sexta-feira, 11 de setembro de 2026

“Tadej Pogačar Viaja para Montreal, Mas Fora da Corrida: Eslovénia Reinventa Estratégia e Entrega Liderança a Roglič”


Por: José Morais

A presença de Tadej Pogačar nos Campeonatos do Mundo de Estrada, em Montreal, acabou por ser confirmada, mas o campeão esloveno chegará ao Canadá num papel bem diferente daquele que todos esperavam. Impedido de competir devido às graves lesões sofridas na Vuelta a Espanha, o líder da UAE Team Emirates marcará presença apenas para apoiar a seleção da Eslovénia.

A confirmação foi feita pelo selecionador nacional, Uroš Murn, que revelou que Pogačar pretende acompanhar a equipa durante toda a semana da competição. O bicampeão mundial deverá chegar a Montreal na terça-feira da semana da prova e permanecer até ao encerramento do evento, reforçando o ambiente dentro da formação eslovena.

A viagem terá também um significado pessoal para o corredor, já que a sua companheira, Urška Žigart, estará à partida da corrida de elite feminina.

A ausência de Pogačar representa um duro golpe para a Eslovénia e para os próprios Campeonatos do Mundo. Após a violenta queda sofrida na oitava etapa da Vuelta, o esloveno ficou com uma concussão grave, uma clavícula esquerda partida e uma fratura numa vértebra cervical. Apesar de ter sido submetido com sucesso a uma intervenção cirúrgica, a recuperação impede-o de lutar pela camisola arco-íris que poderia conquistar pelo terceiro ano consecutivo.

Além de falhar os Mundiais, o ciclista também ficará afastado do Campeonato da Europa e do Il Lombardia, encerrando precocemente uma temporada marcada por exibições de alto nível.

Sem a sua principal estrela, a seleção eslovena terá de alterar por completo a forma de abordar a corrida. Para Uroš Murn, a mudança poderá até trazer vantagens, libertando a equipa da obrigação de controlar o pelotão e permitindo uma postura mais ofensiva ao longo do dia.

 

Roglič Assume o Comando da Eslovénia

 

Com Pogačar fora das contas, Primož Roglič surgirá como o incontestável líder da seleção eslovena na luta pelas medalhas.

Segundo Murn, a decisão de Roglič foi ganhando força ao longo da Vuelta a Espanha, à medida que o corredor confirmava a excelente condição física. O selecionador revelou que o veterano esloveno demonstrou total confiança nas suas capacidades e aceitou representar o país sem qualquer exigência relacionada com a liderança da equipa.

O técnico mostrou-se particularmente satisfeito com o estado de forma dos seus principais trunfos, destacando também Jan Tratnik e Jakob Omrzel como importantes cartas para a corrida canadiana.

 

Bélgica Sob Pressão e Favoritismo para Evenepoel

 

Na análise do selecionador esloveno, a Bélgica deverá assumir grande parte das responsabilidades durante a prova. A presença simultânea de Remco Evenepoel e Wout van Aert, ambos candidatos à vitória, poderá obrigar a seleção belga a controlar a corrida durante largos quilómetros.

Murn acredita que gerir duas grandes estrelas com ambições idênticas poderá criar dificuldades táticas, abrindo espaço para que outras seleções explorem eventuais fragilidades.

Apesar disso, o selecionador considera Evenepoel o principal favorito à conquista da camisola arco-íris. Ainda assim, alerta para os corredores que chegam diretamente da Vuelta a Espanha, prova que serviu como indicador claro de quem atravessa o melhor momento de forma.

Além de Van Aert, nomes como Enric Mas, Oscar Onley e Félix Gall surgem entre os candidatos capazes de influenciar a corrida e discutir os lugares cimeiros numa das provas mais aguardadas da temporada.

“4º RAID BTT PEDRO LOUREIRO”


Dia 20 de Setembro

 

Dia 20 de Setembro realiza-se a quarta edição deste raid btt em homenagem ao sócio fundador do clube, vindo substituir a Maratona no Trilho do Lobo que teve 10 edições.

Este ano integrado no Troféu Ribatejo Norte, composto por 2 distâncias de 40 e 50km e um passeio guiado de 15km para os menos preparados, inscrições em www.apedalar.com até dia 15 de Setembro às 23h50.

Fonte: ASSOCIAÇÃO DE CICLOTURISMO E BTT DO FÔJO

“Eddie Dunbar volta a ferir Santiago Buitrago e silencia os favoritos, montanha não mexe na geral da Volta Espanha e Enric Mas cada vez mais vencedor”


Por: José Morais

Eddie Dunbar voltou a mostrar classe nas rampas da Vuelta a España e conquistou uma vitória memorável na exigente chegada a Peñas Blancas. O irlandês foi o mais forte nos momentos decisivos da 19.ª etapa, superando novamente Santiago Buitrago, enquanto Primož Roglič, Richard Carapaz e os restantes candidatos à camisola vermelha ficaram sem argumentos para alterar o rumo da classificação geral.

A ligação entre Vélez-Málaga e Estepona, numa jornada de 210,8 quilómetros, começou sob enorme intensidade. Durante largos quilómetros, as tentativas de fuga sucederam-se sem sucesso, com o pelotão a responder a praticamente todas as investidas. Entre os corredores mais inconformados estiveram Nelson Oliveira, Kevin Vermaerke, Steven Kruijswijk, Bruno Armirail, Anders Johannessen, Andreas Leknessund e Jasha Sütterlin.

A luta pela formação da escapada prolongou-se muito para além do esperado. Só após várias ofensivas e mudanças constantes na frente da corrida é que um grupo mais numeroso conseguiu ganhar margem suficiente para sonhar com o triunfo da etapa.


A grande sacudidela surgiu ainda longe da meta, quando Richard Carapaz decidiu assumir riscos e lançou um ataque a cerca de 95 quilómetros do final. O equatoriano tentou surpreender os adversários e contou com a colaboração de James Rafferty para alimentar a ofensiva. A movimentação obrigou as equipas dos homens da geral a endurecer o ritmo e a perseguir sem tréguas, acabando por neutralizar a ameaça antes da subida decisiva.

Com a corrida novamente controlada, os fugitivos recuperaram terreno e entraram nos quilómetros finais com uma vantagem suficientemente confortável para discutir a vitória entre si.

Foi então que Peñas Blancas fez a seleção natural. A Bahrain Victorious assumiu as despesas da perseguição e preparou o terreno para Santiago Buitrago. O colombiano respondeu com um ataque poderoso a cerca de 13 quilómetros da meta, conseguindo apenas a companhia de Eddie Dunbar e Gloag.

A batalha pela etapa ficou reduzida a um grupo restrito, mas o desfecho acabaria por repetir um filme já visto nesta edição da corrida. Buitrago tentou novamente fazer a diferença nos quilómetros finais, mas não conseguiu deixar para trás os rivais. Quando a meta já estava à vista, Dunbar lançou o golpe decisivo. A cerca de 500 metros do final, acelerou de forma demolidora, ultrapassou o colombiano e seguiu isolado para celebrar o primeiro triunfo da Q36.5 Pro Cycling nesta Vuelta.


Na luta pela classificação geral, também houve momentos de tensão. Primož Roglič foi o primeiro a testar os seus adversários na subida final, provocando uma seleção que deixou na frente nomes como Enric Mas, Félix Gall, Richard Carapaz e Oscar Onley.

Apesar das tentativas, nenhum dos favoritos conseguiu encontrar a explosão necessária para abrir diferenças. O ritmo foi perdendo intensidade e vários corredores regressaram ao grupo dos principais candidatos. Já perto da meta, Carapaz procurou ainda surpreender com uma última aceleração, mas Félix Gall respondeu de imediato e anulou qualquer possibilidade de alteração significativa.

Assim, a etapa terminou sem mudanças relevantes na luta pela camisola vermelha. Enric Mas conservou a liderança da Volta a Espanha e continua a controlar a corrida quando faltam apenas duas etapas para o seu encerramento.

O dia voltou a sorrir à fuga, que contou novamente com a presença de Ivo Oliveira. Contudo, foi Eddie Dunbar quem transformou a oportunidade em glória, derrotando Santiago Buitrago pela segunda vez nesta edição da prova e prolongando a frustração do colombiano nas chegadas em alto.

Entre os portugueses, João Almeida voltou a enfrentar um dia complicado na alta montanha. O corredor português terminou na 135.ª posição, a 34m13s do vencedor. Já Ivo Oliveira, depois de integrar a escapada que marcou a etapa, foi o último classificado, cruzando a meta com 35m56s de atraso.

Na classificação geral, João Almeida ocupa o 96.º lugar, a 3h03m57s de Enric Mas, enquanto Ivo Oliveira segue na 121.ª posição, a 3h42m07s da liderança.

Ficha Técnica

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