terça-feira, 17 de março de 2020

“Original: Milão-Sanremo cria prova virtual aberta a todos após cancelamento”

A participação requer uma bicicleta eletrónica na qual é colocada uma versão digital dos 57 quilómetros do percurso original

Por: Lusa

Os organizadores da Milão-Sanremo, clássica de ciclismo anulada devido à pandemia de Covid-19, anunciaram hoje a criação de uma versão virtual e aberta a todos e que recria os últimos 57 quilómetros do percurso.

A prova, que foi cancelada apenas pela quarta vez, depois de, em 113 anos, apenas ter sido interrompida devido às guerras mundiais, decidiu recriar a prova, que usa tecnologia que permite aos adeptos experienciar a parte final na primeira pessoa.

A participação requer uma bicicleta eletrónica na qual é colocada uma versão digital dos 57 quilómetros do percurso original, completo com as subidas aos 'Capi', a chegada a Cipressa e a subida ao Poggio de Sanremo, a última subida antes da meta, na via Roma.

Fonte: Record on-line

“Covid-19: Paris-Roubaix, Fléche Wallonne e Liège-Bastogne-Liège canceladas”

As três clássicas, todas do escalão WorldTour do ciclismo, foram retiradas do calendário.

As corridas de ciclismo Paris Roubaix (12 de abril), La Fléche Wallonne (22 de abril) e Liège-Bastogne-Liège (26 de abril) foram retiradas do calendário de abril devido à pandemia de Covid-19, anunciou hoje a ASO, organizadora das provas.

As três clássicas, todas do escalão WorldTour do ciclismo, foram retiradas do calendário e a ASO garantiu, em comunicado, que vai pedir novas datas à União Ciclista Internacional (UCI).

O Paris-Roubaix é considerado um dos ‘monumentos’ do ciclismo, conhecido pelos setores de ‘pavé’ e pela dureza do percurso, sendo organizado desde 1896 e tendo sido interrompido apenas devido às duas guerras mundiais.

Estas corridas juntam-se a outras do principal escalão de estrada do ciclismo no rol de adiamentos ou cancelamentos, como as clássicas de preparação para a ainda ‘sobrevivente’ Volta a Flandres - De Panne, E3, Gent-Wevelgem, Dwars door Vlanderen - já adiadas, a par da Volta ao País Basco.

O Paris-Nice acabou um dia mais cedo, depois de protestos, ameaças de boicote e desistências de ciclistas, mas conseguiu sair para a estrada, ao contrário da Strade Bianche e de outras provas em Itália, como o Tirreno Adriático ou a Milão-Sanremo - cancelada apenas pela quarta vez na sua longa história (os outros três cancelamentos aconteceram no período das Grandes Guerras), mas também da Volta à Catalunha.

A estas junta-se a suíça Volta à Romandia, que deveria decorrer entre 28 de abril e 03 de maio e foi cancelada, enquanto a Volta a Itália, primeira das três grandes Voltas, já não vai começar em 09 de maio, depois de ter sido adiada, com outras provas ainda em dúvida e vários ciclistas infetados, entre eles o colombiano Fernando Gaviria (UAE Emirates).

Em Portugal, a Volta ao Alentejo, que deveria ter ido para a estrada entre 18 e 22 de março, foi a principal ‘vítima' da pandemia de Covid-19.

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 180 mil pessoas, das quais mais de 7.000 morreram. Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 75 mil recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 145 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Depois da China, que regista a maioria dos casos, a Europa tornou-se o epicentro da pandemia, com mais 67 mil infetados e pelo menos 2.684 mortos, o que levou vários países a adotarem medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Em Portugal há 448 pessoas infetadas, segundo o mais recente boletim diário da Direção-Geral da Saúde, mais 117 do que na segunda-feira, dia em que se registou a primeira morte no país.

Fonte: Sapo on-line

“Bradley Wiggins: «Já não há papel higiénico nem paracetamol»”

O ex-ciclista teme que os efeitos do coronavírus sejam devastadores

Foto: Reuters

Bradley Wiggins teme que os efeitos do coronavírus sejam devastadores para os ciclistas mesmo depois de o surto estar mais controlado e mostra-se surpreso com o que se está a passar.

"A crise intensifica-se todos os dias e chegou a um ponto em que tiveram de cancelar a última etapa do Paris-Nice. Parecia estranho, que com a grande propagação do vírus em Itália, ocorresse uma prova ali tão perto em Nice. E já não há papel higiénico nem paracetamol", refere, mostrando surpresa por a prova se ter realizado.


Bradley Wiggins refere que as consequências serão devastadoras

"Se uma prova como o Tour não se realizar será um duro golpe para os ciclistas tendo em conta a quantidade de trabalho que já realizaram. É o seu meio de vida. Continuamos a dizer que é só desporto mas para estes rapazes, com as implicações financeiras dos patrocinadores e equipas, isto pode ser devastador para eles", referiu io antigo ciclista e vencedor da Volta a França.

Fonte: Record on-line

“Coronavírus: Tiago Machado passa a treinar sozinho, sem parar para abastecer”

Federação Portuguesa de Ciclismo suspendeu provas até 3 de abril

Por: Lusa

Foto: Instagram

O ciclista Tiago Machado passou a treinar sozinho e sem interrupções para abastecimento face à suspensão das competições velocipédicas decretada pela Federação Portuguesa de Ciclismo até 3 de abril, motivada pelo surto de Covid-19.

Impossibilitado de participar na Clássica da Arrábida, prevista para o domingo passado, no distrito de Setúbal, e na Volta ao Alentejo, que iria decorrer entre 18 e 22 de março, o corredor de Vila Nova de Famalicão abdicou de treinos ocasionais com outros ciclistas, tendo defendido que, embora "custe treinar em solitário", os "sacrifícios têm de ser feitos para que se retome a normalidade".

O ciclista Tiago Machado passou a treinar sozinho e sem interrupções para abastecimento face à suspensão das competições velocipédicas decretada pela Federação Portuguesa de Ciclismo até 3 de abril, motivada pelo surto de Covid-19.

Impossibilitado de participar na Clássica da Arrábida, prevista para o domingo passado, no distrito de Setúbal, e na Volta ao Alentejo, que iria decorrer entre 18 e 22 de março, o corredor de Vila Nova de Famalicão abdicou de treinos ocasionais com outros ciclistas, tendo defendido que, embora "custe treinar em solitário", os "sacrifícios têm de ser feitos para que se retome a normalidade".

"Não há a necessidade de estarmos a juntar-nos para treinarmos. Temos de evitar estar em grupo, porque não sabemos se fomos ou não expostos [à infeção pelo coronavírus na origem da doença]. Eu posso ter estado com uma pessoa que tenha passado pela situação e não saiba", explicou à Lusa o atleta de 35 anos, ao serviço da Efapel na época de 2020.

De forma a manter-se "apto" para o regresso da competição, Tiago Machado treinou no domingo durante quatro horas, num percurso de 125 quilómetros com passagem pela zona do Gerês, em vez de cumprir a hora e meia de preparação para a Clássica da Arrábida. Nesse período, recusou parar num estabelecimento para se alimentar, algo a que estava habituado.

"Na última hora [do treino], parava num café ou numa bomba de gasolina para comprar um 'snack' e uma 'cola'. Hoje não fui e no resto da semana não fiz isso, porque temos de evitar esses locais. Agora é levar comida e bebida para o treino todo para não corrermos riscos desnecessários", assumiu.

Habituado a "não passar pelo meio das localidades" mesmo antes da epidemia de Covid-19, o ciclista minhoto salientou ainda que a sua rotina é completa com algum trabalho específico, feito em casa e não num ginásio.

"Felizmente, tenho a possibilidade de ter algumas máquinas em casa para fazer os exercícios de que necessito. Nunca fui fã de ginásios", disse o vencedor da Volta a Eslovénia em 2014, que, no currículo, acumula ainda três participações na Volta a França (edições de 2014, 2015 e 2017), duas na Volta a Itália (2011 e 2013) e cinco na Volta a Espanha (2011, 2012, 2015, 2016 e 2018).

Com participações agendadas na Clássica Aldeias do Xisto (5 de abril) e em duas provas espanholas - Volta a Castela e Leão (24 a 26 de abril) e Volta às Astúrias (1 a 3 de maio) -, Tiago Machado assumiu que o principal objetivo da Efapel para este ano é a Volta à Portugal (29 de julho a 11 de agosto), corrida onde espera melhorar o 15.º lugar da edição anterior, quando representava o Sporting-Tavira.

"A nossa ideia, quando saímos da cama, é treinarmos o melhor possível para que estejamos bem nessa competição e tentarmos melhorar o que já foi feito, como é lógico", disse.

Quanto às rotinas para lá da atividade de ciclista, Tiago Machado passou a optar por mais compras online, em detrimento da deslocação a uma "loja física", e limitou as saídas a alguns passeios e "voltinhas de bicicleta" em torno de casa, com a mulher e o filho.

O número de casos de Covid-19 em território nacional é de 331, segundo a última atualização da Direção-Geral da Saúde. Classificada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde, a doença já causou quase 7.000 mortes, num universo de cerca de 170 mil infetados em mais de 140 países e territórios.

Fonte: Record on-line

“Revisão do Regulamento Técnico e de Competições da FTP”

A Federação Triatlo Portugal procedeu a uma revisão do regulamento técnico e de competições.

No sentido de uma melhoria da boa prática da modalidade, a Federação de Triatlo de Portugal procedeu a uma revisão do Regulamento Técnico e de Competições, vertida na errata que se encontra no início do documento que pode consultar no link http://bit.ly/33p6z5B

Estas novas alterações serão tomadas quando o calendário competitivo retomar, na sequência dos planos de contingência adotados que visam contribuir para a prevenção e controlo do surto provocada pelo vírus SARS-COV-2, causador da doença COVID-19.

Fonte: FTP