quinta-feira, 4 de julho de 2019

“Marco Miguel conquistou o 4º lugar da Europa e 6º do Mundo!”

O triatleta do Clube de Praças da Armada foi 4º no Duatlo Sprint no Campeonato da Europa e 6º no Duatlo Standard do Campeonato do Mundo.

Com 28 anos, Marco Miguel tem demonstrado estar em excelente forma e, mais do que isso, obteve excelentes resultados nesta época. Depois da grande performance no Campeonato do Mundo em Pontevedra, no dia 27 de abril, que lhe valeu a 6ª posição da elite no Duatlo Standard, com o tempo de 01:46:33, foi, mais recentemente, a 30 de junho, que o triatleta alcançou o 4º lugar no Duatlo Sprint do Campeonato da Europa que ocorreu em Targû Mures, na Roménia, com a marca de 00:55:53. Este evento, que contou com um ambiente festivo e elevado nível competitivo, teve a partida às 12h30, o dificultou a prestação de todos os atletas.

Depois da sua performance que lhe valeu sexto no mundial, Marco sentiu a pressão para melhorar a sua performance, uma meta difícil de alcançar. «Levava na bagagem a experiência adquirida no mundial e estava consciente que tinha realizado a melhor preparação possível para a realidade que encaro diariamente.»

Planeou uma estratégia de acordo com as características da prova em questão, um duatlo sprint, onde as «transições se tornam de extrema importância – por se tratar de uma prova curta- e ser um dos primeiros a entrar nas transições seria fundamental para minimizar os prejuízos em prova». Conseguiu inserir-se no primeiro grupo nas duas transições, o que contribuiu para o seu resultado final, tendo a competição sido decidida nos últimos 800 metros. «Ritmos fortes desde o início, o grupo mantinha-se com diferenças mínimas e bastante difíceis de fechar», explica Marco Miguel. « Quanto faltavam 800 metros para o final da prova, encontrava-me em segundo lugar, mas não tive pernas para responder ao ataque do triatleta espanhol Emílio Martin; a 50m da meta o atleta Angelo Vandecasteele  ‘roubou-me’ a medalha!»


O campeonato na Europa na Roménia revelou-se uma aventura inesquecível para o triatleta, onde a viagem só por si poderia ser digna de uma história. «Mais uma vez volto para Portugal de cabeça erguida, com sentido de dever cumprido e noção que existe margem para progressão. Obrigado ao vice-presidente da FTP Marco Miranda que me acompanhou nesta viagem e à Federação de Triatlo de Portugal por me proporcionar momentos que não irei esquecer. Agradeço também a todos aqueles que me apoiam diariamente para que consiga levar a bom porto todos os objetivos que me proponho.»

Em primeiro lugar desta competição ficou Benjamin Choquert, de França, que fez 00:55:42, seguido de Emílio Martin, um triatleta espanhol que completou a prova em 00:55:49 e na terceira posição ficou a Bélgica, com o atleta Angelo Vandecasteele, com o tempo de 00:55:51.

Marco Miguel não conquistou o pódio apenas por 2”, tendo terminado a competição em 00:55:53.


6ª posição no Campeonato do Mundo Multisport em Pontevedra

«Sendo a minha primeira prova em representação da seleção nacional não poderia estar mais orgulhoso com o resultado no Mundial em Pontevedra que foi para mim uma experiência incrível!»

O atleta sabia estar em boa forma, mas a sua ambição limitava-se a um top 20, já que iria para participar pela primeira vez naquela prova pela seleção nacional. Além disso, apesar de na corrida estar ao nível dos melhores, o treino do ciclismo poderia relevar-se insuficiente. «O ciclismo podia colocar em risco a prova e nesse aspeto agradeço a António Fortuna, Diretor Técnico Nacional, pelo conhecimento transmitido no que diz respeito ao treino específico da bicicleta, pois sem ele teria sido impossível chegar ao último segmento com pernas para correr», afirma o atleta.

Durante o segmento de ciclismo, Marco começou a ter perceção que talvez fosse possível discutir o desfecho da prova. «Na última corrida, sabia que os 5km seguintes seriam de uma exigência física e mental extremas onde se corre no “fio da navalha”. Lutei até ao fim e o resultado encheu-me o coração!»

 

Na sua primeira participação em provas internacionais a representar Portugal, Marco Miguel ficou em sexto lugar do Duatlo Standard, categoria de elite

Terminou com sentido de dever cumprido, um objetivo que qualquer atleta ambiciona concretizar. Com o dever cumprido ficaram também os atletas que subiram ao pódio no Campeonato do Mundo de Pontevedra, os mesmos que em Târgu Mures na prova de Duatlo Sprint, com Benjamin Choquert a vencer com o tempo de 01:45:56, Emílio Martin na segunda posição com o tempo de 01:46:10, e Angelo Vandecasteele a fechar o pódio com 01:46:11.

Desta primeira prova pela Seleção Nacional, Marco Miguel adquiriu experiência competitiva, evento em que o atleta salienta «o bom ambiente na comitiva nacional, um fator que pode contribuir para obter resultados, assim como o apoio demonstrado, especialmente do Hugo Ribeiro e do Paulo Figueiredo.»

Muitos parabéns ao Marco Miguel e a todos os que o apoiaram nestas viagens competitivas.

Fonte: FTP

“Movistar e a ausência de Froome: «Sensação de que o rebanho ficou sem pastor»”

Diretor Eusebio Unzué aborda participação no Tour

Por: Lusa

Foto: Reuters

A ausência do britânico Chris Froome, quatro vezes vencedor, na partida para a 106.ª Volta a França provoca no pelotão uma sensação semelhante à de um rebanho sem pastor, reconheceu esta quinta-feira o diretor geral da Movistar, Eusebio Unzué.

O momento era dos líderes da Movistar nesta Volta a França, contudo, dadas as sucintas e incipientes respostas de Nairo Quintana, o discurso cauteloso de Mikel Landa e a indisponibilidade de Alejandro Valverde para lutar pela geral, foram as declarações do experiente diretor a 'animar' a (pouco concorrida) conferência de imprensa da mais antiga formação a competir no Tour (embora sob diferentes denominações).

"Somos ambiciosos, nos últimos esta corrida 'acariciámos' a vitória várias vezes, ganhámos a prova muitas vezes na nossa história e chegamos a este Tour conscientes de que podemos sair vencedores. É um Tour atípico. Sem Froome, há a sensação de que o rebanho ficou sem pastor", concedeu.

Eusebio Unzué acredita que a ausência por lesão do britânico da INEOS, vencedor da 'Grande Boucle' em 2013, 2015, 2016 e 2017 e terceiro classificado no ano passado, tornará a 106.ª edição da Volta a França "muito aberta", até pelas suas particulares nuances, sejam elas a expectativa existente em torno de Egan Bernal, o colombiano de 22 anos que é o talento em ascensão na INEOS, a dureza do percurso, com cinco chegadas em alto, ou os 'riscos' introduzidos pela organização no traçado, para incentivar ao espetáculo.

"A nossa tática para evitar as quedas é a do salve-se quem puder. Nos últimos anos, há uma tendência dos organizadores para tornar as corridas um espetáculo e nessa demanda estamos a dotar o ciclismo de uma percentagem de nervos, de stress, de riscos múltiplos. Multiplicam-se os riscos e com eles as quedas. Na minha opinião, está a perder-se uma parte da essência do ciclismo. Para mim, numa corrida de três semanas, havia que encontrar um equilíbrio entre a vontade de dar espetáculo e os riscos", defendeu.

 

Longe de pódio desde 2016, ano em que Nairo Quintana foi terceiro -- no ano anterior, o colombiano e Valverde tinham sido, respetivamente, segundo e terceiro -, a Movistar quer voltar a entrar na foto final dos vencedores em Paris.

"Quem ganha o Tour, normalmente é o mais forte ou o mais regular, ou aquele que cometeu menos erros. Depois de 21 dias, costuma haver justiça no pódio final", admitiu Unzué, esperando que um dos seus dois líderes consiga vestir a amarela nos Campos Elísios em 28 de julho.

Parco em palavras, e sem esconder o incómodo ao falar em público, o eterno candidato à vitória final Nairo Quintana limitou-se a dizer que está ansioso para começar a pedalar no Tour, que arranca no sábado em Bruxelas, e que o traçado da 106.ª edição é bom para as suas características.

"Nasci em altitude e vivi em altitude sempre. Há que compreender que os rivais nos últimos cinco anos também se prepararam em altura, por isso as muitas contagens de montanha acima dos 2.000 metros não serão uma desvantagem para eles", analisou sobre um percurso que inclui cinco chegadas em alto.

Na ausência do seu arquirrival Froome, que secundou no pódio em 2013 e 2015, o colombiano de 29 anos apontou como rivais "os líderes da INEOS" -- o campeão em título, o galês Geraint Thomas, e o já mencionado Bernal -, o dinamarquês Jakob Fuglsang (Astana), o australiano Richie Porte (Trek-Segafredo) ou os gémeos Yates (Mitchelton-Scott).

"E outros cujo nome agora me escapa", completou.

Sétimo no ano passado, Mikel Landa disse ter recuperado bem da Volta a Itália, onde foi quarto, mas concedeu que os primeiros dias deste Tour vão custar-lhe "um pouco mais".

Fora das contas da geral, estará, segundo as suas palavras, o campeão do Mundo, o veterano e agora magérrimo Alejandro Valverde (está a pesar 58 quilos): "Estou aqui para ajudar os líderes, que são o Nairo e o Mikel. Os líderes são eles, e têm de ter a melhor equipa possível. Os que vimos aqui ajudar estamos em ótima forma. Claro que venho com ambições, mas uma delas não é lutar pela amarela".

Fonte: Record on-line

“Nelson Oliveira vai a França para trabalhar mas gostava de "fazer alguma coisa" no contrarrelógio”

Ciente de que o intenso trabalho que terá numa Movistar recheada de líderes impede a formulação de objetivos pessoais

Por: Lusa

Foto: Reuters

O ciclista Nelson Oliveira está ciente de que o intenso trabalho que terá numa Movistar recheada de líderes impede a formulação de objetivos pessoais na Volta a França, mas não o inibe de tentar "fazer alguma coisa" no contrarrelógio.

"Aqui a minha missão é trabalhar para a equipa, não vim com nenhum objetivo pessoal de ganhar etapas ou o que quer que seja. Vou fazer simplesmente aquilo que os chefes me propuserem. Quero ver se depois no contrarrelógio... também depende de como chegam lá as forças, porque depois de andar a trabalhar para os líderes e logo com três líderes...", assumiu o português, em entrevista à agência Lusa, em Bruxelas.

Aos 30 anos, e após quatro temporadas na todo-poderosa formação espanhola, o ciclista de Vilarinho do Bairro sabe que será ele um dos 'eleitos' preferenciais para trabalhar em nome da Movistar na frente do pelotão: "é óbvio que o [Alejandro] Valverde já disse que não se vai fazer à geral, que estará para ajudar o [Mikel] Landa e o [Nairo] Quintana, mas quem tem de 'tirar' no pelotão sou eu, o Imanol [Erviti], o Andrey [Amador] e o [Carlos] Verona, porque o resto...".

"Sem dúvida que vou ter muito trabalho. Já vim preparado para isso e creio que estou aqui por causa disso. Penso que confiam no meu trabalho e tenho vindo a fazer aquilo que sei fazer melhor, que é ajudar um líder. Do meu ponto de vista, penso que os chefes e os corredores têm um certo apreço por mim. Sempre tentei ser fiel à equipa e isso também ajuda", completou.

A dois dias de concretizar o seu regresso à Volta a França, por si só um objetivo muito desejado após duas edições de ausência, Oliveira mostra-se feliz simplesmente por estar em Bruxelas, cidade-sede do 'Grand Départ' do 106.º Tour, e por ter conseguido conquistar um lugar numa equipa na qual todos os outros sete ciclistas têm o castelhano como língua materna, embora não esconda que gostava de "fazer alguma coisa" no contrarrelógio individual da 13.ª etapa -- e o 13 até costuma ser sinónimo de sorte, ou não fosse esse o número da tirada que venceu na Volta a Espanha de 2015.

E terão sido precisamente as suas 'habilidades' na luta contra o cronómetro que convenceram os dirigentes da Movistar a dar-lhe uma nova oportunidade na 'Grande Boucle': "Se calhar a medalha [nos Jogos Europeus] ajudou a que o chefe visse que eu estava bem de forma e isso ajudou a que a coisa se concretizasse".

A prata de Minsk, confessou, tem um sabor ainda mais especial por ser a primeira medalha por si conquistada enquanto profissional numa competição internacional.

"Andava sempre a tentar e a bater na trave, a ser quarto, quinto ou sétimo. Faltava aquele prémio, que com tanto trabalho não saía. Desta vez saiu um segundo lugar, que é sempre melhor que um terceiro, mas pior que o primeiro. Mas saiu alguma coisa e estou contente por isso. Motivou-me para este Tour saber que estou numa condição boa", reconheceu aquele que é o maior especialista de contrarrelógio na história do ciclismo português.

Cumprido o sonho de uma medalha, 'Nelsinho', como é conhecido no pelotão, não quer pensar a médio prazo, nomeadamente no contrarrelógio dos Mundiais de ciclismo de estrada, que este ano decorrerão entre 22 e 29 de setembro, em Yorkshire, Reino Unido, preferindo centrar-se apenas na prova francesa.

"Primeiro, há que concluir o Tour e logo penso no que aí vem", afirmou.

Companheiro de quarto de Nairo Quintana, o colombiano que já por três vezes esteve no pódio final do Tour sem nunca vencer, o português espera que, em 28 julho, quando o pelotão desfilar nos Campos Elíseos, a sua equipa seja a 'dona' da amarela final.

"Para mim, um bom balanço seria a Movistar ganhar o Tour e eu chegar a Paris, sem grandes percalços e saudável", resumiu Nelson Oliveira, que concluiu as suas três participações anteriores (2014, 2015 e 2016).

Fonte: Record on-line

“Jovens"Agostinhos"”

Texto: AfterTwo //works
Fotos: Cidália Gonçalves, Carla Domingues e Patrícia Chainho

Jovens"Agostinhos" conquistam 5pódios A Academia Joaquim Agostinho esteve em destaque no 36º Circuito de Mato-Cheirinhos, prova carismática para o ciclismo jovem que se realizou no passado domingo nesta localidade do concelho de Cascais.

A Academia torriense fez-se notar com a presença de 24 atletas distribuídos pelos vários escalões de competição e conquistou um total de 5 pódios. Realce para a equipa de juniores que subiu ao mais alto lugar do pódio coletivo ao colocar 4 atletas nos 10 primeiros lugares da tabela classificativa, com destaque para a "prata" conquistada por Henrique Frois. Bernardo Luís em 4º, Daniel Gonçalves 5º e João Ferreira 8º completaram o quarteto.

Na corrida de cadetes, Daniel Luís foi quem mais se evidenciou ao cruzar a meta na 10ª posição. Mário Hipólito, João Severino e Gonçalo Santo também tiveram um ótimo desempenho ao alcançarem a linha de chegada com o mesmo tempo do colega de equipa na 18ª, 20ª e 22ª posição.

No âmbito do mesmo evento realizou-se ainda um encontro onde os pequenos "Agostinhos" da Escola Joaquim Agostinho / UDO passaram uma vez mais com distinção. Os benjamins, que já nos habituamos a ver no pódio, não deixaram créditos por mãos alheias e Ruben Pedro voltou a triunfar tendo a companhia de Gustavo Rodrigues no 3º lugar do pódio. Em iniciados, Alexandre Rocha conquistou a 5ª posição, enquanto Francisco Massa foi 4º em infantis. Na prova de juvenis, Miguel Malhado foi o 5º mais rápido sobre a meta, com a Guilherme Sarreira (14º), Tomás Diogo (18º) e David Caixaria (21º) a completarem as classificações dos atletas "torrienses".

Com estes resultados, a Escola da Academia Joaquim Agostinho / UDO subiu ao 2º lugar do pódio coletivo. Masters nos Campeonatos Nacionais Na vila alentejana de Alandroal disputaram-se os campeonatos nacionais 2019 com a presença de 4 atletas da Academia. No exercício de contra-relógio disputado no sábado, Pedro Oliveira, Jaime Ambrósio e António Garcia fizeram o 4º, 5º e 6º melhor tempo respetivamente.

Na prova de fundo realizada no domingo, Carlos Esteves foi o 16º em master 50 a cruzar a meta ao fim dos 73 km da competição, enquanto em master 60 Jaime Ambrósio foi 10º classificado seguido do colega Pedro Oliveira na 11ª posição.

Fonte: Academia Joaquim Agostinho


 

“Inauguração das pistas de BMX e BTT”

CAR Anadia é Centro Continental da UCI

Por: José Carlos Gomes

O presidente da União Ciclista Internacional (UCI), David Lappartient, anunciou hoje a atribuição ao Centro de Alto Rendimento (CAR) de Anadia do estatuto de Centro Continental de Ciclismo. O anúncio aconteceu durante a cerimónia de inauguração das pistas de BMX e de BTT, que vêm reforçar a oferta do CAR.

Depois de já ter centros continentais em África, na Ásia e na América, o Centro Mundial de Ciclismo passa a ter em Anadia o primeiro Centro Satélite na Europa. Este estatuto é o reconhecimento da qualidade das infraestruturas e dos recursos humanos afetos ao CAR Anadia, o que permitirá que alguns atletas de países em vias de desenvolvimento no que ao ciclismo diz respeito passem algumas temporadas em Anadia em trabalhos específicos.

A inauguração das pistas de BMX, junto ao Velódromo Nacional, em Sangalhos, assim como da pista de BTT-Cross Coutry Olímpico (XCO), no antigo parque de campismo da Curia, reforça a oferta do CAR, juntando-se ao velódromo para ciclismo de pista e às estradas da região, ideais para treinos de ciclismo de estrada.

“Hoje é um dia muito feliz. Já tinha vindo a Anadia algumas vezes, mas as novas pistas de BTT e de BMX superam o que poderia esperar. Exceto no Centro Mundial de Ciclismo, em Aigle, não há outro centro no mundo que junte todas as vertentes olímpicas do ciclismo, como acontece aqui – falta apenas, mas espero que esteja para breve uma pista de BMX freestyle. Por isso, tenho a honra de anunciar que o Comité Diretor da UCI decidiu, por unanimidade, atribuir a Anadia o estatuto de Centro Continental”, afirmou o presidente da UCI, na cerimónia de inauguração. 


O CAR Anadia é já palco, há vários anos, de estágios de diferentes seleções de ciclismo e de paraciclismo da vertente de pista. A partir de agora, com o selo de qualidade UCI, serão, certamente, reforçadas essas visitas, às quais se juntarão seleções nacionais de BMX e de BTT.

O desenvolvimento do ciclismo português também é uma prioridade. A existência do velódromo permitiu um trabalho de base no ciclismo de pista, com múltiplos resultados visíveis. As pistas de BMX e de XCO, duas disciplinas olímpicas, contribuirão para o trabalho científico nestas áreas. Além disso, o edifício de apoio da pista de BMX alberga, a partir de hoje, o Centro de Avaliação e Controlo de Treino da Federação Portuguesa de Ciclismo, que estará ao serviço de todo o ciclismo nacional, visando o desenvolvimento e a evolução com os melhores padrões de qualidade científica.

“Portugal entra no centro do ciclismo mundial, assumindo a filosofia do novo ciclismo, que é cada vez mais internacional e global, cada vez mais exigente, mais olímpico e ético. Esta infraestrutura vai exigir muito de nós, vai exigir-nos excelência, porque só desse modo se conseguem resultados”, salientou o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira.

A pista de BMX é a única com caraterísticas olímpicas na Península Ibérica. A pista de XCO, desenhada de raiz, é uma infraestrutura fundamental para o trabalho de base das Seleções Nacionais desta disciplina.

“Há áreas, como a hotelaria, gastronomia, enologia ou cultura, que têm reagido muito positivamente ao conjunto de atividades desportivas que se realizam neste concelho e na região. Queremos mais. Queremos mais desporto e mais atividade física também para a nossa comunidade local. Queremos aumentar o leque de modalidades que se possam praticar no concelho, já que se pretende conquistar mais praticantes, do desporto escolar ao desporto adaptado”, explicou a presidente da Câmara Municipal de Anadia, Teresa Cardoso.

“Estamos muito satisfeitos, mas estamos sobretudo muito orgulhosos com a distinção. Poderá sempre contar com a Federação, mas também com a autarquia e com o Governo de Portugal”, disse o secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, dirigindo-se ao presidente da UCI.

O governante sublinhou ainda o investimento do município de Anadia no desporto ao longo dos anos, frisando a importância das novas infraestruturas para a economia regional e para o conhecimento científico. João Paulo Rebelo terminou a intervenção frisando que “sempre que a Federação Portuguesa de Ciclismo procurou a administração pública encontrou espírito de cooperação. É evidente que há aqui um trabalho de excelência que é para mim impensável que não continue a ser apoiado. O IPDJ encontrará os recursos financeiros para apoiar o Centro de Avaliação e Controlo de Treino, que também poderá apoiar outras modalidades”, adiantou o secretário de Estado.

A cerimónia desta manhã insere-se no vasto programa de comemorações dos 120 Anos da União Velocipédica Portuguesa – Federação Portuguesa de Ciclismo, tendo sido também palco da assinatura do protocolo entre a Federação Portuguesa de Ciclismo e a Fundação do Desporto para desenvolvimento do ciclismo de pista para cegos.

Fonte: FPC