segunda-feira, 27 de novembro de 2017

“MARQUES MENDES É PRESIDENTE DA RECÉM-CRIADA FEDERAÇÃO CABO-VERDIANA DE CICLISMO”

A criação deste organismo teve o propósito de responder às recomendações de vários entidades e atletas.

Marques Mendes, um dos impulsionadores das provas de ciclismo em Santiago Sul, foi eleito, este sábado, presidente da direção da Federação Cabo-verdiana de Ciclismo, em Assembleia-geral constituinte realizada na sede da Federação Cabo-verdiana de Futebol.

Ao que apurou a Inforpress junto dos organizadores desta assembleia, a criação deste organismo teve o propósito de responder às recomendações saídas no decurso de diversas auscultações feitas junto às associações regionais, atletas, agentes e entidades ligadas ao ciclismo nacional, sobre a necessidade de reativação/criação da Federação Cabo-verdiana de Ciclismo.

O evento contou com a participação da Associação Regional de Ciclismo – Santiago Sul, da Associação de Ciclismo Santiago Norte, da Associação de Ciclismo de Calheta de S. Miguel e da Associação Regional de São Vicente de Ciclismo.

Esta assembleia surgiu na sequência de um primeiro encontro de trabalho realizado no início deste mês, também na Cidade da Praia, na qual as associações de ciclismo aprovaram os Estatutos da Federação, ao mesmo tempo que calendarizaram esta assembleia-geral constituinte, bem como a tomada de posse simbólica.

Fonte: Sapo on-line

“Um cemitério de bicicletas na China. É isto que fica quando uma empresa de bike sharing chega à falência”

Um amontoado de bicicletas de várias cores, ocupando uma área aproximadamente do tamanho de um campo de futebol. Para alcançar o seu topo são necessárias gruas e o impacto que causa não deixa ninguém indiferente. Se podia ser uma instalação artística? Podia. Mas é, sim, uma outra forma de olhar para a indústria de bike sharing [partilha de bicicletas] na China.

O registo, por parte de um fotógrafo de Xiamen, no sudeste do país, pretende mostrar a realidade vivida depois da falência de empresas responsáveis pela prática de partilha de bicicletas, conta o The Guardian. O amontoado de velocípedes é, na verdade, um cemitério onde repousam bicicletas de três grandes empresas chinesas: Mobike, Ofo e Bluegogo, agora extinta.

A prática de bike sharing cresceu na China, falando-se na Bluegogo como uma “Uber das bicicletas”. Apenas com um smartphone era possível desbloquear as bicicletas, que podiam ser usadas e deixadas em qualquer lugar, uma vez que tinham um sistema GPS integrado que permitia a sua localização.

Contudo, existem demasiadas bicicletas e pouca procura. A Bluegogo já pediu desculpa pela situação, com o seu diretor executivo a assumir que foi “demasiado arrogante”.

A empresa, ao cobrar um pequeno valor por ciclos de 30 minutos, não aguentou a concorrência de outras empresas que inundaram as cidades de bicicletas para garantir que havia sempre veículos disponíveis: existem, em Xangai, 1,5 milhões de bicicletas espalhadas pelas ruas.

Alguns exemplos de bike sharing em Portugal

Em Lisboa foi iniciado este ano um sistema de bicicletas partilhadas. Em vigor desde 19 de setembro, o projeto “Gira” registou, durante o primeiro mês de funcionamento, mais de seis mil viagens realizadas nas 100 bicicletas disponíveis no Parque das Nações, segundo a Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento (EMEL).

Segundo dados divulgados à Agência Lusa, entre 19 de setembro e 18 de outubro tinham sido subscritos “860 passes, dos quais mais de 90% são anuais”.

A marca “Gira” está disponível no Parque das Nações, São Sebastião, avenidas de Roma e do Brasil e no Saldanha. Está previsto que o sistema se alargue até 140 estações, contando com 1.410 bicicletas.

A empresa chinesa Ofo também chegou a Portugal, mais precisamente a Cascais. Em outubro, dezenas de bicicletas amarelas marcaram presença frente aos Paços do Concelho, marcando o início de um projeto em que Cascais é o município piloto no país e utilizar a primeira plataforma e líder mundial no mercado de bike sharing.

No entanto, Cascais tinha já um sistema de bicicletas a funcionar, através da MobiCascais (plataforma de mobilidade integrada), um programa destinado a residentes, trabalhadores e visitantes do concelho.

Também em Torres Vedras se partilham bicicletas, aproveitando a deixa para homenagear Joaquim Agostinho, conhecido ciclista do concelho. As “Agostinhas” permitem andar pela cidade, existindo 11 estações disponíveis e duas modalidades de veículos: bicicletas a pedal ou elétricas. O objetivo é, sempre, proporcionar uma forma de transporte urbano rápido e flexível, contribuindo ainda para a prática de exercício físico.

Fonte: Sapo on-line

“Ana Filipa Santos e João Ferreira sagram-se campeões nacionais de triatlo longo”

Ana Filipa Santos e João Ferreira conquistaram o lugar mais alto do pódio do Campeonato Nacional Individual de Triatlo Longo e sagraram-se hoje, dia 26 de Novembro, campeões nacionais da modalidade. Os dois triatletas mostraram enorme qualidade num evento que foi dedicado aos amantes da longa distância e que celebrou o encerrar do calendário competitivo nacional em Vilamoura, no Algarve.

Foram mais de uma centena os triatletas que acompanharam o desfecho da temporada de 2017 até às águas e estradas do Algarve, numa competição que guardou para o último fim-de-semana de Novembro a atribuição dos títulos individuais de longa distância mais importantes no nosso país. Com um leque de atletas de renome no cenário competitivo português a prova disputou-se até aos momentos finais e ficou marcada não só pela competitividade como pela vontade de completar o desafio e de fazer parte da enorme família do triatlo.

Com partida assinalada na praia de Vilamoura a competição desafiou todos os presentes a completar 1,9km de natação, seguidos de 91,5km de ciclismo e de uma corrida final que totalizou 21km percorridos ao longo da linha costeira entre Vilamoura e Quarteira. Na competição masculina o destaque centrou-se em torno do homem que liderou a prova nos seus momentos iniciais e que viria a ser o primeiro a cruzar a linha da meta. O triatleta do Estoril Praia Fisiogaspar, João Ferreira, foi o primeiro a chegar à praia e a iniciar o percurso de ciclismo. Ainda que ameaçado por intermédio de Fábio Azinheirinha, foi capaz de demonstrar enorme qualidade nos dois últimos segmentos da prova e, com os melhores parciais de ciclismo e de corrida, cortou a meta em primeiro lugar, sagrando-se Campeão Nacional Individual de Triatlo Longo. Azinheirinha, Outsystems Olímpico de Oeiras, conseguiu uma grande performance que lhe permitiu alcançar o segundo lugar no campeonato e Jorge Duarte, colega de equipa de Fábio, completou o pódio absoluto masculino na terceira posição.

Na frente feminina a competição registou contornos idênticos com o natural favoritismo à partida de Ana Filipa Santos, até à data bicampeã nacional da modalidade. A triatleta do Rio Maior Triatlo lançou-se nesta prova com vontade de subir ao mais alto lugar do pódio nacional da longa distância e, com uma prestação exemplar, demonstrou total domínio sobre as adversárias, registando os melhores parciais em todos os segmentos da prova. Com uma liderança que cimentou desde o início da competição, Ana Filipa Santos cortou a meta com uma vantagem superior a 16 minutos para a segunda classificada e conquistou o título português pela terceira vez consecutiva. Rita Maria Lopes, atleta do Sporting Clube de Espinho, foi a segunda mulher mais forte do dia, sagrando-se Vice-Campeã Nacional de Triatlo Longo. Liliana Veríssimo, do Núcleo do Sporting da Golegã, foi terceira classificada e última medalhada nacional de 2017.

O III Triatlo Longo de Vilamoura foi uma organização conjunta da Câmara Municipal de Loulé e da Federação de Triatlo de Portugal que encerrou o último fim-de-semana competitivo da época de 2017 e que nos deixou a todos com vontade de rapidamente chegar a 2018 e de ver mais competições das nossas modalidades. Congratulamos todos os vencedores da tarde de hoje e desejamos encontrar novamente todos reunidos na Festa e Gala do Triatlo que decorrerá no próximo dia 2 de Dezembro, em Sines, e onde serão entregues os troféus desta prova.

Fonte: FPC

“Rui Costa: «A época que se avizinha será melhor»”

Ciclista lembrou que teve "alguns problemas" que o condicionaram

Por: Lusa

Foto: MOVENOTÍCIAS

O ciclista português Rui Costa reconheceu que a sua temporada velocipédica deste ano "poderia ter corrido melhor", lembrando que teve "alguns problemas" que o condicionaram.

O ciclista da formação da UAE Emirates apontou que a temporada até arrancou de forma positiva, com o triunfo em Abu Dhabi, mas lamentou não ter dado sequência, nomeadamente com a conquistada vitórias em etapas na Volta a Itália e na Volta a Espanha.

"Poderíamos estar a falar de forma diferente se tivesse vencido algo no Giro ou na Vuelta, mas não vamos dramatizar. Tive alguns problemas de saúde, e também mecânicos, que acabaram por condicionar o meu desempenho", disse Rui Costa.

Fechado este capítulo competitivo, o corredor natural de Aguçadoura, uma freguesia da Póvoa de Varzim, diz estar já "a pensar no futuro", com a certeza de que "a época que se avizinha será melhor".

"Vou começar numa prova que nunca fiz, na Austrália [Tour Down Under], e que será uma coisa diferente para mim. Depois, passarei por Omã e Tirreno-Adriático. Tenho treinado com muita dedicação para que esteja preparado e as coisas saiam bem", partilhou.

Sobre a possibilidade de 2018 poder competir na Volta a França, prova em que não participou este ano, por estratégia da sua equipa, Rui Costa disse que "ainda está tudo em aberto".

"Ainda não está programado. Só sei, para já, que irei fazer essas provas que referi, de forma a me preparar para as outras provas míticas. Só depois do início iremos definir", afirmou.

O campeão do mundo de 2013 falou deste momento da sua carreira à margem de uma tradicional iniciativa solidária que organiza na sua terra natal, o circuito Amigos do Rui Costa.

A iniciativa contemplou um passeio de 20 quilómetros, na parte da manhã e uma vertente competitiva na parte de tarde. No evento participaram mais de duas centenas de ciclistas amadores e cicloturistas, mas também alguns profissionais como Tiago Machado, e os gémeos Ivo e Rui Oliveira.

A receita com as inscrições neste evento reverteu, na totalidade, para o MAPADI, uma instituição que presta formação e apoio a pessoas com deficiência.

Fonte: FPC