domingo, 26 de abril de 2026

“Artem Nych conquista GP O Jogo após vencer a última etapa”


Fotos: Miguel Pereira / O Jogo

Artem Nych (Anicolor / Campicarn) conquistou este domingo, pelo segundo ano consecutivo, o Grande Prémio O Jogo / Leilosoc, após vencer a quarta e última etapa, batendo ao sprint Tiago Antunes (Efapel Cycling). Ambos completaram os 137,3 quilómetros do trajeto, com partida e chegada em Paredes, em 3h19m26s.

O francês Alexis Guérin (Anicolor / Campicarn) chegaria três segundos depois, sendo Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) o quarto classificado do dia, a sete segundos do vencedor.

A quarta e última etapa arrancou em Paredes com 87 ciclistas à partida, onde os primeiros 14 da Classificação Geral estavam separados por apenas 10 segundos. Adivinhava-se um dia tenso e nervoso. Assim foi.

Após várias movimentações iniciais, aos 35 quilómetros consolidou-se uma fuga com oito atletas, que se isolaram na frente. Conseguiram uma vantagem próxima dos dois minutos para o pelotão. A velocidade era elevada, com a primeira hora a registar 42,8 quilómetros de média.


Foi a Anicolor / Campicarn que assumiu a perseguição, contribuindo para anular a fuga na primeira passagem pela meta. Nesta fase, o pelotão dividiu-se e o grupo da frente, no qual seguia o então Camisola Amarela, Hugo Nunes (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), alcançou os escapados. Contudo, nos 25 quilómetros finais, na primeira das duas contagens de montanha de terceira categoria do dia, o então líder descolou e perdia a hipótese de lutar pela vitória final.

A montanha fez a seleção natural e deixou em cabeça de corrida Nych e o colega Guérin, Tiago Antunes e Pedro Pinto (Efapel Cycling), Pedro Silva e Emanuel Duarte (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), que seguiam isolados após as subidas, com 40 segundos para os perseguidores. Não havia dúvidas que deste sexteto, já bem perto da meta, sairia o vencedor final.

Artem Nych, Alexis Guérin e Tiago Antunes conseguiam fugir, com o francês a ficar para trás. O russo atacou, mas foi apanhado por Antunes, seguindo os dois na frente. Do duelo foi o campeão em título que se revelou mais forte, conseguindo fazer o bis na prova e superando o vencedor da Volta ao Alentejo.

No topo da Geral ficou Artem Nych, com Tiago Antunes a três segundos e Alexis Guérin a 10 segundos, em terceiro lugar. Antunes venceu a Geral por Pontos.

Nas restantes classificações, foi coroado Rei da Montanha João Silva (Feira dos Sofás-Boavista) e Rafael Durães (Efapel Cycling) vestiu a Camisola da Juventude, que estava na posse de Duarte Domingues desde a primeira etapa. Contudo, em virtude de uma queda hoje, o corredor da Credibom-LA Alumínios-Marcos Car acabaria por desistir. Nas Metas Volantes foi o colega de equipa, João Martins, que confirmou a liderança. A Geral por Equipas ficou com a Anicolor / Campicarn.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Ciclista de 19 anos põe o dedo na ferida: "Para se conseguir uma boa adaptação de júnior para sub-23 temos de sair de Portugal"


Por: Miguel Marques

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Adrián Quintela Pacho tem um nome que denuncia raízes além-fronteiras, mas o percurso que está a construir no ciclismo faz-se com ambição bem definida e com Portugal sempre presente. Filho de mãe espanhola, nasceu em Andorra, mas cresceu em Braga, cidade onde também criou laços. Tem apenas 19 anos, começou tarde no ciclismo competitivo, mas já soma resultados que mostram que o caminho escolhido pode levá-lo longe.

Antes de se dedicar às bicicletas, foi o futebol que ocupou grande parte do seu tempo. A pandemia acabou por afastá-lo do desporto durante algum tempo e só aos 17 anos decidiu experimentar o ciclismo de forma mais séria. A aposta revelou-se acertada. Em pouco tempo destacou-se com a camisola do CC Barcelos, chegando mesmo ao título de vice-campeão nacional de juniores e conquistando a oportunidade de representar Portugal num Campeonato da Europa.

Desde a temporada passada, integra a equipa galega Supermercados Froiz, um passo que considera determinante para a evolução enquanto corredor. A decisão de atravessar a fronteira não foi por acaso, foi pensada desde cedo como parte do seu plano. "Sempre quis sair de Portugal, era o meu objetivo desde que entrei no ciclismo", conta ao Jornal O Jogo.

Para o jovem corredor, a transição do escalão júnior para sub-23 continua a ser um dos maiores desafios para quem quer fazer carreira. A falta de competições específicas em Portugal pesa nas decisões dos atletas que procuram evoluir. "Para se conseguir uma boa adaptação de júnior para sub-23 temos de sair de Portugal. Cá é um salto muito grande, depois de juniores vamos diretamente competir com profissionais. É um problema que temos, poucas corridas do escalão sub-23", explica Pacho.

A escolha pela formação galega acabou por reunir vários fatores positivos: proximidade geográfica, qualidade competitiva e um calendário que permite ganhar experiência em diferentes contextos. "Muito contente por estar numa equipa que é perto de casa, tem um nível alto para o escalão e permite, além de ter algumas corridas em Portugal frente aos profissionais, fazer o calendário espanhol de sub-23", acrescenta.

No plano desportivo, Adrián olha para alguns exemplos dentro do pelotão como referências importantes para o seu crescimento. Um dos nomes que mais o inspira é o poveiro Lucas Lopes, atualmente a representar a Efapel Cycling, de José Azevedo, cuja trajetória acompanha com atenção. "Uma inspiração, porque esteve numa equipa profissional, deu um passo atrás para correr pelos Supermercados Froiz, está agora na Efapel e já tem valor para uma equipa estrangeira de topo", destaca.

Dentro da estrada, define-se de forma simples, mas com margem para evoluir. Ainda em fase de crescimento físico e competitivo, sabe que o seu perfil pode ganhar novas características com o passar dos anos. "Sou um trepador. Mas sou jovem e ainda posso mudar muito", assume.

Nesta fase da carreira, os objetivos passam por ganhar experiência e afirmar-se gradualmente no pelotão sub-23. A próxima meta já está bem identificada: destacar-se na Volta a Portugal do Futuro, uma corrida que encara como oportunidade para mostrar o que vale. Já no GP O Jogo, competição que decorre por estes dias, o foco está sobretudo em aprender e ganhar ritmo competitivo, sem pressão excessiva por resultados imediatos.

Apesar da juventude, as ambições estão bem definidas e não escondem a dimensão do sonho que alimenta desde que decidiu apostar no ciclismo. "O meu sonho é chegar ao World Tour, ou a uma equipa Pro Continental. Poder fazer uma Grande Volta é outro sonho e neste momento corro com esse objetivo. Não estou a pensar vir para uma equipa portuguesa. Temos de pensar e acreditar em grande para podermos alcançar os objetivos", afirma.

“Resultados 4a etapa da Volta às Astúrias 2026: Nairo Quintana conquista a primeira vitória numa geral em 4 anos; o mexicano Edgar Cadena alcança a segunda consecutiva”


Por: Miguel Marques

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Nairo Quintana confirmou a vitória final na Volta às Astúrias 2026, à frente de Adrià Pericas e do seu colega da Movistar Team, Diego Pescador. O mexicano Edgar Cadena venceu a 4ª etapa, a segunda consecutiva, somando assim metade dos triunfos da prova.

A “Vueltina” fechou fiel ao seu desenho: terreno implacável, corrida tática e final emocionante em Oviedo. A etapa derradeira, 152 quilómetros de Lugones até à capital asturiana, confirmou dois nomes em destaque: Cadena e Quintana.

A corrida foi nervosa desde o tiro de partida. Após várias tentativas iniciais, com Viktor Bugaenko como primeiro agitador, consolidou-se depois do quilómetro 100 uma fuga consistente com Ugarte, Heidemann, Layrac, Meijers e Pérez-Landaluce. O grupo ganhou mais de dois minutos num traçado favorável a este tipo de movimento.

Ainda assim, o pelotão manteve tudo sob controlo. A UAE Team Emirates - XRG trabalhou para Adrià Pericas, enquanto a Movistar Team protegeu com firmeza a liderança de Nairo Quintana. A diferença caiu de forma constante até a fuga ser alcançada no Alto de El Padrún, a 19 quilómetros da meta.

Álvaro Sagrado tentou mexer antes do obstáculo seguinte, mas o ritmo da Movistar, com Pelayo Sánchez e Diego Pescador, neutralizou cada investida antes da ascensão decisiva a La Manzaneda. A 11 quilómetros do fim, a formação espanhola apertou definitivamente.

Em San Esteban de las Cruces, já dentro dos 10 quilómetros finais, começou a última batalha. Nairo Quintana assumiu desde a base da subida, aumentou o ritmo e foi reduzindo o grupo. O primeiro ataque sério partiu de Adrià Pericas, respondido de imediato pelo colombiano e por Pescador.

A partir daí, seguiu-se um vaivém constante de ataques. Edgar Cadena esteve entre os mais persistentes: tentou primeiro sem sucesso, marcado de perto pelos favoritos, mas a oito quilómetros do fim escolheu o momento certo. Ao terceiro ataque abriu finalmente um espaço, aproveitando a hesitação na perseguição.

Atrás, Pericas tentou quebrar Quintana com uma aceleração contundente a seis quilómetros da meta, mas o líder respondeu com solidez. O catalão ainda distanciou brevemente o colombiano na rampa final, sem, contudo, criar um fosso decisivo.

Enquanto isso, Cadena coroou a subida na frente e mergulhou rumo a Oviedo com alguns segundos que se revelaram suficientes. Nem a colaboração tardia entre Pericas, Quintana, Juaristi e Díaz conseguiu trazer de volta o mexicano.

Nos quilómetros finais, os favoritos reorganizaram-se, mas a diferença não cedeu. Edgar Cadena cortou a meta isolado, rubricando o segundo triunfo consecutivo na corrida asturiana.

Atrás, Nairo Quintana geriu sem sobressaltos para garantir a geral, iniciada com uma almofada de 31 segundos. O colombiano não só resistiu aos ataques de Pericas, como impôs autoridade quando mais importava, amparado por uma sólida Movistar Team.

A classificação geral final da Volta às Astúrias confirmou o triunfo de Nairo Quintana, com Adrià Pericas em segundo e o pódio selado após um dia de máxima exigência.

“Resultados 1a etapa da Volta à Turquia 2026: Tom Crabbe leva a melhor sobre as equipas worl dtour e vence ao sprint na abertura”


Por: Miguel Marques

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Tom Crabbe (Team Flanders - Baloise) venceu a 1ª etapa da Volta à Turquia ao sprint, concluindo os 148,7 km em 3:23:57 após a fuga do dia ser alcançada nos últimos quilómetros.

Simon Dehairs (Alpecin-Premier Tech) foi segundo depois de lançar o sprint dentro dos 400 metros finais, com Davide Persico (MBH Bank CSB Telecom Fort) a cruzar em terceiro.

 

Fuga madrugadora marca o ritmo na etapa de abertura

 

Uma fuga inicial de cinco corredores, com Mewael Girmay, Ahmet Can Akpinar, Halil Ibrahim Dogan, Kaan Soylu Ozkalbim e Michal Pomorski, destacou-se logo na fase inicial. O grupo estabeleceu uma vantagem ligeiramente acima dos quatro minutos sobre o pelotão, estabilizada durante a primeira metade do dia.

Pomorski foi o mais ativo na movimentação, somando os pontos máximos na primeira contagem de montanha e vencendo também as duas metas volantes disputadas na etapa.

 

Pelotão assume o comando e neutraliza os escapados

 

A corrida mudou após a metade da distância, com a Team Picnic PostNL e a Alpecin-Premier Tech a assumirem a dianteira do pelotão, mais tarde juntando-se a Team Flanders - Baloise. A diferença para a fuga desceu de mais de quatro minutos para menos de três e continuou a cair até cerca de um minuto dentro dos últimos 40 quilómetros.

Apesar de manterem por momentos pouco mais de um minuto de margem já nos últimos 20 quilómetros, a fuga começou a fraturar sob a pressão, com Ozkalbim a ceder do grupo da frente.

Os quatro restantes foram finalmente alcançados dentro dos 10 quilómetros finais, com Pomorski a ser o primeiro a ser apanhado, seguindo-se Girmay, Akpinar e Dogan, todos engolidos pelo pelotão.

 

Crabbe impõe-se com lançamento tardio ao sprint

 

Com a corrida de novo compacta, várias equipas organizaram-se para um final ao sprint, com Team Picnic PostNL, Alpecin-Premier Tech e Team Flanders - Baloise bem posicionadas nos quilómetros decisivos.

Dehairs lançou o sprint a partir da frente dentro dos últimos 400 metros, mas Crabbe conseguiu ultrapassar nos metros finais para selar o triunfo, com Persico a completar o pódio.

“Resultados Liege-Bastogne-Liege Feminina 2026: Demi Vollering assina triunfo isolado de grande classe e soma mais uma clássica da primavera”


Por: Miguel Marques

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Demi Vollering assinou uma primavera quase perfeita, vencendo a Setmana Ciclista Valenciana, a Omloop Het Nieuwsblad, a Volta à Flandres e hoje a Liege-Bastogne-Liege Feminina. A campeã da Europa foi a mais forte nas subidas e impôs a sua autoridade num pelotão que dominou na maioria das corridas montanhosas desta primavera.

A corrida foi dura desde o quilómetro zero, sem esperar pelas movimentações decisivas. Para colocar pressão nas rivais, várias equipas atacaram cedo com cartas importantes, com as formações de referência a marcarem-se mutuamente. Elise Chabbey, Riejanne Markus, Niemke Vinke, Femke de Vries e Sara Casasola destacaram-se brevemente do pelotão, embora, no fim, apenas Femke Gerrtise tenha formado a fuga do dia.

A neerlandesa seria alcançada a 79 quilómetros da meta e o ritmo elevado no pelotão começou a causar estragos à passagem pelas subidas, com alguns nomes importantes a cederem antes do início da ação a sério. Pauline Ferrand-Prévot também esteve momentaneamente adiantada num ataque a cerca de 50 quilómetros do fim, mas a Côte de la Redoute era o ponto-chave para a maioria das candidatas.

Um grupo de sete ciclistas, com Chabbey, Ruëgg, Squiban e Niedermaier entre outras, também atacou, mas foi absorvido na base de La Redoute, onde a FDJ United - Suez tomou a dianteira para preparar o terreno para Demi Vollering, como já acontecera noutras corridas decididas em subida. A campeã da Europa atacou então a 34 quilómetros da meta, fazendo a diferença para o restante grupo.

Katarzyna Niewiadoma, Puck Pieterse, Niamh Fisher-Black e Isabella Holmgren integraram inicialmente o grupo perseguidor no topo, com um fosso ainda ao alcance. Mas não seria esse o desfecho. O grupo perdeu força com a quebra de Fisher-Black; porém, foi sobretudo a potência pura da ciclista da FDJ que lhe permitiu ampliar gradualmente a vantagem sobre as rivais.

Na Roche-aux-Faucons, o principal grupo perseguidor viu um movimento de Paula Blasi, Elise Chabbey e Anna van der Breggen a partir de trás. Destas, van der Breggen saltou para o primeiro grupo perseguidor e acabaria também por distanciar Holmgren.

Vollering conquistou um triunfo a solo em Liège tal como Tadej Pogacar na prova masculina; atrás, foi novamente Puck Pieterse a sprintar para o segundo lugar. Niewiadoma bateu-se pelo terceiro posto, retirando o pódio a uma forte van der Breggen que protagonizou a ofensiva tardia.

“Resultados Liege-Bastogne-Liege 2026 - Tadej Pogacar soma a 4a vitória; Paul Seixas impressiona, mas quebra no final”


Por: Letícia Martins

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Tadej Pogacar venceu a Liege-Bastogne-Liege pela quarta vez na carreira, a terceira consecutiva. Pela primeira vez desde 2021, porém, o esloveno encontrou réplica: Paul Seixas conseguiu seguir o primeiro ataque na Côte de la Redoute. Ainda assim, o campeão do mundo foi o mais forte no dia e conquistou este domingo o seu terceiro monumento da época.

Não houve fase de aquecimento. Os 257 quilómetros pelas Ardenas trouxeram ação desde os primeiros metros. Numa tentativa de formar a fuga, uma queda no pelotão provocou uma grande cisão. Com muitos a manterem o ritmo elevado, cerca de 50 corredores seguiram destacados sem oposição.

A Decathlon de Paul Seixas foi a única equipa sem representação na frente, enquanto Tadej Pogacar e a maioria dos principais favoritos ficaram no segundo pelotão, mais numeroso. Na cabeça de corrida, estava ninguém menos do que Remco Evenepoel, apoiado por Nico Denz, entre dezenas de outros corredores. Eram, na maioria, outsiders e homens com ambição de integrar a fuga do dia.

 

Uma fuga com mais de 50

 

O grupo massivo manteve a velocidade altíssima durante todo o dia. UAE e Decathlon tiveram de perseguir desde cedo, enquanto na frente o andamento nem sempre foi constante. Ainda assim, a diferença subiu até aos 4 minutos, pressionando até Pogacar, já que, na dianteira, o campeão olímpico não podia ser subestimado.

Com o evoluir da corrida, a margem começou a cair: menos colaboração na frente, Nico Denz (Red Bull) a ceder, e a INEOS Grenadiers a assumir boa parte do trabalho com um incansável Laurens De Plus. À medida que a vantagem diminuía, surgiram ataques na cabeça para redefinir a fuga do dia. A junção fez-se a 82 quilómetros da meta.

Daí em diante, a UAE Team Emirates - XRG impôs o ritmo e levou a corrida para o seu terreno, com um andamento constante e elevado, pensado para favorecer o campeão do mundo mais tarde. Pavel Sivakov e Domen Novak fizeram a maior fatia do trabalho nesta fase e, à entrada da Côte de la Redoute, a velocidade já era alta, com Benoît Cosnefroy a aparecer ao lado do arco-íris.

 

Seixas segue Pogacar na La Redoute

 

A cadência foi demolidora. O próprio Evenepoel descolou, enquanto apenas poucos resistiam na roda de Pogacar. Quando o esloveno lançou um ataque explosivo, só Paul Seixas respondeu. O francês seguiu Pogacar até ao topo, apesar das repetidas acelerações de pé. A exibição de escalada do duo abriu 25 segundos para o perseguidor isolado Mattias Skjelmose; o grupo de Evenepoel circulava a cerca de 35 segundos.

Os dois colaboraram e a corrida estabilizou. Skjelmose esperou pelo grande grupo perseguidor, onde se sucederam ataques nas colinas seguintes. Contudo, neutralizaram-se mutuamente. A luta pelo pódio ficou totalmente em aberto.

Na entrada da Côte de la Roche-aux-Faucons, Pogacar atacou desde a base. A rampa duríssima viu Seixas responder, mas a meio da subida o andamento sentado do esloveno quebrou por completo o francês e criou o fosso decisivo.

Na Roche-aux-Faucons, Skjelmose voltou a mexer entre os perseguidores, isolando-se de um grupo cada vez mais reduzido. Remco Evenepoel atacou várias vezes desde trás, acabou por fechar o espaço e arrastou novamente o grupo consigo.

Pogacar cortou a meta em solitário, vencendo e prestando homenagem ao seu antigo colega Cristian Muñoz, falecido no início desta semana. Seixas foi segundo; atrás, Remco Evenepoel salvou o dia ao sprintar para o terceiro lugar.

“Marinheiro e Desprez vencem em Lousada e mexem com as contas da Taça de Portugal de XCO”


Fotos: Francisco Mateus / FPC

A Taça de Portugal de XCO (cross-country olímpico) cumpriu este fim de semana a terceira ronda, integrada no Lousada Internacional XCO, prova internacional de categoria C2, que trouxe forte concorrência nacional e estrangeira e mexeu com as contas da geral em várias categorias. Ricardo Marinheiro (Clube BTT Matosinhos) e Lison Desprez (VC Evron Coëtmieux Lapierre) destacaram-se entre as elites, ao triunfar neste domingo.

Na elite masculina, Ricardo Marinheiro foi o mais forte, completando o exigente circuito de Lousada em 1h36m51s. O segundo classificado foi Roberto Ferreira, a 1m18s, com Gonçalo Amado (Guilhabreu MTB Team) em terceiro, a 2m17s. João Cruz (SCOTT Portugal JCC Racing Team) foi o quarto classificado, a 2m49s e em quinto lugar ficou João Fonseca, colega de equipa do vencedor do dia, a 3m22s e também o melhor Sub-23.


Apesar do segundo lugar em Lousada, Roberto Ferreira mantém a liderança da Taça de Portugal em elites, agora com 650 pontos, seguido de Gonçalo Amado, com 550. João Fonseca é o terceiro no ranking, com 470 pontos, mas comanda a tabela em Sub-23 e com larga margem (700 pontos).

Entre a elite feminina, a vitória sorriu à francesa Lison Desprez, que terminou a corrida em 1h33m10s. Lorena Patiño (Misser Project) foi segunda, a 3m14s, enquanto Anaïs Moulin (Team VC Evron Coëtmieux Lapierre) ficou na terceira posição, a 4m06s. Lara Lois (CdM Xesteiras) foi a quarta do dia, a 4m20s e na quinta posição terminou a Campeã Nacional de XCO, Raquel Queirós (SPAC), a 5m55s da vencedora. Lison Desprez foi a melhor Sub-23 feminina em competição.

Apesar de não ter subido ao pódio em Lousada, Lara Lois passa a comandar a liderança da classificação da Taça de Portugal elite feminina, com 550 pontos, seguida de Lorena Patiño, que soma agora 520. Beatriz Guerra (Guilhabreu MTB Team), anterior líder, é agora a terceira do ranking, com 500 pontos. Lorena Patiño assume a liderança do ranking em Sub-23.


Nos escalões jovens, destaque para Marcos Rodriguez (Academia Postal - A Banca - Maceda), vencedor em Sub-19 masculinos, e para Lara Pita (X- Sauce Merida Factory Team), que triunfou em Sub-19 femininos.

Quanto à Taça de Portugal, Maria Coimbra (Guilhabreu MTB Team) lidera em Sub-19 femininos, com 660 pontos e nos masculinos está na frente o colega de equipa Hugo Ramalho, com menos 10 pontos.

Em Sub-17, Dalila Sá (Clube BTT Matosinhos) voltou a impor-se no setor feminino, reforçando a liderança da Taça, enquanto Afonso Barros (BTT Loulé / Elevis) venceu nos Sub-17 masculinos. Ainda assim, é Rafael Inácio (Escola de Ciclismo de Oeiras / Parracho) que se mantém no topo do ranking dos cadetes.

Nos masters, Rui Carvalho (Clube de Ciclismo de Castelo Branco) voltou a vencer em M30 masculinos, reforçando a sua caminhada na Taça, enquanto Andreia Lopes (AEBTT Rio) triunfou em M30 femininos. É também ela a líder do ranking da Taça de Portugal no seu escalão, com 150 confortáveis pontos de vantagem para Adriana Gomes (Rodactiva).


Em M40, vitórias para Ismael Graça, em masculinos, e Lurdes Gonçalves em femininos, ambos do Clube de Ciclismo de Castelo Branco.

Nos M50, António Passos (Rompe Trilhos / Ajpcar) foi novamente o mais forte entre os homens, com Marisa Costa (Korpo Activo / Penacova) a vencer em femininos.

Já em M60, o triunfo do dia foi para Fernando Gonçalves, que continua na luta pelo ranking, ao ocupar o segundo lugar, onde a liderança está com João Araújo (AXPO / FirstBike Team / Vila do Conde).

Na classificação coletiva, o Clube BTT Matosinhos reforçou a liderança da Taça de Portugal de XCO após Lousada, somando agora 660 pontos, com a Guilhabreu MTB Team em segundo lugar, com 650 e a Triumtérmica / Águias de Alpiarça na terceira posição (500 pontos).

A Taça de Portugal de XCO prossegue no mês de maio, durante os dias 9 e 10, com a quarta prova pontuável, integrada no Portugal Cup XCO do Jamor, competição de categoria C2, a ter lugar na Cruz Quebrada, Oeiras.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Taça de Portugal de Pista estreou‑se em Alpiarça e consolidou líderes após terceira etapa”


Fotos: João Calado / FPC

A Taça de Portugal de Pista cumpriu este sábado, 25 de abril, a sua terceira etapa na Pista de Alpiarça, assinalando a estreia da competição fora do Velódromo Nacional de Sangalhos, em Anadia. O dia destacou mais uma vez o domínio da Cantanhede Cycling / Vesam, sobretudo através do cadete Bruno Nogueira, Campeão Nacional de todas as disciplinas em prova. A equipa também esteve em evidência com as femininas, sobretudo a vitória da cadete Carolina Bernardo na prova de Quilómetro.

Ao longo de um intenso programa competitivo, que decorreu entre as 9h00 e as 19h00, entraram em ação atletas das categorias de juvenis, cadetes e juniores, masculinos e femininos, nas disciplinas de Scratch, Quilómetro e Corrida por Pontos, registando-se uma elevada participação e corridas disputadas até aos momentos finais. A organização esteve a cargo da Federação Portuguesa de Ciclismo, em parceria com a Associação de Ciclismo de Santarém.


O programa integrouse nas Comemorações do 25 de Abril e contou, em paralelo à competição oficial, com a participação das Escolas dos clubes presentes, proporcionando um primeiro contacto competitivo em pista aberta aos mais jovens. As provas de destreza para os escalões Sub7/Sub9, Sub11 e Sub13 reuniram cerca de 70 inscritos, num ambiente de convívio, aprendizagem e promoção dos valores do ciclismo.

 

Cadetes e juvenis animaram jornada em pista aberta

 

Nos cadetes masculinos, a Cantanhede Cycling / Vesam voltou a evidenciar o seu domínio, com Bruno Nogueira em destaque, ao vencer a Corrida por Pontos e o Quilómetro, mantendo-se na liderança dos respetivos rankings da Taça. No Scratch, o triunfo pertenceu a Gabriel Cavadas, também da formação de Cantanhede, confirmando a consistência coletiva da equipa nesta etapa.

Em cadetes femininas, as vitórias repartiram-se entre Carolina Bernardo (Cantanhede Cycling / Vesam), vencedora do Quilómetro, e Inês Fonseca (Triumtérmica / Águias de Alpiarça), vencedora da Corrida por Pontos e do Scratch, numa jornada marcada pelo equilíbrio entre as principais candidatas aos rankings.


Nos juvenis, o dia ficou marcado pelo excelente desempenho de Matilde Fernandes (Landeiro / Matinados / Matias & Araújo), vencedora do Scratch feminino, enquanto Rodrigo Alves (Paredes / Reconco) se superiorizou no Scratch masculino. No Quilómetro, os triunfos sorriram a Matilde Fernandes e Duarte Marques (C.C. Barcelos AFF / HM Motor / Onda Foundation), ambos a reforçarem posições de topo nos rankings da Taça.

 

Juniores confirmam liderança num cenário de equilíbrio competitivo

 

Na categoria de juniores, a terceira ronda revelou-se decisiva para a consolidação de lideranças. Em femininos, Laura Simões (Korpo Activo / Penacova) esteve em plano de evidência, ao vencer o Scratch e o Quilómetro, reforçando a liderança nos rankings dessas disciplinas e mantendo também uma posição sólida na Corrida por Pontos.

Em juniores masculinos, o equilíbrio e a competitividade foram a nota dominante da jornada, com várias decisões apenas nos instantes finais das provas. Rodrigo Felisberto (CC Loulé / Matdiver / Golfe Jardim / Loulé Doce) venceu o Scratch, enquanto Mateus Nazaré (LA Alumínios / Vila Galé / Marcos Car / MatosCheirinhos) se impôs na Corrida por Pontos. No Quilómetro, o triunfo pertenceu a João Silva (Paredes / Reconco), que continua a afirmarse como um dos atletas mais regulares da Taça, ocupando posições cimeiras nos rankings da especialidade.

 

Um evento marcado pelo sucesso e pelo espírito formativo

 

A estreia da Taça de Portugal de Pista em Alpiarça, numa pista acessível e aberta, confirmou-se como um sucesso organizativo e desportivo, destacando-se não só o elevado nível competitivo, mas também o espírito de convívio ao longo do dia. A convivência entre atletas das provas de pista e as escolas reforçou a vertente formativa do evento, proporcionando aos mais jovens uma primeira experiência em ambiente competitivo de pista.

A jornada confirmou o sucesso da aposta da Federação Portuguesa de Ciclismo na descentralização da prova, com um dia marcado pelo espírito desportivo e forte envolvimento da comunidade.

A Taça de Portugal de Pista prossegue agora em setembro, com dois eventos também em pista aberta, em local a anunciar oportunamente, culminando com a entrega dos troféus referentes ao ranking final.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Fortes pedaladas em Vila Nova da Baronia: Entre Memórias do Alentejo Profundo”


18º Passeio de Cicloturismo de Baronia

 

Dia 17 Maio de 2026

 

Por: José Morais

O Alentejo é uma das zonas apreciadas por muitos, e pedalar de bicicleta, pode o participante encontrar locais sem dúvida muito interessantes, que, após a participação num passeio de cicloturismo, dá vontade de voltar descontraidamente conhecer e descobrir novos locais.

E é por um desses locais alentejanos, que no próximo dia 17 de maio, se irá realizar mais um passeio de bicicleta, a 18ª edição de Baronia, aldeia que pertence ao concelho do Alvito.

A organização será a cargo do Grupo Desportivo Cultural Baronia, com um passeio de cerca de 50 quilómetros, percorridos pelo concelho do Alvito, a concentração está marcada para as 8 horas na sede do Grupo, e a partida para as 9 horas.

Para informações e inscrições:

Telefone: 967 077 439

Mail: geral@gdbaronia.pt ou gdbaronia@gmail.com

 

Um passeio de referência na sua terra e na região, também a nível nacional, já que recebe participantes de diversos locais do país, onde a tradição desportiva e associativa, reúne anualmente muitos cicloturistas, onde os mesmos uma manhã desportiva de muito convívio, e espírito de partilha.  

Marque já na sua agenda, inscreva-se e participe, num passeio de referência, recomendado pela Revista Notícias do Pedal, que marcará presença para reportagem completa do evento, em fotos e vídeo, com os tradicionais diretos antes, durante e após o evento.

 

Vamos conhecer um pouco da sua história:

 

Vila Nova da Baronia nasceu no século XIII, cresceu entre ordens religiosas, barões e reis, preserva vestígios romanos e mantém viva a alma alentejana nos seus costumes, gastronomia e património.

 

Vila Nova da Baronia: origem e identidade

 

A aldeia de Vila Nova da Baronia, no concelho de Alvito, tem raízes que recuam pelo menos ao século XIII, embora o território revele ocupação muito mais antiga, com vestígios romanos, incluindo uma ponte situada a menos de 300 metros da povoação.

A sua fundação formal surge em 1257, quando o concelho de Évora doa terras ao chanceler Estêvão Eanes, integradas depois no couto de Alvito. Em 1279, a povoação passa para a Ordem da Santíssima Trindade de Santarém, que lhe concede o primeiro foral em 1280.

Ao longo dos séculos, o nome da aldeia mudou várias vezes — Vila Nova de Alvito, Vila Nova a par de Alvito, Vila Nova junto de Viana — até assumir, no século XVIII, a designação atual: Vila Nova da Baronia, por integrar os domínios dos Barões de Alvito.

 

História marcada por reis, ordens e património

 

Entre os séculos XIV e XVII, a aldeia passa sucessivamente por mãos régias e nobres, refletindo as tensões políticas da época. Foi vila e sede de concelho entre 1280 e 1836, estatuto que deixou marcas como o Pelourinho e os antigos Paços do Concelho, hoje biblioteca.

 

O seu património religioso é notável, destacando-se:

 

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, de origem medieval;

Igreja da Misericórdia;

Capela de Nossa Senhora da Conceição;

Ermidas de Santo António, São Pedro e São Neutel.

A Ermida de Santo António, por exemplo, combina elementos dos séculos XVI a XVIII, com frescos, azulejaria e uma arquitetura singular de nave única e galilé em arcadas.

 

Costumes e tradições

 

A vida em Vila Nova da Baronia mantém o ritmo tranquilo do Baixo Alentejo, onde a agricultura moldou séculos de hábitos. A gastronomia local é profundamente alentejana, com pratos como açorda de cação, ensopado de borrego, migas, sopa de beldroegas e carrasquinhas, convivendo com clássicos portugueses como o cozido à portuguesa e o bacalhau.

As festas religiosas, a convivência comunitária e a preservação do património rural continuam a ser pilares da identidade local.

Vila Nova da Baronia é uma das poucas aldeias alentejanas onde se preserva uma ponte romana funcional, testemunho direto da antiguidade do povoamento e da importância histórica das vias de circulação no território.

“Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua na luta na 3.ª etapa do GP O Jogo”


A 3.ª etapa do Grande Prémio O Jogo, disputada entre Castanheira de Pêra com 132,2 quilómetros e chegada no mesmo ponto, foi marcada por uma muita velocidade e por um grupo de escaladores a assumir o comando da corrida nas fases decisivas. A partir de algumas centenas de metros, um ataque a poucos quilómetros do final distanciou-se e acabou por ser esse grupo a discutir a vitória, enquanto Ángel Sánchez e Gonçalo Carvalho vinham integrados num segundo grupo de perseguição.

Apesar do desgaste acumulado, a Tavfer Ovos Matinados Mortágua manteve o ritmo até ao fim: Ángel foi o melhor da equipa, na 21.ª posição, integrado no segundo grupo, logo seguido por Gonçalo Carvalho, que fechou a etapa nas mesmas posições relativas, na 26º posição. Ao longo do dia, a corrida foi muito animada, com vários ataques e contra-ataques, que exigiram permanente atenção e esforço dos homens do coletivo.

 

Declaração de Gonçalo Carvalho:

 

“Um dia super duro pelo perfil e pelo ritmo. Todo o dia aos ataques, onde em certa altura partimos a corrida para apanhar uma fuga perigosa. No final, o grupo voltou a fragmentar se, onde não foi possível meter alguém na frente devido ao desgaste que já trazíamos do resto da etapa. No final minimizámos as perdas e agradeço o trabalho de toda a equipa!”

Com esta etapa, a equipa reforça o seu compromisso com a luta constante, a união de grupo e a capacidade de manter-se competitiva mesmo nos dias mais exigentes.

 A 4.ª e última etapa, em Paredes, será o desfecho desta edição do Grande Prémio O Jogo, com a Tavfer Ovos Matinados Mortágua determinada a fechar a prova com o mesmo espírito combativo.

 

Classificação da etapa

 

1.º Salgueiro Miguel (Team Tavira / Crédito Agrícola), 3h11m39s

21º. Rebollido Angel (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 0m16s

26º. Carvalho Gonçalo (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 0m16s

34º. Silva Bruno (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 0m16s

52º. Dias Daniel (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 10m06s

60º. Martingil César (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 20m15s

74º. Alves Francisco (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 26m48s

80º. Morais Francisco (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 26m48s

86º. Linarez Leangel (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 26m48s

 

Classificação geral

 

1º. Nunes Hugo (Credibom - LA Alumininos- Marcos  Car), 10h26m09s

25º. Carvalho Gonçalo (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 0m26s

26º. Rebollido Angel (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 0m26s

31º. Silva Bruno (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 1m58s

52º. Martingil César (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 20m37s

58º. Dias Daniel (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 28m39s

61º. Linarez Leangel (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 29m55s

72º. Morais Francisco (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 37m05s

79º. Alves Francisco (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 41m05s

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua

“Etapa muito dura adia conquista do Óbidos nas Metas Volantes por Eduardo Landaluce na Vuelta às Astúrias”


Este sábado os 157 quilómetros entre Figueras e Vegadeo foram muito mais duros do que inicialmente se abrevia, pelo vento que esse fez sentir e por um ritmo frenético no pelotão que levou a Eduardo Landaluce não tivesse pontuado nas duas metas volantes do dia.

O corredor do Óbidos Cycling Team/Grupo Rolo/Sunlive Group, entrou na escapada do dia, mas a ascensão ao Alto de la Bobia com cerca de 30 quilómetros de extensão quebraram os intentos e intenções do corredor de Oviedo.

A fuga aconteceu ao quilómetro 34, era composto por sete corredores, chegou a ter mais de três minutos de vantagem e tinha tudo para que Landaluce viesse a reforçar a liderança da classificação patrocinada pelo jornal La Nueva Espanha.

No entanto, antes de cruzar o prémio da montanha o corredor do Óbidos não seguiu o forte ritmo imposto, nomeadamente, por Carlos Garcia Pierna (Burgos/Burpellet) e não conseguiu chegar à primeira das metas e conseguir pontos que tornassem definitiva a vitória naquela classificação secundária.


Na companhia de um grupo numeroso, Edu pedalou calmamente até à meta, procurando poupar-se visando a última etapa e para as duas metas volantes que faltam para terminar a prova. Carlos Garcia Pierna que ganhou as duas metas volantes do dia é agora o principal adversário de Landaluce, com um escasso ponto a separar os dois corredores.

A vitória na etapa foi do mexicano Edgar Cadena (Stork/MRWBAU) que se isolou na última na última vintena de quilómetros e conseguiu um justo triunfo. O australiano Jeremy Smitr foi o melhor do Óbidos na 37ª posição a 5’33” do vencedor da tirada.

A Vuelta às Astúrias termina na mesma cidade onde começou, em Oviedo, e até à Plaza la Escandalera, os corredores têm que passar por Posada de Llanera e Los Campos, onde estão instaladas as metas volantes do dia.

Eduardo Landaluce joga todo o seu prestígio e do Óbidos na Vuelta às Astúrias nos quilómetros 60,6 e 74,6, ou seja, em catorze quilómetros jogasse a vitória final e a liderança de três dias nas Metas Volantes.



Declarações

 

Eduardo Landaluce (corredor): “a montanha foi muito dura para mim, dei tudo para chegar à primeira meta volante, mas não consegui o objetivo. Amanhã é dar tudo até à morte para ser vitoriado na minha terra”, justificou.

Micael Isidoro (diretor-desportivo): “entrámos na fuga certa e o Edu deu tudo para chegar à primeira meta, mas não foi possível. Amanhã vamos dar tudo para conseguirmos a vitória tão desejada”, rematou.

 

Classificação da etapa

 

1º- Edgar Cadena/MEX)- 4h08’34”

2º- Filippo Baronchini/ITA (UAE/Team Emirates/XRG)- a 26”

3º- Jermaine Zemke/GER (Rembe/ Rad Net)- m.t.

37º- Jeremy Smith/AUS (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 5’33”

54º- Petros Mengs/ERI (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 15’48”

68º- Bruno Maceiras/POR (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- 19’57”

69º- Stian Landsberg/RSA (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- m.t.

70º- Eduardo Landaluce/ESP (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- m.t.

77º- José Manuel Guttierez/ESP (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- m.t.

80º- Adria Franquesa/ESP (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- m.t.

 

Classificação geral

 

1º- Nairo Quintana/COL (Movistar)- 10h50’30”

2º- Adriá Pericas/ESP (UAE/Team Emirates/XRG)- a 31”

3º- Samuel Fernández/ESP (Caja Rural/ Seguros RGA)- a 1’22”

31º- Jeremy Smith/AUS (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 20’11”

47º- Petros Mengs/ERI (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 33’57”

51º- Adria Franquesa/ESP (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 35’33”

63º- Eduardo Landaluce/ESP (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 44’20”

70º- Bruno Maceiras/POR (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 52’01”

72º- José Manuel Guttierez/ESP (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 54’23”

79º- Stian Landsberg/RSA (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)- a 59’54”

 

Pontos: Edgar Cadena/MEX

 

Montanha: Miguel Heidemann/GER (Rembe/ Rad Net)

Metas Volantes: Eduardo Landaluce/ESP (Óbidos/Grupo Rolo Sunlive Group)

Equipas: Movistar Team

Fonte: Equipa Ciclismo Óbidos Cycling Team

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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