sexta-feira, 15 de maio de 2026

“Até cheguei a odiar o ciclismo” - Ex-vencedor da Volta a Itália fala abertamente sobre como perdeu a paixão pela modalidade”


Por: Miguel Marques

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Tom Dumoulin pode ter estado no topo do ciclismo após vencer a camisola rosa na Volta a Itália em 2017, mas depressa se viu consumido pelas pressões e exigências da modalidade. Reformado aos 31 anos, mais de cinco anos depois, o vencedor de nove etapas em Grandes Voltas admite que deixou de amar o ciclismo.

Dumoulin exibe um palmarés vasto, com a Maglia Rosa a juntar-se ao arco-íris após se sagrar campeão do mundo de contrarrelógio individual nesse mesmo ano. Uma lenda moderna da modalidade, a sua retirada, mais cedo do que o esperado, surpreendeu muitos adeptos.

Mas, para o agora atleta de 35 anos, as exigências do ciclismo profissional moderno foram corroendo o seu amor pelo desporto, tornando difícil continuar. Na verdade, Dumoulin sentiu-se “libertado” após a retirada.

“Sentia que estava constantemente a ceder às exigências dos outros. Patrocinadores, adeptos, a equipa, os treinadores”, disse o neerlandês à La Gazzetta dello Sport.

“Toda a gente tinha uma ideia precisa do que eu tinha de fazer. Mas ninguém me perguntava: ‘Tom, como estás?’ Era esgotante. Comecei a sentir-me deprimido. Cheguei a odiar o ciclismo. Odiava a bicicleta”.

 

“Não conseguia sair desse círculo vicioso”

 

“Lembro-me de que, no dia a seguir à retirada, continuava a perguntar a mim próprio: O que devo fazer hoje? O que devo comer? Que treino devo fazer? Não conseguia sair desse círculo vicioso. Durante anos, a minha vida não foi mais do que ciclismo. Senti-me liberto”.

Agora, mantendo-se próximo da modalidade como analista de TV, Dumoulin recuperou o prazer de pedalar e desfruta dos treinos. Ao assumir a direção da Amstel Gold Race em 2027, voltará à frente do pelotão, ainda que no carro da organização.

“Sim. Também voltei a pedalar para treinar e divertir-me. E descobri a corrida a pé: participei em várias maratonas. Além disso, a partir do próximo ano, serei o diretor da Amstel Gold Race. Basicamente, estou a fazer tudo o que nunca teria feito enquanto ciclista. É tempo de me divertir e, finalmente, decidir por mim o que fazer”.

 

Dumoulin não vê para lá de Vingegaard na luta pela geral

 

O Giro continua próximo do coração do neerlandês e, se ainda competisse, teria os olhos bem postos na 10ª etapa, na próxima terça-feira, e sobre o duelo contra o cronómetro, expressou: “Ia adorar esse contrarrelógio plano de 42 quilómetros! Não será decisivo, mas dirá muito sobre a classificação geral”.

O seu antigo colega de equipa, Jonas Vingegaard e a Team Visma | Lease a Bike são os grandes favoritos à geral. Reconhecendo as hipóteses do jovem em ascensão Giulio Pellizzari como a grande esperança italiana para a CG, Dumoulin não vê para lá de Vingegaard a juntar o Giro aos seus títulos da Volta a França e da Volta a Espanha.

“Só posso dizer Jonas Vingegaard. Ganhou dois Tours, batendo Pogacar, e também uma Vuelta. Se não tiver problemas, vencerá o Giro e completará a tripla coroa”, afirmou.

Dumuolin acrescentou: “Ele [Pellizzari] é bom e espero mesmo, para vocês italianos, que ele consiga. Sei o quanto acreditam nele e o quanto esperam por um vencedor italiano desde 2016. Mas o Jonas é um dos maiores. Ele bateu o Pogacar. E a Visma é agora a equipa mais avançada do mundo”.

“Daniela Campos conquista prova de Eliminação no GP Zemako 500+1”


Daniela Campos, em representação da Seleção Nacional de Pista, venceu esta quinta-feira a prova de Eliminação feminina do Grand Prix Zemako 500+1, prova internacional (C1) que decorreu no Velódromo de Brno, na Chéquia, e que terminou hoje.

A corredora portuguesa foi a mais forte, relegando para o segundo lugar do pódio a polaca Maja Tracka, com a suíça Aline Seitz a ser a terceira classificada do dia.


Depois de três dias intensos, onde Daniela Campos entrou a ganhar, na terça-feira, dia 12, a Corrida por Pontos e terminou ontem a prova de Scratch feminino na sexta posição, Gabriel Mendes, Selecionador Nacional de Pista, faz um balanço sobre esta participação: “Finalizamos a competição com um desempenho excelente da Daniela, o qual nos permitiu vencer a sempre difícil prova de Eliminação”.


“A Daniela esteve sempre muito atenta aos fatores essenciais a gerir na prova de hoje, onde as eliminações ocorrem a cada volta neste tipo de velódromo (400 metros), o que obriga a um cuidado redobrado sob o ponto de vista tático e técnico, a fim de evitar situações mais difíceis de resolver. Daniela Campos fez um trabalho muito competente em todos os aspetos, permitindo-lhe ganhar a competição com muito mérito”, rematou o treinador.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua 5.º lugar para Rafael Barbas na etapa inaugural da Volta a Portugal do Futuro”


A primeira etapa da Volta a Portugal do Futuro ligou Abrantes a Oleiros, numa tirada marcada por um ritmo elevado e várias tentativas de fuga desde os quilómetros iniciais. Apesar das diversas investidas, o pelotão conseguiu sempre controlar a corrida, anulando sucessivamente todas as movimentações.

Após a primeira meta volante do dia, o grupo voltou a compactar, mantendo a corrida em aberto durante grande parte da etapa. Foi já na aproximação aos 100 quilómetros que o cenário começou a definir-se, com o pelotão a fragmentar-se e um grupo restrito a destacar-se na frente, onde se encontrava o futuro vencedor.

A equipa manteve-se sempre atenta e ativa, respondendo às movimentações e procurando posicionar-se entre os protagonistas. Rafael Barbas viria a destacar-se na subida final, terminando na 5.ª posição, a 1m37s do vencedor, ocupando agora o 6.º lugar da classificação geral. Também Diego López esteve em evidência, concluindo a etapa na 12.ª posição.

No final, Rafael Barbas destacou a exigência da jornada: “Foi uma etapa algo rápida, com muitas tentativas de fuga e pouca organização no pelotão. Tentámos estar sempre representados nos grupos e fazer a nossa corrida. Na subida final foi dar tudo para seguir com os melhores, e assim foi. Amanhã temos mais. “A equipa fecha assim um primeiro dia positivo, mantendo ambições elevadas para as próximas etapas.

A Volta a Portugal do Futuro prossegue amanhã com a 2.ª etapa, entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, numa jornada de 142,6 quilómetros considerada a mais exigente da prova. O percurso inclui várias dificuldades montanhosas e deverá decidir-se na subida ao Ameal, um prémio de montanha de 1.ª categoria com 6 quilómetros a 6,6%, situada a cerca de 11 quilómetros da meta, instalada na Praia das Rocas.

 

Etapa 1

Abrantes - Oleiros: 145,3 km

 

1º. Matvey Boldyrev (UAE Team Emirates Gen-Z), 3h46m05s

6º. Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m37s

12º. Diego Lopez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m42s

33º. Simão Lucas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 5m47s

53º. Lois Dejesus (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 12m16s

58º. Francisco Alves (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 16m45s

 

Classificação geral

 

1º. Matvey Boldyrev (UAE Team Emirates Gen-Z), 3h45m52s

6º. Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m50s

12º. Diego Lopez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m55s

33º. Simão Lucas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 6m00s

53º. Lois Dejesus (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 12m29s

58º. Francisco Alves (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 16m58s

 

Classificação por equipas

 

1º. UAE Team Emirates Gen-Z.

5º. Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, a 5m34s da equipa vencedora.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

quinta-feira, 14 de maio de 2026

“Resultados 2a etapa da Volta à Hungria 2026 - Benoît Cosnefroy ataca tarde e frustra velocistas após caos nos abanicos”


Por: Miguel Marques

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Benoit Cosnefroy impôs-se na 2ª da Volta à Hungria 2026, cronometrando na perfeição o ataque tardio para vencer em Paks após um final caótico com leque, demarcações tardias e equipas de sprinters a disputarem o controlo.

O corredor da UAE Team Emirates - XRG cortou a meta à frente de Alexis Renard e Max Kanter, com Elias Maris e Fernando Gaviria a fecharem o top 5. O vencedor da etapa 1, Tim Merlier, foi sexto, enquanto Juan Sebastian Molano terminou em 10º depois de a UAE ter ajudado a animar os últimos quilómetros.

 

Fuga inicial sempre vigiada

 

A tirada de 205,8 km entre Szarvas, a mais longa desta edição da Volta à Hungria, começou movimentada antes de se formar uma fuga de cinco. Jakob Soderqvist, Adrian Benito, Kay De Bruyckere, Marko Toth e Mark Varga compuseram a escapada do dia, todos com 22 anos ou menos.

De Bruyckere venceu o primeiro sprint intermédio em Kiskunfelegyhaza, à frente de Benito e Toth, antes de Benito responder ao conquistar o segundo sprint em Kiskoros. A fuga, porém, nunca teve grande margem. Soudal - Quick-Step, Team Jayco AlUla e Bahrain Victorious foram das equipas que controlaram a diferença, já inferior a um minuto aos 50 km da meta.

A movimentação inicial acabou neutralizada antes de Kristian Egholm vencer o último sprint intermédio em Kalocsa, à frente de Alberto Dainese e Cosnefroy. Erik Fetter lançou então um novo ataque, ganhando protagonismo por momentos, mas o desfecho voltou a mudar quando se formaram leques dentro dos últimos 25 km.

Apesar do vento apenas moderado, o pelotão partiu-se e voltou a reagrupar-se pouco depois, aliviando a pressão imediata sobre Merlier, que chegara a ficar cortado.

 

Cosnefroy desferiu o golpe decisivo

 

O reagrupamento não serenou a corrida por muito tempo. Uma movimentação tardia com Mike Teunissen, Soderqvist, Cosnefroy, Rui Oliveira, Andrea Pietrobon, Edoardo Zamperini e Fetter adiantou-se antes dos quilómetros finais, com Zamperini a somar a pontuação máxima na curta ascensão de Tengelic-Szolohegy, à frente de Pietrobon e Soderqvist.

Com o pelotão a perseguir através de Patrick Gamper e Yves Lampaert, os ataques sucederam-se na dianteira. Teunissen isolou-se a pouco mais de 5 km da meta, Oliveira respondeu com uma aceleração já dentro dos últimos 3 km, e Phil Bauhaus também tentou impor-se a partir do grupo perseguidor.

Foi então que Cosnefroy desferiu o movimento decisivo já dentro do último quilómetro. O francês atacou do grupo da frente e resistiu ao regresso dos rápidos detrás para somar a 23ª vitória como profissional, transformando uma etapa que parecia destinada a novo sprint num triunfo tardio para a UAE Team Emirates - XRG.

“Paula Blasi acaba de vencer a Volta a Espanha pela UAE Team ADQ, mas a super-talento espanhola deverá sair no final de 2027”


Por: Miguel Marques

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No ciclismo feminino, nenhum nome brilhou mais nos últimos meses do que Paula Blasi. A jovem de 23 anos afirmou-se como estrela de topo em apenas um mês. Desde a vitória na Amstel Gold Race, a sua ascensão tem sido daquelas que merecem lugar cuidadoso nos livros de história. Porque apenas três semanas depois venceu a Volta a Espanha Feminina 2026. Sem surpresa, isto agita fortemente o mercado de transferências; e a UAE Team ADQ pode bem perder a sua mais recente líder.

Segundo Ciro Scognamiglio, de La Gazzetta dello Sport, um dos jornalistas mais bem informados no mercado, há quatro equipas interessadas na vencedora da mais recente Vuelta Feminina: a sua atual UAE Team ADQ, a Lidl–Trek, a Uno-X Mobility e a FDJ – Suez.

Saída da vitória na Amstel Gold Race, terceira na La Flèche Wallone, quinta na Liege-Bastogne-Liege Feminina e triunfo final na Vuelta diante de Anna van der Breggen; a UAE tem no plantel uma confirmação, não apenas uma promessa. Mas, aos 23 anos, é possível que a espanhola ainda evolua mais em cima da bicicleta.

Na verdade, a UAE já apresentou a Blasi uma proposta de renovação até ao final da época de 2029. Ou seja, se a espanhola decidir prolongar com a formação dos Emirados, ficaria pelo menos mais três temporadas, além da atual. Contudo, isso é apontado como improvável.

 

Ascensão ao estrelato em menos de um ano

 

Como referido, a explosão de Paula Blasi no topo do ciclismo feminino é uma das histórias marcantes da temporada de 2026. A espanhola passou, em poucos meses, de promessa em ascensão a referência internacional, impulsionada por uma vitória global espetacular na Volta a Espanha Feminina

A sua progressão meteórica deve-se também ao passado no atletismo e à mudança tardia para o ciclismo profissional. Depois de passar os primeiros meses de 2025 na equipa de desenvolvimento da UAE, assinou há apenas 12 meses o primeiro contrato profissional com a formação de elite. O talento foi reconhecido, e a atual campeã da Europa sub-23 é desejada pela UAE, mas isso pode não bastar.

“Resultados 6a etapa da Volta a Itália 2026: Davide Ballerini vence sprint louco e caótico em Nápoles após queda tardia de Groenewegen perturbar final molhado e empedrado”


Por: Miguel Marques

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Davide Ballerini venceu a 6ª etapa da Volta a Itália 2026 após um sprint caótico e ameaçado pela chuva em Nápoles, onde Dylan Groenewegen caiu nos metros finais e o duelo esperado entre os principais sprinters ficou completamente desfeito.

A etapa prometia um confronto a alta velocidade entre Paul Magnier, Jonathan Milan, Groenewegen e os restantes velocistas, mas os últimos quilómetros tornaram-se cada vez mais nervosos à medida que o pelotão se aproximava da chegada técnica em paralelo, com chuva a começar a cair perto da meta. Ballerini cronometrizou melhor o esforço no desordenamento e bateu Jasper Stuyven para conquistar a vitória, selando o triunfo após um final tenso muito antes da queda em si.

 

Fuga mantida em rédea curta

 

Depois do drama da 5ª etapa, os 141 km entre Paestum e Nápoles ofereciam nova oportunidade aos sprinters, embora a subida final em paralelo ameaçasse complicar o desfecho. A fase inicial foi controlada, com pouca vontade de travar uma grande luta pela fuga. A Alpecin-Premier Tech tentou finalmente animar a corrida através de Edward Planckaert e Luca Vergallito, antes de Mattia Bais, da Polti VisitMalta, e do duo da Bardiani CSF, Martin Marcellusi e Manuele Tarozzi, se juntarem ao movimento.

Planckaert viria a ceder na única contagem de montanha do dia, deixando um quarteto totalmente italiano na dianteira. Bais somou os pontos na quarta categoria para ajudar a proteger a liderança do colega Diego Sevilla na classificação da montanha, mas o pelotão nunca concedeu grande margem.

A Lidl-Trek, a Soudal - Quick-Step, a Unibet Rose Rockets e a Decathlon CMA CGM assumiram a perseguição, e a fuga foi neutralizada a cerca de 37 km da meta.

 

Quedas e ameaça de chuva aumentam a tensão

 

A etapa não foi isenta de incidentes antes do sprint. Uma queda perto do cume da subida envolveu corredores da Red Bull - BORA - Hansgrohe e da Movistar, com Nico Denz visivelmente abalado após a queda, antes de prosseguir.

A chuva tornou-se também uma grande preocupação. Aguaceiros atingiram brevemente a rota e, embora o pior parecesse ter passado à frente do pelotão, as nuvens escuras sobre Nápoles mantiveram a chegada em sobressalto.

Após a reagrupação, Filippo Magli arrecadou os segundos de bonificação máximos no quilómetro Red Bull, enquanto Lennert Van Eetvelt também se envolveu e ganhou alguns segundos. Alec Segaert tentou depois atacar após o sprint, mas o pelotão fechou rapidamente. A partir daí, as equipas de sprint começaram a organizar-se para a aproximação técnica a Nápoles.

 

Ballerini aproveita-se do colapso do sprint

 

Dentro dos últimos 10 km, a velocidade aumentou de forma acentuada enquanto o pelotão corria contra a chuva iminente. A Unibet Rose Rockets posicionou-se para Groenewegen, enquanto Soudal - Quick-Step, Lidl-Trek, Groupama-FDJ United e Decathlon CMA CGM também avançaram através de sucessivos estreitamentos e curvas.

As primeiras gotas de chuva foram relatadas perto da chegada, a cerca de 4 km do fim, acrescentando mais perigo antes do setor final em paralelo. A Unibet ainda parecia bem colocada sob a flamme rouge, com Milan e Magnier logo atrás, mas o sprint nunca se desenvolveu de forma limpa.

Groenewegen caiu no final, lançando o sprint no caos precisamente quando os velocistas se preparavam para lançar. Ballerini emergiu melhor da confusão e resistiu a Stuyven para vencer em Nápoles. O desfecho frustrou os favoritos do sprint e trouxe mais um final imprevisível numa primeira semana do Giro já marcada por quedas. Afonso Eulálio manteve-se seguro e segue líder da geral.

“Coimbra recebe Taça da Europa de triatlo a 20 de Setembro”


Coimbra vai receber uma Taça da Europa de Triatlo no dia 20 de Setembro, à qual se junta, no mesmo dia, a realização de mais uma etapa da Taça de Portugal.

“Coimbra junta-se a Quarteira e Monte Gordo no leque de localidades que recebem Taças da Europa de Triatlo durante o ano de 2026. Esta aposta, coordenada entre a autarquia e a Federação de Triatlo de Portugal, é mais um sinal da vitalidade da modalidade. Depois do sucesso no Algarve, no início da época, em setembro será a vez da região centro juntar-se ao mapa internacional do triatlo. Coimbra tem condições fantásticas que não podem ser desperdiçadas. Por outro lado, sendo um país periférico, temos mais dificuldades de proporcionar experiências competitivas aos nossos jovens talentos e deste modo, com organizações locais, ganha a nossa economia e ganha a modalidade, apostando no futuro”, explica Fernando Feijão, Presidente da Federação de Triatlo de Portugal.

Coimbra junta a realização da Taça da Europa e da Taça de Portugal ao Campeonato Nacional de Distância Standrad, agendado para o próximo dia 14 de junho, domingo.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“UAE Team Emirates Gen-Z domina e brilha no arranque da Volta a Portugal do Futuro”


Fotos: Rodrigo Rodrigues / FPCiclismo

Matvey Boldyrev é o primeiro Camisola Amarela – Exclusivagora da 33.ª edição da Volta a Portugal do Futuro, que teve início esta quinta-feira, em Abrantes.

Depois de 145 quilómetros a pedalar, o ciclista da UAE Team Emirates Gen-Z foi o mais forte do dia e chegou isolado à meta, em Oleiros.

Na segunda posição ficou um colega de equipa, Pablo Torres, e fechou o pódio Rúben Rodrigues, da Feira dos Sofás – Boavista.

Um dia intenso desde o início

A tirada arrancou em Abrantes e foi intensa desde o início. Alguns corredores tentaram formar uma fuga, mais do que uma vez, sempre sem grande sucesso.

Logo após a primeira meta volante do dia, em Proença-a-Nova, o pelotão voltou a compactar, anulando uma dessas tais tentativas. Nesse ponto intermédio, Guilherme Lino, da Santa Maria da Feira / Moreira / Bolflex / E Leclerc, havia sido o mais rápido.


Pouco depois, novo ataque a partir do pelotão, desta feita a solo, por Adrian Pacho (Equipa Froiz). O jovem de 19 anos passou à frente na contagem de montanha de Vilelas, de terceira categoria, mas foi alcançado pouco depois.

Foi preciso esperar quase pelos 100 quilómetros para o desfecho começar a desenhar-se. O pelotão partiu- se em dois e atacou um pequeno grupo que contava, entre outros, com os três corredores que viriam a subir ao pódio: Matvey Boldyrev, Pablo Torres e Rúben Rodrigues.

 

Pablo Torres e Boldyrev, o ataque letal

 

Boldyrev passou à frente na segunda meta volante da tarde, em Proença-a-Nova, num prenúncio do que viria a acontecer a seguir.

No início da subida para o Parque Eólico de Oleiros, que coincidia com uma contagem de montanha de primeira categoria, Pablo Torres atacou e Boldyrev seguiu na roda do colega de equipa. O atleta russo conseguiu deixar Torres para trás, numa posição intermédia, e mais atrás vinha Rúben Rodrigues, o terceiro melhor.

Foi nessa ordem que se passou no cimo do Parque Eólico de Oleiros, a menos de dez quilómetros da meta, onde Boldyrev festejou e arrecadou todas as camisolas disponíveis: além da Camisola Amarela – Exclusivagora, o ciclista da UAE é dono da Camisola Verde – Grupo Automaran / Skoda, Camisola Azul – Proteção 24H e Camisola Branca – CIM Beira Baixa.

A segunda etapa da 33.ª edição da Volta a Portugal do Futuro é esta sexta-feira, entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera. O percurso, de 142,6 quilómetros, testará novamente as pernas dos jovens ciclistas em prova: são três contagens de montanha, a última das quais de primeira categoria, e duas metas volante.

A corrida tem início às 12h00 e final previsto para as 15h38.

 

PROGRAMA

 

Sexta-feira, 15 de maio 2026 | 2.ª Etapa | Figueiró dos Vinhos (12h00) > Castanheira de Pera (15h38) –

142,6 km

Sábado, 16 de maio 2026 | 3.ª Etapa | Penela (12h00) > São Pedro do Sul (16h00) – 156,0 km

Domingo, 17 de maio 2026 | 4.ª Etapa | Castro Daire (12h00) > Espinho (15h45) – 133,4 km

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“7º Baku-Khankendi Azerbaijan Cycling Race (Tour do Azerbeijão)-5ª etapa”


Óbidos Cycling Team/Grupo Rolo/Sunlive Group Eduardo Landaluce na fuga do dia e o mais combativo da prova

 

Apesar da dureza da derradeira tirada Baku Khankendi Azerbaijan Cycling Race (Tour do Azerbeijão), a estratégia do Óbidos Cycling Team/Grupo Rolo/Sunlive Group estava bem definida, colocar um homem na fuga do dia e procurar chegar à meta para discutir a vitória.

Eduardo Landaluce enfrentou com grande estoicismo a quinta e última etapa da prova, entre Tartar e Khankendi, na distância de 181,5 quilómetros, que tinha duas contagens de montanha, uma de 2ª categoria e outra de 1ª categoria, ambas nos derradeiros 30 quilómetros da etapa, terminando numa subida não categorizada, com 2,7 quilómetros e uma inclinação de 4,9%.

O corredor natural de Oviedo entrou na fuga com mais quatro corredores, entre os quais o “sempre jovem” corredor espanhol Óscar Sevilla, que no próximo dia 29 de setembro completa meio século de vida e só cedendo quando a corrida entrou na zona montanhosa e onde as equipas com pretensões à vitória da prova atacaram a corrida e fundo.

Face ao ritmo endiabrado e descontrolado da corrida, o quinteto do Óbidos Cycling Team já sem possibilidades de discutir a vitória da etapa em Khankendi, tiveram como objetivo terminar de forma honrosa esta presença no Baku Khankendi Azerbaijan Cycling Race (Tour do Azerbeijão) onde tudo fizeram para conseguir a vitória numa etapa, onde Eduardo Landaluce, na primeira tirada e Álvaro Navas, na segunda e quarta-5ª etapa”, estiveram na discussão de subir ao mais alto do pódio.

Na parte final da tirada formou-se um grupo de 25 unidades que discutiram a vitória na etapa e na volta, com o neozelandês Josh Burnett (Burgos/Burpellet/BH) a conseguir a dupla vitória. O eritreu Petros Mengs (Óbidos Cycling Team) entro no primeiro grupo perseguidor aos homens da frente.

Eduardo Landaluce foi considerado o corredor mais combativo do Baku Khankendi Azerbaijan Cycling Race (Tour do Azerbeijão) já que ao longo da corrida esteve envolvido

 

Declarações

 

Micael Isidoro, o diretor-desportivo: “Acreditámos que a escapada pudesse ter êxito e assim conseguirmos o triunfo na etapa que norteou sempre a nossa presença na prova. Tanto o Eduardo como o Álvaro mereciam ter saído da corrida. Não o conseguimos a estamos muito satisfeitos com tudo aquilo que fizemos no Azerbeijão. Deixámos uma excelente imagem da equipa e acima de tudo honramos Portugal e o nosso ciclismo”, rematou.

 

Classificação da Etapa

 

1º- Josh Burnett/NZL (Burgos/Burpellet/BH) 4h16’35”

2º- Henok Mulubhran/ERI (XDS Astana Team) m.t.

3º- Eric Fagundez/URU (Burgos/Burpellet/BH) m.t.

31º- Petros Mengs/ERI (Óbidos Cyclyng Team) a 4’14”

45º- José Manuel Gutierrez/ESP (Óbidos Cyclyng Team) a 5’22”

59º- Eduardo Landaluce/ESP (Óbidos Cyclyng Team) a 8’11”

76º- Bruno Maceiras/POR (Óbidos Cyclyng Team) a 12’18”

101º- Álvaro Navas/ESP (Óbidos Cyclyng Team) a 16’39”

 

Classificação Geral

 

1º- Josh Burnett/NZL (Burgos/Burpellet/BH) 19h06’43”

2º- Henok Mulubhran/ERI (XDS Astana Team) a 3”

3º- Alexander Balmer/SUI (Solution Tech Nippo Rali) a 7”

35º- Petros Mengs/ERI (Óbidos Cyclyng Team) a 18’22”

42º- José Manuel Gutierrez/ESP (Óbidos Cyclyng Team) a 19’30”

56º- Eduardo Landaluce/ESP (Óbidos Cyclyng Team) a 22’16”

92º- Bruno Maceiras/POR (Óbidos Cyclyng Team) a 44’46”

96º- Álvaro Navas/ESP (Óbidos Cyclyng Team) a 46’47”

 

Pontos:

 

Henok Mulubhran/ERI (XDS Astana Team) e 32º- Álvaro Navas/ESP (Óbidos Cyclyng Team)

 

Montanha:

 

 Lennert Teugels/BEL (Tarleletto/Isorex) e 12º- Eduardo Landaluce/ESP (Óbidos Cyclyng Team)

 

Juventude:

 

Iker Gomez/ESP (Equipo Kern Pharma) e 24º-Álvaro Navas/ESP (Óbidos Cyclyng Team)

 

Equipas:

 

Burgos/Burpellet/BH e 14ª-Óbidos Cyclyng Team

Fonte: Equipa Ciclismo Óbidos Cycling Team/Grupo Rolo/Sunlive Group

“Estão a pedir sarilhos” - DD da Visma critica organizadores da Volta a Itália por escolherem uma chegada ao sprint em empedrado em Nápoles”


Por: Miguel Marques

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A 6ª etapa da Volta a Itália oferece nova oportunidade aos sprinters para lutarem pela vitória, enquanto o pelotão segue rumo a norte. Com final plano em Nápoles, espera-se um sprint espetacular. Contudo, há previsão de chuva e, com a meta em paralelos, multiplicam-se as preocupações e as críticas à organização.

A queda na 2ª etapa afetou dezenas de corredores e deixou todas as equipas em alerta máximo. No quinto dia, os ciclistas correram por vezes debaixo de um autêntico dilúvio, aumentando o receio de quedas que podem condicionar a corrida para todos.

Assim, esta quinta-feira o pelotão estará pouco confortável com um final que deverá apresentar paralelos molhados, uma ameaça para os homens da geral, mas sobretudo para os sprinters, obrigados a abordar a zona a alta velocidade para discutirem o resultado.

O traçado da sexta etapa foi alterado recentemente, com a remoção de uma colina tardia, pelo que se espera um sprint massivo puro. A chegada não será junto ao mar, como já aconteceu; desta vez será na Piazza del Piebiscito, um dos pontos centrais de Nápoles. Mas o problema desta escolha é evidente para muitos.

 

Segurança e finais espetaculares raramente combinam

 

“Estão a procurar sarilhos. Já terminámos aqui [em Nápoles] antes e, normalmente, seguia-se em frente. Era sempre um final muito bom para os sprinters”, sublinhou o diretor desportivo da Team Visma | Lease a Bike, Marc Reef, ao In de Leiderstrui. “Agora, primeiro apanhamos paralelos miúdos e depois terminamos em lajes de pedra grandes”.

Está longe de ser um sprint convencional, ainda que a ligeira subida até à meta possa reduzir velocidades e riscos. Mas, dentro do último quilómetro, haverá uma curva de 90 graus e outra de 180 graus, ambas em terreno plano, obrigando os sprinters a arriscar para disputar uma vitória prestigiante.

Embora a meteorologia não possa ser controlada, Reef considera que a mudança do local de chegada era desnecessária. “Para mim, não é preciso estarem sempre à procura disto. Também teriam um grande sprint de outra forma”.

Com a segurança a ser tema central no ciclismo nos últimos anos, é difícil ignorar o final técnico em Nápoles, onde o equilíbrio entre segurança e um cenário fotogénico é ténue. “Acho que querem imagens bonitas da chegada naquela praça. Para mim, não é necessário. Temos é de passar a quinta-feira em segurança, sem correr riscos. Depois olhamos em frente”, concluiu.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

“Daniela Campos sexta no scratch do Grand Prix Zemako 500+1”


Daniela Campos concluiu, esta quarta-feira, a participação na prova de scratch feminino do Grand Prix Zemako 500+1, prova UCI de classe 1 que decorre no Velódromo de Brno, na Chéquia, com o 6.º lugar.

A ciclista portuguesa foi sexta mais rápida numa prova vencida pela polaca Anna Dlugas, seguida da compatriota Maria Klamut, com Urszula Sipko a completar o pódio.

“Foi uma corrida bastante movimentada e com uma forte presença da seleção polaca, o que nos obrigou a uma gestão diferente da prova. Procurámos, sobretudo na fase final, alcançar o melhor resultado possível e somar um bom número de pontos, o que acabámos por conseguir”, analisa Gabriel Mendes, Selecionador Nacional.

A participação portuguesa no Grand Prix Zemako 500+1 termina esta quinta-feira, com Daniela Campos em ação na prova de eliminação.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Afonso Eulálio faz história no Giro e rende-se a João Almeida: “Será difícil repetir o que ele conseguiu”


Aos 24 anos, Afonso Eulálio viveu esta quarta-feira o momento mais marcante da sua ainda jovem carreira ao assumir a liderança da Volta a Itália e vestir a emblemática camisola rosa. O ciclista português da Bahrain mostrou-se emocionado após a etapa e confessou que ainda estava a tentar perceber a dimensão do feito alcançado.

Visivelmente feliz, mas também surpreendido com a própria exibição, o corredor admitiu que só começou verdadeiramente a acreditar na possibilidade de chegar à liderança da geral quando a etapa entrou na fase decisiva, já dentro dos últimos 50 quilómetros.

“Nem consigo explicar o que estou a sentir. Ainda não acredito que isto esteja realmente a acontecer. Vestir a camisola rosa no Giro é algo especial para qualquer ciclista, ainda para mais depois de uma etapa tão exigente e desgastante”, afirmou o português no final da corrida.

Apesar do resultado histórico, Eulálio reconheceu que a jornada esteve longe de ser tranquila. Entre as dificuldades do percurso, as condições atmosféricas e até uma queda perto do final, o jovem português revelou que houve momentos em que duvidou da capacidade para acompanhar os melhores.

“Com tantas subidas e o desgaste acumulado, houve alturas em que senti que não era o mais forte do grupo. Mas isso faz parte do ciclismo. O importante foi nunca desistir e continuar a acreditar”, destacou.

O corredor da Bahrain explicou ainda que decidiu arriscar tudo na subida mais dura do dia, não apenas pela possibilidade de chegar à liderança, mas também porque tinha o objetivo claro de lutar pela vitória na etapa.

Num tom mais descontraído, revelou até uma curiosa aposta feita com o veterano italiano Damiano Caruso: “Temos uma brincadeira entre nós. Se eu ganhar duas etapas neste Giro, ele compromete-se a renovar contrato por mais um ano.”

Eulálio aproveitou também para destacar o trabalho desenvolvido ao longo das últimas temporadas, sublinhando que a consistência tem sido uma das principais metas da sua evolução enquanto ciclista profissional.

“Tenho dias muito bons e outros menos conseguidos. Tenho trabalhado bastante com a equipa para melhorar essa regularidade e acredito que este resultado acaba por ser fruto de muitas horas de esforço e dedicação”.

Questionado sobre a possibilidade de repetir o impacto que João Almeida teve no Giro de 2020, quando liderou a classificação geral durante 15 dias, Afonso Eulálio mostrou admiração pelo compatriota e preferiu manter a prudência.

“Vai ser muito difícil fazer o que o João Almeida conseguiu. Ele é um ciclista extraordinário e mostrou uma enorme consistência. Eu vou simplesmente tentar aproveitar este momento e dar tudo nas próximas etapas”.

Com este resultado, Afonso Eulálio entra para um restrito grupo de portugueses que conseguiram vestir a camisola rosa da prova italiana, reforçando o excelente momento do ciclismo nacional no panorama internacional.

“Resultados 1a etapa da Volta à Hungria 2026 - Tim Merlier domina o sprint num final caótico com quedas e um ataque tardio”


Por: Miguel Marques

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Tim Merlier impôs-se com um sprint dominante para vencer a primeira etapa da Volta à Hungria. O belga triunfou com conforto após um final caótico, marcado por duas quedas e um ataque tardio falhado de Jakob Söderqvist.

Com pouco mais de 150 metros de desnível acumulado, previase um ritmo elevadíssimo desde o tiro de partida nos 143 quilómetros entre Gyula e Békéscsaba, disputados em três voltas a um circuito. Num início frenético, cerca de vinte corredores envolveram-se numa queda no pelotão, antes de se estabelecer a fuga do dia.

Foram Mathias Sunekær Norsgaard e Kristian Egholm a adiantarem-se cedo na frente, os companheiros da Lidl-Trek trabalharam em conjunto para construir uma vantagem modesta, que se manteve em cerca de 1:30 com cerca de 70 km por disputar e a última passagem pela linha de meta a aproximar-se.

 

Soudal - Quick-Step controla a fuga para Merlier

 

A Soudal - Quick-Step e a Jayco AlUla assumiram o ritmo no pelotão, e a diferença caiu a pique na última volta. A 34 quilómetros do fim, a margem do duo rondava ainda um minuto, enquanto atrás se registavam algumas quedas ligeiras no grupo. Esses incidentes e um sprint intermédio, no qual Benoit Cosnefroy arrecadou um segundo isolado em bonificações, marcaram esta fase da corrida.

Contudo, o pelotão apertou o andamento e os comboios de lançamento formaram-se dentro dos últimos 20 km, alcançando Norsgaard e Egholm já a pouco mais de 10 quilómetros da meta, preparando um sprint massivo com o pelotão compacto.

A estrela da Soudal - Quick-Step encontrou o seu lançador na dianteira a 1,5 quilómetros do fim, mas, com as equipas a lutarem pela posição, Merlier saltou para a roda de um impetuoso Juan Sebastián Molano antes de abrir o gás para ultrapassar o colombiano. Phil Bauhaus completou um pódio sólido.

A segunda etapa, na quinta-feira, levará o pelotão a percorrer 205 quilómetros entre Szarvas e Paks, onde Merlier vestirá a camisola amarela. Novamente, pouca montanha no menu, mas um final nervoso e em ligeira ascensão oferece margem para os puncheurs frustrarem os planos das equipas de sprinters.

“Resultados 5a etapa da Volta a Itália 2026: No meio de chuva, quedas e enganos no percurso, Afonso Eulálio veste de rosa e Arrieta vence a etapa”


Por: Miguel Marques

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A 5.ª etapa da Volta a Itália foi um dos dias mais caóticos da história recente. A chuva intensa trouxe desordem logo no arranque e Giulio Ciccone perdeu a liderança. Igor Arrieta venceu a etapa após uma queda e uma trajetória errada nos últimos 15 quilómetros, batendo Afonso Eulálio, que também caiu no final mas assumiu a liderança da geral, num dia histórico para o ciclismo português.

A etapa tinha 203 quilómetros e, ao fim de apenas 10, a chuva começou a cair com força sobre o pelotão. Apesar de as temperaturas não serem demasiado baixas, a precipitação tornou o dia um desafio constante, o mais duro da corrida até agora.

As hostilidades começaram na primeira contagem de montanha, com Einer Rubio, Afonso Eulálio e o vencedor da 2ª etapa Thomas Silva. No final da subida, juntaram-se Victor Campenaerts e Gianmarco Garofoli, enquanto Giulio Ciccone se mostrou muito ativo a responder aos ataques para tentar proteger a camisola rosa.

Contudo, na colina seguinte multiplicaram-se os movimentos e formou-se uma fuga com mais de uma dezena de unidades. Ben Turner, Lorenzo Milesi, Igor Arrieta, Jhonatan Narváez, Manuele Tarozzi, Christian Scaroni e Martin Tjotta alcançaram a dianteira, à qual Darren Rafferty se juntou pouco depois. Sem elementos na fuga, várias equipas ajudaram a Lidl-Trek a controlar a diferença numa fase inicial, mas grande parte do trabalho recaiu depois sobre Amanuel Ghebreigzabhier.

A vantagem estabilizou perto dos 2 minutos durante grande parte do dia, com a colaboração na frente a falhar. Assim que entrou a zona decisiva de subidas, Igor Arrieta atacou na cabeça da corrida. Na principal ascensão para Viggiano, 6,6 quilómetros acima dos 9%, Afonso Eulálio arrancou atrás e fechou o espaço para o espanhol, enquanto o grupo perseguidor se fracionou por completo. No pelotão, não houve movimentos entre os favoritos, com a Red Bull - BORA - Hansgrohe a impor o ritmo.

O duo da frente entendeu-se depois da subida e ampliou a diferença. Atrás, Giulio Ciccone ainda apareceu a trabalhar para defender a liderança, mas acabaria por abdicar do objetivo. Ninguém assumiu responsabilidades no pelotão e a diferença disparou, colocando Eulálio na liderança provisória, enquanto Einer Rubio cedia e era alcançado pelo grupo principal em Viggiano.

A 14 quilómetros do fim, numa das muitas descidas molhadas, Arrieta caiu ao arriscar. Parecia que Eulálio ficaria com tudo, mas o português também caiu a 6,5 quilómetros da meta e mostrou-se tocado. Arrieta voltou a juntar-se a Eulálio e ficou bem posicionado para vencer a etapa.

Mas o enredo mudou de novo: a 2 quilómetros do fim, Arrieta errou o trajeto na derradeira descida e perdeu a roda de Eulálio. O português parecia encaminhado para o triunfo, porém, na rampa final até à meta, Arrieta recuperou de trás, fechou o espaço e conquistou uma vitória de etapa emotiva. Eulálio, apesar do revés, ganhou muito tempo e saltou para a liderança da geral, 6 anos depois de João Almeida, parabéns Afonso! Thomas Silva foi terceiro, vindo de trás. O pelotão chegou a mais de 7 minutos.

“Coimbra: Nacional de distância standard de triatlo a 14 de junho”


A cidade de Coimbra volta a acolher, no próximo dia 14 de junho, o Campeonato Nacional Individual de Triatlo Standard e Prova Aberta, numa organização conjunta da Federação de Triatlo de Portugal e da Câmara Municipal de Coimbra. A apresentação oficial decorreu esta segunda-feira, 13 de maio, na Sala de Sessões dos Paços do Concelho, contando com a presença do vereador do Desporto, Ricardo Lino, do presidente da Federação de Triatlo de Portugal, Fernando Feijão, e do presidente da Secção de Triatlo da Associação Académica de Coimbra, Ivo Magalhães.

A prova integra o Campeonato Nacional Individual de Triatlo Standard para os escalões de Elites, Juniores e Grupos de Idade, incluindo ainda uma Prova Aberta (para não federados) em formato Sprint. Inicialmente agendado para dia 13 de junho, o evento foi transferido para domingo, 14, a pedido das forças de segurança.

A competição irá decorrer maioritariamente na zona do Parque Verde, Choupalinho, abrangendo três segmentos emblemáticos da cidade:

1,5 km de natação no Rio Mondego;

40 km de ciclismo em várias artérias de Coimbra;

10 km de corrida no Parque do Choupal, Parque Dr. Manuel Braga e Parque Verde do Mondego.

As provas têm início marcado para as 09h00, estando a cerimónia de entrega de prémios agendada para as 13h00.

As inscrições para atletas licenciados estão disponíveis através do site da Federação de Triatlo de Portugal até às 23h59 do dia 1 de junho.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

Ficha Técnica

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