segunda-feira, 3 de agosto de 2026

“Jonathan Milan dá resposta fulminante a Paul Magnier e abre Tour da Polónia com vitória poderosa”


Por: José Morais

Jonathan Milan, sprinter da LidlTrek, arrancou com autoridade para conquistar a etapa inaugural do Tour da Polónia, transformando a meta de Gdynia num acerto de contas pessoal. O campeão italiano deixou para trás Paul Magnier, da SoudalQuickStep, rival que o tinha dominado repetidamente no último Giro d’Itália. Noah Hobbs (EF EducationEasyPost) completou o pódio, enquanto Juan Sebastián Molano (EAU) terminou em quarto.

 

Uma fuga longa, disciplinada e vigiada

 

Seis corredores lançaram-se cedo numa escapada que marcou quase toda a jornada: Rudy Molard, Patrick Gamper, Bart Lemmen, Simon Dalby, Kamil Malecki e Radosław Frątczak.

O grupo ganhou rapidamente mais de um minuto, mas nunca liberdade real: LidlTrek e SoudalQuickStep mantiveram o relógio sob controlo, impondo um ritmo calculado que manteve a fuga “presa” a cerca de 90 segundos durante grande parte da etapa.

Nos sprints intermédios, Malecki brilhou perante o público local, conquistando os dois primeiros, enquanto Frątczak assegurou os restantes.

 

De Bondt tenta surpreender

 

A fuga perdeu força quando Molard desistiu, e a vantagem caiu para meiaminuto a 60 km da meta. Com o pelotão finalmente acelerado e a EF Education a juntar-se ao trabalho para proteger Hobbs, os escapados acabaram absorvidos a 15 km do fim.

Foi então que Dries De Bondt tentou a última cartada. Atacou antes da única subida categorizada do dia, em Góra Chełmska, garantindo os pontos máximos da montanha. Mas o terreno plano que se seguia não lhe permitiu prolongar o sonho: Decathlon e Red Bull assumiram o comando e neutralizaram a tentativa.

 

Um sprint caótico… e uma recuperação improvável

 

A EF parecia ter a chegada controlada, com Hobbs a abrir espaço para Marijn van den Berg. Porém, a última curva embaralhou o pelotão e devolveu vários sprinters à luta.

Entre eles, Jonathan Milan parecia o pior colocado quase dez posições atrás, aparentemente fora da disputa. Mas o italiano lançou um sprint devastador, impulsionado por um trabalho decisivo de Simone Consonni, e cruzou a meta com autoridade, assinando uma vitória que sabe a desforra.

 

O que vem aí

 

A segunda etapa, entre Międzyzdroje e Szczecin, terá 150,1 km e ainda menos ondulação. Tudo indica que os sprinters voltarão a dominar e que Jonathan Milan terá nova oportunidade para defender a liderança.

“Regresso Sem Sobressaltos: João Almeida Retoma a Temporada com Olhos na Vuelta”


Por: José Morais

O reencontro de João Almeida com o pelotão aconteceu sem sobressaltos, quase dois meses depois da última competição. O português da UAE Team EmiratesXRG voltou à estrada na Volta à Polónia, prova onde brilhou em 2021, determinado a reencontrar o ritmo e a confiança que lhe faltaram na primeira metade da época.

 

Uma temporada irregular e um regresso necessário

 

O ano começou promissor, com João Almeida a conquistar o 2.º lugar na Volta à Comunidade Valenciana, apenas atrás de Remco Evenepoel. Mas o bom arranque depressa se desfez: na Volta ao Algarve, um vírus no sangue condicionou o desempenho e transformou o pódio caseiro num sabor agridoce.

A partir daí, tudo se complicou. O português perdeu ritmo competitivo, acumulou dificuldades nos treinos e saiu das provas longe do nível habitual 38.º na Volta à Catalunha e abandono no Tour AuvergneRhôneAlpes. A decisão de abdicar do Giro d’Italia tornou-se inevitável, obrigando a uma reestruturação total do calendário para preparar a Volta a Espanha.

 

“Estou pronto para correr”

 

Na conferência de imprensa antes da partida, João Almeida mostrou serenidade e ambição:

“Sinto-me bem. Estou pronto para correr. A Volta à Polónia é uma boa corrida de preparação e vai mostrar como estou realmente.”

O português admitiu que o percurso não é totalmente favorável às suas características, mas destacou a importância do contrarrelógio final curto, mas decisivo sobretudo depois de meses de trabalho específico.

“Obviamente que gostava de ganhar uma etapa e a geral, mas vamos dia a dia, sem pressão. Se estiver bem, na Vuelta posso lutar pelos lugares cimeiros, pelo pódio.”

 

Etapa longa, duelo esperado e um dia sem sobressaltos

 

A 83.ª edição da Volta à Polónia arrancou com uma autêntica maratona: 234,2 km entre Gdynia e Koszalin, mais dez quilómetros neutralizados. O percurso, longe de ser plano, incluía vários sprints intermédios e a subida de Góra Chełmska (1,9 km a 5,8%), situada a apenas seis quilómetros da meta.

A fuga do dia contou com Patrick Gamper, Bart Lemmen, Simon Dalby, Kamil Malecki e Radoslaw Fratczak, mas o pelotão comandado por Soudal QuickStep e LidlTrek nunca permitiu grande margem.

Como esperado, o final trouxe novo duelo entre Jonathan Milan e Paul Magnier, rivais diretos na luta pela camisola dos pontos do último Giro. Milan, agora campeão de Itália, encontrou espaço pela direita e venceu com autoridade, somando o nono triunfo da temporada.

 

João Almeida discreto, mas sólido

 

Para João Almeida, o dia foi exatamente aquilo que precisava: tranquilo, controlado e sem incidentes. O português manteve-se bem colocado na aproximação à Góra Chełmska, protegido por três colegas de equipa. Na descida, deixou-se cair no grupo, já dentro da zona de segurança para eventuais quedas.

O outro líder da UAE, Jan Christen, teve uma etapa mais apagada, permanecendo na retaguarda do pelotão.

 

O que esperar daqui para a frente

 

O regresso foi discreto, mas positivo exatamente o que João Almeida precisava para relançar a temporada. A Volta à Polónia servirá como termómetro para avaliar a forma real do português antes da grande meta: a Volta a Espanha, onde pretende voltar a lutar pelos lugares mais altos.

“Explosão de coragem a 90 km do fim: Sigrid Haugset vira o Tour de França Feminino de cabeça para baixo”


Por: José Morais

O norueguês Sigrid Haugset protagonizou uma das jornadas mais improváveis e dominantes desta edição do Tour de França Feminino. Aos 90 km da meta, lançou-se numa fuga solitária que transformou a terceira etapa entre Genebra e Poligny num espetáculo de resistência e ousadia, terminando não só com a vitória, mas também com a conquista da cobiçada camisola amarela.

 

Um ataque que virou notícia

 

O ciclista da UnoX completou os 157 km da etapa em 4:05:59, num verdadeiro monólogo sobre duas rodas. Atrás dele, a belga Lotte Kopecky (SD WorxProtime) cruzou a meta a 1:24, enquanto a holandesa Marianne Vos (VismaLease a Bike) fechou o pódio a 2:48.

A etapa começou turbulenta: Demi Vollering, vencedora do Tour em 2023, sofreu uma queda ligeira na subida ao Col de la Faucille, apenas 17 km após a partida. Recuperou, mas o susto marcou o início de um dia imprevisível.

 

A fuga que ninguém conseguiu parar

 

Sigrid Haugset, campeão nacional da Noruega, atacou cedo e nunca mais olhou para trás. A líder da geral, Lorena Wiebes, perdeu o contacto com o grupo das favoritas e viu a camisola amarela escapar-lhe rapidamente.

Kopecky ainda tentou reacender a perseguição: reduziu a diferença para 50 segundos a 39 km do fim e chegou a estar a apenas 13 segundos na subida para ChauxChampagny. Mas o norueguês manteve o ritmo, ignorou o desgaste e cruzou a meta sozinho, num triunfo que já entra para a lista das grandes fugas da história recente do Tour.

 

Nova classificação geral

 

Com a vitória, Sigrid Haugset assume a liderança com 11:17:56, seguido por:

Kim Le CourtPienaar (Maurícia, AG InsuranceSoudal) — +2:02

Demi Vollering (Holanda, FDJSUEZ) — +2:06

A espanhola Usoa Ostolaza (Laboral Kutxa) brilhou também, terminando em quarto lugar, a 2:48.

 

Um nome que começa a ganhar peso

 

Esta é apenas a segunda grande vitória da carreira de Sigrid Haugset, depois do título nacional conquistado em junho. Mas a forma como dominou a etapa deixa claro que o Tour pode ter encontrado uma nova figura para animar a corrida.

 

O que vem aí

 

A quarta etapa, disputada esta terçafeira, será um contrarrelógio individual de 12 km entre CevreyChambertin e Dijon um teste decisivo para confirmar se Sigrid Haugset conseguirá defender o amarelo.

“Triatlo: Provas nacionais de meia distância adotam formato T100 em 2027”


A partir da época de 2027, as provas de meia distância integradas no calendário da Federação de Triatlo de Portugal passam a estar alinhadas com o formato T100. O primeiro evento organizado pela FTP segundo os novos padrões será disputado em Moura, no dia 25 de abril de 2027.

A Federação de Triatlo de Portugal vai introduzir, na próxima época, um novo formato nas competições nacionais de meia distância, acompanhando a evolução do enquadramento competitivo internacional definido pela World Triathlon.

A partir de 2027, estas provas serão disputadas segundo os padrões do T100, totalizando exatamente 100 quilómetros, distribuídos por dois quilómetros de natação, 80 quilómetros de ciclismo e 18 quilómetros de corrida. As competições decorrem sem possibilidade de utilização do efeito de roda no segmento de ciclismo.

O primeiro T100 organizado pela Federação de Triatlo de Portugal está marcado para 25 de abril de 2027, em Moura, inaugurando uma nova fase para a meia distância nacional. Inscrições aqui.

A alteração pretende uniformizar as competições portuguesas com um formato cada vez mais relevante no panorama internacional, proporcionando aos atletas nacionais uma experiência competitiva alinhada com aquela que encontram nas principais provas mundiais da distância.

 

Novo enquadramento internacional a partir de 2027

 

O T100 nasceu da parceria estratégica entre a World Triathlon e a Professional Triathletes Organisation, sendo disputado por alguns dos melhores triatletas de longa distância do mundo.

A partir de 2027, o circuito passará a designar-se T100 World Championship Series e ficará integrado no novo Triathlon World Tour, juntamente com a T50 World Championship Series, que sucede à atual World Triathlon Championship Series (Campeonato do Mundo).

Esta reorganização pretende criar uma estrutura competitiva internacional mais clara, articulando diferentes distâncias e níveis de competição e reforçando a ligação entre as provas de elite e a participação dos atletas dos grupos de idade.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Tadej Pogacar agita o ciclismo mundial: estrela eslovena confirma presença na Vuelta 2026 e reacende debate sobre o Mundial”


Por: José Morais

A decisão que o pelotão aguardava finalmente chegou: Tadej Pogacar estará na Volta a Espanha 2026. O anúncio, feito pelo próprio ciclista e pela UAE Team Emirates, encerra meses de especulação e reacende discussões sobre o impacto que essa escolha pode ter na disputa pelo título mundial no Canadá.

 

Um regresso que muda o tabuleiro

 

Tadej Pogacar volta à corrida espanhola sete anos depois de sua estreia fulgurante em 2019, quando venceu três etapas e terminou no pódio geral. Desde então, a Vuelta era o único Grand Tour ausente no seu currículo uma lacuna que o esloveno parece determinado a preencher.

A decisão também se encaixa no padrão que Tadej Pogacar vem seguindo nos últimos anos: variar o calendário, buscar novos desafios e ampliar o legado. Com um nível de participação menos estrelado do que o habitual, o cenário parece favorável para que ele tente completar a trilogia das Grandes Voltas, algo alcançado por nomes como Jacques Anquetil, Eddy Merckx, Bernard Hinault, Alberto Contador, Vincenzo Nibali e Chris Froome.

 

Rivais e terreno: quem tenta travar o esloveno?

 

A lista de adversários confirmados inclui Primoz Roglic, Mattias Skjelmose, Enric Mas, Cian Uijtdebroeks, Jarno Widar, Mikel Landa e Carlos Rodríguez. Ausências de peso como Vingegaard, Evenepoel, Ayuso e Lipowitz tornam o desafio menos explosivo, mas não menos estratégico.

A Vuelta 2026 terá sete chegadas em alto e dois contrarrelógios individuais, com montanha logo na primeira semana, incluindo Font Romeu e Valdelinares. Um prato cheio para Tadej Pogacar, que costuma crescer em terrenos exigentes.

 

O retorno que não aconteceu em 2025

 

O esloveno já havia tentado regressar à Vuelta no ano anterior, mas uma lesão no joelho e a fadiga acumulada no Tour o afastaram. Em vez disso, focou nas clássicas e conquistou seu segundo título mundial consecutivo com uma fuga histórica em Kigali.

Para 2026, Tadej Pogacar ajustou o calendário: menos dias de competição antes do Tour e uma preparação mais controlada, terminando a Grande Boucle com 37 dias de corrida, contra 43 no ano anterior.

 

Tadej Pogacar fala sobre o desafio

 

“Estou muito animado para anunciar meu retorno à La Vuelta. Foi a minha primeira Grand Tour e guardo memórias incríveis. A Espanha é um país onde adoro competir, e sinto que este é o momento certo para voltar. A motivação está alta e a Vuelta será um dos grandes objetivos da temporada”, declarou o esloveno.

 

A pergunta inevitável: e o Mundial?

 

A presença na Vuelta levanta dúvidas sobre sua capacidade de defender a camisa arcoíris no Canadá. Enquanto Tadej Pogacar chegará com três semanas de desgaste, rivais como Wout van Aert e Mads Pedersen devem alinhar mais frescos e com preparação em altitude.

Ainda assim, há um fator que joga a seu favor: se Tadej Pogacar resolver a classificação geral cedo, poderá administrar esforços e minimizar riscos. Mas em uma Grand Tour, relaxar nunca é uma opção quedas, calor, infeções e imprevistos fazem parte do pacote.

 

A equipa que o acompanhará

 

A UAE Team Emirates confirmou o bloco que apoiará Pogacar na Espanha:

João Almeida

Jay Vine

Pavel Sivakov

Domen Novak

Ivo Oliveira

Pablo Torres

Kevin Vermaerke

Com Almeida e Vine como principais escudeiros na montanha, Pogacar terá uma formação sólida para controlar etapas decisivas.

 

O que esperar agora?

 

A Vuelta 2026 promete ser um dos pontos altos da temporada. Tadej Pogacar chega com ambição, terreno favorável e uma equipa forte, mas também com o peso de equilibrar objetivos que raramente coexistem: vencer uma Grand Tour e defender um título mundial.

Se conseguir, reforça ainda mais o estatuto de fenômeno. Se falhar, terá apostado na história em vez da segurança. E isso, no ciclismo, costuma ser o caminho dos grandes.

“Afonso Eulálio e Iúri Leitão prontos para agitar a Volta a Burgos”


Por: José Morais

Afonso Eulálio e Iúri Leitão vão alinhar, esta terçafeira, na Volta a Burgos, uma das provas mais tradicionais do calendário espanhol e que funciona, para muitos, como o último grande teste antes da Vuelta. Para os dois portugueses, porém, o desafio terá outro significado: nenhum deles estará presente na grande ronda espanhola que arranca a 22 de agosto.

 

Novo ciclo, novas ambições

 

A corrida castelhana apresenta cinco etapas, começando com um percurso de 165 quilómetros entre Gumiel de Izán e Burgos. Um traçado exigente, marcado por vento, ritmo alto e terreno irregular perfeito para avaliar a forma dos corredores antes das grandes decisões da época.

 

Eulálio chega com estatuto reforçado

 

Afonso Eulálio, ao serviço da Bahrain, parte para Burgos com a confiança de quem brilhou no último Giro d’Itália. O português terminou em 6.º lugar, conquistou a camisola branca de melhor jovem e ainda vestiu a mítica camisola rosa durante nove dias. Um feito que o colocou definitivamente no radar internacional e que agora procura consolidar.

 

Leitão leva o brilho olímpico para a estrada

 

Iúri Leitão, representante da Caja Rural, chega à prova depois de um verão histórico. Nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, sagrouse campeão olímpico de madison, ao lado de Rui Oliveira, e conquistou ainda a medalha de prata em omnium. Agora, procura transportar esse impulso para o ciclismo de estrada, onde continua a evoluir etapa após etapa.

 

O que esperar dos portugueses?

 

Ambos entram na Volta a Burgos sem a pressão de preparar a Vuelta, mas com a ambição de deixar marca numa corrida que costuma ser palco de grandes revelações. Eulálio poderá testar a sua capacidade em etapas montanhosas, enquanto Leitão tentará aproveitar os finais rápidos e o trabalho coletivo da Caja Rural.

“Taça do Mundo Triatlo: Mariana Vargem nona no Rio de Janeiro e Melanie Santos 19ª”


Mariana Vargem terminou este domingo na nona posição da Taça do Mundo do Rio de Janeiro, numa prova em que registou o melhor segmento de corrida entre todas as atletas. Melanie Santos foi 19.ª classificada

A triatleta portuguesa completou os 750 metros de natação, 20,8 quilómetros de ciclismo e cinco quilómetros de corrida em 59 minutos e 8 segundos, terminando a menos de um minuto da vencedora.

A vitória pertenceu à eslovaca Zuzana Michalickova, que concluiu a prova em 58 minutos e 13 segundos, menos 55 segundos do que a atleta portuguesa. Mariana Vargem protagonizou uma forte recuperação no último segmento, registando mesmo o melhor tempo de corrida entre todas as atletas presentes. A madeirense percorreu os cinco quilómetros em 16 minutos e 8 segundos.

Portugal contou ainda com Melanie Santos na linha de partida. A olímpica portuguesa terminou a competição no 19.º lugar, com o tempo de 59 minutos e 42 segundos.

As duas atletas seguem agora para Assunção, no Paraguai, onde irão disputar, no próximo fim de semana, uma nova etapa da Taça do Mundo.

A prova paraguaia realiza-se no dia 9 de agosto e representa mais uma oportunidade para Mariana Vargem e Melanie Santos somarem pontos importantes para o ranking internacional e para o processo de qualificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Gonçalo Costa conquista o título em Juniores e encerra os Nacionais da Juventude no Cartaxo”


Fotos: João Calado / FPC

Gonçalo Costa (Decathlon CMA CGM U19), em Juniores (Sub-19) e Gabriel Varela (Cantanhede Cycling / VESAM), em Cadetes (Sub-17) masculinos, sagraram-se este domingo Campeões Nacionais de Fundo, naquele que foi o último dia dos Campeonatos Nacionais de Estrada da Juventude. O Cartaxo foi palco das derradeiras decisões de uma competição que, ao longo de três dias, reuniu os melhores jovens corredores portugueses.

A corrida de Sub-17 masculinos abriu o programa competitivo do último dia dos campeonatos. Ao longo de 73,6 quilómetros, 120 atletas enfrentaram um percurso seletivo, discutindo o título nacional até aos metros finais. A vitória sorriu a Gabriel Varela, que completou a distância em 1h51m11s, à média de 39,72 km / hora. O corredor bateu ao sprint José Gomes (Landeiro | Matinados | Matias&Araújo), com ambos a registarem o mesmo tempo. A Medalha de Bronze foi conquistada por Bruno Nogueira (Cantanhede Cycling / VESAM), que terminou a 16 segundos do vencedor.


A prova de Sub-19 masculinos encerrou a edição de 2026 dos Campeonatos Nacionais da Juventude e proporcionou uma corrida exigente, ao longo de 110,4 quilómetros. O novo Campeão Nacional de Estrada foi Gonçalo Costa, que concluiu a prova em 2h45m13s, impondo-se num grupo restrito de cinco corredores, que vinham em fuga e por quem foi discutida a vitória ao sprint. Na segunda posição terminou Francisco Cardoso (Academia Efapel de Ciclismo), enquanto Tomás Mateus (Electromercantil-GR100) completou o pódio nacional.

A corrida júnior ficou ainda marcada pela sua dureza e elevado ritmo competitivo, refletidos numa média superior a 40 km / hora e numa significativa seleção do pelotão, com apenas 34 atletas classificados entre os 91 que alinharam à partida.

Ao longo de três dias, o Cartaxo recebeu os principais talentos do ciclismo nacional de formação, acolhendo as provas de Contrarrelógio Individual e Fundo, que atribuíram os títulos nacionais nas categorias de Juvenis (Sub-15), Cadetes e Juniores.

Com o encerramento da competição, ficam definidos os novos Campeões Nacionais da Juventude para 2026, concluindo uma edição marcada pela elevada participação que se traduziu em mais de 360 inscritos, pelo equilíbrio competitivo e pela qualidade demonstrada pelas novas gerações do ciclismo português.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Ana Santos em destaque no Campeonato da Europa de BTT”


A participação portuguesa no Campeonato da Europa de BTT, que decorreu em Monteceneri, na Suíça, terminou este domingo com as provas de cross-country olímpico (XCO) de elite. Ana Santos esteve em evidência ao igualar o melhor resultado de sempre de uma portuguesa entre a elite feminina num Campeonato da Europa.

A corredora portuguesa concluiu a prova de XCO da elite feminina no 18.º lugar, igualando o resultado alcançado por Raquel Queirós no Campeonato da Europa de 2025, em Melgaço, a melhor prestação portuguesa de sempre na disciplina. Numa corrida dominada pelas suíças, Sina Frei conquistou o título europeu à frente de Alessandra Keller, enquanto a sueca Jenny Rissveds completou o pódio.

“A Ana fez uma corrida boa e conseguiu terminar no 18.º lugar, igualando o resultado anterior da Raquel como melhor referência do XCO Elite feminino português. É um bom resultado e dá-nos boas indicações para o Campeonato do Mundo. Está de parabéns”, destacou Mário Costa.


Na prova masculina, Roberto Ferreira e Ricardo Marinheiro terminaram nas 34.ª e 35.ª posições, respetivamente, enquanto Gonçalo Amado não concluiu a corrida. O britânico Charlie Aldridge sagrou-se campeão europeu, à frente do italiano Juri Zanotti e do suíço Fabio Püntener.

“O Roberto teve algumas dificuldades na fase inicial da corrida, mas foi encontrando o seu ritmo e terminou na 34.ª posição. O Ricardo concluiu logo a seguir, no 35.º lugar. O Gonçalo não se sentiu bem e acabou por desistir ainda numa fase inicial da corrida”, explicou o técnico responsável pela Seleção Nacional.


“O balanço geral do dia é positivo pelo resultado da Ana. No setor masculino, o desempenho não nos coloca onde queríamos estar, mas é uma referência importante numa competição de um nível muito elevado e que precisávamos de ter tendo em vista o Campeonato do Mundo”, concluiu.

O Campeonato da Europa de BTT de Monteceneri ficou marcado pela participação de oito corredores portugueses nas disciplinas de cross-country curto (XCC) e cross-country olímpico (XCO). Ao longo de cinco dias de competição, a Seleção Nacional esteve representada nos escalões de elite, sub-23 e júnior.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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