domingo, 24 de fevereiro de 2019

“17ª Bênção Nacional dos Ciclistas”

Centenas e centenas de ciclistas, marcaram mais um ano presença em Fátima

Texto: José Morais

Fotos: Helena e José Morais

Muito Sol, muito calor, um excelente e autêntico dia de verão, animou a 17ª edição da Bênção Nacional dos Ciclistas realizada em Fátima, a qual contou com centenas e centenas de participantes, oriundos um pouco de diversos locais de Portugal, com o recinto do Calvário Húngaro, junto à Capela de Santo Estevão, a ficar repleto de ciclistas.

Numa organização da União de Ciclismo de Leiria, a concentração ocorreu pelas 9 horas no parque número 12, onde muitos participantes começaram a chegar bastante cedo.

Pelas 11 horas, era dada a partida às muitas centenas de participantes, que num pequeno passeio de bicicleta pedalaram rumo a Valinhos, onde no recinto do Calvário Húngaro veio a terminar o mesmo com um Sol, a aquecer todos os participantes.

Pelas 11,30 era dado o início do evento, o qual foi presidido pelo Bispo Emérito da Diocese de Leiria/Fátima, D. Serafim Ferreira e Silva, grande impulsionador, e apoiante desde o primeiro dia da Bênção Nacional dos Ciclistas, que iniciou com uma mensagem, seguiu-se a santa missa, e terminou com a Bênção a todos os ciclistas, familiares, e acompanhantes, onde o objetivo era o de pedir proteção para todos os ciclistas, tanto nas estradas de Portugal, como do mundo inteiro.

O calor foi sem dúvida imenso, mas todos se mantiveram até ao fim, firmes, com um objetivo, a de serem benzidos, e de participarem neste grande evento de Fé nacional, onde se pode dizer que a “Fé move multidões”.

Muitos foram pela primeira vez, muitos foram repetentes, e muitos que tem marcado presença desde o primeiro dia, mais um ano não faltaram, foram aqueles que ao longo de 17 anos tem resistido, onde já apanharam muita chuva, muito vento, neve, e puderam contar pelos dedos das mãos, as poucas edições onde o Sol marcou presença.

Duas das figuras que marcam sem dúvida este evento, a primeira, a persistência de um apaixonado da bicicleta, um grande impulsionador, e uma figura que tem levado o nome de Portugal aos quatro cantos mundo, ele chama-se Carlos Vieira, é presidente da União de Ciclismo de Leiria, que no final da Bênção falava à nova reportagem ao dizer: “ Depois da Bênção celebrada por D. Serafim, mais uma vez apraz-me dizer que foi um êxito, Nossa Senhora brindou-nos com um dia de sol, que não é coisa habitual, todos os ciclistas tiveram o privilégio de assistir à Peregrinação e Bênção, acho que foi um êxito”. 

Como mensagem final, Carlos Vieira dizia: “Agradecer a todos que estiveram presentes, nesta 17ª Peregrinação dos ciclistas em Fátima, vindo de bicicleta ou não, o regresso a casa excelente, e convida-los a todos a estarem aqui no Calvário Húngaro em 2020, na 18ª Bênção Nacional dos Ciclistas”.

A segunda figura, a de D. Serafim Ferreira e Silva, ele também um grande impulsionador, e apoiante desde a primeira edição que à nossa reportagem dizia: “A mensagem é a seguinte, a bicicleta tem o símbolo das duas rodas, andar numa roda só é possível mas muito difícil, as duas rodas forma um conjunto, e o guiador é o orientador, chamado Jesus Cristo, então fazendo um apelo à vida familiar, a família é sempre o núcleo básico, depois a convivência paternal não é da aldeia, não é da rua, mas é um conjunto, sentido de sociedade, mas sempre com um objetivo, no tempo para mais além, é esta a mensagem que queiró deixar a todos, e com muito gosto transmito”.

E D. Serafim terminava assim quando lhe pedimos uma mensagem para a presença da 18ª edição a realizar em 2020 ao qual começou assim, e até em modo de brincadeira: “oxalá, oxalá, eu se já tiver partido, vou pedir ao São Pedro para vir cá também, não venho de bicicleta, mas é uma simbologia de estar presente”.

E com estas declarações destes dois impulsionadores desta bonita iniciativa, que nos despedimos. Foi uma Bênção sem dúvida muito bonita, muito positiva, onde mais um ano Fátima, o Altar do Mundo como é conhecida, foi marcada com a presença de muitos ciclistas, acompanhantes e amantes da bicicletas, fosse profissionais, amadores, ou simples utilizadores de bicicletas, já que existiu espaço para todos, muita alegria, e convívio, o caso das pasteleiras de Santa Catarina da Serra, onde mais um ano marcaram presença, como sempre vestidos a rigor.

Em final de reportagem, um agradecimento especial também à GNR de Fátima pelo excelente trabalho feito em prol da segurança de todos, do longo pelotão que encheu as estrada de Fátima, e ainda à Reitoria de Fátima, pela disponibilidade que mais um ano colocou para que este evento se realiza-se, num local Sagrado, de muita Fé, que sem dúvida mais uma vez dizemos de que “Fé move multidões”. 

Bons passeios, boas pedaladas.

As fotos deste evento podem ser visualizadas em:

“UAE Tour: Rui Costa olha à vitória a correr em 'casa'”

Português está entre os favoritos nos Emirados

Depois da Volta a Omã, naquela que foi a sua segunda corrida do ano, terminando em 4º, Rui Costa deslocou-se pouco no mapa para ir até aos Emirados Árabes Unidos, onde a partir de hoje se correu a 1ª edição do UAE Tour (ex-Volta a Abu Dhabi).

O português, bem como a sua equipa, a UAE Emirates, apostam todas as ‘fichas’ nesta prova do World Tour, pois estão a correr em casa. "O nosso objetivo é vencer. Temos três líderes para a classificação geral. É sempre bom correr no país dos nossos patrocinadores, dá-nos uma certa motivação", frisou Rui Costa à assessoria da equipa, recordando ainda as boas memórias com que ficou de 2017, quando venceu a 4ª edição do então Tour de Abu Dhabi.

O irlandês Daniel Martin é outra das apostas da formação que corre em casa, sendo que o UAE Tour conta ainda com Nelson Oliveira (Movistar), que tentará ajudar o espanhol Alejandro Valverde a chegar à vitória, objetivo certamente também do italiano Vincenzo Nibali (Bahrain) e do holandês Tom Dumoulin (Sunweb). Quem não alinhará é Chris Froome (Sky), apesar de inicialmente esta prova estar nos seus planos. O britânico justificou a ausência para recuperar da Volta à Colômbia.

Percurso

O UAE Tour começa hoje com um contrarrelógio coletivo, mas haverá duas etapas com chegadas em alto e três para sprinters, que animarão a luta entre Fernando Gaviria (UAE), Marcel Kittel (Katusha), Elia Viviani (Quick Step) e Mark Cavendish (Dimension).

Fonte: Record on-line

“Fuglsang confirma vitória na Volta à Andaluzia”

Italiano Matteo Trentin venceu a quinta e última etapa

Fonte: Lusa

Foto: Twitter Astana Pro Team

O dinamarquês Jakob Fuglsang (Astana) confirmou este domingo o triunfo na Volta à Andaluzia em bicicleta, após a quinta e última etapa, ganha pelo italiano Matteo Trentin (Mitchleton-Scott).

No final dos 163,9 quilómetros, entre Otura e Alhaurín de la Torre, o campeão europeu somou o segundo triunfo ao sprint na prova andaluz, vencendo em 3:58.19 horas, à frente dos espanhóis Enrique Sanz (Euskadi-Murias), vencedor da sétima etapa na última Volta a Portugal, e Carlos Barbero (Movistar).

Na geral, Fuglsang, vice-campeão olímpico, manteve os sete segundos de avanço sobre o espanhol Ion Izagirre (Astana) e 11 sobre o holandês Stefan Kruijswijk (Jumbo-Visma).

O português Ricardo Vilela foi 42.º na etapa, a 16 segundos, e terminou na 31.ª posição, a 13.23 minutos de Fuglsang, enquanto José Neves, seu companheiro de equipa na Burgos-BH, perdeu 6.51 na etapa e caiu para 88.º na geral, a 30.27.

Fonte: Record on-line

“Daniela Reis termina na 71.ª posição a Semana Ciclista Valenciana”

Alemã Clara Koppenburg venceu a prova

Por: Lusa

Foto: DR

A portuguesa Daniela Reis (Doltcini-Van Eyck) terminou este domingo na 71.ª posição a Semana Ciclista Valenciana, ganha pela alemã Clara Koppenburg (WTN-Rotor).

A quarta e última etapa, entre Valência e Sagunt (104 quilómetros), foi ganha pela finlandesa Lotta Lepisto (Trek-Segafredo), em 2:27.19 horas, seguida da italiana Elena Cecchini (Canyon SRAM) e da norte-americana Coryn Rivera (Sunweb), com a campeã portuguesa a ser 80.ª, a 4.46 minutos.

Na geral, Koppenburg segurou a vitória final, com 41 segundos de vantagem sobre a italiana Soraya Paladin (Alé-Cipollini) e 48 sobre a sul-africana Ashleigh Moolman (CCC-Liv), enquanto Daniela Reis ficou a 18.56 minutos.

Fonte:  Record on-line

“Taça de Portugal de DHI”

Domínio forasteiro em S. Brás de Alportel

Por: José Carlos Gomes

Prova internacional de downhill (DHI) coroou, em elite, o espanhol Ángel Suarez (The Yt Mob) e a britânica Tahnée Seagrave (Transition Bikes/FMD Factory Racing), os favoritos por serem os participantes mais bem posicionados no ranking mundial.

Pelo segundo ano consecutivo o espanhol Ángel Suarez (The Yt Mob) e a britânica Tahnée Seagrave (Transition Bikes/FMD Factory Racing) triunfaram na abertura da Taça de Portugal de DHI. O sucesso repetido na abertura do Troféu foi desta vez conseguido na localidade algarvia de S.Brás de Alportel.

Na descida de qualificação da competição inscrita no calendário internacional, o galego Ángel Suarez (26.º do ranking mundial) não entrou nos primeiros dez classificados. Na final Suarez somou o melhor registo de toda a competição, com 2'35''467, antecipando em mais de um segundo o tempo do vice-campeão nacional da especialidade, José Borges (Miranda Factory Team), segundo classificado, com 2'36''512.

O britânico Jack Reading (One Vision Global Racing), 91.º do ranking mundial, foi o mais rápido na descida de qualificação, mas acabou a prova inaugural do troféu no terceiro lugar, com o cronómetro a estancar nos 2'37''145. O vencedor em título da Taça de Portugal, o campeão nacional Emanuel Pombo (Ciclo Madeira Clube Desportivo), não foi além do nono lugar final, com o registo de 2'40''235.

Entre a elite feminina, a britânica Tahnée Seagrave (Transition Bikes/ FMD Factory Racing) voltou a impor-se na primeira prova oficial da época portuguesa de DHI. A corredora britânica, número dois do ranking mundial, impôs a esperada hegemonia (2'57''914) antecipando em mais de dois segundos o registo da segunda classificada, a alemã Veronika Widmann (Bike Club Egna Neumarkt), que gastou 3'00''355.

Margarida Bandeira (Montanha Clube / LouzanPark) posicionou-se no terceiro lugar da elite feminina, com o registo 3'27''423. A classificação final das três primeiras classificadas repetiu o alinhamento anteriormente conseguido aquando da descida de qualificação.

Na ronda de S. Brás de Alportel, que atribuiu os primeiros pontos da Taça de Portugal de DHI, outros vencedores foram consagrados. A prova de juniores masculinos teve um vencedor nacional. Gonçalo Bandeira (Miranda Factory Team) impôs-se tangencialmente - 2'42''114 contra 2'42''835 - sobre Jamie Edmondson (Transition Bikes / Muc-off Factory Racing), o mais rápido na qualificação. O terceiro lugar final foi pertença de Orion Kichmayer (LAESPORT), com o tempo de 2'47''368.

Nos cadetes, o mais rápido em S.Brás de Alportel foi Nuno Reis (Maiatos) com o registo de 2’50’’684. O pódio desta categoria foi preenchido com mais um corredor britânico, Dennis Luffman (Transition / FMD Factory Racing), segundo classificado. O terceiro lugar coube a Mario Ruiz (Miranda Bike CC).

Nas restantes categorias, Daniel Pombo (Ciclo Madeira Clube Desportivo) venceu nos Masters 30, José Sousa (Casa do Povo de Abrunheira) foi o mais rápido nos Masters 40 e Antero Oliveira (Bike House DH Team/Guimarães) levou a melhor entre os Masters 50. A prova de promoção foi conquistada por Leonel Henrique (Wildpack Algarve Racing).

A segunda prova da Taça de Portugal de DHI decorre a 17 de Março em Porto de Mós.

Fonte: FPC

“Joaquim Silva desclassificado na Volta ao Algarve por ajuda do carro da equipa”

Ciclista da W52-FC Porto ainda chegou a completar a última etapa

Por: Lusa

Foto: DR Record

O ciclista português Joaquim Silva (W52-FC Porto) foi este domingo desclassificado da 45.ª edição da Volta ao Algarve por ter sido "empurrado pelo veículo da equipa" na quinta e última etapa, anunciou a organização.

Segundo o relatório do Colégio de Comissários da prova, Silva, de 27 anos, completou a quinta tirada, entre Faro e o alto do Malhão (Loulé), mas foi posteriormente desclassificado, sendo que tinha entrado no derradeiro dia no 22.º posto da geral individual.

A Volta ao Algarve terminou hoje, com uma vitória do checo Zdenek Stybar (Deceuninck-Quick Step) na chegada ao Malhão, em que o esloveno Tadej Pogacar (UAE-Emirates) confirmou a vitória na classificação geral.

Fonte: Record on-line

“Volta ao Algarve/Tadej Pogačar coroado no Malhão”

Por: José Carlos Gomes

O esoloveno Tadej Pogačar (UAE Team Emirates) conquistou hoje a 45.ª Volta ao Algarve, resistindo a todos os ataques que sofreu na última etapa, uma ligação de 173,5 quilómetros, entre Faro e o alto do Malhão, ganha pelo checo Zdeněk Štybar (Deceuninck-Quick Step).

Os 40 quilómetros finais da etapa foram eletrizantes, plenos de emoção e de ataques consistentes, que valorizaram o triunfo final do esloveno de 20 anos. O dinamarquês Søren Kragh Andersen (Team Sunweb) partiu para a derradeira etapa na segunda posição, apenas a 29 segundos do comandante.

Após a primeira passagem no Malhão, em que a Team Sky e a Team Sunweb dizimaram o pelotão com um ritmo violento, Søren Kragh Andersen tentou apoderar-se da Camisola Amarela Turismo do Algarve.

O corredor nórdico arrancou do grupo dos favoritos em plena subida para Vermelhos, a 22 quilómetros do final. Teve a companhia de Zdeněk Štybar, Stephen Cummings (Team DImension Data) e David de la Cruz (Team Sky), mas foi Søren Kragh Andersen a arcar com a maior parte do trabalho, que lhe permitiu entrar na última escalada ao Malhão com 1m20s de vantagem sobre o grupo dos candidatos.

A subida final deixou na frente apenas Søren Kragh Andersen e Zdeněk Štybar mas o mais interessante da corrida jogava-se atrás, onde os ataques se sucediam, assinados por gente como Amaro Antunes (CCC Team), Wouter Poels (Team Sky) ou Enric Mas (Deceuninck-Quick Step), aos quais Sam Oomen (Team Sunweb) ia respondendo como podia, em defesa de Kragh Andersen.

As movimentações dos favoritos tiveram o condão de aproximar o grupo de trás da cabeça de corrida. Demonstrando uma maturidade surpreendente para os 20 anos de idade, Tadej Pogačar não tremeu perante a ausência de companheiros de equipa nem foi ao choque perante as investidas rivais.

O sangue-frio permitiu-lhe segurar a Camisola Amarela Turismo do Algarve, até porque o adversário mais perigoso, Søren Kragh Andersen pagou o preço da ousadia e claudicou em cabeça de corrida.

Zdeněk Štybar cortou a meta isolado, ao fim de 4h13m48s de uma etapa de montanha corrida à espantosa média de 41,017 km/h. Søren Kragh Andersen gastou mais 3 segundos e Wouter Poels, vindo de trás, ficou a 9 segundos.

"É o terceiro ano que ataco nesta etapa do Malhão. No ano passado estava igualmente em boa forma mas fiquei bloqueado nos últimos metros. Desta vez correu bem melhor, consegui vencer e isso, em termos de confiança, faz uma grande diferença.

Este triunfo é a confirmação do trabalho no Inverno. A forma está lá, e agora espero aproveitá-la nas próximas corridas e estar bem na temporada das Clássicas", frisou Štybar.

Tadej Pogačar foi o sexto, a 18 segundos, sucedendo a Michal Kwiatkowski como vencedor da Volta ao Algarve. O corredor da UAE Team Emirates é o segundo ciclista da Eslovénia a revelar-se ao mundo do ciclismo na corrida portuguesa, depois de Primož Roglič ter vencido em 2017.

O novo herói da Volta ao Algarve conquistou, assim, a primeira corrida ao serviço de uma equipa do WorldTour, gastando 19h26m34s para completar as cinco etapas. Søren Kragh Andersen foi o segundo, a 14 segundos, e o holandês Wouter Poels fechou o pódio, a 21 segundos.

"Quando cruzei o risco não sabia a diferença. Disseram-me que ganhara e não consigo descrever como me senti feliz. Obrigado à minha equipa por me ajudarem a vencer. Os meus colegas puxaram na frente do pelotão durante toda a etapa e não os queria desiludir.

A etapa foi muito rápida e especialmente nervosa nos últimos 50 quilómetros. Foi difícil ser paciente e não responder diretamente aos ataques dos meus adversários na parte final, mas os meus colegas estavam fortes e depositei neles toda a minha confiança.

Depois deste triunfo vou fazer um ‘reset’ e voltar a focar-me no que a equipa me pedirá. É espetacular repetir a vitória de Primož Roglič e tornar-me o segundo esloveno a vencer no Algarve. O ciclismo na Eslovénia está a crescer e certamente iremos ver mais eslovenos no WorldTour. Gostei de correr no Algarve. Esta vitória ficará na minha memória e espero regressar mais vezes", declarou o vencedor.

Todas as classificações foram conquistadas pelas equipas WorldTour. Tadej Pogačar juntou classificação da juventude à geral individual, o campeão da Alemanha de fundo, Pascal Ackermann (Bora-hansgrohe) levou na bagagem a Camisola Vermelha Cofidis, dos pontos, e o belga Tim Declercq (Deceuninck-Quick Step) aproveitou a fuga de hoje, na qual foi um dos 13 elementos presentes, para tomar conta da Camisola Azul Águas do Algarve de melhor trepador. A Team Sky impôs-se coletivamente.

Fonte: FPC

“Rúben Guerreiro aposta nas clássicas e quer vencer em breve”

Define objetivos para este ano

Fonte: Lusa

Foto: Filipe Farinha

O português Rúben Guerreiro (Katusha-Alpecin) quer centrar o ano de 2019 nas clássicas de primavera, procurando "levantar os braços o mais rapidamente possível", disse à agência Lusa, à margem da Volta ao Algarve em bicicleta.

Na 'Algarvia' para ganhar ritmo e "tentar disputar uma etapa", com o foco na última etapa, este domingo, na chegada ao alto do Malhão, depois de uma queda na primeira etapa ter afastado vários homens da Katusha-Alpecin da luta pela geral, entre eles José Gonçalves, Guerreiro quer "disputar todas as corridas com a maior ambição".

Aos 24 anos, o campeão português de fundo em 2017 transferiu-se para a equipa suíça depois de duas temporadas na Trek-Segafredo, estando em bom plano nas duas provas já realizadas este ano, na Austrália.

A época arrancou no Tour Down Under, em que o luso acabou como segundo melhor na classificação da juventude e no oitavo lugar na geral individual, depois de dois 'top 10' em etapas.

Seguiu-se a Cadel Evans Great Ocean Race, outra corrida WorldTour, em que foi 15.º classificado, antes de chegar ao Algarve, em que é 39.º na geral à entrada para a última etapa, que culmina com a subida ao Malhão.

Apesar de se mostrar "aberto à estratégia da equipa" para a nova época, Ruben Guerreiro não esconde as boas sensações no início da época, em que encara "cada corrida com a máxima ambição, para tentar levantar os braços [vencer uma etapa] o mais rapidamente possível".

"Acreditam em mim e sinto-me muito bem. (...) Depois do Algarve, vou correr a Strade Bianchi, que nunca fiz mas enquadra-se nas minhas características", revelou o corredor natural do Montijo.

Além da estreia na prova toscana, com setores de terra batida ao longo de várias dezenas de quilómetros, nos planos está também uma possível participação no Tirreno Adriatico e na Volta ao País Basco, uma das favoritas do corredor, e em várias clássicas das Ardenas.

A aposta em clássicas e voltas de uma semana, é uma aposta. "Acho que tenho tido bons resultados, tenho feito também alguns 'top 10' em corridas de uma semana, e penso que é por aí", atira.

Dependendo do decorrer da época, também correr "uma grande volta" pode acontecer, ainda que a Volta a Itália esteja "fora dos planos", com a Katusha-Alpecin focada ainda nos primeiros meses da temporada.

Em 2018, Guerreiro fez mais de 10.000 quilómetros de estrada em competição, com destaque para um nono lugar no Tour Down Under, o quarto no Herald Sun Tour, ainda na Austrália, e o 20.º posto final na 'Algarvia', no arranque da época.

Acabou a Volta à Califórnia em 14.º, a Volta aos Fiordes em oitavo, antes de abandonar no Critérium du Dauphiné e nos Nacionais, em que não pôde defender a camisola de campeão português.

A segunda metade da época voltou a correr de feição, com um quarto lugar na Clássica da Bretanha, quinto na Primus Classic e sexto na Volta à Turquia, a fechar o ano de 2018.

Fonte: Record on-line