sexta-feira, 1 de maio de 2026

“Tiago Antunes é o primeiro líder do 10.º Grande Prémio Anicolor”

 


Fotos: Paulo Gaudêncio / GP Anicolor

Tiago Antunes (Efapel Cycling) é o vencedor da primeira etapa do Grande Prémio Anicolor e o primeiro Camisola Amarela da 10.ª edição da prova. O corredor do Bombarral impôs-se hoje ao sprint, em Oliveira do Bairro, naquela que foi a mais longa das tiradas, num total de 177,8 quilómetros.

O vencedor da Volta ao Alentejo concluiu o percurso em 4h37m50s, o mesmo tempo do segundo classificado, Xabier Berasategi (Euskaltel-Euskadi) e do colega de equipa Diogo Gonçalves (Efapel Cycling), que seria o terceiro classificado do dia.


A primeira etapa partiu de Porto de Mós, para uma viagem longa e animada por uma fuga que se deu logo aos sete quilómetros, composta por um sexteto: Juan Barboza (China Anta- Mentech Cycling Team), Diogo Pinto (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car), Juan Alba (Nu Colombia), Stian Landsberg (Óbidos Cycling Team), Daniel Dias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) e Miguel Salgueiro (Team Tavira-Crédito Agrícola).


A vantagem dos seis fugitivos nunca foi além dos quatro minutos, terminando a fuga a cerca de 45 quilómetros da chegada, na aproximação ao penúltimo Prémio de Montanha do dia, de segunda categoria. Este foi o momento que assinalou uma nova história na corrida. Com o acumular dos quilómetros e a dureza de mais uma subida, o pelotão partiu, ficando um grupo na frente, com 32 elementos, que reuniu os principais favoritos à vitória.


Pouco depois do pelotão fracionar, Javier Jamaica (Nu Colombia) atacou e pedalou os últimos 30 quilómetros da etapa isolado. Seria alcançado no quilómetro final, com o pelotão a chegar compacto à linha da meta, onde se discutiu a vitória ao sprint, com o triunfo de Tiago Antunes.

Nas contas da geral, o corredor da Efapel Cycling está agora na liderança, a quatro segundos de Xabier Berasategi e a seis segundos de Diogo Gonçalves.

Tiago Antunes, além da liderança da geral individual, comanda também a geral dos Pontos e o Combinado, que premeia o corredor mais regular. Nas restantes classificações, Miguel Salgueiro está na frente da geral da Montanha, das Metas Volantes e dos Pontos Quentes. O melhor jovem, que envergará amanhã a Camisola Branca, é Rúben Rodrigues (Feira dos Sofás-Boavista). Quanto à geral coletiva, é a Efapel Cycling que comanda.

Amanhã o Grande Prémio Anicolor prossegue com a segunda etapa, que parte de Oiã, da sede da Anicolor - Sistemas de Alumínio, às 12h50, em direção à Praia da Costa Nova, em Ílhavo. Trata-se da viagem mais plana desta edição, com um total de 169,9 quilómetros, prevendo-se uma chegada em pelotão compacto para cerca das 17h00.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Seleção Nacional de Pista disputa GP Junek Velodromes na República Checa”


A Seleção Nacional de Pista chegou hoje a Praga, República Checa, para disputar o Grande Prémio Junek Velodromes, com provas que vão realizar-se em velódromo aberto, entre amanhã e domingo, dias 2 e 3 de maio. Daniela Campos será a única representante lusa nesta competição.

No sábado, a atleta portuguesa vai enfrentar as exigentes quatro provas que compõe o programa de Omnium: Scratch, Tempo Race, Eliminação e Corrida por Pontos. Já no domingo, segundo dia da competição, Daniela Campos vai disputar as provas de Scratch e Pontos.


“A nossa participação enquadra-se no programa e plano de desenvolvimento elite de pista e pontuação para o ranking UCI de pista. As competições em velódromos abertos de betão têm exigências e diferenças para as pistas cobertas de piso de madeira, precisamos deste tipo de provas para desenvolver competências e obtermos neste contexto bons níveis de desempenho, aproveitando o melhor possível o calendário internacional de pista”, avançou o Selecionador Nacional de Pista, Gabriel Mendes.


O Grande Prémio Junek Velodromes, que conta para o ranking UCI de pista, será a primeira competição nesta incursão da Seleção Nacional de Pista pela República Checa.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“A maioria das mulheres ganha menos de 10 mil dólares por ano... ficam em hotéis manhosos” Patrão da Trek critica fosso de prémios monetários entre géneros no ciclismo”


Por: Miguel Marques

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

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A Trek pagou mais de 300 000 dólares nos últimos anos para colmatar lacunas nos prémios para as suas ciclistas, intervindo em corridas onde os pagamentos continuam substancialmente inferiores aos do pelotão masculino.

Entre 2021 e 2025, o fabricante norte-americano contribuiu com cerca de 308 000 dólares em complementos para a equipa Lidl-Trek, cobrindo a diferença em provas onde as recompensas financeiras não igualavam as disponíveis nas corridas masculinas equivalentes.

 

Diferenças nos prémios ainda visíveis em 2026

 

Essas disparidades continuam claras em 2026. Na Liege-Bastogne-Liege Feminina, o valor total de prémios ficou ligeiramente acima dos 22 000 €, contra 50 000 € na corrida masculina realizada no mesmo dia.

A nível individual, a diferença é igualmente marcada. Um sexto lugar na corrida feminina rendeu cerca de 400 € em prémios oficiais, contra aproximadamente 1500 € para a mesma posição no evento masculino. Nesse cenário, a Trek intervém para cobrir o défice, acrescentando cerca de 1100 €.

No contexto mais amplo das Clássicas da Primavera, estes números evidenciam a dimensão do fosso. No masculino, os principais corredores somaram valores de cinco dígitos no mesmo bloco de provas, com Tadej Pogacar a aproximar-se dos 100 000 € apenas em prémios na primavera, e tanto Mathieu van der Poel como Wout van Aert a acumularem também totais substanciais.

 

“Ninguém quer saber”: Burke sobre a origem da abordagem da Trek

 

Em declarações à Fortune, o CEO da Trek, John Burke, explicou a lógica por detrás da iniciativa. “Uma das coisas que fazemos enquanto empresa de bicicletas é tentar fazer a diferença no mundo”, afirmou.

Recordou também as condições que encontrou quando a equipa estava a ser montada, após uma visita a corridas europeias. “Disse: ‘Estive agora na Europa e é embaraçoso. A maioria das mulheres ganha menos de 10 000 dólares por ano. Andam com bicicletas em segunda mão. Ficam em hotéis manhosos. Voam na véspera da corrida. Ninguém quer saber’”.

 

Construir uma equipa em pé de igualdade

 

Desde o início, a Trek quis oferecer às ciclistas um apoio comparável ao dos homens. “Dissemos que íamos tratar as mulheres da mesma forma que os homens são tratados”, afirmou Burke. “Vamos pagar salários dignos, dar o melhor equipamento, garantir grande treino. Vamos cuidar delas tão bem como cuidamos dos homens”.

Lizzie Deignan, que se juntou à equipa estando grávida apesar de ser então número um do mundo, destacou o impacto dessa abordagem. “Ser profissional em todos os sentidos é transformador em termos de rendimento”, destacou. “Não há maneira de alguém que acumula todas as tarefas extra de um segundo emprego conseguir render ao nível de quem está a tempo inteiro”.

Acrescentou: “Senti-me incrivelmente grata à Trek pela oportunidade de integrar a equipa, porque quando anunciei que estava grávida, não sabia qual seria o meu futuro na modalidade. Apesar de ser número um do mundo na altura, não tinha uma equipa segura”.

 

Um fosso que continua a moldar a modalidade

 

Apesar dos progressos dos últimos anos, o fosso financeiro entre provas comparáveis continua evidente. O total de prémios mantêm diferenças significativas entre eventos masculinos e femininos, deixando a equipas e patrocinadores parte do esforço para colmatar a distância.

“A coisa mais importante que fazemos é dar o exemplo”, disse Burke. “O impacto da Trek no ciclismo feminino não é só a equipa Trek. São todas as equipas que viram o que a Trek estava a fazer e implementaram grandes mudanças”.

“Demasiada gente está focada no curto prazo e no que recebe”, acrescentou. “Fazer o bem constrói uma marca ao longo de muito tempo”.

Os números das Clássicas da Primavera mostram que houve evolução, mas também que o fosso que a Trek se propôs enfrentar ainda não foi fechado.

Ficha Técnica

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