sexta-feira, 15 de maio de 2026

“Só dá UAE Team Emirates Gen-Z: Boldyrev bisa na Volta a Portugal do Futuro”


Fotos: Rodrigo Rodrigues / FPCiclismo

Só dá Matvey Boldyrev na 33.ª edição da Volta a Portugal do Futuro. Depois do triunfo inaugural, o corredor russo da UAE Team Emirates Gen-Z voltou a ser o mais forte na segunda etapa e consolidou a liderança da Classificação Geral.

A segunda tirada começou em Figueiró dos Vinhos, rumo a Castanheira de Pera, num percurso de mais de 140 quilómetros. E o dia foi agitado desde bem cedo.

 

Daniil Kazakov deu o exemplo para a fuga

 

Daniil Kazakov (Tecnosylva Rower Bembibre) foi o primeiro a atacar, e a ele seguiram-se José Moreira (GI Group Holding-Simoldes-UDO), Adrian Pacho (Supermercados Froiz), Simão Lucas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Heimo Fugger (UAE Team Emirates Gen-Z), Iker Diaz (Caja Rural-Alea) e Eleazar Jimenez Martinez (Tecnosylva Rower Bembibre). Estava formada a fuga do dia.

A vantagem para o pelotão foi oscilando, mas certo é que esse grupo foi na frente da corrida durante grande parte da tarde, e foi daí que saíram os vencedores de quase todos os pontos intermédios do dia. 

José Moreira foi o mais rápido na meta volante da Sertã, Heimo Fugger passou à frente nas contagens de montanha de Vila de Rei e Ferreira do Zêzere - de segunda e terceira categoria, respetivamente -, e José Moreira, numa altura em que já só seguia na fuga juntamente com Fugger, voltou a ser mais rápido na meta volante de Figueiró dos Vinhos.

 

Subida do Ameal viveu o espetáculo das decisões

 

Com a primeira passagem na meta, já em Castanheira de Pera, vieram as grandes decisões do dia. Heimo Fugger foi alcançado e a Subida do Ameal, que culminava com uma contagem de montanha de primeira categoria, foi fortemente atacada.

Desses ataques destacaram-se Matvey Boldyrev, dono da Camisola Amarela - Exclusivagora, e Jesse Maris, da Tecnosylva Rower Bembibre. Os dois seguiram juntos até um sprint final emocionante, no qual Boldyrev foi o mais forte e voltou a festejar.


Num pequeno grupo que chegou quase meio minuto depois, Winston Maestre, da Caja Rural-Alea, fechou o pódio, com vantagem para uma dupla portuguesa: Daniel Moreira, da Seleção de Portugal, e Rafael Barbas, da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua.

Tal como na véspera, Boldyrev é também dono das outras camisolas em disputa: Camisola Verde - Grupo Automaran / Skoda, Camisola Azul - Proteção 24H e Camisola Branca - CIM Beira Baixa.

Na Geral, o jovem russo da UAE Team Emirates Gen-Z tem uma vantagem de um minuto e 25 segundos para o segundo classificado, o colega de equipa Jaime Torres, e de um minuto e 54 segundos para Jesse Maris. 

A 33.ª edição da Volta a Portugal do Futuro prossegue este sábado, com a terceira etapa, uma ligação de 156 quilómetros entre Penela e São Pedro do Sul. O dia conta com duas metas volantes, em Vila Nova de Poiares e Tondela, e duas contagens de montanha de terceira categoria, em Lavradio e Fataunços, esta última a 11 quilómetros da meta.

O dia começa às 12h00 na Avenida Bombeiros Voluntários de Penela e tem final previsto para as 16h04, na Avenida da Liberdade, em São Pedro do Sul.

 

PROGRAMA

 

Sábado, 16 de maio 2026 | 3.ª Etapa | Penela (12h00) > São Pedro do Sul (16h00) - 156,0 km

Domingo, 17 de maio 2026 | 4.ª Etapa | Castro Daire (12h00) > Espinho (15h45) - 133,4 km

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“A Volta a Portugal 2026 começa a ganhar forma e são desvendados alguns pormenores da prova”


Por: Ivan Silva

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Faltam menos de três meses para o arranque da 87.ª edição da Volta a Portugal e, apesar das dúvidas que ainda persistem em torno da organização da prova, o cenário aponta para uma corrida na estrada entre 5 e 16 de agosto. O processo de construção do percurso continua, contudo, longe de estar fechado, sobretudo devido às dificuldades em assegurar partidas e chegadas em vários municípios.

Segundo informações recolhidas pelo DN junto da organização e de diversas autarquias, a Federação Portuguesa de Ciclismo acredita que os principais obstáculos financeiros foram ultrapassados. Cândido Barbosa, presidente da Federação, explicou que foi alcançado um entendimento relativamente às dívidas deixadas pela Podium Events. “A dívida foi negociada, foi feito um acordo na semana passada. A Podium deixou por pagar 152 mil euros à UCI [inscrições da Volta no calendário internacional], além dos 500 mil que deve à Federação [relativos a provas nacionais]”, afirmou.

O dirigente recordou ainda os efeitos do diferendo jurídico entre as partes. “A providência cautelar colocada pela Podium foi danosa, ao atrasar vários meses de preparação”, reconhecendo, ainda assim, que “a decisão foi favorável à FPC” ao considerar legítima a rescisão contratual motivada pelos incumprimentos financeiros. Apesar do contexto conturbado, deixou uma garantia: “Em 2025, a prova esteve em risco de não acontecer, agora não é o caso”.

Em termos desportivos, a intenção passa por levar a corrida a regiões menos habituadas a receber a caravana da Volta. “Ir a sítios que têm estado de costas voltadas para a Volta e, o mais possível, tentar chegar a Portugal inteiro”, explicou Cândido Barbosa. Nesse sentido, já é conhecida a presença de Albufeira no percurso, embora ainda sem confirmação oficial da data da etapa.

A estrutura prevista aponta para 11 dias de competição e um dia de descanso intermédio. Depois da passagem pelo Algarve, o pelotão deverá rumar ao Alentejo, onde a subida às Antenas da Serra de São Mamede, em Portalegre, surge como uma das possibilidades em cima da mesa, depois de ter sido utilizada recentemente na Volta ao Alentejo.

Mais a norte, a etapa da Torre deverá voltar a assumir papel central na luta pela classificação geral. Sérgio Costa, presidente da Câmara da Guarda, confirmou a existência de contactos, embora sem definição quanto à chegada. Já Cândido Barbosa esclareceu que “A Etapa da Torre está fechada com outro município”, acrescentando que “há quatro chegadas sempre fáceis de fechar: a Torre, a Senhora da Graça e a primeira e a última etapas.”

A jornada da Torre poderá ser seguida por um contrarrelógio individual destinado aos especialistas da disciplina. A ideia passa por um exercício tendencialmente plano e superior a 20 quilómetros, numa tentativa de equilibrar o percurso e evitar uma corrida excessivamente centrada na montanha.

Uma ausência praticamente confirmada será a de Viseu. João Azevedo, presidente da autarquia, explicou que a prioridade financeira está direcionada para outro grande evento desportivo. O investimento no Rali de Portugal de 2027 foi considerado estratégico, por “dar enorme retorno e obrigar a escolhas em eventos desportivos.”

Também não deverá existir passagem pelo Larouco. Fátima Fernandes, presidente da Câmara de Montalegre, confirmou que não existiram contactos para incluir a subida no percurso da edição de 2026.

Já Viana do Castelo mantém-se disponível para continuar ligada à corrida. Luís Nobre revelou ao DN existir “disponibilidade para continuar a receber a Volta nos termos que Viana tem recebido”, cenário que poderá abrir espaço a uma chegada em Santa Luzia, uma das subidas mais emblemáticas da região.

No Minho, a antepenúltima etapa deverá ligar Guimarães a Fafe, com dupla passagem na meta e inclusão do exigente Salto da Pedra Sentada, setor conhecido do mundo dos ralis e já utilizado anteriormente pela Volta. A penúltima etapa terminará, ao que tudo indica, na mítica subida à Senhora da Graça, numa jornada que poderá apresentar um percurso endurecido antes da chegada ao santuário.

Mondim de Basto já terá, inclusivamente, previsto o investimento necessário para receber novamente a corrida, com a verba apresentada em reunião camarária ainda no final de 2025.

Por definir continuam eventuais passagens por Lisboa e Porto, duas cidades que a organização gostaria de voltar a integrar no percurso, embora sem confirmações oficiais de negociações em curso.

“Afonso Eulálio prolonga ligação à Bahrain após vestir a Camisola Rosa na Volta a Itália”


Por: Ivan Silva

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A ascensão de Afonso Eulálio continua a ganhar dimensão na elite do ciclismo internacional. O jovem português da Bahrain - Victorious confirmou esta quinta-feira que vai permanecer ligado à estrutura até 2028, numa decisão que surge poucos dias depois de ter entrado para a história da equipa ao tornar-se o primeiro ciclista desde que a equipa tem esta denominação a vestir a Camisola Rosa na Volta a Itália.

No final da etapa, o corredor de 24 anos não escondeu a satisfação pelo momento que atravessa. “É perfeito ter a Camisola Rosa e ficar na equipa até 2028”, afirmou, numa altura em que o seu estatuto dentro da Bahrain - Victorious parece ter mudado de forma definitiva.

Segundo avançou o jornal Diário de Notícias, as conversas para a renovação já decorriam antes do arranque da prova italiana, embora a inesperada liderança da classificação geral tenha acelerado os contactos entre ambas as partes. O desempenho do ciclista português, que já tinha terminado no top-10 do Campeonato do Mundo de 2025, reforçou ainda mais a confiança da equipa no seu potencial para as Grandes Voltas.

A mudança de cenário dentro da corrida é evidente. Afonso Eulálio partiu para a Volta a Itália com liberdade para procurar vitórias em etapas e ajudar Santiago Buitrago, que era o lider da equipa, mas desistiu após ter estado envolvido numa queda, mas a vantagem superior a seis minutos sobre vários candidatos à classificação geral alterou completamente a abordagem da Bahrain - Victorious.

O jovem da Figueira da Foz deverá agora receber maior proteção da equipa nas próximas jornadas montanhosas, numa tentativa de defender a liderança o máximo de tempo possível.

O grande teste surge já hoje na 8ª etapa, com a chegada ao temível Blockhaus, uma das subidas mais exigentes desta edição da corrida. Será aí que Eulálio procurará perceber até onde poderá levar a aventura de rosa. Internamente, começa também a ganhar força a possibilidade de lutar por um lugar entre os dez primeiros da classificação geral, desde que consiga gerir o desgaste acumulado ao longo das próximas etapas de alta montanha.

Apesar da vantagem confortável do português, os principais favoritos mantêm a tranquilidade. Jonas Vingegaard, apontado como principal candidato à vitória final pela Team Visma | Lease a Bike, deixou elogios ao líder da corrida e admitiu que a tarefa de recuperar tanto tempo não será simples.

“Conhecemos o Afonso Eulálio e sabemos que não lhe tiraremos seis minutos numa etapa de montanha. Vai andar de rosa mais uns dias”, referiu o ciclista dinamarquês, sem demonstrar grande preocupação nesta fase da prova.

Dentro da Team Visma | Lease a Bike, o entendimento passa por esperar pelo longo contrarrelógio de 42 quilómetros da próxima terça feira, para começar verdadeiramente a criar diferenças entre os homens da geral. Até lá, Afonso Eulálio sonha continuar a defender a Camisola Rosa e ir para o primeiro dia de descanso na liderança da corrida.

Depois, no contrarrelógio tentar minimizar as perdas para os rivais, que são superiores na especialidade, para se manter na luta por um lugar de destaque nesta edição da Volta a Itália.

“Resultados 1a etapa Volta ao País Basco Feminina 2026- Mischa Bredewold domina e assume a liderança num final implacável”


Por: Letícia Martins

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A Volta ao País Basco Feminina 2026 abriu na sexta-feira com uma etapa 1 de 121 km, com partida e chegada em Zarautz. Seis contagens de montanha moldaram um dia cujo final não desiludiu. Mischa Bredewold venceu e assumiu a liderança geral da prova do World Tour Feminino.

A neerlandesa da Team SD Worx - Protime confirmou a excelente forma, impondo-se após 3:30:35 de corrida num dia marcado por ataques incessantes nos quilómetros finais e por diferenças ditadas pelas bonificações.

Bredewold conquistou não só a etapa como também um valioso lote de pontos UCI e três segundos de bonificação, suficientes para envergar a camisola amarela desta edição da corrida basca. A neerlandesa voltou a exibir a força coletiva da SD Worx em terreno explosivo, resolvendo o final diante de um grupo reduzido de favoritas.

O segundo lugar foi para Yara Kastelijn, da Fenix-Premier Tech, com Riejanne Markus (Lidl - Trek) a completar o pódio do dia, também ela somando um segundo de bonificação. Logo atrás terminou Lauren Dickson, quarta pela FDJ United - SUEZ, mais um resultado de destaque para a jovem britânica.

 

Pequenas diferenças, mas uma luta de GC bem definida

 

Embora as diferenças na meta tenham sido curtas, a etapa já esboçou a disputa pela geral. A alemã Antonia Niedermaier cedeu apenas dois segundos e mantém-se bem posicionada para os dias mais montanhosos, enquanto Liane Lippert, da Movistar Team, perdeu 18 segundos numa estreia mais dura do que o esperado.

A nota positiva para o ciclismo basco chegou de Usoa Ostolaza, sétima com o mesmo atraso de 18 segundos do grupo perseguidor. A ciclista da Laboral Kutxa - Fundación Euskadi foi competitiva frente a várias referências do WorldTour, assinando um dos melhores resultados da sua equipa no arranque da prova.

O Top 10 integrou também Dominika Włodarczyk, Ricarda Bauernfeind e Letizia Borghesi, num dia muito intenso que sublinhou como cada segundo contará na luta pela classificação geral. Com Bredewold na primeira camisola de líder e várias candidatas ainda próximas na GC, a Volta ao País basco Feminina arranca com todos os ingredientes para um fim de semana de corrida aberto.

“Resultados 3a etapa da Volta à Hungria 2026 - Tim Merlier conquista segunda vitória, enquanto Fernando Gaviria quase surpreende o corredor da Quick-Step”


Por: Letícia Martins

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A 3ª etapa da Volta à Hungria voltou a favorecer os sprinters e, perante uma oportunidade que não podia desperdiçar, Tim Merlier impôs novamente a sua lei no pelotão, somando a segunda vitória ao sprint em três dias.

A etapa foi marcada a cedo pela fuga de Erik Fetter, Michael Vanthourenhout, Victor Vercouillie, Bauke Mollema e Adam Revesz. O traçado praticamente sem subidas e o interesse de várias equipas na disputa do triunfo - com a Soudal – Quick-Step e a UAE Team Emirates – XRG em destaque - reduziram, porém, as esperanças do quinteto em êxito.

Os últimos sobreviventes da fuga foram alcançados já fora dos 10 quilómetros finais, numa fase em que o vento forte fragmentou ligeiramente o pelotão. A velocidade foi elevada e a chuva também marcou o desfecho.

No sprint final, Fernando Gaviria lançou primeiro e o colombiano chegou a cheirar a vitória. Contudo, a ultrapassagem surgiu nos derradeiros metros, com Merlier a assumir a dianteira para vencer a etapa. Gaviria e Juan Sebastián Molano fecharam em segundo e terceiro.

“Resultados 7a etapa Volta a Itália - Jonas Vingegaard conquista o Blockhaus: Gall segundo e Eulálio defende a camisola rosa”


Por: Letícia Martins

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A 7ª etapa da Volta a Itália terminou na subida ao Blockhaus e trouxe muita ação. O principal favorito do dia, Jonas Vingegaard, venceu a etapa, deixando toda a concorrência para trás; enquanto Afonso Eulálio sobreviveu ao dia de rosa.

A etapa teve uma presença surpreendente na fuga, com Jonathan Milan a atacar cedo nos 245 quilómetros da tirada e a arrecadar 12 pontos para a maglia ciclamino. Juntaram-se-lhe o líder da montanha Diego Pablo Sevilla, Nickolas Zukowski, Jardi Christian van der Lee e Tim Naberman.

Uma fuga modesta, uma de quatro, já que Milan regressou ao pelotão pouco depois do sprint intermédio. Sevilla somou mais pontos para a camisola azul, mas essa vantagem viria a ser ameaçada por Jonas Vingegaard.

A diferença manteve-se estável durante grande parte do dia, mas começou a cair a pique à medida que os corredores se aproximavam da ascensão final de 13 quilómetros. A Team Visma | Lease a Bike assumiu então o controlo da corrida, a preparar o terreno para um ataque.

 

Jonas Vingegaard ataca no Blockhaus

 

Estava tudo a apontar para isso, com Davide Piganzoli e Sepp Kuss a oferecerem a plataforma perfeita para o dinamarquês. O grupo ficou reduzido a cerca de uma dúzia de corredores antes de Vingegaard atacar a 7 quilómetros da meta. Mesmo antes, os últimos sobreviventes da fuga tinham sido alcançados, enquanto nomes como Egan Bernal e Enric Mas já acusavam dificuldades.

Afonso Eulálio seria descolado momentos antes do ataque, ao qual apenas Giulio Pellizzari conseguiu responder, com Felix Gall logo atrás. Pellizzari excedeu o limite, porém, e a pouco mais de 5 quilómetros do fim cedeu por completo; já não conseguiu seguir o austríaco Gall daí em diante.

A diferença entre os dois da frente não se alargou nos quilómetros finais e manteve-se bastante estável. Vingegaard conquistou a etapa com pouco mais de 10 segundos sobre Felix Gall. Jai Hindley foi terceiro, batendo ao sprint o próprio Pellizzari e também Ben O'Connor, que surpreendeu na subida final.

Eulálio cortou a meta com cerca de 3 minutos de atraso, perdeu metade da sua vantagem para o dinamarquês, mas manteve a camisola rosa.

“Até cheguei a odiar o ciclismo” - Ex-vencedor da Volta a Itália fala abertamente sobre como perdeu a paixão pela modalidade”


Por: Miguel Marques

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Tom Dumoulin pode ter estado no topo do ciclismo após vencer a camisola rosa na Volta a Itália em 2017, mas depressa se viu consumido pelas pressões e exigências da modalidade. Reformado aos 31 anos, mais de cinco anos depois, o vencedor de nove etapas em Grandes Voltas admite que deixou de amar o ciclismo.

Dumoulin exibe um palmarés vasto, com a Maglia Rosa a juntar-se ao arco-íris após se sagrar campeão do mundo de contrarrelógio individual nesse mesmo ano. Uma lenda moderna da modalidade, a sua retirada, mais cedo do que o esperado, surpreendeu muitos adeptos.

Mas, para o agora atleta de 35 anos, as exigências do ciclismo profissional moderno foram corroendo o seu amor pelo desporto, tornando difícil continuar. Na verdade, Dumoulin sentiu-se “libertado” após a retirada.

“Sentia que estava constantemente a ceder às exigências dos outros. Patrocinadores, adeptos, a equipa, os treinadores”, disse o neerlandês à La Gazzetta dello Sport.

“Toda a gente tinha uma ideia precisa do que eu tinha de fazer. Mas ninguém me perguntava: ‘Tom, como estás?’ Era esgotante. Comecei a sentir-me deprimido. Cheguei a odiar o ciclismo. Odiava a bicicleta”.

 

“Não conseguia sair desse círculo vicioso”

 

“Lembro-me de que, no dia a seguir à retirada, continuava a perguntar a mim próprio: O que devo fazer hoje? O que devo comer? Que treino devo fazer? Não conseguia sair desse círculo vicioso. Durante anos, a minha vida não foi mais do que ciclismo. Senti-me liberto”.

Agora, mantendo-se próximo da modalidade como analista de TV, Dumoulin recuperou o prazer de pedalar e desfruta dos treinos. Ao assumir a direção da Amstel Gold Race em 2027, voltará à frente do pelotão, ainda que no carro da organização.

“Sim. Também voltei a pedalar para treinar e divertir-me. E descobri a corrida a pé: participei em várias maratonas. Além disso, a partir do próximo ano, serei o diretor da Amstel Gold Race. Basicamente, estou a fazer tudo o que nunca teria feito enquanto ciclista. É tempo de me divertir e, finalmente, decidir por mim o que fazer”.

 

Dumoulin não vê para lá de Vingegaard na luta pela geral

 

O Giro continua próximo do coração do neerlandês e, se ainda competisse, teria os olhos bem postos na 10ª etapa, na próxima terça-feira, e sobre o duelo contra o cronómetro, expressou: “Ia adorar esse contrarrelógio plano de 42 quilómetros! Não será decisivo, mas dirá muito sobre a classificação geral”.

O seu antigo colega de equipa, Jonas Vingegaard e a Team Visma | Lease a Bike são os grandes favoritos à geral. Reconhecendo as hipóteses do jovem em ascensão Giulio Pellizzari como a grande esperança italiana para a CG, Dumoulin não vê para lá de Vingegaard a juntar o Giro aos seus títulos da Volta a França e da Volta a Espanha.

“Só posso dizer Jonas Vingegaard. Ganhou dois Tours, batendo Pogacar, e também uma Vuelta. Se não tiver problemas, vencerá o Giro e completará a tripla coroa”, afirmou.

Dumuolin acrescentou: “Ele [Pellizzari] é bom e espero mesmo, para vocês italianos, que ele consiga. Sei o quanto acreditam nele e o quanto esperam por um vencedor italiano desde 2016. Mas o Jonas é um dos maiores. Ele bateu o Pogacar. E a Visma é agora a equipa mais avançada do mundo”.

“Daniela Campos conquista prova de Eliminação no GP Zemako 500+1”


Daniela Campos, em representação da Seleção Nacional de Pista, venceu esta quinta-feira a prova de Eliminação feminina do Grand Prix Zemako 500+1, prova internacional (C1) que decorreu no Velódromo de Brno, na Chéquia, e que terminou hoje.

A corredora portuguesa foi a mais forte, relegando para o segundo lugar do pódio a polaca Maja Tracka, com a suíça Aline Seitz a ser a terceira classificada do dia.


Depois de três dias intensos, onde Daniela Campos entrou a ganhar, na terça-feira, dia 12, a Corrida por Pontos e terminou ontem a prova de Scratch feminino na sexta posição, Gabriel Mendes, Selecionador Nacional de Pista, faz um balanço sobre esta participação: “Finalizamos a competição com um desempenho excelente da Daniela, o qual nos permitiu vencer a sempre difícil prova de Eliminação”.


“A Daniela esteve sempre muito atenta aos fatores essenciais a gerir na prova de hoje, onde as eliminações ocorrem a cada volta neste tipo de velódromo (400 metros), o que obriga a um cuidado redobrado sob o ponto de vista tático e técnico, a fim de evitar situações mais difíceis de resolver. Daniela Campos fez um trabalho muito competente em todos os aspetos, permitindo-lhe ganhar a competição com muito mérito”, rematou o treinador.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua 5.º lugar para Rafael Barbas na etapa inaugural da Volta a Portugal do Futuro”


A primeira etapa da Volta a Portugal do Futuro ligou Abrantes a Oleiros, numa tirada marcada por um ritmo elevado e várias tentativas de fuga desde os quilómetros iniciais. Apesar das diversas investidas, o pelotão conseguiu sempre controlar a corrida, anulando sucessivamente todas as movimentações.

Após a primeira meta volante do dia, o grupo voltou a compactar, mantendo a corrida em aberto durante grande parte da etapa. Foi já na aproximação aos 100 quilómetros que o cenário começou a definir-se, com o pelotão a fragmentar-se e um grupo restrito a destacar-se na frente, onde se encontrava o futuro vencedor.

A equipa manteve-se sempre atenta e ativa, respondendo às movimentações e procurando posicionar-se entre os protagonistas. Rafael Barbas viria a destacar-se na subida final, terminando na 5.ª posição, a 1m37s do vencedor, ocupando agora o 6.º lugar da classificação geral. Também Diego López esteve em evidência, concluindo a etapa na 12.ª posição.

No final, Rafael Barbas destacou a exigência da jornada: “Foi uma etapa algo rápida, com muitas tentativas de fuga e pouca organização no pelotão. Tentámos estar sempre representados nos grupos e fazer a nossa corrida. Na subida final foi dar tudo para seguir com os melhores, e assim foi. Amanhã temos mais. “A equipa fecha assim um primeiro dia positivo, mantendo ambições elevadas para as próximas etapas.

A Volta a Portugal do Futuro prossegue amanhã com a 2.ª etapa, entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, numa jornada de 142,6 quilómetros considerada a mais exigente da prova. O percurso inclui várias dificuldades montanhosas e deverá decidir-se na subida ao Ameal, um prémio de montanha de 1.ª categoria com 6 quilómetros a 6,6%, situada a cerca de 11 quilómetros da meta, instalada na Praia das Rocas.

 

Etapa 1

Abrantes - Oleiros: 145,3 km

 

1º. Matvey Boldyrev (UAE Team Emirates Gen-Z), 3h46m05s

6º. Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m37s

12º. Diego Lopez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m42s

33º. Simão Lucas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 5m47s

53º. Lois Dejesus (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 12m16s

58º. Francisco Alves (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 16m45s

 

Classificação geral

 

1º. Matvey Boldyrev (UAE Team Emirates Gen-Z), 3h45m52s

6º. Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m50s

12º. Diego Lopez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1m55s

33º. Simão Lucas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 6m00s

53º. Lois Dejesus (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 12m29s

58º. Francisco Alves (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 16m58s

 

Classificação por equipas

 

1º. UAE Team Emirates Gen-Z.

5º. Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, a 5m34s da equipa vencedora.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
  • Diretor: José Manuel Cunha Morais
  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
  • Periodicidade: Diária
  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
  • Proprietário e Editor: José Manuel Cunha Morais
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  • Redacção: José Morais
  • Fotografia e Vídeo: José Morais, Helena Morais
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