terça-feira, 25 de agosto de 2026

“A despedida que pesa: Pello Bilbao encara a última grande volta com o futuro em aberto”


Por: José Morais

Pello Bilbao pedala na Vuelta a España como quem atravessa uma fronteira íntima: cada quilómetro é uma contagem decrescente para o fim da carreira, cada etapa um lembrete de que esta é a sua última Grande Volta. O basco, que sempre viveu o ciclismo com intensidade quase monástica, entra nesta edição com uma mistura de nostalgia, ambição e uma serenidade rara em quem ainda veste dorsal.

Bilbao admite que não chegou ao arranque com o motor afinado. A preparação ficou aquém do ideal, e o corpo ainda procura o ritmo que tantas vezes o levou a brilhar. Mas a motivação, essa, está intacta. “Quero ajudar a equipa todos os dias e encontrar a minha oportunidade”, confidenciou antes de mais um dia de competição. Sabe que as primeiras etapas não são o seu terreno perfeito, e por isso aponta mais longe: a segunda e a terceira semana, onde espera transformar a despedida numa memória que dure para sempre.

Enquanto espera pelo momento certo, Bilbao absorve o ambiente da corrida. Em território francês, sentiu um calor humano inesperado, bem diferente da frieza habitual de Mónaco. “A multidão surpreendeu-nos”, admitiu, quase como quem descobre um último prazer antes de fechar um capítulo.

A aposentadoria, porém, não o assusta. Pelo contrário: seduz. Depois de anos marcados por treinos, viagens, metas e uma vida vivida sempre em esforço máximo, Bilbao quer parar. Literalmente. “A vida corre depressa, o ciclismo corre ainda mais. Vivemos com stress constante, dedicados a cem por cento”, reflete. O plano é simples: um ano sabático. Sem pressas, sem calendário, sem metas. Apenas tempo para pensar, respirar e perceber que projetos ainda o fazem vibrar.

Quando imagina o futuro, não pensa em números, pódios ou estatísticas. Se um dia tiver de explicar aos netos o que foi ser ciclista profissional, não falará de vitórias. Falará de paixão. “Gostei do que fiz, fiz com paixão e tive a sorte de trabalhar no que amava.” É assim que resume uma carreira inteira: sem adornos, sem épica artificial, apenas verdade.

“A despedida que mexe com o ciclismo colombiano: Nairo Quintana prepara o adeus no Mundial do Canadá”


Por: José Morais

A carreira de Nairo Quintana caminha para o seu capítulo final e a seleção colombiana decidiu transformar esse momento numa homenagem pública ao maior ícone do país no ciclismo moderno. O Mundial de Estrada, marcado para o Canadá, será o palco da última grande aparição internacional do escalador de Boyacá, num cenário carregado de simbolismo, emoção e memória.

 

O Mundial que vira tributo

 

Enquanto a Volta a Espanha domina as manchetes, o foco silencioso do pelotão já se desloca para o Campeonato Mundial. A Colômbia, longe das disputas por medalhas há anos, chega ao Canadá com outro objetivo: celebrar o adeus de Nairo.

Segundo o portal Mundo Ciclístico, a federação colombiana quer que o seu eterno capitão encerre a carreira vestido com as cores nacionais, rodeado de figuras que marcaram a sua geração. Impedido de correr a Vuelta, Quintana terá no Mundial o cenário ideal para “pendurar a bicicleta” pelo país, pela história, pela simbologia.

Mas há um detalhe que muda o tom da despedida: de acordo com a International Cycling, Nairo recebeu uma proposta para competir tanto nos Campeonatos Nacionais como no Tour Colômbia, previsto para regressar no início de 2027. Ou seja, o Mundial pode ser o adeus…, mas talvez não o último número preso ao dorsal.

 

A seleção colombiana e a carta guardada para Buitrago

 

A convocação colombiana para o Mundial deve reunir nomes de peso: Egan Bernal, Brandon Rivera, Harold Tejada, Sergio Higuita, Walter Vargas e Santiago Buitrago.

Nairo será o centro das atenções, mas, em termos competitivos, a aposta recai sobre Buitrago, que chega em ascensão e com perfil adequado ao percurso duro e seletivo do Canadá.

A rota favorece os colombianos fisicamente, embora historicamente lhes falte coordenação tática em provas de seleções. A lista está fechada e só um incidente na Vuelta poderia alterar o plano.

 

O histórico de Nairo no Mundial e o enigma Movistar

 

Quintana não tem tradição de grandes resultados em Campeonatos Mundiais. A última participação foi em 2022, terminando em 66.º. Antes disso, esteve presente em 2019, 2018 (onde foi 15.º), 2013, 2012 e 2011, sempre com desempenhos discretos. O formato da prova nunca favoreceu o seu estilo.

Após correr a Vuelta a Burgos e ser surpreendido pela exclusão da Vuelta a España, o futuro imediato de Nairo na Movistar permanece incerto. A equipa de Unzué, porém, deve querer oferecer-lhe uma última homenagem competitiva antes do Mundial e não seria estranho vê-lo alinhar em provas como o Il Lombardia.

 

Um adeus que não parece fim

 

O Mundial no Canadá será, oficialmente, a despedida de Nairo Quintana da elite internacional. Mas, como tantas vezes acontece com lendas do desporto, o adeus pode transformar-se apenas numa pausa. Há portas abertas, há convites na mesa e há um país inteiro disposto a vê-lo correr mais uma vez.

“Pré-inscrição para curso de treinadores de triatlo de GIII”


Estamos a planear a realização de um Curso de Treinadores de GIII, com início em novembro.

É muito importante para nós identificar o número de treinadores interessados (o título profissional de GII tem de estar válido), bem como a sua área de residência.

O preenchimento deste formulário não constitui uma inscrição definitiva.

Todos os pré-inscritos serão posteriormente contactados com informações detalhadas sobre o curso, incluindo condições, calendário e procedimentos de inscrição formal.

Formulário: https://forms.gle/GFhF9BdoEbd8LaEk6

Agradecemos desde já a sua participação!

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Nove pódios portugueses no triatlo em Mérida”


Portugal regressou do Campeonato Ibérico de Triatlo, que decorreu este fim de semana em Mérida, Espanha, com nove pódios nos Grupos de Idade.

No total de 36 portugueses que participaram, Portugal obteve 4 medalhas de Ouro, 3 de Prata e 2 de Bronze.

Consulte todos os resultados dos atletas portugueses Campeonato Ibérico Portugal aqui: https://www.federacao-triatlo.pt/ftp2015/wp-content/uploads/2026/08/Resultados-Campeonato-Iberico-Portugal.pdf

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“Tadej Pogacar rasga a Volta a Espanha com Ataque Demolidor de 50 km e enterra a concorrência nos Pirenéus”


Por: José Morais

Tadej Pogacar transformou a etapa andorrana da Volta a Espanha num espetáculo de domínio absoluto, assinando o ataque mais longo da sua carreira em Grandes Voltas: 50 quilómetros de pura violência competitiva que deixaram todos os rivais a mais de dois minutos.

 

Montanha, caos e um esloveno em modo imparável

 

A jornada de 104,8 km em Andorra la Vella começou com o habitual frenesim para formar a fuga. A UAE controlou cada movimento, mas a Visma insistiu em endurecer a corrida e lançou vários homens para a frente. O grupo adiantado reuniu nomes como Van Aert, Fisher Black, Steinhauser, Fortunato, Sosa, entre outros uma seleção forte, mas incapaz de escapar ao ritmo sufocante imposto pelo pelotão.

A Decathlon acelerou na primeira subida e destruiu a fuga, reduzindo a vantagem a meros segundos. O pelotão partiu em dois na descida, mas a UAE manteve o controlo total antes da subida decisiva: Collada de Beixalis.

 

O ataque que decidiu a corrida

 

A 50 km da meta, Pogacar lançou o ataque que mudou tudo. Só Felix Gall tentou seguir, mas desistiu em poucos metros. A partir daí, o esloveno entrou em modo solitário, ampliando a vantagem como se estivesse num treino de alta intensidade, mas com dorsal.

Atrás dele, formou-se uma batalha pela sobrevivência entre Roglic, Mas, Kuss, Carapaz, Skjelmose, Onley, Gall e outros nomes de peso. Mas ninguém conseguiu sequer aproximar-se.

 

Ordimno e Comella: Pogacar aumenta a vantagem

 

No Coll d’Ordino, Pogacar já tinha dois minutos de avanço. Gall e Onley tentaram reagir, mas foram alcançados por Roglic, Mas e Kuss. Carapaz sofreu cedo e voltou a quebrar mais tarde.

O esloveno terminou a subida com mais de três minutos de vantagem, perdendo apenas alguns segundos no Alto de la Comella, antes de mergulhar na descida final com quase três minutos de almofada.

 

Vitória esmagadora e pódio inesperado

 

Pogacar cruzou a meta com 2:39 sobre um surpreendente Jarno Widar, que superou Gall na luta pelo pódio. Logo atrás chegaram Onley, Kuss, Mas e Roglic.

Carapaz perdeu 2:57, enquanto Skjelmose e Muhlberger fecharam a etapa a 3:17.

 

Portugueses em dia difícil

 

Os companheiros de Pogacar na UAE tiveram uma jornada dura:

João Almeida terminou em 115º, a 22m45s

Ivo Oliveira foi 155º, a 24m35s

Ambos caíram significativamente na geral.

“Agenda”


Grande Prémio Douro Internacional e 20.ª Volta a Portugal de Juniores animam o final de agosto

 

Fotos: GP Douro Internacional - Igor Martins / 5.º GP Douro Internacional/19.ª VP de Juniores - João Calado / FPC/XMC - Rodrigo Rodrigues / FPC

O pelotão nacional regressa à competição depois da Volta a Portugal e dos habituais circuitos festivos, para disputar a sexta edição do Grande Prémio Douro Internacional. A corrida liga Vila Real ao Porto, entre 28 e 30 de agosto. Em simultâneo, mas a começar um dia antes - quinta-feira, 27 de agosto -, a Volta a Portugal de Juniores celebra a 20.ª edição, com quatro etapas, terminando a competição para os sub-19 também no domingo. São duas provas que vão levar os elites e a formação para a estrada, para fechar o mês de agosto.

O Grande Prémio Douro Internacional começa na noite da próxima sexta-feira, com um invulgar prólogo individual de 2,8 quilómetros pelas ruas de Vila Real (20h30 às 22h30), antes de duas etapas em linha - uma delas decisiva, em Lamego -, que conduzem a prova do interior até ao Porto, onde esta edição terá o seu desfecho.


A corrida mudou de datas e vai percorrer, em três dias, as paisagens durienses, contando com as equipas continentais portuguesas, conjuntos nacionais de clube e quatro formações espanholas, numa das últimas oportunidades de afirmação da temporada.

A jornada de sábado, num total de 145,6 quilómetros entre a Reitoria da UTAD, em Vila Real (12h50), e Lamego (16h15), deverá assumir um papel decisivo na classificação geral. Depois de atravessar Alijó, Favaios e Pinhão, em pleno coração do Douro, o percurso inclui duas contagens de montanha de primeira categoria na parte final, a 40 quilómetros da meta.

No domingo, a última etapa parte do Museu da Imprensa (12h00), no Porto, e termina na Avenida de Paiva Couceiro, junto à Ponte D. Maria Pia (16h00), também no Porto, após 154,3 quilómetros pelas margens do Douro. Será a tirada que completa simbolicamente a viagem do Douro até à Foz, podendo oferecer terreno para um último acerto de contas ou até uma chegada ao sprint.

Artem Nych (Anicolor / Campicarn), vencedor em 2025 e que mais tarde conquistou a Volta a Portugal, surge entre as principais figuras do pelotão, que vai continuar a pedalar na Estrada Nacional 222, já eleita a mais bonita do mundo. Quanto a Alexis Guérin, que venceu esta Volta, também deverá alinhar pela Anicolor / Campicarn.


Ao mesmo tempo, as promessas do pelotão disputam a 20.ª Volta a Portugal de Juniores. A corrida reservada aos sub-19 decorre entre quinta-feira e domingo, com quatro etapas e 338 quilómetros por vários municípios do interior do país.

A competição arranca com uma ligação de 84,4 quilómetros entre Fundão (15h00) e Penamacor (17h16). Segue-se a etapa mais longa, com 119,7 quilómetros, entre a Covilhã (12h00) e as Termas de Monfortinho (15h09), em Idanha-a-Nova. No sábado será dia da terceira etapa, um contrarrelógio individual de 18,8 quilómetros no Sabugal, que poderá abrir diferenças importantes na classificação. O primeiro corredor vai partir às 16h30.

A derradeira decisão fica reservada para domingo, numa tirada de 115,1 quilómetros entre Celorico da Beira (10h00) e a Praia Fluvial da Vila da Ponte, em Sernancelhe (12h57). Pelo caminho, o pelotão enfrenta as contagens de montanha de Trancoso, Chosendo e Senhora da Lapa.

 

Montalegre recebe a quinta Taça de Portugal de XCM

 

A agenda de ciclismo da semana não fica fechada sem passar pelo BTT. Montalegre recebe, no domingo, a quinta e penúltima prova da Taça de Portugal de Maratonas BTT (XCM). O 14.º Troféu BTT Acácio da Silva arranca às 09h00 no Largo do Município e apresenta um percurso de elite com 96 quilómetros e 2741 metros de desnível positivo.A Maratona Curta terá no total 72 quilómetros e a Meia Maratona serão 45 quilómetros.

Guilherme Mota e Melissa Maia, ambos da Guilhabreu MTB Team, lideram os rankings de elite, com 1000 pontos. A sexta e última jornada está agendada para 27 de setembro, em Manteigas.

 

Mais eventos oficiais:

 

29 de agosto: Circuito Maçãs de D. Maria, Maçãs de D. Maria

29 de agosto: Circuito da Feira do Mato - Sub-17, Turcifal, Torres Vedras

29 de agosto: Circuito da Feira do Mato - Escolas, Turcifal, Torres Vedras

29 de agosto: Troféu BMX Race - André Duarte 2026, Parque da Juventude

30 de agosto: 5.ª Prova Taça Regional de XCM

30 de agosto: Circuito Alfafar, Penela

30 de agosto: 3. ° Passeio BTT Solidário - Feira de São Mateus, Viseu

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
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