sábado, 3 de agosto de 2019

“Remco Evenepoel vence Clássica de San Sebastián aos 19 anos”

Rui Costa foi o melhor português, no 49.º lugar

Por: Lusa

Foto: EPA

O ciclista belga Remco Evenepoel (Deceuninck-QuickStep), de 19 anos, venceu este sábado a 39.ª edição da clássica de San Sebastián, na qual o melhor português foi Rui Costa (UAE-Emirates), que terminou no 49.º lugar.

Evenepoel, que percorreu os 227,3 quilómetros da prova em 5:44.27 horas e se tornou um dos mais jovens ciclistas a vencer a clássica espanhola, beneficiou do abandono, aos 90 quilómetros, de um dos principais favoritos, o companheiro de equipa Julian Alaphilippe, detentor do título.

A cerca de 20 quilómetros da meta, Remco Evenepoel, campeão do mundo de juniores e a correr a sua primeira prova no World Tour, descolou do pelotão acompanhado pelo letão Skujins Toms (Trek-Segafredo), ficando com uma vantagem de 40 segundos sobre os principais favoritos, incluindo os três espanhóis: Enric Mas, seu companheiro de equipa, Alejandro Valverde e Mikel Landa, ambos da Movistar.

Valverde, vencedor de duas clássicas de San Sebástian, ainda fez uma tentativa para se aproximar de Evenepoel, mas o belga acabou por cruzar a meta com 38 segundos de vantagem sobre os mais diretos perseguidores, liderados pelo compatriota Greg van Avermaet (CCC), que foi segundo.

O colombiano Egan Bernal (INEOS), recente vencedor da Volta a França, não terminou a prova, tal como os portugueses José Fernandes (Burgos BH) e José Gonçalves (Katusha-Alpecin).

Rui Costa terminou a 6.31 do belga e Ruben Guerreiro (Katusha-Alpecin) foi 55.º, a 6.53 minutos do vencedor.

Fonte: Record on-line

“81ª Volta a Portugal/4ª Etapa”

Partida:

Pampilhosa da Serra

O povoamento do território concelhio remonta a tempos bastante antigos, como evidencia a “Carta Arqueológica do Concelho de Pampilhosa da Serra”, que aponta as primeiras manifestações da presença do Homem nesta área geográfica por volta do 4.º milénio antes de Cristo.

As sucessivas ocupações humanas, desde a Idade do Bronze até à Época Romana, estão identificadas através de vestígios encontrados ao longo das prospeções arqueológicas realizadas.

Já em plena Idade Média, e no seio das políticas de povoamento, D. Dinis terá elevado Pampilhosa à categoria de vila em 1308, segundo a inscrição setecentista colocada na fachada principal do edifício da antiga Casa da Câmara e Cadeia, atual Museu Municipal.

No tempo de D. Fernando a Pampilhosa vira-se integrada no termo da Covilhã. Os homens bons, descontentes com esta decisão, dirigiram-se às Cortes de Coimbra de 1385, dando a conhecer a D. João I os agravos que o concelho sofria.

O monarca acedeu e, em resposta ao pedido da Pampilhosa, emanou a 10 de abril de 1385 uma Carta de Privilégios, pela qual reconhecia a sua autonomia.

Nos séculos XV e XVI os antigos forais foram perdendo a sua importância e ficando desajustados das necessidades dos novos tempos. A reforma destes documentos foi então levada a cabo por D. Manuel I. Pampilhosa recebeu foral antigo das mãos de pessoa particular e foral novo das mãos de D. Manuel I, a 20 de outubro de 1513.

No século XIX Pampilhosa viu acrescentado o vocábulo “da Serra” no sentido de distingui-la de Pampilhosa do Botão (Mealhada).

Originalmente constituído por quatro freguesias (Pampilhosa, Cabril, Pessegueiro e Machio), o concelho foi alargado por força da reforma administrativa de 1855, adquirindo as freguesias de Dornelas, Fajão, Janeiro de Baixo, Unhais-o-Velho e Vidual (do concelho de Fajão) e a de Portela do Fojo (do concelho de Alvares).

No século XXI, pela reorganização administrativa territorial autárquica, implementada em 2013, o concelho viu alterado o seu mapa pela agregação das freguesias de Fajão-Vidual e de Portela do Fojo-Machio.

As sucessivas mudanças no percurso da história deste concelho têm contado com uma população atenta, de homens e mulheres determinados que, com um forte espírito de consciência coletiva, têm feito do seu concelho um território coeso e com identidade!
 

Covilhã (Torre)

A Covilhã é uma das cidades portuguesas com maior tradição empresarial e industrial. Outrora conhecida como a “Manchester portuguesa”, a cidade, o concelho e as suas gentes sempre mantiveram as características únicas que moldam o seu passado, presente e futuro: a força serrana, a tenacidade beirã, um espírito empreendedor e operário. Estas características fizeram deste concelho um dos principais centros europeus de produção de lanifícios e permitiram ultrapassar a crise que o sector viveu nos anos 80 do século passado.

Hoje, a Covilhã forma jovens quadros técnicos de excelência na Universidade da Beira Interior (UBI), aliando essa juventude a uma forte tradição empresarial, bem patente no Parkurbis, o Parque de Ciências e Tecnologia da Covilhã. O concelho possui condições únicas que lhe permitem apostar em novas e diversificadas actividades económicas.

As novas formas do saber contemporâneo aliadas ao “saber fazer” ancestral dos covilhanenses fizeram deste concelho um importante pólo de atração e um dos mais pujantes municípios da Beira Interior.
 

A visitar

A imponente Serra da Estrela; os variados Museus tais como o dos Lanifícios, Arte Sacra, Museu de Queijo ou Centro Interpretativo da Cereja; os espaços verdes, como o Jardim Público, Jardim do Lago e o novíssimo Jardim das Artes; percorrer a cidade pode ser uma experiencia única, quer visite o comércio tradicional e com alma do centro histórico ou se aventure em Rotas como a da Arte Urbana, da Arte Nova ou do Património Industrial, não esquecendo os elevadores e pontes que permitem vencer a orografia e conhecer a Covilhã a pé.


Gastronomia

A gastronomia tem sempre por trás de si uma estrutura histórica, que caracteriza um determinado povo e a sua terra de origem, por isso uma rota gastronómica é sempre de ter em conta.

Na Covilhã tem de provar: o pastel de molho, a cherovia, o pêssego, o queijo da Serra, os enchidos, os míscaros ou o mel.

Fonte: Podium

“VOLTA A PORTUGAL/MEDIATISMO” DA VOLTA AFETA ESTREANTES MAS NERVOSISMO “FAZ PARTE”

Os ciclistas André Ramalho, Marvin Scheulen e Emanuel Duarte, fazem a sua estreia na Volta a Portugal.

O “mediatismo muito grande” da Volta a Portugal em bicicleta contribui para o nervosismo sentido por alguns dos estreantes na 81.ª edição da prova, ainda que os jovens admitam que os nervos fazem parte do “novo desafio”.

“É a primeira vez que estamos na Volta a Portugal, que é uma prova com um mediatismo muito grande. Estamos um pouco mais nervosos”, admite à Lusa Marvin Scheulen, um dos três portugueses estreantes da LA Alumínios.

A falar ao lado dos colegas e também debutantes André Ramalho e Emanuel Duarte, Scheulen assume que este é "um novo desafio”, mesmo que a corrida em si “não seja muito diferente” do que estão habituados.

“No prólogo estava muito nervoso, não é para as minhas características”, refere Emanuel Duarte, que confessa que só depois de passar esse dia inaugural “é que começou a sério” e se fez sentir “o bichinho dos nervos”.

André Ramalho, por seu lado, diz que os nervos “fazem parte, são normais, por ser a primeira vez”. “Tem muito mais público aqui, faz parte. (...) É preciso é começar a correr e esperar que passe”, atira, bem humorado, o mais experiente do trio, aos 23 anos.

Em 2018 correu a Volta a França do Futuro pela seleção portuguesa e é também o mais bem posicionado da geral, no 35.º posto, enquanto na classificação da juventude Emanuel Duarte é quarto e o melhor português em prova.

Na Oliveirense-InOutBuild, outra equipa onde a juventude impera, há dois Pedro Lopes, ambos em estreia na ‘Portuguesa’. “Na primeira etapa estive mais nervoso, agora estou melhor, e as coisas também vão saindo melhor”, admitiu Pedro José, enquanto Pedro Miguel lembra as lesões para um arranque “um bocado nervoso”.

Um problema num pulso trouxe-lhe “falta de ritmo” que espera que vá passando para poder “dar o melhor” ao serviço da equipa, mesmo após “algumas dificuldades no início”, referiu o ‘outro’ Pedro.

“No início, saio um bocadinho nervoso, mas depois acaba por passar. Ao ganhar mais confiança, vai melhorando”, comenta Pedro José, que encontrou um pelotão “tranquilo, sem praxe” para com os mais novos.

A dupla nascida em 1999 já corre junta “desde os juniores”, completa Pedro Miguel, e os dois companheiros partilham quarto durante as provas há bastantes anos, numa camaradagem que também ajuda a passar melhor.

“Estarmos os dois juntos diminui o nervosismo, sem dúvida”, remata Pedro Miguel Lopes.

Fonte: Sapo on-line

“Volta a Portugal/Jóni Brandão penalizado em 10 segundos após ser empurrado pelo carro de apoio"

Ciclista da Efapel cai para o 8.º posto

Por: Lusa

Foto: Lusa

O português Jóni Brandão (Efapel) foi este sábado penalizado em 10 segundos pelos comissários da 81.ª Volta a Portugal, por ser empurrado pelo carro de apoio após uma avaria.

Brandão, que seguia no terceiro posto da geral individual, a três segundos do camisola amarela, o espanhol Gustavo Veloso (W52-FC Porto), passa a ficar a 13, caindo para o oitavo posto.

A situação reporta a uma das assistências por avarias na bicicleta em que o chefe de fila da Efapel se aproximou carro de apoio na segunda etapa, que ligou, na sexta-feira, a Marinha Grande a Santo António dos Cavaleiros, em Loures, e na qual terminou em quarto lugar.

Em declarações à Lusa, o líder da equipa, Carlos Pereira, considerou esta uma decisão "completamente injusta".

"O Jóni trocou de bicicleta três vezes nos últimos 80 quilómetros, o presidente dos comissários entendeu que numa das vezes houve auxílio e aplicou os 10 segundos. Não acho correto, e este critério, se é aplicado a ele, terá de ser aplicado a muita gente", atirou, à partida para a terceira etapa, entre Santarém e Castelo Branco.

Na opinião do responsável, esta decisão, da qual não há possibilidade de recurso, é uma injustiça para um corredor "correto e sério, que luta diariamente para não perder tempo", e espera que seja possível "provar" outras infrações similares no pelotão.

Fonte: Record on-line

“81ª Volta a Portugal Santander”

Porto de Mestre manda na Volta a Portugal Santander

Quando no último quilómetro da chegada a Castelo Branco a W52-FC Porto entrou na frente com praticamente toda a equipa, já se adivinhava um triunfo azul e branco ao sprint. Restava saber de quem. O Camisola Amarela Santander, Gustavo Veloso, até foi o primeiro a entrar na reta da meta, mas a vitória estava prometida a outro e a tática estava a ser aplicada na perfeição. Depois de bem lançado por todos os elementos do coletivo dirigido por Nuno Ribeiro, foi Daniel Mestre quem chegou ao risco de meta e saboreou o gosto do sucesso. O terceiro triunfo do alentejano na Volta foi efusivamente comemorado na equipa. Sem bonificações de tempo, era indiferente ao FC Porto ganhar com um ou outro corredor, uma vez que Veloso mantinha a liderança.

O espanhol, vencedor em 2014 e 2015, na véspera da Volta chegar à Torre, é líder com três segundos de vantagem sobre Mike Aristi (Euskadi-Murias) e Daniel Mestre passou a terceiro, com mais oito segundos. Mestre é agora o primeiro da classificação dos pontos, Camisola Verde Rubis Gás.

 

Etapa quente dentro e fora da competição

Começou com calor a etapa deste sábado, o primeiro dia em que a temperatura na Volta foi mais séria chegando os termómetros a registar 38 graus. Em Santarém, à partida, estavam já 30 mas nem foi o calor que inflamou a manhã, foi o castigo atribuído a Joni Brandão. O corredor da Efapel, terceiro classificado e um dos principais candidatos, foi penalizado com 10 segundos porque o Colégio de Comissários, depois de ver as imagens da RTP, decidiu castigar o que diz ter sido um impulso incorreto ao ciclista.

Polémicas à parte, a Volta saiu de Santarém de peito feito para mais uma maratona de 194,1 quilómetros até Castelo Branco. Com oito quilómetros de prova, duas equipas africanas deram o tom para a fuga do dia. O português Guillaume Almeida (Bai Sicasal-Petro de Luanda) e o sul africano Jayde Julius (Protouch) lançaram-se para a frente e, como estavam muito atrasados na classificação, o pelotão pouco se importou. Só quando a vantagem passou os dez minutos é que a coluna decidiu começar a tirar tempo à fuga, ainda assim os homens da frente resistiram durante muito, muito tempo. O mais resistente, Jayde Julius, bem tentou ser teimoso e só foi alcançado a sete quilómetros da chegada quando o pelotão só pensava no sprint final. 

 

Vem aí a Torre e a Etapa Rainha

Este domingo, antes de subir à Serra da Estrela, o pelotão vai estrear-se na vila de Pampilhosa da Serra. É uma das novidades do percurso da Volta deste ano e acontece exatamente no início da etapa Rainha que termina na Torre. Este ano, a batalha no ponto mais alto de Portugal Continental faz-se numa jornada de 145 quilómetros com cinco contagens de montanha. A escalada final pela vertente da Covilhã não se fazia desde 2015.

 

Volta a Portugal mais limpa

Com a Serra da Estrela à porta e à semelhança de outros anos, a organização da 81ª Volta a Portugal Santander continua o compromisso de reduzir o impacto ambiental associado a esta grande festa.

Este domingo, 4 de agosto, serão desenvolvidas ações no Parque Natural da Serra da Estrela para alertar e preservar essa paisagem particularmente valiosa e sensível do ponto de vista ambiental.

Em conjunto com a Câmara Municipal da Covilhã, as Águas da Covilhã, a Associação Geopark Estrela e a Associação Guardiões da Serra da Estrela serão desenvolvidas iniciativas em três frentes:

- Reforço dos dispositivos de recolha de lixo nos locais de maior afluência de púbico;

- Mobilização após a etapa dos elementos da organização e das entidades parceiras para recolha de resíduos com o objetivo de assegurar a limpeza de toda a zona envolvente à chegada da prova;

- Sensibilização do público para a importância da não deposição de resíduos na área protegida do Parque Natural da Serra da Estrela.

Consciente e empenhada em ter uma Volta mais limpa, a organização assume estas ações como um princípio que pretende consolidar para que o evento seja, cada vez mais, um bom exemplo para a sustentabilidade ambiental.

Fonte: Podium

“12.ª Volta a Portugal de Cadetes”

Tiago Clemente vence em Castelo de Vide

Por: José Carlos Gomes

A segunda etapa da Volta a Portugal de Cadetes foi hoje conquistada por Tiago Clemente (Grupo Desportivo de Lousa), mais forte ao cabo dos 80 quilómetros, com partida e chegada em Castelo de Vide. O espanhol Iker Bonillo (Giménez Ganga/Primoti/Tocobike) segurou a camisola amarela.

O calor e o percurso exigente não demoveram os corredores que ontem cederam mais de um minuto de lutar para recuperar o atraso. Essa combatividade foi bem sucedida para quatro ciclistas que hoje se adiantaram face a um pelotão muito “cortado”, devido às dificuldades da aproximação à linha de meta, colocada em terreno ascendente e empedrado.

Tiago Clemente foi o melhor, celebrando o triunfo ao fim de 2h17m55s de corrida. Com o mesmo tempo chegaram João Gomes (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel-EC Carlos Carvalho) e Sérgio Saleiro (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact), segundo e terceiro.

Iker Bonillo foi o sétimo classificado, cedendo 27 segundos para os melhores da jornada. Apesar disso, o espanhol conseguiu segurar a camisola amarela. O corredor da equipa valenciana tem o mesmo tempo do que o segundo e terceiro classificados, Lucas Lopes (BMC/Póvoa de Varzim/CDC Navais) e Diogo Sousinha (Grupo Desportivo de Lousa), respetivamente.

Além da geral individual, também a classificação por pontos é encabeçada por Iker Bonillo. Tiago Clemente assumiu o estatuto de melhor trepador e Estanislao Calabuig (Hotel Trés Anclas/Ulb/MS) passou a ser o melhor cadete de primeiro ano. Por equipas manda o Grupo Desportivo de Lousa.

A 12.ª Volta a Portugal de Cadetes termina neste domingo. A terceira e última etapa leva a caravana de Tomar (10h00) até Ourém (12h00), numa viagem de 70,3 quilómetros. A segunda metade da tirada, pontuada pelo sobe e desce, promete emoções fortes e a possibilidade de mudanças classificativas.

Fonte: FPC