quinta-feira, 13 de agosto de 2026

“Volta Portugal: 8ª Etapa – Melgaço – Fafe”


Dia 09.08 – 166 KM – 2895 M

 

Partida: Largo Hermenegildo Soalheiro (Melgaço) – 13h10

Chegada: Praça 25 de Abril (Fafe) – 17h17

A oitava etapa liga Melgaço a Fafe.

Sem apresentar uma dureza extrema, a subida à Penha, em Guimarães, poderá condicionar uma eventual chegada ao sprint, devido à proximidade da meta.

Fafe, uma das localidades mais emblemáticas da história da Volta a Portugal, habituou os adeptos a finais imprevisíveis e muito disputados. Tudo indica que esta edição não será exceção.

Será uma etapa destinada a sprinters resistentes, corredores atentos e equipas capazes de controlar uma corrida que poderá tornar-se imprevisível nos quilómetros decisivos.

Fonte: Organização

“Etapa 7: Gerês confirma força da Anicolor / Campicarn na luta pela Volta”


A Anicolor Campicarn Cycling Team voltou a assumir um papel de destaque na Volta a Portugal, numa exigente 7.ª etapa disputada esta quinta-feira, entre Vieira do Minho e as Termas do Gerês, ao longo de 153 km.

Num dia marcado pela dureza do percurso e pelas dificuldades acumuladas na entrada no Parque Nacional da Peneda-Gerês, a formação esteve sempre presente nos momentos decisivos da corrida, terminando a jornada com Artem Nych no 2.º lugar e Alexis Guérin no 3.º, ambos com o mesmo tempo do vencedor da etapa, Adrià Pericas.


Rúben Pereira, diretor desportivo da equipa, comentou: "foi uma etapa dura, bastante atacada. Sabíamos a dificuldade da etapa. Demos o nosso melhor e acho que foi uma etapa bem conseguida pela equipa, o que deu para aumentar a diferença entre os nossos adversários."

O forte desempenho dos dois corredores permitiu à Anicolor Campicarn Cycling Team conquistar também o 1.º lugar na classificação por equipas da etapa, reforçando uma jornada de grande consistência coletiva.


 

Classificação individual na etapa:

 

1.º — Adrià Pericas (UAD), 3:48:32

2.º — Artem Nych (Anicolor Campicarn), m.t.

3.º — Alexis Guérin (Anicolor Campicarn), m.t.

 

Classificação geral individual:

 

1.º — Alexis Guérin (Anicolor Campicarn), 23:29:45

2.º — Artem Nych (Anicolor Campicarn), a 47 s

3.º — Adrià Pericas (UAD), a 1:57

 

Classificação geral por equipas:

 

1.º — Anicolor Campicarn Cycling Team, 70:35:34

2.º — GI Group Holding - Simoldes - Udo, a 15:47

3.º — Feira dos Sofás - Boavista, a 16:19

Amanhã, sexta-feira, o pelotão regressa à estrada para a 8.ª etapa da Volta a Portugal, com partida em Melgaço e chegada a Fafe.

A Anicolor Campicarn Cycling Team agradece, uma vez mais, todo o apoio sentido ao longo das estradas desta Volta a Portugal. Estão todos convidados a marcar presença e a apoiar a equipa amanhã.

Fonte: Clube Desportivo Fullracing

“Volta Portugal 7ª etapa: No Lago dos Tubarões, Pericas sobrevive e brilha no Gerês”


20 anos nas pernas, muitos mais na cabeça.

 

Fotos:

Adrià Pericas é um dos jovens mais promissores do pelotão português, e esta quinta-feira provou porquê: numa das etapas mais duras da Volta a Portugal Jogos Santa Casa, o corredor da UAE Team Emirates XRG foi o mais forte e venceu na Vila do Gerês.

Pericas guardou-se na primeira contagem de montanha de primeira categoria do dia, na segunda seguiu o Camisola Amarela Jogos Santa Casa, Alexis Guérin, e resistiu à seleção mais fina do dia, juntamente com o líder da Geral e o colega Artem Nych, segundo classificado.


Na chegada à meta, mostrou ter mais pernas do que a dupla adversária e festejou a vitória mais importante da carreira, dois meses e meio depois de ter festejado duas décadas de vida.

“Uma etapa duríssima, muitos ataques desde a primeira subida. Sabia que era importante não ir acima do limite. Na primeira subida mantive sempre o meu ritmo, nunca respondi a nada e na segunda dei tudo. Estou super contente, é muito especial ganhar uma etapa que ainda por cima passou por Espanha”, afirmou o espanhol, após o triunfo.

 

Fábio Costa, o mais combativo

 

3188 metros de acumulado ao longo dos 153 quilómetros de percurso, em mais um dia de muito calor na Grandíssima e um ritmo infernal. Depois de alguns primeiros ataques sem muito sucesso, Fábio Costa, vencedor do Prémio da Combatividade EBRO deste dia oito da Grandíssima, aventurou-se sozinho e isolou-se do resto do pelotão.


O português da Feira dos Sofás-Boavista andou muito tempo escapado, passou à frente na contagem de montanha de primeira categoria da Mata da Albergaria – um momento especial nesta Volta –, mas nunca teve muita liberdade, uma vez que era décimo classificado da Geral e, por isso, uma ameaça para muita gente.

Nessa primeira ascensão dura do dia o pelotão foi-se desorganizando, mas a descida seguinte permitiu várias recolagens. Com isso, a Anicolor/Campicarn empenhou-se na perseguição e, assim que a subida ao Alto de Germil (primeira categoria) teve início, aumentou o ritmo.

 

Anicolor/Campicarn partiu a corrida e só resistiram os três mais fortes do dia

 

Fábio Costa não sobreviveu muitos mais metros e Alexis Guérin quis mostrar porque é que é o dono da Camisola Amarela Jogos Santa Casa: atacou de longe e deixou quase toda a gente para trás. Numa ascensão com mais de dez mil metros e dois setores de empedrado, resistiram Pericas, Nych e numa primeira fase Pedro Silva, antes deste último também sucumbir ao esforço.

O trio da frente seguiu junto até ao fim, sempre com Silva por perto, ainda que o luso da Feira dos Sofás-Boavista não tenha conseguido recolar.

Mais atrás, dois grupos: o primeiro com dois nomes, Jokin Murguialday (Euskaltel-Euskadi) e José Fernandes (GI Group Holding – Simoldes – UDO), o segundo com vários corredores, entre eles Tiago Antunes (Efapel Cycling), o mais prejudicado do dia, pois perdeu o terceiro posto da Geral.


Pericas, Nych e Guérin colaboraram até ao fim, na aproximação à meta, o Camisola Amarela ainda se pôs ao serviço para tentar lançar o colega, mas foi o jovem nascido na Catalunha a erguer os braços, com muita emoção à mistura.

Na Geral, a Anicolor/Campicarn continua a dominar, com Guérin no primeiro lugar e Nych em segundo, agora à frente de Pericas.

“Hoje [quinta-feira] demonstrámos que somos uma equipa forte, posso confiar a 200 por cento nos meus colegas. Trabalhámos muito bem para ganhar tempo na Geral e a dois quilómetros da meta disse ao Artem que ia trabalhar para ele no último quilómetro, mas ele também já tinha trabalhado muito para mim e foi o Pericas a ganhar, um jovem com muito talento. Tem um futuro muito grande”, referiu Guérin, no final do dia.

Além do salto para o pódio na luta pela Amarela, Pericas reforça o primeiro lugar na juventude e continuará a envergar a Camisola Branca Paredes Rota dos Móveis. Nos pontos, o colega Rui Oliveira também reforçou a Camisola Laranja Galp: conseguiu a pontuação máxima na meta volante de Póvoa do Lanhoso e pontuou nas outras duas do dia, nas quais Fábio Costa passou à frente.

Já na Classificação da Montanha, Guérin junta agora a Camisola Azul Continente à Amarela, depois de ultrapassar Oscar Rota, da Feira dos Sofás-Boavista.

A Volta a Portugal Jogos Santa Casa aproxima-se das decisões a velocidade de cruzeiro: esta sexta-feira dá-se a oitava etapa, uma ligação agitada de 166,8 quilómetros entre Melgaço e Fafe.

 

PROGRAMA OFICIAL

 

14 de agosto | 8.ª etapa

Melgaço – Fafe

Partida: 13h10

Chegada prevista: 17h18

166,8 km

Fonte: Volta Portugal

“Diego Camargo domina a etapa mais brutal da Volta e assume a liderança em meio ao caos sísmico na Colômbia


Por: José Morais

Diego Camargo transformou a quinta etapa da Volta a Colômbia Sistecrédito 2026 numa demonstração de força rara, num dia em que o país ainda tremia literal e emocionalmente após os fortes terremotos que atingiram várias regiões. O corredor de Boyacá, da Equipe MedellínEPM, venceu isolado no Alto El Sifón, a mais de 4.100 metros de altitude, e arrancou a camisola amarela das mãos do próprio companheiro de equipa, Wilmar Paredes.

 

A etapa rainha que separou os resistentes dos sobreviventes

 

Foram 164,7 km entre Ibagué e o Alto El Sifón, num percurso que não ofereceu descanso: Alto del Convención (Cat2), subida a Líbano (Cat2), o interminável Alto de Murillo (fora de categoria, 21,3 km), Alto de Ventanas (Cat1) e, por fim, a parede final rumo ao Sifón (Cat3).

Javier Jamaica (NU Colombia) tentou romper a lógica da corrida a 25 km do fim, lançando-se numa fuga solitária que parecia promissora. Mas Diego Camargo, paciente e calculista, esperou pelas rampas decisivas. Quando a estrada empinou de vez, atacou com autoridade, alcançou Jamaica e seguiu sozinho até à meta.

Cruzou a linha após 5h04min09s, com Jamaica a 34 segundos e Edgar Pinzón (Team Sistecrédito) a 58. O antigo líder, Paredes, não resistiu ao ritmo e perdeu a camisola amarela.

 

As diferenças que redefiniram a classificação

A dureza da etapa espalhou o pelotão:

 

Santiago Garzón +1:55

Rodrigo Contreras e José Misael Urián +5:27

Daniel Hoyos +5:30

Mardoqueo Vásquez +6:17

Luis Daniel Oses +7:46

Juan Diego Alba +8:01

 

Diego Camargo explicou o triunfo com simplicidade:

 

“Foi uma etapa duríssima. A melhor forma de homenagear as vítimas do terremoto é dar tudo. Tive de dosar forças e confiar na equipa.”

 

Nova geral: Camargo no comando

 

1.º Diego Camargo 21h28min08s

2.º Jamaica +38s

3.º Pinzón +1:04

4.º Garzón +2:05

5.º Urián / Contreras +5:37

O bicampeão da Vuelta (2020) volta a sentir o peso da liderança, depois dos vicecampeonatos em 2024 e 2025.

 

A sexta etapa muda tudo após o terremoto

 

A organização confirmou alterações profundas no percurso de quintafeira. A etapa já não partirá de Manizales, mas sim de La Manuela, 20 km adiante, devido aos danos provocados pelo sismo. O início será neutralizado até o pelotão entrar em Antioquia.

Também não haverá chegada em Jericó: o final será transferido para o prémio de montanha, numa decisão de segurança anunciada por Rubén Galeano, presidente da federação.

A Volta termina domingo, em Medellín, e Diego Camargo terá de defender a liderança conquistada no ar rarefeito do Sifón, com Jamaica a menos de 40 segundos e Pinzón ainda à espreita.

“19º Clássica Cicloturismo Afonsoeiro-Canha-Afonsoeiro”


Dia 23 de Agosto 2026

 

Por: José Morais

Vai para a estrada no dia 23 de agosto, a 19º clássica de cicloturismo do Afonsoeiro, numa organização do Grupo Cicloturismo do Afonsoeiro/Móveis Jolar.

A tradicional Clássica Afonsoeiro-Canha-Afonsoeiro, terá um trajeto de 75 quilómetros aproximadamente, tem concentração marcada para a 8 horas na sede do Grupo Típico de Danças e Cantares do Afonsoeiro, com partida marcada para as 9 horas.

No final haverá banhos para quem desejar, e pelas 13 horas será a entrega de lembranças alusivas ao passeio.

Para informações e inscrições:

Telefones: 912 158 478 – 912 998 947

Participe, inscreva-se, um passeio com o apoio da Revista Notícias do Pedal, que recomenda.

“Richard Carapaz regressa à Volta Espanha com ambição renovada”


Por: José Morais

Richard Carapaz confirmou que estará na linha de partida da Volta a Espanha, dissipando de vez as dúvidas sobre a sua presença na última grande volta da temporada. O anúncio foi feito pelo próprio ciclista equatoriano, de 33 anos, através das redes sociais, onde partilhou o entusiasmo pelo regresso à corrida que tantas vezes marcou a sua carreira.

Richard Carapaz chega à Volta Espanha embalado por uma prestação de destaque no Tour de France, onde conquistou duas etapas e garantiu a camisola da montanha. O trepador da EF EducationEasyPost soma já seis participações na prova espanhola e um currículo de respeito: três vitórias em etapas, uma classificação da montanha e o memorável segundo lugar na geral em 2020.

Na mensagem publicada no Facebook, o equatoriano deixou claro que a ligação emocional à corrida continua forte, sobretudo pelo apoio dos seus compatriotas espalhados pela Europa.

«Vemo-nos na Volta Espanha. Correr em Espanha é sempre especial, mas partilhar estes momentos com milhares de equatorianos que, como eu, atravessaram o oceano em busca de um futuro melhor, torna tudo ainda mais significativo. Até breve», escreveu o ciclista.

Richard Carapaz prepara-se assim para mais um capítulo na sua relação com a Volta Espanha, onde promete voltar a ser protagonista e lutar por novas conquistas.

“Van der Poel lança ataque ao ouro do XCO e volta aos trilhos em Les Gets”


Por: José Morais

Mathieu Van der Poel prepara um novo capítulo na sua temporada ao regressar ao BTT, escolhendo Les Gets, França, como palco para afinar a forma antes dos Campeonatos do Mundo de cross-country em Val di Sole, Itália. A informação foi avançada pelo diário Dauphiné Libéré, que confirma a presença do neerlandês na sétima etapa da Taça do Mundo.

O regresso ao XCO surge num momento estratégico para o campeão do mundo de estrada, ciclocrosse e gravel, que procura completar um feito histórico: juntar o título mundial de BTT aos restantes troféus que já o colocam entre os ciclistas mais versáteis da era moderna. Van der Poel, vencedor da Paris-Roubaix por três vezes, encara esta incursão no BTT como o derradeiro desafio que falta no seu currículo.

Val di Sole é um cenário especial para o neerlandês. Foi lá que, em 2019, assinou uma das suas vitórias mais marcantes no cross-country. Contudo, a memória recente não é tão brilhante: em 2023, terminou apenas no 29.º lugar nos Mundiais de Valais, depois de um sexto posto em Les Gets.

Agora, com a confiança reforçada após o triunfo nos Campos Elísios, Van der Poel aposta que a corrida francesa funcione como rampa de lançamento para atacar o título mundial uma semana depois, em Itália. A expectativa é alta e o objetivo, claro: conquistar o único arco-íris que ainda lhe falta.

“EUROSPORT E HBO MAX ARRANCAM QUATRO DIAS DE GRANDE CICLISMO COM A CZECH TOUR E A ARCTIC RACE OF NORWAY”


Por: Vasco Simões

Foto: Getty Images

O ciclismo continua em destaque no universo Eurosport e HBO Max, que trazem esta quinta-feira, 13 de agosto, o arranque de quatro dias intensos de competição com duas provas da UCI ProSeries disputadas em cenários completamente distintos: a Czech Tour, na Chéquia, e a Arctic Race of Norway, acima do Círculo Polar Ártico. Ao longo de quatro dias, os fãs poderão acompanhar em direto mais de 1.300 quilómetros de competição, com montanha, vento, ataques de longe e uma luta intensa pelas classificações gerais.

Na Chéquia, a prova disputa-se entre 13 e 16 de agosto, com um total oficial de 649,3 km repartidos por quatro etapas, ligando Praga a Pustevny. O percurso inclui três chegadas potencialmente decisivas, em Ještěd (Liberec), Dlouhé Stráně e Pustevny, e soma cerca de 9.923 metros de desnível acumulado. A organização oficial confirma as seguintes etapas: Praga–Karlovy Vary (163,21 km), Mladá Boleslav–Ještěd (155 km), Pardubice–Dlouhé Stráně (170,88 km) e Kroměříž–Pustevny (160,23 km). A corrida tem estatuto 2.Pro da UCI ProSeries e apresenta-se como a edição mais exigente da sua história recente.

A startlist reúne vários nomes fortes do pelotão internacional, entre eles Mikel Landa, Jordan Jegat, Ben Turner, Jan Castellon, Domenico Pozzovivo, Alessandro Tonelli ou Alessandro Fancellu. O vencedor da última edição foi o belga Junior Lecerf, que conquistou a Czech Tour de 2025 pela Soudal Quick-Step Cycling Team, sucedendo a uma lista de vencedores de grande prestígio no ciclismo europeu.

Mais a norte, a Arctic Race of Norway decorre igualmente entre 13 e 16 de agosto, num percurso oficial de 694,2 km distribuídos por quatro etapas na região de Nordland, acima do Círculo Polar Ártico. A corrida arranca em Evenes e termina em Narvik, passando por Myre, Andenes, Stokmarknes e Melbu, com a chegada em altitude a Storheia Summit a assumir-se como o principal teste para os candidatos à geral. A prova organizada pela ASO mantém o estatuto 2.Pro da UCI ProSeries e continua a ser considerada a corrida profissional mais a norte do mundo. Thomas Guillermo Silva, Ethan Vernon, Anders Foldager e Giovanni Lonardi são alguns dos ciclistas mais bem cotados no ranking da UCI que participam nesta edição da corrida.

Com os fiordes da Noruega de um lado e as montanhas da Chéquia do outro, o Eurosport e a HBO Max oferecem quatro dias de ciclismo em dois cenários únicos do calendário internacional. Entre trepadores, corredores de clássicas e especialistas em provas por etapas, a Czech Tour e a Arctic Race of Norway prometem espetáculo até ao último quilómetro, reforçando a aposta do Eurosport e da HBO Max na cobertura em direto das principais corridas do calendário UCI Pro Series.

 Fonte: Eurosport

“VUELTA: DE MÓNACO A GRANADA, UM REGRESSO À HISTÓRIA”


Por: Daniel Peña Roldán

Fotos: © Unipublic / Agência Criativa Cxcling - © A.S.O. / BILLY CEUSTERS - © Culata do obturador

 

Pontos-chave:

• Após o Giro d'Italia de 1966 e o Tour de France de 2009, Mónaco tornar-se-á o primeiro palco a receber a etapa de abertura de cada uma das três Grandes Voltas, com o contrarrelógio a abrir a La Vuelta a 22 de agosto.

• Tadej Pogacar, já cinco vezes vencedor do Tour de France, anunciou a sua participação nesta Grande Volta com um perfil extremamente montanhoso, que terminará a 13 de setembro noutro cenário prestigiado: a Alhambra em Granada.

Sessenta anos separam as partidas do Giro d'Italia e da La Vuelta no Mónaco, com o Tour de France de 2009 entre ambos, o que faz deste ano o Principado o primeiro local a receber a partida das três Grandes Voltas. Em 1966, o evento em torno da 'Corsa Rosa' um ano após a sua primeira viagem ao estrangeiro, na República de San Marino já tinha uma dimensão histórica: realizou-se por ocasião do centenário de Monte Carlo, o bairro mais famoso da cidade-estado, nomeado em honra do Príncipe Carlos III, a 1 de julho de 1866. pouco depois da inauguração do Casino de Mónaco, diante do qual os 184 participantes da La Vuelta 26 irão dar início ao contrarrelógio.


Cem corredores, divididos em dez equipas de dez, assinaram na quarta-feira, 18 de maio de 1966, em frente ao Palácio, na presença do Príncipe Rainier III e da Princesa Grace. Na noite anterior, tinha acontecido uma das grandes novidades do Giro: a apresentação noturna das equipas, entre as 21h00 e as 22h00, transmitida em direto na Eurovisão, além do primeiro Girofestival, com atuações musicais e apresentada pelo famoso comunicador ítalo-americano Mike Bongiorno. A grande estrela era Jacques Anquetil, que procurava a sua terceira vitória no Giro, embora tivesse de enfrentar uma nova geração de jovens italianos. Acabou por terminar em terceiro, atrás de Gianni Motta e Italo Zilioli. Na verdade, o francês perdeu três minutos e grande parte das suas hipóteses devido à imprudência de um espectador já na primeira etapa, disputada entre Mónaco e Diano Marina, na Riviera Italiana.

Muito movimentado, o Tour de France de 2009 é recordado como a edição em que Alberto Contador se consolidou definitivamente como campeão: vencedor surpresa da corrida dois anos antes e coroado em 2008 com o seu duplo Giro-Vuelta, um feito que ninguém conseguia desde a reforma do calendário mundial do ciclismo em 1995. A 2 de julho de 2009, dois dias antes do contrarrelógio de abertura vencido por Fabian Cancellara, Victor Langellotti, então com 14 anos, foi um dos jovens ciclistas das escolas do Principado que subiu ao pódio durante a apresentação das equipas ao lado dos participantes do 96.º Tour de France. Lá teve a honra de acompanhar o seu ídolo, Alberto Contador, e os seus colegas de equipa do Astana.


Desde então, Langellotti tornou-se o terceiro ciclista profissional de nacionalidade monegasca – depois de Laurent Devalle e Albert Vigna na década de 1920 – e o primeiro deles a vestir uma camisola distintiva numa Grande Volta, a camisola azul às bolinhas do líder da montanha na La Vuelta 22. A 1 de agosto de 2026, pouco antes do Grand Départ de La Vuelta em casa – e depois de vestir as cores de campeão de contrarrelógio e de estrada do Mónaco desde junho uma transferência a meio da época permitiu-lhe juntar-se à equipa dos seus sonhos de infância: a XDS-Astana.

O equivalente de Anquetil no início do Giro d'Itália de 1966 é Tadej Pogacar, que também venceu cinco vezes o Tour de France. O esloveno, atual grande estrela do ciclismo e residente no Mónaco, passará pela sua casa durante o contrarrelógio de 9,4 km a 22 de agosto. O seu objetivo é reforçar ainda mais o seu lugar na história deste desporto ao conquistar a La Vuelta pela primeira vez, precisamente a Grande Volta em que mostrou o seu potencial durante três semanas quando era neo-profissional em 2019, terminando em terceiro lugar na classificação geral e vencendo três etapas. Se conseguir, a 13 de setembro tornar-se-á o nono ciclista da história a vencer as três Grandes Voltas, atrás de Anquetil, Felice Gimondi, Eddy Merckx, Bernard Hinault, Contador, Vincenzo Nibali, Chris Froome e, desde maio passado, Jonas Vingegaard.

Se o Grand Départ do Mónaco estiver destinado a ser histórico, o grande final em Granada será igualmente histórico, num cenário tão prestigiado como o Casino del Principado: em frente à Alhambra, um complexo palaciano que incorpora nove séculos de civilização mediterrânica. Entre estas duas joias, os ciclistas terão de enfrentar mais de 58.000 metros de desnível acumulado, o que faz da La Vuelta 26 uma das Grandes Voltas mais montanhosas alguma vez realizadas.

Fonte: unipublic

“Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua Gonçalo Carvalho em fuga de nível na 6.ª etapa da Volta a Portugal e Rafael Barbas mantém 3.º lugar na juventude”


Fotos: Rodrigo Rodrigues

Depois do dia de descanso, a 87.ª edição da Volta a Portugal Jogos Santa Casa regressou esta quarta-feira à estrada, com a sexta etapa, uma ligação de 132,6 quilómetros entre Santa Maria da Feira e o Peso da Régua.

Apesar de ser a menor tirada em linha da “Grandíssima”, não foi, de todo, a mais fácil: muitíssimo atacada desde o início, a corrida obrigou o pelotão a “suar a bom suar” durante toda a tarde.

Após uma primeira tentativa falhada por parte de quatro corredores para constituírem a fuga do dia, formou-se um grande grupo de 22 ciclistas, onde a equipa marcou presença através de Gonçalo Carvalho.


Gonçalo Carvalho: “Um dia à grandíssima! Todo o dia de punho arregaçado. Sabia que hoje seria um dia em que a fuga poderia vingar, por isso aproveitei a oportunidade e entrei numa fuga numerosa e de bastante nível. Infelizmente, os homens da geral decidiram mexer-se e acabaram por anular a fuga, impossibilitando-nos de discutir a etapa. Vou continuar a lutar e a mostrar o meu lado combativo até ao último dia desta Volta a Portugal!”

A fuga, com ambição de chegar à meta em primeiro, acabou por ser impedida pelas aspirações à classificação geral. A 40 km do final, o ritmo intensificou-se e Rafael Barbas começou a perder terreno. Com a equipa a protegê-lo e a acompanhá-lo, conseguiu manter-se na luta pela classificação da juventude, ocupando agora o 3.º lugar. Acima de tudo, muito espírito de equipa, garra e dedicação.


Rafael Barbas: “Foi um dia muito rápido e muito duro, a seguir ao dia de descanso, onde eu em particular sofri muito durante toda a etapa, também com o calor que se fazia sentir. Tenho que agradecer aos meus colegas de equipa, por terem feito tudo o que estava ao alcance deles para tentar voltar a levar-me ao grupo principal e, depois, a levar-me até à meta, tentando perder o menor tempo possível. Um obrigado a todos eles.”

A Volta a Portugal segue agora para Vieira do Minho, local que recebe a partida para a sétima etapa, um dia de novidades que promete uma chegada emocionante nas Termas do Gerês: 13 de agosto, 7.ª etapa, Vieira do Minho–Termas do Gerês, com partida às 13h25, chegada prevista às 17h13 e 153,0 km de percurso.

 

6.ª etapa

Santa Maria da Feira - Europarque a Peso da Régua (132,6 km)

Classificação da 6.ª etapa

 

1.º Xabier Isasa (Euskaltel-Euskadi), 3h01m23s

40.º. Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 4m36s

44.º. Angel Sanchez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 4m36s

48.º. Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 4m36s

54.º. João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 5m35s

87.º. Francisco Morais (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 20m49s

88.º. César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 20m49s

93.º. Leangel Meneses (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 20m49s

 

Classificação geral individual após a 6.ª etapa

 

1.º Alexis Guerin (Anicolor/Campicarn), 19h41m17s.

24.º. Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 9m36s

32.º. Angel Sanchez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 13m59s

47.º. Gonçalo Carvalho (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 23m52s

70.º. João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 40m00s

96.º. Leangel Meneses (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1h00m33s

103.º. César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1h07m34s

106.º. Francisco Morais (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 1h12m48s

 

Classificação por equipas

 

1.ª Anicolor/Campicarn, 59h06m32s.

13.ª. Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, a 42m12s

 

Classificação da juventude

 

1.º Adrià Pericas (UAE Team Emirates XRG), 19h43m20s.

3.º. Rafael Barbas (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 7m33s

 

De 2026 para a eternidade. O bidon que guarda a nossa volta

 

O bidon é um dos símbolos mais fortes da cultura do ciclismo: passa de mão em mão, viaja milhares de quilómetros e guarda as histórias de quem o segura.

Na berma da estrada, é a criança que estende a mão e recebe o bidon como se fosse um tesouro. No final das etapas, são as pessoas que correm até aos atletas, coração acelerado, a tentar agarrar aquele momento que só existe no ciclismo.

Em 2026, a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua pega nesse ícone e leva-o a outro nível, transformando-o num verdadeiro item de coleção: o bidon especial da temporada, pensado para ser um marco na memória dos adeptos.

Neste bidon, que será oferecido aos fãs durante a Volta a Portugal, cada fã pode recolher as assinaturas da equipa de 2026, gravando para sempre os nomes que fizeram parte desta temporada e desta Volta a Portugal.

Este bidon não é apenas merchandising: é um símbolo da proximidade entre a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua e os fãs, uma forma de eternizar este ano e de celebrar a paixão pelo ciclismo.

Um dia, quem o guardar vai olhar para ele e recordar esta Volta: o calor da estrada, o barulho da caravana, o sprint na meta, o momento em que um atleta parou para assinar. Uma memória física da paixão pelo ciclismo e de cada pessoa que pedala, apoia e vive a nossa equipa.

No fim, fica um objeto simples, mas com um peso gigante: um bidon que conta uma história de 2026, da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua e de todos aqueles que escolheram estar connosco ao longo da Volta a Portugal.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

“Etapa 6: Anicolor Campicarn Cycling Team supera etapa de transição e mantém Alexis Guérin de camisola amarela”


Depois do dia de descanso, a 87.ª Volta a Portugal regressou esta quarta-feira à estrada com a 6.ª etapa, que ligou Santa Maria da Feira à Régua, ao longo de 132,6 km.

A equipa ultrapassou com sucesso a etapa, preservando a liderança da classificação geral individual com Alexis Guérin.


Rúben Pereira, diretor desportivo da equipa, resumiu um dia exigente: "foi uma etapa dura, após o dia de descanso. Já sabíamos que iria ser uma etapa dura. Conseguimos salvar o dia e continuar com a camisola amarela. Tivemos uma queda bastante feia do Carson Miles na parte inicial da etapa, o que prejudicou bastante a dinâmica da equipa. No final, o que interessa é que continuamos com a camisola amarela."


Numa etapa marcada por um ritmo elevado e decidida ao sprint, Artem Nych foi o melhor classificado da formação de Águeda, terminando na 5.ª posição, integrado no grupo dos principais favoritos.

A etapa não provocou alterações significativas entre os principais candidatos à vitória final, permitindo à Anicolor Campicarn Cycling Team cumprir o principal objetivo do dia: defender a camisola amarela e manter igualmente a liderança da classificação geral por equipas.


 

Classificação individual na etapa (top 5):

 

1.º — Xabier Isasa (Euskaltel-Euskadi), 3:01:23

2.º — Rui Oliveira (UAE Team Emirates XRG), m.t.

3.º — Francisco Campos (Team Tavira), m.t.

4.º — Tiago Antunes (Efapel Cycling), m.t.

5.º — Artem Nych (Anicolor Campicarn), m.t.

 

Classificação geral individual (top 3):

 

1.º — Alexis Guérin (Anicolor Campicarn), 19:41:17 (camisola amarela)

2.º — Artem Nych (Anicolor Campicarn), a 49 s

3.º — Tiago Antunes (Efapel Cycling), a 1:28

 

Classificação geral por equipas (top 3):

 

1.º — Anicolor Campicarn Cycling Team, 59:06:32

2.º — Efapel Cycling, a 6:52

3.º — GI Group Holding - Simoldes - Udo, a 8:20

Amanhã a 7.ª etapa da Volta a Portugal 2026, que ligará Vieira do Minho ao Gerês. Será mais um importante teste de força, e a equipa espera por todos ao longo do percurso para apoiar.

Fonte: Clube Desportivo Fullracing

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