sábado, 28 de fevereiro de 2026

“Hoje vamos recordar…”


Por: José Morais

Hoje é tempo de recordar mais um grande evento, que por muitos anos marcou a modalidade, o passeio de Ferreira do Alentejo, que apesar de longe para muitas equipas e amantes da modalidade, e de na zona não haver assim tantos passeios de cicloturismo, este era um preferido de muitos, e em 2002, juntou cerca de 350 participantes, um número muito positivo, tomando em conta a área em que o mesmo era realizado.

Foi mais um grande passeio que ficou pelo caminho, como muitos outros, e numa altura que existem imensas dificuldades na modalidade, e quando vamos entrar em março, e os calendários dos passeios estão praticamente vazios em relação a outros anos, que se pode pensar, e que ideia se pode colocar em cima da mesa, será este ano a extinção da modalidade que tem morrido ao longo dos anos sem se fazer algo para lhe voltar a dar vida, destaque que a mesma merece?

Ficamos aguardando, e por agora recordemos um grande passeio realizado há 24 anos, numa reportagem minha feita para a Revista Super Ciclismo nos tempos áureos do cicloturismo em Portugal.

“Não conseguia limpar o rabo” Mads Pedersen recorda as lesões com humor e dá conta da recuperação rumo às clássicas”


Por: Miguel Marques

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As clássicas do empedrado arrancaram oficialmente, mas sem um dos protagonistas de 2025: Mads Pedersen. O corredor da Lidl-Trek recupera das lesões sofridas numa queda a alta velocidade na Volta à Comunidade Valenciana, que não só comprometeu a sua campanha da primavera, como também a vida em casa.

“Íamos a 70, 75 quilómetros por hora. Numa ligeira curva à esquerda, alguns tocaram-se e seguiram em frente. Eu não tinha escolha e tive de ir pelo talude”, disse Pedersen no podcast da Lidl-Trek. “Vi muitos arbustos e esperei por uma aterragem suave, mas caí cerca de um metro em cima das pedras”.

O resultado foi um pulso fraturado e uma clavícula fraturada. Longe das câmaras de TV, o dinamarquês abandonou a corrida e iniciou a sua época de 2026 da pior forma. “Depois pensas ‘fogo, se parti as costas…’ Não estás a pensar em voltar à bicicleta, estás a pensar quão grave pode ser”. O diagnóstico apontou para várias semanas sem pedalar e um prazo incerto para regressar à competição.

No seu humor habitual, Pedersen destacou um problema improvável decorrente das fraturas: “Não conseguia limpar o rabo, pá. Parti o pulso esquerdo e tinha o braço engessado até acima do cotovelo. E a clavícula direita estava partida, por isso tinha o braço ao peito”, explicou. “Estive cinco dias sem conseguir fazer cocó. Quando aconteceu, foi um parto difícil”.

 

Regresso aos treinos

 

Desde então, o dinamarquês já voltou aos treinos na estrada, semanas antes do previsto, uma excelente notícia para a equipa alemã. Ainda assim, Pedersen mantém a cautela quanto ao que pode fazer e ainda não cumpre as horas ideais na estrada: “Eles passam seis horas por dia juntos na bicicleta, eu faço um pouco menos”. Quer, porém, voltar a competir dentro do próximo mês. “Se não acreditássemos nisso, eu não me andava a matar no rolo em casa”.

Faltam cinco semanas para a Volta à Flandres, margem que ainda permite evoluir. O dinamarquês está atualmente em Maiorca a treinar com vários colegas, mas não é claro quando poderá regressar à competição, nem se provas duras e trepidantes como a Flandres e, sobretudo, Paris-Roubaix são viáveis logo após uma fratura no pulso.

“Por isso é que não devemos entusiasmar-nos demasiado. Estamos a esticar os limites do possível”, avisa. “Não sabemos como o meu corpo vai reagir. Se fizer as clássicas, serão as minhas primeiras corridas. Sem ritmo competitivo antes, é uma grande incógnita como estarão as minhas pernas”.

“Resultados Omloop Het Nieuwsblad Feminina 2026: Demi Vollering bate Kasia Niewiadoma ao sprint para selar a vitória”


Por: Miguel Marques

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Demi Vollering venceu a Omloop Het Nieuwsblad 2026 depois de forçar a seleção decisiva no Muur de Geraardsbergen e bater Katarzyna Niewiadoma num sprint a duas em Ninove.

Uma Clássica tensa e de desgaste, moldada pelo vento lateral e por várias quedas, acabou por reduzir-se a um duelo entre duas das melhores especialistas de um dia do pelotão.

A corrida não se decidiu pela paciência, mas pela força.

 

Queda redefine o final antes da seleção no Muur

 

Mais cedo, uma fuga de quatro com Lea Lin Teutenberg, Britt de Grave, Jony van den Eijnden e Emilie Fortin animou a fase inicial, levando a vantagem para além dos três minutos antes de o pelotão apertar gradualmente o controlo ao aproximar-se das colinas flamengas.

Um segundo quarteto formou-se depois no Leberg, com Nina Berton, Elise Chabbey, Eleonora Gasparrini e Kamilla Aasebo a construírem uma vantagem de um minuto. Atrás, a Team SD Worx Protime assumiu responsabilidades, posicionando-se para Lotte Kopecky e Lorena Wiebes quando a corrida entrou no terreno decisivo.

A estrutura mudou por completo a pouco menos de 30 quilómetros do fim.

Uma queda em massa no meio do pelotão derrubou várias ciclistas, incluindo Zoe Backstedt e Chiara Consonni, partindo o grupo e baralhando as posições antes do Muro. Na confusão que se seguiu, a superioridade numérica alterou-se e a margem de erro desapareceu.

Quando a corrida atingiu as pedras do Muur de Geraardsbergen, Vollering acelerou de forma decisiva.

A neerlandesa impôs uma seleção de elite na zona mais íngreme. Anna van der Breggen e Nina Berton cederam à medida que o movimento se afiava. Lotte Kopecky não estava no grupo da frente, indício de que ficara retida após a queda anterior.

 

Bosberg sela o duelo

 

No Bosberg, Vollering voltou a aumentar o andamento para tentar distanciar a polaca. Niewiadoma passou o topo logo atrás, mas manteve o contacto e, juntas, abriram uma vantagem clara sobre a perseguição fragmentada.

Atrás, a organização nunca estabilizou por completo. A FDJ United SUEZ e a Canyon SRAM zondacrypto tinham as líderes comprometidas na frente, enquanto a SD Worx Protime ficou a perseguir com influência reduzida.

A dez quilómetros do fim, a diferença rondava os 25 segundos. A aproximação final a Ninove não oferecia mais subidas, apenas estradas expostas e uma entrada rápida na meta.

O desfecho decidir-se-ia frente a frente. Dentro do último quilómetro, Vollering comandou o sprint. Niewiadoma ficou na roda, mas não conseguiu passar quando a neerlandesa lançou o esforço a 200 metros da linha.

Vollering cortou a meta em primeiro, somando a terceira vitória da época e o seu primeiro triunfo na Omloop Het Nieuwsblad.

Atrás, o primeiro grupo perseguidor sprintou pelo terceiro lugar, liderado por ciclistas da FDJ United SUEZ e da Team SD Worx Protime, mas a corrida já se decidira nas pedras do Muro.

Depois de um dia marcado por vento lateral, quedas e tensão tática, foi um momento de clareza na rampa mais dura de Geraardsbergen que determinou a vencedora.

Duas ciclistas isoladas. Uma aceleração decisiva. Demi Vollering fez valer o golpe.

Ficha Técnica

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