sábado, 18 de julho de 2026

“Tadej Pogacar deslumbra no Tour: vitória épica diante de uma multidão histórica”


Por: José Morais

Tadej Pogacar viveu um daqueles dias que marcam para sempre a carreira de um ciclista. O esloveno, líder destacado do Tour de France, conquistou a 14.ª etapa com autoridade e emoção, descrevendo o ambiente como “algo que jamais tinha presenciado”.

O corredor da UAE Team Emirates, que alcançou a sua 25.ª vitória no Tour, confessou que o impacto do público foi tão intenso quanto o triunfo:

“Foi absolutamente memorável. Nunca vi tanta gente a vibrar numa etapa do Tour. A energia vinha de todos os lados. É uma sensação que vou guardar para sempre.”

 

Ataque calculado na subida final

 

Pogacar explicou que esperou pelo momento certo para lançar o ataque decisivo, atento às movimentações das equipas rivais:

“Com menos de dois quilómetros para a meta, decidi avançar. Não tinha grandes referências nos últimos cinco quilómetros, mas conhecia bem a subida. Dei tudo, mantendo cuidado nas curvas porque o piso estava húmido.”

O dia foi ainda mais especial graças ao desempenho de Del Toro, que terminou em segundo lugar, reforçando o domínio da equipa.

 

Olhos postos no Planalto de Solaison

 

A etapa de domingo promete ser ainda mais exigente, com a primeira chegada alpina antes do dia de descanso. Pogacar admite que ainda não analisou todos os detalhes, mas antecipa um desafio duro:

“Parece mais difícil de controlar do que a etapa de hoje. É um port que me agrada, mas teremos de estar prontos para lutar.”

 

Paul Seixas: a nova chama francesa

 

O esloveno também elogiou o francês Paul Seixas, que subiu ao quarto lugar da geral:

“Ele mostrou que é um verdadeiro campeão, capaz de liderar uma equipa e de aguentar o ritmo dos melhores. O público adora-o. É a grande esperança francesa cuidem dele, porque vai brilhar.”

“Tadej Pogacar deixa no ar participação na Vuelta e agita estratégia da UAE”


Por: José Morais

Tadej Pogacar admitiu que a hipótese de alinhar na próxima Volta a Espanha é “muito real”, abrindo a porta a um cenário que pode alterar profundamente os planos da UAE Emirates e, em particular, o papel do português João Almeida.

 

Um sinal forte após a etapa 13 do Tour

 

Minutos depois de terminar a 13.ª etapa da Volta a França, o líder da geral foi confrontado com declarações inesperadas: o príncipe Alberto do Mónaco revelou que Pogacar lhe teria garantido presença na 81.ª edição da Vuelta.

O esloveno não desmentiu pelo contrário. “Se ele disse isso… então há muitas possibilidades”, respondeu, sorridente, aos microfones da Eurosport.

 

Um regresso com história

 

A última vez que Pogacar correu a Vuelta foi em 2019, quando surpreendeu o pelotão ao terminar no pódio, num terceiro lugar que marcou o início da sua ascensão meteórica. Desde então, construiu um currículo impressionante:

Sete participações no Tour, quatro vitórias e dois segundos lugares atrás de Jonas Vingegaard.

Uma presença no Giro, conquistado de forma dominante em 2024.

A Vuelta permanece como a única grande volta que falta no seu palmarés.

 

O fator Vingegaard

 

A possível presença de Pogacar surge num momento simbólico: Jonas Vingegaard tornou-se recentemente o oitavo ciclista da história a vencer as três grandes voltas.

O dinamarquês, já vencedor da Vuelta 2025 e do Giro 2026, está atualmente em segundo lugar no Tour, atrás do esloveno.

A rivalidade entre ambos continua a empurrar os limites do ciclismo moderno e Pogacar parece determinado a não deixar o seu adversário brilhar sozinho.

 

Impacto direto para João Almeida

 

Se Pogacar alinhar na Vuelta, a estratégia da UAE Emirates muda radicalmente.

João Almeida, segundo classificado na edição passada e apontado como líder para 2026, poderá ver o seu papel redefinido.

A presença do esloveno, que procura consolidar o estatuto de melhor ciclista da história, obrigará a equipa a reorganizar prioridades e funções.

 

Uma Vuelta com sabor a casa

 

A 81.ª edição arranca a 22 de agosto… no Mónaco, onde Pogacar reside.

A chegada está marcada para 13 de setembro, em Granada.

Com o Tour ainda a decorrer e o mundo do ciclismo atento, a confirmação oficial poderá transformar a Vuelta 2026 numa das mais aguardadas da última década.

“Tour França: Tadej Pogacar impõe nova lição nas montanhas dos Vosges e deixa rivais sem resposta”


Por: José Morais

O essencial: Tadej Pogacar voltou a transformar uma estreia do Tour de França num palco pessoal de domínio absoluto. No duríssimo Col du Haag, o esloveno acelerou uma única vez seca, precisa, fatal e conquistou a sua quarta vitória nesta edição, ampliando a vantagem sobre Jonas Vingegaard. Isaac del Toro brilhou com o segundo lugar, Paul Seixas confirmou maturidade com o terceiro, e Juan Ayuso sobreviveu a um dia que quase o atirou para fora da luta pelo pódio.

 

A montanha inédita que ganhou dono no primeiro dia

 

O Col du Haag, estreante no Tour e recentemente asfaltado, surgiu como uma muralha escondida nos Vosges. Pogacar tratou de lhe dar identidade: atacou a sete quilómetros da meta, isolou-se sem oposição e cruzou Le Markstein com a autoridade de quem controla cada detalhe da corrida.

A etapa, com 155 km entre Mulhouse e Le Markstein e mais de 3.800 metros de desnível, começou sob chuva intensa e estradas estreitas. O cenário perfeito para uma seleção natural que não deu descanso a ninguém.

 

Fuga numerosa, esperança curta

 

Uma fuga de 26 ciclistas tentou antecipar o caos: Richard Carapaz, Ben Healy, Tom Pidcock, Egan Bernal, Einer Rubio, entre outros. Mas a UAE Team Emirates nunca permitiu que o grupo respirasse.

Carapaz foi o último resistente, iniciando o Haag com menos de um minuto de vantagem insuficiente quando Tim Wellens e Brandon McNulty já preparavam o terreno para o golpe final do líder.

 

O ataque que decidiu tudo

 

Quando a estrada empinou, Vingegaard tentou transformar a subida num teste de desgaste. Eliminou nomes como Hindley, Yates, Piganzoli e até Pidcock, que pagou caro o esforço da véspera.

Ayuso sofreu, mas não quebrou. Evenepoel, pelo contrário, perdeu o contacto no momento mais crítico.

A sete quilómetros da meta, Tadej Pogacar fez aquilo que só ele parece conseguir: uma mudança de ritmo que não admite resposta. Em segundos abriu espaço, em minutos consolidou a vitória.

 

Paul Seixas e Del Toro brilham; Ayuso limita danos

 

Na perseguição, Paul Seixas voltou a mostrar que não teme nomes grandes: alcançou Vingegaard e ainda o superou na disputa pelo pódio da etapa.

Isaac del Toro, depois de sofrer nas rampas mais duras, recuperou e garantiu o segundo lugar mais um dia monumental para a UAE.

Ayuso perdeu o contacto na parte final, mas terminou junto de Evenepoel, salvando uma jornada que podia ter sido desastrosa.

 

Tadej Pogacar manda, decide e define

 

O esloveno ergueu os braços em Le Markstein, somando mais segundos ao seu domínio. Vingegaard tentou endurecer, tentou controlar, tentou resistir, mas voltou a ser derrotado.

O Tour procurava uma mudança nos Vosges. Encontrou apenas mais uma confirmação:

Pogacar não só lidera a corrida ele escolhe onde ela parte, onde ela quebra e onde ela termina.

Ficha Técnica

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