domingo, 17 de julho de 2016

“Tour/Ciclismo: Froome espantado com a ausência de ataques dos seus rivais”

Foto: EPA/YOAN VALAT

Ciclista britânico lidera a Volta a França.

O britânico Chris Froome, camisola amarela da Volta a França em bicicleta, mostrou-se hoje surpreso pela ausência de ataques dos seus adversários na 15.ª etapa.

“Surpreende-me que não haja mais ataques. Era um bom dia para que os meus rivais tomassem medidas [para tentar roubar-lhe a liderança da geral], sobretudo depois de o Geraint Thomas ter ficado para trás com um furo. Talvez fosse a oportunidade deles, já que a etapa era complicada”, defendeu o líder da Sky.

O único que conseguiu distanciar-se na parte final da 15.ª etapa foi o francês Romain Bardet (AG2R), sexto da geral, mas a tentativa foi prontamente anulada pelos homens da formação britânica.

“Alcançámo-lo sem entrar em pânico. Só estávamos cerca de uma dúzia no grupo dos favoritos, o que demonstra que a tirada hoje foi dura”, analisou.

O duplo vencedor do Tour deixou ainda críticas aos seus adversários, considerando que a maioria dos corredores conformam-se com a manutenção dos seus lugares na geral individual.

Já o seu compatriota Adam Yates, terceiro na classificação a 02.45 minutos, confessou que, apesar de se ter sentido bem, não estava no pico da forma.

“Quando os ciclistas da Astana assumiram o grupo, a corrida acelerou muito. Já foi bom conseguir seguir o ritmo, tal como aconteceu quando o Bardet atacou. Foi muito duro”, assumiu o jovem da Orica-BikeExchange.

Para o líder da juventude a explicação para a ausência de ataques à amarela de Froome é simples: “Assim que há um ataque, [o ciclista] ganha uns segundos e começa a ser apanhado. Talvez seja preciso atacar de longe ou integrar a fuga, porque a Sky parece intocável”.

Também Eusebio Unzue, diretor desportivo da Movistar de Nairo Quintana e Alejandro Valverde, assumiu que ainda anda à procura de uma aberta para isolar a Sky.

Chris Froome concluiu a montanhosa tirada, que ligou Bourg-en-Bresse a Culoz, no total de 159 quilómetros, com dupla passagem no Grand Colombier, lado a lado com os ciclistas que o sucedem na geral, pelo que manteve 01.47 minutos de vantagem sobre o holandês Bauke Mollema (Trek-Segafredo), 02.45 sobre Yates e 02.59 sobre Quintana, seu vice nas edições de 2013 e 2015.

A 15.ª etapa foi ganha pelo colombiano Jarlinson Pantano (IAM Cycling), que se estreou-se hoje a vencer na Volta a França.

Fonte: SAPO Desporto c/Lusa

“Tour/O sonho de Pantano concretizou-se num dia de sem emoções na luta pela amarela”

Foto: Lusa

Jarlinson Pantano triunfa na 15.ª etapa da Volta a França, O sonho de Pantano concretizou-se num dia de sem emoções na luta pela amarela.

Jarlison Pantano (IAM Cycling) fez hoje jus à ponta de velocidade que o distingue dos outros ciclistas colombianos para cumprir o sonho de vencer na Volta a França, numa 15.ª etapa sem emoções na luta pela geral.

Vindo da fuga do dia, na qual andou Nelson Oliveira (Movistar), Pantano deixou Rafal Majka (Tinkoff), o último dos seus companheiros, tomar a iniciativa de lançar o ‘sprint’ e esperou pelo momento certo para arrancar rumo à sua primeira vitória numa Grande Volta, enquanto lá atrás os candidatos se entretinham num ‘passeio’ de amigos, depois de desperdiçarem mais uma oportunidade de contestar a liderança de Chris Froome (Sky).

“Isto é incrível. É um sonho tornado realidade. Vim à Volta a França com esse objetivo, mas não acreditava que pudesse acontecer”, assumiu o colombiano de 27 anos, que só na época passada seguiu as pisadas de muitos dos seus compatriotas e chegou ao WorldTour.

Combativo e humilde, o ciclista da IAM Cycling teve ainda palavras de elogios para o homem que derrotou na meta: “O Majka era um adversário de respeito, já ganhou etapas no Tour. Mas eu sentia-me bem e sabia que se me juntasse a ele na descida [depois do Grand Colombier] podia ganhar. Falámos e ele incitou-me a pedalar para chegarmos juntos. Colaborámos bem”.

Quase quatro horas antes, no sopé do col du Berthiand (1.ª), decorridos que estavam apenas 20 dos 159 quilómetros entre Bourg-en-Bresse e Culoz, o polaco da Tinkoff, que lidera a classificação da montanha, tinha saltado para a frente da corrida na companhia do russo Ilnur Zakarin (Katusha).

A iniciativa do duo de luxo gerou uma onda de ataques no pelotão. Resultado? Uma fuga de 30 homens, na qual estavam Pantano, o português Nelson Oliveira (Movistar) e figuras conceituadas como Vincenzo Nibali (Astana), Tom Dumoulin (Giant-Alpecin), Domenico Pozzovivo e Alexis Vuillermoz (AG2R), Pierre Rolland (Cannondale), Thomas Voeckler (Direct Énergie), Julian Alaphilippe (Etixx-QuickStep), Dani Navarro (Cofidis) e Ruben Plaza (Orica-BikeExchange).

Com 18 das 22 equipas representadas no grupo – falharam o ‘cut’ a Sky, a BMC, a Lotto-Soudal e a Fortuneo-Vital Concept -, o pelotão escusou-se a perseguir com intenção os 30 da frente que, na primeira ascensão ao imponente Grand Colombier (de categoria especial, tinham praticamente nove minutos de vantagem.

O colosso da cordilheira de Jura selecionou, por duas vezes o grupo, e, na subida pela vertente de Lacets du Grand Colombier, eram Majka e Pantano quem seguia na frente, depois de Alaphilippe e Zakarin terem problemas mecânicos, ao mesmo tempo que, no grupo de candidatos, o italiano Fabio Aru (Astana) concretizava o primeiro ataque na sua estreia na Volta a França, levando na roda Alejandro Valverde (Movistar).

Seria apenas um esboço de um assalto à liderança de Froome, prontamente anulado pelo trabalho da Sky, mas que serviu para eliminar o norte-americano Tejay Van Garderen (BMC), que perdeu quase 01.30 minutos e desceu ao oitavo lugar da geral.

Em mais uma inexplicável jornada sem ataques sérios à liderança do britânico, foi preciso esperar longos quilómetros, quase até ao final da ascensão da última contagem do dia, para ver alguém agitar a corrida, no caso Romain Bardet (AG2R).

Mas a carburada máquina britânica não estava para benesses, ‘caçou’ o francês e levou o grupo, no qual se aguentou Nelson Oliveira, unido até à meta, cortada 03.07 minutos depois do vencedor, que completou a tirada em 04:24.49 horas.

Assim sendo, e com ‘apenas’ 209 quilómetros planos para cumprir entre Moirans-en-Montagne e Berna, na Suíça, é praticamente certo que o duplo vencedor do Tour vai chegar ao segundo dia de descanso da 103.ª edição, marcado para terça-feira, com 01.47 minutos de vantagem sobre o holandês Bauke Mollema (Trek-Segafredo) e 02.45 sobre o também britânico Adam Yates (Orica-BikeExchange), respetivamente segundo e terceiro na geral.

Rui Costa (Lampre-Merida), que tentou seguir na roda do tetracampeão nacional de contrarrelógio quando este arrancou para a fuga, mas não teve capacidade para seguir a pedalada do português da Movistar, teve um dia mau, perdendo 26.32 minutos e caindo para a 60.ª posição da geral, a 01:33.18 horas de Froome.

Pelo contrário, Nelson Oliveira deu um grande pulo na classificação geral, fixando-se no 84.º lugar, com uma desvantagem de 01:58.50 horas para o camisola amarela.

Fonte: SAPO Desporto c/Lusa

“Tour/Jarlinson Pantano triunfa na 15.ª etapa do Tour”

Foto: AFP

Pantano concluiu com êxito a fuga do dia, que foi integrada pelo português Nelson Oliveira (Movistar), sendo o primeiro a cruzar a linha de meta em Culoz.
O colombiano Jarlinson Pantano (IAM Cycling) estreou-se hoje a vencer na Volta a França em bicicleta, ao impor-se na 15.ª etapa, com o britânico Chris Froome (Sky) a manter as diferenças para os adversários na geral.
Pantano concluiu com êxito a fuga do dia, que foi integrada pelo português Nelson Oliveira (Movistar), sendo o primeiro a cruzar a linha de meta em Culoz, no final dos 159 quilómetros desde Bourg-en-Bresse, com o tempo de 04:24.49 horas, à frente do polaco Rafal Majka (Tinkoff).
Froome concluiu a montanhosa tirada lado a lado com os corredores que o sucedem na geral, pelo que mantém 01.47 minutos de vantagem sobre o holandês Bauke Mollema (Trek-Segafredo) e 02.45 sobre o também britânico Adam Yates (Orica-BikeExchange), respetivamente segundo e terceiro.
Na segunda-feira, véspera do segundo dia de descanso, o pelotão vai entrar em território suíço, na 16.ª etapa, uma ligação de 209 quilómetros entre Moirans-en-Montagne, ainda em França, e Berna.
Fonte: SAPO Desporto c/Lusa

“Seleção Nacional/Liberty Seguros/ Campeonato da Europa de Pista”

Ivo Oliveira conquista medalha de bronze em omnium

O português Ivo Oliveira ganhou a medalha de bronze na prova de omnium para sub-23 do Campeonato da Europa de Pista, que se disputa em Montichiari, Itália.

O corredor luso teve um desempenho de alto nível no segundo dia da competição de omnium, depois de ter terminado, ontem, a primeira metade do concurso no quinto lugar. A subida de Ivo Oliveira começou a ser construída nas duas primeiras corridas pontuáveis. O gaiense foi segundo em 1 km contrarrelógio e quinto na volta lançada.

O terceiro lugar consumou-se na corrida por pontos. Ivo Oliveira já chegou a esta prova no terceiro posto, mas teve de suar muito para segurar uma posição no pódio. Iniciou a corrida com 164 pontos e terminou-a com 193, graças a uma volta de avanço e a ter conseguido pontuar em vários sprints intermédios.

A vitória no omnium foi conquistada pelo francês Thomas Boudat – corredor da equipa continental profissional Direct Energie -, com 262 pontos. O segundo classificado foi o polaco Szymon Sajnok, com 217 pontos.

Soraia Silva também fechou a participação no omnium, mas na categoria júnior feminina. Foi a 12.ª classificada, com 104 pontos. A italiana Elisa Balsano venceu, graças aos 203 pontos amealhados.

O omnium é uma das disciplinas de pista que integram o programa dos Jogos Olímpicos. Trata-se de uma competição que resulta do somatório de pontos obtidos em seis disciplinas: scratch, perseguição individual, eliminação, 1 km (masculinos) ou 500m (femininas), volta lançada e corrida por pontos. As três primeiras corridas disputam-se num dia e as restantes no dia seguinte.

A corrida de omnium para sub-23 significou fechar com chave de ouro a participação portuguesa neste Campeonato da Europa, onde Portugal conquistou três medalhas. Além do bronze, Ivo Oliveira transporta para Portugal a medalha de prata na perseguição individual e a júnior Maria Martins também guarda na bagagem uma medalha de prata, conseguida em scratch.

Fonte: FPC

“A sorte enviada pelos EFAPEL mais novos”

Praticantes da Escola de Ciclismo desejam boa Volta aos profissionais

A equipa de ciclismo EFAPEL entrou ontem em “modo” Volta a Portugal. A formação de Ovar está na região Centro, mais concretamente na zona das Aldeias de Xisto, e recebeu os votos de boa sorte em casa do patrocinador principal, a EFAPEL. Os corredores profissionais e toda a estrutura técnica tiveram, ainda, direito ao apoio dos alunos da Escola de Ciclismo “Ovar Terra d’Emoções”.

Numa cerimónia cheia de simbolismo, os mais novos tiveram a oportunidade de privar com os seus ídolos e ainda desejarem-lhes, pessoalmente, que a Volta a Portugal corra muito bem para a equipa EFAPEL. Para além disso, cada um recebeu um kit novo constituído por uma mochila, um fato de treino, um capacete e um equipamento de ciclismo.

“Vale a pena apostar na formação. Se não for pelos resultados desportivos, que seja pelo lado social, da pedagogia e da formação para um futuro, para uma sociedade melhor. É esse o propósito do projecto”, afirmou o director da Escola de Ciclismo, Jorge Henriques. Para o responsável deste projecto, este é um momento muito importante. Como líder de um grupo de jovens que ambiciona seguir as pisadas dos seus ídolos, deu uma palavra de incentivo aos ciclistas que vão correr pela EFAPEL na Volta a Portugal: “Vocês são campeões, estão habituados a este tipo de situações e com certeza que sabem lidar com elas. O nosso maior desejo de sucesso e a nossa maior força estão convosco. A nossa emoção e motivação está, também, do vosso lado.”

Fonte: Efapel

 

“9.ª Volta a Portugal de Cadetes Liberty Seguros”

Diogo Gonçalves ganha a Volta a Portugal de Cadetes

Diogo Gonçalves (Mato Cheirihos/Liberty Seguros/Vila Galé) conquistou hoje a Volta a Portugal de Cadetes, graças ao triunfo em solitário na última etapa da prova, 59,3 quilómetros, entre as Caldas da Rainha e Torres Vedras.

A tirada, que começou no Museu do Ciclismo para dar a conhecer este equipamento aos jovens ciclistas, decidiu-se no tradicional circuito de Torres Vedras, que inclui as subidas do Varatojo e da serra da Vila.

Diogo Gonçalves destacou-se na primeira das duas escaldas torrienses e não mais foi alcançado, mesmo que tenha vivido um percalço. A caravana foi induzida em erro por um elemento das forças policiais e tomou o caminho errado, obrigando à paragem da corrida, durante alguns minutos, a cerca de 5 quilómetros do final.

Retomando a corrida com 35 segundos de vantagem sobre o pelotão, Diogo Gonçalves resistiu à perseguição e terminou a etapa ao fim de 1h33m16s de prova. O pelotão, encabeçado por Pedro Silva (Seissa/MGB Bikes/Matias e Araújo/Frulact) e pelo camisola amarela João Afonso (CC Barcelos/AFF/Orbea/Onda) chegou 25 segundos depois.

O corredor do Mato Cheirinhos/Liberty Seguros/Vila Galé iniciou a etapa a 11 segundos da camisola amarela, pelo que margem hoje conseguida foi suficiente para sagrar-se vencedor da 9.ª Volta a Portugal de Cadetes Liberty Seguros. João Afonso ficou na posição imediata, a 14 segundos, e Pedro Silva fechou o pódio, a 18 segundos.

“Ataquei na primeira subida e ainda sofri um susto, porque um polícia levou-me pelo percurso errado. Estou muito feliz com este resultado, porque é a minha primeira vitória”, disse Diogo Gonçalves, corredor que tem em Peter Sagan um ídolo e que, tal como o eslovaco, se iniciou pelo BTT. Apesar de estar no segundo ano como cadete, esta foi a estreia na Volta a Portugal para corredores de 15 e 16 anos. “No ano passado não pude participar por causa da escola”, confessa.

Pedro Silva ganhou a classificação por pontos e da juventude, António Ferreira (Moreira Congelados/Feira/Bicicletas Andrade) foi coroado rei dos trepadores e os barcelenses do Seissa/MGB Bikes/Matias e Araújo/Frulact impuseram-se por equipas.

Classificações

3.ª Etapa: Caldas da Rainha – Torres Vedras, 59,3 km

1.º Diogo Gonçalves (Mato Cheirinhos/Liberty Seguros/Vila Galé), 1h33m16s

2.º Pedro Silva (Seissa/MGB BIkes/Matias e Araújo/Frulact), a 25s

3.º João Afonso (CC Barcelos/AFF/Orbea/Onda), mt

4.º António Ferreira (Moreira Congelados/Feira/Bicicletas Andrade), mt

5.º Afonso Silva (Mato Cheirinhos/Liberty Seguros/Vila Galé), mt

Geral Individual

1.º Diogo Gonçalves (Mato Cheirinhos/Liberty Seguros/Vila Galé), 5h21m03s

2.º Pedro Silva (Seissa/MGB BIkes/Matias e Araújo/Frulact), a 14s

3.º João Afonso (CC Barcelos/AFF/Orbea/Onda), 18s

4.º Rodrigo Caixas (LA Alumínios/SGR Ambiente/CCA Paio Pires), a 23s

5.º Guilherme Mota (Tormetais/Marrazes/Ecosprint), a 25s

Fonte: FPC

“Taça Cyclin’Portugal DHI”

Vasco Bica triunfa em Tarouca

O campeão nacional de elite, Vasco Bica (MS Racing Portugal), ganhou hoje, em Tarouca, a quinta prova da Taça Cyclin’Portugal de downhill (DHI), primeira corrida do calendário nacional que disputou após a conquista do título.

Vasco Bica foi o dominador absoluto da corrida deste domingo. Deu um sinal de que estava num bom dia logo na manga de qualificação, conseguindo o melhor tempo. Na final repetiu a dose, terminado a descida decisiva em 3’07’’296. Francisco Pardal (Penacova DH/UD Lorvanense) deu uma forte réplica, perdendo apenas por 362 milésimos de segundo. O terceiro elite foi Rafael Sousa (MS Racing Portugal), a 11,417 segundos.

O júnior Fábio Afonso esteve em bom plano, conseguindo o terceiro tempo entre todos os participantes e, naturalmente, o melhor na categoria etária em que compete.

Margarida Bandeira foi a mais veloz entre a elite feminina. Desceu em 4’17’’690, menos 35,28 segundos do que Ana Leite. A terceira classificada foi Leonor Bandeira, a 1’03’’17.

Tiago Ladeira (Casa do Povo de Abrunheira) vingou em cadetes. Entre os veteranos, os vencedores foram Daniel Pombo (Ciclo Madeira Clube Desportivo), em masters 30, Maurício Conceição (RG/Centro Óptico de Fafe), em master 40, e João Estêvão (Wildpack Algarve Racing), em master 50.

O Desportivo Jorge Antunes ganhou por equipas.

Fonte: FPC

 

“Futuro “Quintana” vence Volta do Futuro”

O colombiano Enrique (Wilson) Rodriguez tornou-se, este domingo, o vencedor da 24ª Volta Portugal do Futuro Liberty Seguros. O corredor de 22 anos da equipa Boyaca – Raza de Campeones foi terceiro na Serra do Larouco, Montalegre, no fim da derradeira etapa da competição, mas beneficiou da desistência do Camisola Amarela e colega de equipa, Miguel Florez, que abandonou a prova devido a forte indisposição.
“O objetivo inicial da equipa era ganhar a prova. Os primeiros dias eram planos e tentámos perder o menor tempo possível. Conseguimos chegar à liderança (no dia anterior) com Miguel Florez e hoje, apesar de ele ter acordado bem, acabou por desistir. Felizmente conseguimos que a vitória ficasse na equipa,” disse satisfeito Wilson Rodriguez após a cerimónia de pódio agradecendo a todos os que tornam possível estas deslocações à Europa onde diz que se aprende a ver e a fazer ciclismo de um modo muito mais profissional. “O meu sonho é ir à Volta à França, quero fazer algo como o Nairo Quintana! Há uns tempos experimentei a bicicleta dele e estava praticamente boa para mim. Disse-me que um dia até poderíamos correr juntos e eu fiquei com esse sonho na cabeça. Graças a ele este é o primeiro ano que estamos a competir a sério na Europa, antes viemos aprender, porque é muito diferente da Colômbia, e agora queremos regressar para vencer provas.”
Os colombianos, à semelhança da jornada anterior, voltaram a evidenciar-se nesta tirada de 120 quilómetros entre Boticas e Montalegre com muita montanha no percurso. O vencedor da etapa foi Camilo Diagama (Boyaca-Raza de Campones), com Gaspar Gonçalves (Liberty Seguros/Carglass) a dar tudo na subida final para ganhar tempo na tentativa de ainda se aproximar do melhor classificado. O jovem da equipa dos “Seguros” era à partida sexto da geral, a 56 segundos, e ao concluir atrás do vencedor da etapa terminou a Volta em segundo a 25 segundos de Rodriguez.
O terceiro da classificação geral foi Juan Lopez (Café Baque) que sai da prova como líder da classificação por Pontos envergando a Camisola Vermelha KIA. O domínio da Boyaca – Raza de Campeones, que tem como padrinho de equipa o corredor World Tour Nairo Quintana, traduziu-se na Camisola Amarela Liberty Seguros, mas também na vitória por equipas e na conquista de mais duas classificações. Armando Ortega foi o Rei da Montanha com a Camisola Castanha Cafés Delta e Camilo Cubides venceu o Prémio da Juventude, Camisola Branca RTP.
Amarela em dificuldades deu alento ao esforço português
Ainda o pelotão não tinha percorrido 30 quilómetros e o colombiano Miguel Florez, que envergava a Camisola Amarela dava os primeiros sinais de dificuldades. O corredor da Boyaca – Raza de Campeones indisposto foi ao carro de apoio, consultou o médico da prova e acabou por desistir. Luís Gomes (Liberty Seguros/Carglass) foi o mais combativo do dia depois de andar fugido quase toda a etapa.
Durante alguns quilómetros ainda teve companhia, mas uma queda entre os fugitivos, do qual foi o único que saiu ileso, permitiu-lhe continuar a prova isolado. Apenas a cinco quilómetros da chegada, já em plena subida na Serra do Larouco, seria alcançado. Nos instantes finais da etapa o poderio trepador dos colombianos veio ao de cima e estava feita a história da derradeira etapa da 24ª Volta Portugal do Futuro Liberty Seguros.
A 24ª Volta Portugal do Futuro Liberty Seguros tem o apoio da Associação de Desenvolvimento Terras de Sicó e das autarquias de Soure, Condeixa-a-Nova, Penela, Oliveira de Azeméis, Lousada, Boticas e Montalegre. São patrocinadores: Liberty Seguros, RTP, KIA, Delta Cafés, Vitalis, Pacto, Dietsport, Classificações.net, Centro de Informação Geoespacial do Exército, Infraestruturas de Portugal, Jornal de Notícias, Antena 1, KTM Bikes e Shimano.
Fonte: Podium