domingo, 23 de fevereiro de 2020

“Falta de respeito…Vergonhoso, ciclismo desprezado”

Texto: José Morais

Cartaz: Volta ao Algarve

Volta ao Algarve, vitória de Remco Evenepoel, três portugueses nos primeiros dez lugares da classificação geral.

O serviço público de televisão, casa vez desce mais baixo desprezando todas as modalidades desportivas, menos o futebol, que por qualquer merdice apresenta peças nas televisões sobre jogos, ou fofoquices em relação ao futebol.

Decorreu um dos mais importantes eventos nacionais a “Volta ao Algarve”, no mesmo juntou sete campeões olímpicos, mundiais, europeus em título, ao mesmo tempo que juntou vencedores das melhores provas desportivas da modalidade a nível mundial, não podemos esquecer aquele português considerado o melhor da atualidade, o qual lutou pela vitória.

Este evento desprezado pela televisão pública, pela nossa televisão, já que somos nós a pagar para que a mesma sobreviva, ignorou a mesma, este grande evento, o qual foi transmitido em direto em 83 países, muitos em canal aberto, em Portugal foi transmitido em canal fechado, canal de cabo, o qual apenas alguns tiveram acesso, a Eurosport e a TVI24 transmitiu, mas não pode satisfazer todos que gostam da modalidade e não possuem televisão por cabo, para ver aquele que é considerado o desporto do povo, o ciclismo, e muito mal tratado é pela nossa comunicação social, em especial a pública.

Uma TVI televisão oficial que transmitia a última hora da corrida, sem aquele interesse como é a transmitida na RTP, e mal era cortada a meta, era feito o corte na emissão, sem apresentarem classificações, cerimónia do pódio, ou simplesmente ouvir as palavras do vencedor da etapa, algo muito frio para quem é amante da modalidade, apenas na última etapa apresentou um pouco, mas que em nada satisfez os aficionados, e onde a televisão pública nem se limitou a fazer algumas peças sobre o evento, desprezando assim o público português, dando a entender de que não gosta deste evento que se chama “Volta ao Algarve”, e que será sem dúvida aquele que mais projeta Portugal e o Algarve no estrangeiro, já que junta nomes famosos do ciclismo mundial.

Nesta “Volta ao Algarve” também existem críticas á organização por serem só homenageados estrangeiros, Tiago Machado, o corredor que mais edições completou na chamada “Algarvia”, o último português a subir ao pódio, o mesmo criticou a organização, em a mesma apenas homenagear estrangeiros, ao invés dos ciclistas portugueses, que sempre valorizaram a prova, a corrida mais internacional do calendário velocipédico, o qual se equipará à Volta a Portugal.

E assim foi a edição da 46ª Volta ao Algarve em bicicleta, 2020.

“Nelson Oliveira nono no contrarrelógio da consagração de Fuglsang na Andaluzia”

Dinamarquês repetiu o triunfo de 2019

Por: Lusa

Foto: EPA

O dinamarquês Jakob Fuglsang (Astana) repetiu este domingo a vitória na Volta à Andaluzia em bicicleta, ao terminar em segundo lugar o contrarrelógio da quinta e última etapa, no qual Nelson Oliveira (Movistar) foi nono.

Jakob Fuglsang repetiu o triunfo de 2019, ao concluir os 13 quilómetros do 'crono', em Mijas, em 17.57 minutos, o mesmo tempo do vencedor, o belga Dylan Teuns (Bahrain McLaren).

Nelson Oliveira (Movistar), o único português em prova, alcançou o nono melhor tempo no exercício individual, ao gastar mais 32 segundos do que os dois primeiros colocados, quedando-se pelo 64.º lugar da classificação geral, a 32.30.

Fuglsang, vencedor do Dauphiné em 2017 e 2019, assegurou o triunfo final da corrida espanhola, deixando o australiano Jack Haig (Michelton-Scott) na segunda posição, a 59 segundos, e o espanhol Mikel Landa (Bahrain McLaren) na terceira, a 1.12 minutos.

Fonte: Record on-line

“Volta ao Algarve: Erro nas classificações 'ameaçou' o reinado de Evenepoel”

Ciclista só teve noção da vitória muito depois de cortar a meta

Por: Lusa

Foto: Filipe Farinha

Um erro nas classificações digitais colocou em dúvida a vitória de Remco Evenepoel (Deceuninck-QuickStep), na quinta etapa e na geral da 46.ª Volta ao Algarve, mas a intervenção dos comissários permitiu ao ciclista belga celebrar em Lagoa.

"Nunca se sabe se ganhámos ou não ao chegar. Temos de esperar, esperar, e só quando ouvimos pelo auricular é que temos a certeza. É uma sensação fantástica", disse o jovem que andou de amarelo desde quinta-feira, quando ganhou no alto da Fóia, e só a 'perdeu' virtual e efemeramente.

A incerteza vivida não tirou sabor à vitória, consumada com um triunfo no contrarrelógio da quinta e última etapa e uma 'vingança' sobre o homem que lhe roubou o título mundial da especialidade em setembro passado.

Um dia depois de ter feito a festa na escalada ao Malhão -- num vídeo publicado nas redes sociais, pode ver-se o australiano a subir ao ponto mais alto de Loulé com uma cerveja na mão, que agita, como se de champanhe se tratasse, para molhar os adeptos que o vão incentivando e aplaudindo --, Rohan Dennis pedalou a mais de 50 km/h para fixar o melhor tempo.

O bicampeão mundial da especialidade, que hoje estreou a sua camisola arco-íris com os tons da sua nova equipa, a INEOS, foi uma verdadeira 'flecha' nas ruas de Lagoa, cumprindo os 20,3 quilómetros do exercício individual em 24.17 minutos.

O tempo de Dennis parecia suficiente para garantir-lhe a vitória, mas ainda faltava chegar o camisola amarela, assim como Simon Geschke e Tim Wellens, o duo 'responsável' pelo momento mais surreal das últimas edições da 'Algarvia': quer o alemão da CCC, quer o belga da Lotto Soudal foram, a determinada altura, vencedores virtuais da prova portuguesa, com tempos altamente irreais, quase 30 segundos abaixo do registo do ciclista da INEOS.

Assim, quando Evenepoel cortou a meta, com o tempo de 24.07 minutos -- um recorde neste traçado -, a festa do jovem belga e do 'staff' da Deceuninck-QuickStep foi contida, com o suspense sobre o verdadeiro campeão desta edição a prolongar-se durante aquilo que pareceu uma eternidade.

Foi junto à meta, onde estavam quer os comissários (do lado esquerdo), quer o posto de classificações (do direito), que o desfecho foi conhecido: após um compasso de espera, acompanhado de perto pelo diretor técnico da Deceuninck-QuickStep, o português Ricardo Scheidecker, os tempos virtuais foram retificados, depois de os comissários, que cronometraram a etapa manualmente, detetarem incongruências nas marcas de Geschke e Wellens.

Anunciada pelo 'speaker' da prova, a vitória de Evenepoel foi dupla: ganhou a quinta etapa, com dez segundos de vantagem sobre Dennis e 19 sobre o terceiro classificado, o suíço Stefan Küng (Groupama-FDJ), vencedor no ano passado no mesmo traçado em Lagoa, e a geral individual, com confortáveis 38 segundos sobre o alemão Maximilian Schachmann (Bora-hansgrohe).

Os dois especialistas na luta contra o cronómetro tinham iniciado a etapa empatados na geral -- e com o irlandês Daniel Martin (Israel Start-Up Nation), que teve uma prestação desastrosa e saiu, inclusive, do 'top 10' -, mas Schachmann não conseguiu contrariar o favoritismo de campeão europeu e vice-campeão mundial da especialidade.

"Sinto-me sempre bem neste traçado, mas sou sempre lento. Não sei qual é o meu problema com este percurso", lamentou o alemão, que foi quarto na tirada, com o mesmo tempo do colombiano Miguel Ángel López (Astana), o ciclista que fechou o pódio desta 'Algarvia' e negou o 'top 3' a Rui Costa.

López surpreendeu no 'crono' e subiu à terceira posição, a 39 segundos de Evenepoel, enquanto o português da UAE Emirates foi 13.º, a 53 segundos do belga, e concluiu o seu regresso à prova algarvia no quarto lugar, a 56 segundos da amarela.

Entre os portugueses, destaque ainda para João Almeida (Deceuninck-QuickStep), que entrou nos dez primeiros (foi nono, a 1.40 minutos), e para Amaro Antunes (W52-FC Porto), o melhor representante das equipas nacionais na geral, na 10.ª posição, a 1.57.

Fonte: Record on-line

“Volta ao Algarve/Remco Evenepoel: «Ganhar a etapa não era um objetivo, apenas manter a amarela»”

Vencedor da Volta ao Algarve feliz com vitória no contrarrelógio

Por: Lusa

Foto: Filipe Farinha

Remco Evenepoel, Deceuninck-QuickStep (vencedor da quinta etapa e da geral individual): "Dei o máximo desde a partida. Foram 20 quilómetros de esforço, mas tendo reconhecido o percurso, sabia de antemão os pontos nos quais poderia recuperar. A minha técnica com a bicicleta de contrarrelógio é bastante boa e arrisquei bastante a curvar, o percurso era bastante técnico. Segundo me disse o meu colega de equipa Yves Lampaert também estava mais vento do que no ano passado.

Estou feliz, é um sonho bater o campeão do mundo [Rohan Dennis]. Gostei de correr no Algarve, a meteorologia é agradável, as estradas são excelentes e tivemos ainda dois dias importante de esforço na montanha.

Ganhar a etapa não era um objetivo, apenas manter a amarela. Este bónus é ótimo.

Nunca se sabe se ganhámos ou não ao chegar. Temos de esperar, esperar, e só quando ouvimos pelo auricular é que temos a certeza. É uma sensação fantástica."

Maximilian Schachmann, Ale, Bora-hansgrohe (segundo da geral individual): "Senti-me muito bem, mas este percurso não parece ser talhado para mim. Sinto-me sempre bem neste traçado, mas sou sempre lento. Não sei qual é o meu problema com este percurso."

Rui Costa, UAE Emirates (quarto na geral individual): "Foram cinco dias maravilhosos. Melhor não podia ser. Em termos de apoio, não me posso queixar. Não sei como irá ficar o meu resultado final [foi quarto], mas espero, contudo, que os portugueses e todos os que me apoiaram tenham ficado contentes, porque dei o meu melhor.

Estava bastante vento. Praticamente, muito cedo fiquei sem referências, acabei por perder o meu 'display', tive de regular fisicamente, sempre estando no meu máximo e sabendo ler as sensações do meu corpo e das minhas pernas e penso que o tempo foi bom. Foi uma ajuda enorme todas as referências que o meu colega [Mikkel Bjerg], que foi três vezes campeão do Mundo de sub-23, me passou. Penso que, independentemente de tudo, dei o meu melhor.

Foi fantástico vir ao Algarve. O tempo ajudou e muito. Tive várias opiniões de grandes ciclistas que estão aqui presentes, alguns nunca tinham estado presentes e ficaram super felizes de cá vir. Adoraram as paisagens, alguns não contavam que o Algarve fosse assim tão bonito. É importante que continue a haver volta ao Algarve, porque acaba para ser uma referência no calendário e para todos os ciclistas que vêm cá."

João Almeida, Deceuninck-QuickStep (nono da geral individual): "Dei o meu melhor e estou satisfeito. Correu bem. Fiz o meu trabalho, que era o de ajudar a equipa. Claro que tenho de fazer um balanço bastante positivo nesta minha primeira presença na 'Algarvia'."

Amaro Antunes, W52-FC Porto (10.º da geral individual): "Acima de tudo, [acabo] com a sensação de dever cumprido. Penso que fizemos uma excelente Volta ao Algarve. Tanto eu como toda a equipa mostrámos que queríamos fazer um bom resultado. Sendo a primeira corrida da época, é natural que se note alguma falta de ritmo, mas isso não é desculpa e penso que temos que fazer um balanço bastante positivo da nossa participação.

É sempre bastante positivo [acabar nos 10 primeiros]. Fizemos uma excelente preparação para esta corrida, visto o grande nível que está aqui. Só podemos estar orgulhosos."

Fonte: Record on-line

“46.ª Volta ao Algarve Cofidis/Remco Evenepoel faz o pleno em Lagoa”

Por: José Carlos Gomes

O belga Remco Evenepoel (Deceuninck-Quick-Step) conquistou hoje a 46.ª Volta ao Algarve Cofidis, impondo-se no contrarrelógio final, um exercício de 20,3 quilómetros, disputado em Lagoa.

O corredor de 20 anos marcou o melhor registo de sempre neste percurso, técnico e a exigir potência para responder da melhor forma às contantes mudanças de ritmo provocadas pelas mudanças de direção.

O belga pedalou à média de 50,504 km/h para fechar os 20,3 quilómetros em 24m07s – o anterior melhor tempo era de 24m09s e foi estabelecido por Geraint Thomas, em 2018. O segundo na etapa de hoje foi o campeão mundial da especialidade, Rohan Dennis (Team INEOS), a 10 segundos do vencedor. O vencedor do contrarrelógio do ano passado, o suíço Stefan Küng (Groupama-FDJ), fechou o pódio da jornada, a 19 segundos.

A corrida chegou equilibrada ao último dia, mas a chamada “prova da verdade” colocou todos no seu lugar. Remco Evenepoel sagrou-se, assim, o vencedor indiscutível da 46.ª Volta ao Algarve Cofidis, sucedendo a outro jovem prodígio, Tadej Pogačar, no palmarés da corrida.

Remco Evenepoel concluiu os cinco dias de corrida em 19h23m42s, menos 38 segundos do que o alemão Maximilian Schachmann (Bora-hansgrohe) e menos 39 do que o colombiano Miguel Ángel López (Astana Pro Team), segundo e terceiro, respetivamente.

“Dei o máximo desde a partida. Foram 20 quilómetros de esforço, mas tendo reconhecido o percurso, sabia de antemão os pontos nos quais poderia recuperar. A minha técnica com a bicicleta de contrarrelógio é bastante boa e arrisquei bastante a curvar, o percurso era muito técnico. Segundo me disse o meu colega de equipa Yves Lampaert também estava mais vento do que no ano passado. Estou feliz, é um sonho bater o campeão do mundo. Gostei de correr no Algarve, a meteorologia é agradável, as estradas são excelentes e tivemos ainda dois dias importante de esforço na montanha”, salientou Evenepoel.

Rui Costa (UAE Team Emirates), quarto classificado, a 56 segundos do vencedor, foi o melhor português na classificação geral. Mais dois corredores nacionais conseguiram fechar dentro dos dez melhores, João Almeida (Deceuninck-Quick-Step), nono, a 1m40s, e Amaro Antunes (W52-FC Porto), décimo, a 1m57s.

Remco Evenepoel também ganhou a Camisola Branca IPDJ de melhor jovem. Fabio Jakobsen (Deceuninck-Quick-Step) conquistou a Camisola Vermelha Cofidis, dos pontos, e Dries de Bondt (Alpecin-Fenix) leva para casa a Camisola Azul Lusíadas, de rei da montanha. Por equipas impôs-se a Team INEOS.


Algarve Granfondo Cofidis

A Volta ao Algarve Cofidis terminou em apoteose. Milhares de pessoas deslocaram-se à berma da estrada para verem os melhores do mundo a pedalar. Mas mais de 800 ciclistas amadores fizeram ainda mais do que isso. Pedalaram eles mesmos no Algarve Granfondo Cofidis, também realizado em Lagoa, oferecendo ainda mais animação e colorido a um domingo de sol, calor e muito ciclismo.

Fonte: FPC

sábado, 22 de fevereiro de 2020

“Fuglsang segundo na quarta etapa e mantém liderança na Andaluzia”

Jack Haig (Michelton-Scott) venceu ao sprint

Por: LUsa

Foto: DR

O dinamarquês Jakob Fuglsang (Astana) foi este sábado segundo na quarta etapa da Volta à Andaluzia em bicicleta, atrás do australiano Jack Haig (Michelton-Scott), e manteve a liderança da corrida espanhola.

O australiano foi o primeiro a concluir os 125 quilómetros da tirada, após duas contagens de montanha de terceira categoria e uma de primeira, em 3:07.35 horas, ao bater ao 'sprint' Fuglsang e o espanhol Mikel Landa (Bahrain McLaren), que segue na segunda posição da geral, a 14 segundos do líder.

O dinamarquês Jakob Fuglsang (Astana) foi este sábado segundo na quarta etapa da Volta à Andaluzia em bicicleta, atrás do australiano Jack Haig (Michelton-Scott), e manteve a liderança da corrida espanhola.

O australiano foi o primeiro a concluir os 125 quilómetros da tirada, após duas contagens de montanha de terceira categoria e uma de primeira, em 3:07.35 horas, ao bater ao 'sprint' Fuglsang e o espanhol Mikel Landa (Bahrain McLaren), que segue na segunda posição da geral, a 14 segundos do líder.

Haig subiu ao terceiro lugar, a 35 segundos de Fuglsang, vencedor da prova em 2019 e que este ano já venceu duas etapas.

Nelson Oliveira (Movistar), o único português em prova, não foi além do 60.º posto na etapa, a 12.28 minutos do vencedor, ocupando o 70.º lugar na classificação geral, a 31.58.

No domingo, a corrida andaluz termina com um contrarrelógio individual de 13 quilómetros, em Mijas.

Fonte: Record on-line

“Volta ao Algarve: Exausto Evenepoel sobrevive ao Malhão e a 'Superman’ López”

As contas do Malhão deixam tudo em aberto para a última etapa da 46.ª Volta ao Algarve, um contrarrelógio de 20,3 quilómetros nas ruas de Lagoa.

Miguel Ángel López (Astana) levou hoje ao limite o camisola amarela Remco Evenepoel (Deceuninck-QuickStep) no alto do Malhão, conquistando a vitória na quarta etapa, mas não conseguindo destronar o ciclista belga da liderança da Volta ao Algarve.

Mais do que os festejos efusivos de ‘Superman’ López, ficará para a memória a imagem de Remco Evenepoel estirado na estrada, exausto, após ter conseguido segurar a amarela na quarta tirada da ‘Algarvia’ e, consequentemente, poder cumprir o desígnio de ser o último partir para o contrarrelógio da derradeira etapa, que se disputa no domingo, em Lagoa.

“Penso que a imagem que viram diz tudo. Estava totalmente vazio no final, mas tinha de defender a camisola”, assumiu o jovem belga, que está agora ‘empatado’ em tempo com Daniel Martin (Israel Start-Up Nation), segundo na etapa a dois segundos do colombiano da Astana, e de Maximilian Schachmann (Bora-hansgrohe), que chegou atrás de si, também a quatro segundos do vencedor.

A estratégia demasiado calculista dos candidatos resultou em diferenças ténues no alto do Malhão, que ainda assim tiveram impacto na geral, com Rui Costa a ser relegado para a quinta posição, a três segundos do camisola amarela, e INEOS a ser eclipsada – Michal Kwiatkowski, o seu melhor homem na geral, está a 1.30 minutos de Evenepoel.

A mais clássica das subidas da ‘Algarvia’ foi antecedida de uma jornada relativamente tranquila, em que o protagonismo coube a nove aventureiros, que escaparam ao pelotão ao quilómetro 13 dos 169,7 a percorrer entre Albufeira e o Malhão.

Dries de Bondt (Alpecin-Fenix), David González (Caja Rural-Seguros RGA), Tom Devriendt (Circus-Wanty Gobert), Daniel Hoelgaard (Uno-X Norwegian Development Team), Luís Mendonça e Tiago Antunes (Efapel), Rafael Lourenço (Kelly-InOutBuild-UDO), Daniel Freitas (Miranda-Mortágua) e João Rodrigues (W52-FC Porto) construíram uma margem que rondou os dois minutos durante largos quilómetros e que ‘obrigou’ o Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel, apanhado desprevenido sem nenhum representante na fuga, a assumir a perseguição.

A primeira mexida no grupo foi protagonizada por João Rodrigues, com o vencedor da Volta a Portugal de 2019 a iniciar, em solitário, a escalada inicial ao Malhão, enquanto lá atrás o italiano Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo) arrancava do grupo de favoritos para ir no encalço do algarvio.

Sozinho, o ‘Tubarão do Estreito’, um dos dois ciclistas no ativo a ter vencido as três grandes Voltas, impôs uma passada demolidora, alcançando e ultrapassando os restantes oito fugitivos, e chegando ao alto a pouco mais de 30 segundos do ciclista ‘portista’.

No entanto, nem o italiano, nem o voluntarioso Rodrigues sobreviveram ao trabalho da UAE Emirates, primeiro, e da Deceuninck-QuickStep, depois, acabando absorvidos pelo grupo ainda antes da segunda e decisiva subida ao ponto mais alto de Loulé.

Tímidos nos ataques, os favoritos esperaram pelo derradeiro quilómetro da tirada para ‘apostarem todas as fichas’, numa subida exageradamente tática: após várias tentativas de aceleração de Amaro Antunes (W52-FC Porto), apostado em repetir o triunfo de 2017, foi Daniel Martin quem assumiu o comando, antes de ‘Superman’ López dar o esticão final, a 500 metros da meta.

“Tive boas sensações na subida do segundo dia [Fóia] e contava estar bem para discutir esta etapa, apesar de ser a minha primeira corrida da temporada. Ataquei de longe para me isolar e consegui uma vantagem importante que foi suficiente para ganhar”, resumiu o colombiano, que cruzou a meta com o tempo de 4:16.25 horas.

As contas do Malhão deixam tudo em aberto para a última etapa da 46.ª Volta ao Algarve, um contrarrelógio de 20,3 quilómetros nas ruas de Lagoa, em que Evenepoel, o campeão europeu e vice-campeão mundial da especialidade, parte como favorito.

Fonte: Sapo on-line

“Volta ao Algarve: As odisseias de Nils Pollit”

Alemão está a fazer mais quilómetros do que o restante pelotão

Por: Pedro Filipe Pinto

É uma das histórias mais caricatas desta 46.ª edição da Volta ao Algarve: Nils Pollit (Israel Start-Up Nation) está a fazer autênticas odisseias, enquanto o resto do pelotão está a fazer 'apenas' etapas.

O ciclista alemão, de 25 anos, está no Algarve para preparar a época de clássicas (março e abril) e, por isso, quanto mais quilómetros fizer, melhor. Foi com esse intuito que Pollit, em pelo menos duas etapas, fez a travessia do hotel para a partida de bicicleta - os colegas foram confortavelmente no autocarro -, fez depois toda a etapa e, depois de cruzar a meta, seguiu para o hotel... novamente montado na sua máquina.

Para ter noção, de Portimão (hotel da equipa) a Sagres são cerca de 52 km. Segui-se a etapa de 202 km que ligou Sagres à Fóia. E, por fim, o regresso ao hotel: mais 33 km. Ou seja, no total Pollit fez 287 km num dia. Mais 85 que o restante pelotão.

Em conversa com Record, o corredor alemão não quis admitir. "Eu? Não! Porque diz isso?", questionou, mas mudou de atitude quando foi confrontado com 'provas visuais': "Pronto, talvez esteja a fazer, sim", atirou, bem-disposto.

Mas porquê? Por que é que Nils Pollit está a colocar tanto peso nas pernas?: "Por que não? O tempo até está bom! Antes das clássicas tenho de colocar quilómetros nas pernas e este treino extra serve exatamente para isso."

Em 2019, o ciclista fez segundo no Paris-Roubaix e quinto no Tour de Flandres, por isso este ano só pensa em fazer melhor. "Sim, foi uma temporada boa e quero estar tão bem como no ano passado, se tiver melhor, perfeito."

Fonte: Record on-line

"46.ª Volta ao Algarve Cofidis"

Miguel Ángel López ganha e Evenepoel resiste no Malhão

Por: José Carlos Gomes

O colombiano Miguel Ángel López (Astana Pro Team) conquistou hoje a quarta etapa da 46.ª Volta ao Algarve Cofidis, no alto do Malhão, Loulé, depois de percorridos 169,7 quilómetros, desde Albufeira. O belga Remco Evenepoel (Deceuninck-Quick-Step) resistiu às investidas dos adversários e manteve a Camisola Amarela Visit Algarve, em igualdade de tempo com Daniel Martin (Israel Start-Up Nation) e Maximilian Schachmann (Bora-hansgrohe), segundo e terceiro, respetivamente.

A esperada etapa do Malhão não desiludiu, proporcionando emoção e espectáculo aos milhares de espetadores que se espalharam pela montanha louletana. Um grupo com cerca de 30 unidades entrou na subida final, durante a qual se sucederam os esticões, com Amaro Antunes (W52-FC Porto) a ser o mais inconformado. Até aos 500 metros finais nenhuma iniciativa resultou, mas, nessa altura, Miguel Ángel López fez o ataque decisivo.

O colombiano arrancou com confiança. O irlandês Daniel Martin tentou responder, mas o melhor que conseguiu foi a segunda posição, a 2 segundos. Remco Evenepoel sofreu para chegar no terceiro lugar, a 4 segundos do vencedor.

“Tive boas sensações na subida do segundo dia [Fóia] e contava estar bem para discutir esta etapa, apesar de ser a minha primeira corrida da temporada. Estou satisfeito com a vitória e quero dedicá-la à minha família. Os meus companheiros de equipa protegeram-me do vento durante toda a etapa e conseguiram posicionar-me bem à entrada da subida final. Ataquei de longe para me isolar e consegui uma vantagem importante que foi suficiente para ganhar. O triunfo aqui é um sinal positivo. No contrarrelógio vou dar o meu melhor para uma boa classificação. Depois do Algarve os próximos objetivos serão o Paris-Nice e a Volta a Catalunha”, revelou o vencedor do dia.

Com estes resultados, a Volta ao Algarve Cofidis ficou ainda mais emocionante, chegando à última etapa com os três primeiros da classificação geral empatados em tempo. Remco Evenepoel, Daniel Martin e Maximilian Schachmann partirão sem diferenças para o exercício individual de Lagoa. Mas a concorrência também não está longe. Miguel Ángel López é quarto, a 1 segundo, Rui Costa (UAE Team Emirates) é quinto, a 3. Seguem-se Amaro Antunes e Bauke Mollema (Trek-Segafredo), a 18.

“Não foi um dia fácil, antes pelo contrário. A aproximação ao final foi algo nervosa, mas a minha missão era clara. Vigiar os adversários mais perigosos na classificação geral e conservar a camisola amarela. Perdi alguns segundos para o Miguel [Ángel López] o que me levará a encarar o contrarrelógio de amanhã ainda com mais motivação”, promete o chefe-de-fila da Deceuninck-Quick-Step.

Definidas parecem estar as classificações dos pontos e da juventude, com Remco Evenepoel a ser dono da Camisola Branca IPDJ e o colega de equipa Fabio Jakobsen a vestir a Camisola Vermelha Cofidis desde o primeiro dia. A UAE Team Emirates comanda por equipas.

A etapa assistiu também à luta pela Camisola Azul Lusíadas, de melhor trepador. Essa disputa aconteceu na fuga do dia, por intermédio de Tiago Antunes (Efapel) e Dries de Bondt, que saíram do pelotão ao quilómetro 12, na companhia de David González (Caja Rural-Seguros RGA), Tom Devriendt (Circus-Wanty Gobert), Daniel Hoelgaard (Uno-X Norwegian Development Team), Luís Mendonça (Efapel), Rafael Lourenço (Kelly-InOutBuild-UDO), Daniel Freitas (Miranda-Mortágua) e João Rodrigues (W52-FC Porto). O belga foi mais forte e só tem de concluir a última etapa para levar a Camisola Azul Lusíadas para casa.

O concelho de Lagoa recebe, neste domingo, o desfecho da 46.ª Volta ao Algarve Cofidis, sendo palco do contrarrelógio individual de 20,3 quilómetros, que determinará o vencedor de uma corrida emocionante e equilibrada como não há memória.

Fonte: FPC

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

“Fuglsang reforça liderança na Volta à Andaluzia Rota Ciclista do Sol”

O dinamarquês venceu a terceira etapa da prova

O ciclista dinamarquês Jakob Fuglsang (Astana) venceu esta sexta-feira ao sprint a terceira etapa da Volta à Andaluzia Rota Ciclista do Sol, reforçando a liderança da prova espanhola no dia em que Nélson Oliveira foi 68.º.

Os 176,9 quilómetros entre Jáen e Ubeda foram cumpridos por Fuglsang em 4:33.25 horas, batendo o espanhol Pello Bilbao (Bahrain) e o norte-americano Brandon McNulty (Team Emirates), que chegou a um segundo.

Fuglsang, que tinha vencido a primeira tirada, aumentou a vantagem para o espanhol Mikel Landa (Bahrain) de seis para 14 segundos: Bilbao subiu três lugares para terceiro, a 30 segundos.

Nélson Oliveira foi 68.º a 2.28 minutos.

No sábado, disputa-se a quarta de cinco etapas, com 125 quilómetros entre Villanueva Mesia a Granada.

Fonte: Sapo on-line

“Volta ao Algarve: A confiança renovada de Rui Costa com Tóquio2020 à espreita”

Ciclista português quer embalar para uma temporada em que Jogos Olímpicos e Mundiais serão prioritários.

Moralizado pelo regresso aos triunfos, Rui Costa (UAE Emirates) quer embalar para uma temporada em que Jogos Olímpicos e Mundiais serão prioritários para um ciclista que percebeu, enfim, ser talhado para provas de um dia ou uma semana.

Passaram pouco mais de duas semanas desde que o mais conceituado dos ciclistas lusos conquistou a primeira etapa da Volta à Arábia Saudita e interrompeu uma ‘seca’ de quase três anos sem vitórias, e esse resultado parece estar a inspirá-lo na sua presença na 46.ª Volta ao Algarve, na qual é, atualmente, terceiro da geral.

“Sem dúvida que sim, que ganhar é sempre importante. É bom para tudo: para a confiança, para o moral, para os treinos. É excelente, estou muito feliz por ter iniciado a temporada da maneira que iniciei. Claro que isso torna mais fácil [a minha tarefa] para as próximas competições e já aqui no Algarve”, confessou.

Apesar do evidente bom momento de forma, corroborado pelo terceiro posto na geral individual, a apenas dois segundos do camisola amarela, o belga Remco Evenepoel (Deceuninck-QuickStep), Rui Costa garantiu, em declarações à agência Lusa, não estar a pensar em melhorar o resultado da sua última participação na ‘Algarvia’, naquele que é o seu regresso à prova após cinco anos de ausência.

“São coisas que não me passam muito pela cabeça, pensar em melhorar ou piorar. A sensação que eu trago é positiva, sinto-me bem, só não sei como se sentem os meus adversários. Irei dar o meu melhor e se puder melhorar o meu resultado das edições anteriores seria excelente”, disse o corredor que ocupou o último degrau do pódio em 2014.

O campeão mundial de estrada de 2013 descartou sentir mais responsabilidade por ser a maior esperança lusa para triunfar na mais internacional das provas nacionais – algo que não acontece desde 2006 -, mas reconheceu que o mantra da sua equipa é disputar todas as corridas nas quais participa.

“Treinar é em casa”, brincou, antes de detalhar o seu calendário “muito apertado”, que inclui as inevitáveis clássicas das Ardenas, a Volta à Romandia ou a Volta à Suíça.

Por definir está ainda a sua presença na Volta a França, embora o próprio admita que é um cenário que “possivelmente” não irá acontecer “devido aos Jogos [Olímpicos]”, um momento tão distante e, ao mesmo tempo, tão próximo.

“[Tóquio2020] vai-me passando pela cabeça de vez em quando. É claro que os Jogos Olímpicos não ficaram esquecidos, são um objetivo muito importante individualmente, por isso, a par de todo o calendário que tenho com a equipa, os Jogos não ficam de fora, nem os Mundiais, porque vão ser provas muito complicadas, muito duras, talvez das mais duras que tenha feito de um dia”, sustentou.

Assumindo que “todas as provas que faça com a camisola de Portugal são objetivos”, o poveiro sublinhou, contudo, que tanto os Jogos Olímpicos como os Mundiais serão missões complicadas, “porque o grau de dureza é muito elevado”, prometendo ainda assim “afinar da melhor maneira” as suas características “seja para que circuito for”.

Aos 33 anos, Rui Costa ‘aceitou’ finalmente a sua natureza, a de um ciclista aguerrido, especialista em etapas, provas de um dia ou de uma semana, e desistiu de tentar ser um ‘voltista’.

“É certo que já tive tentativas de fazer um ‘top 10’ na Volta a França. As coisas acabaram por não sair bem devido a problemas de saúde, a quedas. Acredito que nas minhas características encaixem melhor provas de uma semana ou de um dia e optar, em grandes Voltas, pelas etapas”, concedeu o ciclista que tem no currículo três vitórias em etapas no Tour, três Voltas à Suíça, títulos nacionais ou grandes prestações nas clássicas.

Fonte: Sapo on-line

“Volta ao Algarve: Trentin satisfeito mas quer mais”

Terceiro lugar em Lagos foi muito festejado

Por: Pedro Filipe Pinto

Matteo Trentin (CCC) é um homem rápido, mas não o mais rápido do pelotão, daí a equipa polaca ter endurecido tanto a corrida nos últimos quilómetros da etapa inaugural. Mas o máximo que o italiano conseguiu foi o terceiro posto em Lagos, mas foi um resultado muito festejado.

"Fiquei com uma sensação muito boa, admito. Estive em ação e senti-me muito bem por estar na discussão da etapa. Senti que estava com a velocidade ideal. Fui bem protegido pela equipa, agora só posso melhorar", disse a Record, antes da partida para a segunda etapa.

Em relação à terceira etapa, a disputar esta sexta-feira, entre Faro e Tavira, e apesar de estar bem, o corredor italiano não se considera favorito: "É um dia super fácil e assim fica mais difícil para mim. Teria de ser um dos mais rápidos, que não sou neste momento de época. Está o Kristoff, o Viviani e o Jakobsen, que é o mais rápido dos três, mas vamos à luta."

Fonte: Record on-line