segunda-feira, 13 de abril de 2026

“Santiago de Besteiros recebeu etapa inaugural da iXS European Downhill Cup”


Fotos: Rick Schubert / IXS Downhill Cup

O Bike Park Monte de São Marcos, em Santiago de Besteiros, Tondela, recebeu este fim de semana a etapa inaugural da iXS European Downhill Cup, competição integrada na UCI Continental Series e pontuável para o apuramento da Taça do Mundo de Downhill. A prova reuniu cerca de 320 atletas de 27 nacionalidades, marcando o regresso da elite europeia do DHI ao Caramulo.

O evento decorreu ao longo de três dias, com sessões de treino e qualificações a antecederem as finais de domingo. A corrida foi disputada num percurso rápido, técnico e exigente, sob condições secas e muito poeirentas, com o vento forte a assumir um papel determinante, levando a organização a encerrar um dos saltos mais expostos do traçado por razões de segurança.

Na elite masculina, o britânico Jordan Williams (Specialized Gravity) foi o mais rápido nas finais, registando o tempo de 2:23.292. A luta pelo triunfo foi intensa, com o alemão Max Hartenstern (CUBE Factory Racing) a terminar na segunda posição, a 0.601 segundos, e o canadiano Finnley Iles (Specialized Gravity) a fechar o pódio, a 1.118 segundos do vencedor. Tiago Ladeira (Miranda Factory Team) foi o melhor português, concluindo a prova no 30.º lugar.


Na elite feminina, a vencedora foi a neozelandesa Jenna Hastings (Pivot Factory Racing), com o tempo de 2:48.594. A belga Siel Van der Velden (Scott X1 Racing) assegurou o segundo lugar, a 4.544 segundos, enquanto a italiana Eleonora Farina (MS?Racing) terminou na terceira posição, a 5.062 segundos da vencedora.

Nos escalões jovens, o finlandês Kasper Hickman (CUBE Factory Racing) e a suíça Gianna Nef venceram em sub-19. Em sub?17, os triunfos pertenceram ao britânico Charlie Toomer e à norueguesa Tess Van Weerdhuizen. Entre os masters, o espanhol Fabián Ciria Moreno garantiu o primeiro lugar, com Ezequiel Martins, quinto, a ser o melhor português.

A ação no Bike Park Monte de São Marcos continua já no próximo domingo, 19 de abril, com nova prova internacional de categoria C1, integrada na 3.ª Taça de Portugal de Downhill presented by Shimano, no âmbito do Downhill do Caramulo, voltando a juntar atletas nacionais e internacionais no mesmo traçado.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Seleção Nacional de BMX despede-se da Taça de Espanha com balanço positivo”


A participação da Seleção Nacional de BMX na Taça de Espanha ficou marcada por um balanço global positivo, apesar da decisão de cancelamento da sexta etapa, por parte da organização, devido às condições meteorológicas adversas.

Depois de uma jornada em que quatro atletas portugueses discutiram as finais - com destaque para os pódios de Leonardo Carmo e Maria Pinto -, a comitiva nacional encarava este domingo o segundo dia de competição, com a ambição de superar os resultados alcançados ontem. No entanto, a organização decidiu cancelar a prova, uma vez que a pista não reunia condições para garantir a segurança dos atletas.

Segundo o Selecionador Nacional de BMX, Alexandre Almeida, fica a sensação de que muitos corredores ainda tinham mais para dar: “Os nossos atletas mais fortes mostraram que tinham margem para melhorar. Havia essa expectativa, nomeadamente no caso de Leonardo Carmo, mas também nos escalões de cadetes femininas e do nosso juvenil. A experiência foi muito positiva, mas fica a ideia de que hoje conseguíamos ir além”.

Apesar da frustração causada pelo cancelamento, a presença em Espanha permitiu à equipa nacional ganhar experiência num quadro competitivo mais exigente, enfrentar adversários diferentes e aprofundar o conhecimento da pista, fatores considerados fundamentais para o crescimento dos jovens atletas.

O balanço técnico revelou ainda realidades distintas entre escalões. “Nos cadetes masculinos percebemos que ainda estamos um pouco atrás do nível ibérico. Espanha tem uma base muito forte neste escalão e isso dá-nos uma referência clara do caminho que temos de seguir”, explicou Alexandre Almeida, sublinhando a importância de continuar a trabalhar estes jovens corredores para reduzir essa diferença em futuras participações internacionais.

Do ponto de vista técnico, o selecionador destacou os progressos feitos ao longo do fim de semana: “Corrigimos erros, vimos aspetos muito positivos e ficámos satisfeitos com a evolução demonstrada. Este tipo de competição é essencial para o desenvolvimento dos atletas”.

Com continuidade já perspectivada, está prevista nova participação em provas em Espanha, ainda durante esta época, dando sequência ao processo de crescimento e consolidação da Seleção Nacional de BMX num contexto competitivo internacional.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Troféu José Poeira decide primeiras contas da Taça de Portugal de Paraciclismo”


Fotos: Fábio Mestrinho / FPC

Concluiu-se este domingo, em Boavista dos Pinheiros, a segunda prova pontuável da Taça de Portugal de Paraciclismo, integrada no 11.º Troféu José Poeira, disputada num circuito urbano de 3,1 quilómetros, que veio consolidar as primeiras classificações gerais da temporada.


A jornada de hoje foi marcada por ventos fortes, que chegaram a colocar em causa a realização da prova. Ainda assim, mais uma vez o grupo colocou em prática a sua resiliência, não deixando de enfrentar este obstáculo e a prova realizou-se, sem qualquer tipo de incidente. Apenas os atletas que sofrem mais com o vento, como é o caso daqueles que são portadores de limitações nos membros superiores, não conseguiram atingir os seus objetivos, mas terminaram a corrida com distinção.


Após as duas provas realizadas - contrarrelógio individual e corrida em circuito -, Jorge Pina (B Masculino), Paulo Teixeira (Boavista-Feira dos Sofás) - C3, David Costa (Rodactiva) - C4, Luís Xavier - C5, João Marques (Mundimat/SGR Ambiente/CCA Paio Pires) - D, Miguel Castro (Europcar Associação Salvador) - H1, Luís Jejum (Europcar Associação Salvador) - H2, João Pinto (Mirachoro Hotels-Centro de Ciclismo de Portimão) - H3, Allister Sorley (Almancilense) - H4 e Felismina Gomes (Europcar Associação Salvador) - H5 Feminino, lideram os respetivos rankings da Taça de Portugal.


A etapa deste domingo ficou marcada pela regularidade demonstrada pelos atletas, num fim de semana que voltou a afirmar Odemira como palco de referência também no paraciclismo nacional.

A Taça de Portugal de Paraciclismo terá continuidade já no próximo domingo, dia 19 de abril, onde será disputada a terceira prova, na Sertã.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Sangalhos foi palco de novo Encontro de Escolas de Estrada”


Fotos: Inês Calvo / FPC

A Zona Industrial de Paraimo, em Sangalhos, foi o palco do mais recente Encontro Inter-Regional de Escolas de Estrada (Zona A). O evento reuniu cerca de 130 jovens atletas, entre participantes masculinos e femininas dos sub-7 aos sub-15.

Integrado no calendário formativo da Federação Portuguesa de Ciclismo, o programa desportivo desenrolou-se num circuito fechado de 3 quilómetros, sendo cuidadosamente ajustado às necessidades de cada faixa etária.

O contacto com a bicicleta e a vertente mais técnica estiveram em destaque nos escalões mais jovens: os sub-7 e os sub-9 realizaram duas mangas de provas de destreza, enquanto os sub-11 e sub-13 conjugaram provas de destreza com corridas em linha, cumprindo duas e quatro voltas ao traçado, respetivamente.


O escalão de sub-15 enfrentou inicialmente um contrarrelógio, culminando a sua participação com uma corrida em linha disputada ao longo de nove voltas.

O sucesso e a vitalidade da base da modalidade ficaram bem patentes na forte adesão das equipas, com 19 a marcarem presença, reafirmando o papel crucial destas provas no desenvolvimento das futuras gerações do ciclismo nacional.

Ao longo do dia, não faltaram momentos de partilha e de espírito desportivo entre os jovens talentos no evento organizado pela Associação de Ciclismo da Beira Litoral, sob a égide da Federação Portuguesa de Ciclismo.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Tavfer-Ovos-Matinados-Mortágua pronta para mostrar as suas cores no O Gran Camiño”


A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua vai estar em ação na 5.ª edição da O Gran Camiño, que se disputa entre 14 e 18 de abril, com uma formação de sete corredores. A equipa portuguesa volta a apostar numa combinação de juventude, ambição e consistência para enfrentar uma prova que percorre vários cenários da Galiza ao longo de cinco etapas.

A corrida arranca na terça-feira, 14 de abril, com um contrarrelógio individual de 15 quilómetros na Torre de Hércules, em A Coruña, num contrarelógio que servirá de primeira grande referência para a classificação geral. No dia seguinte, o pelotão ruma da província de Lugo, entre Vilalba e Barreiros, numa tirada de mais de 148 quilómetros, com passagem por A Terra Chá e A Mariña, e dois altos de terceira categoria: A Gañidoira e Noceda.

Na quinta-feira, 16 de abril, a prova desloca-se para a província da Coruña, com 169 quilómetros entre Carballo e Padrón. Ao longo do percurso, o pelotão atravessa várias localidades e enfrenta um desnível acumulado superior a 2.400 metros, com as subidas de Campelo, A Muralla e Formarís a acrescentarem dureza à jornada.

A etapa rainha está reservada para sexta-feira, 17 de abril, com uma ligação entre Xinzo de Limia e Alto de Cabeza de Meda. Serão 145,57 quilómetros e mais de 3.100 metros de desnível acumulado, num dia marcado pela passagem por Allariz, Celanova, Ourense e Maceda, e por duas subidas ao Alto de Meda, de primeira categoria, onde estará instalada a meta.

O fecho da competição acontece no sábado, 18 de abril, com a derradeira etapa entre As Neves e A Guarda, em 154,7 quilómetros que prometem emoção até ao fim. A jornada termina em alto, na tradicional ligação ao Monte Trega, num final exigente que poderá ser decisivo para a classificação geral.

A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua parte para esta competição com uma equipa jovem e determinada, procurando continuar a mostrar as suas cores em provas de elevado nível internacional. A equipa alinhada para a corrida é composta por Angel Sánchez, Lois de Jesus, Diego López, Simão Lucas, Rafael Barbas, Gonçalo Carvalho e João Matias. Entre estes, para os Galegos da equipa têm um significado especial correr em casa, num grupo que cruza experiência, talento emergente e forte ligação ao território vizinho.

Gustavo Veloso destaca precisamente esta escolha como parte da estratégia da formação para 2026, sublinhando a aposta na juventude alinhando na corrida com 4 atletas Sub-23 e no crescimento desportivo da equipa. A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua chega a esta corrida com ambição, identidade e vontade de continuar a mostrar as suas cores em provas internacionais de prestígio.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

“Óscar Freire obrigado a afastar‑se da mulher após condenação por assédio e injúrias”


Por: José Morais

O antigo campeão mundial de ciclismo Óscar Freire foi detido no domingo pelas autoridades espanholas, depois de a mulher o ter denunciado por perseguição, insultos e assédio psicológico. O caso, que rapidamente ganhou destaque na imprensa espanhola, culminou numa condenação por um delito leve de injúrias.

Segundo a decisão judicial, Freire dispõe de nove dias para fixar residência numa morada distinta da mulher, ficando ainda proibido de se aproximar a menos de 200 metros da casa ou do local de trabalho da vítima durante seis meses. No mesmo período, está igualmente impedido de estabelecer qualquer tipo de contacto com ela. O casal encontrase em processo de divórcio.

A denúncia apresentada pela mulher descreve um padrão de comportamentos persistentes: alegadas perseguições na via pública, insultos repetidos e tentativas de difamação. A imprensa espanhola refere ainda que a vítima suspeita ter sido alvo de escutas através de microfones ocultos, supostamente instalados pelo exciclista.

Óscar Freire, de 48 anos, é uma das figuras mais marcantes do ciclismo espanhol, tendo conquistado três títulos mundiais de estrada um feito raro na modalidade. A notícia da sua detenção e condenação gerou surpresa no meio desportivo, onde o antigo corredor era amplamente reconhecido pela carreira discreta e pelo perfil reservado.

O caso segue agora para acompanhamento judicial, enquanto as medidas de proteção à vítima permanecem em vigor.

“Acho que ele teve de sprintar com um furo” - António Morgado acredita que Tadej Pogacar não pôde lançar um sprint normal em Roubaix”


Por: Miguel Marques

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O Paris-Roubaix é uma corrida onde muitos apenas sobrevivem. Foi o caso de António Morgado, que furou cinco vezes durante a prova. Ainda assim, conseguiu dar apoio crucial a Tadej Pogacar e acredita mesmo que o campeão do mundo chegou à pista com um furo na bicicleta.

“Felizmente, não caí. No fim, furei cinco vezes. Quatro antes da Trouée d’Arenberg e depois mais uma no final, por isso foi difícil sequer terminar a corrida”, disse Morgado em entrevista pós-corrida ao In de Leiderstrui.

O português trabalhou intensamente nos primeiros setores de empedrado, com a UAE a acelerar desde cedo para provocar desgaste no pelotão e encolhê-lo. O plano estava bem encaminhado, até Tadej Pogacar furar e ter de pedalar vários minutos numa bicicleta neutra.

Morgado esperou pelo líder e ajudou na perseguição, mas, enquanto o fazia, também furou e, assim, terminou o seu contributo para o eventual segundo lugar. “Felizmente, consegui trocar de roda rapidamente duas vezes e também trocar com a minha própria equipa outras duas”.

“Da última vez que furei, a Jayco deu-me uma roda, foi simpático da parte deles. Mas sim, esta corrida é… garantir que chegas ao velódromo. Nem sei se cheguei dentro do controlo de tempo (chegou a menos de 15 minutos, confortavelmente dentro do limite, em 117º), mas o que importa é que todos estejam bem. Vamos voltar a tentar para o ano”.

 

Morgado sugere furo na bicicleta de Tadej Pogacar

 

Para a UAE, o que importava era Tadej Pogacar, mas o plano não se concretizou, repetindo-se o segundo lugar do ano passado. “Tínhamos um bom plano. Quando saímos dos setores 27 e 26, tínhamos quatro homens na frente. Furei ali, mas os rapazes fizeram mesmo um bom trabalho”.

“Não foi propriamente um dia de sorte para nós. Também ouvi que o Florian [Vermeersch] caiu. A sorte não esteve do nosso lado, mas devemos estar orgulhosos como equipa. Fizemos tudo para colocar o Tadej na melhor posição. Segundo outra vez, não é um mau resultado”.

Após a meta, Morgado olhou para a bicicleta de Tadej Pogacar e deixou uma observação interessante, ainda por confirmar pelo próprio ou pelo staff da equipa: “Acho que ele teve de sprintar com um furo. Verificámos a bicicleta e parecia ter o pneu traseiro em baixo”.

“Estamos mesmo muito orgulhosos dele, porque também teve de trocar de bicicleta. Quando voltei para junto dele, voltei a furar. Hoje foi muito duro, mas estou muito, muito orgulhoso por fazer parte desta equipa. Como disse, vamos certamente voltar”, concluiu.

“A partir daí soube que adorava esta corrida...” Franziska Koch repete a façanha de Demi Vollering e dá outro monumento do empedrado à FDJ”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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Não havia dúvidas de que a FDJ - Suez já era uma equipa de topo à entrada de 2026, mas pode muito bem ter assumido a liderança do pelotão feminino. Depois da soberba campanha de primavera de Demi Vollering, coroada com a vitória na Volta à Flandres, Franziska Koch, da formação francesa, bateu algumas das melhores de sempre no Paris-Roubaix Feminino 2026.

“Custa um pouco a acreditar. Sonhei com isto, queria muito que resultasse, mas Roubaix é uma corrida onde tudo pode acontecer. Que no fim tenha dado certo é um sonho”, disse Koch na entrevista pós-corrida. Mas esta vitória não cai do céu. Koch somou prestações de topo nesta primavera: foi terceira na Strade Bianche Feminina e assinou Top 10 na Omloop het Nieuwsblad e na Volta à Flandres, onde lançou Demi Vollering para as acelerações em subida que lhe deram os dois triunfos. Melhor cenário para a equipa francesa, impossível.

“Acho que fizemos uma corrida muito boa como equipa, sabíamos que o posicionamento no início era chave. Entrar nos setores de empedrado é basicamente uma guerra e comprometemo-nos a investir cedo na corrida”, continuou a ciclista de 23 anos.

“Consegui manter-me fora de problemas, estive sempre ali no Top 10 nos setores de empedrado. E depois de Mons-en-Pévèle sabíamos que queríamos endurecer a corrida e acabei no movimento perfeito, diria”.

 

A bater Vos e Ferrand-Prévot

 

No grupo da frente juntaram-se-lhe Blanka Kata Vas e o duo da Visma, Marianne Vos e Pauline Ferrand-Prévot. Um quarteto de enorme qualidade, onde acabou em inferioridade numérica quando Vas começou a ceder.

“Ter duas ciclistas da mesma equipa é, por um lado, um desafio e, por outro, um pequeno benefício, porque o trabalho nem sempre recai sobre ti”, explicou. “Tentei livrar-me delas um pouco, mas no fim tive de arriscar no sprint e resultou.”

No sprint final, não tinha, em teoria, vantagem face a Marianne Vos, que seguira na roda ao longo dos últimos quilómetros, mas teve pernas para bater a melhor de sempre.

“Percebi quando atirei a bicicleta. Senti-a a chegar à saída da curva e fiquei um bocado lixada porque ela vinha com mais embalo em descida do que eu. Mas pensei: ‘Agora que estou tão perto, tenho de ganhar’, não havia outra opção”, brincou. “Senti-a a aproximar-se, mas ainda consegui acelerar um bocadinho mais no final”.

É a corrida dos seus sonhos, literalmente, desde a estreia na edição inaugural de 2021. “Sim, na primeira edição fui sétima. A partir daí soube que adorava esta corrida e, um dia, queria ganhá-la, e esse dia é hoje”.

“Sim, acho que estou num momento muito bom, estou muito feliz e na melhor forma da minha carreira até agora, por isso espero por boas épocas que aí vêm [...] É uma equipa fantástica, cada ciclista eleva a outra”.

“Van Aert vence Paris‑Roubaix e presta homenagem comovente a Michael Goolaerts: “Ganhei por ele”


Por: José Morais

A ParisRoubaix de 2026 ficará marcada não apenas pela intensidade da corrida, mas pela carga emocional que acompanhou Wout van Aert até ao velódromo. O belga, de 31 anos, conquistou finalmente a clássica que sempre sonhou vencer e fê-lo com uma dedicatória que tocou o mundo do ciclismo.

O triunfo, arrancado num duelo feroz com o campeão do mundo Tadej Pogacar, teve um destinatário muito claro: Michael Goolaerts, colega de equipa que perdeu a vida durante a edição de 2018, aos 23 anos, após sofrer uma paragem cardiorrespiratória provocada por uma queda.

“Isto significa tudo para mim. Sonho com este momento desde 2018. Nesse dia perdi um companheiro, o Michael, e prometi a mim mesmo que um dia ganharia aqui para apontar ao céu por ele”, afirmou Van Aert, visivelmente emocionado, logo após cortar a meta.

 

Uma vitória construída na persistência

 

A relação de Van Aert com a ParisRoubaix nunca foi simples. Quedas, azares mecânicos e lesões sucessivas adiaram durante anos o sonho de levantar o troféu de pedra. O belga não escondeu que, por várias vezes, pensou em desistir da ambição.

“A sorte nunca esteve do meu lado nesta corrida. Hoje também não esteve, mas recusei-me a desistir. Muitas vezes deixei de acreditar, mas no dia seguinte voltava a levantar-me e a tentar outra vez”, confessou.

A chegada ao velódromo, lado a lado com Pogacar, foi o culminar de um plano que Van Aert diz ter ensaiado “milhares de vezes” na preparação. “Sabia que, se chegasse aqui, tinha uma hipótese real. Executei o sprint exatamente como o tinha imaginado”, explicou.

 

Pogacar empurrou-o ao limite

 

O esloveno, campeão do mundo, foi o grande rival do dia e obrigou Van Aert a ir “ao inferno e voltar”, como o próprio descreveu. “Ele é um campeão enorme. Tornou a corrida duríssima, mas isso tornou a vitória ainda mais especial”, sublinhou.

 

Uma homenagem que transcende o desporto

 

Ao dedicar a vitória a Michael Goolaerts, Van Aert reabriu uma ferida que o pelotão nunca esqueceu. A morte do jovem belga, em 2018, marcou profundamente a comunidade ciclística e, em particular, os corredores da então equipa Vérandas Willems–Crelan.

“Esta vitória é para o Michael, para a família dele, para os amigos e para todos os que correram ao lado dele”, declarou.

A imagem de Van Aert a apontar para o céu, logo após cruzar a meta, tornou-se imediatamente simbólica um gesto que uniu memória, dor e redenção desportiva.

“Clube de Natação de Torres NovasTAÇA DA EUROPA DE TRIATLO de MONTE GORDO”


Bethany Cook brilha com 4ºlugar na Taça da Europa em Monte Gordo

 

Paulo José Catarino Vieira

Realizou-se este sábado, 11 de abril, a 1ª Taça da Europa de Triatlo em Monte Gordo, com a presença de 5 atletas do Clube de Natação de Torres Novas.


Depois de há 15 dias atrás contarmos a com a presença dos principais atletas nacionais em Quarteira, com Maria Tomé e João Nuno Batista, a conquistarem a Prata nessa competição, em Monte Gordo também estiveram presentes alguns desses atletas, com as participações de Bethany Cook (atleta inglesa que representa o clube de natação torrejano), Cassilda Carvalho e Inês Rico na prova feminina, e de Erwin Vanderplancke e Gustavo do Canto na prova masculina.


Numa prova disputada na distância sprint, com 750m de natação, 20km de ciclismo e 5km de corrida, Bethany Cook alcançou um excelente 4º lugar, ficando a 6 segundos do bronze, realizando o melhor tempo da competição (16m41s) no segmento de corrida. Cassilda Carvalho alcançou o 36ºlugar, enquanto Inês Rico terminou no 48º lugar.


No setor masculino, o belga Erwin Vanderplancke terminou na 24ª posição, e Gustavo do Canto na 57ª, depois de chegar ao parque de transição integrado no grupo que liderava o segmento de ciclismo.

 

TRIATLO de MONTE GORDO (Taça de Portugal)

 

Ainda em Monte Gordo, mas no domingo de manhã, realizou-se a 3ª etapa da Taça de Portugal de Triatlo, com o Clube de Natação de Torres Novas a manter a liderança nesta competição, apesar do 2º lugar coletivo nesta etapa.


Individualmente, o destaque vai para o 2º lugar alcançado por GABRIEL SANTOS, e para o 3º lugar de FRANCISCA LEIRIÃO (1ª cadete) no setor feminino, à geral.

Para Francisca Leirião foi: “Uma prova da qual saio bastante satisfeita! Comecei muito bem, com uma boa partida, conseguindo sair da água na frente. O ciclismo foi um pouco duro, sobretudo devido ao vento forte. Na corrida, o objetivo passou por manter ao máximo a posição conquistada.


Terminei a prova em 3.º lugar, um resultado que me deixa extremamente feliz, especialmente por representar o meu primeiro pódio absoluto numa Taça de Portugal.

Fico também muito contente por ter contribuído para o 2.º lugar da equipa.”

Gabriel Santos comentou desta forma o seu 2º lugar na prova: “Muito satisfeito com a prova apesar de poucas expectativas devido a uma pré-época de muitos contratempos, infelizmente as condições meteorológicas e a natação encurtada afetaram a tática de equipa, mas no geral um balanço positivo.”


Catarina Santos no 4º lugar (3ª júnior), e em masculinos, Rodrigo Narigueta no 6º lugar (1º cadete) e Francisco Carvalho no 8º (2º júnior), destacaram-se também pelas posições alcançadas à geral, dentro do Top 10.

Marina Duarte no 14º lugar fechou o 2º lugar da equipa feminina, logo seguida por Gabriela Santos no 15º (5ªcadete), enquanto a equipa masculina contou com o 13ºlugar de Enzo Takanashi para fechar o 2º lugar coletivo, ainda com Vasco Canadas na 14ªposição.

Fonte: Clube de Natação de Torres Novas



“Tavfer-Ovos-Matinados-Mortágua mostra combatividade nas duas frentes deste domingo”


A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua voltou a dividir forças entre Espanha e Portugal este domingo, com prestações combativas na Clásica de Pascua (UCI 1.2) e na Clássica de Viana, demonstrando garra e trabalho coletivo em ambas as provas.

Numa estreia de alto nível, na Clásica de Pascua em Espanha, prova UCI 1.2, Gonçalo Carvalho integrou a fuga inicial no primeiro prémio de montanha, grupo que acabaria por discutir a vitória final. O corredor da Tavfer terminou em 29.º lugar.

 

Declaração de Gonçalo Carvalho:

 

"Estive na fuga de início que se deu no primeiro prémio de montanha, que depois saiu o grupo que viria a discutir a corrida! Senti-me bem, a equipa fez um grande trabalho depois de perseguição, mas já não foi possível chegar à frente, aproveito para agradecer a toda a equipa."

Já na Clássica de Viana, Portugal, a  formação de Mortágua tentou repetir o triunfo de 2025 e trabalhou intensamente na frente do pelotão durante toda a corrida. Leangel Linarez concluiu em 4.º lugar, numa chegada decidida por um corredor fugido, numa prova marcada pela enorme combatividade da Tavfer- Ovos Matinados-Mortágua.

Declaração de Leangel Linarez: "Hoje foi mais um dia para mostrar o verdadeiro espírito da nossa equipa. Fiquei em 4.º lugar, mas o mais importante foi ver como trabalhámos juntos do início ao fim. Estivemos sempre na frente, a puxar pelo pelotão, a trocar bicicletas entre nós, a subir e descer para ajudar os colegas. Deram tudo por mim e eu dei tudo por eles. Obrigado, equipa!”

A equipa mostrou-se orgulhosa do trabalho coletivo realizado, com trocas de bicicletas, subidas e descidas para apoio aos colegas e presença constante na frente até à meta. Num dia de enorme entrega, a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua voltou a deixar a sua marca de combatividade e espírito de sacrifício.

Xavier Silva, manager da equipa reforçou o trabalho desenvolvido pela equipa: “Este é o nosso ADN: combatividade, sacrifício e nunca desistir. Estou imensamente orgulhoso de cada um deles e do trabalho coletivo que fizemos hoje. A vitória pode não ter vindo, mas saímos de cabeça erguida, sabendo que demos tudo e mostramos quem somos."


A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, foi única equipa portuguesa presente na Clásica de Pascua (UCI 1.2) em Espanha, dividindo simultaneamente forças com a Clássica de Viana em Portugal. Num fim de semana de enorme exigência logística e desportiva, a equipa demonstrou a sua capacidade de competir em duas frentes, reforçando a sua identidade combativa e presença além-fronteiras. A equipa segue agora para O Gran Camiño (14-18 abril), com sete corredores e três galegos na formação.

 

Clásica de Pascua (UCI 1.2)

 

1º. WENZEL Mats (Equipo Kern Pharma), 4h01m22s

29º. CARVALHO Gonçalo (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 6m50s

45º. BARBAS Rafael (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 7m21s

50º. SÁNCHEZ Ángel (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 7m26s

DNF. DE JESUS Lois (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua)

DNF. LÓPEZ Diego (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua)

DNF. LUCAS Simão (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua)

 

Clássica de Viana

 

1º. NARCISO Diogo (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car), 4h11m28s

4º. LINAREZ Leangel (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), m.t.

16º. MATIAS João (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 57s

22º. DIAS Daniel (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 2m22s

31º. MARTINGIL Cesár (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 6m56s

34º. SILVA Bruno (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), a 15m18s

DNF. MORAIS Francisco (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua)

DNF. ALVES Francisco (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua)

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

“Estreia promissora da Seleção Nacional Sub-17 Feminina na Taça de Espanha”


A Seleção Nacional de Estrada Sub-17 Feminina esteve este domingo na Galiza, onde participou no Gran Premio Cidade de Pontevedra 2026, prova pontuável para a Taça de Espanha. Esta participação foi, também, a estreia do grupo ao serviço da Seleção das Quinas.

Portugal alinhou com oito atletas, que tiveram um desempenho positivo num pelotão numeroso, composto por 167 cadetes, terminando todas bem classificadas e integradas no grupo principal.

A melhor portuguesa em prova foi Carolina Bernardo, que concluiu no 17.º lugar, a 53 segundos da vencedora, a espanhola Regina González Somarriba (Occident - Punta Galea), que completou os 44 quilómetros do percurso em 01h04m09s.

A corrida foi disputada em formato de circuito e contou com uma meta volante e uma contagem de montanha. De acordo com indicações da Selecionadora Nacional de Estrada Feminina, Daniela Pereira, algumas atletas tinham como objetivo disputar essas contagens intermédias.

Na meta volante, Lara Lourenço esteve perto de pontuar, ao ser a quarta a passar. Já na contagem de montanha, a Seleção Nacional não conseguiu posicionar-se da melhor forma.

A fuga decisiva formou-se com a aproximação do prémio de montanha e acabaria por chegar à meta, com 21 segundos de vantagem sobre um quarteto perseguidor. O grupo principal, onde seguiam as atletas portuguesas, cortou a meta 53 segundos depois.

Além de Carolina Bernardo primeira das atletas portuguesas a cruzar o risco –, terminaram, pela seguinte ordem, Margarida Trovão (34.ª), Lara Lourenço (45.ª), Lúcia Martins (52.ª), Matilde Ferreira (53.ª), Mariana Peixoto (56.ª) e Inês Fonseca (57.ª). Madalena Ferreira concluiu a prova na

94.ª posição.

No final, Daniela Pereira fez um balanço desta primeira experiência internacional do grupo, referindo que “o feedback é muito positivo. As atletas mostraram que são capazes de andar à velocidade destas corredoras e de competir dentro de um pelotão numeroso e composto apenas por cadetes. O posicionamento pode e deve ser melhorado, porque, se assim fosse, os resultados de hoje seriam ainda melhores”.

A Selecionadora Nacional destacou ainda o espírito coletivo e a maturidade demonstrada em prova: “Foi muito bom ver todas as nossas cadetes chegarem integradas no pelotão. Não houve quedas nem problemas mecânicos de relevo e estou muito satisfeita com o andamento, a garra e a forma como trabalharam em equipa”.

Daniela Pereira considerou a corrida “fantástica” e sublinhou a importância deste tipo de experiências. “São resultados excelentes para atletas que nunca tinham competido neste contexto. O objetivo passa agora por continuar a proporcionar mais experiências, para que se habituem progressivamente a trabalhar em pelotões grandes”.

Devido a um contratempo, apenas foi possível a Seleção Nacional de Sub-17 Feminina realizar a prova de hoje, sendo que o plano inicial passava por ter participado, também, na Comarca Brigantina, em Betanzos, prova que se realizou ontem e igualmente pontuável para a Taça de Espanha.

Em meados de maio terá lugar um novo estágio de controlo com as juniores e cadetes femininas, integrado no plano de acompanhamento da Seleção Nacional, com Daniela Pereira a manter contacto próximo com as atletas, tendo em vista a monitorização da evolução e a continuidade do processo de motivação e desenvolvimento.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
  • Diretor: José Manuel Cunha Morais
  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
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