quarta-feira, 21 de novembro de 2018

“Volta ao Algarve”

Volta ao Algarve com percurso clássico em 2019

Por: José Carlos Gomes

A 45.ª edição da Volta ao Algarve, na estrada entre 20 e 24 de fevereiro de 2019, terá um percurso clássico, semelhante ao dos anos anteriores.

A corrida portuguesa de categoria 2.HC, a mais elevada do circuito Europe Tour, apresenta cinco etapas, oferecendo oportunidades para todo o tipo de corredores.

O arranque acontece em Portimão, cidade que já recebia a Volta ao Algarve desde 2012. Será dali que parte a primeira etapa, a mais longa da competição, 199,1 quilómetros até Lagos. Espera-se que seja uma chegada ao sprint, na mesmo local onde, nos dois últimos anos, venceram Fernando Gaviria e Dylan Groenwegen.

A segunda etapa começa em Almodôvar e termina no pontos mais alto do Algarve, a Fóia, no concelho de Monchique. A viagem terá 187,4 quilómetros e um acumulado de 3600 metros. A meta coincide com uma contagem de montanha de primeira categoria, onde, nos últimos anos, triunfaran Daniel Martin e Michal Kwiatkowski. A chegada à Fóia será feita por uma vertente com 8 quilómetros de subida e uma inclinação média de 6,3 por cento.

A Volta ao Algarve continua a afirmar-se como um dos primeiros "braços-de-ferro" para os contrarrelogistas no início de época, teste essencial para os especialistas experimentarem as novas "cabras". A terceira etapa será um exercício individual de 20,3 quilómetros, com início e final em Lagoa. O contrarrelógio vai disputar-se no mesmo percurso do ano passado, no qual se impôs o vencedor da Volta a França, Geraint  Thomas.

Os sprinters terão nova oportunidade ao quarto dia, aquando da ligação de 198,3 quilómetros, entre Albufeira e Tavira. À semelhança do que aconteceu nos últimos dois anos, quando se impuseram André Greipel e Dylan Groenewegen, são esperados milhares de espectadores para assistir à previsível disputa entre alguns dos melhores velocistas do pelotão mundial.

 

Como vem sendo tradição, a Volta ao Algarve termina no alto do Malhão, concelho de Loulé. A quinta e última etapa terá 173,5 quilómetros, partindo de Faro e chegando ao Malhão. A meta coincide com um prémio de montanha de segunda categoria, uma subida curta mas muito exigente - 2,5 quilómetros com inclinaçãoo média de 9,9 por cento -, onde, nos últimos dois anos se impuseram Amaro Antunes e Michal Kwiatkowski.

O percurso reúne todos os ingredientes para que a Volta ao Algarve continue a ser uma das melhores corridas do mundo e um dos eventos com maior qualidade no contexto de todo o desporto português.

 

Etapas

20 de Fevereiro - 1.ª Etapa: Portimão - Lagos, 199,1 km

21 de Fevereiro - 2.ª Etapa: Almodôvar - Fóia, 187,4 km

22 de Fevereiro - 3.ª Etapa: Lagoa - Lagoa, 20,3 km (CRI)

23 de Fevereiro - 4.ª Etapa: Albufeira - Tavira, 198,3 km

24 de Fevereiro - 5.ª Etapa: Faro - Malhão, 173,5 km

 

Últimos Vencedores da Volta ao Algarve

2018 - Michal Kwiatkowski (Team Sky)

2017 – Primoz Roglic (Team Lotto NL-Jumbo)

2016 – Geraint Thomas (Team Sky)

2015 – Geraint Thomas (Team Sky)

2014 – Michal Kwiatkowski (Omega Pharma-QuickStep)

2013 – Tony Martin (Omega Pharma-QuickStep)

2012 – Richie Porte (Sky)

2011 – Tony Martin (HTC-Highroad)

2010 – Alberto Contador (Astana)

2009 – Alberto Contador (Astana)

Fonte: FPC

“André Cardoso aponta o dedo às "teias do doping" e diz ser alvo de injustiça”

Ciclista foi suspenso por quatro anos pela UCI

Por: Lusa

O português André Cardoso insurgiu-se esta terça-feira contra as "teias do doping", acusando-as de terem manipulado os testes de análise à urina que levaram à sua suspensão por quatro anos, imposta pela União Ciclista Internacional (UCI).

Em carta aberta, o veterano, de 34 anos, diz ser alvo de uma "grande injustiça desportiva" e que a decisão de o sancionar com quatro anos de suspensão, depois de acusar positivo por EPO em 2017, se prende com um "conflito de interesses" na forma como são avaliados os testes.

Recordando que a amostra A foi positiva, mas a B foi considerada inconclusiva, o que alterou o tipo de processo junto da UCI, Cardoso aponta o dedo aos procedimentos dos laboratórios de análise, em particular o suíço, instalado em Lausana, que avalia análises das principais competições.

"Quando isto acontece é mais simples exterminar o atleta, o caminho mais fácil e sem consequências. E continuar com o cliché 'acusaste, tomaste'. Até porque um falso positivo tem graves consequências para o laboratório, a Agência Mundial Antidopagem (AMA) pode tirar a acreditação do mesmo", acusa.

No documento, o ciclista luso expõe a sua versão do processo que levou à suspensão e denuncia o "conflito de interesses" instalado na modalidade: "Ia eu desmistificar o doping?", questiona.

Em 16 de novembro, já tinha anunciado, em comunicado, que pretendia angariar fundos para uma "batalha legal" com a UCI, com o objetivo de "limpar o nome" e contestar os resultados junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD).

O processo demorou mais de um ano a ficar concluído, tendo o corredor português sido provisoriamente suspenso pela UCI poucos dias antes do início da Volta a França de 2017, na qual estava previsto competir.

O controlo, feito a sangue e urina, aconteceu em 18 de junho de 2017, alguns dias depois de o português ter terminado o Critério do Dauphiné em 19.º lugar, o que contribuiu para a integração na equipa Trek-Segafredo designada para a Volta a França daquele ano, na qual faria a estreia.

Fonte: Record on-line