quarta-feira, 2 de setembro de 2026

“Alta Relâmpago: Tadej Pogacar deixa Barcelona e inicia recuperação em casa”


Por: José Morais

Tadej Pogacar já está fora do Hospital Universitário Dexeus, em Barcelona, e regressa ao lar para continuar a recuperação após a cirurgia realizada na segundafeira. A informação, avançada pelo jornalista Ciro Scognamiglio, da La Gazzetta dello Sport, confirma que o esloveno recebeu alta esta quartafeira, encerrando um período de vigilância médica na capital catalã.

O abandono do hospital representa um passo decisivo na reabilitação do líder da EmiratesXRG, cuja temporada ficou profundamente marcada pelo acidente sofrido na La Vuelta. Pogacar permaneceu internado desde o início da semana, onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica considerada essencial para estabilizar o quadro clínico e permitir o início de um processo de recuperação mais estruturado.

Sem prazos definidos para o regresso aos treinos, o foco imediato passa por garantir uma evolução calma e controlada. A alta hospitalar surge como o primeiro sinal positivo após dias de incerteza, embora as próximas avaliações médicas sejam determinantes para perceber quando o esloveno poderá voltar a montar a bicicleta.

A equipa técnica e médica mantém atenção redobrada ao estado do ciclista, cuja recuperação será acompanhada de perto nas próximas semanas. Por agora, Pogacar inicia uma nova fase: menos máquinas, menos hospital, mais silêncio e tempo ingredientes essenciais para que o campeão volte a encontrar o ritmo que o tornou uma das figuras mais dominantes do pelotão mundial.

“Explosão de força britânica na Volta Espanha: Matthew Brennan e Van Aert transformam a etapa 11 numa demonstração de autoridade da Visma”


Por José Morais

A Visma voltou a alinhar as peças e assinou uma exibição de luxo na etapa 11 da Volta a Espanha, entre Cartagena e Lorca (153,8 km). Matthew Brennan, o prodígio britânico que já não surpreende ninguém, disparou para a sua terceira vitória nesta edição depois de um lançamento perfeito de Wout van Aert uma dupla que, quando engrena, parece impossível de travar.

 

A fuga que nunca acreditou no próprio destino

 

Logo nos primeiros quilómetros, formou-se a escapada do dia com Domen Novak, Alessandro Covi, Ethan Hayter e Sinhué Fernández. A Cofidis e a Visma assumiram o controlo desde cedo, mantendo a diferença curta, sempre perto dos dois minutos um sinal claro de que ninguém estava disposto a oferecer liberdade excessiva.

Com o terreno plano e o vento a soprar de lado, o pelotão acelerou como se estivesse numa prova de pista. A fuga implodiu antes de sonhar com o impossível, enquanto EF e Lidl-Trek tentavam reorganizar o caos e abriram meio minuto de vantagem num dos momentos mais tensos da jornada.

 

Ataques, contra-ataques e a sombra de Van Aert

 

A 72 km da meta, Larry Warbasse e Hayter tentaram reacender a chama da aventura. Ganharam meio minuto, suficiente para obrigar o pelotão a vigiar, mas insuficiente para ameaçar verdadeiramente. Van Aert, sempre atento, garantiu pontos importantes ao fechar em terceiro no sprint intermédio a camisa verde continua a ser um objetivo real.


Na subida de 7,8 km a 4,5%, a Pinarello mexeu com Dunbar, mas Van Aert respondeu de imediato. A seleção foi dura, deixando o grupo reduzido e sem margem para improvisos.

 

Velocidade de loucos e um comboio sem concorrência

 

Nos últimos 20 km, o ritmo atingiu os 60 km/h. As equipas começaram a montar os seus trens, mas nenhuma conseguiu igualar a precisão cirúrgica da Visma. A Netcompany tentou, os britânicos da formação de Brennan endureceram o ritmo, mas o último quilómetro foi uma aula de coordenação.

O trio Laporte–Van Aert–Brennan lançou-se como se estivesse a seguir um guião perfeito. Brennan saltou no timing exato e deixou Bryan Coquard e Jordi Meeus sem resposta. Van Aert ainda fechou em quinto, somando pontos valiosos para a classificação por pontos.

 

O domínio que muda o tom da corrida

 

A etapa 11 não foi apenas uma vitória. Foi uma mensagem. A Visma, depois de um dia anterior mais arriscado, voltou ao pragmatismo e colheu os frutos: controlo absoluto, execução impecável e um Brennan que cresce a olhos vistos.

“Agenda de Ciclismo”


Pelotão nacional encerra época no novo Grande Prémio TSF-JN

 

Fotos: Igor Martins / FPC (Arquivo - Volta a Portugal) e João Calado / FPC (Arquivo)

A estreia do Grande Prémio TSF-JN, última prova nacional de estrada para elites e sub-23 masculinos em 2026, assume o protagonismo na agenda velocipédica desta semana. Entre quinta-feira e domingo, o pelotão enfrenta quatro etapas distintas, entre Águeda e Cascais. A Taça de Portugal de Pista regressa igualmente à competição, no sábado, em Alpiarça.

A época nacional de estrada para elites e sub-23 masculinos chega ao fim com uma novidade. A primeira edição do Grande Prémio TSF-JN disputa-se de 3 a 6 de setembro, num total de 542 quilómetros repartidos por quatro etapas em linha, com oportunidades para velocistas, trepadores, fugitivos e candidatos à conquista da classificação geral.


A corrida arranca na quinta-feira, com uma ligação de 146,6 quilómetros entre Águeda (12h50) e Ovar (16h29). A jornada apresenta um perfil favorável aos homens rápidos, embora inclua duas contagens de montanha de terceira categoria e um circuito final em Ovar, com várias passagens pela Avenida da Régua.

As primeiras diferenças importantes poderão surgir na sexta-feira, na etapa das Terras de Sicó. O pelotão parte de Pombal (12h30) para percorrer 147,2 quilómetros até Condeixa-a-Nova (16h25), atravessando os concelhos de Ansião, Alvaiázere, Penela e Soure. As subidas de segunda categoria para o Peixeiro e para a Serra de Janeanes, ambas concentradas nos últimos 20 quilómetros, prometem tornar esta a jornada mais exigente da corrida e uma das mais importantes para a definição da camisola amarela.

No sábado, Castelo Branco recebe na íntegra a terceira etapa. A tirada de 150,6 quilómetros parte (12h) e termina (15h35) na Alameda da Liberdade, percorrendo várias localidades do concelho e apresentando um terreno propício a fugas e ataques de longe. Os prémios de montanha de Almaceda e Casal da Serra acrescentam dificuldade a uma jornada marcada por sucessivos momentos de desgaste.

A decisão fica reservada para domingo, em Cascais. A quarta e última etapa terá 97,6 quilómetros, disputados num circuito com passagens pela zona do Guincho e chegada junto ao Centro de Interpretação da Duna da Cresmina, na subida para a Malveira da Serra. A partida está agendada para as 16h e a chegada prevista para as 18h20.

 

Taça de Portugal de Pista regressa a Alpiarça

 

Também no sábado, dia 5, disputa-se a quarta prova da Taça de Portugal de Pista, na pista aberta de Alpiarça. A jornada começa às 9h e reúne atletas juvenis, cadetes e juniores, masculinos e femininas, numa nova oportunidade para somar pontos para o ranking do troféu.

O programa competitivo integra provas de quilómetro e scratch para juvenis, enquanto cadetes e juniores terão pela frente provas de scratch, eliminação e corrida por pontos. A ronda marca o regresso da Taça a Alpiarça, depois da terceira prova, realizada no mesmo local a 25 de abril.

 

Mais eventos oficiais

 

5 de setembro: Circuito Sub-19 - São João de Ver 5 de setembro: Circuito Sub-17 - São João de Ver

5 de setembro: Encontro Regional Escolas - Memorial de Ciclismo São João de Ver

5 de setembro: 1.º Encontro de Escolas de São João das Lampas - São João das Lampas

5 de setembro: Maia Urban Race - Maia

6 de setembro: Passeio da Família em Bicicleta TSF-JN - Cascais

6 de setembro: Encontro regional Escolas - Somamaratonas - Verdemilho 6 de setembro: 47.º Circuito em Honra de Nossa Senhora da Guia - Avelar 6 de setembro: Campeonato Regional XCC - Verdemilho

6 de setembro: Campeonato da Madeira de DHI/Mini-DHI - Camacha 2026 - Camanha, Santa Cruz

6 de setembro: 2.ª Resistência ARLU BTT - Leiria

6 de setembro: 2.º BTT Kids ARLU da Associação Recreativa Lugares Unidos – Leiria

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

Ficha Técnica

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