sexta-feira, 3 de agosto de 2018

“II Triatlo de Coruche 2018”

O segundo Triatlo de Coruche realizou-se no dia 29 de julho sendo constituído por duas competições

No passado dia 29 de julho realizou-se o II Triatlo de Coruche que foi constituído por duas provas na distância super sprint, constituídas por quatro mangas contar para a prova seleção de Campeonato da Europa de Youth e a Taça Portugal de Triatlo.

Realizaram-se duas mangas iniciais, uma masculina e uma feminina, das quais resultaram o apuramento dos primeiros 100 homens e das primeiras 30 mulheres para as últimas duas mangas finais, de onde, por sua vez, saíram os vencedores da última etapa da Taça de Portugal.

A primeira partida dada às 10h contou para o apuramento dos atletas para o CE Youth masculino, uma competição que contou também para o Campeonato Nacional de Juvenis e Cadetes, passando-se à seguinte, cinco minutos mais tarde, com as partidas dos atletas masculinos para a Taça de Portugal.

Na segunda manga, a primeira partida contou para o apuramento dos CE Youth feminino e para o Campeonato Nacional de Juvenis e Cadetes femininos. Finalmente, partiram as triatletas femininas da Taça de Portugal.

Foi uma prova muito emocionante, com algumas surpresas competitivas, e uns lugares renhidos no pódio.

Esta etapa do Campeonato Nacional de Juvenis foi ganha por João Nuno Marote, do Ludens Clube de Machico, com 25:25, seguido do Gabriel Santos, Sport Lisboa e Benfica, que terminou em 25:35, fechando o pódio com Francisco Protásio também do Sport Lisboa e Benfica, com 25:53.

Na prova feminina, foi Beatriz Pinto, do Alhandra Sporting Club, que subiu ao mais alto lugar no pódio, com 28:16, seguida de Luana Quaresma, do Alhandra Sporting Club, que completou a prova em 28:23. Em terceiro lugar ficou Carolina Campos, do Núcleo do Sporting da Golegã, que terminou em 28:41.

João Protásio, do Sport Lisboa e Benfica, foi o atleta mais rápido a chegar à meta com 24:12, seguido de Alexandre Ribeiro, do Rio Maior Triatlo que, com 24:22, conquistou a segunda posição. Alexandre Silva, do Sport Lisboa e Benfica, ficou em terceiro lugar no pódio com o tempo de 24:37.

Mariana Vargem, individual, conquistou a primeira posição com 27:33, a segunda classificada foi Maria Tomé, do Outsystems Olímpico de Oeiras, que completou a prova em 27:37 e Mariana Carvalho, do Sport Lisboa e Benfica, fechou o pódio com 28:29.

João Protásio, do Sport Lisboa e Benfica, conseguiu a dupla vitória vencendo também a Taça de Portugal de Coruche com 23:40.

«Foi uma prova muita bem disputada desde o início, o meu foco estava na prova de apuramento youth e depois dar o meu melhor na Taça de Portugal». João afirma que tem vindo a evoluir na natação pelo que conseguiu fazer um bom primeiro segmento e sair bem colocado no ciclismo. «Posicionei-me no segundo grupo, apenas com um atleta isolado na frente e, ao tentar forçar o andamento desse grupo, quando me apercebi não havia ninguém na minha roda. Foi nessa altura que decidi apanhar tal atleta que se encontrava isolado na frente. Consegui apanhá-lo logo no primeiro retorno e fomos trabalhando os dois para não sermos alcançados. No último segmento da corrida – talvez o meu segmento mais forte – foi dar tudo de modo a vencer a prova.»
 

Miguel Tiago Silva, do Outsystems Olímpico de Oeiras, conquistou a segunda posição com 23:46. A completar o pódio ficou João Ferreira Pereira, também do Outsystems Olímpico de Oeiras, que fez a prova em 24:00.

Madalena Almeida, do Alhandra Sporting Club, foi a triatleta mais rápida desta Taça de Portugal, concluindo a competição em 25:57.

«Senti-me confortável em todos os segmentos e com a prova controlada, tanto na semi final como na final», explica Madalena Almeida. E a atleta do Alhandra Sporting Club acrescenta que estas provas funcionam como um bom teste para os desafios internacionais que se avizinham. «Sinto que estou num crescendo de forma fruto do trabalho que tenho feito com o meu treinador Paulo Antunes»!

Vera Vilaça, do Sport Lisboa e Benfica, ficou em segundo lugar com 26:41, enquanto Mariana Vargem completou o pódio desta prova com o tempo de 26:56.

Na prova de seleção masculina foi João Protásio, do Sport Lisboa e Benfica, o primeiro classificado, terminando a prova em 24:12. Alexandre Ribeiro, do Rio Maior Triatlo, ficou na segunda posição com 24:22. Alexandre Silva, do Sport Lisboa e Benfica, ficou em terceiro lugar com 24:37.

Na prova feminina, Mariana Vargem venceu a competição com 27:33, Maria Tomé, do Outsystems Olímpico de Oeiras, alcançou a segunda posição com 27:37, enquanto Beatriz Pinto, do Alhandra Sporting Club, fechou o pódio com 28:16.

II Triatlo de Coruche foi uma organização da Câmara Municipal de Coruche e da Federação de Triatlo de Portugal.

Fonte: FTP

“Portugal e Alemanha campeões de DownHill no mundial universitário”

Portugal arrecada quatro medalhas e primeiro título no Mundial!

Fotos: FADU

À terceira foi de vez! Com a prova de DownHill cumpriu-se a terceira etapa deste Mundial Universitário de Ciclismo que sagrou o atleta português, David Martins, campeão mundial universitário de BTT DownHill. No feminino, o título foi arrecadado pela alemã, Nina Hofmann. Para além do título e respetiva medalha de ouro no masculino, Portugal conquistou ainda, mais três medalhas, o bronze através de João Pereira, e na categoria feminina, prata e bronze através de Daniela Araújo e Catarina Moreira, respetivamente.

A prova que teve lugar no Monte de S. Salvador em Armil (Fafe), arrancou pelas 14h00. Composta por duas mangas (qualificação e final), os atletas, cinco femininos e sete masculinos tinham como objetivo descer o mais rápido possível o percurso de 1.28 km (duas vezes), ultrapassando as diversas irregularidades e obstáculos do terreno.


A prova, onde a adrenalina é uma constante durante a descida vertiginosa, não podia ter corrido melhor ao português David Martins (Instituto Politécnico de Coimbra), que conseguiu cumprir o trajeto em 2:32:605 minutos, batendo todos os outos corredores em pista. O alemão Jannik Abbou ficou a menos de três segundos (2:35:180) e sagrou-se vice-campeão, enquanto o português João Pereira (Universidade do Minho) venceu a medalha de bronze com o tempo de 2:37:037 minutos.

Para David Martins, a prova correu pior do que o costume “raramente caio apesar de ser corredor de downhill, caí na qualificação”, mesmo assim acabou por vencer “apesar de estar um pouco magoado, dei o meu melhor, dei tudo em pista e consegui ganhar” declarou.

O novo campeão mundial referiu ainda que “estava e não estava a contar ganhar”, pois apesar de estar em muito boa forma “os pilotos alemães eram muito bons e o meu colega João também, é um desporto onde tudo pode acontecer” afirmou.

Na prova masculina, Portugal contou ainda com mais três atletas, Francisco Quinaz (Universidade de Coimbra) foi quinto, Francisco Ruivo (Universidade do Minho) foi sexto e Micael Costa (Instituto Politécnico de Santarém) foi sétimo.

Na categoria feminina, a alemã Nina Hofmann confirmou que veio a Portugal para ganhar, sagrando-se campeã mundial universitária com um tempo de 2:56:180 minutos, batendo por uma grande diferença as portuguesas, Daniela Araújo (Universidade Católica – Braga) que foi vice-campeã com o tempo de 5:31:579, Catarina Moreira (Universidade Lusíada) foi medalha de bronze, fez em 5:53:956 e Ana Ramalho cumpriu em 6:27:456.

A alemã afirmou estar a contar ganhar a prova, pois as suas opositoras não estavam ao seu nível “não havia atletas competitivas”, disse. Ainda assim, referiu que a prova foi boa “o percurso era bom, diverti-me”. 

Amanhã é a prova de estrada que terá um trajeto de 89,2 km para o feminino, com inicio pelas 09h00. No masculino, o trajeto terá 105 km com partida dada às 14h00.

A prova iniciará em Braga, em frente ao Campus de Gualtar, passará por Guimarães e Póvoa de Lanhoso, terminando de onde partiu.

Após a entrega de medalhas decorrerá a cerimónia de encerramento do evento, no interior do Campus, em frente ao Complexo Desportivo.

 

Sobre os atletas portugueses masculinos medalhados

David Martins e João Pereira representam a equipa vimaranense Getpro / Linhas Afemar / Torcatense e são alunos, respetivamente, do curso de Engenharia Mecânica do Instituto Politécnico de Coimbra e do curso de Engenharia Eletrónica Industrial e Computadores da Universidade do Minho. Natural de Urgezes, David Martins é o atual Campeão Nacional Universitário de Down Hill e conquistou, além de outros resultados relevantes, o título de Campeão Nacional de Enduro (2014) e as Taças de Portugal de Enduro (2016) e de Down Hill (2014).

João Pereira, vice-Campeão Nacional, vice-Campeão Nacional Universitário e Campeão do Minho de Down Hill, já venceu diversas provas da Taça de Portugal e alcançou resultados meritórios em provas internacionais.

Fonte:  CMU Ciclismo

“Equipa Portugal/Ivo Oliveira sempre ao ataque termina em 15.º”

Por: José Carlos Gomes

Ivo Oliveira fez uma corrida de ataque durante a prova de scratch do Campeonato da Europa de Pista, em Glasgow, mas não viu o esforço compensado, terminando na 15.ª posição.

O corredor português tentou surpreender os adversários com múltiplas movimentações, ao longo das 60 voltas – 15 quilómetros de corrida -, mas foi sempre um dos homens mais marcados, nunca lhe sendo dada grande margem nem sequer colaboração nas fugas.

Ivo Oliveira demonstrou uma condição física invejável, mas não conseguiu transformá-la em resultado, porque as iniciativas que encetou não tiveram sucesso. Ao contrário, o ucraniano Roman Gladysh e o francês Adrien Garel souberam aproveitar uma altura de adormecimento do pelotão, isolando-se de muito longe para terminarem a corrida na frente. O ouro foi para o ucraniano e a prata para o gaulês. O suíço Tristan Marguet fechou o pódio.

“Foi uma corrida muito intensa desde o início. O Ivo tentou ganhar uma volta no primeiro terço da corrida, gastando aí algumas energias. Mais à frente voltou a sair do grupo principal, batendo-se por uma posição no pódio. Esteve muito forte, mas o resultado acabou por não ser o que perspetiváramos”, reconhece o selecionador nacional, Gabriel Mendes.

O ciclista admite que poderia ter feito uma prova mais conservadora. “Se calhar fui demasiado emotivo na fase inicial da corrida, talvez devesse ter-me resguardado mais. Ainda assim, tinha de tentar de longo, porque não gosto de deixar para o final. Sempre que entrava num grupo não colaboravam comigo. Tentei a minha sorte sozinho e fui apanhado a volta e meia do final”, descreve Ivo Oliveira.

Maria Martins, sub-23 de primeiro ano, estreou-se em grandes competições de elite com o 17.º lugar na corrida de scratch. A portuguesa assinou uma exibição audaz, atacando a dez voltas do final, na companhia da belga Jolien D’Hoore e da dinamarquesa Trine Schmidt. Esta movimentação acelerou a corrida, mas acabou por não resultar. Na decisão ao sprint, a holandesa Kirsten Wild não deu hipóteses, juntando o título europeu ao mundial. A segunda classificada foi a britânica Emily Kay e a terceira Jolien D’Hoore.

“Isto é outro andamento! Foi uma corrida muito ativa, com vários ataques. Estive numa dessas movimentações, mas não tive capacidade para intervir mais. No final dei o que podia. Estou muito feliz por ter tentado”, afirma Maria Martins.

O selecionador nacional corrobora a felicidade da corredora. “Dentro dos objetivos para este Campeonato, a Maria deu boas indicações em termos técnicos, táticos e de desenvolvimento de capacidades. A ideia era procurar uma oportunidade para entrar na discussão da corrida e ela esteve na movimentação que viria a decidir a prova. Mais do que o resultado, importa destacar os progressos do trabalho, o desempenho e a atitude”, frisa Gabriel Mendes.

A Equipa Portugal sobe de novo à pista no sábado. Rui Oliveira estreia-se neste Europeu com o concurso de omnium, que começa às 14h38 com a prova de scratch, seguindo-se corrida tempo (16h30), eliminação (19h12) e corrida por pontos (20h01). Maria Martins compete na corrida por pontos de elite feminina às 15h54

Fonte: FPC

“Equipa Portugal/Luís Costa nono no contrarrelógio do Mundial de paraciclismo”

Por: José Carlos Gomes

O português Luís Costa foi hoje o nono classificado no contrarrelógio de classe H5 do Campeonato do Mundo de Paraciclismo, disputado em Maniago, Itália. Telmo Pinão, na prova de classe C2, foi 19.º.

Luís Costa entrou no contrarrelógio com ambição de bater-se pelas primeiras posições, depois de, no ano passado, ter conquistado a medalha de bronze. No entanto, ao longo dos 27,2 quilómetros de luta contra o tempo, o paraciclista luso não conseguiu encontrar o ritmo certo para estar perto dos primeiros.

O corredor da Equipa Portugal concluiu a prova ao fim de 42’07’’48 de esforço individual, mais 2’57’’46 do que o vencedor, o estadunidense Óscar Sánchez, que precisou de 39’10’’02 para fechar a prova. O holandês Tim de Vries foi o segundo, a 5,71 segundos, enquanto o italiano Alessandro Zanardi fechou o pódio, a 1’01’’39.

Telmo Pinão foi o primeiro a correr nesta sexta-feira, disputando os 13,6 quilómetros do contrarrelógio de classe C2. O paraciclista português conseguiu o 19.º melhor tempo, 21’44’’25. Telmo Pinão ficou a 3’11’’46 do vencedor, o russo Arslan Gilmutdniov, que cumpriu a prova em 18’32’’79. O segundo classificado foi o canadense Tristen Chernove, a 5,57 segundos, e o terceiro foi o colombiano Alejandro Perea, a 8,10 segundos.

“O Luís Costa está bem, mas não se encontrou ao longo de todo o percurso, não conseguindo fazer subir o pulso. Esteve aquém das suas capacidades, num dia mau, talvez motivado pelo calor. Estou convencido de que, na prova de fundo, conseguirá mostrar que está ao nível dos melhores”, adianta o selecionador nacional de paraciclismo, José Marques.

Quanto a Telmo Pinão, o técnico considera que “fez um contrarrelógio dentro das expectativas, conseguindo até um melhor registo do que o perspetivado”.

As provas de fundo do Mundial de paraciclismo iniciam-se neste sábado. A Equipa Portugal terá dois corredores em prova. Flávio Pacheco disputa a prova de classe H4, que terá 68 quilómetros e início às 10h15. Às 15h45 é a vez de Luís Costa competir nos 68 quilómetros da corrida de classe H5.

Fonte: FPC

“Volta a Portugal/Um olhar pela Volta dia-a-dia”

2ª Etapa Beja-Portalegre

Texto: José Morais

Fotos: Podium

Este sábado 4 de agosto, corre-se a 3ª etapa em linha, numa distância de 177.8 quilómetros, que liga a Sertã a Oliveira do Hospital.

Na véspera de uma das mais difíceis etapas, a subida ao alto da Torre, sem paragem, apenas de passagem, já que a etapa irá terminar na Covilhã/Penhas da Saúde, os ciclistas irão ter mais um dia difícil.

Depois de atravessarem a célebre frigideira Alentejana, entre Beja e Portalegre, onde as temperaturas ultrapassaram os 45 graus em alguns pontos, a Sertã prevê 40 graus, tomando em conta que à hora da partida, essa temperatura já se encontra no ar, quando chegarem a Oliveira do Hospital lá para o fim da tarde, irão chegar com temperaturas a rondar os 35 graus.

Hoje, muitos contestaram a etapa, até colocando no ar, se a mesma não deveria ser suspensa, motivada pelas elevadas temperaturas, os ciclistas sofreram, para este sábado, as mesmas prometem também ser elevadas, e as horas de descanso não vão ser assim tantas para recompor do dia de hoje, tomando em atenção que esta sexta-feira foi a etapa mais longa, com mais de 200 quilómetros, debaixo de um calor abrasador,

Com a etapa a terminar muito tarde, já depois das 18 horas, e estando a Sertã de Portalegre a cerca de 130 quilómetros, os ciclistas tiveram de fazer ainda hoje até às suas unidades hoteleiras talvez mais de 150 ou 160 quilómetros, já que no local de partida de amanhã, não existe alojamentos para todos, o que pode este sábado, muitos não estarem em tão boa fora como era de esperar.

Será que os ciclistas estarão preparados para mais este grande desafio, que mazelas a etapa provocou, quem aguenta, quem fica pelo caminho, no final teremos essa resposta, por agora fica a altimetria, o mapa do percurso, como a partida e a chegada.

 

“Volta a Portugal/26 anos separam o mais novo do mais velho do pelotão”

O português Pedro Teixeira (Miranda-Mortágua), de apenas 19 anos, é o benjamim do pelotão da Volta a Portugal em bicicleta.

O português Pedro Teixeira (Miranda-Mortágua), de apenas 19 anos, é o benjamim do pelotão da Volta a Portugal em bicicleta e são 26 anos que o separam do 'avô' da corrida, o colombiano Victor Niño Corredor (Sapura).

Apesar de ser o mais novo do pelotão, Pedro Teixeira, um dos dois ciclistas nascidos em 1999 na Volta a Portugal, não se mostra nervoso pela sua estreia na mais mediática prova velocipédica nacional.

"Acho que só pode trazer coisas boas, só pode trazer um estado mais relaxado, mais descontraído, porque sou o mais novo, não tenho nada a provar e sou o que tenho mais margem de aprendizagem", afirmou, à agência Lusa.

Para o ciclista da Miranda-Mortágua, o facto de ser o mais novo não deve pôr pressão, "mas sim aliviar a pressão", porque não pode "ir com aquele nervosismo de quem vai para lutar pela geral".

"Eu estou aqui para aprender, para ganhar novos conhecimentos. No futuro se calhar posso vir a lutar pela geral, mas neste momento sair daqui com experiência, ajudar a equipa e deixar o que posso na estrada", afirmou.

O grande objetivo do jovem ciclista "é chegar a Fafe", onde termina a Volta a Portugal, em 12 de agosto, e depois queria que ouvissem falar do seu nome "pelo menos uma vez".

"Tudo tem de começar nalgum sítio, mesmo sendo de primeiro ano já podemos começar a mostrar-nos. Tem de haver um início e este é o meu início", referiu Pedro Teixeira.

Se o português pedala há cinco anos, para Victor Niño Corredor, de 45 anos, já são cerca de três décadas, porque se pode sentir "velho aos 20 e jovem aos 60, é uma questão de atitude".

"Continuo porque gosto, antes de mais nada, depois porque, dentro do possível, o faço bem (...). Caio e levanto-me com vontade de treinar e fazer o meu melhor esforço. Se a equipa me convoca para alguma corrida, vou com toda a atitude, com toda a força para fazer bem", afirmou, à agência Lusa.

Pela primeira vez na Volta a Portugal, o colombiano parte com "a ideia de ser protagonista, estar nas fugas, mostrar um pouco a equipa e deixar um pouco" do que aprendeu na carreira desportiva aos jovens malaios da equipa Sapura.

“Já levo dois anos com eles, estamos muito contentes, eu com eles e eles comigo. Vou ano a ano, se a equipa vê que trabalho bem e se sou sincero comigo e quero continuar um ano mais, faço-o. Mas sei que vai chegar o momento em que vou dizer que chega. Mas gostava de continuar ligado ao ciclismo, com alguma equipa. Para já seguir com eles, com estes rapazes da Malásia, que são muito boas pessoas e espero deixar-lhes algum ensinamento", referiu.

Com apenas uma vitória como profissional, numa etapa da Volta a Taiwan em 2012, Victor Corredor fez grande parte da sua carreira em equipas continentais e amadoras.

Fonte: Sapo on-line

“Volta a Portugal/Jóni Brandão caiu perto da meta, mas evitou perdas de tempo”

Jóni Brandão (Sporting-Tavira) caiu hoje nos quilómetros finais da primeira etapa da Volta a Portugal em bicicleta.

O português Jóni Brandão (Sporting-Tavira) caiu hoje nos quilómetros finais da primeira etapa da Volta a Portugal em bicicleta, mas conseguiu recolar ao pelotão e evitar perdas de tempo.

“Um ciclista caiu à minha frente na rotunda e eu não consegui evitar a queda, bati na bicicleta dele e caí. Ainda estive algum tempo no chão, porque a bicicleta não estava em condições. Acabo por não perder tempo, era esse o objetivo”, disse.

O ciclista dos ‘leões’, um dos favoritos à conquista da Volta a Portugal, caiu já dentro dos cinco quilómetros finais da ligação de Alcácer do Sal a Albufeira (191,8), mas conseguiu recuperar e ainda subiu ao 14.º lugar da geral, a sete segundos do líder, Rafael Reis (Caja Rural).

“Agora estou a quente. Dói-me o braço. Foi uma coisa muito rápida, só tive a preocupação de pegar na bicicleta e arrancar, porque se perdesse tempo a Volta a Portugal para mim estava arrumada e não queria que isso acontecesse hoje. Graças a Deus estou bem e estou aqui”, afirmou.

Considerando que hoje foi uma etapa com “muito calor”, Jóni Brandão disse não saber ainda como vai estar na sexta-feira, na segunda etapa, a mais longa da Volta, que vai ligar Beja a Portalegre, na extensão de 203,6 quilómetros.

“Tive agora uma queda, não sei como vou passar a noite, espero passar bem. Amanhã [sexta-feira] acho que ainda vai estar mais calor do que hoje e acho que vão ser dois dias que vão ‘matar’ muito e vão deixar mazelas para o resto da Volta. Vão ser dias longos em que vamos de ter muito cuidado com a hidratação”, referiu.

Fonte: Sapo on-line

“VOLTA A PORTUGAL/"ETAPA DEVIA TER SIDO ANULADA": A REVOLTA DOS CICLISTAS DA VOLTA DEVIDO AO INTENSO CALOR”

Temperaturas voltaram a rondar os 45 graus e no pelotão falou-se em "ciclismo na sauna"

Fonte: Lusa

Foto: Lusa

O espanhol Gustavo Veloso (W52-FC Porto) considerou que a segunda etapa da Volta a Portugal em bicicleta devia ter sido anulada, devido ao intenso calor sentido na ligação entre Beja e Portalegre.

"Para proteger a saúde dos ciclistas, a etapa de hoje tinha de ser anulada. Sair para fazer 100 quilómetros ou 200 é a mesma coisa. A temperatura está igual do início até ao fim", referiu Veloso, no final dos 203,6 quilómetros da tirada.

Considerando que se esteve "a fazer ciclismo na sauna", o duas vezes vencedor da Volta disse que "todos os ciclistas do pelotão, do primeiro até ao último, são sobreviventes". "Quando há recomendações para não sair à rua e nós estamos a pedalar 200 quilómetros, só isso é significativo da dureza de hoje", afirmou.

De acordo com Veloso, "cada ciclista bebeu 25 a 30 bidons", o que equivale a cerca 15 litros de água, tendo o espanhol deixado um agradecimento aos bombeiros que ao longo da etapa foram refrescando os ciclistas.

 

"Sabia bem parar debaixo da água que os bombeiros estavam a mandar"

O português Rafael Reis (Caja Rural) também aproveitou bem a água vinda das mangueiras dos bombeiros das várias corporações das localidades por onde passou a etapa e foi possível ver o camisola amarela, pelo menos uma vez, a parar à beira da estrada para se refrescar com os jatos de água.

"Hoje estava com muito calor, ainda estava com mais do que ontem [quinta-feira] e sabia bem parar debaixo da água que os bombeiros estavam a mandar e isso melhorava bastante", referiu.

O espanhol Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano) disse que se devia pensar no que fazer numa etapa como estas, pois "este calor não faz muito bem", considerando que, por vezes, se tratam os ciclistas "como se não fossem pessoas". "Acho que te podes sentir um sobrevivente. Há muitos companheiros do pelotão que vão muito marcados pelo calor. Não é o meu caso, nem de ninguém da minha equipa", afirmou.

O colombiano Victor Niño Corredor, o mais velho do pelotão, com 45 anos, disse que houve "muito calor" e as duas primeiras etapas foram "muito desgastantes". "Há momentos que sentes que fogem as forças. Nunca corri com tanto calor como aqui", admitiu.

No comunicado do final da etapa, a organização enalteceu a forma, "como munidos dos mais nobres valores desta exigente modalidade, abnegação, espírito de sacrifício e equipa", os ciclistas e restantes membros da organização que "andaram mais desprotegidos" conseguiram "ultrapassar as enormes dificuldades provocadas pela temperatura extrema da etapa de hoje". A organização realçou ainda "o enorme espírito solidário de todas as corporações de bombeiros".

Fonte: Record on-line

“Volta a Portugal/Algarvios conquistaram Alentejo”

Nem em sonhos a Aviludo-Louletano-Uli pensava acabar em Portalegre com o primeiro e segundo lugar da etapa. A equipa algarvia colocou bem, nos dez quilómetros finais, as duas cartadas que queria jogar numa chegada em subida e onde se poderiam fazer diferenças. Luís Mendonça lançou o sprint e logo depois, que nem um foguete, saiu o espanhol Vicente García de Mateos à procura do triunfo que confirmou na linha de meta.

Mendonça repetiu o segundo lugar da véspera mas foi ele quem disse que "nem em sonhos" pensava que a equipa iria alcançar estes resultados na segunda etapa. "Fizemos um trabalho espetacular. Assumimos a corrida sem medo", explodiu ainda em cima da bicicleta. Vicente também realçou o esforço coletivo e claro que não poderia deixar de lado uma palavra sobre as temperaturas altas: "Estava muito calor e a etapa foi muito longa".

Sob o signo do calor, a organização da Volta enalteceu o modo como, sobretudo, o pelotão “munido dos mais nobres valores desta exigente modalidade soube ultrapassar as enormes dificuldades provocadas pela temperatura extrema da etapa”. A todos os corredores e demais elementos que circularam na prova, a Podium Events rende sincera homenagem e agradece o espírito solidário de todas as corporações de bombeiros dos concelhos atravessados que tudo fizeram para que a etapa fosse concluída com sucesso.

A baixa velocidade, média de 35 Km/hora, justificada pelos mais de 40 graus que acompanharam o pelotão pelo segundo dia consecutivo, prolongou a corrida meia hora mais do que estava previsto. Foram 203,6 quilómetros que começaram em Beja, naquela que foi a etapa mais longa desta 80ª Volta a Portugal Santander.

Para "esticar" ainda mais o dia, uma queda nos últimos 500 metros lançou dúvidas sobre quem seria o Camisola amarela. Houve cortes no pelotão e os comissários tiveram de analisar se ocorreram antes ou devido à queda, que afetou, entre outros, César Martingil, o líder da juventude, camisola branca RTP. A decisão dos comissários foi dar o mesmo tempo a todos, o que permitiu a Rafael Reis (Caja Rural-Seguros RGA) manter a Camisola Amarela conquistada no prólogo de Setúbal.

Após esta travessia alentejana que não acontecia na Volta há 20 anos, a única mudança, em Portalegre, em termos de classificação foi nos pontos. Depois de dois segundos lugares, Luís Mendonça é o novo dono da Camisola Verde Rubis Gás.

Este sábado, um dia antes da Serra da Estrela aparecer no percurso da Volta a Portugal, realiza-se a Etapa Vida. Será uma homenagem da Volta a Portugal às populações atingidas pelos incêndios de 2017. Esta terceira etapa vai levar o colorido do ciclismo às regiões mais afetadas. A Podium Events, entidade organizadora da Volta, juntou patrocinadores e abdicou de parte das receitas financeiras para lembrar as vidas perdidas e os territórios e sobretudo para enaltecer a valentia dos que puseram mãos à obra com o objetivo único de reconstruir a vida Serão 177,8 quilómetros entre a Sertã e Oliveira do Hospital passando por Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pêra, Lousã, Góis, Arganil e Tábua. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, entre outras individualidades, associam-se a esta homenagem e vão marcar presença na chegada.

Será o início de uma nova fase da Volta com muita montanha, com duas quartas categorias, duas terceiras e uma segunda, esta última na Serra da Lousã, pelo que poderá começar uma nova arrumação na classificação geral.

Fonte: Podium

“VOLTA A PORTUGAL/BOMBEIROS VÃO VOLTAR A REFRESCAR CICLISTAS DURANTE A SEGUNDA ETAPA”

Temperaturas estarão sempre acima dos 40 graus

Por: Lusa

Foto: Lusa

As corporações de bombeiros de localidades pelas quais passa esta sexta-feira a segunda etapa da Volta a Portugal têm como missão refrescar os ciclistas, revelou o diretor da prova, Joaquim Gomes.

"Nesta etapa, vamos ultrapassar cerca de uma dezena de municípios, e estas corporações de bombeiros, munidas de enorme espírito solidário para com a Volta a Portugal e algumas a fazer frente a outras ocorrências, vão disponibilizar veículos para refrescar os ciclistas na passagem da caravana", disse.

Durante o dia são esperadas temperaturas sempre superiores a 40 graus centígrados

Em Beja, de onde partiu a etapa mais longa da Volta a Portugal, com 203,6 quilómetros até Portalegre, Joaquim Gomes disse que esta "é uma ajuda que, em alguns casos extremos, pode fazer a diferença para os corredores menos experientes entre acabar esta etapa e mesmo a Volta e terminar já as suas ambições".

Assumindo "uma enorme capacidade de agir de improviso", o diretor da Volta a Portugal admitiu ainda que, em conjunto com o colégio de comissários e os serviços médicos e "perante alterações drásticas" que ponham em causa a integridade física dos corredores, poderá ser neutralizada uma parte da etapa.

"Se, porventura, em determinado momento da etapa, houver alguma ocorrência de grande gravidade, poderá ser neutralizada uma parte da etapa, mas a chegada a Portalegre vai sempre concretizar-se. Esperamos que nada aconteça, até pelas medidas que estamos a tomar", afirmou.

A etapa teve início às 12:30 e à passagem por Portel, perto do quilómetro 40, alguns corredores chegaram mesmo a parar, para receber o banho dos bombeiros. O final da etapa está previsto para cerca das 17:30, em Portalegre.

Fonte: Record on-line

“VOLTA A PORTUGAL/VENCESLAU FERNANDES: «UMA FAMÍLA COM PRESSÃO»”

Inspira-se no passado cheio de glória do pai e da irmã Vanessa

Por: Alexandre Reis

Foto: Rui Minderico

O jovem Venceslau Fernandes, de apenas 22 anos, faz a estreia na Volta a Portugal com um sentido de responsabilidade acrescida, pois não é qualquer um que é filho do homónimo campeão da Volta a Portugal em 1984 e irmão de Vanessa, vice-campeã olímpica de triatlo em Pequim’2008.

"Esta é uma família onde há sempre alguma pressão, mas é normal e tem um lado positivo que me motiva para dar o meu melhor", considerou o ciclista da Liberty Seguros-Carglass.

Para já, Venceslau nem pensa em triunfos: "Espero uma grande experiência, tenho grande ambição, mas com os pés bem assentes na terra. Esta equipa ambiciona a camisola da juventude, temos César Martingil na liderança e eu quero aparecer numa etapa."

Na família, o desporto é sempre motivo de conversa: "O meu pai gosta de contar as suas histórias boas para se aprender com elas."

E como não poderia deixar de ser, Venceslau Fernandes vai ter o apoio da irmã e do pai na Grandíssima. "Estou aqui para lhe dar força. É uma situação engraçada, porque 10 anos depois de Pequim’2008 ele está nesta estreia", considerou Vanessa Fernandes.

O pai Venceslau também está orgulhoso: "Quero que o meu filho cresça, com saúde. Desejo-lhe muito sucesso, sem a pressão do que foi o pai ou a irmã. Quero que evolua passo a passo, que seja ele e um exemplo de cidadania. Tem talento e espírito de sacrifício."

Fonte: Record on-line