A Seleção Nacional encerrou este domingo a participação no Campeonato do Mundo de Estrada, em Montreal, no Canadá, com a prova de fundo de elites masculinos. Nelson Oliveira e Ivo Oliveira foi os únicos portugueses a terminar uma prova dura e extremamente seletiva.
A dureza do percurso foi-se
fazendo sentir ao longo das voltas ao circuito de Mont-Royal. Com 273,4
quilómetros, 3803 metros de desnível acumulado e um ritmo elevado imposto na
frente da corrida, a prova acabou por ser concluída por apenas 58 dos 184
corredores que alinharam à partida.
Entre os representantes
portugueses, Nelson Oliveira terminou na 56.ª posição, a 13m11s do vencedor,
enquanto Ivo Oliveira foi 58.º classificado, a 15m35s. Afonso Eulálio viu a
participação condicionada por um problema mecânico e não conseguiu concluir a
corrida. António Morgado, João Almeida e Tiago Antunes também não terminaram a
prova.
“Não foi o resultado que
esperávamos. A estratégia passava por resguardar o nosso corredor com melhores
referências recentes para tentar igualar ou melhorar a classificação do ano
passado, mas uma avaria na entrada do circuito condicionou essa possibilidade.
Numa prova desta exigência, com quase 280 quilómetros e grande intensidade,
qualquer contratempo ou um dia menos conseguido tem um peso enorme. No balanço
global, a prestação coletiva ficou aquém das expectativas”, explica o
Selecionador Nacional.
O título mundial foi
conquistado pelo estado-unidense Brandon McNulty, que atacou a cerca de 33
quilómetros da meta e resistiu à perseguição dos principais favoritos para
cortar a meta isolado, com o tempo de 6h17m04s. O australiano Michael Matthews
conquistou a medalha de prata, a 13 segundos, enquanto o neerlandês Mathieu van
der Poel completou o pódio.
Com a corrida de elites
masculinos, Portugal encerrou a participação nos Campeonatos do Mundo de
Estrada de Montreal, que decorreram ao longo da última semana. O melhor
resultado português da competição foi alcançado por Daniel Moreira, 14.º
classificado na prova de fundo de sub-23 masculinos.
Fonte: Federação Portuguesa
Ciclismo









