domingo, 26 de abril de 2026

“Artem Nych conquista GP O Jogo após vencer a última etapa”


Fotos: Miguel Pereira / O Jogo

Artem Nych (Anicolor / Campicarn) conquistou este domingo, pelo segundo ano consecutivo, o Grande Prémio O Jogo / Leilosoc, após vencer a quarta e última etapa, batendo ao sprint Tiago Antunes (Efapel Cycling). Ambos completaram os 137,3 quilómetros do trajeto, com partida e chegada em Paredes, em 3h19m26s.

O francês Alexis Guérin (Anicolor / Campicarn) chegaria três segundos depois, sendo Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) o quarto classificado do dia, a sete segundos do vencedor.

A quarta e última etapa arrancou em Paredes com 87 ciclistas à partida, onde os primeiros 14 da Classificação Geral estavam separados por apenas 10 segundos. Adivinhava-se um dia tenso e nervoso. Assim foi.

Após várias movimentações iniciais, aos 35 quilómetros consolidou-se uma fuga com oito atletas, que se isolaram na frente. Conseguiram uma vantagem próxima dos dois minutos para o pelotão. A velocidade era elevada, com a primeira hora a registar 42,8 quilómetros de média.


Foi a Anicolor / Campicarn que assumiu a perseguição, contribuindo para anular a fuga na primeira passagem pela meta. Nesta fase, o pelotão dividiu-se e o grupo da frente, no qual seguia o então Camisola Amarela, Hugo Nunes (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), alcançou os escapados. Contudo, nos 25 quilómetros finais, na primeira das duas contagens de montanha de terceira categoria do dia, o então líder descolou e perdia a hipótese de lutar pela vitória final.

A montanha fez a seleção natural e deixou em cabeça de corrida Nych e o colega Guérin, Tiago Antunes e Pedro Pinto (Efapel Cycling), Pedro Silva e Emanuel Duarte (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), que seguiam isolados após as subidas, com 40 segundos para os perseguidores. Não havia dúvidas que deste sexteto, já bem perto da meta, sairia o vencedor final.

Artem Nych, Alexis Guérin e Tiago Antunes conseguiam fugir, com o francês a ficar para trás. O russo atacou, mas foi apanhado por Antunes, seguindo os dois na frente. Do duelo foi o campeão em título que se revelou mais forte, conseguindo fazer o bis na prova e superando o vencedor da Volta ao Alentejo.

No topo da Geral ficou Artem Nych, com Tiago Antunes a três segundos e Alexis Guérin a 10 segundos, em terceiro lugar. Antunes venceu a Geral por Pontos.

Nas restantes classificações, foi coroado Rei da Montanha João Silva (Feira dos Sofás-Boavista) e Rafael Durães (Efapel Cycling) vestiu a Camisola da Juventude, que estava na posse de Duarte Domingues desde a primeira etapa. Contudo, em virtude de uma queda hoje, o corredor da Credibom-LA Alumínios-Marcos Car acabaria por desistir. Nas Metas Volantes foi o colega de equipa, João Martins, que confirmou a liderança. A Geral por Equipas ficou com a Anicolor / Campicarn.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Ciclista de 19 anos põe o dedo na ferida: "Para se conseguir uma boa adaptação de júnior para sub-23 temos de sair de Portugal"


Por: Miguel Marques

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Adrián Quintela Pacho tem um nome que denuncia raízes além-fronteiras, mas o percurso que está a construir no ciclismo faz-se com ambição bem definida e com Portugal sempre presente. Filho de mãe espanhola, nasceu em Andorra, mas cresceu em Braga, cidade onde também criou laços. Tem apenas 19 anos, começou tarde no ciclismo competitivo, mas já soma resultados que mostram que o caminho escolhido pode levá-lo longe.

Antes de se dedicar às bicicletas, foi o futebol que ocupou grande parte do seu tempo. A pandemia acabou por afastá-lo do desporto durante algum tempo e só aos 17 anos decidiu experimentar o ciclismo de forma mais séria. A aposta revelou-se acertada. Em pouco tempo destacou-se com a camisola do CC Barcelos, chegando mesmo ao título de vice-campeão nacional de juniores e conquistando a oportunidade de representar Portugal num Campeonato da Europa.

Desde a temporada passada, integra a equipa galega Supermercados Froiz, um passo que considera determinante para a evolução enquanto corredor. A decisão de atravessar a fronteira não foi por acaso, foi pensada desde cedo como parte do seu plano. "Sempre quis sair de Portugal, era o meu objetivo desde que entrei no ciclismo", conta ao Jornal O Jogo.

Para o jovem corredor, a transição do escalão júnior para sub-23 continua a ser um dos maiores desafios para quem quer fazer carreira. A falta de competições específicas em Portugal pesa nas decisões dos atletas que procuram evoluir. "Para se conseguir uma boa adaptação de júnior para sub-23 temos de sair de Portugal. Cá é um salto muito grande, depois de juniores vamos diretamente competir com profissionais. É um problema que temos, poucas corridas do escalão sub-23", explica Pacho.

A escolha pela formação galega acabou por reunir vários fatores positivos: proximidade geográfica, qualidade competitiva e um calendário que permite ganhar experiência em diferentes contextos. "Muito contente por estar numa equipa que é perto de casa, tem um nível alto para o escalão e permite, além de ter algumas corridas em Portugal frente aos profissionais, fazer o calendário espanhol de sub-23", acrescenta.

No plano desportivo, Adrián olha para alguns exemplos dentro do pelotão como referências importantes para o seu crescimento. Um dos nomes que mais o inspira é o poveiro Lucas Lopes, atualmente a representar a Efapel Cycling, de José Azevedo, cuja trajetória acompanha com atenção. "Uma inspiração, porque esteve numa equipa profissional, deu um passo atrás para correr pelos Supermercados Froiz, está agora na Efapel e já tem valor para uma equipa estrangeira de topo", destaca.

Dentro da estrada, define-se de forma simples, mas com margem para evoluir. Ainda em fase de crescimento físico e competitivo, sabe que o seu perfil pode ganhar novas características com o passar dos anos. "Sou um trepador. Mas sou jovem e ainda posso mudar muito", assume.

Nesta fase da carreira, os objetivos passam por ganhar experiência e afirmar-se gradualmente no pelotão sub-23. A próxima meta já está bem identificada: destacar-se na Volta a Portugal do Futuro, uma corrida que encara como oportunidade para mostrar o que vale. Já no GP O Jogo, competição que decorre por estes dias, o foco está sobretudo em aprender e ganhar ritmo competitivo, sem pressão excessiva por resultados imediatos.

Apesar da juventude, as ambições estão bem definidas e não escondem a dimensão do sonho que alimenta desde que decidiu apostar no ciclismo. "O meu sonho é chegar ao World Tour, ou a uma equipa Pro Continental. Poder fazer uma Grande Volta é outro sonho e neste momento corro com esse objetivo. Não estou a pensar vir para uma equipa portuguesa. Temos de pensar e acreditar em grande para podermos alcançar os objetivos", afirma.

“Resultados 4a etapa da Volta às Astúrias 2026: Nairo Quintana conquista a primeira vitória numa geral em 4 anos; o mexicano Edgar Cadena alcança a segunda consecutiva”


Por: Miguel Marques

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Nairo Quintana confirmou a vitória final na Volta às Astúrias 2026, à frente de Adrià Pericas e do seu colega da Movistar Team, Diego Pescador. O mexicano Edgar Cadena venceu a 4ª etapa, a segunda consecutiva, somando assim metade dos triunfos da prova.

A “Vueltina” fechou fiel ao seu desenho: terreno implacável, corrida tática e final emocionante em Oviedo. A etapa derradeira, 152 quilómetros de Lugones até à capital asturiana, confirmou dois nomes em destaque: Cadena e Quintana.

A corrida foi nervosa desde o tiro de partida. Após várias tentativas iniciais, com Viktor Bugaenko como primeiro agitador, consolidou-se depois do quilómetro 100 uma fuga consistente com Ugarte, Heidemann, Layrac, Meijers e Pérez-Landaluce. O grupo ganhou mais de dois minutos num traçado favorável a este tipo de movimento.

Ainda assim, o pelotão manteve tudo sob controlo. A UAE Team Emirates - XRG trabalhou para Adrià Pericas, enquanto a Movistar Team protegeu com firmeza a liderança de Nairo Quintana. A diferença caiu de forma constante até a fuga ser alcançada no Alto de El Padrún, a 19 quilómetros da meta.

Álvaro Sagrado tentou mexer antes do obstáculo seguinte, mas o ritmo da Movistar, com Pelayo Sánchez e Diego Pescador, neutralizou cada investida antes da ascensão decisiva a La Manzaneda. A 11 quilómetros do fim, a formação espanhola apertou definitivamente.

Em San Esteban de las Cruces, já dentro dos 10 quilómetros finais, começou a última batalha. Nairo Quintana assumiu desde a base da subida, aumentou o ritmo e foi reduzindo o grupo. O primeiro ataque sério partiu de Adrià Pericas, respondido de imediato pelo colombiano e por Pescador.

A partir daí, seguiu-se um vaivém constante de ataques. Edgar Cadena esteve entre os mais persistentes: tentou primeiro sem sucesso, marcado de perto pelos favoritos, mas a oito quilómetros do fim escolheu o momento certo. Ao terceiro ataque abriu finalmente um espaço, aproveitando a hesitação na perseguição.

Atrás, Pericas tentou quebrar Quintana com uma aceleração contundente a seis quilómetros da meta, mas o líder respondeu com solidez. O catalão ainda distanciou brevemente o colombiano na rampa final, sem, contudo, criar um fosso decisivo.

Enquanto isso, Cadena coroou a subida na frente e mergulhou rumo a Oviedo com alguns segundos que se revelaram suficientes. Nem a colaboração tardia entre Pericas, Quintana, Juaristi e Díaz conseguiu trazer de volta o mexicano.

Nos quilómetros finais, os favoritos reorganizaram-se, mas a diferença não cedeu. Edgar Cadena cortou a meta isolado, rubricando o segundo triunfo consecutivo na corrida asturiana.

Atrás, Nairo Quintana geriu sem sobressaltos para garantir a geral, iniciada com uma almofada de 31 segundos. O colombiano não só resistiu aos ataques de Pericas, como impôs autoridade quando mais importava, amparado por uma sólida Movistar Team.

A classificação geral final da Volta às Astúrias confirmou o triunfo de Nairo Quintana, com Adrià Pericas em segundo e o pódio selado após um dia de máxima exigência.

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