”. De igual modo, refere a ACM, “vemos com preocupação problemas de segurança e de violação de regras técnicas relevantes da modalidade, em potencial prejuízo e risco dos atletas”.

“Temos assistido ao aparecimento de um considerável número de eventos que se evadem às competências conferidas pelo Estado às Federações Desportivas dotadas do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva, circunstância que, resultando de uma evolução do fenómeno desportivo, não deixa de induzir sérios riscos aos princípios e valores subjacentes à prática desportiva, entre os quais, os princípios da ética, da defesa do espírito desportivo, da verdade desportiva e da formação integral de todos os participantes”, argumenta José Luís Ribeiro.

O Presidente da Associação de Ciclismo do Minho considera que “é urgente e imperioso enquadrar definitivamente todos os eventos nas respetivas Federações dotadas do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva pelo que, acompanhando a evolução do fenómeno desportivo e antecipando o futuro, estamos determinados, com o apoio da Federação Portuguesa de Ciclismo e de outras federações que sentem o mesmo problema, em conseguir uma solução para o problema”.

Refira-se que a Associação de Ciclismo do Minho liderou anteriormente o movimento que exigiu a eliminação da discriminação das modalidades praticadas na via pública no acesso à comparticipação do Estado, concedida através de verbas dos jogos sociais, para com os custos do policiamento. As modalidades praticadas na via pública não tinham direito aos apoios do Estado para o policiamento porque a legislação apenas contemplava as modalidades praticadas em recintos desportivos.

Em outubro de 2012, na sequência das diligências da Associação de Ciclismo do Minho, foi publicado um novo regime de policiamento que passou a incluir as atividades realizadas na via pública no leque de apoios, tendo sido o 12º Circuito de Palmeira / Prémio Peixoto Alves a primeira prova de ciclismo de estrada a beneficiar da comparticipação do Estado com os custos do policiamento.

Fonte: ACM

“Atleta de Almeirim pedalou 10 mil quilómetros até ao Nepal e reuniu 11 mil euros para causas”

Lema do projeto era de recolher 1 euro por 1 quilómetro percorrido

Por: Lusa

O atleta Pedro Bento percorreu, de bicicleta, perto de 10.000 quilómetros entre Almeirim (no distrito de Santarém) e Katmandu (Nepal) em 71 dias, tendo recolhido perto de 11.000 euros que vai entregar a várias causas.

Pedro Bento, que vai narrar a sua aventura sexta-feira à noite, no cineteatro de Almeirim, disse esta quinta-feira à Lusa que ficaram a faltar cerca de 100 quilómetros para a meta que tinha estabelecido, mas o objetivo de reunir 10.000 euros - o lema do projeto era "1 euro por 1 quilómetro" - foi ultrapassado.

O desafio a que se propôs teve inicialmente por objetivo apoiar os Bombeiros Voluntários de Almeirim, em agradecimento por todo o apoio recebido na sequência do acidente grave que sofreu em abril de 2017, e o projeto "Dreams of Katmandu", do português Pedro Queirós.

Pedro Bento afirmou que o apoio ao projeto de Katmandu (no total de 1.500 euros), destinado inicialmente a garantir bolsas de estudo e alimentação a dois jovens nepaleses, foi alargado à compra de uniforme e livros escolares para um outro jovem de um orfanato local e ao pagamento de uma ida das oito crianças desse orfanato, pela primeira vez, a uma piscina.

Pedro Bento conheceu o projeto "Dreams of Katmandu", que continua no Nepal a apoiar as crianças do Campo Esperança, vítimas do terramoto de 2015, quando participou numa prova naquele país, em 2016, altura em que se tornou "irmão" de Mingmar e Tenzing Sherpa, numa cerimónia que "mexeu" consigo.

Aos bombeiros de Almeirim, o atleta vai oferecer 10 fatos de proteção e combate a incêndios, num total de 8.000 euros.

Como os donativos para o projeto ultrapassaram o valor colocado como objetivo, Pedro Bento decidiu, com o acordo da maioria dos perto de 3.000 seguidores da sua página - https://bakonbike2019.wixsite.com/bakonbike2019 - , ajudar na compra de uma cadeira de rodas desportiva para Luís Jejum, o atleta de 36 anos, natural da Golegã (Santarém), que sofreu graves lesões na coluna num acidente durante uma prova de BTT na Carregueira (Chamusca), em setembro de 2017.

Pedro Bento, 40 anos, sofreu um acidente de mota a 01 de abril de 2017 quando fazia o reconhecimento do percurso para uma prova de BTT que se realizava no dia seguinte, pelo que, quando ouviu a história de Luís Jejum, se "identificou" com ele, tendo-o visitado no hospital.

Contra todas as previsões, Pedro Bento não só não ficou em cadeira de rodas, como conseguiu recuperar fisicamente a ponto de voltar a uma prática desportiva que lhe tinham dito que nunca mais iria fazer.

A motivação de "agradecer e ajudar" levou-o a iniciar a viagem no passado dia 13 de abril, tendo regressado a Almeirim a 26 de junho.

O desafio levou menos dois dias do que inicialmente planeado, pela necessidade de algumas alterações no percurso e porque os danos provocados à bicicleta no voo de regresso o obrigaram a fazer o percurso do aeroporto de Lisboa até casa de comboio.

Técnico superior de desporto na Câmara Municipal de Almeirim (que lhe permitiu o gozo de uma licença sem vencimento e das férias) e membro da secção dos 20kms de Almeirim, Pedro Bento tem já em mente um novo desafio, que só vai revelar quando souber se tem condições para o realizar, disse.

O acidente que sofreu interrompeu um projeto que o atleta havia iniciado após participar, em 2007, na que era considerada como uma das mais duras provas de BTT do mundo, na Costa Rica, o de "fazer as 10 provas que as revistas diziam ser as mais difíceis do mundo".

Seis estão cumpridas - Costa Rica, Canadá, Itália, Chile, Nepal (onde foi o primeiro português a chegar aos 5.400 metros de altitude de bicicleta) e Austrália, esta um ano depois do previsto dada a ocorrência do acidente -, mas, "pelo meio", decidiu fazer este projeto como forma de agradecimento.

Com nove vértebras e a omoplata direitas partidas no acidente, Pedro Bento não esconde que às muitas peripécias que viveu na viagem - como enfrentar temperaturas de 51 graus e passar dias a "bananas e água", como aconteceu na Índia - se somaram dores e algumas lesões.

Pedro Bento atravessou 14 países, apenas evitando passar no Afeganistão e no Paquistão, tendo viajado de avião do Irão para a índia.

Fonte: Record on-line

“Dylan Teuns vence sexta etapa do Tour e Giulio Ciccone é o novo líder da geral”

Belga completou os 160,5 quilómetros entre Mulhouse e La Planche des Belles Filles em 4:29.03 horas

Por: Lusa

Foto: Reuters

O belga Dylan Teuns (Bahrain Merida) venceu esta sexta-feira a sexta etapa da Volta a França, com o italiano Giulio Ciccone (Trek-Segafredo), segundo, a assumir a liderança da classificação geral individual.

Teuns, que fez vingar a fuga, completou os 160,5 quilómetros entre Mulhouse e La Planche des Belles Filles em 4:29.03 horas, 11 segundos a menos que o novo camisola amarela, Ciccone, e 1.05 minutos para o belga Xandro Meurisse (Wanty-Gobert), terceiro.

Na classificação geral, o italiano assume a liderança que era do francês Julian Alaphilippe (Deceuninck-Quick Step), agora segundo a seis segundos, com o vencedor do primeiro dia de alta montanha no terceiro posto, a 32.

Na sexta-feira, a sétima etapa liga Belfort a Chalon-sur-Saône, com 230 quilómetros que terminam com mais de 100 quilómetros de terreno plano, próprio para uma disputa ao sprint.

Fonte: Record on-line

“Tour: Patrick Bevin é o primeiro ciclista a desistir nesta edição”

Neozelandês fraturou duas costelas

Foto: Reuters

O neozelandês Patrick Bevin (CCC) tornou-se esta quinta-feira o primeiro desistente da edição de 2019 da Volta a França, antes do início da sexta etapa da prova, devido à fratura de duas costelas.

Bevin, o primeiro desistente entre os 176 participantes no Tour, já sofreu duas quedas, a mais grave na quarta tirada. O ciclista da equipa CCC ainda completou a quinta etapa, realizada na quarta-feira, mas vai falhar a partida para a etapa de hoje, em consequência das lesões.

O neozelandês ocupava a 137.º posição da classificação geral individual à partida para o sexto dia de competição, que levará os corredores a enfrentarem as primeiras dificuldades de montanha, com uma ligação de 160,5 quilómetros entre Mulhouse e La Plance des Belles Files.

Fonte: Record on-line

“GUSTAVO VELOSO VENCE PRÓLOGO E LIDERA GERAL DO TROFÉU JOAQUIM AGOSTINHO”

Na sexta-feira, a primeira etapa liga Ventosa a Sobral de Monte Agraço.

O espanhol Gustavo Veloso (W52-FC Porto) venceu hoje o prólogo do Grande Prémio Internacional de Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho, assumindo a liderança da geral individual em Turcifal, Torres Vedras.

Numa tirada de oito quilómetros cronometrados, o espanhol dos ‘dragões’ foi o mais rápido, ao completar a distância em 10.20 minutos, cinco segundos mais rápido que um colega de equipa, Samuel Caldeira, e que o búlgaro Nikolay Mihaylov (Efapel), terceiro a 11.

Veloso lidera agora a geral, num ‘top-10’ dominado pelos ‘dragões’, que colocam ainda Ricardo Mestre em quinto e Edgar Pinto em sétimo, e pela Efapel, que tem Sérgio Paulinho no quarto posto e Henrique Casimiro em sexto.

Daniel Freitas (Miranda-Mortágua) é oitavo, o espanhol Alejandro Marque (Sporting-Tavira) é nono e o holandês Marco Doets (Alecto Cyclingteam) fecha os dez primeiros classificados.

Na sexta-feira, a primeira etapa liga Ventosa a Sobral de Monte Agraço, numa extensão de 156,8 quilómetros que inclui uma contagem de montanha de terceira categoria, na Serra da Vila.

Fonte: Sapo on-line