quinta-feira, 25 de junho de 2026

“Mireia Benito domina o contrarrelógio e faz história: queda deixa Paula Blasi fora do pódio”


Mireia Benito amplia hegemonia no contrarrelógio espanhol enquanto Paula Blasi vê medalha escapar após queda

 

Por: José Morais

Mireia Benito voltou a mostrar por que é a maior referência espanhola no contrarrelógio. A catalã conquistou o seu quarto título nacional de elite, defendendo com autoridade a camisola de campeã ao completar o percurso em 25:59, o melhor tempo do Campeonato de Espanha Feminino de 2026.

O dia de competição começou com as categorias sub-23 e elite a partilharem o mesmo circuito, num ambiente marcado por forte calor e ritmo intenso.

 

Sub-23: Laia Puigdefábregas confirma favoritismo

 

A disputa entre as jovens ciclistas ganhou forma logo cedo. Ayala Serrano estabeleceu a primeira marca relevante com 28:49, mas rapidamente Nahia Imaz elevou o nível ao registar 28:28. Goretti Sesma e Alba Codony também se mantiveram entre as melhores, mas nenhuma conseguiu superar o desempenho de Laia Puigdefábregas, que brilhou com 28:17.

O tempo da catalã permaneceu intocável até ao fim, garantindo-lhe o título espanhol sub-23 de contrarrelógio.

 

Elite: Martín e Alonso pressionam, mas Mireia Benito decide

 

Na elite feminina, Tamara Seijas abriu a tabela com 27:47, antes de Ainara Albert baixar o tempo para 27:22. A luta pelas medalhas ganhou intensidade quando Sandra Alonso assumiu a liderança provisória com 26:26.

Pouco depois, Sara Martín elevou o nível da disputa ao completar o percurso em 26:20, seis segundos mais rápida que Alonso, colocando enorme pressão sobre as últimas ciclistas a partir.

 

A queda de Paula Blasi e o desfecho da campeã

 

A reta final trouxe frustração para Paula Blasi, que sofreu uma queda e perdeu qualquer hipótese de lutar pelo pódio, terminando a prova a 19 segundos do tempo de Martín. Já Paula Ostiz também não encontrou o ritmo ideal e ficou longe das primeiras posições.

Com todas as atenções voltadas para a última ciclista a partir, Mireia Benito confirmou o favoritismo. A campeã nacional entrou no percurso com confiança, manteve um ritmo superior ao das rivais e fechou com 25:59, garantindo mais um título para o seu currículo.

 

O pódio final ficou assim definido:

 

Mireia Benito — 25:59

Sara Martín — 26:20

Sandra Alonso — 26:26

“Terremotos Paralisam o Ciclismo Venezuelano e Adiam o Nacional de Estrada”


Por: José Morais

A atividade do ciclismo venezuelano sofreu um duro revés após a série de terremotos que atingiu o país nas últimas horas. A Federação Venezuelana de Ciclismo anunciou a suspensão imediata do Campeonato Nacional de Estrada e Paraciclismo, previsto para ocorrer entre 24 e 28 de junho, em Trujillo.

 

Um país em emergência, um desporto em pausa

 

A decisão foi tomada em conjunto com a Presidência da República Bolivariana da Venezuela e o Ministério do Poder Popular para o Desporto, no âmbito do Estado de Emergência Nacional decretado pelo governo.

A prioridade, segundo o comunicado oficial, é garantir a segurança da população e direcionar todos os recursos para ações de prevenção, assistência e estabilização após os abalos sísmicos.

O campeonato reuniria mais de 250 atletas, além de equipas técnicas, árbitros e adeptos um movimento que, por agora, fica totalmente suspenso. A Federação informou que o calendário será reorganizado assim que as autoridades confirmarem o fim dos protocolos de emergência.

 

Atletas afetados: Peñuela entre os prejudicados

 

Entre os ciclistas diretamente impactados está Francisco Peñuela, que não poderá disputar neste fim de semana a prova que define a cobiçada camisola de campeão nacional um símbolo que marca toda a temporada de um atleta.

Para já, porém, não há espaço para competição. A estrada, tão central na vida dos ciclistas, dá lugar à urgência humanitária.

 

Solidariedade e espera

 

A Federação expressou “profunda solidariedade com todo o povo venezuelano”, refletindo o sentimento de uma comunidade desportiva que, neste momento, deixa de lado cronómetros, estratégias e ambições para acompanhar um país abalado pela força da natureza.

O ciclismo voltará. Mas só quando a Venezuela puder, novamente, olhar para o desporto sem a sombra de uma emergência nacional.

“Tadej Pogacar em modo tirano, Vingegaard à espreita e um pelotão de incógnitas: o mapa real da luta pela amarela em 2026”


Por: José Morais

O Tour de França arranca em Barcelona com um cenário que parece repetido, mas nunca é igual: Tadej Pogacar continua a ser o centro de gravidade do ciclismo mundial. O esloveno chega ao mês de julho com uma temporada quase imaculada, enquanto Jonas Vingegaard reaparece como o único capaz de lhe fazer frente. À espreita, um conjunto de talentos prontos para incendiar três semanas de corrida.

 

Pogacar, o homem que não sabe abrandar

 

A campanha de 2026 transformou-se numa coleção de demonstrações de força. Só Wout van Aert conseguiu traválo e apenas numa ParisRoubaix caótica.

O resto foi domínio puro: Strade Bianche, Milão–Sanremo, Tour de Flandres, Liège–Bastogne–Liège, além da vitória esmagadora no Tour de Romandia.

Depois de um estágio em altitude, regressou ao Tour da Suíça como se tivesse carregado baterias nucleares: atacou a 69 km da meta logo no primeiro dia e deixou a geral praticamente decidida antes da corrida aquecer.

 

Vingegaard, o rival que nunca desaparece

 

O dinamarquês chega por um caminho mais turbulento, marcado por saídas na equipa, problemas físicos e dúvidas internas. Mas a estrada tratou de o recolocar no centro da discussão: vitória em Paris–Nice, domínio absoluto na Volta à Catalunha, e um Giro d’Itália conquistado com cinco etapas e sem entrar no limite.

Com cinco participações no Tour e nunca abaixo do segundo lugar, Vingegaard volta a Barcelona com a ambição de recuperar o trono.

 

Del Toro, o escudeiro que pode virar protagonista

 

A UAE EmiratesXRG leva ao Tour um estreante que já não parece estreante: Isaac del Toro.

O mexicano venceu o Tour dos Emirados, o TirrenoAdriático e o Tour AuvergneRhôneAlpes, e chega com estatuto de último homem de Pogacar na montanha.

Se o líder abrir diferenças cedo, Del Toro pode até sonhar com a geral. Se a luta com Vingegaard for ao limite, será o primeiro a sacrificarse.

 

Paul Seixas, a esperança francesa que ainda ninguém sabe medir

 

Aos 19 anos, Seixas carrega um país inteiro às costas.

A sua primavera foi estrondosa: vitória na Itzulia, triunfo na Flèche Wallonne e coragem em Liège.

O Dauphiné deixou dúvidas após uma queda, mas também mostrou que o jovem não parte facilmente.

A grande incógnita permanece: como reage um prodígio de 19 anos a três semanas de Tour?

 

Evenepoel, o talento que chega com mais perguntas do que respostas

 

Sete vitórias em 2026 não escondem as interrogações.

O belga brilhou na Amstel Gold Race, mas mostrou fragilidades na montanha nos Emirados e na Catalunha.

A Red Bull mudou o plano: nada de Dauphiné, apenas dois meses de treino intenso.

A referência interna é a Vuelta 2022, onde um ciclo semelhante o levou ao título.

Mas o Tour é outra dimensão.

 

Lipowitz, o trabalhador que virou opção real

 

Sem o brilho mediático de Evenepoel, Florian Lipowitz construiu a sua candidatura com consistência:

3.º na Catalunha,

2.º na Itzulia,

2.º na Romandia.

A vitória no Tour da Eslovénia deulhe moral e levantou uma questão estratégica: como coexistirá com Evenepoel no contrarrelógio por equipas do primeiro dia?

 

Ayuso, entre a frustração e a oportunidade

 

A mudança para a LidlTrek começou bem, com triunfo no Algarve, mas uma queda em Paris–Nice e uma doença em Itzulia atrasaram a sua evolução.

O estágio na Serra Nevada recolocou-o no eixo e o Dauphiné mostrou um Ayuso agressivo, ainda que por vezes precipitado.

A convivência com Skjelmose, antes vista como problemática, parece agora estabilizada.

 

Pidcock, o incómodo que ninguém quer perder de vista o britânico chega como incógnita total

 

A época foi irregular, a desistência no Tour da Suíça levantou alarmes, mas a vitória na Andorra MoraBanc Clàssica devolveu-lhe confiança.

Pidcock insiste que não pensa na geral, mas o seu histórico 3.º na Vuelta diz outra coisa: ele corre sem pedir licença e pode virar a corrida do avesso em qualquer etapa.

O Tour começa em Barcelona. A história, essa, começa agora.

“Queda a 50 km/h, sete horas no hospital e regresso imediato: a véspera dramática de Paula Blasi”


Por: José Morais

A ciclista catalã Paula Blasi, da UAE Team ADQ, viveu esta semana uma das vésperas mais duras e reveladoras da sua carreira. A atleta sofreu uma queda violenta durante o reconhecimento do percurso do contrarrelógio do campeonato espanhol, acabando no hospital durante sete horas. Mesmo assim, regressou à estrada no próprio dia, com pontos, escoriações e a determinação intacta.

 

A queda que mudou o dia

 

Durante uma curva feita a mais de 50 km/h, Paula Blasi perdeu o controlo e foi projetada para o asfalto. As imagens que partilhou nas redes sociais mostram abrasões profundas no braço, perna e abdómen, além da camisola rasgada. Com humor, descreveu o episódio como aquilo que acontece “quando se faz uma curva a mais de 50 por hora”.

 

Sete horas no hospital, quatro pontos e… treino concluído

 

A ciclista foi encaminhada para o hospital, onde recebeu quatro pontos e realizou vários exames. Mas, longe de se dar por vencida, fez questão de regressar ao treino assim que teve alta.

“Depois de sete horas no hospital e quatro pontos, conseguimos terminar o reconhecimento e ainda usar a bicicleta nova”, escreveu, já de volta à estrada.

 

Contrarrelógio em risco, mas não para Paula Blasi

 

A queda aconteceu na véspera do contrarrelógio nacional, deixando dúvidas sobre a sua condição física. Ainda assim, Paula Blasi transmitiu tranquilidade e espírito competitivo: lesões, hospital, pontos… e trabalho feito.

O episódio evidencia a dureza do ciclismo profissional, onde a dor é muitas vezes apenas mais um elemento da rotina.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

“Crise na Seleção Belga: Remco Evenepoel Arrisca Ficar Fora do Tour de França por Falta Grave”

 


Por: José Morais

Remco Evenepoel, uma das maiores estrelas do ciclismo mundial, pode ser impedido de alinhar no Tour de France devido a uma regra rígida da federação belga: a participação obrigatória no campeonato nacional.

Evenepoel em rota de colisão com a federação belga

O ciclismo belga vive dias tensos. Remco Evenepoel, 26 anos, campeão olímpico duplo e líder da Red Bull–Bora–Hansgrohe, corre o risco de ser suspenso por nove dias caso falte ao Campeonato Nacional da Bélgica, marcado para este fim de semana.

Segundo o jornal Het Laatste Nieuws, a federação não abre exceções: todo ciclista profissional belga é obrigado a competir, independentemente do estatuto, calendário ou objetivos internacionais.

 

A regra é clara e dura

 

Massimo Van Lancker, diretor desportivo da Federação Belga, reforçou em entrevista ao portal Wielerflits que a norma é inflexível:

Obrigatoriedade total para todos os profissionais

Suspensão automática de 9 dias em caso de ausência

Única exceção: apresentação de atestado médico válido

Sem esse documento, Evenepoel ficaria automaticamente impedido de iniciar o Tour de France, cuja largada acontece em 4 de julho, em Barcelona.

 

O que está em jogo

 

A possível ausência de Remco no Tour seria um golpe monumental para a equipa e para o próprio evento. Em 2024, na sua estreia, o belga terminou em 3.º lugar, mostrando capacidade para disputar a vitória geral.

Além disso, venceu a Vuelta 2022, quebrando um jejum belga que durava desde 1978.

 

Cenário atual

 

Se Remco competir no nacional: problema resolvido

Se faltar sem atestado: suspensão e Tour comprometido

Se apresentar atestado: ausência justificada, sem penalização

A decisão final deverá surgir nas próximas horas, e o mundo do ciclismo observa com atenção.

“Agenda de Ciclismo”


Guarda prepara-se para coroar os novos Campeões Nacionais de Ciclismo de Estrada

 

Fotos: Rodrigo Rodrigues / Francisco Mateus / FPC

A cidade da Guarda será o palco das decisões que vão consagrar os novos Campeões Nacionais, entre 26 e 28 de junho, nas categorias de Elites, Sub-23, Femininas e Paraciclismo, nas disciplinas de Contrarrelógio Individual e Prova de Fundo.

Considerada uma das provas mais importantes do calendário velocipédico nacional, este é, também, o momento em que os melhores corredores nacionais disputam o direito de envergar, durante uma temporada, a emblemática camisola com as cores da bandeira de Portugal, um dos maiores símbolos de prestígio do ciclismo nacional.

Os percursos dos Campeonatos Nacionais foram desenhados para explorar as características únicas do território guardense, marcado pela altitude, pelos constantes desníveis e pela proximidade à Serra da Estrela.


Dia 26 de junho, sexta-feira, o Contrarrelógio Individual terá partida e chegada em Casal de Cinza, desenvolvendo-se ao longo de um percurso de 21,6 quilómetros para o Paraciclismo (14h00 - 14h30), Femininas (14h40 - 15h10) e Sub-23 Masculinos (15h30 - 16h00). Já os Elites Masculinos vão percorrer 27,6 quilómetros (16h10 - 16h30).

Já as Provas de Fundo terão como centro nevrálgico o Parque Urbano do Rio Diz e serão disputadas num circuito de 34,8 quilómetros, que atravessa várias freguesias do concelho da Guarda. Sábado, dia 27, as Masters (67,6 quilómetros) e Elite Feminina (102,4 quilómetros) serão as primeiras a competir (09h00 - 12h00). Seguem-se os Sub-23 Masculinos, que vão enfrentar 146,2 quilómetros (13h15 - 17h15).

O Paraciclismo vai dar início ao último dia de competição, domingo, com a Prova de Fundo a disputar-se num circuito ao longo de 1h30 (09h00 - 10h30). Segue-se a aguardada Prova de Fundo de Elites Masculinos, que no total vai ter 181 quilómetros (12h00 - 16h50), sendo atribuídos, no final, os títulos nacionais nesta categoria.

A competição terá transmissão em direto na RTP2, das Provas de Fundo dos Sub-23 Masculinos (16h00 - 17h15) e Elites Masculinos (15h20 - 17h00), e resumos na RTP Play.

 

Títulos de XCE e estafetas em Ansião

 

A agenda desta semana não é feita apenas de Campeonatos Nacionais de Ciclismo de Estrada. Ansião recebe dois Campeonatos Nacionais num fim de semana de BTT, que junta espetáculo, velocidade e estratégia coletiva.


Os Campeonatos Nacionais de XCE (cross-country eliminação) e de Team Relay (estafetas mistas) realizam-se no final desta semana. A ação arranca na sexta-feira, a partir das 19h30, com o XCE, disciplina que coloca frente a frente quatro corredores num circuito curto e explosivo, com obstáculos como saltos e pontes.

A competição começa com uma fase de qualificação em contrarrelógio, seguindo-se as eliminatórias e finais, agendadas para o período entre as 20h30 e as 21h30.

No sábado, o foco muda para a vertente coletiva, com o Campeonato Nacional de Team Relay, marcado para as 17h00. As equipas, compostas por quatro corredores – dois femininos e dois masculinos, incluindo um elemento jovem –, competem em formato de estafeta, com cada atleta a cumprir uma volta antes de passar o testemunho. A prova realiza-se no circuito da Quinta das Lagoas, um percurso técnico de XCO, com terreno misto de carvalho cerquinho, pedra, raízes e terra.

Além de acolher as decisões dos títulos nacionais de XCE e Team Relay, Ansião completa o fim de semana de BTT no sábado e domingo, com a realização da Taça de Portugal de XCO.

A #5 Portugal Cup XCO Ansião Classe 1, que também vai ter lugar na Quinta das Lagoas, arranca com a competição às 9h00 de domingo e prolonga-se ao longo do dia. Gonçalo Amado e Beatriz Guerra chegam à última etapa na liderança dos respetivos rankings da Elite. Beatriz vai lutar para revalidar o título conquistado em 2025, enquanto Gonçalo surge como favorito para suceder a João Cruz.

Continuando na vertente de BTT, Castro Daire recebe, este fim de semana, a quinta e última prova pontuável da Taça de Portugal de Downhill presented by Shimano, que vai definir os vencedores da edição de 2026. A pista de Almofala será palco da decisão final, após treinos no sábado e mangas de qualificação e final no domingo, a partir das 10h45. Com vários títulos ainda em aberto – Noa Walker e Kira Zamora comandam entre a Elite –, a etapa promete concentrar atenções na luta pelos primeiros lugares, conquistados por Álvaro Pestana e Zoe Zamora em 2025.

 

Mais eventos oficiais:

 

27 de junho: Prémio Município do Bombarral, Bombarral

27 de junho: Circuito Vila Nova de São Pedro, Vila Nova de São Pedro 27 de junho: Encontro Escolas BTT – Ansião, Ansião

27 de junho: II Rampa das Mulas, Viana do Castelo

27 de junho: ENIF - 24 Horas BTT de Famalicão – 20.º Aniversário, Louro

28 de junho: 1.º Prémio Cidade de Almada – Masters, Almada

28 de junho: 34.º Prémio Juvenil da Aldeia da Piedade, Aldeia da Piedade – Azeitão

28 de junho: 1.º Circuito Sub-17 - Montemor-o-Velho, Montemor-o-Velho

28 de junho: 2.º Encontro Regional Escolas - Montemor-o-Velho, Montemor-o-Velho

28 de junho: Campeonato Regional XCO 2026

28 de junho: 11.º BTT - Rota De Souto, São Miguel de Souto 28 de junho: Granfondo Serra da Estrela, Seia

28 de junho: II Grande Prémio de Ciclismo - Wheel Friends – Freguesia de Murtede, Murtede

28 de junho: Trichallenge 2026, Águeda

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

terça-feira, 23 de junho de 2026

“Paula Blasi, a nova fúria do ciclismo: da timidez ao topo mundial com uma fome que não passa”


Por: José Morais

Paula Blasi já não passa despercebida no pelotão. A jovem ciclista de Esplugues de Llobregat protagonizou, em poucos meses, uma ascensão tão fulgurante que deixou de ser uma promessa discreta para se tornar uma das figuras mais marcantes do ciclismo internacional. A vitória na La Vuelta, o triunfo na Amstel Gold Race, o domínio no Tour dos Pirenéus e a autoridade com que conquistou a Volta a Catalunha transformaram-na numa referência incontornável do World Tour.

A atleta da UAE Team ADQ admite que ainda se surpreende com o novo estatuto. “Ainda me soa estranho quando Vollering me cumprimenta”, confessou à EFE. A frase resume o choque entre o que já alcançou e a forma humilde como continua a ver-se dentro da elite mundial.

“Ataque à Amarelo: Visma leva “super-equipa” para devolver Vingegaard ao trono do Tour”


Por: José Morais

A Visma–Lease a Bike tornouse a primeira formação do pelotão a revelar o lote escolhido para a Volta a França e fêlo com um sinal claro ao resto do pelotão: Jonas Vingegaard vai à procura do terceiro título com um bloco de luxo.

A estrutura neerlandesa mantém praticamente intacto o grupo que brilhou no Giro, apostando na continuidade como arma para recuperar o amarelo em Paris. Jonas Vingegaard volta a liderar a equipa e terá novamente ao lado Victor Campenaerts, Sepp Kuss e Davide Piganzoli, este último chamado à última hora para colmatar a lesão de Wout van Aert.

O reforço mais sonante para o Tour será Matteo Jorgenson, norteamericano que assume o papel de principal escudeiro do dinamarquês. A formação completase com Edoardo Affini, Bruno Armirail e Per Strand Hagenes, garantindo profundidade para todas as fases da corrida.

 

Vingegaard: “Sintome melhor do que antes”

 

O bicampeão do Tour não escondeu a ambição. Depois de dominar o Giro com cinco vitórias em etapas e o triunfo na geral, o dinamarquês garante que a confiança está no auge:

“O Giro deume confiança para o Tour. Ganhar cinco etapas e a geral foi muito bom e mostrounos que podemos ganhar a Volta a França também. Acredito em mim e no plano que temos.”

Aos 29 anos, Vingegaard sublinha que o caminho até aqui não foi simples, mas que chega ao Tour com sensações renovadas:

“Tem havido problemas pelo caminho, mas isso já está para trás. Demorei algum tempo, mas já me sinto novamente eu e sintome ainda melhor do que era antes.”

 

O que esperar da Visma no Tour?

 

Estratégia de continuidade manter o bloco do Giro reforça a química interna e a confiança.

Jorgenson como peçachave o norteamericano pode ser decisivo nas montanhas.

Ausência de Van Aert perda importante, mas Piganzoli chega em boa forma.

Vingegaard em modo reconquista

“Bombarral estreia Prólogo e marca nova era no Troféu Joaquim Agostinho”


Fotos: João Calado

A Quinta da Almiara, em Torres Vedras, recebeu esta segunda-feira a apresentação oficial do 49.º Grande Prémio Internacional de Ciclismo de Torres Vedras Troféu Joaquim Agostinho, que vai para a estrada entre os dias 10 e 12 de julho. Com um pelotão internacional composto por 20 equipas, seis delas estrangeiras onde entre os 140 corredores estarão representadas 18 nacionalidades, a grande novidade desta edição será a mudança do local do Prólogo, que marca o arranque da prova que presta homenagem ao lendário Joaquim Agostinho. Após cerca de uma década de Turcifal, como ponto de partida da competição, no dia 10 de julho começa a escrever-se uma nova história. Bombarral estreia-se como “pedalada de partida” da corrida, com um Prólogo completamente novo.


A competição portuguesa de ciclismo que há mais anos consecutivos integra o calendário mundial da UCI – União Ciclista Internacional e que tem a organização da União Desportiva do Oeste (UDO), em parceria com a Câmara Municipal de Torres Vedras, deu hoje a conhecer a sua edição de 2026.

A corrida que percorre ao longo de três dias o território Oeste de Portugal, este ano com um total de 375 quilómetros, vai ter partidas e chegadas em Bombarral, Lourinhã, Torres Vedras, Atouguia da Baleia e Alto de Montejunto. É nesta mítica montanha da meta final, o ponto mais alto do Oeste, que será consagrado o vencedor da prova.

Antes disso, vai ser no “Coração do Oeste” que os ponteiros do cronómetro começam a funcionar. No dia 10 de julho, Bombarral apresenta-se como a grande novidade da 49ª edição da competição. São 7,9 quilómetros de um novo traçado ao redor da vila, com a partida do primeiro corredor agendado para as 17h00, na Avenida Padre Fernando Diogo e chegada em frente à Câmara Municipal.

Sábado, 11 de julho, os corredores partem da “Capital dos Dinossauros” para a primeira etapa, a mais longa da prova. Com saída da Lourinhã às 12h10, a viagem de 188,6 quilómetros contará com um recorde de 18 metas intermédias. São três montanhas de terceira categoria, dois pontos quentes e 13 metas volantes. Percorridas todas as freguesias do concelho da Lourinhã, o pelotão segue em direção a Torres Vedras, onde depois de uma primeira passagem pela meta, os corredores vão cumprir uma volta ao tradicional Circuito de Torres, antes do esperado sprint final. Esta chegada será na Avenida António Leal de Ascensão, junto ao monumento em tributo a Joaquim Agostinho, cerca das 16h37.


Dia 12 de julho a caravana parte junto à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Atouguia da Baleia, às 11h35 e percorre o concelho de Peniche antes de seguir por Óbidos, até à Foz do Arelho, onde está a primeira contagem de montanha. A corrida prossegue pelo litoral, passando por Nazaré e Alcobaça, regressando depois às Caldas da Rainha e seguindo para o interior até ao Cadaval. Após a passagem por Chão de Sapo, inicia-se a fase final, com a exigente subida à Serra de Montejunto, a montanha de todas as decisões. Com um percurso de 178,5 quilómetros, várias metas volantes e de montanha, é no Alto de Montejunto que o vencedor do Troféu Joaquim Agostinho de 2026 será decidido.

Francisco Manuel Fernandes, presidente da organização, explicou o motivo da redução de um dia de prova em 2026: “Com as tempestades que afetaram toda a Região Oeste, levando à declaração do estado de calamidade de vários municípios, após aprovação da UCI, a organização viu-se obrigada a retirar um dia à prova. Vivemos uma situação só comparável às cheias de 1983 e que esperamos possa ser possível reverter no futuro”.


Já Cândido Barbosa, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, destacou o trabalho feito pela organização, “sobretudo todo o caminho de muitos anos para alcançar a internacionalização da prova, por iniciativa própria. Parabéns pela corrida, aquela que está inscrita há mais anos seguidos no calendário da UCI, entre todas as provas portuguesas. Desejamos que sejam reunidas as condições para que esta competição volte ao formato habitual, o que, com o empenho de todos, seguramente vai acontecer”.

Diogo Guia, vice-presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, lembrou as comemorações do cinquentenário da prova no próximo ano, que aguarda “com muitas expectativas” e às quais a autarquia quer estar associada, “pela importância desse momento e dessa celebração”.

 

Transmissão em direto da prova

 

O 49.º Grande Prémio Internacional de Torres Vedras vai ter transmissão em direto, via “Live Streaming”, no Facebook e YouTube da prova (links disponibilizados na última página). Serão transmitidas todas as partidas, as duas últimas horas do Prólogo e das duas etapas e a cerimónia do pódio.

Será possível acompanhar todas as informações, ao longo dos três dias da corrida, nas Redes Sociais (consultar links na última página) e todas as incidências, em tempo real, através do direto em texto que vai realizar-se no site da Federação Portuguesa de Ciclismo.

 

ETAPAS:

 

Dia 10 – Prólogo | 17h00 Bombarral / Bombarral - 7,9 km| Partida 1.º corredor

Dia 11 – 1.ª Etapa| 12h10 Lourinhã / 16h37 Torres Vedras - 188,6 km (1.ª Passagem na Meta às 16h13)

Dia 12 – 2.ª Etapa |11h35 Atouguia da Baleia / 16h00 Alto de Montejunto - 178,5 km

 

Uma edição com um pelotão que reúne corredores de 18 nacionalidades

 

A 49.ª edição da prova vai ter um pelotão composto por 140 ciclistas, distribuídos por 20 equipas, das quais seis são internacionais: duas espanholas, uma turca, uma britânica, uma das Filipinas e uma dos Estados Unidos da América.

 

6 Equipas Internacionais CAJA RURAL ALEA – Espanha MOVISTAR TEAM – Espanha

MUĞLA METROPOLITAN MUNICIPALITY SPORTS CLUB – Turquia INEOS GRENADIERS ACADEMY – Grã-Bretanha

VICTORIA SPORTS PRO CYCLING TEAM – Filipinas MERIDIAN RACING P/B DE LA UZ – EUA

 

10 Equipas Profissionais Continentais Portuguesas

ANICOLOR / CAMPICARN AVILUDO - LOULETANO - LOULÉ

CREDIBOM - LA ALUMÍNIOS - MARCOS CAR EFAPEL CYCLING

FEIRA DOS SOFÁS - BOAVISTA FEIRENSE - BEECELER

GI GROUP HOLDING - SIMOLDES - UDO ÓBIDOS CYCLING TEAM

TEAM TAVIRA - CRÉDITO AGRÍCOLA TAVFER - OVOS MATINADOS - MORTÁGUA

 

4 Equipas Sub-23 portuguesas

PORMINHO TEAM SUB23

EARTH CONSULTERS / MAIA / FRUTAS MONTE CRISTO INOVOCORTE CYCLING

SANTA MARIA DA FEIRA / MOREIRA / BOLFLEX / E. LECLERC - SUB23

 

O Troféu Joaquim Agostinho tem seis camisolas de liderança:

 

Camisola Amarela | OESTE Comunidade Intermunicipal  - Class. Geral Individual

Camisola Verde  | Transportes Vilas Boas       - Class. Geral por Pontos

Camisola Azul     | Rações Valouro          - Class. Geral da Montanha

Camisola Branca | Colchões Bom Repouso    - Class. Geral Metas Volantes

Camisola Castanha | Junta de Freguesia S. Maria, S. Pedro e Matacães   - Melhor Português

Camisola Laranja | Cartrack - Class. Geral Juventude

Como acompanhar a prova, consultar os locais de passagem e classificações: www.youtube.com/@trofeujoaquimagostinho    www.facebook.com/trofeujoaquimagostinho  

www.instagram.com/trofeu.joaquim.agostinho   

www.fpciclismo.pt   

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

segunda-feira, 22 de junho de 2026

“Santiago Aguero vence Troféu Ribeiro da Silva”


Fotos: Câmara Municipal de Paredes

O argentino Sub-23 Santiago Aguero (ODL Team-Lasal Cocinas Craega) venceu este domingo o Troféu Ribeiro da Silva, isolado, após integrar a fuga do dia e atacar nos quilómetros finais. Também da categoria Sub-23, fecharam o pódio Guilherme Lino (Santa Maria da Feira / Moreira / Bolflex / E. Leclerc-Sub23), segundo classificado e Rafael Silva (Earth Consulters / Maia / Frutas Monte Cristo), que terminou em terceiro lugar.

A partida e chegada foi na cidade de Lordelo, Paredes, terra com forte ligação ao ciclismo, simbolicamente junto à estátua de Ribeiro da Silva, uma das figuras maiores do ciclismo nacional e que a prova homenageia.

Alinharam 72 corredores, de seis equipas Sub-19 e sete equipas Sub-23, portuguesas e espanholas, para 114,2 quilómetros que foram disputadas debaixo de muito calor, com o termómetro a apontar para os 35 graus. A corrida foi disputada em formato de circuito, com duas voltas, que apresentavam dois Prémios de Montanha de terceira categoria e três Metas Volantes.


Com um percurso marcado pelo sobe e desce, foram várias as movimentações iniciais, mas o pelotão de esperanças foi anulando todas as tentativas de fuga. Aos 50 quilómetros, próximo da primeira contagem do dia e da primeira passagem pela meta, a corrida partiu. Na frente ficou um grupo com nove elementos, todos da categoria Sub-23.

Máximo Gómez (ODL Team-Lasal Cocinas Craega) e Tomás Valente (Santa Maria da Feira / Moreira / Bolflex / E. Leclerc-Sub23) atacaram, destacando-se em cabeça de corrida. Chegaram a ter 40 segundos vantagem para o grupo perseguidor, com os sete corredores.

A dupla acabaria por ser alcançada pelas sete unidades, rolando de novo os nove. Chegaram a ter seis minutos de vantagem para o pelotão, onde estavam todos os Juniores e os restantes Sub-23.


Na aproximação à meta, houve novo ataque na frente, disferido por dois corredores: Carter Barnes (C.C. Teis- Sub23) e Rafael Silva. Mas os sete companheiros de fuga alcançaram a dupla, voltando os nove a rolar juntos. Contudo, Santiago Aguero guardou forças para lançar um ataque final e triunfar, isolado, com o tempo de 2h58m53s. Guilherme Lino chegaria 1m49s depois e Rafael Silva terminou com a desvantagem de 1m51s para o vencedor.

O melhor Júnior foi Guilherme Lameira (Paredes / Reconco), nono classificado, terminando a 8m08s do vencedor. Foi também ele que vestiu a Camisola Laranja, símbolo da liderança da Geral da Juventude - Juniores.

Santiago Aguero venceu também a Geral da Montanha e as Metas Volantes ficaram com Tomás Valente. A Geral por Equipas foi para a Earth Consulters / Maia / Frutas Monte Cristo.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Estafeta triatlo: Portugal entra com quinto lugar na qualificação olímpica”


A estafeta de Portugal entrou com um quinto lugar na qualificação olímpica. O quarteto português terminou a prova de Quiberon, em França, no top-5, numa tarde onde os franceses foram os mais rápidos.

“Entrámos na qualificação olímpica repetindo a nossa posição nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. O caminho é longo e mais uma vez estivemos a disputar as medalhas até aos últimos metros. Se nas provas individuais já ninguém duvida do valor dos nossos triatletas, provas como a de Quiberon mostram que já temos uma equipa. O próximo desafio é o Mundial, dentro de três semanas, e constitui mais um passo nesta longa caminhada até Los Angeles.  Tão ou mais importante quanto este quinto lugar, é aquilo que a estafeta faz ao nosso grupo: une, motiva e faz-nos acreditar que o caminho até aos Jogos é feito em conjunto” – Bruno Salvador, Diretor Técnico Nacional.

Daqui a três emanas haverá a segunda prova para o ranking de apuramento olímpico, em Hamburgo, sendo que a qualificação só termina em maio de 2028, contando depois os seis melhores resultados.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Nacional de Clubes Triatlo: Sporting CP e CN Torres Novas vencem em Serpa”


O Sporting Clube de Portugal, no sector masculino, e o CN Torres Novas, no feminino, venceram o Triatlo de Serpa, disputado no formato de contrarrelógio por equipas. Esta foi a segunda prova do Campeonato Nacional de Clubes.

Nos homens, os leões levaram a melhor sobre a concorrência. O quarteto, composto por João Mansos, João Vaz, José Ferreira e Diogo Tomé, terminou o contrarrelógio com o tempo de 1:00:33, gastando cerca de 40 segundos menos do que os quatro triatletas do Clube de Natação de Torres Novas. O pódio ficou completo com o terceiro lugar do Outsystems Olímpico de Oeiras.

No sector feminino, as atletas torrejanas voltaram a repetir a vitória alcançada na primeira etapa, em Peniche, levando a melhor sobre o Outsystems Olímpico de Oeiras e o Sporting Clube de Portugal, segundos e terceiros classificados, respetivamente.

Após duas provas disputadas, o Campeonato Nacional de Clubes dá sinais de grande equilíbrio no sector masculino, com o CN Torres Novas e o Sporting CP empatados, enquanto as torrejanas começam a destacar-se no sector feminino. Faltam ainda disputar os Triatlos de São Jacinto e de Sesimbra.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Tadej Pogacar dispara rumo ao Tour, o fenómeno que já corre numa dimensão própria”


Por: José Morais

Tadej Pogacar voltou a transformar uma corrida de elite num espetáculo de domínio absoluto. O campeão mundial encerrou o Tour da Suíça com mais uma demonstração de força que reforça a sensação que percorre o pelotão: o esloveno chega ao Tour de França no auge, física e mentalmente, apoiado por uma equipa Emirates que respira confiança.

 

Um domínio que já roça o irreal

 

O Tour da Suíça parecia encaminhar-se para outro vencedor, mas Pogacar decidiu reescrever o guião.

Cinco dias de competição, três vitórias, um contrarrelógio esmagador e mais de seis minutos de vantagem sobre Richard Carapaz.

Na etapa rainha, em Villars-sur-Ollon, voltou a mostrar porque é considerado um extraterrestre do ciclismo moderno: atacou a oito quilómetros do fim, devorou os fugitivos e destruiu as esperanças de Lenny Martínez com uma aceleração que parecia de outra categoria.

A imagem final já é habitual: Pogacar de braços no ar, o resto do pelotão a assistir.

 

Uma temporada que desafia limites

 

O triunfo na Suíça encaixa-se numa época que já é uma das mais impressionantes da carreira do esloveno.

Vitórias em Strade Bianche, Liège-Bastogne-Liège, Tour de Romandie e Milão–Sanremo.

O único tropeço? Paris-Roubaix, onde Wout van Aert lhe roubou o protagonismo.

Os números são quase absurdos:

13 vitórias em 16 dias de competição este ano e 121 triunfos como profissional.

 

Liderança que não se treina

 

Na Emirates, o impacto de Pogacar vai além das pernas.

O diretor desportivo Joxean Fernández Matxín sublinha aquilo que considera o verdadeiro diferencial:

“Tadej não é só um campeão. É um líder. Preocupa-se com a equipa, com cada colega. Isso não se compra.”

O plano de preparação foi seguido à risca: reconhecimento de etapas do Tour, descanso controlado e três semanas de altitude em Serra Nevada antes da Suíça. Nada saiu do guião.

 

O peso? Nunca foi problema

 

Circularam rumores sobre alguns quilos extra, mas internamente o tema nunca gerou alarme.

Matxín é claro:

“Um ou dois quilos não fazem diferença num corredor como ele. O importante é chegar ao Tour no peso ideal e isso está totalmente controlado.”

 

Mais forte do que em 2025

 

Pogacar revelou ao L’Équipe um detalhe que diz muito sobre o seu momento:

No mesmo teste de subida que fez no ano passado, onde pensou ter atingido o limite, decidiu repetir o esforço “por diversão”.

O resultado?

“Estava claramente mais rápido do que em 2025. Diria que estou mais forte pelo menos no treino.”

 

O Tour no horizonte

 

A 4 de julho, começa a missão: a quinta vitória no Tour de França.

Pela frente terá Jonas Vingegaard, campeão do Giro, e uma Visma que promete atacar desde o primeiro dia.

Mas nos Emirados ninguém esconde a confiança:

“Tadej é o melhor ciclista do mundo. A preparação foi perfeita e a equipa está fortíssima”, resume Matxín.

Pogacar chega a Barcelona com o tanque cheio, a camisola arco-íris a brilhar e a sensação de que está prestes a escrever mais um capítulo histórico.

Ficha Técnica

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