terça-feira, 14 de abril de 2026

“João Almeida acelera preparação para o Giro: português afina crono em Valência e aponta à luta com Vingegaard”


Por: José Morais

A contagem decrescente para o Giro d’Itália já começou e João Almeida está a viver semanas decisivas. O melhor voltista português da atualidade escolheu Valência, Espanha, como base de operações para afinar cada detalhe do contrarrelógio que poderá marcar o seu desempenho na edição deste ano.

O corredor da EmiratesXRG tem passado longas sessões no Velódromo Luís Puig, uma das estruturas mais requisitadas pela equipa, onde trabalha não só a forma física, mas também a posição aerodinâmica e a afinação milimétrica da bicicleta. Aos 27 anos, Almeida sabe que cada segundo pode ser determinante.

Treinado pelo espanhol Javi Sola, o ciclista de A dos Francos (Caldas da Rainha) quer chegar ao Giro na máxima força para enfrentar o grande favorito, o dinamarquês Jonas Vingegaard, vencedor da Vuelta 2025 e referência absoluta do pelotão mundial.

A primeira etapa, marcada para 8 de maio, entre Nessebar e Burgas (156 km, Bulgária), será o primeiro grande teste. Mas Almeida reconhece que ainda há trabalho pela frente. Em declarações ao jornal Marca, admitiu que o momento não é o ideal:

“Não me sinto muito bem e não estou completamente confortável na bicicleta. Preciso descansar um pouco e ver o que acontece. Vou continuar a trabalhar no duro para alcançar o próximo objetivo, que é o Giro.”

As palavras surgem após uma Volta à Catalunha abaixo das expectativas, onde terminou no 38.º lugar, a mais de 21 minutos do vencedor precisamente Vingegaard, da Visma.

Apesar disso, no seio da EmiratesXRG há confiança. A equipa acredita que o português está a entrar no período certo de evolução e que o trabalho específico em Valência poderá ser decisivo para o contrarrelógio, uma das armas mais fortes de João Almeida.

Com o Giro à porta, o ambiente é de foco total. E se há algo que o português já provou ao mundo é que nunca se deve subestimar a sua capacidade de crescer quando importa.

“Escândalo W52-FC Porto: Quintanilha e Nuno Ribeiro avançam com recurso após penas de prisão efetiva”


Por: José Morais

A novela judicial em torno do caso de doping que abalou o ciclismo português ganhou um novo capítulo. Adriano Quintanilha, antigo líder da W52-FC Porto, e Nuno Ribeiro, diretor desportivo da equipa à época, contestaram as penas de quatro anos e nove meses de prisão efetiva que lhes foram aplicadas no âmbito da operação Prova Limpa. Ambos recorreram para o Tribunal da Relação do Porto, numa ofensiva jurídica que envolve milhares de páginas.

 

FPC pede mais tempo devido ao “volume excecional” dos recursos

 

A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), que figura como assistente no processo, foi notificada dos recursos em meados de março e solicitou ao Tribunal de Penafiel um prazo adicional de 30 dias para responder.

Segundo a federação, o acórdão e os recursos constituem um “dossier de dimensão invulgar”: o acórdão soma 417 páginas, enquanto os recursos ultrapassam as 800, com destaque para os apresentados por:

Nuno Ribeiro: 149 páginas

Adriano Quintanilha: 311 páginas

Associação Calvário Várzea: 321 páginas

A complexidade documental levou a FPC a justificar a necessidade de mais tempo para análise detalhada.

 

Tribunal deu como provado o esquema de doping

 

Na leitura do acórdão, realizada a 12 de dezembro de 2025, o coletivo de juízes foi taxativo: “praticamente todos os factos” descritos pelo Ministério Público ficaram provados.

 

O tribunal concluiu que:

 

Adriano Quintanilha financiava a aquisição de substâncias dopantes e tinha a palavra final sobre a sua utilização.

Nuno Ribeiro, ex-ciclista e diretor desportivo, era o elo operacional do esquema: comprava, distribuía e instruía os atletas sobre a utilização dos produtos proibidos.

Ambos foram condenados por tráfico e administração de substâncias e métodos proibidos, resultando numa pena única de quatro anos e nove meses de prisão efetiva.

 

Ciclistas com penas suspensas e clube punido

 

Onze ex-ciclistas da W52-FC Porto entre eles João Rodrigues, Rui Vinhas, Ricardo Mestre e José Neves foram condenados a penas suspensas inferiores a dois anos e meio. O tribunal considerou que os atletas eram “o elo mais frágil” da cadeia.

A Associação Calvário Várzea, entidade que suportava a equipa, foi condenada a pagar 57 mil euros ao Estado e proibida de participar em competições de ciclismo, profissionais ou recreativas, durante quatro anos.

 

Um caso que marcou o ciclismo português

 

A operação Prova Limpa tornou-se um dos processos mais mediáticos do desporto nacional, levando à extinção da W52-FC Porto, equipa que dominou o ciclismo português durante quase uma década.

O recurso agora apresentado promete prolongar o impacto do caso, mantendo o setor atento ao desfecho na Relação do Porto.

“Grupo Parapedra - MAF - Riomagic em 2.º lugar no Circuito do Seixal”


A equipa de ciclismo Grupo Parapedra - MAF - Riomagic conquistou o 2.º lugar coletivo no 1.º Circuito de Ciclismo do Seixal, realizado no passado dia 12 de abril, no Parque Industrial do Seixal.

A prova, disputada ao longo de 9 voltas, num total de 55 quilómetros, contou com a participação de várias equipas do panorama nacional, tendo sido marcada por um ritmo elevado e sucessivas tentativas de fuga.

A formação apresentou-se com apenas cinco atletas, Jorge Letras, João Letras, Paulo Simões, Luís Teixeira e Tiago Crespo , que evidenciaram uma prestação consistente ao longo de toda a corrida.


A meio da prova, integrou-se uma fuga de três corredores, na qual esteve presente Luís Teixeira, que viria a destacar-se na fase decisiva. Atrás, um grupo perseguidor com cerca de dez elementos, incluindo João Letras, chegou a ganhar alguma vantagem sobre o pelotão, sendo posteriormente reforçado por Jorge Letras, que conseguiu a junção após sair do pelotão.

A cerca de três voltas do final, o grupo perseguidor foi absorvido pelo pelotão, mantendo-se na frente apenas os três fugitivos, que conservaram a vantagem até à linha de meta.


Na chegada a meta, Luís Teixeira terminou na 2.ª posição.

No grupo principal, Jorge Letras ainda tentou um ataque nos metros finais, sendo alcançado já próximo da meta por João Letras e outro corredor.

 

Classificações:

 Geral

• 2.º lugar — Luís Teixeira

• 4.º lugar — João Letras

• 6.º lugar — Jorge Letras

 

 Escalões


 

• 2.º lugar Elite — João Letras

• 1.º lugar Máster 35 — Luís Teixeira

• 1.º lugar Máster 40 — Jorge Letras

 

 Coletiva

 

• 2.º lugar

Fonte: Equipa de Ciclismo Grupo Parapedra - MAF - Riomagic




Ficha Técnica

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