quarta-feira, 3 de abril de 2019

“Riccardo Stacchiotti vence ao 'sprint' primeira etapa da Volta à Sicília”

Italiano impôs-se sobre a meta a dois compatriotas, Manuel Belletti e Luca Pacioni

Por: Lusa

Foto: Arquivo

O italiano Riccardo Stacchiotti (Giotti Victoria-Palomar) venceu esta quarta-feira ao 'sprint' a etapa inaugural da primeira edição da Volta à Sicília (Itália), que está de regresso ao fim de 42 anos desde a última corrida.

Stacchiotti, de 27 anos, impôs-se sobre a meta a dois compatriotas, Manuel Belletti (Androni Giocattoli-Sidermec), segundo, e Luca Pacioni (Neri Sottoli-Selle Italia-KTM), fechando os 165 quilómetros entre Catania e Milazzo em 3:48.02 horas.

Vencedor de duas etapas na edição de 2018 da Volta a Portugal, o velocista italiano conseguiu hoje a primeira vitória da temporada, assumindo a liderança da classificação geral individual da prova.

O único português presente na Sicília, Ivo Oliveira (UAE Emirates), cortou a meta em 35.º lugar, com o mesmo tempo do vencedor, com o ciclista de 22 anos a seguir no 36.º posto da geral.

Na quinta-feira, a segunda de quatro etapas liga Capo d'Orlando a Palermo, num total de 236 quilómetros, a mais longa tirada da edição de regresso, que culmina no último dia com a subida ao Monte Etna.

Fonte: Record on-line

“Mathieu van der Poel vence clássica belga Dwars door Vlaanderen”

Holandês soma terceiro triunfo da temporada

Por: Lusa

Foto: EPA

O campeão holandês de ciclismo de estrada e campeão mundial de ciclocrosse, Mathieu van der Poel (Corendon-Circus), venceu esta quarta-feira a clássica belga Dwars door Vlaanderen, o terceiro triunfo da temporada.

Poel, de 24 anos, cumpriu os 182,6 quilómetros que ligaram Roeselare a Waregem em 4:05.54 horas, batendo ao 'sprint' quatro outros ciclistas que o acompanharam nos quilómetros finais.

O francês Anthony Turgis (Direct-Energie) foi segundo, com o mesmo tempo, seguido do luxemburguês Bob Jungels (Deceuninck-Quick Step), terceiro, tendo o austríaco Lukas Postlberger (BORA-hansgrohe) chegado no quarto posto e o belga Tiesj Benoot (Lotto Soudal) no quinto.

O vencedor das edições de 2017 e 2018, o belga Yves Lampaert (Deceuninck-Quick Step), foi hoje oitavo, falhando o objetivo de se tornar o primeiro corredor, ao cabo de 74 edições, a vencer por três vezes.

Para van der Poel, campeão europeu e mundial de ciclocrosse, este foi um novo triunfo na estrada, no primeiro ano enquanto sénior em que aposta na disciplina, depois de vitórias no Grande Prémio de Denain e a primeira etapa da Volta a Antália.

O antigo campeão mundial júnior de estrada, em 2013, e atual vice-campeão europeu na especialidade, já tinha sido quarto noutra clássica do WorldTour na Flandres, a Gent Wevelgem, e conseguiu agora impor-se ao pelotão na Dwars door Vlaanderen.

O português Nelson Oliveira (Movistar) foi hoje 59.º, cortando a meta a 39 segundos do vencedor.

Na corrida feminina, que hoje viveu a terceira edição, o triunfo foi para outra holandesa, Ellen Van Dijk (Trek-Segafredo), numa prova em que a portuguesa Daniela Reis (Doltcini-Van Eyck Sport) foi 80.ª, a 2.06 minutos da vencedora.

Fonte: Record on-line

“Ação de Formação Contínua ‘Bike Fit’ 1.0”

Não perca a ação de formação de Bike Fit 1.0 dia a realizar a 27 de abril em Quarteira.

No dia 27 de abril, a FTP irá organizar em Quarteira uma Ação de Formação Contínua ‘Bike Fit 1.0 – correção de posturas incorretas em ciclismo direcionada para treinadores de Triatlo.

A formação terá o seguinte programa:

8h– receção e acreditação dos participantes;

8h30 – Início;

– erros mais comuns no posicionamento do triatleta, na bicicleta:

– a escolha da bicicleta/material de ciclismo;

– aspetos críticos na avaliação da posição do triatleta;

12h30 – Encerramento;

Local:

Hotel Dom José, Quarteira

 

Razões/pertinência da ação

– Transmitir aos treinadores de Triatlo competências que lhes permitam identificar e aconselhar os seus atletas, na escolha da bicicleta, no seu ajuste ergonómico e a procurar a posição que ofereça um compromisso entre conforto e performance;

– Com frequência os treinadores são abordados por pais e atletas que procuram aconselhamento para a escolha da bicicleta, ou para “afinação” da posição na bicicleta. Por outro lado, os treinadores devem ter a capacidade para avaliarem e corrigirem a postura dos triatletas em cima da bicicleta.

Colaborando com as seleções nacionais de Triatlo, desde 2011, António Facão tem uma experiência acumulada de milhares de avaliações a ciclistas e triatletas. Nesta ação de formação abordará, de forma prática, o fundamental/básico para o bike fit.

Fonte: FTP

“Equipa Portugal/Seleção feminina compete em França”

Por: José Carlos Gomes

A Equipa Portugal participa, sábado e domingo, no Tour de Guévaudan, prova nacional francesa, que se realiza na região da Occitânia.

A selecionadora nacional, Ana Rita Vigário, conta com seis corredoras para o primeiro compromisso da categoria de elite na época de 2019: Celina Carpinteiro (5Quinas/Município de Albufeira/CDASJ), Diana Pedrosa (CC Farto/Aleata), Liliana Jesus (CE Gonçalves/Azeitonense), Sandra dos Santos (Eneicat), Soraia Silva e a júnior Beatriz Faria (Maiatos).

O Tour de Guévaudan é uma prova com duas etapas, ambas em circuito. A primeira, com tiro de partida às 10h00 de sábado, terá 68 quilómetros, com início e final em Naussac. A segunda jornada, a disputar em Saint-Bauzille-de-Putois, terá 84 quilómetros e começa às 9h00 de domingo.

As duas tiradas ficam marcadas por itinerários ondulados, em que as subidas a ultrapassar de forma consecutiva permitem fazer a seleção de valores ao longo de toda a corrida, sem esperar pelos quilómetros finais.

“Vamos participar numa lógica de continuidade do trabalho de desenvolvimento do ciclismo feminino. Pretendemos incrementar a experiência das corredoras num cenário de maior exigência desportiva, tendo em vista os objetivos futuros da Seleção”, afirma Ana Rita Vigário.

Fonte: FPC

“ACM apresentou propostas ao Secretário de Estado da Juventude e do Desporto”

A Associação de Ciclismo do Minho (ACM) apresentou ao Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, um conjunto de propostas com vista à obrigatoriedade de todos os eventos desportivos serem oficializados pelas federações detentoras do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva.

Em causa está, segundo a ACM, a “necessidade de garantir o cumprimento das normas de segurança, da salvaguarda e defesa da verdade e da ética desportiva e de impedir a violação de regras técnicas das modalidades que, a não acontecer, pode resultar em prejuízo e risco para os atletas”.

Segundo a ACM, “não se pretende impedir a organização de eventos desportivos por entidades que não estão enquadradas nas estruturas federadas mas, isso sim, garantir que todos os eventos e todas as organizações cumprem as diretrizes técnicas das modalidades e os requisitos da organização de eventos”.

De acordo com a associação minhota, “existem cada vez mais eventos que fogem à tutela das federações e nos quais não existe qualquer garantia do cumprimento das normas de segurança e da adequação das atividades aos participantes, por exemplo, em função das idades e da necessária conjugação com as distâncias, nível de dificuldade, entre outros.

“Esses eventos são um sério problema do desporto atual e uma grave ameaça ao desenvolvimento desportivo e para os próprios praticantes, não apenas do ciclismo, configurando, além do mais, uma flagrante e incompreensível concorrência desleal em relação a eventos desportivos devidamente oficializados pelas federações dotadas do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva”, explica José Luís Ribeiro, Presidente da Associação de Ciclismo do Minho.

Segundo o dirigente da ACM, nos referidos eventos “não é verificada, no que ao ciclismo diz respeito, a adequação das atividades aos participantes em função, por exemplo, das idades, distâncias e nível de dificuldade, entre outros fatores”, além de que “como temos vindo a alertar, desde 2014, persistem sinais preocupantes em relação ao doping em eventos e competições não reconhecidas pelas federações desportivas e que poderão estar a contribuir para a sua proliferação”. De igual modo, refere a ACM, “vemos com preocupação problemas de segurança e de violação de regras técnicas relevantes da modalidade, em potencial prejuízo e risco dos atletas”.

“Temos assistido ao aparecimento de um considerável número de eventos que se evadem às competências conferidas pelo Estado às Federações Desportivas dotadas do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva, circunstância que, resultando de uma evolução do fenómeno desportivo, não deixa de induzir sérios riscos, inclusive, ao nível da formação integral de todos os participantes”, argumenta José Luís Ribeiro.

O Presidente da ACM considera que “é urgente e imperioso enquadrar definitivamente todos os eventos nas respetivas Federações dotadas do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva pelo que, acompanhando a evolução do fenómeno desportivo e antecipando o futuro, estamos determinados, com o apoio da Federação Portuguesa de Ciclismo e de outras federações que sentem o mesmo problema, em conseguir uma solução para o problema”.

Recorde-se que o PSD apresentou recentemente na Assembleia da República um Projeto de Resolução que recomenda ao Governo uma avaliação da necessidade de melhor proteger as atividades desenvolvidas pelas federações desportivas.

O Projeto de Resolução do Partido Social Democrata, que tem como primeiro subscritor o líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, refere que “decorridos 4 anos sobre a entrada em vigor do diploma [que define as formas de proteção do nome, imagem e atividades desenvolvidas pelas federações desportivas], constata-se que, apesar de diversas virtualidades (…) tem sido pública a existência de situações em que a fiscalização e aplicação do diploma não está a corresponder às legítimas expetativas das federações desportivas”.

Refira-se que a Associação de Ciclismo do Minho liderou anteriormente o movimento que exigiu a eliminação da discriminação das modalidades praticadas na via pública no acesso à comparticipação do Estado, concedida através de verbas dos jogos sociais, para com os custos do policiamento.

As modalidades praticadas na via pública não tinham direito aos apoios do Estado para o policiamento porque a legislação apenas contemplava as modalidades praticadas em recintos desportivos. Em outubro de 2012, na sequência das diligências da Associação de Ciclismo do Minho, foi publicado um novo regime de policiamento que passou a incluir as atividades realizadas na via pública no leque de apoios, tendo sido o 12º Circuito de Palmeira / Prémio Peixoto Alves a primeira prova de ciclismo de estrada a beneficiar da comparticipação do Estado com os custos do policiamento.

Fonte: ACM