sexta-feira, 9 de agosto de 2019

“Associações Regionais de Ciclismo apelam à recandidatura de Delmino Pereira”

A esmagadora maioria das Associações Regionais de Ciclismo apelaram hoje a Delmino Pereira, atual presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, para que se recandidate a um novo mandato na presidência do organismo.

Surgido no seio das associações regionais de ciclismo, o movimento de apoio à recandidatura de Delmino Pereira à Presidência da Federação Portuguesa de Ciclismo é integrado, até ao momento, pelos presidentes e dirigentes das associações de ciclismo do Minho, Porto, Lisboa, Beira Litoral, Setúbal, Santarém, Vila Real, Bragança, Viseu e Madeira. Embora reúna a esmagadora maioria das associações regionais de ciclismo, o movimento tem vindo a agrupar apoios de vários clubes, atletas, dirigentes, treinadores e inúmeros agentes da modalidade.

“Consideramos que os dois mandatos de Delmino Pereira têm marcado uma grande evolução no ciclismo português e entendemos que é a pessoa certa para dar continuidade a todo o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido”, explicou José Luís Ribeiro, Presidente da Associação de Ciclismo do Minho que integra o movimento de apoio à recandidatura.

Segundo o dirigente minhoto, “tendo em conta o balanço extremamente positivo que fazemos das políticas criadas e incrementadas pela liderança de Delmino Pereira, entendemos que ele é a pessoa certa no cargo certo, motivo pelo qual apelamos para que, em 2020, assuma candidatura a um terceiro mandato. O ciclismo português precisa de Delmino Pereira na presidência da Federação Portuguesa de Ciclismo”.

“O ciclismo português precisa que o atual projeto de gestão da modalidade prossiga no rumo de procura da excelência, de criação de novas infraestruturas desportivas, de aposta no alto rendimento e no profissionalismo, de apoio ao desenvolvimento do ciclismo regional e ao ciclismo de base”, afirmou José Luís Ribeiro lembrando que “a visão modernizadora da modalidade desenvolvida por Delmino Pereira soma êxitos em todos os campos, desde o crescimento do número de medalhas em grandes competições internacionais ao aumento do número de praticantes federados, passando por uma aposta de sucesso nas políticas de mobilidade sustentável e no mediatismo da modalidade”.

Reconhecendo em Delmino Pereira “a permanente abertura ao diálogo com toda a comunidade velocipédica nacional e um respeito, que é recíproco, por todos os agentes do ciclismo e pelas Associações”, o dirigente realçou ainda em Delmino Pereira “a competência, a visão de conjunto da modalidade e o profundo conhecimento do ciclismo para continuar a desenvolver a modalidade em todas as suas vertentes e disciplinas”.

Fonte: ACM

“Rui Sousa anuncia candidatura à Federação de Ciclismo em 2020”

Justifica que entidade "merece alguém que goste da modalidade e dos ciclistas"

Foto: Nuno André Ferreira

O antigo ciclista e presidente da União de Freguesias de Barroselas e Carvoeiro Rui Sousa anunciou esta sexta-feira a candidatura à Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) nas eleições de 2020.

"Gostaria de na minha cidade [Viana do Castelo], e com a presença do meu amigo, o ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues, anunciar a minha candidatura à Federação Portuguesa de Ciclismo", disse aos jornalistas o antigo ciclista de 43 anos, hoje em dia também com funções na Volta a Portugal, à margem da partida para a oitava etapa, em Viana do Castelo.

Na opinião de Sousa, que se retirou em 2017, a FPC "merece alguém que goste da modalidade e dos ciclistas, que é o mais importante", e pretende "lutar pelo bem dos ciclistas".

"Os ciclistas devem ser mais respeitados, ter dignidade, e não podem, muitos deles, fazer a sua atividade com a precariedade que existe no ciclismo atual. Sinto-me capaz de modificar algo que está enraizado nesta modalidade", acrescentou.

Presidente da junta da União de Freguesias de Barroselas e Carvoeiro, de onde é natural, desde 2013, Rui Sousa foi campeão português de fundo em 2010 e venceu cinco etapas da Volta a Portugal, que acabou em segundo em 2014 e em terceiro por quatro ocasiões.

Fonte: Record on-line

“Luís Costa nono no contrarrelógio da Taça do Mundo de Paraciclismo no Canadá”

O paraciclista português admitiu, na sua conta na rede social Facebook, que a prova de hoje, disputada sob chuva, correu mal.

O português Luís Costa terminou hoje na nona posição a prova de contrarrelógio da classe H5 da Taça do Mundo de paraciclismo, que decorre em Baie Comeau, no Canadá.

Luís Costa, que pedala com as mãos, percorreu os 18,9 quilómetros em 34.29,55 minutos, a 3.14,35 de distância do vencedor, o italiano Alessandro Zanardi, antigo piloto de Fórmula 1 que perdeu as duas pernas num acidente.

O paraciclista português admitiu, na sua conta na rede social Facebook, que a prova de hoje, disputada sob chuva, correu mal, e manifestou-se e esperançado num resultado melhor na prova de fundo, agendada para sábado.

“Hoje foi um dia para esquecer. Fiz 9.º lugar no contrarrelógio. Começou mal ao acordar ligeiramente constipado, continuou mal ao chover torrencialmente desde o início da prova, e tornou-se ainda pior quando furei ao completar a primeira das duas voltas ao percurso (nunca me tinha acontecido), o que me fez perder muito tempo para trocar de roda”, escreveu.

Fonte: Sapo on-line

“Título de Evenepoel dedicado a Lambrecht”

Compatriota e amigo que morreu na sequência de uma queda fatal

Por: José Morgado

Foto: EPA

Recmo Evenepoel, o menino-prodígio do ciclismo mundial, só sabe... ganhar. Menos de uma semana depois de se tornar no ciclista mais jovem de sempre a conquistar a Clássica de San Sebastián, o jovem belga de apenas 19 anos arrebatou ontem o título europeu de contrarrelógio, em Alkmaar, na Holanda.

O miúdo, que chegou a ser internacional belga de futebol em sub-15 e a correr uma meia-maratona em 1h20, já havia vencido os títulos mundiais e europeus de juniores em 2018, tanto em contrarrelógio como em estrada. Mas este foi especial, já que decidiu dedicá-lo a Bjorg Lambrecht, o seu compatriota e amigo que morreu na sequência de uma queda fatal durante a Volta a Polónia, na passada segunda-feira.

"Disse a todas as pessoas da equipa belga que ia ganhar estas estrelas [da camisola de campeão europeu] para oferecer à estrela que está lá em cima a olhar por nós", disparou o miúdo, entre lágrimas.

Entre os portugueses, André Carvalho terminou o contrarrelógio de sub-23 em 39º, três posições acima de Jorge Magalhães.

Na elite feminina, Daniela Reis, cinco vezes campeã nacional de contrarrelógio, não foi além do 31º e último lugar, ao gastar mais 5.05 minutos do que a vencedora, a holandesa Ellen van Dijk, campeã do Mundo na especialidade em 2013. 

Fonte: Record on-line

“Equipa Portugal/Maria Martins 4.ª classificada no Europeu de Alkmaar”

Por: José Carlos Gomes

A Portuguesa Maria Martins foi hoje a quarta classificada na prova de fundo para sub-23 do Campeonato da Europa de Ciclismo de Estrada, que decorre em Alkmaar, Holanda, até domingo.

A corredora de 20 anos fez uma corrida taticamente perfeita, posicionando-se sempre entre as quinze primeiras do pelotão, ao longo de toda a corrida de 92 quilómetros, disputada sob chuva, o que tornou o circuito citadino bastante perigoso.

A colocação, essencial para diminuir o risco de queda e de ficar num “corte”, exigiu um grande esforço a Maria Martins, que foi a única corredora portuguesa em prova. As principais adversárias representaram equipas de seis elementos, o que lhes deu uma vantagem grande no momento da colocação, especialmente no sprint, ao qual só as mais fortes conseguiram chegar em condições de disputar as medalhas, devido ao ritmo forte imposto por França e Itália nos derradeiros 10 quilómetros.

Maria Martins resistiu ao poderio das rivais e ainda teve forças para bater-se pelo pódio até ao último metro. Só foi batida pela italiana Letizia Paternoster, que se sagrou campeã da Europa, pela polaca Marta Lach, segunda classificada, e pela holandesa Lonneke Uneken, terceira.

“A corrida foi muito rápida desde o início, num piso perigoso por causa da chuva. Sabia que era fundamental colocar-me entre as 15 primeiras e foi isso que fiz, desde o início. O pelotão foi perdendo unidades ao longo da corrida, o que jogava a meu favor, porque estava a correr sozinha. Isto é um desporto individual, mas tem muito de equipa. Ter quatro ou cinco colegas a mais dá uma ajuda brilhante, quer na colocação durante a etapa quer na posição para o sprint. Apesar disso consegui discutir o sprint, o que, por si só, me deixa muito feliz”, afirma a corredora. 



Juniores Femininas

Daniela Campos viveu uma jornada de infortúnio na estreia em provas de fundo de Campeonatos da Europa. A júnior de primeiro ano entrou bem na corrida, conseguindo uma boa colocação para se manter na parte da frente da corrida, mal o pelotão se cindiu, devido a quedas e avarias, ainda na primeira das seis voltas.


No entanto, antes da entrada na segunda volta, a corredora portuguesa também caiu. Daniela Campos levantou-se e encetou a perseguição à frente da corrida, mas a bicicleta ficou danificada na queda e a mudança traseira acabaria por partir-se. O segundo percalço deixou a ciclista muito atrasada, acabando por abandonar sem cumprir os 69 quilómetros da corrida. Ilse Plumiers, da Holanda, conquistou a medalha de ouro, seguida pela compatriota Sofie van Rooijen e pela francesa Kristina Nenadovic, ambas a 4 segundos.

Durante esta tarde, a partir das 15h00 portuguesas, compete a Equipa Portugal de Juniores masculinos, formada por César Costa, Daniel Dias, Diogo Narciso, João Carvalho, João Macedo e Pedro Silva.


Elite feminina e sub-23 masculinos no sábado

O programa do Europeu de Alkamaar prossegue neste sábado com duas corridas em que participa a Equipa Portugal. Às 8h00 será dado o tiro de partida para os 138 quilómetros da corrida de sub-23, na qual as cores nacionais serão defendidas por André Carvalho, Francisco Campos, Iuri Leitão, Jorge Magalhães, Miguel Salgueiro e Tiago Antunes. Às 12h00, Daniela Reis faz-se à estrada para os 115 quilómetros da prova de elite feminina.

Fonte: FPC

“81ª Volta a Portugal/9ª Etapa”

Partida:

Fafe

Fafe, conhecida como a Sala de Visitas do Minho, situa-se entre as margens dos rios Vizela e Ferro e é essencialmente reconhecida pela sua gastronomia, património e belezas naturais.

A cidade tornou-se cosmopolita desde finais do século XIX, quando começaram a regressar os investidores emigrantes, oriundos do Brasil, que decidiram investir na cidade, com a construção de belos e luxuosos palacetes.

Esta nova vida urbana veio criar aquela que é conhecida como a Fafe dos brasileiros, ainda hoje bem presente nas praças e jardins públicos, nomeadamente o Jardim do Calvário, a Casa da Cultura, onde estão sediados atualmente o Museu das Migrações, o Museu da Imprensa e o das Comunidades, ou o Clube Fafense.

Mas Fafe apresenta muito mais que apenas a cidade. Em torno do Alto de Morgair, onde o concelho atinge uma altitude próxima dos 900 metros e nasce o rio Vizela, abre-se a paisagem de montanha, ancestral, genuína e inspiradora.

Muito próximo deste local, em Aboim e Várzea Cova existe uma das maiores manchas de carvalhal contínuo da Europa. Os percursos pedestres permitem a descoberta destes locais de uma beleza única.

Dizer também que esta área é particularmente conhecida pelas mais carismáticas classificativas do campeonato Nacional de Rali que durantes vários anos passou por Fafe e que regressa este ano, 2015. 

Com tantas atratividades, o turismo começa a ganhar cada vez mais terreno no concelho, nomeadamente o turismo rural e de habitação, de onde se destaca a Aldeia turística do Pontido, junto à Barragem de Queimadela. 

Quem passa por Fafe não pode ir embora sem visitar também, por exemplo, a Igreja Românica de Arões, a histórica Central Hidroelétrica de Santa Rita ou as interessantes Ruinas do Castro de Santo Ovídio.


Chegada:

Mondim de Basto (Sra. da Graça)

A visitar

O Parque Natural do Alvão onde pontificam as quedas de água das Fisgas de Ermelo, os rios Cabril, Ôlo e Tâmega e o Monte Farinha elevam o concelho de Mondim de Basto a um dos lugares mais apetecíveis do Norte de Portugal.

Muito associado às práticas do Turismo de Natureza, é detentor de um ambiente de tranquilidade e de ruralidade invejável.

As casas de xisto revelam a riqueza da região e, num abraço entre o conforto e a natureza, desenha-se uma localidade repleta de encantos e mistérios, que se desvenda nos diversos percursos pedestres e de BTT, na Rota dos Miradouros, na Noite dos Romeiros, nas Festas do Concelho, na Feira da Terra, na gastronomia e nos frescos Vinhos Verdes.


Gastronomia e Vinhos

Nos lameiros verdejantes das freguesias de montanha, “nasce” a carne bovina maronesa. Uma carne histórica, rústica na formação, mas delicada, tenra e suculenta no prato, de deixar saudades a quem a experimenta. Se da altitude vêm as carnes das raças autóctones, das meias encostas do vale do Tâmega vêm os Vinhos Verdes de Mondim, brancos e tintos, qual “bênção divina”, capazes de dar alma ao corpo da gastronomia da nossa terra.

Mas em Mondim, outros sabores há para descobrir…

Esperamos por si!

Fonte: Podium

“81ª Volta a Portugal Santander”

João Benta sintoniza, de novo, a Radio Popular com a vitória

Pelo segundo dia consecutivo a equipa do Boavista venceu na 81ª Volta a Portugal Santander. Esta sexta-feira foi João Benta que, a menos de 500 metros do alto de Santa Quitéria, em Felgueiras, lançou o ataque sintonizando-se com o triunfo na oitava etapa, tal como na véspera acontecera com Luís Gomes. Aos festejos do triunfo, e depois de beijar a filha de 11 meses, Benta que também é conhecido pelo “ciclista cantor” decidiu fazer da reta da meta palco para um pequeno momento musical.


A Volta continua presa por um segundo

Sempre atento e bem posicionado à entrada da rampa final que conduziu à meta de Felgueiras, o Camisola Amarela respondeu à investida axadrezada de João Benta. No fim, Joni Brandão (Efapel) foi segundo e o principal rival, João Rodrigues (W52-FC Porto), ficou logo atrás com os mesmos dois segundos de diferença. Estes resultados mantêm a Classificação Geral inalterada, ou seja, o líder da Volta continua com um segundo apenas de vantagem. O terceiro da geral, Gustavo Veloso, perdeu três segundos e ficou a 18 da frente.


Viana abriu o coração à Volta

Seja porque a Volta está chegar ao fim, seja porque o líder fala português e nada está definido quanto a vencedores, a certeza é que a oitava tirada da 81ª Volta a Portugal Santander, a mais urbana, foi banhada por um mar de gente. Depois da visita do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, o pelotão saiu de Viana do Castelo disposto a salpicar de cor os 158 quilómetros até Felgueiras. Por onde passou a Volta arrastou milhares de pessoas para a beira das estradas, aplaudindo primeiro Ricardo Mestre (W52-FC Porto) e o suíço Gian Friesecke (Swiss Race Academy) que andaram fugidos muito tempo. A Efapel, equipa do Camisola Amarela, que controlou o andamento da coluna, deixou vingar a iniciativa mas já não deixou escapar outros portistas quando ensaiaram outras escapadelas. 

A menos de 20 quilómetros da meta, o suíço foi engolido e Mestre ainda reagiu, mas durante pouco tempo, esfumando-se a fuga pouco mais à frente. Começou então o capítulo final desta etapa cujo desfecho terminou na rampa onde foi decidida a chegada a Felgueiras.


Vai ser uma Graça a Senhora Etapa deste Sábado

O penúltimo dia de Volta começa em Fafe, onde no ano passado terminou a Volta. Até Mondim de Basto serão feitos 133,5 quilómetros, ou seja, é a etapa em linha mais curta deste ano, mas nem por isso será menos exigente. Das cinco contagens de montanha, três são de primeira categoria. A subida ao Monte Farinha, mais conhecido pelo alto da Senhora da Graça, depois de atravessar o “mar de gente” de Mondim, é sempre algo muito especial na Volta.

Fonte: Podium