quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

“Depois do ataque de Yates, fiquei para trás” - Christian Scaroni vai ao limite no final dramático da Volta ao Omã para selar a vitória na geral”


Por: Leticia Martins

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Por um breve momento nas rampas mais íngremes de Green Mountain, a Volta ao Omã pareceu poder escapar a Christian Scaroni.

Quando Adam Yates desferiu a aceleração esperada na ascensão decisiva, Scaroni ficou do lado errado do movimento, ligeiramente distanciado e com a geral sob ameaça real. “Encontrei-me atrás e não consegui responder de imediato”, admitiu Scaroni depois, ao descrever o momento mais delicado da corrida.

 

O momento decisivo na Green Mountain

 

O que se seguiu, porém, definiu a semana do italiano. O companheiro Cristian Rodriguez guiou Scaroni de volta à discussão, fechando o espaço após o ataque de Yates e restaurando o controlo da Astana exatamente quando a meta em alto já se avistava. A partir daí, Scaroni recompôs-se, mediu o esforço e esperou.

No último quilómetro, com a inclinação ainda a morder e os rivais comprometidos, Scaroni escolheu o momento na perfeição. Deixou Yates abrir o sprint, seguiu com paciência e lançou a sua aceleração a 150 metros da meta. A resposta foi decisiva. Scaroni destacou-se para vencer a etapa e, com ela, conquistar a geral da Volta ao Omã.

“O plano era muito simples: chegar à última subida sem problemas e depois ver como estavam as pernas”, explicou Scaroni. “No último quilómetro, tentei dosear o esforço o melhor possível, esperei que o Adam Yates arrancasse o sprint, segui-o e depois lancei o meu próprio sprint.”

 

Controlo e execução coletiva da Astana

 

A vitória coroou uma exibição dominadora no dia final da XDS Astana Team, que ocupou os dois primeiros lugares da geral, com Rodríguez a terminar segundo na etapa e na classificação geral. Scaroni garantiu também a classificação por pontos, enquanto a equipa venceu a classificação coletiva, fechando uma semana completa em Omã.

“Quero agradecer a toda a equipa pelo apoio fenomenal ao longo da semana e, em especial, hoje”, disse Scaroni. “O Diego Ulissi esteve comigo todo o dia, a proteger-me do vento e a ajudar no posicionamento, e o Cristián deu-me um apoio enorme no único momento difícil da subida.”

 

Confiança recuperada no momento certo

 

Para Scaroni, o significado foi além do resultado. Depois de um período a recuperar forma e confiança, corresponder sob pressão numa das chegadas em alto mais seletivas da época teve um peso particular.

“Sinceramente, estou muito feliz com o que alcançámos”, afirmou. “Alegra-me voltar a sentir-me forte, a recuperar a forma e a confiança. Estar na frente na etapa decisiva de uma corrida de tão alto nível é importante para mim.”

O que pareceu, por instantes, uma vulnerabilidade tornou-se o trecho definidor da Volta ao Omã de Scaroni. Testado pelo ataque de Yates, estabilizado pela equipa e resolvido no sprint final, o italiano transformou um momento de perigo numa vitória categórica, selada não apenas pela força, mas pela compostura quando mais importava.

“Calendário velocipédico ganha nova vida em 2026 com regresso histórico e prova inédita”


Por: José Morais

Depois de vários anos marcados pela previsibilidade, o calendário do ciclismo português apresenta finalmente sinais claros de renovação em 2026. Mais do que simples ajustes de datas, a próxima temporada traz consigo um regresso simbólico e o nascimento de uma nova corrida, mexendo com a dinâmica habitual do pelotão nacional.

A grande novidade passa pelo regresso do Grande Prémio Jornal de Notícias às suas datas históricas, em junho, mês que coincide com a fundação do emblemático diário nortenho. A prova, no entanto, surge com um formato mais compacto, reduzida a cinco dias de competição, entre 10 e 14 de junho.

Em contrapartida, surge uma nova corrida no panorama nacional: o GP Internacional TSF–JN, que herda as datas tradicionalmente ocupadas pelo GP Jornal de Notícias, decorrendo entre 2 e 6 de setembro. Esta nova prova promete reforçar o calendário no final da época e prolongar o interesse competitivo após a Volta a Portugal, algo há muito reclamado por equipas e corredores.

As alterações dentro do mesmo grupo editorial acabam por empurrar o Grande Prémio Douro Internacional para o final de agosto (28 a 30), já depois da Volta, numa fase em que o desgaste acumulado poderá influenciar o espetáculo desportivo.

A Volta a Portugal, grande referência do ciclismo nacional, mantém-se fiel ao calendário tradicional, disputando-se entre 5 e 16 de agosto, seguida dos clássicos circuitos urbanos que continuam a animar o pós-Volta.

Curiosamente, o calendário encerra mais cedo do que o habitual, com as 12 Voltas à Gafa, a 13 de setembro, deixando um longo interregno competitivo de cerca de cinco meses até ao arranque da época seguinte. Uma pausa que volta a levantar o debate sobre a necessidade de maior continuidade competitiva no ciclismo português.

A temporada arranca a 14 de fevereiro, com a Clássica da Figueira, uma das duas provas portuguesas integradas no escalão Pro Series, juntamente com a Volta ao Algarve (18 a 22 de fevereiro). Ambas voltam a atrair equipas e figuras do World Tour, proporcionando um raro confronto direto entre o pelotão nacional e a elite mundial logo no início do ano.

Ao longo dos cerca de 70 dias de competição, o calendário preserva os seus pilares históricos, como a Volta ao Alentejo (25 a 29 de março) e o GP Internacional de Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho (9 a 12 de julho), tradicional termómetro da forma dos corredores antes da Volta.

Os Campeonatos Nacionais, ponto alto para os ciclistas portugueses, estão agendados para 26 a 28 de junho, prometendo novamente batalhas intensas pelas camisolas nacionais.

Com estas mudanças, 2026 apresenta-se como um ano-charneira para o ciclismo nacional: respeita a tradição, mas abre espaço à inovação. Resta agora saber se este novo desenho será suficiente para revitalizar o interesse do público e oferecer melhores condições competitivas às equipas portuguesas.

“O belga Jasper Philipsen regressa à Volta ao Algarve para iniciar época 2026”


Por: José Morais

Sete anos depois da sua estreia, Jasper Philipsen está de volta à Volta ao Algarve. A Alpecin–Premier Tech confirmou a presença do sprinter belga na 52.ª edição da prova portuguesa, que marcará o arranque da sua temporada competitiva.

Aos 27 anos, Philipsen é atualmente um dos velocistas mais temidos do pelotão internacional e regressa à Algarvia depois de ali ter competido em 2019, então ao serviço da UAE Emirates, numa edição que ficaria marcada pela afirmação de um jovem Tadej Pogačar, vencedor da classificação geral.

Conhecido pela sua explosividade e também por um estilo competitivo que raramente passa despercebido, o belga soma já 58 vitórias profissionais, entre as quais 10 etapas na Volta a França e seis na Volta a Espanha, três conquistadas na mais recente edição. Em 2023, vestiu a camisola verde no pódio final do Tour, depois de ter sido o primeiro líder da geral, e em 2024 juntou ao palmarés a vitória na Milão–Sanremo, um dos monumentos do ciclismo.

Figura maior da Alpecin–Premier Tech, ao lado de Mathieu van der Poel, Philipsen chega ao Algarve como um dos grandes atrativos da prova, especialmente num percurso que lhe é favorável. A edição de 2026 contará com duas etapas desenhadas para os sprinters: a tirada inaugural, entre Vila Real de Santo António e Tavira, e a quarta etapa, que liga Albufeira a Lagos.

A 52.ª Volta ao Algarve realiza-se entre 18 e 22 de fevereiro e promete voltar a reunir algumas das principais estrelas do ciclismo mundial, confirmando o estatuto da prova como uma das mais importantes corridas de início de época no calendário internacional.

Ficha Técnica

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