sexta-feira, 22 de setembro de 2017

“Artur Lopes reeleito para o Comité Diretor da UCI”

Português recebeu 42 dos 45 votos no congresso do organismo em Bergen (Noruega)

Foto: UVP-FPC

O presidente da mesa da Assembleia-Geral da Federação Portuguesa de Ciclismo, Artur Lopes, foi reeleito esta quinta-feira para o Comité Diretor da União Ciclista Internacional (UCI), tendo sido reconduzido com 42 votos num colégio eleitoral de 45 elementos.

Segundo comunicado da Federação Portuguesa de Ciclismo, Artur Lopes foi o candidato mais votado na sessão que se realizou durante o congresso anual da UCI, que decorre em Bergen, Noruega, à margem dos Mundiais de estrada.

Na sequência da eleição do francês David Lappartient para presidente da UCI, o suíço Rocco Cattaneo assumiu a presidência da União Ciclista Europeia (UEC), em regime interino. O antigo corredor, de 58 anos, vai liderar a UEC até o próximo congresso do organismo, em março, quando decorrerá a votação para eleger um novo presidente.

Cattaneo era até aqui vice-presidente da UEC, depois de ter integrado o Conselho da UCI de 2005 a 2013 e ter liderado a organização dos Mundiais de Lugano, em 1996.

Lappartient foi eleito presidente da UCI para os próximos quatro anos, com o antigo 'vice' do organismo, de 44 anos, a derrotar o anterior líder, o britânico Brian Cookson, ao ser eleito com 37 votos contra oito do britânico.

Fonte: Record on-line

“Supremacia Colectiva”

No dia 17 de Setembro, o Sport Clube Escolar Bombarralense, com a sua equipa júnior, a Sicasal – Liberty Seguros – Bombarralense, marcou presença na XIV Seixalíada. Prova corrida em circuito, 7 quilómetros cada volta, num total de dez.

A equipa marcou presença com Rodrigo Pereira, Leonel Firmino, Guilherme Simã, Rafael costa, Wilson Esperança e Bruno Valentim. O objectivo da equipa era obter um bom resultado individual e colectivamente.

No início da prova deu-se uma fuga inicial onde a equipa não colocou nenhum atleta. Bruno Valentim tentou fazer a ponte mas sem sucesso. A equipa passou então a trabalhar no pelotão e a 3 voltas do fim conseguiu formar um grupo perseguidor. Alcançar o duo fugitivo seria difícil pelo cansaço acumulado e nesse sentido, Wilson Esperança destacou-se do grupo perseguidor para fechar o pódio da prova. A vitória ficou entregue a Rodrigo Pinheiro (Alcobaça Clube Ciclismo), a quem a equipa congratula. A nível colectivo, o triunfo foi para a nossa equipa que fechou com Guilherme Simão em 4º e Leonel Firmino em 7º lugar.

Neste fim-de-semana termina o calendário no que toca à estrada, pelo que apelamos ao vosso apoio na última oportunidade de o fazerem nesta vertente em 2017.

Calendário de Setembro

Dia      Prova

23       Circuito Ciclismo Póvoa da Galega

24       IV Circuito Jovem das Vindimas - Alenquer

“Tradicional Subida à Glória Jogos Santa Casa anima Semana Europeia do Desporto”

Dia 23 setembro 2017, Calçada da Glória , 20 horas

Na primeira edição oficial da Subida à Glória, em 1913, o jovem Alfredo Piedade conseguia o fantástico registo de 1 minuto e 05 segundos a fazer os vertiginosos 265 metros da Calçada da Glória que liga a Praça dos Restauradores ao Jardim de São Pedro de Alcântara, em Lisboa. Ao longo dos anos a história evoluiu e, em 2015, Ricardo Marinheiro cilindrou a concorrência com o tempo de 35,59 segundos estabelecendo um novo recorde da prova, marca que perdura até agora.

Este sábado, 23 de setembro, a partir das 20 horas, repete-se a festa do ciclismo quando todas as bicicletas convergirem para o centro da capital portuguesa, onde se realiza mais uma edição da Subida à Glória Jogos Santa Casa. A mais pequena prova de ciclismo do mundo é organizada pela Podium Events e está associada à Semana Europeia do Desporto.

Mas esta não é uma prova apenas para especialistas, as inscrições estão abertas a homens e mulheres, a partir dos 16 anos, que tenham uma bicicleta e vontade para subir a íngreme calçada onde habitualmente os ascensores da Carris maravilham quem visita esta zona de Lisboa.

A Subida à Glória Jogos Santa Casa é, portanto, um evento único onde a animação é uma constante. As inscrições podem ser feitas em www.subidagloria.com e estão limitadas a 300 participantes.

Às várias figuras do ciclismo português que se misturam entre os anónimos amantes das duas rodas a pedal junta-se Fernando Pimenta, o canoísta que recentemente se sagrou Campeão do Mundo em K1 5000. Entre os principais favoritos está o vencedor de 2016, Pedro Garcia, que não esconde a vontade de fazer mais história na Subida à Glória Jogos Santa Casa: “Gostava de bater o recorde da prova, levo isso em mente, sei que é difícil mas vou tentar. Há já algumas semanas que faço treinos mais específicos para este tipo de prova e não há grande segredo para vencer, é trabalhar e esperar que tudo corra bem, sem percalços.”

Ainda que não tivesse ganho o ano passado, Ricardo Marinheiro, vencedor em 2013, 2014 e 2015, continua a ser detentor da melhor marca da prova e vai tentar contrariar as expetativas de Pedro Garcia. Entre as mulheres, a espanhola Maria Barros Fernandez quer defender o triunfo do ano passado, “Em 2016 consegui bater duas grandes campeãs, a Daniela Reis e a Maria Martins, este ano sinto-me em forma e vou dar o máximo desde o primeiro momento.” Para Chuss Barros, como é conhecida no mundo do ciclismo, a Subida à Glória é uma grande festa mas não deixa de ser uma prova…para ganhar. “Quero passar uma boa noite de ciclismo e espero que o público português vibre comigo, como aconteceu no ano passado. Desejo muita força às minhas adversárias e espero acabar no lugar mais alto do pódio”, conclui a espanhola.

Fonte: Podium

“Campeonato do Mundo de Estrada”

Francisco Campos 67.º na prova de fundo para sub-23

Por: José Carlos Gomes

Os 191 quilómetros da prova de fundo para sub-23 do Campeonato do Mundo de Estrada, que hoje decorreu em Bergen, Noruega, não correram de feição à Equipa Portugal. José Neves ainda deu nas vistas, numa fuga madrugadora, mas o melhor luso a cortar a meta foi Francisco Campos, 67.º classificado, a 4m44s do ciclista do WorldTour Benoit Cosnefroy, novo campeão mundial.

Apesar das nuvens negras que pairavam sobre a cidade norueguesa, o sol parecia sorrir às cores nacionais logo nas primeiras pedaladas. José Neves partiu para a fuga do dia logo nos quilómetros iniciais, integrando o grupo de 12 elementos que animou a fase inicial da prova. Depois de 120 quilómetros escapado, o alentejano não resistiu às movimentações do pelotão, sendo absorvido e acabando por abandonar, já depois de ter cedido uma roda a Ivo Oliveira.

A corrida começou a ser movimentada pelas equipas com maiores aspirações a cerca de 50 quilómetros do fim, altura em que atacaram alguns dos melhores corredores sub-23 do pelotão internacional. Ivo Oliveira esteve atento e respondeu a essas ações, mas não teve capacidade para seguir os adversários mais fortes, acusando o esforço despendido quilómetros atrás para recolar ao pelotão após avaria na toda traseira.

O endurecimento foi progressivo, num pelotão com vários corredores já com experiência e rodagem WorldTour, o que lhes confere uma vantagem substancial sobre os adversários com menor ritmo e sem grande experiência em competições tão longas.

Foi na derradeira volta que aconteceu a grande triagem. A fase mais dura do circuito partiu o pelotão em grupos e deixou na frente o alemão Lennard Kämna e o francês Benoit Cosnefroy, dois dos membros do WorldTour presentes. O ritmo vivo do primeiro pelotão não foi suficiente para detê-los e a discussão do título mundial foi a dois.

A vitória foi para o Benoit Cosnefroy, ciclista da Ag2r, que, no mês passado, fora segundo no Campeonato da Europa. Depois da medalha de ouro no contrarrelógio por equipas, há uma semana, ao serviço da Team Sunweb, Lennard Kämna, teve hoje de contentar-se com o bronze. O terceiro classificado, a 3 segundos, foi o dinamarquês Michael Carbel Svendgaard.

Francisco Campos pagou o preço de não estar acostumado a corridas com esta extensão – durante toda a época nunca fez uma etapa com 190 quilómetros -, “descolando” do pelotão na última volta para cortar a meta em 67.º, a 4m44s. André Carvalho foi 96.º, a 9m16s, e Ivo Oliveira 101.º, com o mesmo tempo.

Durante a manhã, correndo sob chuva, Maria Martins foi a 44.ª classificada na prova de fundo para juniores femininas. A ciclista portuguesa completou os 76,4 quilómetros a 8m52s da vencedora, a italiana Elena Pirrone, que ganhou isolada, após um ataque desferido na penúltima das quatro voltas ao exigente circuito de Bergen. O grupo mais próximo, composto por nove corredoras, chegou 12 segundos depois, com a dinamarquesa Emma Jorgensen a conseguir a medalha de prata e a italiana Letizia Paternoster a ficar com o bronze.

"As sensações não foram más, mas também não foram as melhores. A prova foi disputada com uma intensidade muito grande e senti que preciso ainda de perder algum peso para estar bem num terreno como este", admitiu Maria Martins no final da corrida.

A Equipa Portugal compete neste sábado na prova de fundo para juniores, na qual estará representada por Afonso Silva, Pedro José Lopes e Pedro Miguel Lopes. A prova arranca às 8h30 (hora de Portugal Continental) em Rong, terminando na cidade de Bergen. O pelotão júnior vai completar 133,8 quilómetros, resultantes de um percurso de 39,5 quilómetros entre Rong e Bergen, de um traçado de 17,9 quilómetros em pleno circuito urbano e de quatro voltas completas ao circuito, cada uma com 19,1 mil metros.

A corrida de juniores pode ser vista em direto no Eurosport, a partir das 10h30. 

Fonte: FPC