sábado, 15 de agosto de 2026

“Volta Portugal: 10ª Etapa – Maia – Porto”


Dia 16.08 – 124 KM – 1615 M

 

Partida: Câmara Municipal da Maia – 13h10

Chegada: Av. dos Aliados (Porto) – 17h17

A última etapa marcará o desfecho da Volta a Portugal 2026.

Os primeiros quilómetros deverão decorrer num ambiente mais descontraído, típico das jornadas finais de homenagem aos protagonistas da corrida.

No entanto, tudo mudará quando o pelotão entrar no circuito final entre Porto e Vila Nova de Gaia. O percurso, desenhado entre pontes emblemáticas, ruas históricas e sucessivas mudanças de ritmo, apresenta uma exigência técnica que afasta a ideia de uma tradicional chegada tranquila ao sprint.

Embora seja possível uma decisão em pelotão compacto, a dureza do circuito poderá proporcionar um final espetacular e memorável no coração histórico da cidade do Porto, em plena Avenida dos Aliados.

Fonte: Organização

“Volta a Portugal 9ª etapa: Guérin vence na Senhora da Graça em dia de homenagem a Finlay Tarling”


Fotos: Igor Martins / FPC

Alexis Guérin venceu este sábado a nona e penúltima etapa da 87.ª Volta a Portugal Jogos Santa Casa, que ligou Paredes à mítica subida ao Alto de Nossa Senhora da Graça.

O corredor da Anicolor/Campicarn, líder da Geral, foi o mais forte na última ascensão da tarde e festejou o segundo triunfo na Grandíssima, num dia marcado pela homenagem a Finlay Tarling.

O jovem galês da NSN Development Team, vítima de um acidente mortal durante a etapa oito, foi lembrado por toda a organização da Volta antes da partida, em Paredes. Também Guérin fez questão de o homenagear logo após ter cortado a meta, em Mondim de Basto. 


 

“Dedico a vitória ao Finlay Tarling”

 

“Não, a Volta ainda não acabou, só acaba amanhã, no Porto. Ganhei tempo na Geral, mas isso não é o mais importante do dia. Hoje é um dia para dedicarmos ao Finlay Tarling. Quero dedicar-lhe a vitória”, afirmou, ele que este sábado trocou a habitual Camisola Amarela por uma Camisola Negra.


Sterrato não sorriu a Pericas

 

O pelotão partiu de Paredes rumo a Mondim de Basto com a expectativa de que este podia ser o dia decisivo para a Camisola Amarela. A Geral ainda não está fechada, mas está bem encaminhada.

A fuga do dia demorou algum tempo a formar-se, mas depois de algumas primeiras tentativas sem grande sucesso, um grupo de 18 corredores conseguiu ganhar vantagem na frente. Antes disso, já Rui Oliveira (UAE Team Emirates XRG), dono da Camisola Laranja Galp, havia somado a pontuação máxima na primeira meta volante do dia, em Paredes viria também a vencer na última, em Bormela. Axel Van der Tuuk (Euskaltel-Euskadi) foi o mais rápido em Felgueiras.


Dos 18 da fuga, e além de Oliveira, também Oscar Rota se destacou: o corredor da Feira dos Sofás-Boavista tem sido um dos mais ativos na luta pela Classificação da Montanha e conseguiu a pontuação nas duas primeiras subidas categorizadas do dia: Alto de Lameira, de terceira categoria, e Alto de Carvalhais, de primeira categoria. Além disso, venceu ainda o Prémio da Combatividade EBRO.

A segunda foi inédita, por uma outra vertente do Monte Farinha, e com um pormenor que acabou por sair caro a Adrià Pericas: um troço final em sterrato. Foi nessa ascensão que o pelotão anulou a fuga e o grupo dos favoritos se distanciou dos restantes ciclistas.

Pericas, terceiro à Geral e dono da Camisola Branca Paredes Rota dos Móveis, da juventude, mostrava novamente estar bem, mas um furo fê-lo perder muito tempo. O jovem da UAE Team Emirates XRG não mais conseguiu recolar e cortou a meta apenas no 12.º lugar.

 

Guérin defende a Amarela até ao Porto

 

Na contagem de montanha de terceira categoria, no Arco de Baúlhe, os favoritos ainda iam juntos – com Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) a liderar, mas assim que começou a subida final, a mítica Senhora da Graça, o figurino mudou.

Um a um, os elementos do grupo foram ficando para trás, até sobrarem três nomes: Alexis Guérin e Artem Nych, da Anicolor/Campicarn, e José Fernandes, da GI Group Holding-Simoldes-UDO. Os três entenderam-se bem, trabalharam para não permitirem aproximações e chegaram juntos aos últimos metros.

Aí, Guérin mostrou porque tem sido o melhor ciclista desta Volta a Portugal e voltou a festejar. Consolidou assim a Camisola Amarela à entrada para a última etapa, com um minuto e dois segundos de vantagem face a Nych, e reforçou ainda o primeiro lugar na Classificação da Montanha – Camisola Azul Continente.

Ainda na Geral, Pedro Silva e José Fernandes aproveitaram o azar de Pericas, agora quinto classificado, mas ainda líder da juventude e subiram a terceiro e quarto, respetivamente.

Ainda não ganhou, mas Alexis Guérin tem bem encaminhada a vitória final na Volta a Portugal Jogos Santa Casa, cuja última etapa será este domingo, entre a Maia e o Porto.

 

PROGRAMA OFICIAL

 

16 de agosto | 10.ª etapa

Maia – Porto

Partida: 13h55

Chegada prevista: 17h15

136,9 km

Fonte: Volta a Portugal

“Guillermo Thomas Silva destrona Van Eetvelt na subida brutal de Storheia e assume comando da Arctic Race Norway”


Por: José Morais

Guillermo Thomas Silva escreveu mais um capítulo marcante da sua temporada ao conquistar, com autoridade, a etapa rainha da Arctic Race Norway. O uruguaio resistiu ao ataque explosivo de Lennert Van Eetvelt nos metros finais da subida de Storheia e virou a classificação geral, assumindo a liderança da corrida a um dia do fim.

 

A batalha decisiva na subida de Storheia

 

A etapa começou com uma fuga controlada, formada por Eirik Vang Aas, Thomas Eriksen, Aksel Laforce, Axel Kallberg e Morthen Wang Baksaas. Apesar de ativos nas primeiras montanhas, nunca tiveram espaço real para ameaçar os favoritos.

Com as equipas da geral a controlar cada movimento, Kallberg foi o último resistente, alcançado pouco antes da subida final, quando o pelotão já se reorganizava para o confronto decisivo.

Na aproximação a Storheia, a TotalEnergies acelerou o ritmo, seguida pela Picnic PostNL, que endureceu a corrida com Bert Bolle. O grupo dos candidatos manteve-se compacto até aos últimos dois quilómetros, quando a inclinação começou a separar os mais fortes dos que já lutavam para sobreviver.

 

O ataque de Van Eetvelt e a resposta fulminante de Silva

 

Fabio Christen tentou surpreender com um ataque a 1500 metros da meta, mas o ritmo imposto logo depois por Sebastian Berwick anulou a tentativa. A breve desaceleração permitiu reagrupamento o suficiente para Van Eetvelt lançar o movimento que parecia definitivo a 400 metros do topo.

O belga abriu espaço, deixou Silva momentaneamente em dificuldade e isolou-se. Mas o uruguaio, num gesto de enorme sangue-frio, estabilizou o esforço, viu Pinarello e Dhondt perderem contacto e lançou o contra-ataque perfeito: ultrapassou Van Eetvelt com potência e precisão, sem permitir resposta.

 

Silva assume a liderança antes da etapa final

 

A vitória valeu-lhe não só o triunfo na etapa rainha, mas também a camisola de líder. Silva começou o dia a oito segundos de Giovanni Lonardi, enquanto Van Eetvelt estava a 14. Com os bônus 10 segundos para o vencedor e 6 para o segundo o uruguaio saltou para o topo da geral com 10 segundos de vantagem sobre o belga.

Alessandro Pinarello terminou em terceiro, a nove segundos, e Robbe Dhondt fechou o top 4.

A etapa final também termina em alto e promete mais fogo na montanha.

“Jonas Vingegaard encerra 2026 e só volta às competições em 2027: decisão abala o pelotão”


Por: José Morais

Jonas Vingegaard vai mesmo colocar um ponto final na sua temporada e por um período bem mais longo do que muitos imaginavam. A Visma–Lease a Bike prepara-se para anunciar, no início da próxima semana, que o dinamarquês não voltará a competir antes de 2027. A informação, avançada por meios como La Gazzetta dello Sport e HLN, confirma aquilo que já se suspeitava desde a queda violenta na 15.ª etapa do Tour de França, a 19 de julho, que lhe deixou uma fratura na clavícula direita e o obrigou a abandonar.

 

Recuperação lenta e fim antecipado da época

 

A decisão não surpreende quem acompanha o calendário dos grandes escaladores. Após o Tour, as oportunidades relevantes são escassas e Vingegaard, apesar de ter considerado a hipótese de representar a Dinamarca no Mundial de Estrada em Montreal, acabou por reconhecer que o desgaste físico e mental da temporada pesou mais do que a ambição.

Durante o Tour da Dinamarca, no final de julho, o ciclista admitiu que tudo dependia da evolução da clavícula:

“Depende de como a clavícula reage, como cicatriza e como me recupero.”

Apesar de já conseguir movimentar o braço, o dinamarquês não quis repetir o erro do europeu, onde competiu sem preparação adequada e acabou por abandonar a mais de 100 km da meta.

O ex-profissional Michael Rasmussen foi direto: para ele, a seleção dinamarquesa teria mais a ganhar sem Vingegaard no Mundial, considerando o pouco tempo disponível para recuperar forma e preparar um percurso tão exigente.

 

Fim de temporada e balanço competitivo

 

A ausência prolongada também afasta Vingegaard de provas como Il Lombardia, onde não compete desde 2022. Corridas de um dia nunca foram o seu território, e a preparação específica exigida não encaixa no momento atual.

Ainda assim, o dinamarquês fecha 2026 com números sólidos: 51 dias de competição, alinhado com rivais diretos como Pogacar, e um conjunto de vitórias de peso Paris-Nice, Volta à Catalunha e um Giro d’Itália dominado com cinco triunfos em etapas.

 

O que esperar de 2027?

 

Com contrato até 2028, Vingegaard já deixou pistas sobre o que precisa melhorar. A preparação para o Tour deste ano não o deixou satisfeito:

“Talvez não tenhamos interpretado bem o Tour. Melhorámos nas subidas longas, mas talvez fosse preciso ser mais explosivo e analisar a rota com mais cuidado.”

A pausa prolongada abre espaço para uma reconstrução completa: mais explosividade, mais foco nas etapas decisivas e, sobretudo, uma abordagem estratégica renovada para voltar ao pódio das Grandes Voltas.

“Tragédia na estrada leva NSN a abandonar a Volta a Portugal”


Por: José Morais

A NSN Development Team decidiu retirar-se imediatamente da Volta a Portugal após a morte do jovem britânico Finlay Tarling, de 19 anos, vítima de uma colisão com um veículo ligeiro durante a oitava etapa da prova.

A formação suíça, ligada à NSN Cycling Team e anteriormente conhecida como Israel Cycling Academy, confirmou a decisão através de um comunicado divulgado nas redes sociais. A equipa explicou que a saída da corrida portuguesa é uma medida de respeito e luto, mas sublinhou que, “com total apoio dos pais de Finlay Tarling”, a estrutura principal continuará a competir no Tour da República Tcheca e na Corrida Ártica da Noruega.

No comunicado, a equipa destacou que seguirá a temporada “carregando Finlay Tarling, no coração”, correndo em homenagem ao jovem ciclista e ao amor que ele tinha pelo desporto. A NSN agradeceu ainda o apoio recebido da comunidade do ciclismo e de fãs de todo o mundo, num momento que descreve como “profundamente devastador”.

Finlay Tarling perdeu a vida esta sextafeira, após o choque com um veículo durante a etapa. O acidente provocou comoção no pelotão e reacendeu debates sobre segurança nas estradas durante competições.

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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