quarta-feira, 12 de outubro de 2016

“Inglaterra recebe Mundial de Estrada de 2019”

Há 34 anos que a competição não se realiza no Reino Unido, onde esteve pela última vez em 1982, em Goodwood

Por: João Lopes

Foto: EPA

Yorkshire, em Inglaterra, vai acolher os Campeonatos do Mundo de ciclismo de estrada em 2019, anunciou esta quarta-feira a União Ciclista Internacional (UCI). A última vez que os Mundiais de estrada tiveram lugar na Grã-Bretanha foi há 34 anos, quando Goodwood acolheu a edição de 1982.
A decisão da UCI foi anunciada em Doha (Qatar), onde até domingo decorrem os Campeonatos do Mundo. Em 2017, a competição vai acontecer em Bergen (Noruega) e a edição de 2018 vai ter como palco Innsbruck, na Áustria.

Fonte: Record on-line

“José Azevedo vai ser diretor geral da Katusha”

Era até agora diretor-desportivo

Por: Sandra Lucas Simões e Lusa

Foto: Site oficial da Katusha

José Azevedo vai ser a partir de 2017 diretor geral da Katusha. O antigo ciclista português já trabalha na equipa russa desde 2013, altura em que deixou a Radioshak, exercendo o cargo de diretor desportivo. Para o próximo ano terá então novas funções conforme foi anunciado oficialmente esta quarta-feira.
Azevedo mostrou-se honrado e "muito feliz" com esta nomeação e vincou o sucesso internacional do projeto, frisando que vê as suas novas funções de uma forma integrada. 

"É uma honra seguir os passos do Ekimov. Ele abriu o caminho para mim e a minha tarefa vai ser mais fácil do que a que ele teve nos anos anteriores. Ele desenvolveu um grande trabalho ao transformar esta equipa nacional num projeto internacional de muito sucesso. Se conseguir fazer um trabalho tão bom, ficarei muito feliz. Quero também continuar a desempenhar a função de diretor desportivo em algumas corridas na próxima época, que estou ansioso que comece", afirmou.
José Azevedo vai comandar a formação que conta com dois compatriotas, casos de Tiago Machado e de José Gonçalves, que alinhava na Caja Rural, mas também o alemão Tony Martin, quatro vezes campeão do mundo de contrarrelógio.
"As quatro últimas épocas foram duras. Gastei toda a minha força nesta equipa e estou orgulhoso do que conquistámos", referiu Viacheslav Ekimov, destacando os triunfos em etapas no Tour, no Giro e na Vuelta, assim como as conquistas na Milão-Sanremo, nas Voltas a Flandres, Lombardia, Suíça, Romandia, Catalunha e País Basco.
Ekimov enalteceu ainda a dimensão mundial alcançada pela formação, tornando-a "inovadora e atrativa para os patrocinadores".
"A minha missão está terminada, sinto que preciso de algum descanso. No futuro próximo, vou dedicar-me mais tempo à minha família, mas, depois, quero empenhar-me na Katusha-Alpecin. Vai ser positivo usar a minha experiência e os meus conhecimentos na relação com todos os grandes e pequenos patrocinadores, uma função cada vez mais importante", rematou Ekimov, citado pela equipa.

Fonte: Record on-line

“Mundial: Tony Martin queixa-se da falta de público”

Medalha de ouro contrarrelógio individual diz que só vai comemorar... quando voltar a casa

Por: Lusa

Foto: EPA

O ciclista alemão Tony Martin, coroado esta quarta-feira campeão do Mundo de contrarrelógio, confessou a sua frustração por não ter tido público a apoiá-lo ao longo do percurso da prova, em Doha, no Qatar.
Depois de conquistar o seu quarto título mundial na especialidade, igualando o recorde do suíço Fabian Cancellara, e o segundo ouro em quatro dias - sagrou-se igualmente campeão do Mundo no contrarrelógio por equipas, com a Etixx-QuickStep -, Martin disse aos jornalistas que teria de esperar pelo regresso à Alemanha para poder festejar o seu feito, devido à ausência de adeptos para congratulá-lo em Doha.

"Seria simpático ter mais fãs aqui para celebrar a minha vitória. Os verdadeiros festejos vão acontecer quando chegar a casa", notou, referindo-se a uma realidade que tem sido muito comentada desde o arranque dos Mundiais de ciclismo de estrada, no domingo.
Também o espanhol Jonathan Castroviejo, que conquistou o bronze, considerou que a falta de público tornou o 'crono' mais complicado para os ciclistas.
"É muito difícil. Normalmente, temos muitos espectadores, mas aqui não", frisou.
A falta de público veio reforçar as críticas à atribuição da organização dos Mundiais a Doha. Outra crítica recorrente  aos primeiros Campeonatos do Mundo realizados no médio oriente é o calor que se tem registado durante as provas, com as temperaturas a rondarem os 40 graus.

Fonte: Record on-line

“Tertúlia sobre comércio bike-friendly em Aveiro”

Esta sexta-feira, 14 de Outubro, terá lugar na Fábrica Centro de Ciência Viva de Aveiro, com início às 21h15, a tertúlia ‘comércio bike-friendly’ organizada pelo Ciclaveiro.

Cidades por todo o mundo tem nos últimos anos, e já há várias décadas no norte da Europa, apostado na humanização e revitalização dos seus espaços públicos e na alteração dos hábitos de mobilidade dos seus habitantes para adopção em meio urbano de formas de deslocação activas, em particular a pé e em bicicleta, e mais sustentáveis.

Estas medidas têm resultado em maior número de pessoas nas ruas e zonas que são pedonalizadas, em que são implementadas medidas que tornem mais segura e cómoda a utilização da bicicleta e onde é reduzido o volume e velocidade do tráfego automóvel. Um fenómeno que tem acompanho estas alterações tem sido o incremento do volume de negócios para o comércio local. Os clientes que se deslocam a pé e em bicicleta fazem compras mais localmente e frequentemente que aqueles que utilizam o automóvel.

Nesta tertúlia o Ciclaveiro pretende trazer este assunto para discussão, e através de uma conversa informal e troca de ideias, tentar perceber com os comerciantes de Aveiro como é que o comércio local poderá contribuir e beneficiar desta alteração de paradigma de mobilidade.

Serão abordadas as vantagens para o comércio local de uma maior utilização da bicicleta, explorados exemplos de boas práticas de outras cidades em termos de influência positiva que uma cidade e estabelecimentos comerciais bike-friendly trazem à actividade comercial, e debatidos de que forma estes poderão constituir oportunidades para o comércio local de Aveiro. A tertúlia será também uma ocasião para discutir possibilidades de iniciativas concretas para Aveiro que estimulem a sinergia entre comércio local e mobilidade em bicicleta para benefício mútuo.

No final da tertúlia serão ainda divulgados os vencedores e entregues os prémios do concurso de montras ‘Aveiro, cidade do comércio em bicicleta’, que nesta sua segunda edição viu o número de estabelecimentos participantes quase duplicar relativamente à edição do ano anterior

Fonte: CICLAVEIRO

“EFAPEL com retorno de 5,7 milhões na Volta a Portugal”

Valores sobem relativamente ao ano anterior

A EFAPEL continua a mostrar capacidade de vencer na estrada e dar projecção aos resultados alcançados. Segundo números da Cision, empresa que mede o impacto nos mais variados meios, o retorno garantido pela EFAPEL aos seus parceiros na Volta a Portugal de 2016 foi de 5,7 milhões de euros. Um resultado que revela um crescimento face ao ano anterior, fruto do bom desempenho da equipa na estrada e do departamento de comunicação que promoveu o trabalho desenvolvido por ciclistas e estrutura técnica.

Os valores alcançados reflectem o retorno alcançado devido à cobertura televisiva, mas é nos meios digitais que se verificou o maior crescimento.

A equipa desenvolve uma política de comunicação posta em prática pela Maria João Gouveia e pelo João Picado. Os dois técnicos contribuem para que mesmo quando não vence, a EFAPEL seja reconhecida e valorizada dando retorno a quem nela investe.

Na última edição da Volta a Portugal há números significativos. O número de gostos no Facebook cresceu, em menos de um mês, mais de 300 por cento. As publicações feitas nesta rede social tiveram um alcance superior a 350 mil utilizadores. Destaque para o dia da etapa da Torre em que, sem qualquer necessidade de patrocinar as actualizações, conseguimos chegar a mais de 80 mil pessoas.

A diferenciação de conteúdos foi, também ela, uma aposta ganha. A forte imagem da equipa na estrada, complementada com o cuidado da apresentação das estruturas nas partidas e nas chegadas, entre outros pormenores, valorizam e potencial a comunicação da EFAPEL. As publicações tiveram uma média de quase 1700 reações diárias, 65 comentários e 65 partilhas, com particular destaque para os dias de arranque da Volta e da etapa da Torre, em que as reações ultrapassaram os quatro mil, os comentários superaram os 200 e as partilhas rondaram esses valores. As fotografias, as ligações para o site da equipa ou os vídeos foram, em parte, responsáveis pelo bom retorno nestes meios.

Segundo os números da Cision, os dias mais fortes da EFAPEL na Volta a Portugal foram os das vitórias de Daniel Mestre - 1ª e 9ª etapas - e o dia da Torre - 6ª etapa -, com o épico ataque de Jóni Brandão. O retorno mediático foi maior na televisão, com cerca de 3,4 milhões de euros. Destaque, contudo, para o online, em que os números continuam a crescer de forma substancial e atingiram 1,9 milhões de euros. A imprensa representou uma fatia de sete por cento, com menos de 400 mil euros, enquanto na rádio os valores são residuais.

A equipa demonstrou uma pro-actividade que se revelou bem sucedida. Os passatempos desenvolvidos com e sem parceiros resultaram em pleno. Oferecemos bidões da equipa. Foram 100 os premiados e houve adeptos em Portugal, em Espanha, na Suíça, em Itália e em França a receberem os prémios. Um adepto teve a oportunidade de acompanhar o director desportivo, Américo Silva, no carro da equipa durante uma etapa. Experiências que, como dizem os ingleses, money can’t buy. Mas que a equipa EFAPEL, com a sua proximidade junto de quem a apoia, pôde proporcionar.

Nas partidas e nas chegadas das etapas, o número de pessoas junto da equipa foi sempre elevado. Alguns levaram consigo uma das 500 brochuras com informação da estrutura presente na Volta a Portugal, bem como 1500 conjuntos de postais dos nossos corredores.

Fonte: Efapel

“Seleção Nacional/Liberty Seguros”

Sub-23 são os primeiros a disputar provas de fundo

As provas de fundo do Campeonato Mundial de Estrada, que decorre em Doha, Catar, até domingo, arrancam nesta quinta-feira, com a corrida de sub-23.

A Seleção Nacional/Liberty Seguros estará representada por César Martingil, Ivo Oliveira e Nuno Bico. O trio luso integra o pelotão que vai arrancar às 12h00 locais (menos duas em Lisboa) para uma competição de 165,7 quilómetros, resultantes de 11 voltas ao circuito urbano da Pearl, que deverá terminar cerca de quatro horas mais tarde.

Num terreno totalmente plano, apenas batido pelo vento em alguns setores, o calor será um obstáculo de monta, até porque a corrida vai desenrolar-se no pico da canícula. Durante o horário da prova esperam-se temperaturas na ordem dos 35 graus.

“Vai ser uma corrida difícil. Estou convencido de que vão acabar muito poucos corredores. Além da exigência provocada por este clima, há que ter em conta as quedas, porque o circuito é muito técnico”, avalia Nuno Bico, o melhor sub-23 luso no Mundial de 2015, em Richmond, Estados Unidos da América, onde foi o 39.º classificado.

César Martingil, a arma portuguesa para uma possível chegada ao sprint em grupo compacto, partilha as preocupações. “A colocação vai ser muito importante, nesta corrida, até para evitar cair ou ficar preso num ‘corte’ provocado por uma queda. Vai ser necessário ter sorte”, vaticina.

O selecionador nacional, José Poeira, confia no trio que tem à disposição. “O Nuno Bico, não sendo um sprinter, tem já uma interessante experiência em provas de um dia no pelotão internacional. O Ivo Oliveira e o César Martingil dão-se bem neste tipo de percursos. O Ivo sabe colocar-se bem e é rápido. O Martingil tem uma forte ponta final, que já mostrou nesta época, na Taça das Nações”, lembra o técnico.

Fonte: FPC

“Seleção Nacional/Liberty Seguros”

Nelson Oliveira vigésimo no regresso dourado de Tony Martin

O português Nelson Oliveira foi hoje o vigésimo classificado na prova de contrarrelógio de elite do Campeonato do Mundo de Estrada, uma corrida disputada em Doha, Catar, que permitiu ao alemão Tony Martin a conquista da quarta medalha de ouro individual.

O calor e o vento foram, como se previa, protagonistas do exercício individual de 40 quilómetros que ligou o complexo desportivo de Lusail à ilha artificial da Peal. O representante da Seleção Nacional/Liberty Seguros não esteve nos melhores dias, começando muito lento e recuperando algumas posições na fase final, entrando no top 20, objetivo distante do que a sua qualidade permitiria ambicionar.

“Hoje nunca vi o Nelson com o ritmo a que me habituou. Todos têm um dia mau e este foi o dele. Foi o pior contrarrelógio que o vi fazer”, admitiu o selecionador nacional, José Poeira.

Nelson Oliveira concorda com o técnico. “Nunca me senti bem ao longo do percurso e quando assim é não há muito a dizer. É claro que o calor e o percurso não me favoreceram e que na fase final o vento ficou de frente. Mas o campeão mundial é um homem que também correu com as mesmas condições, por isso não é desculpa. Foi um dos piores contrarrelógios da minha vida”, lamentou o campeão nacional.

O ciclista português precisou de 47m18s para cumprir o percurso, gastando mais 2m36s do que Tony Martin. O germânico voou nas retas catarenses, conseguindo a segunda medalha de ouro em Doha, depois de ter contribuído decisivamente para o título coletivo da Etixx-QuickStep, no domingo. Tony Martin regressa ao lugar mais alto do pódio da prova individual, após um interregno de dois anos. Foi campeão mundial em 2011, 2012, 2013 e, agora, também 2016.

O bielorrusso Vasil Kiryienka, campeão do Mundo em 2015, desceu um lugar na hierarquia, ficando com a medalha de prata. Alcançou-a com 45 segundos mais do que Tony Martin. O campeão europeu da especialidade, o espanhol Jonathan Castroviejo, fechou o pódio, a 1m11s do vencedor.

Fonte: FPC

“Corrida com obstáculos e passeio em BTT na Feira da Doçaria em Abrantes”

15ª Feira Nacional de Doçaria Tradicional

Uma grande mostra de doçaria tradicional de Norte a Sul do país é a principal atracção do evento, que ocorre em Abrantes, entre 28 e 30 de Outubro. Mas ao cardápio, inspirado no pecado da gula, a organização junta actividades desportivas, que pretendem juntar 300 atletas nas diferentes modalidades.

A Feira Nacional de Doçaria Tradicional realiza-se desde 2001, e em todas as suas edições completa a ementa com uma panóplia de iniciativas. O desporto não é esquecido e, este ano, a oferta contempla uma corrida de obstáculos nocturna, no dia 29 de Outubro, e um passeio em Bicicleta Todo-o-Terreno pela manhã, de dia 30 de Outubro.

O Night Urban Trail “O Palhinhas”, dinamizado pelo COA – Clube de Orientação e Aventura, está marcado para as 21h, de Sábado, e está dividido em três escalões de atletas, entre os 14 e os mais de 40 anos, masculinos e femininos. Para os mais experimentados, a prova de trail urbano, com obstáculos fixos naturais e artificiais, tem a extensão de 10 km, dado que o circuito é percorrido por duas vezes. Já os jovens ou iniciantes nesta modalidade são desafiados a realizar o trajecto circular, com 5 km de distância.

Para esta corrida nocturna o tempo limite é de duas horas, desde a partida, na Praça Barão da Batalha. As inscrições podem ser feitas no site dos dinamizadores, em www.coa.com.pt, e têm o custo entre os 5 e os 8 euros, oferecendo dorsal, controlo de tempos, seguro, abastecimento final, lembranças e prémio para os três primeiros classificados por escalão. Por isso, só tem de se equipar adequadamente para o efeito, trazer uma lanterna frontal e vontade de participar. O COA aceita 200 inscritos para este desafio.

Já o passeio em BTT “Na Rota da Palha” rompe a manhã de domingo, pelas 9h, e dirige-se a Casais de Revelhos, numa extensão de 25 km. Esta actividade, dinamizada pelos Branquinhos do Pedal, da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa da Chainça, marca o encerramento dos circuitos em BTT e de Cicloturismo do Concelho. O percurso é médio-fácil e destinado a todos os maiores de 12 anos. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo email bttbranquinhosdopedal@gmail.com. Os 100 inscritos terão direito a lembranças, placa frontal para a bicicleta e a um reforço alimentar, preparado pelo Rancho Folclórico e Etnográfico de Casais de Revelhos.

A 15ª Feira Nacional de Doçaria Tradicional, da organização do Município de Abrantes, em colaboração com a TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, acrescenta mais iniciativas, como as demonstrações culinárias, oficinas de doces, exposições, teatro, música e animação infantil para os três dias do certame. Para obter mais informações, consulte os sites da organização em www.cm-abrantes.pt e www.tagus-ri.pt.