quinta-feira, 30 de abril de 2026

“Escândalo no Ciclismo Nacional: Francisco Guerreiro Afastado Quatro Anos por Doping”


Por: José Morais

A Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) confirmou a suspensão de quatro anos aplicada ao ciclista português Francisco Guerreiro, após um controlo positivo realizado em competição durante a época de 2024. A decisão, agora inscrita no quadro oficial de sanções, representa um dos casos mais marcantes do ciclismo nacional dos últimos anos.

O controlo que ditou a punição ocorreu na quarta e última etapa do Grande Prémio Douro Internacional, prova em que Guerreiro não só competiu como venceu a tirada decisiva. Dias antes, o jovem atleta de 25 anos tinha conquistado o prémio de montanha da Volta ao Alentejo, reforçando a sua ascensão no pelotão português.

Na altura ao serviço da GI Group HoldingSimoldesUDO, o corredor foi imediatamente suspenso de forma preventiva, medida que vigorava desde 2024. Segundo a atualização da ADoP, Guerreiro já cumpriu 462 dias da sanção, que permanecerá ativa até 29 de dezembro de 2028.

A suspensão surge num momento em que o ciclismo português tem procurado reforçar a credibilidade e o rigor competitivo, num esforço conjunto entre equipas, federações e entidades antidopagem. O caso reacende o debate sobre a pressão competitiva sobre jovens atletas e a necessidade de reforçar programas de educação e prevenção no desporto.

“É júnior, tem 19 anos” - Alberto Contador dá o seu veredito sobre a participação de Paul Seixas na Volta a França 2026”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/e-junior-tem-19-anos-alberto-contador-da-o-seu-veredito-sobre-a-participacao-de-paul-seixas-na-volta-a-franca-2026

 

O crescimento de Paul Seixas tem sido, no mínimo, astronómico no pelotão. Nos últimos 12 meses, o francês evoluiu de forma notável na estrada e fora dela; e é hoje o corredor que iguala Tadej Pogacar em exposição e atenção em França. Mas deverá já correr a Volta a França? Alberto Contador dá a sua opinião.

“Acho que ele é capaz de participar. Vai estar sob pressão, sim, mas a maior pressão será a que ele próprio coloca sobre si”, disse Contador em entrevista à Eurosport Espanha. ‘El Pistolero’ venceu a corrida no passado, mas, na sua era, a ideia de ter corredores tão jovens a lutar por um grande resultado seria vista como ridícula.

No pelotão moderno, porém, os ciclistas atingem o pico muito mais cedo graças à profissionalização das camadas jovens e à evolução do treino e da nutrição. Não é por acaso que com apenas 19 anos, Seixas já discute vitórias em monumentos e pode fazê-lo também numa Grande Volta já este ano.

“Com corredores desse calibre com quem trabalhei, os fatores externos acabam por importar pouco, és tu quem mais exige de ti próprio. Estou certo de que ele anseia estrear-se no Tour”, argumenta Contador.

Entretanto, o fator de ser um francês numa equipa francesa pode ser demasiado relevante para ser ignorado. “Um corredor com tanto talento e que parece tão bem, com que é que vai sonhar? Vai sonhar, ganhar a maior corrida do mundo”.

 

A França tem um fator especial

 

Deverá ser ambição pessoal de Seixas, mesmo que não lute já por um pódio na Volta a França, correr a prova para ganhar experiência para o futuro; enquanto a Decathlon CMA CGM tem a oportunidade de regressar aos holofotes do Tour pela primeira vez desde a aparição de Romain Bardet, tornando a decisão válida também do ponto de vista comercial. No fim, são os patrocinadores que financiam a equipa, e toda a exposição no maior palco do ciclismo é bem-vinda.

Contador acredita que o fator França pode, de facto, pesar na decisão do calendário. “A pensar na estreia, poderia ser mais vantajoso ir primeiro à Vuelta e ter um pouco menos de stress. Por outro lado, temos de considerar que ele é francês e, em França, procuram há anos alguém que possa ganhar o Tour… e que os entusiasme”.

“A equipa também entra aí em jogo. Ele tem mais um ano de contrato e, se não tivesse, levá-lo-iam de certeza ao Tour, a pensar se o poderiam tirar à equipa sem ele correr a prova com as suas cores. Imagino que as negociações estejam prestes a ficar fechadas com esse contrato”.

O futuro de Seixas continua em aberto e será, talvez, o contrato mais disputado do ciclismo neste momento. Para além da Decathlon, a UAE Team Emirates - XRG, a INEOS Grenadiers e a Red Bull - BORA - Hansgrohe estarão em contactos com a equipa do francês, isto apesar de o seu vínculo só terminar no final de 2027.

“Pessoalmente, como espetador, adoraria vê-lo no Tour, mas compreenderia perfeitamente se ele e a equipa optassem pela Volta a Espanha. É uma situação particular, com interesses distintos”.

Entre as duas será escolhida uma, mas é difícil argumentar que estrear-se na Vuelta retire toda a pressão da eventual estreia na Volta a França. O espanhol admite que esse poderá ser o anúncio.

“Se acabar por ir ao Tour, não se deve esperar que ganhe; no máximo, pode esperar-se um pódio. Nas corridas de três semanas, continua a ser uma incógnita, apesar dos grandes resultados até agora. Temos de ver como recupera em três semanas. Ainda não está totalmente desenvolvido fisicamente; é um júnior, tem 19 anos”, avisa o ex-profissional.

“Resultados 5a etapa da Volta à Turquia 2026: Casper van Uden consegue finalmente a 1a vitória da Picnic esta temporada


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/resultados-5a-etapa-da-volta-a-turquia-2026-casper-van-uden-consegue-finalmente-a-1a-vitoria-da-picnic-esta-temporada

 

Casper van Uden impôs-se ao sprint na 5ª etapa da Volta à Turquia, coroando um lançamento exemplar da Team Picnic PostNL após um dia exigente na montanha.

Numa chegada em pelotão reduzido, em Kemer, van Uden arrancou após a abertura precoce de Davide Ballerini, calibrando o esforço na perfeição para vencer após 180,7 quilómetros. O triunfo do neerlandês chegou depois de a sua equipa se comprometer totalmente nos quilómetros finais, assumindo a dianteira com seis homens dentro dos últimos três quilómetros para controlar o desfecho e proteger o seu sprinter.

 

Subidas selecionam a corrida antes de reagrupar tarde

 

A etapa mais longa da prova foi marcada por uma fuga grande e mutável, com dez homens adiantados durante grande parte do dia. A iniciativa manteve uma margem curta à entrada do terço final, mas a fase decisiva surgiu nas subidas tardias, onde acelerações sucessivas reduziram significativamente o pelotão e chegaram a afastar, por momentos, o líder da geral, Ivan Ramiro Sosa.

Ciclistas como Nicolas Breuillard e Fabien Doubey animaram esta fase, provocando cortes e acumulando desgaste no grupo. Apesar da pressão, a corrida recompôs-se gradualmente dentro dos últimos 30 quilómetros, à medida que a inclinação abrandou e a perseguição organizada se reatou atrás.

 

Equipas de sprint assumem no final

 

Com o pelotão reagrupado, as equipas de sprint tomaram conta da aproximação a Kemer. A XDS Astana Team e outras formações avançaram, mas a Team Picnic PostNL apresentou o trabalho mais coeso, juntando número à frente e controlando o ritmo até ao último quilómetro.

Ballerini lançou primeiro, tentando surpreender junto às barreiras, mas van Uden manteve a trajetória e assinou o remate mais veloz nos metros finais para garantir a vitória da etapa, entregando a primeira vitória do ano à sua equipa.

 

Final rápido premia paciência após etapa exigente

 

A chegada em Kemer voltou a favorecer os sprinters, mantendo um padrão visto em edições anteriores, apesar do terreno exigente ao longo do dia.

Depois de uma etapa com subidas prolongadas, ataques repetidos e uma longa batalha pela fuga, tudo se decidiu no posicionamento e na afinação do timing, com van Uden e a Team Picnic PostNL a executarem ambos na perfeição.

“Resultados 2a etapa da Volta à Romandia 2026: Há algo que Tadej Pogacar não consiga fazer? Campeão do mundo vence ao sprint após neutralizar ataques num final caótico”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/resultados-2a-etapa-da-volta-a-romandia-2026-ha-algo-que-tadej-pogacar-nao-consiga-fazer-campeao-do-mundo-vence-ao-sprint-apos-neutralizar-ataques-num-final-caotico

 

Tadej Pogacar voltou a triunfar na 2ª etapa da Volta à Romandia 2026, desta vez de uma forma que poucos previam.

Depois de passar a fase decisiva a anular todos os ataques na última subida, o líder da corrida ainda teve a velocidade para vencer um sprint de grupo reduzido em Vucherens, somando vitórias consecutivas de forma categórica.

 

Fuga madrugadora marca o ritmo antes de ser apanhada

 

A etapa ganhou contornos cedo com uma fuga de quatro corredores, composta por Jakob Soderqvist, Filippo Conca, Henri-Francois Renard-Haquin e Roland Thalmann, que construíram mais de dois minutos de vantagem no terreno ondulado.

O quarteto trabalhou bem durante a fase intermédia, com Soderqvist em destaque após o forte prólogo, enquanto Thalmann manteve a abordagem agressiva, com foco na classificação da montanha, depois do que mostrara na 1ª etapa. O movimento obrigou a uma resposta atrás, assumida pela INEOS Grenadiers, que tomou as rédeas da perseguição.

 

INEOS endurece a corrida, mas o final escapa

 

A INEOS controlou o pelotão grande parte do dia, com Ben Swift e Laurens De Plus a impor um ritmo firme que reduziu gradualmente a vantagem da fuga. Na última volta, a diferença já era inferior a um minuto, caindo rapidamente na aproximação à derradeira ascensão à medida que o ritmo aumentava.

Jakob Soderqvist ainda tentou prolongar a vida da escapada, atacando os companheiros na descida e segurando por instantes uma pequena margem, mas a investida esteve sempre em risco com o pelotão a aproximar-se.

 

Pogacar anula todos os ataques

 

Apanhada a fuga, a corrida explodiu de imediato na subida final. Surgiram ataques de vários lados, incluindo investidas de Jefferson Cepeda, mas todos foram rapidamente neutralizados por Tadej Pogacar.

Em vez de esperar pelos outros, Pogacar assumiu o controlo, avançando para a frente e regulando diretamente o ritmo. Cada aceleração teve resposta imediata, com o esloveno a recusar permitir que alguém ganhasse sequer alguns segundos.

 

Do controlo à vitória ao sprint

 

Com os ataques neutralizados, a corrida reorganizou-se nos quilómetros finais, levando um grupo reduzido de cerca de 30 corredores à meta. A colocação foi decisiva no rápido final.

Dorian Godon lançou o sprint de longe, enquanto Albert Philipsen manteve boa posição na frente. Pogacar, contudo, estava exatamente onde queria, na roda de Philipsen, antes de desferir o seu arranque. Quando abriu o sprint, a diferença foi imediata.

O campeão do mundo disparou e segurou a vantagem até à meta, com Florian Lipowitz incapaz de o ultrapassar apesar de uma aceleração final. Godon foi 2º, Fisher-Black 3º, Champoussin 4º e o jovem da Lidl-Trek fechou o top 5.

 

Um domínio de natureza diferente

 

A vitória reforça a versatilidade de Pogacar. Já conhecido pelos ataques de longa distância e domínio em alta montanha, acrescenta agora sprints de grupos reduzidos ao seu leque de cenários vencedores.

Num dia em que outros tentaram abrir a corrida, Pogacar controlou todos os momentos-chave e ainda teve a velocidade para a fechar ele próprio.

“Cursos Iniciais de Árbitros triatlo em Lisboa e São Mamede de Infesta”


A FTP informa que se encontram abertas as inscrições para os Cursos Iniciais de Árbitros, que vão decorrer em Lisboa, a 23 de maio, e em São Mamede de Infesta (Concelho de Matosinhos) a 14 de junho.

Os interessados podem inscrever-se no curso com a data e localização que mais lhes seja conveniente.

Os dois cursos serão ministrados por Anabela Santos, árbitra de triatlo da FTP, World Triathlon Technical Official e também preletora da World Triathlon.

O horário das aulas será das 09:30 às 18:30 e a avaliação consistirá num teste e na participação em 4 provas como estagiário(a). Tendo avaliação positiva nas duas vertentes, o formando poderá começar a exercer como árbitro de G1.

O programa, bem como os detalhes dos cursos, estão junto ao formulário de inscrição:

Curso em Lisboa: https://forms.gle/CykrViv6PrvpbcB99

Curso em São Mamede de Infesta: https://forms.gle/w7bfBx6BnCGa4mow7

A formação tem um custo de 20€.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“LA VUELTA FEMENINA 26 POR CARREFOUR.ES”


AS MELHORES ESCALADORAS DO MUNDO VÃO SER AS ESTRELAS LA VUELTA FEMENINA 26 POR CARREFOUR.ES

 

Por: Daniel Peña Roldán

Foto: Unipublic / Agência Criativa Cxcling       

Pontos-chave:

•O apelo do Alto de L'Angliru conseguiu reunir um grande grupo de alpinistas para a La Vuelta Femenina 26 por Carrefour.es, liderados por duas vencedoras do Tour de France Femmes avec Zwift, como Pauline Ferrand-Prévot e Kasia Niewiadoma Phinney, bem como Anna Van der Breggen, terceira na corrida espanhola em 2025.

•A lendária Marianne Vos procurará aumentar a sua coleção de vitórias de etapas em grandes voltas espanholas nos primeiros dias, rivalizando com a múltipla campeã mundial Lotte Kopecky, entre muitas outras ciclistas rápidas ou explosivas.

 participação espanhola será liderada pela veterana Mavi Garcia e pela sensacional Paula Blasi. As duas seleções nacionais, Movistar Team e Laboral Kutxa, contam com onzes sólidos capazes de se destacar diariamente.

A Vuelta 26 Feminina de Carrefour.es será a edição mais difícil até à data da grande volta espanhola. Entre No domingo, 3 e sábado, 9 de maio, o pelotão feminino terá de ultrapassar mais de 14.500 metros de desnível acumulado, bem acima dos 10.331 em 2025 e dos 11.092 em 2024. A natureza acidentada da Galiza, Leão e Astúrias, onde decorrão as sete etapas da corrida, fornecerá grande parte da procura; as duas chegadas ao cume em Les Praeres e no mítico Alto de L' Angliru decidirão a corrida. As 18 equipas participantes conseguiram adaptar as suas equipas ao perfil do percurso, trazendo os seus melhores escaladores para lutar pela La Roja, a camisola que recompensa o melhor ciclista da classificação geral.

A campeã em título do Tour de France Femmes avec Zwift, Pauline Ferrand-Prévot, será a grande candidata à vitória final. Depois de se estrear na corrida espanhola com uma desilusão por ter de desistir após quatro etapas devido a problemas físicos, a francesa regressa com a sua capacidade de escalada como principal argumento para conquistar a vitória. "Quero dar o meu melhor. Sinto que ainda me falta um ponto de explosão, mas estou muito perto da minha versão do ano passado nas subidas longas." A acompanhá-la na Visma-Lease a Bike estará a vencedora da primeira edição do Tour de l'Avenir feminino, Marion Bunel.

Na semana passada, a polaca Kasia Niewiadoma Phinney foi uma das protagonistas da Flèche Wallonne (Cat-4) e da Liège-Bastogne-Liège (Cat-3), demonstrando mais uma vez o seu poder a subir e aproveitando a experiência adquirida ao longo de uma longa década no pelotão profissional. A líder do Canyon//SRAM chega a Espanha com o pódio entre as sobrancelhas e as sobrancelhas, e terá ao seu serviço duas excelentes escaladoras como Cecilie Uttrup Ludwig e Neve Bradbury. Igualmente forte é a formação FDJ United-Suez, com duas ciclistas que já tiveram sucesso na La Vuelta Femenina: Juliette Berthet (anteriormente apelidada Labous; terminou no top sete das três edições da corrida disputadas no formato atual) e Évita Muzic (também no top 10 de todas as Vueltas até à data, também venceu uma etapa na Laguna Negra de Vinuesa em 2024).

A variedade de alpinistas que vão escolher o jogo tendo em conta a classificação geral é muito ampla. Na verdade, há mais quatro ciclistas que terminaram no top 10 no ano passado: Cédrine Kerbaol (EF Education-Oatly), Monica Trinca Colonel (Liv-AlUla-Jayco), Yara Kastelijn (Fenix-Premier Tech) e a campeã em título do campeonato feminino, Nienke Vinke (Team SD Worx - Protime). Esta última partilhará a liderança com uma lenda do ciclismo feminino, Anna Van der Breggen, que já venceu uma etapa na La Vuelta Femenina 25 por Carrefour.es e mostrou grande forma nas clássicas das Ardenas. Juntamente com eles, dois ciclistas capazes de vencer qualquer uma das quatro etapas iniciais na Galiza devido à sua potência e velocidade: a múltipla campeã mundial de pista e estrada Lotte Kopecky e a antiga campeã europeia Mischa Bredewold.

A dupla SD Worx vai encontrar uma rival de alto nível em Marianne Vos. O ciclista emblemático da Visma-Lease a Bike partilha com a Demi Vollering o recorde do maior número de vitórias de etapa nesta corrida (6), todas elas conquistadas em sprints de todos os tipos: tanto planos como acidentados, tanto maciços como reduzidos. Mulheres rápidas como a italiana Letizia Paternoster e a australiana Ruby Roseman-Gannon, ambas da Liv-AlUla-Jayco, terão muito a dizer, assim como exemplos de poder como a vencedora do Paris-Roubaix-Hauts de France, Franziska Koch (FDJ United-Suez), ou a campeã olímpica Kristen Faulkner (EF Education-Oatly), que terá ao seu lado uma adepta capaz de jogar as suas próprias cartas como a suíça Noemi Rüegg.

Por último, mas não menos importante, há a participação espanhola. Os adeptos vermelhos e brancos encontraram uma nova heroína em Paula Blasi, campeã europeia sub-23 que, nas últimas semanas, venceu de surpresa a Amstel Gold Race e depois confirmou as suas prestações em Flèche (Cat-3) e Liège (Cat-5), garantindo uma estreia impressionante nas Ardenas. Ao seu lado estará a sua mentora Mavi García, uma verdadeira referência para o ciclismo feminino espanhol ao longo de uma vida desportiva que pretende coroar com uma grande prestação na classificação geral da La Vuelta Femenina 26 por Carrefour.es. Juntamente com os ciclistas da UAE Team ADQ estarão outros nomes que se destacaram nesta corrida no passado, como Mireia Benito (AG Insurance-Soudal) ou Marina Garau (Vini Fantini-Bepink), e as duas principais equipas nacionais: a Movistar Team, liderada pela alemã Liane Lippert e com a cubana Arlenis Sierra como velocista, e a Laboral Kutxa da Fundação Euskadi. com a rápida Catalina Soto como principal trunfo para vencer a sua primeira etapa no Grande Tour espanhol e Usoa Ostolaza como opção para a classificação geral.

           

As 18 equipas participantes e os seus principais ciclistas:

 

Alemanha

Canyon//SRAM Zonda Cripto: Katarzyna Niewiadoma-Phinney (POL), Cecilie Uttrup Ludwig (DEN), Neve Bradbury (AUS)

Lidl - Trek: Ricarda Bauernfeind (ALE), Riejanne Markus (NED), Gaia Realini (ITA)

 

Austrália

Liv-AlUla-Jayco: Monica Trinca Coronel, Letizia Paternoster (ITA), Ruby Roseman-Gannon (AUS)

Bélgica

AG Seguros - Soudal Equipa: Ashleigh Moolman (SAF), Mireia Benito (ESP), Urska Zigart (SLO)

Fenix-Premier Tech: Yara Kastelijn, Ceylin del Carmen Alvarado (NED)

Lotto Intermarché Senhoras: Linda Riedmann (ALE), Anna van Wersch (NED)

Emirados Árabes Unidos

ADQ Equipa dos Emirados Árabes Unidos: Paula Blasi, Mavi García (ESP), Maëva Squiban (FRA), Karlijn Swinkels (NED)

Espanha

Laboral Kutxa - Fundación Euskadi: Usoa Ostolaza (ESP), Catalina Soto (CHI)

Equipa Movistar: Liane Lippert (ALE), Arlenis Sierra (CUB), Sara Martín (ESP)

Estados Unidos

EF Education - Atly: Kristen Faulkner (EUA), Cédrine Kerbaol (FRA), Noemi Rüegg (SWI)

Saúde Movida por Humanos: Barbara Malcotti (ITA), Marta Jaskulska (POL)

França

FDJ United - Suez: Juliette Berthet (nascida Labous), Evita Muzic (FRA), Franziska Koch (ALE)

Mayenne Monbana My Pie: Karolina Perekitko (POL), Alice Coutinho (FRA)

Itália

Fantini - Bepink Vinhos: Marina Garau (ESP), Andrea Casagranda (ITA)

Noruega

Mobilidade Uno-X: Katrine Aalerud, Sigrid Haugset (NOR), Laura Tomasi (ITA)

Países Baixos

Equipa de Piquenique Pós-NL: Eleonora Ciabocco (ITA), Juliana Londoño (COL)

Equipa SD Worx - Protime: Lotte Kopecky (BEL), Anna Van der Breggen, Nienke Vinke, Mischa Bredewold (NED)

Equipa Visma | Aluga uma bicicleta: Pauline Ferrand-Prévot, Marion Bunel (FRA), Marianne Vos (NED), Imogen Wolff (GBR) 

Fonte: Unipublic

“Grande Prémio Anicolor regressa à estrada com Tavfer Ovos Matinados Mortágua a sair de casa”


O Grande Prémio Anicolor regressa ao calendário internacional UCI 2.1, entre 1 e 3 de maio, com 517,8 quilómetros de competição repartidos por três etapas em linha entre os distritos de Leiria, Viseu e Aveiro. Na sua 10.ª edição, a prova mantém o formato de três tiradas consecutivas, terminando em Águeda, e reúne 17 equipas de oito países.

A competição arranca no feriado de 1 de maio, com a 1.ª etapa a partir de Porto de Mós às 12h30 e chegada prevista a Oliveira do Bairro às 17h13. O percurso, com 177,8 km, é o mais longo da prova e apresenta um perfil ondulado, com quatro contagens de montanha, exigindo resistência desde o início.

No dia 2 de maio, a 2.ª etapa parte de Oiã, junto à sede da Anicolor - Sistemas de Alumínio, às 12h50, e termina na Costa Nova às 17h02, num percurso de 169,9 km mais plano, potencialmente disputado ao sprint.

A etapa rainha, a 3.ª etapa, disputa se a 3 de maio e será a que mais marcará a história de 2026. O percurso de 170,1 km liga Mortágua a Águeda, com seis prémios de montanha, dois de 3.ª categoria, dois de 2.ª e dois de 1.ª, que prometem definir a geral na parte final da prova. A chegada em Águeda está prevista para as 17h08.

Em 2026, o Grande Prémio Anicolor regressa a Mortágua, partida da 3ª etapa, com um momento simbólico que une passado, presente e futuro do ciclismo, numa pequena terra que se tornou grande pelas duas rodas. A partida oficial acontece na Câmara Municipal de Mortágua e a partida real será dada na rotunda em homenagem à memória de Pedro Silva, treinador, ciclista e grande motor do projeto Tavfer Ovos Matinados Mortágua.


A memória de Pedro Silva está viva, nas estradas por onde a equipa passa, nos jovens que vestem o uniforme da Tavfer Ovos Matinados Mortágua e nas corridas que continuam a levar o nome de Mortágua ao mais alto nível.

A Tavfer Ovos Matinados Mortágua alinha com um pelotão competitivo, composto por: Francisco Morais, Bruno Silva, Daniel Dias, César Martingil, Leangel Linarez, Francisco Alves e Gonçalo Carvalho, atleta natural de mortágua, alinha com uma equipa pronta para disputar a corrida desde o início, com especial motivação na etapa que passa pela sua casa.

O Grande Prémio Anicolor terá transmissão televisiva em direto na A Bola TV, garantindo que os fãs possam acompanhar de perto o desenrolar das três etapas. Contamos com a presença e o apoio de todos junto à estrada.

 

Mortágua e Pedro Silva: uma história que continua a ser escrita pela Tavfer Ovos Matinados Mortágua

 

Mortágua e o ciclismo andam de mão dada graças a um nome, Pedro Silva, o ciclista de Mortágua. A equipa Tavfer Ovos Matinados Mortágua é mais do que um coletivo que corre na estrada: é um projeto nascido em casa, inspirado pela paixão, pela memória e pela vontade de perpetuar um legado. Esse legado tem nome: Pedro Silva, ciclista profissional natural de Mortágua, cujo percurso trouxe muito mais do que vitórias, trouxe visibilidade, orgulho e raízes profundas a uma terra de interior que se afirma cada vez mais como referência no ciclismo nacional.

 

A origem da equipa: do sonho à realidade

 

Após terminar a carreira como ciclista profissional, Pedro Silva fundou, cerca de dois anos depois, o Mortágua Clube Duas Rodas, hoje conhecido como Velo Clube do Centro. O objetivo era claro: formar jovens atletas, fomentar o gosto pela bicicleta e criar um futuro para o ciclismo em Mortágua. Nasceu assim um projeto de formação transversal, que rapidamente se espalhou por várias vertentes do ciclismo, não se limitando apenas à estrada. Dois lemas guiaram desde o início esse caminho: trabalho, dedicação e companheirismo, valores que se voltaram a revelar fundamentais não só na formação de atletas, mas também de adultos responsáveis.

Desse clube saíram muitos jovens talentos que hoje correm em equipas profissionais em Portugal e no estrangeiro. A semente lançada por Pedro Silva tornou se planta que não pára de crescer, e a Tavfer Ovos Matinados Mortágua é o prolongamento natural desse percurso, marcado por continuidade e ambição.

 

A presença de Pedro Silva em Mortágua

 

Para a comunidade mortaguense, Pedro Silva não é apenas um nome de ciclista: é uma pessoa que amava a modalidade, dedicava se a ela com entusiasmo e lutava pelos seus objetivos sem nunca esquecer quem o rodeava.

Xavier Silva, atual manager da equipa e filho de Pedro Silva, refere que o pai era visto como.” Uma pessoa que amava a modalidade e se dedicava a 100%. Uma pessoa trabalhadora, que lutava em prol dos seus objetivos e que queria sempre o melhor para todos aqueles com quem trabalhava. Para Mortágua o nome Pedro Silva e o Velo Clube do Centro são incontornáveis, e a visibilidade que o projeto dá ao município de Mortágua é uma realidade.”

A equipa e o clube que fundou percorrem o país de norte a sul, surgem também em provas para além fronteiras, e leva sempre consigo o slogan de Mortágua, uma terra de ciclismo, reforçando a posição da localidade como referência no interior e na região Centro.

 

A paixão que corre nas veias de Mortágua

 

 

As vitórias de Pedro Silva, sobretudo na Volta a Portugal, marcaram a imaginação de muitos Mortaguenses. Desde cedo, a vila vibrou com os seus sucessos, e o “ADN do ciclismo” ficou inscrito na identidade local. A prova disso é a existência de uma escola de ciclismo, de um clube de lazer e de dezenas de pessoas que escolhem a bicicleta como estilo de vida, andando com regularidade pelas estradas e caminhos da região.

Ainda hoje, a equipa profissional continua a tocar corações: quando tudo corre bem, há festa, quando as coisas não saem como planeado, há sempre palavras de incentivo, apoio e presença, admite Xavier Silva.

O regresso a Mortágua é, para muitos atletas, um momento de reencontro com aqueles que acreditam neles, reforçando a ligação entre a equipa e a comunidade.

 

A rotunda que nunca se esquece

 

Em Mortágua, a homenagem a Pedro Silva ganhou forma concreta na rotunda dedicada ao ciclista. O monumento ali erguido não é apenas um espaço de passagem, mas um ponto de referência simbólica, um local visitado pela comunidade velocipédica durante grandes provas como o Grande Prémio de Ciclismo de Mortágua, Pedro Silva e o Grande Prémio Anicolor, onde as equipas fazem questão de passar junto à rotunda em homenagem ao mentor do projeto.

“É uma forma de manter viva a memória de alguém que fez muito mais do que vencer corridas: construiu uma escola, um clube, uma equipa e uma mentalidade desportiva que hoje continua a dar frutos. “refere Xavier Silva. A rotunda, o Grande Prémio de Mortágua - Pedro Silva, o GP Anicolor, a própria Tavfer Ovos Matinados Mortágua, tudo isso faz parte de uma história que começou com um sonho de um ciclista mortaguense e que continua a ser escrita, pedalada a pedalada, por jovens que cresceram ouvindo o nome de Pedro Silva.

A memória de Pedro Silva está viva, não apenas nas palavras de quem o conheceu, na sua família, mas também nas estradas por onde a equipa passa, nos jovens que vestem o uniforme da Tavfer Ovos Matinados Mortágua e nas corridas que continuam a levar o nome de Mortágua ao mais alto nível.

Em 2026, o Grande Prémio Anicolor regressa a Mortágua na 3.ª etapa, com a partida simbólica a acontecer na Câmara Municipal de Mortágua e a partida real a ser dada na rotunda em homenagem à memória de Pedro Silva, um momento simbólico que une passado, presente e futuro do ciclismo nesta pequena terra que se tornou grande pelas duas rodas.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer Ovos Matinados Mortágua

“Luís Xavier estreia-se em provas internacionais na Taça do Mundo de Paraciclismo com sinais positivos”


A participação portuguesa no segundo dia da prova de contrarrelógio individual da Taça do Mundo de Paraciclismo, em Gistel, Bélgica, ficou marcada pela estreia absoluta de Luís Xavier (C5) em competições internacionais de estrada. Integrado num grupo de elevado nível competitivo, onde estiveram presentes os melhores atletas do mundo, o corredor português demonstrou personalidade e margem de progressão.

Num grupo composto por 33 atletas, Luís Xavier alcançou o 19.º lugar, após concluir os 20,4 quilómetros do percurso, um resultado que deixa indicadores muito positivos para o futuro. O atleta terminou a cerca de 1m40s do 10.º classificado e a 3m44s do vencedor, o americano Elouan Gardon, evidenciando uma proximidade competitiva encorajadora face à elite mundial.

O pódio da categoria C5 ficou completo com o francês Dorian Foulon, prata, e a medalha de bronze foi para o austríaco Franz-Josef Lasser.

Já Paulo Teixeira, que compete em C3, concluiu a sua prestação no 24.º lugar, entre um total de 28 atletas, num contexto igualmente exigente. “Importa sublinhar que esta não é a sua vertente de eleição e que competiu sem recurso a uma bicicleta específica de contrarrelógio, fator que naturalmente condiciona o desempenho. Ainda assim, perspetiva-se uma melhoria significativa na prova de fundo, onde poderá lutar por um resultado dentro do top-20, zona de atribuição de pontos para o ranking das nações”, esclareceu Telmo Pinão, Selecionador Nacional de Paraciclismo.


Na categoria C3, o ouro foi para o francês Louis Hubert, que concluiu o percurso em 26m22s, seguindo-se o compatriota Florian Bouziani, com a prata e o bronze foi para o canadiano Alexandre Hayward.

O responsável técnico destacou o elevado grau de competitividade verificado nesta jornada, marcado pela entrada de novos atletas nas diferentes classes, já com níveis de performance muito elevados. Ainda assim, salientou o enorme potencial de Luís Xavier, considerando que, com evolução ao nível técnico – particularmente na vertente de contrarrelógio –, poderá, a médio prazo, integrar o top-10 internacional, um patamar de excelência reservado a poucos.

Telmo Pinão acredita, também, que “ambos os atletas poderão apresentar uma evolução clara nas provas de fundo, contribuindo, assim, para a conquista de pontos importantes para Portugal no ranking das nações”.

Programa competitivo para os próximos dias (hora portuguesa): PROVA DE FUNDO

voltas) Dia 1 de maio, sexta-feira, 13h45: Paulo Teixeira» 71,4 km (7 voltas) Dia 1 de maio, sexta-feira, 16h15: Luís Xavier» 81,6 km (8 voltas)

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

quarta-feira, 29 de abril de 2026

“Não o recomendaria a ninguém” - Tom Dumoulin deixa um aviso aos melhores do ciclismo”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/nao-o-recomendaria-a-ninguem-tom-dumoulin-deixa-um-aviso-aos-melhores-do-ciclismo

 

Tom Dumoulin encontrou agora a sua vocação fora do pelotão e é o diretor da Amstel Gold Race. O antigo profissional neerlandês é também uma das vozes mais francas do pelotão e recorda as dificuldades que viveu enquanto corredor, em particular os anos passados na Team Visma | Lease a Bike.

Dumoulin recorda os seus melhores anos como aqueles que passou na Sunweb, onde se afirmou primeiro como clasicómano e especialista de contrarrelógio, ajudando também os sprinters da equipa. “Ainda vejo e falo com esses rapazes. Isso criou uma ligação enorme, todos aqueles anos em que fizemos aquilo juntos”, disse o neerlandês em entrevista ao Sportnieuws.

Acabou por se tornar um sólido corredor de etapas e, por fim, um especialista de Grandes Voltas, rendendo na montanha em 2015 e 2016; e depois colocando essas capacidades ao serviço nas Grandes Voltas, onde viria a triunfar.

A época de 2017, em que venceu o Campeonato do Mundo de contrarrelógio e, acima de tudo, a Volta a Itália, mantém-se como a melhor e mais bem-sucedida da sua carreira. “Foi fantástico e nunca o vou esquecer pelo resto da minha vida”.

Em 2018, terminou em segundo na Volta a Itália e na Volta a França, cimentando-o como um talento geracional, a fazer o que muito poucos conseguiam, numa equipa relativamente modesta face à Team Sky, vencedora de ambas nesse ano.

 

Sozinho no topo da carreira

 

Mas a sua época de 2019 foi muito complicada, com uma queda a tirá-lo da Volta a Itália. Foi pressionado a tentar chegar à Volta a França, mas abandonou o Critérium du Dauphiné e admitiu que a decisão de falhar o Tour foi um alívio. Esse período, seguido pelos anos na Visma, foi muito complexo, recorda.

“Tive alguns anos muito difíceis, certamente os derradeiros da minha carreira. As funções e responsabilidades estavam fixas. Não é mau em si, mas a certa altura tornou-se tudo tão estruturado e rígido que limitou a minha margem de manobra e até se tornou sufocante. Como resultado, senti também que tinha de abdicar da minha liberdade e autonomia”, explica.

Na Visma tem sido amplamente noticiado que os métodos de treino são mais rígidos atualmente, algo que não se adequa a alguns corredores. Dumoulin nunca encontrou o seu melhor nível na equipa neerlandesa e a motivação foi uma dúvida até à sua retirada no final de 2022.

“Nos últimos anos da minha carreira, vivi-o como muito solitário no topo. E isso é em grande parte culpa minha. Não soube gerir-me perante todas as partes interessadas na minha carreira”, admite.

“A equipa queria algo, os patrocinadores queriam algo, os adeptos queriam algo, os media queriam algo, os Países Baixos queriam algo. Ninguém tinha más intenções para comigo, mas, no conjunto, senti que demasiadas partes queriam algo de mim. E, por querer corresponder a todos, fiquei com a sensação de que não estava a fazer o melhor por mim”.

O preço dessa pressão foi uma retirada prematura e uma carreira que começou a descarrilar assim que mudou para uma equipa que viria a vencer várias Voltas a França.

É um aviso sério, mesmo para quem está no topo, de que manter o equilíbrio e a posição no ciclismo é tão difícil como lá chegar. “Isso resultou num sentimento de solidão durante aqueles anos. Não o recomendaria a ninguém. Sei que é muito mais divertido estar no topo em conjunto. Mas, por vezes, pode ser solitário também”.

“Cortes massivos no Ballon d’Alsace colocam a Volta a França sob pressão de grupos ambientalistas franceses”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/cortes-massivos-no-ballon-dalsace-colocam-a-volta-a-franca-sob-pressao-de-grupos-ambientalistas-franceses

 

A Volta a França de 2026 vai atravessar o Ballon d’Alsace dentro de menos de dois meses, e os preparativos da etapa desencadearam uma acesa disputa ambiental. A remoção de mais de mil árvores na zona motivou uma reação imediata de grupos ambientalistas, que denunciam uma intervenção excessiva em nome do espetáculo desportivo.

Quatro associações da Alsácia vieram a público, defendendo que as obras foram muito além do razoável. Com uma mensagem clara - garantir a segurança sem devastar a paisagem -, os grupos afirmam que a operação infligiu danos desnecessários no ecossistema local.

Não é uma situação inédita no ciclismo, que frequentemente leva pelotão, caravana e adeptos à alta montanha e a zonas isoladas, por vezes fortemente protegidas. No outono passado, a chegada em alto na Bola del Mundo esteve em risco nos quilómetros finais. Acabou por disputar-se, mas sem público no último e íngreme setor da subida.

Entre as organizações críticas estão a Alsace Nature, a LPO Alsace, a Gepma e a Bufo. Todas concordam que a corrida para preparar a estrada antes da Volta não justifica a dimensão do abate.

Num comunicado conjunto, questionam tanto o calendário como o modo de execução das obras, sugerindo que a agenda da corrida se sobrepôs à proteção do meio natural.

 

Resposta institucional: segurança e planeamento prévio

 

As autoridades, porém, apresentam uma versão muito diferente. O Departamento do Haut-Rhin sustenta que a intervenção responde a uma necessidade real: adaptar a via ao pico de tráfego que a corrida irá gerar.

Segundo números oficiais, foram abatidas 1071 árvores ao longo de cerca de 4,5 quilómetros. Insiste-se que a operação não está apenas ligada ao evento, mas a critérios de segurança rodoviária.

 

Um projeto antigo com execução acelerada

 

A responsável regional do Office National des Forêts, Stéphanie Rauscent, sublinhou que o projeto não é novo. Explicou tratar-se de um plano concebido há cerca de uma década, agora executado a um ritmo mais rápido devido à proximidade da Volta a França.

Defende ainda que muitas das árvores removidas estavam em mau estado ou em degradação, tornando o abate necessário tanto por razões de segurança como de gestão florestal.

O caso reabre o debate sobre o impacto dos grandes eventos desportivos no meio natural. Enquanto o Tour procura garantir segurança e um espetáculo de alto nível, as associações alertam para o risco de se priorizar a visibilidade mediática em detrimento da conservação.

Com a etapa a aproximar-se, a tensão continua a subir no Ballon d’Alsace, agora símbolo de um conflito mais amplo entre desporto, território e sustentabilidade.

“Jovem ciclista norte-americano que quase surpreendeu Quinn Simmons nos Nacionais de 2025 enfrenta 16 meses de suspensão”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/jovem-ciclista-norte-americano-que-quase-surpreendeu-quinn-simmons-nos-nacionais-de-2025-enfrenta-16-meses-de-suspensao

 

O ciclismo dos EUA volta a estar sob os holofotes do doping após a sanção aplicada a Evan Boyle. O corredor de 21 anos aceitou uma suspensão de 16 meses por ter acumulado três falhas de localização num período de 12 meses, conforme confirmou a United States Anti-Doping Agency.

O caso envolve um dos jovens mais promissores do cenário nacional, sobretudo depois dos resultados nos Campeonatos Nacionais dos EUA, onde conquistou a prata na prova de fundo elite após um excelente desempenho, só superado pela estrela das fugas americanas, Quinn Simmons. Em 2023, foi também segundo no contrarrelógio sub-23 e representou os Estados Unidos por duas vezes no Campeonato do Mundo sub-23.

A sanção resulta diretamente do sistema de controlos fora de competição a que o corredor estava sujeito. Como a USADA explicou no seu comunicado, Boyle integrava o grupo registado de testagem, que obriga os atletas a fornecerem informações de localização para controlos antidopagem em qualquer momento.

“Num período de 12 meses, Boyle registou três falhas de localização: a primeira a 16/7/2025, a segunda a 16/8/2025 e a terceira a 2/10/2025”, lê-se no comunicado oficial.

As regras são claras neste ponto: “Acumular três falhas de localização num período de 12 meses constitui uma violação do USADA Protocol for Olympic and Paralympic Movement Testing, da United States Olympic & Paralympic Committee National Anti-Doping Policy e das Union Cycliste Internationale Anti-Doping Rules, todos adotando o World Anti-Doping Code”.

 

Uma sanção dentro do expectável

 

 

O organismo norte-americano detalhou também os critérios aplicados para definir a sanção. “O período de inelegibilidade por violações de localização varia entre um e dois anos, dependendo do grau de culpa do atleta”, refere a nota.

“Neste caso, a USADA determinou que um período de inelegibilidade de 16 meses era adequado face às circunstâncias”.

A suspensão começou a 8/12/2025, data em que foi notificada a terceira falha, e terá efeito retroativo nos seus resultados. Desde 2/10/2025, Boyle está desclassificado de todas as competições, perdendo medalhas, pontos e prémios obtidos.

 

Impacto desportivo imediato

 

O corredor, que competiu nas duas últimas épocas pela equipa de desenvolvimento Hagens Berman Jayco, preparava-se para iniciar um novo capítulo na Team Winston Salem-Flow em 2026. Contudo, nunca chegou a estrear-se na nova estrutura.

Entre os objetivos estava correr a Ronde de l'Isard em maio, palco habitual de afirmação para jovens talentos. A sanção trava agora o seu ímpeto competitivo e afasta-o numa fase-chave da sua evolução.

O caso volta a sublinhar a importância do cumprimento rigoroso das regras de localização no sistema antidoping internacional, onde falhas administrativas repetidas podem, ainda assim, originar sanções significativas.

“Resultados 4a etapa da Volta à Turquia 2026: Stanislaw Aniolkowski ziguezagueia para a vitória ao sprint em Fethiye”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/resultados-4a-etapa-da-volta-a-turquia-2026-stanislaw-aniolkowski-ziguezagueia-para-a-vitoria-ao-sprint-em-fethiye

 

Stanisław Aniołkowski (Cofidis) venceu a 4ª etapa da Volta à Turquia num sprint massivo em Fethiye, após a captura, já na segunda metade da tirada, de uma fuga de três corredores.

Fernando Gaviria (Caja Rural - Seguros RGA) lançou o sprint dentro dos últimos 300 metros, mas foi ultrapassado, com Aniołkowski a surgir para selar o triunfo. Lorrenzo Manzin (TotalEnergies) também abriu o sprint nos metros finais.

 

Fuga resiste na subida antes de ser alcançada

 

Uma fuga de três homens, com Awet Aman, Samet Bulut e Jonah Killy, manteve-se adiantada após a única contagem do dia, uma ascensão de 7 km a 4,5%.

O trio conservou uma curta vantagem sobre o pelotão ao coroar a subida, com equipas como a Cofidis e a Alpecin-Deceuninck a trabalharem na dianteira enquanto a diferença diminuía. A fuga foi alcançada a mais de 30 quilómetros da meta, reunindo o pelotão para a aproximação final.

 

Pelotão reagrupa-se antes do sprint final

 

Após a captura, o pelotão manteve-se maioritariamente compacto apesar de várias acelerações e breves cortes rapidamente fechados. Cofidis e Alpecin-Deceuninck permaneceram ativas na frente ao entrar nos últimos 20 quilómetros, enquanto outras equipas também se posicionaram a pensar no sprint. Com cerca de 100 corredores ainda no grupo principal dentro dos 10 quilómetros finais, tudo apontava para uma chegada rápida em Fethiye.

No último quilómetro, as equipas ordenaram-se na cabeça do pelotão antes de Gaviria lançar o sprint pela frente. Aniołkowski estava na quinta/sexta posição, encontrou uma nesga à frente de Davide Ballerini e assim que teve caminho aberto ninguém o parou, garantindo a vitória no centro da estrada, diante de Riley Pickrell e Davide Persico. Foi a primeira vitória do polaco ao serviço da Cofidis.

A 5ª etapa prossegue a corrida, com o traçado a voltar a ganhar dureza rumo às decisivas jornadas de montanha no final da semana.

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
  • Diretor: José Manuel Cunha Morais
  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
  • Periodicidade: Diária
  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
  • Proprietário e Editor: José Manuel Cunha Morais
  • Morada: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Redacção: José Morais
  • Fotografia e Vídeo: José Morais, Helena Morais
  • Assistência direção, área informática: Hugo Morais
  • Sede de Redacção: Rua do Meirinha, 6 Mogos, 2625-608 Vialonga
  • Contactos: Telefone / Fax: 219525458 - Email: josemanuelmorais@sapo.pt noticiasdopedal@gmail.com - geral.revistanoticiasdopedal.com