quinta-feira, 1 de novembro de 2018

“Príncipes no Dubai”

Ivo e Rui Oliveira vieram deslumbrados do primeiro encontro com a nova equipa, a UAE Emirates

Por: Ana Paula Marques

Foram apenas cinco dias, mas o suficiente para Ivo e Rui Oliveira regressaram a Portugal deslumbrados e entusiasmados com o primeiro encontro com a nova equipa, a UAE Emirates.

O miniestágio que decorreu no Dubai, sede da formação do World Tour, serviu, essencialmente, para os novos elementos do plantel, entre eles os gémeos portugueses, conhecerem os colegas e staff técnico, bem como para todos participarem em ações que envolveram os patrocinadores, que incluíram as mais diversas atividades, como passeio de bicicleta pelo Autódromo Yas Marina, que recebe o Grande Prémio de F1, pela estrada Al Qudra, com 80 km e que vai da cidade ao deserto, refeições e passeios de jipe no deserto e até um encontro com o príncipe do Dubai.

"Acabaram por ser dias atarefados, mas muito gratificantes. Vivemos uma experiência incrível. Tivemos encontros com patrocinadores, eventos sociais. Fomos muito bem tratados, como príncipes das arábias", disse em jeito de brincadeira Rui Oliveira.

Entre os novos colegas há o compatriota Rui Costa, que já conheciam naturalmente, e o italiano Fabio Aru. Com que impressão ficaram os gémeos das estrelas da equipa? "Por vezes pensamos que os grandes craques são diferentes, mas percebemos que são como nós. Trataram-nos do mesmo modo que os líderes. Vai ser muito bom estarmos nesta equipa."

Deste primeiro encontro não saiu para já a planificação da época, e por isso Ivo e Rui Oliveira ainda desconhecem as provas que farão no ano de estreia no principal pelotão. Mas a primeira prova com a camisola da UAE pode ser o Challenger de Maiorca em fevereiro. "Há essa possibilidade, mas como referi ainda não está nada decidido."

Talvez no próximo estágio, que ainda vai decorrer este ano, se fique então a saber mais pormenores.

Fonte: Record on-line

“Sete chegadas em alto e três contrarrelógios na Volta a Itália em 2019”

Percurso apresentado em Milão

Por: Lusa

Foto: EPA

A 102.ª edição da Volta a Itália, em 2019, vai contar com sete chegadas em alto e três contrarrelógios individuais num percurso com um total de 3.518 quilómetros, de 11 de maio a 02 de junho.

O percurso, esta quarta-feira anunciado em Milão, arranca em Bolonha e termina 21 etapas depois em Verona, voltando a arrancar em Itália depois de uma partida em Israel este ano, ainda que passe por São Marino no crono da nona etapa.

O contrarrelógio marca a prova, com um a abrir, outro a meio do 'Giro' e um como encerramento da prova, colocando à prova os trepadores menos capazes na especialidade, ainda que os especialistas tenham de 'aguentar' muita montanha, entre elas sete chegadas em alto, cinco de dificuldade mais elevada.

Das subidas que vão testar o pelotão, nota para o Passo Gavia, ponto mais alto do traçado a 2.618 metros de altitude, ou o Mortirolo, entre as mais famosas, mas também o Passo Manghen, Colle Nivolet, San Carlo ou a subida final da etapa 15, uma réplica da parte final da clássica Volta à Lombardia.

Os sprinters terão várias oportunidades na primeira semana, entre elas na saída de Vinci, na terceira etapa, a homenagear os 500 anos da morte de Leonardo da Vinci, ainda que a terceira e última semana tenha apenas uma chance para os homens mais rápidos do pelotão.

A corrida não partia de Bolonha desde 1994 e, antes de terminar na Arena romana de Verona, atravessa cidades como L'Aquila, no 10.º aniversário de um terramoto que afetou a cidade, Pinerolo, Como ou Novi Ligure, esta última a terra natal de duas figuras maiores do ciclismo italiano: Costante Girardengo e Fausto Coppi, com sete vitórias no Giro entre eles.

Este ano, o vencedor da 101.ª edição da corsa rosa foi o britânico Chris Froome (Sky), presente na cerimónia de apresentação, ainda que não tenha confirmado a defesa do título no próximo ano.

Fonte: Record on-line