quinta-feira, 24 de junho de 2021

“Vinokourov afastado da direção desportiva da Astana a dois dias do início do Tour”


Equipa cazaque alegou "motivos pessoais" para a despromoção do seu anterior patrão

 

Por: Lusa

Foto: Reuters

O carismático antigo ciclista cazaque Alexandre Vinokourov foi afastado da direção desportiva da Astana, equipa que o próprio criou, a dois dias do arranque da 108.ª Volta a França, foi confirmado esta quinta-feira.

A decisão sobre o vencedor de quatro etapas na Grande Boucle e figura emblemática e controversa do pelotão na primeira década do século XXI foi confirmada esta quinta-feira pela própria Astana, que alegou "motivos pessoais" para a despromoção do seu anterior patrão.

Em comunicado, a equipa cazaque detalhou que Vinokourov continua a integrar a formação, mas que deixará de ser responsável pela vertente desportiva.

Segundo o diário desportivo francês 'L'Équipe', que deu conta do afastamento de Vino, os advogados do mais bem-sucedido cazaque na história do ciclismo já estão a trabalhar para que este seja reintegrado, uma vez que refutam os motivos alegados pela nova administração da equipa.

A saída de Vinokourov coincide com a chegada de um novo patrocinador, a Premier Tech, e de uma nova administradora, Yana Seel, uma cazaque radicada na Bélgica.

Ainda de acordo com o 'L'Équipe', as relações da nova administração com o campeão olímpico de fundo em Londres'2012 e vencedor da Vuelta'2006 foram "tensas" nos últimos meses, e conduziram mesmo ao despedimento de diretores desportivos próximos a Vino.

A formação cazaque será dirigida no Tour pelo italiano Giuseppe Martinelli e pelo canadiano Steve Bauer e terá como principais figuras o dinamarquês Jakob Fuglsang e o cazaque Alexey Lutsenko.

A 108.ª Volta a França arranca no sábado, em Brest, e termina a 18 de julho, em Paris.

Fonte: Record on-line

“Tadej Pogacar e a defesa do título no Tour: «Sinto-me em forma e cheio de confiança»”


Ciclista esloveno venceu recentemente a Volta à Eslovénia e parte confiante para a prova que começa sábado

 

Fonte: Lusa

Foto: EPA/Arquivo

O jovem esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates) mostrou-se esta quinta-feira pleno de confiança na defesa do título na Volta a França em bicicleta, um estado partilhado pelo compatriota Primoz Roglic (Jumbo-Visma), o segundo classificado do ano passado.

"A preparação correu muito bem, de forma descontraída. Após a Volta à Eslovénia [que ganhou] e os campeonatos nacionais, sinto-me em forma e cheio de confiança", declarou o mais jovem vencedor do Tour desde 1904.

Pogacar, de apenas 22 anos, chega à 108.ª Volta a França após (mais) uma temporada de sucessos, nomeadamente na Liège-Bastogne-Liège e Tirreno-Adriático, e o seu discurso denota descontração, com o líder da UAE Emirates, do português Rui Costa, a falar de "uma primeira semana mais nervosa do que no ano passado, mas divertida".

"Sobretudo, as chegadas das duas primeiras etapas são difíceis. Não temos nenhuma ideia do que poderá acontecer, mas será apaixonante. Reconheci praticamente todas as etapas de montanha, incluindo a de Tignes [nona]. Vai ser muito duro", perspetivou.

Questionado sobre os blocos poderosos da Jumbo-Visma, do homem a quem 'roubou' a vitória no Tour2020 na penúltima etapa, e da INEOS, o campeão em título lembrou que "há equipas fortes à partida, mas é sempre o que acontece" na prova francesa.

"No Tour, é preciso concentrarmo-nos em nós mesmos e não cometer erros, embora sabendo quem são aquelas que vão lutar pela geral. No final de contas, veremos na estrada quem é o mais forte", resumiu.

A dois dias do arranque da Grande Boucle, em Brest, os grandes favoritos à conquista da 108.ª edição desfilaram em (video) conferências de imprensa, com Primoz Roglic, o grande derrotado de 2020, a analisar "a abordagem um pouco diferente" que fez a este Tour, que o levou a estar afastado da competição desde o final de abril.

"Em 2019, quase não competi entre a Volta a Itália e a Volta a Espanha e correu bem [venceu a Vuelta]. Venho de um estágio em altitude, pelo que estarei preparado. Estou confiante e veremos o que acontecerá", disse.

O esloveno de 31 anos, que dominou a última edição e perdeu de forma espetacular a amarela no contrarrelógio da última etapa, elogiou a sua equipa "superforte", dizendo ter confiança nos seus companheiros.

"Quero mostrar o melhor de mim e os meus colegas também", rematou.

Quem também está desejoso de voltar a exibir-se nas estradas franceses, após um ano de ausência, é o galês Geraint Thomas, vencedor da Volta a França em 2018 e segundo no ano seguinte, atrás do colega colombiano Egan Bernal.

"Esta temporada começou melhor, com bons resultados para a equipa. Custou-me voltar a um bom nível de forma depois de ganhar o Tour em 2018. Depois fui segundo em 2019 e estou muito orgulhoso desse resultado, porque estava em condições de ganhar e só um companheiro de equipa o impediu", recordou.

Este ano, o principal líder da INEOS acredita que terá pela frente "um grande talento" chamado Tadej Pogacar.

"A primeira semana será difícil, certamente. Será caótico e stressante. O primeiro contrarrelógio é longo [27,2 quilómetros na quinta etapa]", referiu, defendendo que o pelotão está "mais competitivo" do que quando vestiu de amarelo em Paris.

Ao seu lado, o galês de 35 anos terá um co-líder, o equatoriano Richard Carapaz, vencedor da Volta a Itália em 2019, que após ter-se estreado no Tour no ano passado, volta à prova francesa "com grande entusiasmo" por estar numa "grande equipa" e por "enfrentar o objetivo traçado no início da temporada", o de tentar devolver a amarela final à INEOS.

"É um grande corredor, que já venceu o Tour. Eu tenho a experiência de um único ano, apesar de ter corrido outras grandes Voltas", disse, referindo-se ao seu companheiro.

A INEOS vai alinhar com outras duas grandes figuras, o australiano Richie Porte, terceiro no ano passado atrás do duo esloveno, e o britânico Tao Geoghegan Hart, vencedor do Giro'2020, com a missão de voltar a conquistar a mais importante corrida do calendário, algo que fizeram em sete ocasiões nas últimas nove edições, com quatro ciclistas diferentes.

"O Tadej Pogacar é o homem a bater. Nós teremos de lutar como equipa, porque temos um lote maior de corredores de alto nível. Ele não poderá seguir-nos a todos [...]. No início do Tour, cada um fará a sua própria corrida. Temos quatro corredores que podem pensar na camisola amarela. Depois, analisaremos dias a dia. São os resultados e a corrida que ditam a hierarquia", sublinhou Porte.

A 108.ª edição da Volta a França arranca no sábado em Brest, e termina a 18 de julho, em Paris

Fonte: Record on-line

“Ruben Guerreiro "feliz" com a estreia no Tour: «Vamos pouco a pouco para ver no que dá»”


Português destaca Tadej Pogacar e Primoz Roglic como principais favoritos

 

Por: Lusa

O segredo mais bem guardado de Ruben Guerreiro (EF Education-Nippo) tornou-o um ciclista "feliz", com o português a estrear-se na Volta a França com o desejo de conseguir "umas boas coisas", nomeadamente no trabalho para o líder Rigoberto Úran.

"A minha equipa, assim que caí na Volta a Itália, disse-me logo que se recuperasse bem fazia o Tour. Eu é que guardei segredo", confessou em conversa com a Lusa, detalhando que há "três semanas" que sabia que o seu sonho de se estrear no Tour iria concretizar-se, este sábado, em Brest.

Depois do azar na última edição do Giro, onde foi forçado a abandonar devido a uma queda na 15.ª etapa, em 23 de maio, e não pôde defender a camisola de rei da montanha conquistada no ano passado, o jovem português recuperou em ritmo de contrarrelógio da fratura de duas costelas para, aos 26 anos, participar na sua primeira 'Grande Boucle' e na sua quarta grande Volta.

"O plano era fazer o Giro, descansar e fazer o Tour também. Era o plano inicial. Depois, ficámos um bocado preocupados se podia recuperar ou não, mas lá foi ao sítio. Assim que recuperei, na semana a seguir à queda, falei com a equipa e eles mandaram-me para o estágio em altitude durante três semanas e confirmaram que eu poderia ir", contou.

A recuperação, segundo Ruben Guerreiro, foi dura. "Tive de descansar bastante, tive duas semanas com pouca bicicleta e, depois, é sempre duro treinar outra vez. O corpo habitua-se ao descanso e, realmente, custou muito", completou.

O esforço foi recompensado com "algo que sempre" procurou, sobretudo após as boas exibições no ano passado na Volta a Itália, onde aliou o título de rei da montanha a uma vitória de etapa, e na Volta a Espanha, onde foi 17.º classificado.

"Realmente, como ciclista, estou feliz, proponho-me a outros objetivos pessoais e da equipa. Esperamos conseguir umas boas coisas", admitiu.

Os objetivos de Guerreiro passam "primeiro pelos da equipa" e, depois, "com o desenrolar da corrida, se tiver oportunidade de tentar algo", não deixará de fazê-lo.

"Mas o principal é que o [Rigoberto] Úran está muito bem, e acho que vai disputar a geral. E o primeiro objetivo vai ser apoiá-lo", avançou, considerando que o colombiano da EF Education-Nippo, que até já foi segundo no Tour em 2017, "é uma pessoa muito especial, muito tranquila, um grande líder".

Além do seu chefe de fila, o português de 26 anos aposta nos "protagonistas do ano passado, os eslovenos Tadej Pogacar e Primoz Roglic, respetivamente primeiro e segundo em 2020, como principais candidatos, além do conjunto da INEOS, com três ou quatro ciclistas que podem ganhar também", um deles o seu amigo Tao Geoghegan Hart, vencedor do Giro'2020, com quem se cruzou no estágio de altitude.

"É uma corrida muito aberta, e acho que esta primeira semana na Bretanha, com um contrarrelógio longo, e chuva e vento, pode ser já decisiva. As etapas de montanha são muito duras. [O percurso] pode ser menos montanhoso, mas vai de certeza haver muito stress, os contrarrelógios - dois de 30 quilómetros - vão fazer muitas diferenças. Já vi umas etapas no estágio em Andorra e as montanhas que são, são duras. Qualquer dia pode fazer a diferença", prognosticou.

 

O português da EF Education-Nippo estimou que os contrarrelógios, que perfazem um total de 58 quilómetros, vão provocar "diferenças grandes" na luta pela geral, até mais do que a montanha, e que as etapas de vento também podem desempenhar um papel central no desfecho da 108.ª edição, que termina em 18 de julho, em Paris.

"A qualidade do pelotão que está aqui é o melhor que há. Vai ser muito stress, de certeza", pontuou.

O sempre expansivo e combativo Guerreiro revelou que, "por acaso", ainda nem estudou "muito bem o livro" da prova, pelo que vai dia a dia, sem querer antecipar qual será a melhor etapa para repetir um ataque como aquele que lhe valeu o triunfo na nona etapa do Giro'2020.

"Acho que no fim consegui uma boa forma, sinto-me bem, consegui perder peso, o que é importante para um trepador, e acho que pode correr bem. Vamos pouco a pouco, ver o que dá", acrescentou.

Guerreiro, que é "muito pelo português", referiu-se ainda à presença de outro ciclista luso, o seu amigo Rui Costa (UAE Emirates), considerando que "é engraçado" estar no Tour com o campeão mundial de fundo de 2013.

"Quando vemos um português, fazemos uma festa enorme. acho que é muito bom tê-lo como rival, mas é um amigo que está ali", concluiu.

Fonte: Record on-line

“Rui Costa quer ajudar Pogacar no Tour: «Temos de tentar defender o titulo do ano passado»”


Ciclista português confessa que estar de regresso à Volta a França é uma "sensação muito agradável"

 

Por: Lusa

Foto: UAE Emirates Team

Rui Costa está de regresso à Volta a França com o "orgulho" e a "responsabilidade" de integrar o oito da UAE Emirates que defenderá o título de Tadej Pogacar, uma missão coletiva que condiciona objetivos pessoais.

"Regressar à Volta a França é uma sensação muito agradável. Eu adoro fazer o Tour. Já tive momentos muito bons aqui, momentos menos bons, devido a quedas, problemas de saúde, mas penso sempre no lado positivo, no que realmente correu melhor. Ganhei já três etapas. E o Tour é o Tour. Acaba por ser a corrida mais importante que temos ao longo do ano", confidenciou, visivelmente feliz.

Em entrevista à agência Lusa, a partir de Brest, onde este sábado arranca a 108.ª edição da Volta a França, o ciclista português assumiu que, "especialmente este ano, fazer parte do oito do Tour é um orgulho".

"Estar aqui juntamente com o ex-vencedor do Tour, o meu colega Tadej, acaba por ser muito bom. Temos a responsabilidade de ter de fazer tudo muito bem, porque temos de tentar defender o título do ano passado. Por isso também aqui estou, para tentar ajudá-lo da melhor maneira", reforçou.

Após um ano de ausência, o poveiro, de 34 anos, regressa a uma corrida de "duras batalhas e memórias bem frescas", onde venceu três etapas (uma em 2011 e duas em 2013), em nove participações, e escreveu das mais bonitas páginas do ciclismo português na última década na 'Grande Boucle', que concluiu na 18.ª posição em 2012.

Mas, nesta 108.ª edição, Rui Costa sabe que estar ao lado de Pogacar, "um miúdo com tanto potencial, uma joia de miúdo, super-humilde e tranquilo" deixa pouca margem para objetivos pessoais.

"Este ano acaba por ser um pouco diferente. Acho que a equipa está um bocado traçada só para um objetivo e o corredor que nos importa é o Tadej, e toda a equipa irá funcionar à volta do Tadej. Todos os que estamos aqui, estamos para o ajudar. Não digo que depois, taticamente, mais para a frente, não seja importante meter um colega na fuga, e até depois possa vir a disputar a etapa. Mas, neste momento, o único foco que tenho é estar com o Tadej e ajudá-lo nas situações mais difíceis que sejam necessárias", completou.

Ciente de que a sua experiência foi um fator de peso na sua seleção - "tudo aquilo que eu recolhi ao longo destes anos espero que possa ajudar nestas três semanas que iremos ter pela frente" -, Costa confessou que só recentemente foi escolhido para escoltar o jovem esloveno, de apenas 22 anos, nesta edição.

"Não estava muito encaminhado para o Tour. Nas últimas três semanas, acho que eles [diretores desportivos] decidiram [optar por] quem estava mesmo bem fisicamente, porque já tinham um lote de corredores que iam fazer o Tour, mas houve bastantes mudanças. Sobretudo, terminar a Volta à Suíça da maneira que terminei, fê-los mudar a ideia e daí terem optado por trazer-me", revelou à Lusa o corredor, que foi sétimo na prova suíça que já venceu em três ocasiões.

O campeão mundial de fundo de 2013 reconheceu ainda que a ausência de Tóquio'2020 também influenciou "um pouco", uma vez que "ao longo de praticamente três anos" teve "um plano específico a pensar nos Jogos".

"No ano passado, já não fiz o Tour a pensar nos Jogos - simplesmente eles não foram feitos. Voltámos a adiar um ano e, no meu calendário, o Tour ficou novamente de fora a pensar nos Jogos, mas eu acho que a minha vinda ao Tour não tem a ver com eu ter ficado fora dos Jogos, mas sim com o meu rendimento na Volta à Suíça", analisou, mostrando aceitar e respeitar a decisão do selecionador, José Poeira, que convocou Nelson Oliveira (Movistar) e João Almeida (Deceuninck-Quickstep) para Tóquio'2020.

Concentrado agora na 'Grande Boucle', Costa aponta Primoz Roglic (Jumbo-Visma), o segundo classificado do ano passado, como o grande rival do seu compatriota, que lhe 'roubou' a vitória na penúltima etapa da última edição, considerando que o forte bloco da INEOS, liderado pelo britânico Geraint Thomas, vencedor do Tour'2018, e o equatoriano Richard Carapaz, vencedor do Giro'2019, é o outro grande perigo na defesa do título de Pogacar.

Sobre o percurso, menos montanhoso do que nas edições anteriores, o ciclista da UAE Emirates admitiu que "a primeira semana não tem muita montanha", mas notou que a dureza da corrida "depende sempre da velocidade e do nervosismo", assim como "do vento e do clima".

"O Tour acaba por ser sempre duro. Tendo muita montanha ou tendo pouca, a dureza vai-se acumulando. Eu acredito que quando chegarem as etapas do Alpes, as coisas vão ao seu sítio. O Tour com muita montanha ou um pouco menos de montanha, vai ser sempre duro. Será corrido de outra forma, mas as etapas que às vezes parecem que menos interesse podem ter para uma geral, são as que possivelmente podem ter mais perigos. Temos de estar sempre de olhos bem abertos", resumiu.

O experiente português disse ainda estar "muito feliz" por ter Ruben Guerreiro (EF Education-Nippo) entre os participantes da 108.ª edição da prova francesa, que termina em 18 de julho, em Paris, assumindo que é "gratificante" ver os miúdos do ciclismo português a crescer.

Fonte: Record on-line

“Efapel/Luís Mendonça é o 6.º mais veloz na 2.ª etapa da Volta ao Alentejo


Luís Mendonça, da Equipa Profissional de Ciclismo EFAPEL, foi o 6.º classificado na 2.ª etapa da 38.ª Volta ao Alentejo – 1.º Grande Prémio CMTV, com Fábio Costa a chegar logo de seguida, na 10.ª posição. Tratou-se de uma tirada bem disputada ao longo dos 195,5 km que uniram Almodôvar a Sines, com a presença de muito calor.

Após o tiro de partida, foi logo nos primeiros quilómetros que surgiu a fuga do dia, composta por um trio, que se foi mantendo sempre firme na frente, chegando a atingir 11 minutos de diferença. Quando faltavam apenas 25 km para a meta, a vantagem começou a cair drasticamente, com a EFAPEL a assumir o comando do pelotão. A intenção da equipa era colocar Luís Mendonça nas melhores condições para a chegada ao sprint, em Sines. A fuga estava condenada, com apenas 25 segundos e acabou por ser alcançada.

A 10 km da meta houve quem tentasse a sorte lançando-se ao ataque, não sendo bem-sucedido. A chegada foi de novo com o pelotão compacto, ao sprint, num cenário em tudo idêntico ao da etapa de ontem. Foi Iúri Leitão (Tavfer-Measindot-Mortágua) que acabaria por vencer a 2.ª etapa da alentejana 2021.


“Foi uma tirada controlada de forma pacífica, o pelotão rolou a velocidade moderada, voltando a chegar compacto. Os nossos homens mais rápidos tentaram fazer o melhor possível para conseguir um bom resultado. Vamos viver o dia-a-dia, visto que está tudo em aberto”, adiantou Rúben Pereira, diretor desportivo da EFAPEL.

A 3.ª etapa chega esta sexta-feira e disputa-se entre Alcácer do Sal (11H30) e Mora (15H45), num total de 173,1 km planos, com chegada bem ao jeito dos sprinters. Esta tirada conta com passagens e metas volantes em Grândola, Alcáçovas e Montemor-o-Novo, até o pelotão chegar a Mora.


 

 

CLASSIFICAÇÕES:

38.ª VOLTA AO ALENTEJO - 1.º GRANDE PRÉMIO CMTV

2.ª ETAPA» Almodôvar - Sines: 195,5 km

CLASSIFICAÇÃO INDIVIDUAL NA 2.ª ETAPA

 

1.º Iúri Leitão (Tavfer-Measindot-Mortágua), 05h11m18s

2.º Mikel Aristi (Euskaltel-Euskadi), mt

3.º David Gonzalez (Caja Rural-Seguros RGA), mt

5.º Luís Mendonça (EFAPEL), mt

10.º Fábio Costa (EFAPEL), mt

18.º Mauricio Moreira (EFAPEL), mt

24.º Rafael Reis (EFAPEL), mt

58.º Fábio Fernandes (EFAPEL), mt

59.º Karel Hník (EFAPEL), mt

60.º Javier Moreno (EFAPEL), mt

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL INDIVIDUAL - AMARELA (após a 2.ª Etapa)

 

1.º Iúri Leitão (Tavfer-Measindot-Mortágua), 09h59m50s

2.º Mikel Aristi (Euskaltel-Euskadi), mt

3.º David Gonzalez (Caja Rural-Seguros RGA), mt

8.º Fábio Costa (EFAPEL), mt

12.º Luís Mendonça (EFAPEL), mt

22.º Mauricio Moreira (EFAPEL), mt

25.º Rafael Reis (EFAPEL), mt

58.º Javier Moreno (EFAPEL), mt

61.º Karel Hník (EFAPEL), mt

70.º Fábio Fernandes (EFAPEL), mt

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL EQUIPAS

 

1.ª Euskaltel-Euskadi, 29h59m30s

4.ª EFAPEL, mt

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL PONTOS – VERDE

 

1.º Iúri Leitão (Tavfer-Measindot-Mortágua), 45 Pontos

8.º Fábio Costa (EFAPEL), 9 Pontos

11.º Luís Mendonça (EFAPEL), 8 Pontos

 

CLASSIFICAÇÃO GERAL JUVENTUDE – BRANCA

 

1.º Alex Molenaar (Burgos BH), 09h59m50s

2.º Fábio Costa (EFAPEL), mt

14.º Fábio Fernandes (EFAPEL), mt

Fonte: Efapel

“Tavfer-Measindot-Mortágua/Iúri Leitão vence a 2ª Etapa e é o novo Camisola Amarela da 38ª Volta ao Alentejo”


Por: Xavier Silva

A Equipa Continental UCI Tavfer-Measindot-Mortágua completou hoje a sua participação na 2ª Etapa da 38ª Volta ao Alentejo, uma ligação de 195,5 quilómetros entre Almodôvar e Sines. Etapa que correu na perfeição para a equipa, onde Iúri Leitão venceu de forma autoritária e é também o novo camisola amarela desta 38ª Volta ao Alentejo.

A etapa, a mais longa da competição, ficou marcada por uma fuga de 3 elementos, que rolou até aos últimos 25 quilómetros. Aí, o pelotão aumentou a sua velocidade na perspetiva de mais uma chegada ao sprint, que viria mesmo a acontecer na chegada a Sines.


A equipa durante toda a etapa fez um grande trabalho, levando sempre Iúri leitão bem colocado para que ele pudesse ter todas as condições de poder discutir mais uma etapa. Trabalho de aproximação foi bastante bom por parte da equipa, e na longa reta de Sines, Iúri Leitão venceu tudo e todos com grande autoridade e levantou os braços. Esta foi uma das vitórias mais importantes da sua carreira, bem como uma das vitórias mais importantes para a equipa.

Vitória esta que lhe permitiu também ascender à primeira posição da Classificação Geral, Iúri Leitão é agora o novo Camisola Amarela desta 38ª Volta ao Alentejo. Para além desse feito, Iúri Leitão é também o líder da Classificação por Pontos. Um dia memorável para toda a estrutura, patrocinadores e para todos aqueles que sempre acreditaram neste projeto.


Iúri leitão no final era claramente um homem feliz “Esta é claramente uma vitória de todos, que fizeram um grande trabalho e eu limitei-me a fazer o meu melhor no sprint final. Estou muito contente e esta vitória é de toda a equipa sem dúvida.”

Amanhã partimos de amarelo para a 3ª Etapa desta 38ª Volta ao Alentejo, com mais uma etapa plana, de 173,1 quilómetros, entre Alcácer do Sal e Mora.

 

Classificação Etapa Almodôvar - Sines: 195,4 Kms

 

1.º Iúri Leitão (Tavfer-Measindot-Mortágua), 5h11m18s 22.º Pedro Pinto (Tavfer-Measindot-Mortágua), mt 43.º Joaquim Silva (Tavfer-Measindot-Mortágua), mt 46.º Tiago Antunes (Tavfer-Measindot-Mortágua), mt


47.º Gaspar Gonçalves (Tavfer-Measindot-Mortágua), mt 61.º Ángel Sanchez (Tavfer-Measindot-Mortágua), mt

105.º Pedro Paulinho (Tavfer-Measindot-Mortágua), a 2m46s

 

Classificação Geral

 

1.º Iúri Leitão (Tavfer-Measindot-Mortágua), 9h59m50s 35.º Pedro Pinto (Tavfer-Measindot-Mortágua), mt 51.º Joaquim Silva (Tavfer-Measindot-Mortágua), mt

52.      º Gaspar Gonçalves (Tavfer-Measindot-Mortágua), mt

53.      º Tiago Antunes (Tavfer-Measindot-Mortágua), mt 83.º Ángel Sanchez (Tavfer-Measindot-Mortágua), a 15s

93.º Pedro Paulinho (Tavfer-Measindot-Mortágua), a 2m59s


 

Classificação por Pontos

 

1.º Iúri Leitão (Tavfer-Measindot-Mortágua), 45 pts

 

Classificação Geral por Equipas

 

1.º Euskaltel – Euskadi, 29h59m30s 10.º Tavfer-Measindot-Mortágua, mt

Fonte: Tavfer-Measindot Mortágua

“Vitória Portuguesa dá Liderança na Alentejana”


Fotos: Podium/João Calado                                                                               

Iúri Leitão é o novo comandante da 38ª Volta ao Alentejo em Bicicleta/1º Grande Prémio CMTV. Depois do triunfo lhe ter escapado por pouco na etapa inaugural, esta quinta-feira, em Sines, o sprinter português não deu hipóteses à concorrência e aos 22 anos conquistou a maior vitória da ainda jovem carreira no ciclismo de estrada. Afinal, trata-se de um campeão europeu de scracth (ciclismo de pista) e que aspira estar no topo do sprint. Na “Alentejana” não só venceu a etapa mais longa (e bem quente!) como ainda vestiu a Camisola Amarela Sociedade Ponto Verde.

Ciclista persistente e ambicioso não conseguia parar de sorrir no final. "A minha equipa garantiu que conseguisse economizar o máximo de energia e no final fizeram a aproximação perfeita e eu só tive de sprintar. A parte mais fácil foi feita por mim. A vitória é de toda a equipa", salientou o ciclista da Tavfer-Measindot-Mortágua. "Foi uma etapa muito longa, que acabou por se fazer dura pelo calor e pela distância. O terreno do Alentejo é muito plano, são estradas muito longas e acabou por ser uma etapa bastante desgastante".

Com 195,5 quilómetros entre Almodôvar e Sines, três metas volantes e uma contagem de montanha de quarta categoria, a segunda etapa era em tudo idêntica à do dia anterior e a expetativa era um final ao sprint. A longa quilometragem e o calor não terão seduzido muitos a tentar fugir, pelo que os primeiros três que tentaram ficaram na frente e chegaram a ter  mais de 11 minutos de vantagem! Lá atrás no pelotão, foi o jogo da paciência. Pedalar, evitar incidentes, com a Euskaltel-Euskadi a ter de assumir as despesas do controlo da etapa porque defendia a liderança de Juan Jose Lobato e, por essa razão, a equipa basca fez o trabalho que lhe era exigido.


 

Dança de Camisolas

 

Leitão partiu para a etapa com a Camisola Verde Crédito Agrícola, dos pontos, mas apenas por "empréstimo". Era Lobato o líder, mas com a amarela vestida, "cedeu" a verde. No final teve mesmo de ceder tudo. O ciclista de Viana do Castelo não só é o novo líder da corrida, como é primeiro na classificação dos pontos. Será agora ele a "emprestar" a camisola verde a um corredor também da Euskaltel-Euskadi.

Desta feita, Lobato, o espanhol nem apareceu no sprint e foi o companheiro, Mikel Aristi quem procurou a vitória. Foi segundo na etapa e ocupa a mesma posição na geral e nos pontos.                                                                                                                                      

Para completar a mudança em todas as classificações individuais, o holandês Alex Molenaar (Burgos-BH) assumiu a liderança na juventude, depois do quarto lugar na etapa e veste agora a Camisola Branca FGil.pt. Já a Euskaltel-Euskadi continua como a melhor na classificação por equipas.

A longa etapa teve Diogo Narciso (Sicasal-Miticar-Torres Vedras), André Santos (Almodôvar-Delta Cafés-Crédito Agrícola) - segundo dia com a equipa alentejana a ter um corredor na fuga - e o japonês Masahiro Ishigami (Nippo-Provence-PTS Conti) a escaparem do pelotão logo nos primeiros quilómetros da corrida.

Rapidamente se percebeu que o pelotão ia controlar à distância. O trio foi discutir as metas volantes e o prémio de montanha. Narciso venceu duas, Santos uma. Ishigami estava interessado na Camisola Preta E-Redes, da montanha e cumpriu a missão. Só a cerca de 30 quilómetros da meta, a fuga foi finalmente anulada por um pelotão de onde sairam ainda alguns elementos na tentativa de surpreender, mas o sprint em bloco compacto era o destino final da etapa.

 

Corrida Regressa ao Interior Alentejano

 

Ao terceiro dia de competição baixa a quilometragem, mas mantém-se a receita. Os sprinters poderão ter mais uma oportunidade, antes de um sábado potencialmente decisivo, com a dupla etapa (tirada de montanha de manhã e contrarrelógio individual à tarde).

Três metas volantes e uma contagem de montanha de quarta categoria vão preencher os 173,1 quilómetros, entre Álcacer do Sal e Mora, da Terceira etapa.

Fonte: Podium

“Tour/Começa a luta pela camisola amarela”


Por: Vasco Simões

O desporto dá sinais fortes de retoma e o mundo começa, pouco a pouco, a regressar à normalidade. O Tour de France volta a realizar-se no verão, depois de na última edição ter terminado apenas em setembro de 2020 devido à pandemia de Covid-19, e a expetativa é grande entre os fãs de ciclismo.

Em 2021, a 108.ª edição da Volta a França apresenta-se ambiciosa e, como sempre, extremamente desafiante para todos os ciclistas que nela participam. Vão ser três semanas de grande emoção e vai poder seguir tudo no Eurosport – A Casa do Ciclismo, em direto, e do quilómetro zero até à meta. São mais de 100 horas de transmissão em direto da prova rainha do ciclismo mundial com a análise de alguns dos melhores especialistas do mundo como Bradley Wiggins, Alberto Contador ou Juan Antonio Flecha. Em Portugal a equipa de comentadores é composta por Luís Piçarra, Paulo Martins, Olivier Bonanici, José Azevedo e Gonçalo Moreira.

O ‘Grand Départ’ do Tour 2021 acontece a 21 de junho em Brest, na região da Bretanha, algo que já não acontecia desde 2008 e termina a 18 de julho, nos Campos Elísios, em Paris. Ao todo, o pelotão enfrenta um total de 3.383 quilómetros divididos por 21 etapas e com apenas dois dias de descanso pelo meio. Como é habitual, a prova conta com muita montanha estando previstas passagens pelo Maciço Armoricano, Maciço Central, Alpes e Pirenéus. O traçado inclui ainda uma passagem pelo Principado de Andorra assim como dois contrarrelógios individuais. 

 

Sobre o Tour

 

Partida: Brest

Chegada: Paris

- 8 Etapas em Linha

- 5 Etapas de Média Montanha

- 6 Etapas de Alta Montanha (3 delas com chegada em alto – Tignes, Saint-Lary-Soulan col du Portet, Luz Ardiden)

- 2 Contrarrelógios individuais (5.ª etapa: 27km entre Changé e Laval Espace Mayenne; 20.ª etapa: 31km entre Libourne e Saint-Emilion)

- 2 Dias de Descanso

- Etapa mais longa – A 8.ª que liga Vierzon a Le Creusot com um total de 248km.

- Mont Ventoux a dobrar – 11.ª Etapa entre Sorgues e Malaucène inclui duas passagens pelo icónico Mont Ventoux, famoso pela sua paisagem ‘lunar’.

 

Etapas

 

26 de junho – Etapa 1: Brest - Landerneau, 187 km

27 de junho – Etapa 2: Perros-Guirec - Mûr-de-bretagne Guerlédan, 182 km

28 de junho – Etapa 3: Lorient - Pontivy, 182 km

29 de junho – Etapa 4: Redon - Fougères, 152 km

30 de junho – Etapa 5: Changé - Laval Espace Mayenne ITT, 27 km

1 de julho – Etapa 6: Tours - Châteauroux, 144 km

2 de julho – Etapa 7: Vierzon - Le Creusot, 248 km

3 de julho – Etapa 8: Oyonnax - Le Grand-Bornand, 151 km

4 de julho – Etapa 9: Cluses - Tignes, 145 km

5 de julho – Dia de Descanso

6 de julho – Etapa 10: Albertville - Valence, 186 km

7 de julho – Etapa 11: Sorgues - Malaucène, 199 km

8 de julho – Etapa 12: Saint-Paul-Trois-Châteaux - Nîmes, 161 km

9 de julho – Etapa 13: Nîmes - Carcassonne, 220 km

10 de julho – Etapa 14: Carcassonne - Quillan, 184 km

11 de julho – Etapa 15: Céret - Andorre-La-Vieille, 161 km

12 de julho – Dia de Descanso

13 de julho – Etapa 16: Pas de la Case - Saint-Gaudens, 169 km

14 de julho – Etapa 17: Muret - Saint-Lary-Soulan Col du Portet, 178 km

15 de julho – Etapa 18: Pau - Luz Ardiden, 130 km

16 de julho – Etapa 19: Mourenx - Libourne, 203 km

17 de julho – Etapa 20: Libourne - Saint-Emilion ITT, 31 km

18 de julho – Etapa 21: Chatou - Paris Champs-Elysées, 112 km

 

Do quilómetro zero até à meta só no Eurosport!

 

Em 2017, o Eurosport transmitiu pela primeira vez a totalidade das etapas do Tour do primeiro ao último quilómetro na televisão e on-line através da App do Eurosport. Desde então, os fãs têm acompanhado com ainda maior atenção todas as incidências da prova Rainha do ciclismo mundial.

A cada etapa, os fãs podem seguir o pelotão do quilómetro zero até à meta. O Eurosport oferece controlo total da experiência de visualização ao seu utilizador, podendo este assistir a cada momento da corrida, sem anúncios, onde e quando quiser, em qualquer um dos seus dispositivos móveis através a App do Eurosport.

 

Duelo de compatriotas

 

O Tour 2021 conta com 184 ciclistas de grande qualidade no pelotão, mas nem todos têm reais hipóteses de conquistar a camisola amarela. Entre os favoritos à vitória nesta edição da corrida francesa destacam-se à cabeça dois atletas: Tadej Pogačar e Primož Roglič.

O ciclismo esloveno vive um momento de grande euforia. Pogačar (UAE Team Emirates), está de regresso a França para defender o título conquistado em 2020. Já Roglič (Jumbo-Visma), tem contas a ajustar com o compatriota depois de no ano passado ter sido batido no contrarrelógio precisamente por Pogačar, deixando fugir o triunfo no Tour.

Mas, estas não são as únicas figuras de destaque na Volta a França 2021. O campeão de 2018, o galês Geraint Thomas, vai liderar uma equipa da INEOS Grenadiers fenomenalmente forte que inclui dois antigos campeões do Giro d'Italia, Richard Carapaz e Tao Geoghegan Hart, bem como o terceiro classificado do Tour 2020, Richie Porte.

Chris Froome está de volta ao Tour. Aos 36 anos, o britânico da Israel Start-Up Nation e quatro vezes da prova espera regressar ao seu antigo nível. Contudo será o canadiano Michael Woods a liderar a equipa para atacar a geral.

Nairo Quintana (Arkéa-Samsic), duas vezes vice-campeão do Tour, compete pela oitava vez na prova rainha e espera fazer um bom resultado assim como o colega colombiano e também vice-campeão Rigoberto Uràn, que vai liderar a EF Education-Nippo.

Já o britânico Mark Cavendish (Deceuninck-Quickstep), segundo ciclista com mais vitórias na história do Tour, pode fazer história e alcançar o recorde de 34 triunfos do belga Eddy Merckx.

Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix), Wout van Aert (Jumbo-Visma), Peter Sagan (Bora-Hansgrohe), Caleb Ewan (Lotto-Soudal), David Gaudu (Groupama-FDJ), Enric Mas (Movistar), Miguel Ángel López (Movistar), Julian Alaphilippe (Deceuninck-Quick-Step), Arnaud Démare (Groupama-FDJ), Michael Matthews (BikeExchange) ou André Greipel (Israel Start -Up Nation) são outros dos nomes fortes esperados nesta edição do Tour.

Rúben Guerreiro (EF Education – Nippo) e Rui Costa (UAE – Team Emirates) são os únicos portugueses no Tour 2021.

 

Olivier Bonamici - Comentador de Ciclismo do Eurosport

 

A pergunta que se impõe antes do Tour é a seguinte: será que um ciclista que não seja esloveno pode ganhar a Volta à França? Em princípio, não! Tadej Pogačar, o menino maravilha de 22 anos, será o favorito número 1. Na estreia ganhou o Tour 2020 de forma estrondosa. E, no início da nova temporada, mostrou que esse triunfo não foi um ‘acidente’. Pogačar conquistou a Volta aos Emirados Árabes Unidos e o Tirreno - Adriático esmagando a concorrência. O compatriota Primož Roglič será o seu principal adversário no Tour. O drama que viveu na última etapa do Tour 2020 marcou todos os adeptos da modalidade e Roglič quererá a vingança. Este ano, à imagem de Egan Bernal antes da Volta à Itália, Roglič optou por não competir, para estar pronto para o Tour. A última corrida de Roglič foi há quase dois meses na Liège-Bastogne-Liège.

Mas os dois eslovenos terão um outro adversário neste Tour 2021. Um adversário chamado INEOS! A equipa com o plantel mais rico do ciclismo mundial: Richie Porte, Geraint Thomas, Richard Carapaz e Tao Geoghegan Hart! Quem será o ciclista da Ineos melhor classificado na geral? Em princípio, Thomas será o líder da equipa britânica, mas a estrada irá ditar quem é realmente o melhor dos 4. Porte ganhou o Criterium du Dauphiné 2021, Carapaz a Volta à Suíça 2021 e Geoghegan Hart o Giro 2020! A INEOS pode ter a chave para vencer a corrida se jogar de forma inteligente conseguir colocar os egos de parte. Um filme de suspense que vamos acompanhar todos os dias no Eurosport!

 

José Azevedo - Comentador de Ciclismo do Eurosport

 

O Tour 2021 tem um percurso equilibrado que dá possibilidades a ciclistas de diferentes características de disputar as etapas. Logicamente que para conquistar a geral é preciso ser um bom trepador e esses especialistas são alguns dos favoritos. Mas com 58 quilómetros de contrarrelógio não basta ser forte na montanha e é preciso igualmente ser um bom contrarrelogista.

Na minha opinião as etapas-chave deste Tour 2021 são as duas de contrarrelógio (5.ª e 20.ª), e três de montanha em particular (9.ª em Tignes, 11.ª no Mont Ventoux, 17.ª em Col du Portet e 18.ª em Luz Ardiden).

Os principais favoritos são Tadej Pogačar e Primoz Roglič, mas a equipa da INEOS tem um bloco muito forte, com vários ciclistas que são opção à geral e podem jogar a corrida a seu favor. Estou muito curioso para ver o rendimento de Primoz Roglič, visto que chega ao Tour com mais de dois meses sem competição.

 

Paulo Martins - Comentador de Ciclismo do Eurosport 

 

A 108.ª edição do Tour de France será a prova mais aberta dos últimos 20 anos, com a incerteza do vencedor final provavelmente até ao contrarrelógio da etapa 20.

Temos a presença de 10 ex-vencedores de Grandes Voltas: Tadej Pogačar e Primoz Roglič, Richard Carapaz, Geraint Thomas e Tao Geoghen Hart, Simon Yates, Alejandro Valverde, Chris Froome e Nairo Quintana.

Os eslovenos, Pogačar e Roglič são os meus favoritos, rodeados de excelentes corredores na montanha. O mesmo pode dizer-se da INEOS e Movistar. Se se juntar ainda, Rigoberto Uran, Bauke Mollema, Esteban Chaves, Rafal Majka, Steven Kruijswijk, Enric Mas, Miguel Angel Lopez, Wilco Kelderman, Richie Porte e Thomas De Gendt, todos ciclistas que terminaram no pódio de Grandes Voltas, então temos a garantia de que este Tour 2021 vai ser um grande espetáculo!

Fonte: Discovery Networks

“Iúri Leitão da TAVFER-MEASINDOT-MORTÁGUA foi o vencedor da 2ª etapa da Volta ao Alentejo/1º Grande Prémio CMTV, e é novo Camisola Amarela”


O filme da etapa:

Segunda etapa da alentejana que ligou Almodôvar a Sines numa extensão de 195,5 quilómetros

 

Por: José Morais

Fotos: Podium

A segunda 2ª etapa da 38ª Volta ao Alentejo/1º Grande Prémio CMTV levava Juan Jose Lobato (Euskaltel-Euskadi) de amarelo, numa tirada de 195,5 quilómetros. Almodôvar era o ponto de partida às (10h50) e a meta estava em Sines, com chegada prevista para cerca das 16h


Eram 10h53, está na estrada a segunda etapa da 38ª Volta ao Alentejo/1º GPCMTV. 195,5 quilómetros entre Almodôvar e Sines, Juan Jose Lobato vestia a Camisola Amarela Sociedade Ponto Verde e liderava a classificação dos pontos (Camisola Verde Crédito Agrícola). Iúri Leitão (Tavfer-Measindot-Mortágua), era segundo classificado, vestia a camisola verde na 2ª etapa, e a  Euskaltel-Euskadi liderava por equipas, Fábio Costa (Efapel) era o líder da juventude, vestindo a Camisola Branca FGil .pt. Patrick Videira (Fortunna-Maia) era o dono da Camisola Preta E-Redes, símbolo da montanha.


Na primeira tentativa de fuga saiam, Masahiro Ishigami (Nippo-Provence-PTS Conti), Diogo Narciso (Sicasal-Miticar-Torres Vedras) e André Santos (Almodôvar-Delta Cafés-Crédito Agrícola), estavam a 1:10 minutos do pelotão, ainda se estava dentro dos 10 quilómetros iniciais, e ao quilómetro 10,5 a diferença do trio da frente para o pelotão subia para 2:30 minutos, e às 11h33, ao quilómetro 15,5 a fuga já tinha 4:45 minutos de vantagem, na fuga estavam, Diogo Narciso (Sicasal-Miticar-Torres Vedras) 51º na geral com o mesmo tempo que o 1º, Lobato (Euskaltel-Euskadi); Masahiro Ishigami (Nippo-Provence-PTS Conti), 63º, também com o mesmo tempo do líder; André Santos (Almodôvar-Delta Cafés-Crédito Agrícola), 92º a 52 segundos


A meta Volante em Ourique surgia aos 16,6 quilómetros, a ser 1º Diogo Narciso (Sicasal-Miticar-Torres Vedras), 2º André Santos (Almodôvar-Delta Cafés-Crédito Agrícola), 3º Masahiro Ishigami (Nippo-Provence-PTS Conti), e a diferença do trio da frente estava com 11:15 minutos, entretanto Juan Jose Lobato (Euskaltel-Euskadi) tranquilo no dia em que vestia a Camisola Amarela Sociedade Ponto Verde, cumprindo-se, entretanto, a primeira hora de corrida com uma média de 44,4 quilómetros.


Entretanto Diogo Narciso (Sicasal-Miticar-Torres Vedras) sofria uma avaria e descolava da frente da corrida. Tentava regressar, estava a 15 segundos para a frente, mas Diogo Narciso (Sicasal-Miticar-Torres Vedras conseguia estar novamente na frente da corrida com André Santos (Almodôvar-Delta Cafés-Crédito Agrícola) e Masahiro Ishigami (Nippo-Provence-PTS Conti), e ao quilómetro 50 a diferença entre a frente da corrida e o pelotão caia para os 9:30 minutos.

A segunda meta volante do dia, surgia em Odemira a 77,7 quilómetros, com o 1º a ser André Santos (Almodôvar-Delta Cafés-Crédito Agrícola), 2º Diogo Narciso (Sicasal-Miticar-Torres Vedras), 3º Masahiro Ishigami (Nippo-Provence-PTS Conti), e o Prémio da Montanha surge ao 80,7 quilómetros, e o 1º era Masahiro Ishigami (Nippo-Provence-PTS Conti), 2º Diogo Narciso (Sicasal-Miticar-Torres Vedras), 3º André Santos (Almodôvar-Delta Cafés-Crédito Agrícola), e na passagem do Prémio de Montanha de quarta categoria, a diferença entre o trio da frente e o pelotão era de 6:35 minutos.


Reinava a boa disposição no pelotão! Miguel Salgueiro mostrava isso mesmo, o ciclista da LA Alumínios - LA Sport era terceiro na Juventude, com o mesmo tempo que o líder, Fábio Costa (Efapel). Às 13h55, o pelotão reduzia a diferença, ao quilómetro 102,5 havia quatro minutos para a frente da corrida, relembrava-se, entretanto, que João Rodrigues (W52-FC Porto) tinha sido o último vencedor da Volta ao Alentejo, em 2019, que não está na corrida, e Rui Vinhas era o dorsal 1, não era inédito para este ciclista ser o número 1, afinal venceu a Volta a Portugal em 2016.

Ao quilómetro 126 o pelotão ia controlando a fuga, a diferença era de 4:30 minutos, e às 14h47, o tempo ia caindo, com cerca de 60 quilómetros para a meta, a diferença baixava dos quatro minutos, para os 3:55, e a Eukaltel-Euskadi estava a liderar o pelotão, defendendo a camisola amarela, André Santos (Almodôvar-Delta Cafés-Crédito Agrícola) perdia o contacto com a frente da corrida, e o pelotão estava a 3:20 minutos do duo que se mantém na liderança da segunda etapa.


Na 3ª e última meta volante do dia, em 1º cortava Diogo Narciso (Sicasal-Miticar-Torres Vedras), 2º Masahiro Ishigami (Nippo-Provence-PTS Conti), 3º André Santos (Almodôvar-Delta Cafés-Crédito Agrícola), e faltavam menos de 50 quilómetros para o final e a diferença caia para os 3:10 minutos na meta volante, diferença está que aumentava, eram 3:55 minutos, quando faltam cerca de 40 quilómetros para a meta em Sines.

Entretanto a Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel assumia a liderança do pelotão e a Kern Pharma também ajudava, e a diferença para a frente caia drasticamente, a 25km da frente era de 2:25 minutos, e continuava a cair para 1:35 minutos, e as equipas já começavam a pensar no sprint em Sines, e `*as 15:56, a 20 quilómetros para a chegada, a diferença para o pelotão era de um minuto apenas


Entretanto a Efapel estava na frente do pelotão, a diferença era de 25 segundos, e o pelotão ficava compacto a 15 quilómetros da meta, era altura de preparar o sprint, foram 179 quilómetros em fuga, o pelotão estava finalmente compacto, esperava-se  ver quem era o vencedor da 2ª Etapa da 38ª Volta ao Alentejo / 1º Grande Prémio CMTV, mas entretanto Jaime Castrillo (Kern Pharma) e Afonso Silva (Rádio Popular-Boavista) tentavam surpreender o pelotão e ganhavam uma pequena vantagem, estava-se a 10 quilómetros para a meta e a diferença era de apenas 20 segundos, com Johan Knotten, da Nippo-Provence-PTS Conti a juntar-se também à frente da corrida, com 15 segundos de vantagem.


Estamos no final da etapa, eram 16:16 e entrava-se nos últimos 3 quilómetros para achegada à meta em Sines, o pelotão estava compacto, entrava-se na reta da meta, e num sprinte emocionante, Iúri Leitão da TAVFER-MEASINDOT-MORTÁGUA, corta a meta em primeiro, e é o vencedor a 2ª Etapa da 38ª Volta ao Alentejo / 1ª GP CMTV.

O português Iúri Leitão (TAVFER-MEASINDOT-MORTÁGUA) foi primeiro, é o novo Camisola Amarela Sociedade Ponto Verde.

Comentários da prova: Podium