quarta-feira, 23 de setembro de 2026

“Nova Camisola no World Tour Gera Polémica: Equipas Contestam Mudança Imposta pela UCI”


Por: José Morais

O pelotão internacional prepara-se para receber uma nova distinção nas principais corridas do calendário mundial. As provas do World Tour, tanto no setor masculino como no feminino, deverão passar a contar com uma quinta camisola oficial, uma decisão que está longe de reunir consenso entre as equipas profissionais.

Atualmente, as competições atribuem camisolas ao líder da classificação geral, ao melhor atleta por pontos, ao rei da montanha e ao melhor jovem. A partir de 2027, tudo indica que será acrescentada uma nova classificação destinada a destacar o corredor mais bem colocado da geral entre os ciclistas da nação anfitriã da corrida.

A proposta recebeu luz verde do Conselho do Ciclismo Profissional (PCC) e deverá ser oficialmente ratificada durante o Congresso da União Ciclista Internacional (UCI), que decorre em Montreal, paralelamente aos Campeonatos do Mundo.

Contudo, a iniciativa encontrou forte resistência junto das estruturas profissionais. As equipas manifestaram-se contra a introdução da nova camisola, considerando que a medida traz mais inconvenientes do que benefícios para o funcionamento e para a imagem das formações.

Também a Associação Internacional dos Grupos Ciclistas Profissionais (AIGCP) se posicionou contra a alteração. No centro da contestação está a questão comercial. Com mais uma camisola em competição, aumenta o número de corredores obrigados a utilizar equipamentos diferenciados, reduzindo o espaço disponível para a exibição dos patrocinadores e limitando a exposição das marcas que financiam as equipas.

Apesar das críticas e da oposição generalizada, a UCI deverá avançar com a implementação da medida. Para atenuar o descontentamento das equipas, estão previstas algumas compensações logísticas e institucionais, incluindo a disponibilização de quartos de hotel adicionais e acessos VIP durante as provas do circuito World Tour.

A mudança promete continuar a alimentar o debate no seio do ciclismo profissional nos próximos meses, numa altura em que equipas e organizadores procuram equilibrar interesses desportivos, comerciais e promocionais.

“Portugal sonha com dupla Histórica no mundial de triatlo: Vasco Vilaça Lidera, Ricardo Batista defende lugar no pódio”


Por: José Morais

Foto: FTP

Portugal chega à grande final do Campeonato do Mundo de Triatlo, em Pontevedra, Espanha, numa posição inédita e com legítimas ambições de alcançar um dos resultados mais marcantes da sua história na modalidade. Vasco Vilaça apresenta-se como líder da classificação mundial, enquanto Ricardo Batista ocupa o terceiro lugar, deixando a seleção nacional à beira de um feito sem precedentes.

O diretor técnico nacional, Bruno Salvador, considera que a manutenção destas posições na derradeira prova da temporada representaria um marco histórico para o triatlo português.

Vasco Vilaça entra na competição decisiva instalado no topo do ranking, somando 3.850 pontos e dispondo de uma vantagem confortável sobre o australiano Matthew Hauser, atual campeão do mundo. O português depende apenas de si para conquistar o título mundial, chegando à final como o principal candidato à coroação.

Já Ricardo Batista ocupa o terceiro lugar da geral e tem como principal objetivo garantir a presença no pódio final. Embora o triunfo mundial dependa de uma conjugação improvável de resultados, o atleta português continua firmemente colocado na luta pelas medalhas, tendo pela frente forte concorrência do brasileiro Miguel Hidalgo e de outros adversários que seguem de perto na classificação.

A seleção portuguesa aposta ainda numa abordagem coletiva para reforçar as hipóteses de sucesso dos seus principais candidatos. Além de Vilaça e Batista, também João Nuno Batista e Miguel Tiago Silva estarão em ação na prova de elite masculina, com a equipa nacional preparada para utilizar estratégias que permitam maximizar o rendimento do conjunto.

Do outro lado, a Austrália apresenta igualmente uma formação forte para apoiar Matthew Hauser. Segundo Bruno Salvador, os australianos deverão tentar endurecer a prova desde o segmento de natação, procurando isolar os portugueses e ganhar vantagem logo nas fases iniciais da corrida.

Portugal acredita, contudo, que os seus líderes têm capacidade para responder ao desafio, integrar o grupo da frente e discutir as posições cimeiras até aos últimos metros da competição.

Além da luta pelas medalhas na elite, a presença portuguesa estende-se também aos escalões de juniores e sub-23. Embora não existam favoritos assumidos aos lugares do pódio, a federação encara estas participações como uma oportunidade fundamental para consolidar experiência internacional ao mais alto nível competitivo.

A competição arranca com os representantes juniores e sub-23, mas todas as atenções estarão centradas no domingo, dia em que Vasco Vilaça e Ricardo Batista procurarão transformar uma campanha já brilhante num capítulo dourado da história do triatlo nacional. O resultado poderá não só valer medalhas mundiais, como reforçar as aspirações portuguesas rumo aos Jogos Olímpicos.

“Gonçalo Costa e Rodrigo Jesus concluíram contrarrelógio de juniores do Mundial”


Gonçalo Costa e Rodrigo Jesus estrearam-se esta terça-feira no Campeonato do Mundo de Estrada, em Montreal, no Canadá. Os dois juniores portugueses competiram no contrarrelógio individual, terminando nas 33.ª e 30.ª posições, respetivamente.

Rodrigo Jesus conseguiu o melhor resultado, 30.º, tendo completado os 20,3 quilómetros em 27:00.99, mais 1:43.64 que o vencedor, o espanhol Benjamín Noval, que conquistou o título mundial com 25:17.35, uma média de 48,163 km/h. Já Gonçalo Costa concluiu na 33.ª posição, ao fim de 27:03.75, mais 1:46.40 que Noval.

"Não era o resultado que esperávamos, mas os rapazes deram tudo o que tinham. As nossas expetativas passavam sobretudo por um lugar no top 20. Apesar de não terem alcançado esse objetivo, não ficaram muito longe. Quinta-feira teremos uma nova oportunidade numa prova que acreditamos adequar-se melhor às características dos nossos corredores e onde esperamos conseguir um resultado superior", explica Ricardo Senos, Selecionador Nacional.

“Tive alguns pequenos percalços na bicicleta antes do contrarrelógio, o que acabou por me afetar um pouco. Ainda assim, as sensações foram boas e foi uma grande experiência poder representar Portugal numa prova como esta. Espero que a corrida de fundo corra melhor e que não aconteçam os contratempos que tive hoje”, refere Rodrigo Jesus.


“Era um percurso muito plano, que não me favorecia particularmente. Além disso, não consegui fazer a melhor preparação possível para este Campeonato do Mundo devido a uma queda que sofri há pouco tempo. Ainda assim, senti-me bem e penso que foi uma boa ativação para a prova de fundo de quinta-feira”, analisa Gonçalo Costa.

O pódio ficou completo com o belga Vic de Smet, segundo a 6.35 segundos do Campeão do Mundo, e com o dinamarquês Malthe Risbjerg, terceiro a 16.97 segundos.

A participação portuguesa no Campeonato do Mundo prossegue na quinta-feira com Raquel Dias na prova de fundo de sub-23 femininas e, mais tarde, Gonçalo Costa e Rodrigo Jesus na corrida de juniores masculinos. As duas corridas serão disputadas ao longo de 134 quilómetros e 2690 metros de desnível acumulado no circuito do Mont Royal.

 

Programa da Seleção Nacional*

 

Quinta-feira, 24 de setembro

14h00 | Prova de fundo Sub-23 F - Raquel Dias

18h30 | Prova de fundo Jun M - Gonçalo Costa e Rodrigo Jesus

Sexta-feira, 25 de setembro

14h00 | Prova de fundo Sub-23 M - Daniel Lima, Daniel Moreira, Gabriel Baptista, Rafael Barbas e Rúben Rodrigues

19h15 | Prova de fundo Jun F - Marta Esteves

Sábado, 26 de setembro

14h00 | Prova de fundo Elite F - Beatriz Roxo, Daniela Campos e Raquel Queirós

Domingo, 27 de setembro

14h00 | Prova de fundo Elite M - Afonso Eulálio, António Morgado, Ivo Oliveira, João Almeida, Nelson Oliveira e Tiago Antunes

*Horários de Portugal Continental

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

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