sábado, 18 de julho de 2026

“Tadej Pogacar deslumbra no Tour: vitória épica diante de uma multidão histórica”


Por: José Morais

Tadej Pogacar viveu um daqueles dias que marcam para sempre a carreira de um ciclista. O esloveno, líder destacado do Tour de France, conquistou a 14.ª etapa com autoridade e emoção, descrevendo o ambiente como “algo que jamais tinha presenciado”.

O corredor da UAE Team Emirates, que alcançou a sua 25.ª vitória no Tour, confessou que o impacto do público foi tão intenso quanto o triunfo:

“Foi absolutamente memorável. Nunca vi tanta gente a vibrar numa etapa do Tour. A energia vinha de todos os lados. É uma sensação que vou guardar para sempre.”

 

Ataque calculado na subida final

 

Pogacar explicou que esperou pelo momento certo para lançar o ataque decisivo, atento às movimentações das equipas rivais:

“Com menos de dois quilómetros para a meta, decidi avançar. Não tinha grandes referências nos últimos cinco quilómetros, mas conhecia bem a subida. Dei tudo, mantendo cuidado nas curvas porque o piso estava húmido.”

O dia foi ainda mais especial graças ao desempenho de Del Toro, que terminou em segundo lugar, reforçando o domínio da equipa.

 

Olhos postos no Planalto de Solaison

 

A etapa de domingo promete ser ainda mais exigente, com a primeira chegada alpina antes do dia de descanso. Pogacar admite que ainda não analisou todos os detalhes, mas antecipa um desafio duro:

“Parece mais difícil de controlar do que a etapa de hoje. É um port que me agrada, mas teremos de estar prontos para lutar.”

 

Paul Seixas: a nova chama francesa

 

O esloveno também elogiou o francês Paul Seixas, que subiu ao quarto lugar da geral:

“Ele mostrou que é um verdadeiro campeão, capaz de liderar uma equipa e de aguentar o ritmo dos melhores. O público adora-o. É a grande esperança francesa cuidem dele, porque vai brilhar.”

“Tadej Pogacar deixa no ar participação na Vuelta e agita estratégia da UAE”


Por: José Morais

Tadej Pogacar admitiu que a hipótese de alinhar na próxima Volta a Espanha é “muito real”, abrindo a porta a um cenário que pode alterar profundamente os planos da UAE Emirates e, em particular, o papel do português João Almeida.

 

Um sinal forte após a etapa 13 do Tour

 

Minutos depois de terminar a 13.ª etapa da Volta a França, o líder da geral foi confrontado com declarações inesperadas: o príncipe Alberto do Mónaco revelou que Pogacar lhe teria garantido presença na 81.ª edição da Vuelta.

O esloveno não desmentiu pelo contrário. “Se ele disse isso… então há muitas possibilidades”, respondeu, sorridente, aos microfones da Eurosport.

 

Um regresso com história

 

A última vez que Pogacar correu a Vuelta foi em 2019, quando surpreendeu o pelotão ao terminar no pódio, num terceiro lugar que marcou o início da sua ascensão meteórica. Desde então, construiu um currículo impressionante:

Sete participações no Tour, quatro vitórias e dois segundos lugares atrás de Jonas Vingegaard.

Uma presença no Giro, conquistado de forma dominante em 2024.

A Vuelta permanece como a única grande volta que falta no seu palmarés.

 

O fator Vingegaard

 

A possível presença de Pogacar surge num momento simbólico: Jonas Vingegaard tornou-se recentemente o oitavo ciclista da história a vencer as três grandes voltas.

O dinamarquês, já vencedor da Vuelta 2025 e do Giro 2026, está atualmente em segundo lugar no Tour, atrás do esloveno.

A rivalidade entre ambos continua a empurrar os limites do ciclismo moderno e Pogacar parece determinado a não deixar o seu adversário brilhar sozinho.

 

Impacto direto para João Almeida

 

Se Pogacar alinhar na Vuelta, a estratégia da UAE Emirates muda radicalmente.

João Almeida, segundo classificado na edição passada e apontado como líder para 2026, poderá ver o seu papel redefinido.

A presença do esloveno, que procura consolidar o estatuto de melhor ciclista da história, obrigará a equipa a reorganizar prioridades e funções.

 

Uma Vuelta com sabor a casa

 

A 81.ª edição arranca a 22 de agosto… no Mónaco, onde Pogacar reside.

A chegada está marcada para 13 de setembro, em Granada.

Com o Tour ainda a decorrer e o mundo do ciclismo atento, a confirmação oficial poderá transformar a Vuelta 2026 numa das mais aguardadas da última década.

“Tour França: Tadej Pogacar impõe nova lição nas montanhas dos Vosges e deixa rivais sem resposta”


Por: José Morais

O essencial: Tadej Pogacar voltou a transformar uma estreia do Tour de França num palco pessoal de domínio absoluto. No duríssimo Col du Haag, o esloveno acelerou uma única vez seca, precisa, fatal e conquistou a sua quarta vitória nesta edição, ampliando a vantagem sobre Jonas Vingegaard. Isaac del Toro brilhou com o segundo lugar, Paul Seixas confirmou maturidade com o terceiro, e Juan Ayuso sobreviveu a um dia que quase o atirou para fora da luta pelo pódio.

 

A montanha inédita que ganhou dono no primeiro dia

 

O Col du Haag, estreante no Tour e recentemente asfaltado, surgiu como uma muralha escondida nos Vosges. Pogacar tratou de lhe dar identidade: atacou a sete quilómetros da meta, isolou-se sem oposição e cruzou Le Markstein com a autoridade de quem controla cada detalhe da corrida.

A etapa, com 155 km entre Mulhouse e Le Markstein e mais de 3.800 metros de desnível, começou sob chuva intensa e estradas estreitas. O cenário perfeito para uma seleção natural que não deu descanso a ninguém.

 

Fuga numerosa, esperança curta

 

Uma fuga de 26 ciclistas tentou antecipar o caos: Richard Carapaz, Ben Healy, Tom Pidcock, Egan Bernal, Einer Rubio, entre outros. Mas a UAE Team Emirates nunca permitiu que o grupo respirasse.

Carapaz foi o último resistente, iniciando o Haag com menos de um minuto de vantagem insuficiente quando Tim Wellens e Brandon McNulty já preparavam o terreno para o golpe final do líder.

 

O ataque que decidiu tudo

 

Quando a estrada empinou, Vingegaard tentou transformar a subida num teste de desgaste. Eliminou nomes como Hindley, Yates, Piganzoli e até Pidcock, que pagou caro o esforço da véspera.

Ayuso sofreu, mas não quebrou. Evenepoel, pelo contrário, perdeu o contacto no momento mais crítico.

A sete quilómetros da meta, Tadej Pogacar fez aquilo que só ele parece conseguir: uma mudança de ritmo que não admite resposta. Em segundos abriu espaço, em minutos consolidou a vitória.

 

Paul Seixas e Del Toro brilham; Ayuso limita danos

 

Na perseguição, Paul Seixas voltou a mostrar que não teme nomes grandes: alcançou Vingegaard e ainda o superou na disputa pelo pódio da etapa.

Isaac del Toro, depois de sofrer nas rampas mais duras, recuperou e garantiu o segundo lugar mais um dia monumental para a UAE.

Ayuso perdeu o contacto na parte final, mas terminou junto de Evenepoel, salvando uma jornada que podia ter sido desastrosa.

 

Tadej Pogacar manda, decide e define

 

O esloveno ergueu os braços em Le Markstein, somando mais segundos ao seu domínio. Vingegaard tentou endurecer, tentou controlar, tentou resistir, mas voltou a ser derrotado.

O Tour procurava uma mudança nos Vosges. Encontrou apenas mais uma confirmação:

Pogacar não só lidera a corrida ele escolhe onde ela parte, onde ela quebra e onde ela termina.

“Fran Gramage vence em Oliveira de Santa Maria, mas Spanjaard mantém a liderança do GP Minho”


Fotos: Tiago Pereira / ACM

O espanhol Fran Gramage (Picusa Academy) venceu este sábado a terceira etapa do 36.º Grande Prémio do Minho, impondo-se ao fim dos 96,6 quilómetros que ligaram Vila Nova de Famalicão a Oliveira de Santa Maria

A terceira jornada da prova incluía duas contagens de montanha de segunda categoria e terminou com Gramage a cortar a meta após 2h26m56s. Guilherme Santos (Blackjack-Bairrada) foi segundo, a 12 segundos, enquanto Benjamin Fourie (Picusa Academy) completou o pódio da etapa com o mesmo tempo.

Apesar da vitória do corredor espanhol, o neerlandês Sjoerd Spanjaard (Willebrord Wil Vooruit) manteve a camisola amarela. O líder da classificação geral terminou a etapa na oitava posição e chega ao derradeiro dia de competição com 53 segundos de vantagem sobre Fran Gramage, novo segundo classificado da geral. Rodrigo Jesus (Academia Efapel de Ciclismo) ocupa o terceiro lugar, a 58 segundos.

Na classificação coletiva, a Willebrord Wil Vooruit continua no comando, mas agora com apenas 22 segundos de vantagem sobre a Picusa Academy. A Blackjack-Bairrada ocupa a terceira posição, a 37 segundos.


Quanto às classificações complementares, Fran Gramage assumiu a liderança da classificação por pontos e enverga a camisola verde. Liam Barnard (CC Teis) passou para o comando da classificação da montanha e veste a camisola às bolinhas. A camisola vermelha dos sprints especiais pertence a Gustavo Oliveira (Blackjack-Bairrada), enquanto a classificação de melhor júnior de primeiro ano continua a ser liderada por Fran Gramage, sendo a camisola laranja vestida por Francisco Cardoso (Academia Efapel de Ciclismo). Simão Pedrosa (Tensai/Sambiental/Santa Marta) mantém a liderança da classificação de melhor atleta ACM e continua de camisola branca.

A 36.ª edição do Grande Prémio do Minho termina este domingo com a quarta e última etapa, uma ligação de 96,3 quilómetros entre o Campo de São Mamede e a Montanha da Penha, em Guimarães. O percurso inclui três prémios de montanha, dois deles na subida para a Penha, onde será decidida a classificação final da corrida.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Ricardo Marinheiro e Ana Santos sagram-se Campeões Nacionais de XCC”


Ricardo Marinheiro (Clube BTT Matosinhos) e Ana Santos (Cannondale Factory Racing) são os novos Campeões Nacionais de cross-country curto (XCC). Os dois atletas venceram, este sábado, as provas de elite dos Campeonatos Nacionais que decorrem no Fundão.

Na corrida masculina, a decisão do título ficou reservada para os derradeiros metros. Ricardo Marinheiro revelou-se o mais forte numa disputa muito equilibrada com o campeão nacional em título, Roberto Ferreira, cruzando a meta ao fim de 21m48s. Roberto Ferreira terminou a apenas 0,517 segundos do vencedor, enquanto Gonçalo Amado (Guilhabreu MTB Team) completou o pódio, a 21 segundos.

Na prova feminina, Ana Santos assumiu o protagonismo e conquistou o título nacional ao fim de 21m55s. Beatriz Guerra (Guilhabreu MTB Team) assegurou a medalha de prata, a 17 segundos da vencedora, enquanto Raquel Queirós (SPAC), campeã nacional em título, fechou o pódio na terceira posição.

Entre os sub-19 masculinos, João Vigário (DOMARSA/Santa Cruz/Bicicastro) sagrou-se Campeão Nacional, depois de superar Hugo Ramalho (Guilhabreu MTB Team) e Rodrigo Matos (BilaBiker's Cycling Team), segundo e terceiro classificados, respetivamente.

Na prova feminina da mesma categoria, Maria Coimbra (Guilhabreu MTB Team) conquistou o título nacional após uma chegada muito disputada com Maria Oliveira (Korpo Activo/Penacova), segunda classificada a apenas 1,03 segundos. Bárbara Santos (Freebike Shop/Bike Clube S. Brás) terminou no terceiro lugar.

Em sub-17, os títulos nacionais foram conquistados por Afonso Barros (BTT Loulé/Elevis) e Mariana Peixoto (LANDEIRO | MATINADOS | MATIAS&ARAÚJO). Rafael Inácio (Escola de Ciclismo de Oeiras/Parracho) e Lucas Valentim (Marrazes/CMGD/Caiado) acompanharam Afonso Barros no pódio masculino, enquanto Dalila Sá (Clube BTT Matosinhos) e Matilde Correia (BilaBiker's Cycling Team) completaram o pódio feminino.

Nos masters, os novos Campeões Nacionais são Rúben Nunes (AXPO / FirstBike Team / Vila do Conde) e Ângela Gonçalves (SAERTEX Portugal / CRIAZinvent). Diogo Afonso (Rodactiva) e Miguel Alves (SAGIPER / NSCP Mortágua) ocuparam as restantes posições do pódio masculino, ao passo que Lurdes Gonçalves (Clube de Ciclismo de Castelo Branco) e Patrícia Rosa completaram o pódio feminino.

Os Campeonatos Nacionais de XCC e XCC prosseguem esta tarde, com a corrida de sub-15, e este domingo, no Fundão, com as decisões do cross-country olímpico (XCO), incluindo as aguardadas corridas das categorias de elite masculina e feminina.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Paratriatlo: Filipe Marques de prata na Taça do Mundo de Tata”


Filipe Marques conquistou este sábado a medalha de prata na Taça do Mundo de Paratriatlo de Tata, na Hungria, somando o terceiro pódio internacional consecutivo na categoria PTS5 (deficiências leves).

O paratriatleta português concluiu a prova em 55 minutos e 42 segundos, garantindo o segundo lugar numa competição disputada na distância sprint, composta por 750 metros de natação, 20 quilómetros de ciclismo e cinco quilómetros de corrida. Filipe Marques ficou a 16 segundos do vencedor, o húngaro Bence Mocsari, enquanto Stefan Daniel, do Canada, fechou o pódio.

“A prova correu bastante bem, saí da água em primeiro e com algum avanço. Depois, tentei uma estratégia mais agressiva no ciclismo, tentando ganhar a maior vantagem possível. Não consegui. Chegámos os três juntos para a corrida, mas fico muito satisfeito de ter estado na disputa pela vitória até aos momentos finais” Filipe Marques

A medalha alcançada na Hungria confirma o excelente momento de Filipe Marques, que chegou a Tata apenas seis dias depois de ter conquistado o bronze na etapa do circuito mundial disputado em Hamburgo.

O atleta português soma, assim, três pódios consecutivos no circuito internacional. Antes do bronze em Hamburgo e da prata em Tata, Filipe Marques havia-se sagrado vice-campeão da Europa, no passado dia 14 de junho, em Tarragona.

O resultado reforça a consistência do português entre a elite mundial da categoria PTS.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

sexta-feira, 17 de julho de 2026

“Mauro Schmid surpreende em Belfort e Pidcock vira o Tour de França do avesso com fuga monumental”


Por: José Morais

Mauro Schmid venceu a etapa mais longa do Tour de França após uma estratégia cirúrgica da Jayco AlUla, enquanto Tom Pidcock protagonizou o golpe tático do dia ao recuperar mais de sete minutos e saltar para o quarto lugar da geral.

 

Etapa de Belfort redefine o Tour

 

A jornada de 205 km até Belfort transformou-se numa aula de estratégia e ousadia. Mauro Schmid, suíço da Jayco AlUla, conquistou a vitória depois de superar Harold Tejada num sprint tenso e calculado. Mas o grande terremoto do dia veio logo atrás: Tom Pidcock, sempre atento, aproveitou a complacência do pelotão para recuperar mais de sete minutos e recolocar o seu nome na luta pelo pódio.

O britânico terminou em terceiro na etapa, somou segundos de bonificação e ascendeu provisoriamente ao quarto lugar da classificação geral. Enquanto Tadej Pogacar e os restantes favoritos mantiveram-se resguardados no grupo principal, Pidcock transformou uma fuga aparentemente comum numa operação de resgate da sua ambição no Tour.

 

Uma fuga construída a fogo

 

A etapa começou com uma disputa feroz pela entrada na fuga. Equipas como Movistar, UAE Team Emirates, Jayco AlUla e Pinarello Q36.5 enviaram múltiplos ciclistas para a frente, até que o grupo escapado atingiu uma dimensão quase inédita: 57 corredores, incluindo sprinters, clássicos, escaladores e candidatos à geral.

A luta pela camisola verde também ajudou a consolidar o grupo. Jasper Philipsen venceu o sprint intermédio, mas o verdadeiro impacto foi estratégico: a fuga ganhou corpo, ganhou tempo… e ganhou perigo.

Com Brandon McNulty e Tim Wellens na frente, os Emirados Árabes Unidos hesitaram em controlar. A vantagem ultrapassou os sete minutos e, quando a Red Bull-BORA tentou reagir, Pidcock já estava a redesenhar o Tour.

 

Ballon d’Alsace: onde tudo se decidiu

 

A subida histórica do Ballon d’Alsace funcionou como filtro final. Ben Healy abriu hostilidades, seguido por Van Gils, Plapp e Pidcock, que respondeu a cada aceleração com frieza e força.

Jayco AlUla começou a revelar o plano: Luke Plapp endurecia o ritmo, obrigava rivais a gastar energia e deixava Schmid protegido para o golpe final. No topo, restavam nove ciclistas com hipóteses reais, incluindo Pidcock, McNulty, Tejada e Vauquelin.

Mas todos sabiam quem era o mais perigoso: Pidcock. A vigilância sobre o britânico tornou-se total, e isso abriu espaço para o movimento decisivo.

 

Schmid e Tejada escapam e ninguém consegue reagir

 

A 14 km da meta, Schmid atacou. Tejada saltou imediatamente para a roda. Os dois colaboraram sem hesitação, conscientes de que qualquer dúvida seria fatal. Em poucos minutos, abriram 18 segundos que nunca mais seriam recuperados.

Atrás, McNulty tentou salvar a situação, Vauquelin e Jegat tentaram corrigir o erro, mas já era tarde. Na reta final, Schmid lançou o sprint com autoridade e venceu com clareza, coroando o trabalho perfeito da Jayco.

Pidcock venceu o sprint do grupo perseguidor e garantiu o terceiro lugar e uma revolução na classificação geral.

 

Consequências para o Tour

 

Mauro Schmid conquista a maior vitória da sua carreira.

Harold Tejada confirma o seu talento e coragem.

Tom Pidcock recoloca-se na luta pelo pódio, transformando a etapa mais longa numa virada estratégica.

Tadej Pogacar mantém a amarela, mas recebe um aviso claro: até uma fuga pode abalar o Tour.

“Spanjaard mantém liderança do Grande Prémio do Minho após triunfo de Raul Cintas”


Fotos: Tiago Pereira

O espanhol Raul Cintas (Eletromercantil) venceu esta sexta-feira a segunda etapa do 36.º Grande Prémio do Minho, impondo-se em Melgaço, após 94,1 quilómetros percorridos numa jornada exigente e animada, marcada por três Prémios de Montanha, três Metas Volantes e três Sprints Especiais.


Cintas destacou-se na fase final da corrida e cortou a meta isolado, ao fim de 2h17m17s, alcançando a sua primeira vitória na prova que termina no domingo. Rodrigo Jesus e Francisco Cardoso, ambos da Academia Efapel de Ciclismo, completaram o pódio da etapa, ambos a 22 segundos do vencedor, sendo o segundo e terceiro classificados, respetivamente.

Apesar da vitória do Júnior da Eletromercantil, o neerlandês Sjoerd Spanjaard (Willebrord Wil Vooruit) conservou a Camisola Amarela de líder da Classificação Geral. Depois de ter vencido a etapa inaugural, ontem em Felgueiras, o neerlandês terminou hoje integrado no grupo principal e mantém a liderança, com 59 segundos de vantagem sobre Raul Cintas. Martim Campos (Blackjack-Bairrada) está na terceira posição, a 1m10s, enquanto Liam Barnard (CC Teis) ocupa o quarto lugar, a 1m11s.


Na classificação Geral por Equipas, a Willebrord Wil Vooruit continua na liderança, com a mesma vantagem de 1m09s sobre a Blackjack-Bairrada e 1m21s sobre a Academia Efapel de Ciclismo.

Quanto às classificações complementares, Liam Barnard assumiu a liderança da Classificação por Pontos e enverga a Camisola Verde. Sjoerd Spanjaard mantém a liderança da Montanha, embora a Camisola das Bolinhas seja vestida por Rodrigo Garcia (Picusa Academy). A Camisola Vermelha, dos Sprints Especiais, pertence a Dimas Mota (Picusa Academy), enquanto Raul Cintas passou a liderar a Classificação de Melhor Júnior de primeiro ano, vestindo a Camisola Laranja. Simão Pedrosa (Tensai/Sambiental/Santa Marta) continua como melhor atleta ACM e mantém a Camisola Branca.


A 36.ª edição do Grande Prémio do Minho, corrida dedicada aos Juniores, continua este sábado, com a terceira etapa. Trata-se de uma viagem de 96,6 quilómetros, entre Vila Nova de Famalicão (13h25) e Oliveira de Santa Maria (16h11). Das oito contagens intermédias, duas são Prémios de Montanha, ambos de segunda categoria.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Apresentado o Grande Prémio Terras de Trás-os-Montes Sub-19”


O Grande Prémio Terras de Trás-os-Montes Sub-19 foi apresentado esta terça-feira, no Nosso Shopping, em Vila Real, e promete colocar a região no centro do ciclismo de formação europeu entre os dias 24 e 26 de julho. A competição integra o calendário oficial da Federação Portuguesa de Ciclismo e reunirá algumas das principais promessas da modalidade.

A edição de 2026 contará com a participação de 25 equipas provenientes de Portugal, Espanha, França e Países Baixos, num pelotão composto por 153 corredores de nove nacionalidades. Ao longo dos três dias de competição, os jovens ciclistas vão percorrer 265 quilómetros pelos concelhos de Vila Real, Vila Pouca de Aguiar, Alijó e Ribeira de Pena, passando também por Sabrosa.

Durante a apresentação, o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, destacou as características únicas de Trás-os-Montes para a prática da modalidade, defendendo que a região reúne condições ideais para acolher grandes eventos velocipédicos. O dirigente manifestou ainda a ambição de ver o Grande Prémio afirmar-se como uma referência nacional e internacional no ciclismo de formação.


Também o selecionador nacional Sub-19, Ricardo Senos, e o presidente da Associação Regional de Ciclismo de Vila Real, José Moreira, realçaram a importância da prova para o crescimento dos jovens atletas portugueses, sublinhando o elevado nível competitivo proporcionado pela presença de equipas estrangeiras.

A competição arranca na sexta-feira, 24 de julho, com um prólogo na Avenida Carvalho Araújo, em Vila Real. No sábado disputam-se duas etapas, entre Vila Pouca de Aguiar e Favaios e entre Alijó e Ribeira de Pena, enquanto a derradeira etapa, no domingo, ligará Ribeira de Pena a Vila Pouca de Aguiar, onde será coroado o vencedor da edição de 2026.

Com o apoio dos Municípios de Alijó, Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena e Vila Real, o Grande Prémio Terras de Trás-os-Montes Sub-19 pretende afirmar-se como uma importante montra para os jovens talentos da modalidade e, simultaneamente, contribuir para a promoção turística e desportiva do território transmontano.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Triatlo de Caminha: informações importantes para os atletas”

O Triatlo de Caminha realiza-se no próximo dia 19 de julho, devendo todos os participantes ter em atenção as regras relativas à utilização da touca de natação, ao chip de cronometragem e ao levantamento do kit de atleta.

Os atletas licenciados na Federação de Triatlo de Portugal deverão utilizar obrigatoriamente a touca oficial da Federação durante o segmento de natação.

Os participantes não licenciados poderão utilizar a touca disponibilizada pela organização, incluída no respetivo kit de atleta.

O kit deverá ser levantado no secretariado da prova, instalado no H
otel Porta do Sol, no sábado, dia 18 de julho, entre as 15h00 e as 20h30.

É igualmente obrigatório o uso do chip para a realização do check-in, que estará disponível no sábado a partir das 16h00. Os atletas que necessitem de alugar um chip deverão fazê-lo previamente no secretariado da prova.

A organização recomenda que todos os participantes procedam atempadamente ao levantamento do kit e confirmem que têm consigo todo o material obrigatório antes do check-in.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“CRP Ribafria | Grupo Parapedra – MAF – Riomagic na 51.ª Volta à Madeira”


O CRP Ribafria | Grupo Parapedra – MAF – Riomagic continua a protagonizar uma exibição de enorme nível na 51.ª Volta à Madeira em Bicicleta, liderando de forma destacada a prova após três dias de competição.

Está a decorrer entre os dias 15 e 19 de julho a 51.ª Volta à Madeira em Bicicleta, prova composta por quatro etapas em linha, um contrarrelógio e um circuito final.


A formação ribafreirense viajou para a Madeira com Miguel Nunes, Ricardo Sequeira, Hélder Loureiro, Carlos Martins, Diogo Pereira, Henrique Silva, Tiago Crespo e Luís Teixeira, e desde o primeiro quilómetro assumiu o controlo da corrida, conquistando um impressionante registo de três vitórias em três etapas.


A etapa inaugural, entre Machico e o Terreiro da Luta, foi dominada por Diogo Pereira, que venceu isolado após uma demonstração de superioridade na subida final, depois de um excelente trabalho de equipa, assumindo imediatamente a liderança da classificação geral, da montanha e dos pontos. Apesar da queda sofrida por Miguel Nunes nos últimos metros, o corredor manteve-se entre os melhores classificados e revelou desde logo um papel determinante na estratégia coletiva da equipa.


No dia seguinte, entre a Ribeira Brava e os Canhas, os cinco primeiros classificados da etapa inaugural destacaram-se desde cedo, mantendo-se juntos até à última contagem de montanha, onde começaram a surgir as diferenças decisivas que se acentuaram na subida final para a meta.


Diogo Pereira voltou a demonstrar superioridade, vencendo em 45m50s, com 7 segundos de vantagem sobre o segundo classificado. O colega de equipa Miguel Nunes, apesar da queda sofrida no dia anterior, realizou um excelente trabalho em apoio ao líder, terminando na quarta posição.


 Diogo Pereira voltou a aumentar a vantagem sobre os seus adversários para mais de quatro minutos na classificação geral. Paralelamente, manteve a posse da camisola amarela (+ SOM), da camisola verde (Brisa Sem Açúcar) e da camisola azul (Auto Crescente / Rent X).

A terceira etapa, entre Santana e São Vicente foi marcada pelas difíceis condições meteorológicas, obrigou mesmo à neutralização dos primeiros quilómetros devido à chuva intensa e ao piso escorregadio. Ainda assim, a dureza da etapa voltou a favorecer o líder da corrida. Depois de mais um extraordinário trabalho coletivo, especialmente de Miguel Nunes, Diogo Pereira voltou a cruzar a meta em primeiro lugar, consolidando ainda mais a liderança da Volta. Miguel Nunes, depois de ter feito um enorme trabalho para o seu colega de equipa, terminou na terceira posição, subindo ao 3º lugar da Geral.


Ainda na geral individual a equipa tem 5 corredores no top 10, com Carlos Martins a ocupar o 6º, Ricardo Sequeira 7º e Helder Loureiro 8º.

Nas categorias Masters, o domínio da equipa é igualmente total. Ricardo Sequeira lidera a classificação Master 30, enquanto Hélder Loureiro continua na frente da categoria Master 40, ambos com três vitórias consecutivas nos respetivos escalões.


Também na classificação coletiva, o Grupo Parapedra – MAF – Riomagic/CRP segue isolado no primeiro lugar, reforçando etapa após etapa a vantagem sobre as equipas adversárias e demonstrando uma enorme consistência em todos os terrenos.

A Volta à Madeira entra agora na sua fase decisiva. Este sábado reserva uma jornada dupla, com a etapa entre a Estrela da Calheta e a Fonte do Bispo durante a manhã, seguida do exigente contrarrelógio individual entre o Areeiro e Câmara de Lobos. No domingo disputa-se o tradicional Circuito do Funchal, que encerrará a 51.ª edição da prova.

 

Após três etapas, os números falam por si:

 

3 etapas disputadas

3 vitórias de etapa

Líder da Classificação Geral

Líder da Classificação por Pontos

Líder da Classificação da Montanha

Líder Master 30

Líder Master 40

Líder da Classificação Coletiva

O CRP Ribafria | Grupo Parapedra – MAF – Riomagic está a escrever uma página memorável na história da Volta à Madeira, fruto da qualidade dos seus atletas, da união do grupo e do trabalho desenvolvido por toda a estrutura. A equipa segue agora determinada em defender as camisolas conquistadas e lutar até ao último quilómetro pela vitória final.

Fonte: CRP Ribafria | Grupo Parapedra – MAF – Riomagic

“Sjoerd Spanjaard vence em Felgueiras e é o primeiro líder do Grande Prémio do Minho”


Foto: Tiago Pereira

O neerlandês Sjoerd Spanjaard (Willebrord Wil Vooruit) venceu a primeira etapa do 36.º Grande Prémio do Minho, cruzando a meta isolado após os 79,2 quilómetros que ligaram Braga a Felgueiras, na jornada inaugural da prova dedicada ao pelotão júnior.

Numa etapa marcada por duas contagens de montanha em Lameiro Morto, Sjoerd Spanjaard foi o mais forte, tendo concluído a corrida ao fim de 2h00m05s. Liam Barnard (CC Teis) e Martim Campos (Blackjack-Bairrada) terminaram nas segunda e terceira posições, respetivamente, ambos a 1m09s do vencedor.

Contas feitas tendo em conta as bonificações da etapa, Spanjaard terminou o dia como camisola amarela, com 1m10s de vantagem sobre Martim Campos e 1m11s sobre Liam Barnard.

O ciclista da Willebrord Wil Vooruit lidera ainda as classificações por pontos e da montanha. A camisola vermelha dos sprints especiais pertence a Guilherme Santos (Blackjack-Bairrada), a camisola laranja de melhor júnior de primeiro ano é vestida por Fran Gramage (Picusa Academy) e a camisola branca de melhor atleta ACM está entregue a Simão Pedrosa (Tensai/Sambiental/Santa Marta).

Na classificação por equipas, comanda a Willebrord Wil Vooruit, seguida pela Blackjack-Bairrada, a 1m09s, e pela Academia Efapel de Ciclismo, a 1m21s.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

quinta-feira, 16 de julho de 2026

“Fernando Gaviria sofre queda grave e abandona o Tour: sprint caótico termina em fratura na clavícula”


O colombiano Fernando Gaviria viu o seu Tour de France terminar abruptamente após uma queda violenta no sprint final da 12.ª etapa, em Chalon-sur-Saône. O corredor da Caja Rural-Seguros RGA sofreu uma fratura na clavícula esquerda, confirmada pelos exames realizados imediatamente após a chegada.

 

O dia que virou do ataque ao drama

 

A etapa, marcada por ritmo frenético e sucessivas investidas nos últimos 25 quilómetros, parecia oferecer uma das derradeiras oportunidades para os sprinters brilharem. Fernando Gaviria esteve ativo nas movimentações, tentando responder aos ataques da Lidl-Trek, liderados por Quinn Simmons e Mads Pedersen.

O pelotão, porém, anulou todas as tentativas antes da aproximação decisiva a Chalon-sur-Saône.

Nos últimos cinco quilómetros, a luta pela posição tornou-se feroz. Gaviria, bem acompanhado por Stefano Oldani, encontrava-se perto do top 10 quando um toque com outro ciclista o projetou violentamente para o asfalto. A queda deixou-o imediatamente com dores intensas na zona da clavícula.

 

Stefano Oldani descreve o caos

O italiano relatou o momento com clareza:

 

“Ele estava muito irritado, sentia muita dor. O impacto foi realmente forte. Quando o deixei, a cerca de um quilómetro da meta, o pelotão estava um caos total. Assim que ele saiu da minha roda, vi-o no chão, ao lado de dois ciclistas da Lotto, e percebi logo que tinha sido sério.”

 

O que significa esta baixa

 

A saída de Fernando Gaviria representa um golpe duro para a Caja Rural-Seguros RGA, que contava com o colombiano para disputar chegadas rápidas e manter visibilidade nas etapas planas.

A recuperação de uma fratura de clavícula costuma exigir várias semanas, deixando em aberto o calendário competitivo do velocista para o restante da temporada.

“Tim Merlier domina a anarquia: etapa vira sobrevivência e sprint termina em drama no Tour de França”


Por: José Morais

A vitória de Tim Merlier na 12.ª etapa do Tour de França nasceu do caos, não da lógica. O belga da Soudal-QuickStep transformou uma chegada desfeita, marcada por ataques inesperados, chuva intensa e uma queda dura de Fernando Gaviria, numa demonstração de instinto puro de velocista. Enquanto o pelotão tentava sobreviver a um final que se desintegrou quilómetro após quilómetro, Tim Merlier encontrou espaço onde quase não havia estrada e cruzou a meta em Chalon-sur-Saône como o único homem capaz de impor ordem.

 

Pogacar mantém a serenidade

 

Tadej Pogacar completou o dia sem sobressaltos, preservando a camisola amarela antes do regresso às montanhas. A etapa era, teoricamente, uma pausa para os favoritos, mas a tensão nunca desapareceu sobretudo quando o vento e a chuva ameaçaram cortes no grupo principal.

 

Uma etapa que começou rápida e terminou imprevisível

 

O pelotão saiu do circuito de Magny-Cours com a promessa de um dia veloz, a última oportunidade para os sprinters antes da alta montanha. Mas a estrada recusou seguir o guião. Ataques constantes impediram a formação de uma fuga estável, e o francês Baptiste Veistroffer foi quem mais insistiu numa aventura solitária que nunca ganhou verdadeira margem.

Atrás, Soudal e Alpecin controlavam o ritmo, atentos à subida de Montagny-lès-Buxy, situada a apenas 20 km da meta um ponto ideal para ciclistas explosivos tentarem virar o jogo. A tensão aumentou quando uma tromba de água caiu sobre o pelotão, tornando o asfalto traiçoeiro e obrigando todos a redobrar a concentração.

 

Vingegaard vive um susto, mas regressa

 

Jonas Vingegaard sofreu um problema mecânico que o obrigou a trocar de bicicleta. Com ajuda imediata dos colegas, o dinamarquês voltou ao grupo sem consequências, mantendo intacta a luta pela geral.

 

Lidl-Trek vira a etapa do avesso

 

A calmaria aparente terminou a 35 km da meta. Quinn Simmons lançou um ataque explosivo que não era apenas uma iniciativa individual: era o início de uma ofensiva coordenada da Lidl-Trek para endurecer a corrida, eliminar sprinters e favorecer Mads Pedersen na disputa por pontos.

O ataque abriu espaço para um grupo de enorme qualidade Ganna, Vacek, Schmid e Ballerini que obrigou as equipas dos velocistas a gastar recursos preciosos. A Lidl-Trek insistiu, Simmons voltou a atacar na última subida e Pedersen aproveitou para desgastar rivais. Por momentos, a emboscada pareceu ter futuro.

Mas o pelotão fechou o espaço. A cinco quilómetros da meta, quase não restavam comboios organizados. Cada ciclista procurava uma roda útil, improvisando num final onde a ordem habitual tinha desaparecido.

 

Tim Merlier, o mestre do caos

 

Quando tudo se fragmenta, Tim Merlier prospera. Sem comboio, sem reta limpa, sem espaço apenas instinto. O belga esperou, acelerou no momento certo e transformou uma chegada desfeita numa vitória categórica. Gaviria, envolvido numa queda dura, ficou fora da disputa num final que já era perigoso por si só.

A Lidl-Trek não conseguiu impedir o sprint, mas transformou um dia previsível numa batalha frenética. Simmons incendiou a etapa, Pedersen defendeu os seus objetivos, e os sprinters tiveram de lutar até ao último metro. No fim, o prémio maior ficou nas mãos de Tim Merlier.

 

Montanhas à vista

 

Com Pogacar firme no comando, o Tour entra agora numa fase decisiva. Acabaram-se as tréguas. Em Chalon-sur-Saône, Merlier lembrou ao mundo que, quando o pelotão perde a ordem, poucos encontram a meta com tanta precisão quanto ele.

“Agenda de Ciclismo”


Fundão decide Campeões Nacionais de BTT no fim de semana

 

Foto: Rodrigo Rodrigues / FPC

O Município do Fundão vai receber, este fim de semana, os Campeonatos Nacionais de Cross-Country Curto (XCC) e de Cross-Country Olímpico (XCO), que vão realizar-se na Serra da Gardunha, onde vão marcar presença algumas das principais figuras do BTT nacional.

Roberto Ferreira e Raquel Queirós partem para o Fundão com um estatuto que poucos conseguem apresentar: são os detentores dos títulos nacionais de Elite de XCC e XCO. Um ano depois de terem feito o pleno em Ansião, os dois corredores voltam a estar entre os principais candidatos a vestir a camisola de Campeão Nacional.

Os Campeonatos Nacionais decorrem no sábado e no domingo, 18 e 19 de julho, no Parque do Convento, na Serra da Gardunha, e vão atribuir títulos nas categorias de formação, Elites, Sub-23, Masters e Paraciclismo. O programa inclui ainda o Campeonato Nacional da Juventude, dedicado aos atletas Sub-15.

A competição arranca no sábado, com as corridas de XCC, disciplina disputada em circuitos mais curtos e explosivos, seguindo-se as provas da Juventude. As decisões do XCO ficam reservadas para domingo, incluindo as aguardadas corridas das Elites masculina e feminina.

Entre os vários nomes que poderão marcar a luta pelos títulos nacionais, destaque ainda para Gonçalo Amado e Beatriz Guerra, vencedores da Taça de Portugal de XCO na presente temporada, num fim de semana que irá reunir alguns dos principais praticantes da modalidade.

As três competições somam já 410 inscrições, distribuídas pelo Nacional de XCC, Nacional de XCO e Nacional da Juventude. Embora existam atletas inscritos em mais do que uma prova, os números confirmam a dimensão de um dos momentos mais importantes do calendário nacional de BTT.

O palco será o Parque do Convento, uma das referências da Serra da Gardunha para a prática da modalidade. Com uma forte tradição ligada ao BTT e uma extensa rede de trilhos, a região volta a receber uma das mais importantes competições do calendário nacional.

 

Taça de Portugal de Downhill Urbano anima Porto de Mós

 

Ainda na vertente do BTT, e também no domingo, vai disputar-se a Taça de Portugal de Downhill Urbano, em Porto de Mós (Leiria). O programa competitivo começa às 09h00, com treinos livres até às 12h45, sendo a qualificação a partir das 14h30. A final está agendada para as 16h00.

Os participantes – Sub-13, Sub-15, Sub-17, Sub-19, Sub-23 e Elites masculinos, Master 30 a Master 70 masculinos, Sub-17, Elite e Master femininos, Open e E-MTB – vão ter à sua espera uma pista com 630 metros. O percurso inicia no Castelo de Porto de Mós, com passagem pela Praça da República e final no Rossio.

 

Grande Prémio do Minho regressa para testar os Juniores

 

A agenda de ciclismo desta semana só fica completa com a 36.ª edição do Grande Prémio do Minho (Volta ao Minho), que vai para a estrada entre amanhã, dia 16 de julho e domingo, dia 19. A competição vai colocar à prova o pelotão Júnior e é promovida pela ACM – Associação de Ciclismo do Minho, em parceria com a Federação Portuguesa de Ciclismo.

Os Juniores vão enfrentar quatro etapas em linha. A primeira tirada liga esta quinta-feira Braga (14h55) a Felgueiras (17h12), num total de 79,2 quilómetros. Das sete metas intermédias, destacam-se dois Prémios de Montanha, um de terceira e outro de segunda categoria. No dia seguinte, a segunda etapa tem partida (13h55) e chegada (16h36) em Melgaço, para um percurso que soma 94,1 quilómetros, com 10 contagens intermédias.

No sábado, dia 18, a terceira etapa será uma viagem de 96,6 quilómetros, entre Vila Nova de Famalicão (13h25) e Oliveira de Santa Maria (16h11). Das oito contagens intermédias, duas são montanhas, ambas de segunda categoria. A última etapa realiza-se no domingo e vai desenrolar-se em Guimarães, ao longo de 96,3 quilómetros. A partida está marcada para as 12h15, no Campo de São Mamede e a chegada será em alto, na Montanha da Penha, às 15h11. São oito as metas intermédias, onde se incluem três Prémios de Montanha: um de terceira categoria e dois de segunda categoria, sendo que uma destas subidas de segunda categoria corresponde à primeira passagem pela meta e a segunda será a meta.

 

Mais eventos oficiais:

 

15 a 19 de julho: 51.ª Volta à Madeira em Bicicleta 2026, Madeira

18 de julho: Taça Regional Sub-17 – ACBL - Junta de Freguesia de Sangalhos, Sangalhos (Anadia)

18 de julho: 2.º Encontro Regional de Escolas - Sangalhos, Sangalhos (Anadia)

18 de julho: 14.º Convívio de Cicloturismo da Associação Recreativa de Tuias, Tuias (Marco de Canaveses)

18 de julho: Resistência BTT DAR, Recardães (Águeda)

18 de julho: 3 Horas Resistência BTT Amitorre, Joane (Vila Nova de Famalicão)

18 de julho: Passeio BTT Kids DAR, Recardães (Águeda)

18 de julho: DHU Pedro Curado / Tomar 2026, Tomar

19 de julho: E#3 Estrada Faial / Pico 2026

19 de julho: 2.ª Taça Regional Masters ACBL - ANOBRA, Taveiro (Coimbra) 19 de julho: Campeonato Regional Masters - ANOBRA, Taveiro (Coimbra) 19 de julho: III Maratona do Norte, Capelas (São Miguel)

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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