quinta-feira, 21 de setembro de 2017

“UCI confirma 19 corridas internacionais em Portugal em 2018”

Por: José Carlos Gomes

A União Ciclista Internacional (UCI) aprovou nesta semana, em Bergen, Noruega, a inclusão de 19 corridas portuguesas nos calendários internacionais de estrada e de BTT da próxima época.

A vertente de estrada conta com sete corridas pontuáveis para o ranking mundial, enquanto que no BTT estão confirmadas doze provas internacionais em território luso.

A primeira corrida internacional do ano em Portugal será a Volta ao Algarve, que mantém a categoria 2.HC e que irá realizar-se entre 14 e 18 de fevereiro. Ainda na estrada, destaque para novas datas para duas provas de classe 2.1. A Volta ao Alentejo irá disputar-se entre 14 e 18 de março, enquanto o Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela sairá para a estrada entre 12 e 15 de abril.

A prova mais aguardada pelas equipas portuguesas, a Volta a Portugal Santander Totta, terá lugar entre 1 e 12 de agosto, antecipando-se no calendário ligeiramente face à edição de 2017.

No BTT o grande destaque vai para a continuidade da internacionalização das Taças de Portugal de Downhill e de Cross Country Olímpico, com quatro e cinco provas, respetivamente. Portugal também continua na rota do circuito World Marathon Series, com dois eventos.

Provas Internacionais de Estrada

12 a 14 de fevereiro: Volta ao Algarve, 2.HC

11 de março: Clássica da Arrábida, 1.2

14 a 18 de março: Volta ao Alentejo, 2.1

25 de março: Clássica Aldeias do Xisto, 1.2

12 a 15 de abril: Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela, 2.1

12 a 15 de julho: Grande Prémio Internacional de Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho, 2.2

1 a 12 de agosto: Volta a Portugal Santander Totta, 2.1

Provas Internacionais de BTT

25 de fevereiro: Taça de Portugal de DHI, Tarouca, Classe 1

4 de março: Taça de Portugal de XCO, Viana do Castelo, Classe 2

18 de março, Taça de Portugal de DHI, S. Brás de Alportel, Classe 1

25 de março: Taça de Portugal de DHI, Lousã, Classe 1

8 de abril: Taça de Portugal de XCO, Jamor, Oeiras, Classe 2

29 de abril: Taça de Portugal de DHI, Ribeira de Pena, Classe 2

1 a 6 de maio: Portugal MTB, Classe 1

13 de maio, Taça de Portugal de XCO, Fundão, Classe 2

20 de maio, Mêda100 – World Marathon Series, Mêda, Classe 3

17 de junho: Taça de Portugal de XCO, Valongo, Classe 2

16 de setembro: Taça de Portugal de XCO, Avis, Classe 2

7 de outubro: Azores MTB Marathon – World Marathon Series, Classe 3

Fonte: FPC

“David Lappartient é o novo presidente da UCI”

Francês sucede ao britânico Brian Cookson

Por: Lusa

Foto: Twitter UCI

O francês David Lappartient foi esta quinta-feira eleito presidente da União Ciclística Internacional (UCI), para os próximos quatro anos, durante o congresso do organismo que está a decorrer em Bergen, na Noruega.

David Lappartient, de 44 anos, autarca de uma pequena cidade da Bretanha (Sarzeau), foi eleito com 37 votos, derrotando o anterior presidente da UCI, o britânico Brian Cookson, que recebeu oito.

O novo presidente, que já tinha sido vice da UCI, presidente da União Europeia de Ciclismo e da Federação Francesa de Ciclismo, apresentou a sua candidatura contra Brian Cookson em junho, com base na necessidade de mudança.

Lappartient, pesquisador de profissão, criticou, em particular, a ineficaz política da UCI no que concerne à luta contra a fraude tecnológica na modalidade (motores em bicicletas).

O bretão, que se torna o 11.º presidente da UCI, primeiro francês após Achille Joinar (1947/57), sucede ao britânico Brian Cookson (2013/17), de 66 anos. Antes, esteve o irlandês Pat McQuaid (2005/13), que saiu enfraquecido com o escândalo em torno do norte-americano Lance Armstrong.

Fonte: Record on-line

“Prova conta com a participação da equipa vencedora das últimas 3 voltas a Portugal”

POWERADE MADRID-LISBOA CORTA A META NO PARQUE DAS NAÇÕES

Por: Ana Mazarelo

A 5ª edição da POWERADE MTB Non Stop Series Madrid-Lisboa arranca já no próximo dia 22 de setembro para desafiar os bikers mais corajosos a percorrer em BTT os 770 km que separam as duas capitais ibéricas, no menor tempo possível e sem paragens.

A edição de 2017 daquela que é considerada a prova de BTT mais longa e dura do mundo conta com várias personalidades já conhecidas no mundo do desporto português. A equipa W52-FC Porto-Mestre da Cor, vencedora das últimas 3 voltas a Portugal em bicicleta e composta por Samuel Caldeira e Ricardo Mestre, reforçam os Bike Angels - formada pelos irmãos Sérgio e Nelson Rosado e o ator Alexandre Silva - com uma segunda equipa candidata à vitória final. Destaque também para a equipa do Clube de Ciclismo Marco Chagas, constituída pelo ex-ciclista e por Rui Duro, Hélder Dias e Pedro Serra.

De um total de 750 inscrições, são 70 os participantes portugueses que vão percorrer os trilhos ibéricos. Nesta prova de BTT, os atletas podem optar por correr em grupos de quatro, três, dois bikers ou até mesmo sozinhos. Este ano, 81 participantes escolheram percorrer os 770km a solo, sem equipa, na categoria mais exigente da prova que liga as duas capitais ibéricas em BTT.

Prevê-se que os vencedores da maratona cheguem ao Parque das Nações durante a tarde de sábado, sendo que a prova termina no domingo, dia 24 de setembro. Recorde-se que a equipa vencedora da edição de 2016 ligou Madrid a Lisboa no tempo de 31 horas, 16 minutos e 11 segundos. A cerimónia de entrega de prémios terá lugar no domingo, pelas 11h30, no Parque das Nações, em Lisboa.

A POWERADE MTB NON STOP Madrid-Lisboa é organizada pela RPM Events e conta com o patrocínio da Powerade, Coca-Cola, Junta de Extremadura, Mercedes-Benz e o apoio da Garmín, Taymory, Can Duran, Madform, SIS – Science in Sport e das Câmaras Municipais de Lisboa, Coruche e Ponte de Sor.

Chegada prevista dos primeiros bikers (hora estimada): Sábado, 23 de setembro entre as 17h e as 18h

Parque das Nações – entre o MEO Arena e o Pavilhão de Portugal

Cerimónia de entrega de prémios aos vencedores: Domingo, 24 de setembro às 11h30

Fonte: Poweradeseries

“David Luís: O Espírito do Triatlo”

Foto: ITU

Decorreu no passado fim-de-semana, em Roterdão, o Campeonato do Mundo de Triatlo, onde estiveram presentes os melhores atletas da modalidade em Portugal, atingindo-se alguns resultados muito interessantes que colocaram Portugal como um dos países mais bem-sucedidos na competição.

Mas, apesar dos pódios alcançados, salientamos a participação do atleta David Luís, que se lesionou num pé no início do segmento de corrida (10km) e, mesmo assim, terminou a prova num honroso 16º lugar. Depois do tratamento local e não vendo melhoras na sua situação clínica, o atleta deslocou-se às urgências, após a sua chegada a Lisboa, sendo-lhe diagnosticada uma fratura no osso navicular, no pé.

Não podemos deixar de homenagear o ato do atleta David Luís que, com apenas 22 anos, volta a demonstrar toda a sua garra e compromisso com a modalidade, que fazem dele uma das grandes esperanças para o futuro do Triatlo no panorama internacional!

O desporto e o triatlo levam-nos sempre um pouco mais longe, ultrapassando os nossos limites e barreiras e, desta vez, o David suplantou a própria dor para dar o melhor de si nesta competição!

Ficam os votos de rápidas melhoras para que possa voltar aos grandes palcos mundiais!

Fonte: FTP

“Campeonato do Mundo de Estrada”

Seleção reconhece percurso de fundo e visita escola

Por: José Carlos Gomes

A Seleção Nacional treinou hoje no circuito onde, entre amanhã e domingo, vão realizar-se as provas de fundo do Campeonato Mundial de Estrada, em Bergen, Noruega.

Todos os corredores já presentes na Noruega e que não competiram nos contrarrelógios individuais tiveram a oportunidade de pedalar, durante cerca de duas horas, no traçado das corridas de fundo.

O elite Tiago Machado, os sub-23 André Carvalho, Francisco Campos e José Neves, e os juniores Afonso Silva, Maria Martins, Pedro José Lopes e Pedro Miguel Lopes puderam medir as sensações num circuito ondulado e rompe-pernas.

O frio e a chuva que receberam a Equipa Portugal durante a manhã de treinos tiveram como compensação o calor humano dispensado pelos alunos da Fridalen Skole, o estabelecimento de ensino escolhido para apoiar Portugal durante a competição – cada escola de Bergen apoia uma nação participante.

Centenas de crianças esperaram os corredores lusos, gritando “viva Portugal”. Foi um final de treino apoteótico, motivador para os dias de dificuldade que aí vêm.

O selecionador nacional, José Poeira, considerou a visita à escola “uma iniciativa muito interessante. O envolvimento da comunidade é mais um ponto a favor de num Mundial que está a ser dos mais bem organizados em que tive a oportunidade de participar”, diz o técnico.

O percurso também deixou impressões positivas no selecionador, que acredita na adequação do traçado às caraterísticas dos ciclistas nacionais “É um percurso seletivo, que se tornará muito duro com as longas distâncias a que serão sujeitos os corredores. As sucessivas passagens nas subidas vão fazer mossa. Além disso, as descidas são tecnicamente muito exigentes, o que obriga a uma concentração absoluta. Portanto, além do desgaste físico, os corredores estarão sujeitos a um grande desgaste psicológico. Só grandes campeões poderão ter sucesso neste Mundial”, considera José Poeira.

A Equipa Portugal terá cinco corredores em ação já nesta sexta-feira. Maria Martins compete na prova de fundo para juniores femininas, às 9h05 (hora de Portugal Continental). A sétima classificada no último Campeonato da Europa terá pela frente 76,4 quilómetros, resultantes de quatro voltas ao circuito.

A partir das 12h15 é a vez de competirem os sub-23 André Carvalho, Francisco Campos, Ivo Oliveira e José Neves. A prova de fundo para sub-23 prolonga-se por dez voltas e 191 quilómetros.

Fonte: FPC

“Nelson Oliveira: «Voltaria a trocar de bicicleta»”

Ciclista português diz ter ficado satisfeito com o 4.º lugar no Mundial de contrarrelógio

Foto: EPA

Quem seguiu o contrarrelógio pela televisão viu que não houve muitos a optarem por trocar de bicicleta na zona de transição, da cabra para uma normal, por causa da subida final. E viu também o momento em que Nelson Oliveira perdeu alguns segundos. Mas, frisa, voltaria a fazer a mesma escolha.

"É verdade que perdi ali algum tempo, mas ganhei muito mais ao fazer a subida com a bicicleta normal. Foi a decisão mais acertada e voltaria a fazer o mesmo", disse-nos o ciclista da Movistar, de 28 anos, que lembrou o facto de os adversários terem sido eventualmente prejudicados pelas condições climatéricas. "Quando começou a chover fiquei na expectativa [quanto à medalha], mas estou muito satisfeito com este lugar." Um lugar ingrato, que já tinha experimentado no Europeu do ano passado.

O percurso, mas este resultado deixa a nossa equipa muito mais motivada", salientou o português.

Rui Costa ganhou ritmo

Já Rui Costa terminou no 33º lugar (a 3.10 m). "Tive boas sensações e controlei a prova dentro das minhas expectativas. É certo que depois da recuperação pós-Vuelta, este contrarrelógio ajuda a ganhar ritmo para a prova de fundo, mas o objetivo principal não era esse, mas dar o meu máximo", disse o ciclista da UAE à assessoria da FPC.

Já o selecionador nacional José Poeira estava radiante com o resultado de Nelson Oliveira. "Foi daqueles contrarrelógios que dá gosto ver. Revelou grande maturidade", destacou.

Fonte: Record on-line