quarta-feira, 25 de março de 2026

“Verbrugghe brilha em Almodôvar e é o primeiro Camisola Amarela - Crédito Agrícola da Volta ao Alentejo”


Fotos: Rodrigo Rodrigues e Igor Martins / FPC

Líder da Camisola Amarela – Crédito Agrícola, da Camisola Verde – Delta Cafés e da Camisola da Juventude – Turismo AleLeaça, Afonso Lopes e José Moreira. Foi, de resto, esta a ordem da primeira e única contagem de montanha do dia, de quarta categoria, em Vale Santiago. Leaça de 21 anos da equipa NSN Development Team venceu a chegada ao sprint em Almodôvar, na primeira etapa da “Alentejana”, e assumiu a liderança da Classificação Geral, assim como a Camisola Verde e a da Juventude.

A primeira tirada, esta quarta-feira, teve início em Sines, numa longa ligação até Almodôvar, de mais de 173 quilómetros. O final, como acima referido, foi ao sprint, mas antes houve outros pontos de interesse.

 

Quinteto na fuga

 

Desde logo, a fuga formou-se nos primeiros minutos da corrida, com cinco elementos: Gonçalo Leaça (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car), Afonso Lopes (Feira dos Sofás - Boavista), José Moreira (GI Group Holding – Simoldes – UDO), Eduardo Landaluce (Obidos Cycling Team) e Jort Dockx (Cortizo).

Desse grupo, que chegou a ter uma vantagem superior a três minutos face ao pelotão, destacaram-se três nomes: Gonçalo Leaça, Afonso Lopes e José Moreira. Foi, de resto, esta a ordem da primeira e única contagem de montanha do dia, de quarta categoria, em Vale Santiago. Leaça passou à frente e garantiu assim a única camisola que não pertence a Verbrugghe no final do dia: a da montanha, Camisola Azul – RTP.


Este trio foi o que perdurou mais na frente da corrida, depois de Landaluce e Dock descolarem, e disputou também a primeira meta volante da tarde, em Aljustrel: aí foi Afonso Lopes – ele que venceu o Prémio da Combatividade A MatosCar – a passar na frente, com vantagem para Gonçalo Leaça e José Moreira.

À passagem pela segunda meta volante do dia, em Castro Verde, já o trio havia sido alcançado pelo pelotão. Aí, a 21.9 quilómetros da meta, foi Joshua Golliker (EF Education – Aevolo) o mais rápido, seguido de Nicolás Tivani (Aviludo – Louletano –Loulé) e do colega de equipa Noah Streif.

 

Ritmo infernal para preparar o destino final

 

Daí até final o ritmo foi infernal, provocou alguns cortes no pelotão, mas os homens rápidos chegaram até ao destino, o sprint decisivo. Verbrugghe superou a velocidade de Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados- Mortágua) e Roger Pareta (Movistar Team Academy).

“A minha última vitória havia sido quase há quatro anos. É uma vitória muito boa, o objetivo era chegar bem aos últimos metros e os meus colegas estiveram muito bem. Consegui estar no sítio certo e dedico-lhes esta vitória”, disse o jovem da formação de desenvolvimento da NSN.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Tadej Pogačar triunfa em Sanremo com bicicleta danificada após queda a 23 km da meta”


Por: José Morais

O nome de Tadej Pogačar volta a ficar gravado na história do ciclismo, desta vez com uma vitória dramática e improvável na Milão-Sanremo. O esloveno conquistou pela primeira vez a clássica italiana à sexta tentativa, superando não só os adversários, mas também limitações físicas e um problema mecânico que só mais tarde veio a público.

A corrida ganhou contornos épicos quando Pogačar sofreu uma queda a cerca de 23 quilómetros da meta. Apesar das queixas no lado esquerdo do corpo, o líder da UAE Team Emirates conseguiu regressar ao pelotão e lançou ataques decisivos nas subidas da Cipressa e do Poggio, movimentos que acabariam por definir o desfecho da prova.

No entanto, o verdadeiro grau de dificuldade da vitória só foi conhecido depois da chegada. Segundo o chefe de mecânicos da equipa, Bostjan Kavčnik, a bicicleta Colnago utilizada pelo bicampeão mundial sofreu danos significativos na queda em particular no travão traseiro, que ficou desalinhado.

“Era um problema invisível, mas extremamente perigoso, sobretudo nas descidas. Se o Tadej tivesse consciência disso, dificilmente teria arriscado tanto”, revelou Kavčnik. A afirmação ganha ainda mais peso tendo em conta que ciclistas reconhecidos pela sua capacidade técnica, como Thomas Pidcock, tiveram dificuldades em acompanhar o ritmo imposto por Pogačar nas zonas mais técnicas.

A bicicleta usada nesta vitória deverá agora ganhar estatuto simbólico, juntando-se a outras peças marcantes da carreira do esloveno. Mais do que um triunfo, Sanremo 2026 consolida a imagem de Pogačar como um corredor capaz de desafiar qualquer limite físico, técnico ou circunstancial.

Num desporto onde cada detalhe pode decidir resultados, esta vitória reforça uma certeza: os grandes campeões distinguem-se precisamente quando tudo parece jogar contra eles.

“Resultados 3ª etapa da Volta à Catalunha 2026: Evenepoel ataca e cai; Vingegaard apanhado já no último quilómetro; Dorian Godon bisa”


Por: Miguel Marques

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A 3ª etapa da Volta à Catalunha tinha muitas subidas com peso histórico na corrida, mas o pelotão passou por elas em silêncio. Só no terreno plano a prova explodiu, e tudo aconteceu em poucos quilómetros. Remco Evenepoel e Jonas Vingegaard atacaram; o campeão olímpico caiu já dentro do último quilómetro; e, no fim, foi Dorian Godon, da INEOS Grenadiers, a vencer o sprint do pelotão em Vila-Seca.

Apesar do perfil montanhoso, foi um dia em que o pelotão arriscou pouco e quase ninguém tentou ameaçar os sprinters. A etapa incluía várias subidas exigentes, mas a fuga do dia formou-se antes de todas elas, com Baptiste Veistroffer, Reuben Thompson, Diego Uriarte, Josh Burnett, Mark Stewart e Yago Aguirre.

O grupo de seis não representou grande perigo para o pelotão, que controlou a diferença com conforto apesar das ascensões pelo caminho. Uma queda marcou a jornada, envolvendo vários corredores e forçando o abandono de Jay Vine na Catalunha, prova onde regressava após uma lesão distinta.

Só após a última descida a corrida incendiou, quando o pelotão encontrou vento lateral que ameaçou toda a gente. A Red Bull trazia o trabalho de casa bem feito, acelerou e provocou cortes, que afetaram, entre outros, João Almeida. A 29 quilómetros da meta, Remco Evenepoel aproveitou, acelerou na cabeça do grupo já reduzido e foi seguido apenas por Jonas Vingegaard. O duo passou a colaborar e, apesar do final completamente plano, manteve a vantagem sobre um pelotão que se reagrupava. Evenepoel, Vingegaard e Brandon McNulty arrecadaram bonificações no sprint intermédio.

O final entrou depois em pleno caos, quando Remco Evenepoel aparentemente caiu fora do enquadramento televisivo ao entrar no último quilómetro. Jonas Vingegaard ficou isolado e acabou alcançado.

No sprint final, o líder da corrida Dorian Godon lançou a sua arrancada e somou a segunda vitória da semana, batendo Ethan Vernon e Noah Hobbs na linha e ampliando a liderança. As consequências das lesões de Evenepoel serão esclarecidas em breve. João Almeida chegou integrado no pelotão, em 42º lugar.

“Resultados Ronde van Brugge 2026 - Dylan Groenewegen garante vitória ao sprint imponente sobre Jasper Philipsen; primeira vitória WorldTour da Unibet Rose Rockets”


Por: Letícia Martins

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A Ronde van Brugge teve hoje muita ação ao vento lateral e um sprint massivo que, como é hábito, decidiu o desfecho da corrida. A Unibet Rose Rockets foi a equipa mais forte, com Dylan Groenewegen a somar mais uma vitória, a maior do ano para o sprinter neerlandês que voltou a encontrar as melhores sensações.

A prova foi moldada pelo vento forte de princípio ao fim, com várias investidas a serem lançadas mas rapidamente neutralizadas ao longo da clássica belga. Nunca houve uma fuga do dia propriamente dita, mas sim pequenos grupos que se destacavam pontualmente; muitas vezes a formar-se no setor onde o vento cruzado fragmentava o pelotão.

As quedas também tiveram impacto, com várias carambolas a atirar muitos ao chão. Sem setores de subida e com um pelotão totalmente focado no sprint massivo, a velocidade e a tensão foram sempre elevadas. Ainda assim, um pelotão numeroso entrou nos quilómetros finais em Bruges relativamente compacto e a encaminhar-se para um sprint - menos perigoso do que o antigo final em De Panne.

Davide Ballerini e Max Walscheid ainda tentaram com ataques tardios, mas não foi possível contrariar o desfecho esperado. No sprint final, a Alpecin - Premier Tech colocou Jasper Philipsen em posição ideal, porém nos metros decisivos o belga foi ultrapassado por Dylan Groenewegen - que vinha de um triunfo igualmente impressionante no GP Jean-Pierre Monseré.

O corredor da Unibet Rose Rockets conquistou a maior vitória da história da equipa, um momento marcante que confirma a capacidade do conjunto para desafiar formações World Tour mesmo perante um pelotão de altíssimo nível. Philipsen foi segundo num sprint apertado.

“Resultados 1ª etapa da Settimana Internazionale Coppi e Bartali - Sprint em rampa dá a Laurance o primeiro golpe na luta pela geral”


Por: Letícia Martins

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Axel Laurance entrou da melhor forma na Settimana Internazionale Coppi e Bartali, ao vencer a etapa inaugural após um exigente sprint em subida nas ruas de Barolo. O corredor da INEOS Grenadiers impôs-se num final seletivo, garantindo também a liderança da classificação geral.

Na discussão da etapa, Mauro Schmid (Team Jayco AlUla) foi segundo classificado, enquanto o experiente Diego Ulissi, da XDS Astana Team, terminou na terceira posição, continuando à procura da 50ª vitória da carreira.

 

Etapa dura, resolvida na rampa final Barolo

 

A etapa de abertura, com 161,2 quilómetros e partida em Barbaresco, começou com uma fuga numerosa que chegou a incluir sete corredores, entre os quais os britânicos Ben Granger (Solution Tech-Nippo-Rali) e Will Harding (Mg.K Vis Costruzioni e Ambiente). O grupo foi, no entanto, sempre controlado pelo pelotão, com a formação britânica da Ineos a assumir grande parte da perseguição ao longo das estradas onduladas da região vinícola do Piemonte.

Apesar de uma queda registada nos derradeiros 30 quilómetros, a corrida manteve-se sob controlo até à subida de segunda categoria de La Morra, situada a cerca de 11 quilómetros da meta, onde os fugitivos acabaram por ser alcançados.

Após o topo, o pelotão - impulsionado pelo trabalho de equipas como a EF Education-EasyPost e a Jayco AlUla - manteve-se compacto na descida em direção a Barolo, onde estava instalada a meta

Já dentro dos últimos cinco quilómetros, a Ineos voltou a assumir o comando das operações, garantindo um posicionamento ideal para o final. A cerca de dois quilómetros da meta, o grupo principal seguia ainda compacto, preparando-se para a subida decisiva.

Foi na rampa final, com inclinações que chegaram aos 11%, que Laurance lançou o sprint. O francês arrancou com autoridade e conseguiu manter a vantagem até à linha de meta, confirmando a segunda vitória da temporada, depois do sucesso alcançado no Tour de la Provence.

Com este triunfo, o jovem corredor assume a liderança da geral numa prova de categoria 2.1, que se prolonga por cinco dias.

A segunda etapa, com 158 quilómetros entre Lodi e Massalengo, apresenta algumas dificuldades ao longo do percurso, mas tudo aponta para uma chegada ao sprint, desta vez num terreno bastante mais favorável aos velocistas.

Ficha Técnica

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