O Grande Prémio Anicolor regressa ao calendário internacional UCI 2.1, entre 1 e 3 de maio, com 517,8 quilómetros de competição repartidos por três etapas em linha entre os distritos de Leiria, Viseu e Aveiro. Na sua 10.ª edição, a prova mantém o formato de três tiradas consecutivas, terminando em Águeda, e reúne 17 equipas de oito países.
A competição arranca no
feriado de 1 de maio, com a 1.ª etapa a partir de Porto de Mós às 12h30 e
chegada prevista a Oliveira do Bairro às 17h13. O percurso, com 177,8 km, é o
mais longo da prova e apresenta um perfil ondulado, com quatro contagens de montanha,
exigindo resistência desde o início.
No dia 2 de maio, a 2.ª etapa
parte de Oiã, junto à sede da Anicolor - Sistemas de Alumínio, às 12h50, e
termina na Costa Nova às 17h02, num percurso de 169,9 km mais plano,
potencialmente disputado ao sprint.
A etapa rainha, a 3.ª etapa,
disputa se a 3 de maio e será a que mais marcará a história de 2026. O percurso
de 170,1 km liga Mortágua a Águeda, com seis prémios de montanha, dois de 3.ª
categoria, dois de 2.ª e dois de 1.ª, que prometem definir a geral na parte
final da prova. A chegada em Águeda está prevista para as 17h08.
Em 2026, o Grande Prémio Anicolor regressa a Mortágua, partida da 3ª etapa, com um momento simbólico que une passado, presente e futuro do ciclismo, numa pequena terra que se tornou grande pelas duas rodas. A partida oficial acontece na Câmara Municipal de Mortágua e a partida real será dada na rotunda em homenagem à memória de Pedro Silva, treinador, ciclista e grande motor do projeto Tavfer Ovos Matinados Mortágua.
A memória de Pedro Silva está
viva, nas estradas por onde a equipa passa, nos jovens que vestem o uniforme da
Tavfer Ovos Matinados Mortágua e nas corridas que continuam a levar o nome de
Mortágua ao mais alto nível.
A Tavfer Ovos Matinados
Mortágua alinha com um pelotão competitivo, composto por: Francisco Morais,
Bruno Silva, Daniel Dias, César Martingil, Leangel Linarez, Francisco Alves e
Gonçalo Carvalho, atleta natural de mortágua, alinha com uma equipa pronta para
disputar a corrida desde o início, com especial motivação na etapa que passa
pela sua casa.
O Grande Prémio Anicolor terá
transmissão televisiva em direto na A Bola TV, garantindo que os fãs possam
acompanhar de perto o desenrolar das três etapas. Contamos com a presença e o
apoio de todos junto à estrada.
Mortágua
e Pedro Silva: uma história que continua a ser escrita pela Tavfer Ovos
Matinados Mortágua
Mortágua e o ciclismo andam de
mão dada graças a um nome, Pedro Silva, o ciclista de Mortágua. A equipa Tavfer
Ovos Matinados Mortágua é mais do que um coletivo que corre na estrada: é um
projeto nascido em casa, inspirado pela paixão, pela memória e pela vontade de
perpetuar um legado. Esse legado tem nome: Pedro Silva, ciclista profissional
natural de Mortágua, cujo percurso trouxe muito mais do que vitórias, trouxe
visibilidade, orgulho e raízes profundas a uma terra de interior que se afirma
cada vez mais como referência no ciclismo nacional.
A origem
da equipa: do sonho à realidade
Após terminar a carreira como
ciclista profissional, Pedro Silva fundou, cerca de dois anos depois, o
Mortágua Clube Duas Rodas, hoje conhecido como Velo Clube do Centro. O objetivo
era claro: formar jovens atletas, fomentar o gosto pela bicicleta e criar um
futuro para o ciclismo em Mortágua. Nasceu assim um projeto de formação
transversal, que rapidamente se espalhou por várias vertentes do ciclismo, não
se limitando apenas à estrada. Dois lemas guiaram desde o início esse caminho:
trabalho, dedicação e companheirismo, valores que se voltaram a revelar
fundamentais não só na formação de atletas, mas também de adultos responsáveis.
Desse clube saíram muitos
jovens talentos que hoje correm em equipas profissionais em Portugal e no
estrangeiro. A semente lançada por Pedro Silva tornou se planta que não pára de
crescer, e a Tavfer Ovos Matinados Mortágua é o prolongamento natural desse
percurso, marcado por continuidade e ambição.
A
presença de Pedro Silva em Mortágua
Para a comunidade mortaguense,
Pedro Silva não é apenas um nome de ciclista: é uma pessoa que amava a
modalidade, dedicava se a ela com entusiasmo e lutava pelos seus objetivos sem
nunca esquecer quem o rodeava.
Xavier Silva, atual manager da
equipa e filho de Pedro Silva, refere que o pai era visto como.” Uma pessoa que
amava a modalidade e se dedicava a 100%. Uma pessoa trabalhadora, que lutava em
prol dos seus objetivos e que queria sempre o melhor para todos aqueles com
quem trabalhava. Para Mortágua o nome Pedro Silva e o Velo Clube do Centro são
incontornáveis, e a visibilidade que o projeto dá ao município de Mortágua é
uma realidade.”
A equipa e o clube que fundou
percorrem o país de norte a sul, surgem também em provas para além fronteiras,
e leva sempre consigo o slogan de Mortágua, uma terra de ciclismo, reforçando a
posição da localidade como referência no interior e na região Centro.
A paixão
que corre nas veias de Mortágua
As vitórias de Pedro Silva,
sobretudo na Volta a Portugal, marcaram a imaginação de muitos Mortaguenses.
Desde cedo, a vila vibrou com os seus sucessos, e o “ADN do ciclismo” ficou
inscrito na identidade local. A prova disso é a existência de uma escola de
ciclismo, de um clube de lazer e de dezenas de pessoas que escolhem a bicicleta
como estilo de vida, andando com regularidade pelas estradas e caminhos da
região.
Ainda hoje, a equipa
profissional continua a tocar corações: quando tudo corre bem, há festa, quando
as coisas não saem como planeado, há sempre palavras de incentivo, apoio e
presença, admite Xavier Silva.
O regresso a Mortágua é, para
muitos atletas, um momento de reencontro com aqueles que acreditam neles,
reforçando a ligação entre a equipa e a comunidade.
A rotunda
que nunca se esquece
Em Mortágua, a homenagem a
Pedro Silva ganhou forma concreta na rotunda dedicada ao ciclista. O monumento
ali erguido não é apenas um espaço de passagem, mas um ponto de referência
simbólica, um local visitado pela comunidade velocipédica durante grandes
provas como o Grande Prémio de Ciclismo de Mortágua, Pedro Silva e o Grande
Prémio Anicolor, onde as equipas fazem questão de passar junto à rotunda em
homenagem ao mentor do projeto.
“É uma forma de manter viva a
memória de alguém que fez muito mais do que vencer corridas: construiu uma
escola, um clube, uma equipa e uma mentalidade desportiva que hoje continua a
dar frutos. “refere Xavier Silva. A rotunda, o Grande Prémio de Mortágua -
Pedro Silva, o GP Anicolor, a própria Tavfer Ovos Matinados Mortágua, tudo isso
faz parte de uma história que começou com um sonho de um ciclista mortaguense e
que continua a ser escrita, pedalada a pedalada, por jovens que cresceram
ouvindo o nome de Pedro Silva.
A memória de Pedro Silva está
viva, não apenas nas palavras de quem o conheceu, na sua família, mas também
nas estradas por onde a equipa passa, nos jovens que vestem o uniforme da
Tavfer Ovos Matinados Mortágua e nas corridas que continuam a levar o nome de
Mortágua ao mais alto nível.
Em 2026, o Grande Prémio
Anicolor regressa a Mortágua na 3.ª etapa, com a partida simbólica a acontecer
na Câmara Municipal de Mortágua e a partida real a ser dada na rotunda em
homenagem à memória de Pedro Silva, um momento simbólico que une passado, presente
e futuro do ciclismo nesta pequena terra que se tornou grande pelas duas rodas.
Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer
Ovos Matinados Mortágua


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