Por: José Morais
A quarta etapa do Tour França
Feminino 2026 transformou-se num espetáculo de precisão e força, e Marlen
Reusser foi o centro dessa tempestade. A suíça da Movistar voou pelos 21
quilómetros de contrarrelógio, esmagou as referências das rivais e assumiu, com
autoridade, a liderança geral da prova.
O domínio
suíço no relógio
Marlen Reusser entrou no
percurso com uma missão clara: impor o seu ritmo desde o primeiro metro. Na
subida dos Lacets de Marsannay, já deixava um aviso contundente 19 segundos
mais rápida do que Lieke Nooijen, então líder provisória. A descida rápida até
à meta não abalou a sua cadência. Parou o cronómetro em 27:30.09, média de 45,8
km/h, e garantiu não só a vitória da etapa como também a camisola amarela.
Nooijen e
Vollering: resistência, mas insuficiente
Lieke Nooijen foi quem mais se
aproximou da suíça. O seu tempo de 27:34.17 sustentou por longos minutos a
esperança de vitória, mas Marlen Reusser destruiu essa ilusão com a precisão
que a caracteriza.
Demi Vollering, sempre
candidata ao triunfo final, fez um contrarrelógio sólido e fechou em terceiro,
a 17,92 segundos, mantendo-se firme na luta pela classificação geral.
As
grandes favoritas perdem terreno
O relógio foi implacável para
várias protagonistas:
Elisa Longo Borghini perdeu
1:03
Paula Blasi ficou 1:04 atrás
Katarzyna Niewiadoma cedeu
1:08
Anna
van der Breggen perdeu 1:09
Pauline Ferrand‑Prévot viveu um dia para
esquecer, terminando a 2:13, um golpe duro nas suas ambições.
Sigrid Haugset, que defendia o
amarelo, também não encontrou ritmo. Perdeu tempo em todos os pontos
intermédios e viu a liderança escapar antes mesmo de cruzar a meta.
A
confirmação de Zoe Bäckstedt
Entre as jovens estrelas, Zoe
Bäckstedt brilhou com intensidade. A britânica terminou em quarto, a 19,91
segundos, reforçando a sua ascensão num terreno dominado por especialistas.
Marlen
Reusser, perfeita do início ao fim
A suíça não desperdiçou um
único metro: atacou a subida, acelerou na descida e manteve uma postura técnica
irrepreensível. Ao cortar a meta, levantou a cabeça com a confiança de quem
sabe que deu o primeiro grande golpe na corrida e a Movistar celebrou uma
etapa, uma liderança e um sinal claro para as rivais antes da chegada da
montanha.