sexta-feira, 14 de outubro de 2016

“Estudo defende campanhas de sensibilização contra doping no ciclismo amador”

A investigação teve por base um inquérito realizado a uma amostra de cerca de 2.000 ciclistas amadores que participaram em 2012 numa prova amadora.

Foto: © 2016 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

A investigação teve por base um inquérito realizado a uma amostra de cerca de 2.000 ciclistas amadores que participaram em 2012 numa prova amadora.

Um estudo realizado pela Universidade de Granada concluiu que o doping não é um problema exclusivo do ciclismo profissional e defende a realização de campanhas de prevenção contra o consumo de substância dopantes no âmbito do desporto amador.

A investigação teve por base um inquérito realizado a uma amostra de cerca de 2.000 ciclistas amadores que participaram em 2012 numa prova amadora, em Sabinánigo, na província espanhola de Huesca.

De acordo com os resultados, 8,2% dos inquiridos admitiu ter consumido, pelo menos uma vez, ou de forma contínua, substâncias dopantes.

O estudo, que também envolveu a Real Federação Espanhola de Ciclismo, analisou a relação entre o consumo de substâncias dopantes – questionadas de forma anónima – e uma série de variáveis como a atitude face ao doping, a autoestima, e a perceção do consumo de substâncias dopantes.

Segundo o estudo é necessário aumentar o controlo sobre o problema do doping também no ciclismo amador, com campanhas de consciencialização e prevenção sobre os perigos do consumo de substâncias dopantes.

Fonte: SAPO Desporto c/Lusa

“Sérgio Paulinho sentido com Contador”

Um telefonema que ainda não foi feito...

Por: Ana Paula Marques. Doha, Qatar

Foto: Filipe Farinha/Arquivo

Grande parte das 14 épocas que Sérgio Paulinho leva no World Tour foram ao lado de Alberto Contador, de quem foi um incansável braço-direito, relação que se estendeu para fora da bicicleta. Porém, a amizade entre ambos esfriou nos últimos meses, por conta de um telefonema que ainda não foi feito, e que coloca o primeiro ainda sem equipa para 2017.
"Desde o início do ano houve a possibilidade de o Alberto fazer uma equipa. Sempre me disse para estar descansado, que iria para essa equipa. Para onde fosse, iria com ele. Depois do Dauphiné [junho] voltou a dizer-me que iria com ele. Depois disso, não disse mais nada", contou o vice-campeão olímpico em Atenas’2004, de 36 anos. Refira-se que o espanhol já foi confirmado há algum tempo na Trek para 2017, equipa que vai ter, para já, dois portugueses: Ruben Guerreiro e André Cardoso.

"Não era obrigado a levar-me com ele. As coisas não são tão lineares, sei disso. Mas acho que depois de tantos anos poderia ao mesmos fazer um telefonema e dizer-me: ‘Olha Sérgio não podes ir comigo, vai procurar equipa’. Até hoje não houve esse telefonema."
As portas do World Tour ainda não estão totalmente fechadas, mas caso a continuidade neste escalão não seja possível, Paulinho, ciclista da Tinkoff até dezembro, pondera a retirada. "Está também muito complicado correr no escalão Continental Profissional. As equipas já têm os plantéis fechados. Iremos ver... mas o mais provável é encerrar a carreira."
Fonte: Record on-line

“Voltas ao Algarve e Alentejo promovidas”

Volta a Portugal mantém-se como 2.1

Por: Ana Paula Marques

Foto: Filipe Farinha

As Voltas ao Algarve, de 2.1 para 2.HC, e ao Alentejo, de 2.2 para 2.1, viram o objetivo da promoção confirmado durante o congresso da UCI realizado esta sexta-feira à margem dos Mundiais do Qatar. O mesmo não conseguiu a Volta a Portugal, que se mantém como 2.1. Algarve e Alentejo, de resto, disputam-se uma a seguir à outra, em fevereiro, sendo que a corrida rainha ‘recuperou’ o final no feriado de 15 de agosto.
Ao todo, Portugal tem oito provas de estrada no calendário internacional, mais 16 no BTT. Quanto ao ciclismo de pista, é quase certo que o nosso país voltará em 2017 a ser palco do Campeonato da Europa sub-23 e juniores.

Provas internacionais em Portugal 2017

Estrada
15 a 19 de fevereiro - Volta ao Algarve (2.HC)
22 a 26 de fevereiro - Volta ao Alentejo (2.1)
5 de março - Clássica da Arrábida – Cyclin’Portugal (1.2)
12 de março - Clássica Aldeias do Xisto – Cyclin’Portugal (1.2)
1 a 4 de junho - Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela (2.1)
29 de junho a 2 de Julho - Volta a Portugal do Futuro Sub-23
6 a 9 de julho - GP Internacional de Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho (2.2)
4 a 15 de agosto - Volta a Portugal (2.1)

BTT
3 a 5 de março - Algarve Bike Challenge - Tavira XCS (2)
5 de março - Taça de Portugal – S. Brás Alportel DHI (2)
12 de março - Taça de Portugal - Marrazes XCO (3)
19 de março - Taça de Portugal – Pampilhosa da Serra DHI (1)
9 de abril - Troféu DHI de Boticas DHI (2)
9 de abril - Taça de Portugal – Viana do Castelo XCO (3)
10 a 15 de abril - Portugal MTB XCS (2)
7 de maio - Taça de Portugal – Ribeira de Pena DHI (2)
14 de maio - Taça de Portugal – Fundão XCO (2)
21 de maio - UCI World Marathon Series – Mêda XCM (3)
28 de maio - Taça de Portugal – Porto de Mós DHI (3)
4 de junho - XCO Internacional de Ribeira de Pena XCO (2)
18 de junho - Taça de Portugal – Pista do Jamor XCO (3)
17 de setembro - Taça de Portugal – Oliveira de Azeméis XCO (2)
24 de setembro - Taça de Portugal – Funchal DHI (2)
1 de outubro - UCI World Marathon Series – Ponta Delgada XCM (3)

Fonte: Record on-line

“Mundial: Belga Enzo Wouters sofre golpe de calor”

Susto após a corrida em linha para o escalão sub-23

Por: Ana Paula Marques. Doha, Qatar

Foto: DR

A UCI teima em manter a quilometragem previamente definida para as corridas em linhas do Mundial do Qatar, mas os sustos com a saúde dos ciclistas vão surgindo, ainda que pontualmente. O caso mais grave até ao momento envolveu o ciclista belga Enzo Wouters que terá sofrido um golpe de calor logo após a corrida para o escalão sub-23, na distância de 166 quilómetros.
As temperaturas durante a prova atingiram os 36 graus, ficando, para a UCI, aquém das condições extremas que levassem ao encurtamento dos quilómetros. Contudo, de acordo com o jornal belga "Sporza", o temperatura corporal do jovem ciclista de 20 anos chegou aos 40 graus, perto do limite que os médicos indicam para se ter um golpe de calor, perdendo o corpo a capacidade para se refrescar.

Depois de alguns momentos de aflição e um banho de gelo, Enzo Wouters recuperou gradualmente, referindo lembrar-se muito pouco do que lhe aconteceu. "Só sei que durante a corrida senti-me cada vez mais fraco, especialmente no final", disse o ciclista belga.
Fonte: Record on-line

“Seleção Nacional/Liberty Seguros”

João Almeida 55.º no Mundial júnior

João Almeida e Daniel Viegas foram os melhores elementos da Seleção Nacional/Liberty Seguros no final dos 135,5 quilómetros da prova de fundo para juniores do Campeonato Mundial de Estrada, hoje, em Doha, Catar.

Os dois corredores terminaram a corridos integrados no pelotão principal. João Almeida foi 55.º e Daniel Viegas ficou no lugar imediato, ambos a 1m45s do vencedor, o dinamarquês Jakob Egholm. O terceir elemento da equipa nacional foi Pedro Teixeira, 89.º, a 2m06s.

A corrida começou a definir-se a cerca de 50 quilómetros do final, altura em que várias movimentações colocaram 20 ciclistas adiantados face ao pelotão principal. As duas dezenas de corredores acabaram por reagrupar-se num único grupo, que impediu a aproximação do pelotão.

Só nos últimos dez quilómetros, aproveitando o facto de ter três ciclistas no minipelotão da dianteira, a Dinamarca isolou dois dos seus representantes, acabando por ser Jakob Egholm a revelar-se o mais pujante, deixando o companheiro para trás e vencendo isolado. Seguiram-se o alemão Niklas Markl e o suíço Reto Muller, a 7 segundos.

João Almeida percebeu que a movimentação que partiu o pelotão era decisiva, mas não teve poder para juntar-se ao grupo. “Sabia que estavam lá os melhores e, por isso, tentei saltar para a fuga. Estive lá perto, mas não consegui chegar à frente. Acabo a minha passagem pelos juniores tranquilo, porque deixei tudo na estrada”, disse o natural das Caldas da Rainha após a conclusão da prova.

Daniel Viegas teve receio de embarcar numa aventura perigosa e perdeu a oportunidade de entrar na história da corrida. “A fuga deu-se muito cedo e eu tive medo de entrar e de ser uma iniciativa condenada. Felizmente, escapei às quedas, porque estar bem colocado ajuda a evitar esses problemas”, concluiu o louletano.

Pedro Teixeira é o benjamim da comitiva portuguesa neste Campeonato do Mundo. Com 17 anos, ainda é júnior de primeiro ano e estreou-se em Mundiais. “Foi uma estreia muito dura. Não esperava que as duas primeiras voltas fossem tão exigentes. Nessa altura bati os meus recordes de pulso. Senti muito o calor, tal como muitos ciclistas. Ainda pensei em ir mais para a frente, mas não tenho o mesmo ritmo competitivo destes corredores”, lamentou o maiato.

A Seleção Nacional/Liberty Seguros não compete neste sábado, regressando à estrada no domingo, com José Gonçalves, Nelson Oliveira e Sérgio Paulinho a representarem Portugal na prova de fundo para elite.

Fonte: FPC