terça-feira, 2 de junho de 2026

“Resultados 4a etapa da Volta a Itália Feminina 2026: A fazer lembrar Pogacar na Planche Belles Filles ou Vingegaard em Combloux, Van der Breggen destrói a concorrência na cronoescalada e veste de rosa”


Por: Miguel Marques

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Anna van der Breggen assinou uma exibição dominante na 4ª etapa da Volta a Itália Feminina, esmagando o contrarrelógio em subida até Nevegal e vestindo a maglia rosa, numa jornada que colocou a corrida firmemente nas mãos das candidatas à geral.

Após três vitórias seguidas de Elisa Balsamo, os 12,7 km entre Belluno e Nevegal marcaram o primeiro grande dia de classificação geral. Balsamo partiu por último de rosa, depois de três dias notáveis, mas as rampas acima de Belluno prometiam, desde logo, terminar o reinado da italiana na liderança.

Van der Breggen confirmou-o com uma prestação inalcançável para as rivais. A neerlandesa parou o cronómetro em 31:38, terminando 1:04 à frente da campeã do mundo de contrarrelógio, Marlen Reusser, e 1:10 sobre Demi Vollering.

O dia começou com uma baixa de peso: Shirin van Anrooij foi afastada por doença antes do arranque. Ilaria Marinetto inaugurou a etapa, que apresentava quilómetros iniciais mais suaves antes de a estrada endurecer de forma vincada após o primeiro ponto intermédio.

Solene Muller fixou a primeira marca séria na meta, antes de Urska Zigart assinar a primeira grande referência do dia. Zigart pulverizou o tempo de Muller por cerca de um minuto, mas Reusser respondeu com uma demonstração ainda mais contundente.

 

Van der Breggen parte a corrida ao meio

 

Reusser começou numa bicicleta de estrada e não foi a mais rápida no setor inicial, mas o registo mudou quando a inclinação apertou. A suíça acelerou com força na subida e concluiu em 32:42, ganhando 50 segundos a Zigart e estabelecendo a primeira referência de topo na chegada.

Monica Trinca Colonel foi quem mais se aproximou na vaga seguinte, fechando a 27 segundos de Reusser, enquanto Zigart se manteve no top 10 graças à sua boa ascensão. Vollering parecia encaminhada para disputar o triunfo depois de partir numa bicicleta de contrarrelógio e passar mais rápida do que Reusser no primeiro registo. A neerlandesa, porém, cedeu na parte final da subida e cortou a meta seis segundos mais lenta do que Reusser.

Van der Breggen já pedalava noutro patamar. Voou no primeiro ponto intermédio, 36 segundos mais veloz do que Vollering, e carregou essa vantagem até ao topo, onde se distanciou amplamente de todo o pelotão.

Antonia Niedermaier foi quarta a 1:26, com Trinca Colonel em quinto a 1:31. Lauren Dickson, Femke de Vries, a campeã em título Elisa Longo Borghini, Zigart e Isabella Holmgren fecharam o top 10.

Longo Borghini perdeu tempo relevante para as rivais diretas, concluindo a 1:51 de Van der Breggen. A prestação mantém-na no horizonte da geral, mas obriga-a a correr atrás do prejuízo após o primeiro grande teste de montanha do Giro.

O reinado inicial de Balsamo em rosa terminou nas rampas de Nevegal. Depois de herdar a 1ª etapa na sequência da expulsão de Lorena Wiebes e de vencer as etapas 2 e 3 na estrada, a sprinter da Lidl - Trek cedeu quando o Giro entrou em terreno montanhoso. Van der Breggen lidera agora a corrida rumo à 5ª etapa, uma tirada de montanha de 146 km entre Longarone e Santo Stefano di Cadore. Após um contrarrelógio em subida categórico, o Giro Feminino tem nova líder e um figurino bem diferente.

“GP Abimota regressa às estradas entre 5 e 7 de Junho para encontrar o sucessor de Afonso Silva”


Por: Ivan Silva

Foto: Facebook GP Abimota

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O Grande Prémio Abimota está de regresso às estradas portuguesas entre os dias 5 e 7 de junho, naquela que será a 46ª edição de uma das mais emblemáticas provas por etapas do calendário nacional.

A corrida vai ligar Anadia, Vouzela, Sever do Vouga e Águeda ao longo de três dias de competição e 420 quilómetros, prometendo espetáculo, dificuldades montanhosas e vários sectores de empedrado capazes de marcar diferenças importantes na classificação geral.

A organização volta a apostar num percurso variado, com etapas desenhadas para diferentes perfis de ciclistas, desde sprinters, trepadores e especialistas em clássicas. As autarquias da região Centro do país continuam também a desempenhar um papel central na valorização da prova, que atravessará 13 concelhos ao longo do fim de semana.

 

Empedrado pode criar primeiras diferenças em Anadia

 

A jornada inaugural terá partida e chegada junto ao Museu do Vinho da Bairrada, em Anadia. O pelotão arranca às 12h30 para enfrentar 138 quilómetros num percurso marcado por várias dificuldades e por sectores de empedrado que poderão provocar diferenças logo no primeiro dia.

Pelo meio, os ciclistas encontrarão metas volantes em Fôjação e na Curia, além de duas contagens de montanha de terceira categoria. A primeira subida será ao Buçaco, ao quilómetro 78,3, seguindo-se o Moinho do Pisco ao quilómetro 105,3, já no concelho de Mortágua.

No entanto, o grande fator de seleção poderá surgir nos troços de empedrado e nas passagens técnicas, elementos que obrigarão as equipas a lutar constantemente pelo posicionamento. Num pelotão nacional cada vez mais competitivo, qualquer distração poderá custar segundos importantes logo na abertura da corrida.

 

Vouzela acolhe a etapa rainha da competição

 

A segunda tirada deverá assumir um papel decisivo na luta pela classificação geral. Com 162 quilómetros, a etapa começa e termina em Vouzela, num circuito exigente recheado de dificuldades montanhosas.

As principais subidas do dia serão o Fornelo do Monte, ao quilómetro 42, e Varzielas, ao quilómetro 58,7. Ambas estão classificadas como contagens de terceira categoria e antecedem a passagem pela meta volante em Campia e pela zona urbana de Vouzela.

A chegada junto à Ponte Ferroviária de Vouzela promete criar diferenças entre os favoritos. O perfil da etapa favorece ataques tardios e poderá expor fragilidades entre os candidatos à vitória final, sobretudo após dois dias consecutivos de desgaste acumulado.

 

Águeda recebe o desfecho da corrida

 

A derradeira etapa parte de Sever do Vouga e termina em Águeda, após 140 quilómetros de corrida. O pelotão deverá chegar à Escola Adolfo Portela por volta das 15h40, mas antes terá pela frente um percurso nervoso e seletivo.

A subida à Arestal surge logo ao quilómetro 22, seguindo-se a meta de montanha em Talhadas ao quilómetro 48,8. Já na aproximação final a Águeda, os ciclistas enfrentarão passagens técnicas e um circuito urbano exigente, com rotundas e sectores de empedrado que poderão voltar a influenciar o desfecho da corrida.

As tradicionais “bolinhas” em Nariz antecedem a entrada no circuito final, num cenário onde o posicionamento voltará a ser determinante para evitar cortes e quedas.

 

Uma prova com tradição no ciclismo português

 

O Grande Prémio Abimota continua a afirmar-se como uma das corridas mais antigas e prestigiadas do ciclismo nacional. Além da vertente competitiva, a prova mantém uma forte ligação ao território e à promoção das localidades por onde passa.

A Abimota, associação ligada à indústria das duas rodas, continua a utilizar a corrida como plataforma de promoção do setor e do próprio ciclismo português, numa competição que junta tradição, desenvolvimento regional e espetáculo desportivo.

Com um percurso duro, técnico e propício aque se possam fazer diferenças, a edição de 2026 promete voltar a oferecer uma corrida bastante aberta e disputada até aos quilómetros finais.

 

Quem sucederá a Afonso Silva?

 

Está assim preparado o meu para mais 3 dias de competição para encontrar o sucessor da edição de 2025, que foi ganha por Afonso Silva da AP Hotels & Resorts-Tavira-SC Farense. O jovem ciclista da formação algarvia ganhou a primeira etapa da competição, vestindo a camisola da liderança, para depois resistir aos ataques que lhe foram impostos nas jornadas seguintes, acabando por vencer a classificação geral final com apenas 5 segundos de vantagem sobre Keegan Swirbul da Efapel Cyling e 34 segundos sobre Jorge Galvez Lopez da também algarvia Aviludo - Louletano - Loulé.

Nas restantes classificações da prova do ano passado, a Camisola da Juventude foi ganha por Lucas Lopes, então na Radio Popular - Paredes - Boavista, a Camisola da Montanha foi para Joaquim Silva da Efapel Cycling e a Camisola dos Pontos para o jovem Açoreano da equipa de Hernani Brôco, a Credibom - LA Alumininos - Marcos Car, João Medeiros, que venceu duas etapas na pretérita edição.

“Resultados 2a etapa da Volta à Valónia 2026 - Ben Oliver dá a primeira vitória na Europa à Modern Adventure de Hincapie”


Por: Miguel Marques

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Ben Oliver assinou a maior vitória na curta história da Modern Adventure Pro Cycling na 2ª etapa da Volta à Valónia 2026, garantindo o primeiro triunfo europeu da equipa norte-americana após um final chuvoso em Libramont-Chevigny.

Foi o terceiro sucesso da formação desde a chegada ao pelotão profissional, depois do triunfo de etapa de Samuel Florez no Tour of the Gila e do título nacional de contrarrelógio de Stefan de Bod na África do Sul. Mas a conquista de Oliver teve outra dimensão, alcançada ao nível 2.Pro na Europa e perante um pelotão de sprinters que incluía Jordi Meeus e Arnaud De Lie.

Meeus partiu de líder após vencer a 1ª etapa, com o pelotão a enfrentar um percurso de 188 km entre Jodoigne e Libramont-Chevigny. A fuga inicial formou-se com seis corredores em destaque: Asbjorn Hellemose, Anton Lennemann, Matteo Melotte, Matthew Kingston, Iben Rommelaere e Kevin Avoine.

Hellemose venceu o primeiro sprint intermédio do dia em Rochefort, somando três segundos de bonificação à frente de Rommelaere e Lennemann. O homem da Team Jayco AlUla acrescentou depois mais segundos de bonificação em Wideumont-Village, chegando a assumir a liderança virtual em estrada.

 

Modern Adventure agarra o maior momento da sua história

 

A fuga começou a perder elementos antes dos últimos 70 km. Hellemose acelerou no grupo da frente, com Kingston e Lennemann a ficarem para trás e a serem apanhados pelo pelotão. Seguiram na dianteira Hellemose, Melotte, Rommelaere e Avoine, enquanto a Red Bull - BORA - hansgrohe ajudava a controlar o ritmo atrás.

Avoine conquistou o último sprint intermédio em Wideumont-Village, à frente de Hellemose e Rommelaere, mas a fuga já estava sob pressão. Melotte cedeu primeiro, antes de Hellemose e Rommelaere também perderem contacto. Avoine foi o último resistente a ser alcançado, com o pelotão a reagrupálo pouco antes da volta final.

O circuito final foi complicado por chuva intensa. Sam Welsford caiu no pelotão antes da derradeira volta, embora o sprinter da Netcompany INEOS tenha regressado ao grupo. Seguiu-se nova queda envolvendo oito corredores dentro dos últimos 20 km, com Anton Lennemann, Natnael Tesfatsion e Loic Vanlaere entre os afetados.

 

Oliver supera os comboios de lançamento em Libramont-Chevigny

 

Lotto Intermarche, NSN Cycling Team, Team Jayco AlUla e Red Bull - BORA - hansgrohe estiveram ativas na dianteira ao entrar nos últimos 15 km. A 11 km da meta, cinco corredores abriram um pequeno fosso, mas o pelotão voltou a compactar para a aproximação final.

O pelotão esticou-se dentro dos últimos 5 km, com a Lotto Intermarche a comandar antes da Team Flanders - Baloise avançar com quatro homens. A Red Bull - BORA - hansgrohe assumiu depois o controlo nos derradeiros 1,5 km, trazendo quatro corredores para a frente.

Danny van Poppel lançou Meeus nos metros finais, com De Lie colado à roda do belga quando o sprint abriu. Mas Oliver surgiu forte para vencer a etapa pela Modern Adventure Pro Cycling, transformando o quarto lugar da jornada inaugural num triunfo de afirmação 24 horas depois.

Ficha Técnica

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