sexta-feira, 22 de maio de 2020

“Armstrong acusou Landis de ser um "bocado de m...." e já teve resposta”

Guerra entre antigos companheiros reacesa após apresentação do primeiro episódio do documentário sobre a vida de Armstrong

Foto: EPA

O início da guerra entre Lance Armstrong e Floyd Landis remonta a 2010, quando o segundo, depois de ter perdido o título da Volta à França de 2006 por consumo de doping, confessou que o fez e acusou outros colegas de equipa de também recorrerem ao uso de substâncias ilícitas. Num conjunto de emails enviados a várias autoridades, Landis pormenorizou os métodos e quem o fazia. Entre eles, estava Lance Armstrong.

Agora, depois da estreia documentário da ESPN sobre a vida do ex-ciclista, esta guerra foi ressuscitada, com Armstrong a tecer palavras duras relativamente ao antigo companheiro, na US Postal: "Poderia ser pior. Poderia ser Floyd Landis e levantar-me todos os dias a sentir-me um bocado de merda", afirmou Armstrong, mostrando que não perdoou o que Landis fez.

Todavia, a resposta de Landis, não se fez esperar. Em declarações à ESPN, explicou o que o levou a tomar a decisão de denunciar a prática regular de consumo de doping e expressa um desejo para Lance Armstrong: "Espero que encontre um pouco de paz".

"Tenho alguma empatia com ele, pois também sofri uma humilhação em público e dói. Queres culpar alguém e, por vezes, é mais fácil encontrar a coisa ou pessoa mais óbvia e culpá-la. Pode culpar-me, o seu caso até poderia ser um segredo, se não fosse eu. Não podia fazer mais. Tinha de limpar a minha imagem. Obviamente que ele não estará feliz com isso. Espero que encontre um pouco de paz na sua vida", reiterou Landis, ainda que explique que foi um processo muito complicado:

"Não estava seguro se alguém iria acreditar em mim e se lutas contra tipos como Lance, tens de ir com tudo. Pensei que necessitava de gente com mais força ao meu lado e sabia que o Governo Federal seria propenso a investigá-lo. Foi uma experiência muito traumática, foi um nível de humilhação pública muito duro para mim", salientou Landis.

Fonte: Record on-line

“2ª Tritúlia: à conversa com treinadores de Triatlo”

Tritúlia no Facebook no dia 22 de maio às 21h

Depois da grande adesão da primeira Tritúlia com o tema Longa Distância, a Federação de Triatlo de Portugal irá realizar a segunda sessão da série de Tritúlias, um espaço de conversa que se realiza quinzenalmente. Desta vez, Hélder Miheiras, treinador de Triatlo e moderador destas sessões, marcou encontro com os treinadores João Mascarenhas, Lino Barruncho, Paulo Conde e Sérgio Santos, profissionais com diferentes valências e perspetivas o que irá enriquecer o debate.

O treino é um tema estruturante no Triatlo pelo que, além falarmos da carreira como treinadores e como triatletas, haverá com certeza muitas questões interessantes para os praticantes da modalidade.

Será possível assistir e participar através do Facebook, criando-se assim um espaço de debate interativo enriquecedor para todos nós.

Contamos com a sua presença!

Fonte: FTP

“Lance Armstrong: Da certidão de nascimento forjada às 10 mil mentiras que teve de dizer”

ESPN exibe documentário sobre a ascensão e queda do antigo campeão norte-americano

Por João Lopes

Foto: Reuters

A ESPN exibe no próximo domingo a primeira parte de um documentário sobre a ascensão e queda de Lance Armstrong, o mítico ciclista que ganhou o Tour de França durante sete anos consecutivos [de 1999 a 2005] e que viu todos esses triunfos serem-lhe retirados, após ser identificado um complexo esquema de dopagem que lhe permitiu colecionar todas estas vitórias ao longo dos anos.

Nos primeiros dois minutos e meio do documentário, Armstrong conta uma história em que repete 13 vezes a palavra 'fod*****", utiliza duas vezes outros palavrões e faz quatro vezes gestos obscenos com a mão. Fala dos seus tempos de juventude, no Texas, quando forjou uma certidão de nascimento, para ter a idade mínima para poder participar em provas de triatlo.

"Forjar a certidão de nascimento, competir ilegalmente e ganhar a todos", aponta como fórmula de sucesso o antigo ciclista norte-americano, que, citado pelo 'USA Today', faz ainda referência às 10.000 mentiras que disse ao longo da sua carreira.

"Ninguém utiliza doping e é honesto. Não és! A única forma de te dopares e seres honesto é se ninguém te perguntar, o que não é realista. No momento em que alguém te pergunta, tu mentes. Será só uma mentira, porque só respondeste uma vez. No meu caso, foram 10.000 mentiras, porque respondi a isso 10.000 vezes", confessa o antigo campeão, agora com 48 anos, que mantém um ódio de estimação: o seu ex-companheiro de equipa Floyd Landis.

"Podia ser pior. Eu podia ser o Floyd Landis e acordar um bocado f***** todos os dias", afirma em tom irónico sobre o antigo colega de profissão, com quem teve, inclusive, alguns problemas de cariz judicial.

A segunda parte do documentário, que retrata a queda de Lance Armstrong, irá para o ar a 31 de maio, na ESPN dos Estados Unidos.

Fonte: Record on-line