quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

“Clássicas do Norte, Volta a Itália e provas por etapas marcam a temporada de António Morgado”


Por: Ivan Silva

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António Morgado prepara-se para uma temporada exigente e reveladora ao serviço da UAE Team Emirates – XRG, com um calendário que espelha bem o estatuto crescente do jovem ciclista português dentro da formação da Emirates. Aos 21 anos, Morgado entra numa fase decisiva do seu desenvolvimento, com um programa que combina provas de um dia, clássicas de grande prestígio e a primeira Grande Volta da sua carreira.

 

2025

 

O ano passado foi um ponto de viragem para Morgado. Logo nos primeiros dias da época, o português inaugurou a sua contagem de vitórias com um triunfo no Grande Prémio de Castellón – Ruta de la Cerámica, impondo-se ao sprint num final reduzido e dominante frente a rivais experientes. Esse triunfo antecipou uma excelente sequência competitiva.

Comunitat Valenciana, onde foi terceiro depois de uma corrida exigente que se decidiu em ataque no segmento final.

Outro dos momentos altos de 2025 foi a vitória na Figueira Champions Classic, prova disputada em solo português, onde Morgado selou uma exibição de grande carácter ao atacar com mais de 20 quilómetros para o fim e chegar isolado à meta, numa demonstração de força e leitura táctica.

Além dessas prestações em um dia, Morgado também mostrou presença notável em outras corridas do calendário internacional, como uma chegada nas primeiras posições na Prueba Villafranca-Ordiziako Klasika, onde completou o pódio da UAE Team Emirates ao ser terceiro, reforçando a sua capacidade de competir com ciclistas experientes em percursos exigentes.

No plano nacional, a sua consistência traduz-se ainda na renovação do título de Campeão Nacional de Contrarrelógio Elite, reafirmando o seu domínio contra o relógio entre os melhores ciclistas portugueses.

Estas vitórias e pódios em 2025 não só deram confiança a Morgado como também sublinharam a aposta da UAE Team Emirates – XRG no seu potencial, abrindo caminho para um calendário de 2026 articulado entre provas de alto calibre.

 

E este ano?

 

A época arranca cedo, ainda em janeiro, com uma sequência intensa de corridas em território espanhol. A Clàssica Camp de Morvedre e o Gran Premio Castellón – Ruta de la Cerámica abrem o calendário, funcionando como primeiros testes de forma antes da tradicional passagem pelo Challenge Mallorca, onde Morgado alinhará em cinco dias consecutivos de competição. Estas provas, marcadas por percursos nervosos e finais seletivos, ajustam-se bem às suas características de ciclista potente, resistente e capaz de responder em terreno quebrado.

Fevereiro traz dois momentos particularmente relevantes. Primeiro, a Figueira Champions Classic, onde o português terá oportunidade de defender o título e medir forças com parte da elite mundial num percurso cada vez mais reconhecido pela sua dureza. Segue-se a Volta ao Algarve, prova de grande visibilidade mediática e competitiva, onde a UAE Team Emirates – XRG costuma assumir responsabilidades e onde Morgado poderá desempenhar um papel importante tanto no apoio aos líderes.

A entrada no bloco das clássicas do Norte marca um claro voto de confiança da equipa. A presença na Omloop Het Nieuwsblad, na Dwars door Vlaanderen e na Volta à Flandres coloca Morgado no coração das Clássicas, em percursos empedrados, sucessão de colinas curtas e ritmo elevado. Trata-se de um terreno que exige posicionamento irrepreensível, leitura de corrida e robustez física, ingredientes essenciais para a evolução de um ciclista de clássicas no mais alto nível.

O ponto mais exigente do calendário surge em maio, com a participação na Volta a Itália. A estreia, ou consolidação, numa Grande Volta representa um passo fundamental na carreira de Morgado, tanto em termos físicos como mentais. O papel será, previsivelmente, de aprendizagem e trabalho coletivo, mas estas três semanas de competição são determinantes para o crescimento de qualquer jovem ciclista no pelotão World Tour.

Será claro que Morgado irá estar ao lado de João Almeida, que será o lider da equipa, mas poderá também apontar a vencer uma etapa em Itália, pois há etapas que se adequam e bem ao seu perfil.

A segunda metade da temporada mantém a lógica de progressão. A Volta à Austria, a Volta à Alemanha e a Volta ao Luxemburgo oferecem um contexto ideal para ganhar continuidade competitiva, assumir responsabilidades em percursos variados e fechar o ano com consistência. São provas onde a UAE Team Emirates – XRG costuma dar espaço a jovens talentos para correrem com maior liberdade.

No conjunto, o calendário de António Morgado reflete uma aposta clara da equipa da Emirates num ciclista visto como peça de futuro. Entre aprendizagem, exposição ao mais alto nível e oportunidades bem escolhidas, 2026 apresenta-se como um ano chave para consolidar o seu lugar na elite do ciclismo mundial.

 

Calendário de António Morgado para 2026

 

23 de janeiro - Clàssica Camp de Morvedre

24 de janeiro - Gran Premio Castellón – Ruta de la Cerámica

28 de janeiro - Trofeo Calvià

29 de janeiro - Trofeo Ses Salines

30 de janeiro - Trofeo Serra Tramuntana

31 de janeiro - Trofeo Andratx – Pollença

1 de fevereiro - Trofeo Palma

14 de fevereiro - Figueira Champions Classic

18 de fevereiro - Volta ao Algarve

28 de fevereiro - Omloop Het Nieuwsblad

1 de abril - Dwars door Vlaanderen

5 de abril - Volta à Flandres

8 de maio - Volta a Itália

7 de julho - Volta à Austria

19 de agosto - Volta à Alemanha

16 de setembro - Volta ao Luxemburgo

“Conferência de imprensa: "Gosto muito de competir contra o João, é muito forte mentalmente" - Jonas Vingegaard antecipa duelos com João Almeida e revela que esteve à beira de um burnout”


Por: Miguel Marques

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Gostarias de voltar à Vuelta no futuro?

Sim, é possível. Não diria que nunca voltarei. Claro, agora ganhei-a e é uma das Grandes Voltas. Depende mais de como ficará o programa no futuro. É, obviamente, uma corrida à qual gostaria de regressar.

 

A equipa disse que o grande objetivo desta época é a Volta a França. O Giro é mais importante para ti?

Claro, a Volta a França é a maior corrida do mundo, por isso também é o grande objetivo. Mas penso que podes colocar ambas praticamente ao mesmo nível. Também quero vencer a Volta a Itália. Continuo a acreditar que é possível para mim fazer as duas.

 

Mas não podes entrar no Giro a pensar que o Tour é o objetivo principal, pois não?

Claro, quando entras no Giro, nesse momento não podes pensar na Volta a França, porque deixas de estar focado no Giro. Ao entrar no Giro, tens de estar focado no Giro. Mas, claro, depois ou assim que possível, podes começar a pensar também na Volta a França. Já o fiz algumas vezes com a Vuelta e correu-me bastante bem.

 

O facto de Pogacar fazer Giro e Tour mudou a tua perspetiva?

Penso que já ia com essa ideia nessa altura, porque em 2023 fiz a Volta a França e a Vuelta. E, claro, fui segundo na Vuelta, mas percebi que estava talvez até num nível melhor do que no Tour. Isso também me fez pensar que poderia ser possível fazer Giro e Tour.

 

A dupla Giro–Tour é o mesmo desafio que Tour–Vuelta, ou há diferenças?

É difícil para mim dizer, porque nunca fiz o Giro. Mas podes ter azar e apanhar mau tempo durante três semanas no Giro. Não espero que aconteça, mas pode ser essa a circunstância. Por outro lado, depois do Giro tens mais uma semana antes do Tour. Há cinco semanas entre Giro e Tour, e normalmente só quatro entre Tour e Vuelta. Portanto, pode haver um pouco mais de margem para gerir.

 

Quão grande é a perda de Simon Yates para a equipa?

Sim, claro, é uma perda muito grande para nós. É muito infeliz perdê-lo agora. Ia desempenhar um papel muito importante no Tour. Mas tenho muito respeito pela sua decisão, porque não surgiu do nada. Perdeu a motivação e este desporto é muito duro. Para todos é uma modalidade muito exigente, e para mim também. Também estive perto do burnout, é difícil com todos os estágios em altitude e tudo o resto. Conheço o programa dele do ano passado, por isso percebo que foi muito duro para ele e que tomou esta decisão. Tenho muito respeito por ele. Quando sente que é o suficiente, decide parar.

 

Perderam capacidade na montanha. Como vês as transferências e o apoio na alta montanha para o Tour?

Sim, claro, com a saída do Cian também perdemos. Mas, por outro lado, na minha opinião, chegaram bons trepadores. Sei que se escreveu muito na comunicação social que não estivemos bem no mercado. Mas, como sempre disse, eu também não era o maior talento à partida. Não fui o primeiro da fila a conseguir um contrato WorldTour. Na verdade, acho que as contratações foram bastante boas, porque são alguns grandes talentos. O Davide será um excelente trepador, e o mesmo com o Louis. Penso que teremos uma boa capacidade na montanha.

 

Há uma nova rivalidade com o João Almeida ao voltarem a encontrar-se no Giro?

Sim, claro, o João é um dos melhores corredores do mundo neste momento. Vai estar muito forte no Giro. Acho que também nos vamos encontrar na Catalunha, pelo que percebi. Assim, a preparação para o Giro será um pouco semelhante. Obviamente, há também uma rivalidade. E gosto muito de competir contra o João. É muito forte e também um tipo muito porreiro. Gosto mesmo de conversar com ele.

 

O Almeida disse que tens o fator surpresa e que nunca disfarças nos ataques. O que mais te impressiona nele?

Bem, penso que o João é muito forte mentalmente. Basicamente, nunca quebra. Mesmo que eu consiga deixá-lo para trás num dia, é difícil abrir-lhe um fosso realmente grande nessas jornadas. Tens de lutar por isso. Acho que isso é o mais importante: é tão forte mentalmente que nunca desiste.

 

Disseste que estiveste perto do burnout. Como evitas passar dos limites?

É muito difícil no ciclismo. Fala-se muito de burnout neste momento, porque levamo-nos ao limite com todos os estágios em altitude, com tudo. Tens de estar sempre pronto para correr. Não é como antigamente, em que ias a uma corrida para ganhar ritmo. Agora vais para vencer. Há mais pressão sobre todos os corredores. Para mim, é ouvir quem sou como pessoa e o que preciso. E, claro, já o disse muitas vezes, a minha mulher ajuda-me muito nisso, a perceber do que preciso e como me sinto em relação a tudo.

 

Há algo na forma como a equipa funciona que possa levar os corredores a ficarem esgotados, como o Simon Yates e o Tom Dumoulin?

Não atribuiria a culpa à equipa. Também cabe a nós, corredores, dizê-lo claramente à equipa. Dizer: “Ouçam, isto é demasiado para mim. Não consigo lidar com isto. Precisamos de mudar algo.” Claro que também nos exigem muito. E, como disse, é difícil dizer à equipa “não consigo fazer isto”. Mas o Simon está agora a pensar em si, e é isso que tem de fazer.

 

Sente que consegue ocupar o seu espaço e pedir mudanças quando precisa?

Acho que nem sempre consegui, e isso também explica porque foi difícil para mim. Mas percebi que, se continuasse assim, ia entrar em burnout. Portanto, tinha de dizer: OK, talvez seja preciso fazer algo diferente. E, sim, foi algo que falei com a equipa e em que, na verdade, estivemos totalmente de acordo.

 

O programa mais leve na primavera, com apenas quatro corridas, é por causa disso?

Não, penso que as quatro corridas têm mais a ver com o facto de eu fazer Giro e Tour. São quatro provas, mas ainda assim 60 dias de competição, não é pouca coisa. É bastante. E esse é o principal motivo. Duas Grandes Voltas serão muito exigentes. E também acredito que, se fizesse, digamos, quatro corridas antes do Giro, quando chegasse ao Tour já estaria de rastos. Não faria sentido. Por isso, ao fazer Giro e Tour, é preciso ter um programa leve na primavera.

 

Depois do Tour, o que pensa para o resto da temporada, e o burnout entra nessa equação?

Claro. Mas para mim depende de como me sinto após o Tour. Se me sentir bem, obviamente vou competir, porque é muito tempo desde o fim de julho até fevereiro, março, quando se volta a correr. Já pensámos nisso e, claro, há também um Campeonato do Mundo este ano que me favorece bastante. Se competir, provavelmente será essa a corrida que vou escolher e para a qual tentarei preparar-me.

 

Gostaria de fazer os Mundiais pela Dinamarca novamente se se sentir bem após o Tour?

Sem dúvida. Só espero que, se eu estiver completamente esgotado depois do Tour, as pessoas aceitem isso em vez de dizerem que tenho de ir aos Mundiais. Quando disse não aos Mundiais foi por um motivo, não porque não quisesse. É porque não conseguia. Felizmente, no ano passado mostrei no Campeonato da Europa que há momentos em que chega.

 

Acha que a Dinamarca espera demasiado de si?

Não diria que esperam demasiado. Posso apenas fazer o que consigo e é isso.

O Primoz Roglic é também um rival para si, e como o descreve?

Claro que é um rival. É um corredor muito forte e penso que, sobretudo ele e o Remco juntos, serão um duo muito difícil na Volta a França. Obviamente, são dois dos grandes favoritos.

 

Que capacidade do Roglic se destaca?

Falei do João há pouco. Diria que é um pouco o mesmo. É um corredor que parece nunca quebrar e nunca desistir. Isso é uma qualidade muito forte de se ter.

 

Como correu a conversa em casa sobre fazer a dobradinha Giro–Tour?

Quer dizer com a minha mulher? Sim, nem foi discussão, ela pensava o mesmo. Basicamente, desde o momento em que venci a Vuelta, quis fazer a dobradinha e ela apoiou totalmente esse plano.

 

Vai ser mais duro para a vida familiar durante um período tão longo?

Claro. Sim e não. Normalmente, depois do Giro, posso estar com ela desde o Giro até ao Tour. Portanto, na verdade, os dias longe dela não são mais do que seriam numa preparação normal.

 

O que pensa de Contador e Nibali, os últimos a vencer as três Grandes Voltas?

São grandes campeões. Quando vemos tudo o que ganharam, seria um sonho para mim estar no mesmo patamar. Vencer as três Grandes Voltas como eles fizeram é uma conquista incrível e algo que espero conseguir.

 

Quem era o seu ídolo em criança?

O Contador era o meu grande ídolo. Gostava muito de o ver, sobretudo pela forma como corria. Não tinha medo de quebrar ao atacar e de assumir as consequências. Adorava a maneira como competia.

 

Uma pergunta local, da Dinamarca: comprou a casa ao lado. Por que decidiu fazê-lo?

Achava que tinha proteção de nome e morada, mas percebi que não. Não era suposto ser público, mas é um investimento que fazemos e é isso que queremos.

 

Por que fazer esse investimento?

Acho que, no lado marítimo da cidade onde vivo, é sempre um bom investimento.

 

Se vencer o Giro, acha que encurtará a sua carreira por já ter alcançado o que quer?

Não creio que vá encurtar a minha carreira. Continuo com motivação e, mesmo que conseguisse vencer o Giro, teria ainda muita motivação.

 

Viver sob os holofotes é difícil para si, ou gosta?

Talvez eu não seja a pessoa que gosta disso, mas também digo que não é algo que me incomode. Não é problema para mim. Se pudesse escolher, seria ciclista sem estar nos holofotes, mas isso não é possível com tudo o que ambiciono. Como disse, não é um problema para mim.

 

Os estágios em altitude ajudam porque pode trabalhar em silêncio e tranquilidade?

Sim e não. Está-se em silêncio e tranquilidade, mas também se está longe de casa. Gosto mais quando estou em casa com a família.

“Lotto - Intermarché e Team Picnic PostNL confirmadas na 4.ª edição da Figueira Champions Classic / Casino Figueira”


Estão confirmadas mais duas equipas do WorldTour no pelotão da 4.ª edição da Figueira Champions Classic / Casino Figueira, que se realiza a 14 de fevereiro de 2026. Trata-se da formação belga Lotto - Intermarché e da holandesa Team Picnic PostNL, elevando para sete o número de equipas WorldTour já garantidas na prova.

Estas formações do topo do ciclismo mundial irão competir nas belas paisagens das 17 freguesias do município da Figueira da Foz, num percurso exigente que promete espetáculo e elevada competitividade.

Recorde-se que a prova contará com transmissão televisiva, através da Eurosport e da Sport TV, assegurando uma ampla e relevante cobertura mediática do evento.


No dia 15 de fevereiro de 2026, dia seguinte à clássica, realiza-se o Granfondo Figueira Champions Day, destinado a atletas amadores, que terão a oportunidade de percorrer parte do trajeto dos profissionais. No mesmo dia acontece também o MAPEI Kids Day, iniciativa dedicada aos mais jovens.

As inscrições para ambas as iniciativas já se encontram abertas no site oficial do evento - https://www.figueirachampionsclassic.com 

 

CONFIRMAÇÕES ATÉ AO MOMENTO 

 

World Tour: 

 

- Movistar Team (Espanha); 

- Lidl-Trek (Estados Unidos da América);

- NSN Cycling Team (Suiça);

- EF Education (Estados Unidos da América);

- Red Bull - BORA - hansgrohe (Alemanha);

- Lotto - Intermarché ( Bélgica);

- Team Picnic PostNL (Holanda).

 

Pro Teams:

 

- Caja Rural - Seguros RGA (Espanha); 

- Kern Pharma (Espanha);

- Team TotalEnergies (França);

- Tudor Pro Cycling Team (Suiça); 

- Euskaltel - Euskadi (Espanha); 

- Cofidis (França).

Fonte: Figueira Champions Classic

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