sexta-feira, 12 de outubro de 2018

“Lutsenko é o novo líder da Volta à Turquia e Ruben Guerreiro sobe a quinto”

Quarta etapa foi vencida pelo ciclista cazaque

Por: Lusa

Foto: Getty Images

O português Ruben Guerreiro (Trek-Segafredo) subiu esta sexta-feira ao quinto lugar da Volta à Turquia, após a quarta etapa, vencida pelo cazaque Alexey Lutsenko (Astana), novo líder da prova.

No final da ascensão para Selçuk, 206,9 quilómetros após a partida em Marmaris, Lutsenko foi o mais forte, cortando a meta em 5:24.22 horas, o mesmo tempo do italiano Diego Ulissi (UAE-Emirates) e do espanhol Eduard Prades (Euskadi-Murias), segundo e terceiro classificados, respetivamente.

A dois segundos de Lutsenko chegou Ruben Guerreiro, com José Mendes (Burgos-BH) a ser 29.º, a 42 segundos, Amaro Antunes (CCC Sprandi Polkowice) a terminar em 43.º, a 2.08, e Ricardo Vilela (Manzana Postobon), que 'puxou' o pelotão no início da subida, perdeu 3.25 e foi 53.º.

Rafael Reis e Joaquim Silva, ambos da Caja Rural, chegaram na 67.ª e 68.ª posição, respetivamente, a 5.19 minutos do vencedor.

Na geral, Lutsenko tem quatro segundos de avanço sobre Ulissi e seis sobre Prades, enquanto Guerreiro é quinto, a 12.

No sábado, a quinta etapa liga Selçuk a Manisa, num percurso de 137,3 quilómetros.

Fonte: Record on-line

“Daniela Reis lamenta azares mas destaca "algumas coisas boas" na época 2018”

Representante portuguesa no circuito mundial WorldTour

Por: Lusa

Foto: DR

A ciclista Daniela Reis, representante portuguesa no circuito mundial WorldTour, destacou esta quinta-feira à agência Lusa "algumas coisas boas" da temporada 2018, ainda que vários azares, como um braço partido, tenham condicionado a época.

"Tinha expetativas muito altas para esta época. Não posso dizer que seja má, até porque arranquei bem, nas clássicas, em que estive a trabalhar para as minhas colegas, melhorei bastante em relação ao ano passado e senti-me muito bem fisicamente", começou por dizer a corredora da Doltcini Van Eyck Sport, de 25 anos.

Em fevereiro, iniciou o ano na Semana Ciclista Valenciana, com um 22.º lugar, seguindo-se um 26.º posto no Troféu Alfredo Binda e um 29.º na clássica Volta a Flandres, um "momento especial", entre outros resultados.

Depois do bom arranque, uma infeção respiratória levou a três desistências em clássicas de primavera, com a recuperação marcada para a China.

Aí, e depois de um 25.º lugar final na Volta à Ilha de Chongming, um problema dentário afetou a participação em Zhoushan, antes de um 27.º na Panorama Ghizhou, de uma semana.

"Recuperei, apontei para os Nacionais de estrada e estava em forma, a andar como nunca tinha andado antes. Cheguei muito bem preparada", explicou a atleta, que venceu no contrarrelógio e na prova de fundo.

Depois de ter estado ausente em 2017, Reis recuperou os dois títulos, que já tinha 'dominado' em 2015 e 2016, e a isso seguiu-se nova boa prestação, nos Jogos do Mediterrâneo, na cidade espanhola de Tarragona, nos quais foi quarta classificada.

Daí para a frente, um braço partido mandou "por água abaixo" o melhor momento de forma do ano, que terminou no Madrid Challenge, organizado pela Volta a Espanha, com um 45.º lugar final.

"Tive alguns bons resultados, a época foi salva em parte por eles. Entre os azares, consegui algumas coisas boas, mas esperava bem melhor", comentou.

Ainda assim, sente que cumpriu "com o que foi pedido" pela equipa, "enquanto houve saúde", e nos momentos menos bons sentiu "o apoio a 100%" da formação belga.

Para o próximo ano, vai "continuar no pelotão principal" do ciclismo mundial, continuando num meio que "tem evoluído imenso", com "cada vez mais equipas, como a Movistar ou a Sunweb, a fazerem formações femininas que têm acesso à estrutura dos masculinos".

Daniela Reis, que nos meses de pré-época acumula a preparação para o novo ano com outro trabalho, confessou ter "pensado em deixar o ciclismo" nos piores momentos de 2018, pelos "meses de sofrimento" gorados pelas lesões, mas pretende continuar, motivada por continuar a evoluir no patamar cimeiro da modalidade.

Sobre o ciclismo português, este "já teve mais evolução" noutros anos, ainda que destaque o sentimento "super especial" de correr, em provas internacionais e na seleção, ao lado de Soraia Silva ou Maria Martins, ambas ao serviço da espanhola Sopela Women's Team.

Fonte: Record on-line