sexta-feira, 17 de julho de 2026

“Mauro Schmid surpreende em Belfort e Pidcock vira o Tour de França do avesso com fuga monumental”


Por: José Morais

Mauro Schmid venceu a etapa mais longa do Tour de França após uma estratégia cirúrgica da Jayco AlUla, enquanto Tom Pidcock protagonizou o golpe tático do dia ao recuperar mais de sete minutos e saltar para o quarto lugar da geral.

 

Etapa de Belfort redefine o Tour

 

A jornada de 205 km até Belfort transformou-se numa aula de estratégia e ousadia. Mauro Schmid, suíço da Jayco AlUla, conquistou a vitória depois de superar Harold Tejada num sprint tenso e calculado. Mas o grande terremoto do dia veio logo atrás: Tom Pidcock, sempre atento, aproveitou a complacência do pelotão para recuperar mais de sete minutos e recolocar o seu nome na luta pelo pódio.

O britânico terminou em terceiro na etapa, somou segundos de bonificação e ascendeu provisoriamente ao quarto lugar da classificação geral. Enquanto Tadej Pogacar e os restantes favoritos mantiveram-se resguardados no grupo principal, Pidcock transformou uma fuga aparentemente comum numa operação de resgate da sua ambição no Tour.

 

Uma fuga construída a fogo

 

A etapa começou com uma disputa feroz pela entrada na fuga. Equipas como Movistar, UAE Team Emirates, Jayco AlUla e Pinarello Q36.5 enviaram múltiplos ciclistas para a frente, até que o grupo escapado atingiu uma dimensão quase inédita: 57 corredores, incluindo sprinters, clássicos, escaladores e candidatos à geral.

A luta pela camisola verde também ajudou a consolidar o grupo. Jasper Philipsen venceu o sprint intermédio, mas o verdadeiro impacto foi estratégico: a fuga ganhou corpo, ganhou tempo… e ganhou perigo.

Com Brandon McNulty e Tim Wellens na frente, os Emirados Árabes Unidos hesitaram em controlar. A vantagem ultrapassou os sete minutos e, quando a Red Bull-BORA tentou reagir, Pidcock já estava a redesenhar o Tour.

 

Ballon d’Alsace: onde tudo se decidiu

 

A subida histórica do Ballon d’Alsace funcionou como filtro final. Ben Healy abriu hostilidades, seguido por Van Gils, Plapp e Pidcock, que respondeu a cada aceleração com frieza e força.

Jayco AlUla começou a revelar o plano: Luke Plapp endurecia o ritmo, obrigava rivais a gastar energia e deixava Schmid protegido para o golpe final. No topo, restavam nove ciclistas com hipóteses reais, incluindo Pidcock, McNulty, Tejada e Vauquelin.

Mas todos sabiam quem era o mais perigoso: Pidcock. A vigilância sobre o britânico tornou-se total, e isso abriu espaço para o movimento decisivo.

 

Schmid e Tejada escapam e ninguém consegue reagir

 

A 14 km da meta, Schmid atacou. Tejada saltou imediatamente para a roda. Os dois colaboraram sem hesitação, conscientes de que qualquer dúvida seria fatal. Em poucos minutos, abriram 18 segundos que nunca mais seriam recuperados.

Atrás, McNulty tentou salvar a situação, Vauquelin e Jegat tentaram corrigir o erro, mas já era tarde. Na reta final, Schmid lançou o sprint com autoridade e venceu com clareza, coroando o trabalho perfeito da Jayco.

Pidcock venceu o sprint do grupo perseguidor e garantiu o terceiro lugar e uma revolução na classificação geral.

 

Consequências para o Tour

 

Mauro Schmid conquista a maior vitória da sua carreira.

Harold Tejada confirma o seu talento e coragem.

Tom Pidcock recoloca-se na luta pelo pódio, transformando a etapa mais longa numa virada estratégica.

Tadej Pogacar mantém a amarela, mas recebe um aviso claro: até uma fuga pode abalar o Tour.

“Spanjaard mantém liderança do Grande Prémio do Minho após triunfo de Raul Cintas”


Fotos: Tiago Pereira

O espanhol Raul Cintas (Eletromercantil) venceu esta sexta-feira a segunda etapa do 36.º Grande Prémio do Minho, impondo-se em Melgaço, após 94,1 quilómetros percorridos numa jornada exigente e animada, marcada por três Prémios de Montanha, três Metas Volantes e três Sprints Especiais.


Cintas destacou-se na fase final da corrida e cortou a meta isolado, ao fim de 2h17m17s, alcançando a sua primeira vitória na prova que termina no domingo. Rodrigo Jesus e Francisco Cardoso, ambos da Academia Efapel de Ciclismo, completaram o pódio da etapa, ambos a 22 segundos do vencedor, sendo o segundo e terceiro classificados, respetivamente.

Apesar da vitória do Júnior da Eletromercantil, o neerlandês Sjoerd Spanjaard (Willebrord Wil Vooruit) conservou a Camisola Amarela de líder da Classificação Geral. Depois de ter vencido a etapa inaugural, ontem em Felgueiras, o neerlandês terminou hoje integrado no grupo principal e mantém a liderança, com 59 segundos de vantagem sobre Raul Cintas. Martim Campos (Blackjack-Bairrada) está na terceira posição, a 1m10s, enquanto Liam Barnard (CC Teis) ocupa o quarto lugar, a 1m11s.


Na classificação Geral por Equipas, a Willebrord Wil Vooruit continua na liderança, com a mesma vantagem de 1m09s sobre a Blackjack-Bairrada e 1m21s sobre a Academia Efapel de Ciclismo.

Quanto às classificações complementares, Liam Barnard assumiu a liderança da Classificação por Pontos e enverga a Camisola Verde. Sjoerd Spanjaard mantém a liderança da Montanha, embora a Camisola das Bolinhas seja vestida por Rodrigo Garcia (Picusa Academy). A Camisola Vermelha, dos Sprints Especiais, pertence a Dimas Mota (Picusa Academy), enquanto Raul Cintas passou a liderar a Classificação de Melhor Júnior de primeiro ano, vestindo a Camisola Laranja. Simão Pedrosa (Tensai/Sambiental/Santa Marta) continua como melhor atleta ACM e mantém a Camisola Branca.


A 36.ª edição do Grande Prémio do Minho, corrida dedicada aos Juniores, continua este sábado, com a terceira etapa. Trata-se de uma viagem de 96,6 quilómetros, entre Vila Nova de Famalicão (13h25) e Oliveira de Santa Maria (16h11). Das oito contagens intermédias, duas são Prémios de Montanha, ambos de segunda categoria.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Apresentado o Grande Prémio Terras de Trás-os-Montes Sub-19”


O Grande Prémio Terras de Trás-os-Montes Sub-19 foi apresentado esta terça-feira, no Nosso Shopping, em Vila Real, e promete colocar a região no centro do ciclismo de formação europeu entre os dias 24 e 26 de julho. A competição integra o calendário oficial da Federação Portuguesa de Ciclismo e reunirá algumas das principais promessas da modalidade.

A edição de 2026 contará com a participação de 25 equipas provenientes de Portugal, Espanha, França e Países Baixos, num pelotão composto por 153 corredores de nove nacionalidades. Ao longo dos três dias de competição, os jovens ciclistas vão percorrer 265 quilómetros pelos concelhos de Vila Real, Vila Pouca de Aguiar, Alijó e Ribeira de Pena, passando também por Sabrosa.

Durante a apresentação, o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, destacou as características únicas de Trás-os-Montes para a prática da modalidade, defendendo que a região reúne condições ideais para acolher grandes eventos velocipédicos. O dirigente manifestou ainda a ambição de ver o Grande Prémio afirmar-se como uma referência nacional e internacional no ciclismo de formação.


Também o selecionador nacional Sub-19, Ricardo Senos, e o presidente da Associação Regional de Ciclismo de Vila Real, José Moreira, realçaram a importância da prova para o crescimento dos jovens atletas portugueses, sublinhando o elevado nível competitivo proporcionado pela presença de equipas estrangeiras.

A competição arranca na sexta-feira, 24 de julho, com um prólogo na Avenida Carvalho Araújo, em Vila Real. No sábado disputam-se duas etapas, entre Vila Pouca de Aguiar e Favaios e entre Alijó e Ribeira de Pena, enquanto a derradeira etapa, no domingo, ligará Ribeira de Pena a Vila Pouca de Aguiar, onde será coroado o vencedor da edição de 2026.

Com o apoio dos Municípios de Alijó, Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena e Vila Real, o Grande Prémio Terras de Trás-os-Montes Sub-19 pretende afirmar-se como uma importante montra para os jovens talentos da modalidade e, simultaneamente, contribuir para a promoção turística e desportiva do território transmontano.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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