quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

“Resultados da 1ª etapa do UAE Tour Feminino 2026: Lorena Wiebes não perdoa e vence o primeiro sprint do ano”


Por: Miguel Marques

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Lorena Wiebes foi a ciclista profissional com mais vitórias em 2025, superando até Tadej Pogacar, e iniciou 2026 da mesma forma. Depois de vencer praticamente todas as suas últimas corridas da época passada, a campeã neerlandesa ergueu os braços na sua primeira prova da nova temporada, no UAE Tour Feminino.

A etapa de 111 quilómetros partiu de Al Mirfa e terminou em Madinat Zayed e, sem qualquer subida no percurso, não se esperavam surpresas no dia. Ainda assim, era preciso concretizar, e a Team SD Worx - ProTime protegeu a melhor sprinter do mundo, que correspondeu na chegada.

Wiebes impôs-se ao sprint e vestiu a primeira camisola de líder da corrida, superando Lara Gillespie e Zoe Bäckstedt, segunda e terceira classificadas no dia.

“Atualização do ranking UCI individual: Remco Evenepoel salta para quinto lugar após estreia bem-sucedida ao serviço da Red Bull – Bora”


Por: Leticia Martins

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A atualização desta semana inclui os pontos somados na prova de um dia do World Tour Cadel Evans Great Ocean Road Race, na corrida por etapas de nível Pro Tour AlUla Tour, nas semi-clássicas espanholas de um dia (Trofeo Calvia, Trofeo Ses Salines, Trofeo Serra Tramuntana, Trofeo Andratx e Trofeo Palma) e no GP La Marseillaise.

Pode consultar a atualização anterior do Ranking UCI aqui. Após a segunda semana de competição, Jay Vine mantém-se no topo da classificação de 2026, mesmo sem somar um único ponto. O australiano sofreu uma queda violenta na última etapa do Tour Down Under devido à invasão da estrada por um canguru, que lhe provocou uma fratura no pulso. Está parado por tempo indeterminado, pelo que não pode participar na Cadel Evans Great Ocean Road Race.

Quem esteve presente foi Mauro Schmid. O suíço assina um início de época notável na Austrália e foi terceiro na clássica, somando 220 pontos. Elevou assim o total para 665, exatamente o mesmo que Vine. Uma coincidência rara que os deixa a partilhar a liderança.

Quase todos os restantes ciclistas do top-10 viajaram para a Austrália, o que faz sentido: as únicas provas World Tour disputadas até agora foram no país. Tobias Lund Andresen completa o pódio graças aos 400 pontos UCI conquistados com a vitória na Cadel Evans Great Ocean Road Race. Superou ao sprint Matthew Brennan, também ele com início de época produtivo, que é quarto com 420 pontos.

Talvez a maior surpresa esteja no quinto lugar, de Brady Gilmore. O jovem australiano estreia-se no World Tour com a NSN, após dois anos na equipa de desenvolvimento da Israel. Foi peça-chave para Ethan Vernon no Tour Down Under, ajudando-o a vencer uma etapa, e recebeu carta branca para procurar o seu resultado na corrida de Cadel Evans, que não desperdiçou ao ser terceiro.

António Morgado é o único corredor do top-10 que ficou na Europa. O português assumiu a liderança da equipa em Espanha e correspondeu às expectativas. Venceu o Troféu Calvià e terminou no top-10 nas outras três corridas em que alinhou, somando 279 pontos UCI ao longo da semana e elevando o total para 338,6.

No ranking anual, Tadej Pogacar mantém-se naturalmente no comando, quase duplicando a pontuação do segundo, Jonas Vingegaard. O top-3 não deverá mexer nas próximas semanas, até as grandes figuras iniciarem a época. Ainda assim, houve algumas alterações dentro do top-10.

Por um lado, Remco Evenepoel estreou-se na Red Bull - BORA - hansgrohe e não perdeu tempo. Começou com três corridas em Espanha e venceu as três com autoridade, somando 267 pontos que bastaram para subir a quinto, após ultrapassar João Almeida. Os dois vão medir forças esta semana em Espanha, na Volta à Comunidade Valenciana, onde Almeida pode recuperar o quinto posto.

Por outro lado, Mathieu van der Poel não precisou competir para subir a sétimo, passando Tom Pidcock. O britânico ainda não deu início à temporada, pelo que não defendeu o título no AlUla Tour conquistado no ano passado, perdendo cerca de 150 pontos.

Por fim, o maior salto pertenceu ao já referido António Morgado, que subiu 17 lugares até à 78.ª posição. Quem mais caiu foi Corbin Strong, que viajou para a Austrália, mas não conseguiu repetir o sucesso de 2025 devido a uma queda.

 

Ranking UCI individual 2026

Data: 04/02/2026

*Este ranking representa exclusivamente os pontos UCI somados na época de 2026.

 

Ranking UCI Anual de Ciclistas

Data: 04.02.2026

*Este ranking reflete os pontos UCI somados nos últimos 12 meses.

 

Ver aqui: https://ciclismoatual.com/ciclismo/atualizacao-do-ranking-uci-individual-remco-evenepoel-salta-para-quinto-lugar-apos-estreia-bem-sucedida-ao-servico-da-red-bull-bora

“Resultados da 2ª etapa da Etoile de Bessèges 2026: Mathieu Kockellmann faz-se de convidado e bate Groenewegen e Moschetti ao sprint”


Por: Miguel Marques

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O Luxemburgo voltou aos holofotes, um país que raramente soma vitórias UCI no pelotão atual. Mathieu Kockelmann assinou o primeiro triunfo como profissional desde que se juntou à Lotto - Intermarché, batendo Dylan Groenewegen num sprint caótico no final da 2ª etapa da Etoile de Bessèges.

O dia plano e chuvoso em Bessèges trouxe mais dureza do que a véspera, pelas horas sob mau tempo, mas impedir um sprint massivo parecia sempre missão difícil. Samuel Leroux, Maël Guégan, Axel Bouquet e Arnaud Tendon formaram a fuga do dia, um movimento que à partida não parecia especialmente perigoso, até porque o percurso não oferecia obstáculos que dificultassem a perseguição.

Bouquet foi o primeiro a ceder, mas mesmo com várias equipas a trabalhar no pelotão, tornou-se muito complicado alcançar os sobreviventes. E na frente, um dos escapados ainda tinha reservas para o final. A 3,5 km, Arnaud Tendon atacou, mantendo uma vantagem sobre o pelotão que parecia dar-lhe uma boa hipótese de vencer a etapa.

O corredor da Van Rysel Roubaix esteve perto de surpreender o pelotão com um triunfo vindo da fuga, mas nos derradeiros metros, já em pleno sprint, foi engolido por sprinters lançados a toda a velocidade. Seguiu-se um photo-finish para determinar o vencedor, que acabou por ser Mathieu Kockelmann, da Lotto-Intermarché, assinando aqui o seu segundo triunfo profissional. Dylan Groenewegen e Matteo Moschetti, os dois favoritos à partida, fecharam o pódio logo atrás.

“Tavfer - Ovos Matinados -Mortágua reage ao adiamento da Prova de Abertura – Região de Aveiro”


A equipa Tavfer-Ovos Matinados - Mortágua informa que, na sequência da decisão da Federação Portuguesa de Ciclismo e das entidades locais, a Prova de Abertura – Região de Aveiro, inicialmente agendada para o próximo sábado, 7 de fevereiro, foi adiada para 14 de março.

A decisão surgiu após uma reunião entre a Federação Portuguesa de Ciclismo, as forças de segurança, a Proteção Civil, os municípios de Ílhavo e Ovar e a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, onde foram avaliados o agravamento das condições meteorológicas e o estado de calamidade vigente. As autoridades consideraram que algumas das vias do percurso não reúnem, no momento, as condições de segurança necessárias à realização da prova, dando prioridade à segurança dos atletas e à disponibilidade total dos meios de socorro.

 

Declaração de Xavier Silva, manager da Tavfer- Ovos Matinados- Mortágua:

 

“Fomos informados ontem acerca do adiamento da Prova de Abertura para o próximo dia 14 de março. Neste momento, em estado de calamidade e com previsões de agravamento do estado do tempo para os próximos dias, estamos seguros de que foi a melhor decisão de forma a salvaguardar a segurança de toda a caravana. O início de temporada está marcado para a Figueira Champions Classic, no dia 14 de fevereiro.”

A Tavfer-Ovos Matinados - Mortágua manifesta total compreensão e apoio à decisão das autoridades e da Federação, sublinhando que a segurança de todos os intervenientes deve ser sempre a prioridade. A equipa mantém o seu plano de preparação intacto e volta a atenção agora para a estreia oficial da temporada.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados - Mortágua

“Remco Evenepoel vence em Valência sem impacto na geral, impondo estatuto num contrarrelógio “decorativo”; Almeida prefere a gestão ao risco”


Por: José Morais

O contrarrelógio individual da Volta à Comunidade Valenciana acabou por ser, na prática, um exercício de estilo. Com os tempos anulados para a classificação geral devido ao vento, a segunda etapa perdeu peso competitivo, mas não retirou a Remco Evenepoel a oportunidade de reafirmar o seu estatuto de referência mundial na especialidade.

O belga da Red Bull-BORA-hansgrohe, tricampeão mundial de CRI, correu como se a etapa tivesse impacto total na corrida. Em 17 quilómetros, marcou 20m12s e foi claramente o mais rápido, deixando uma mensagem inequívoca: mesmo quando “não conta”, Evenepoel conta sempre. A vitória serviu mais para afirmação individual do que para mexer na narrativa da geral, que ficou intacta.

Do lado português, João Almeida optou por uma leitura completamente diferente do momento. Em estreia de temporada, o ciclista da UAE Team Emirates privilegiou a prudência, sem qualquer risco desnecessário, terminando apenas no 89.º lugar, a mais de três minutos. Foi uma decisão claramente estratégica: com a etapa neutralizada para a geral, não havia ganhos a justificar um esforço máximo ou a exposição a quedas.

Quem aproveitou melhor o cenário foi Nelson Oliveira (Movistar), especialista no esforço individual, que terminou num sólido 34.º lugar, confirmando consistência mesmo num dia atípico.

Com os tempos anulados, a Volta à Comunidade Valenciana segue sem sobressaltos na liderança, com Biniam Girmay (Intermarché-Wanty) a conservar a camisola de líder. A corrida avança, assim, com uma etapa ganha, mas poucas conclusões coletivas à exceção de uma, clara: quando há um contrarrelógio, Evenepoel nunca passa despercebido, conte ou não para a geral.

“ATUALIZAÇÃO: Mads Pedersen com múltiplas fraturas após a queda na Volta à Comunidade Valenciana - primavera em risco”


Por: Miguel Marques

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Más notícias no seio da Lidl-Trek. Mads Pedersen caiu nos quilómetros finais da 1ª etapa da Volta à Comunidade Valenciana. Foi forçado a abandonar e pode ver comprometida a preparação para a campanha da primavera, a dois meses da Volta à Flandres e de Paris-Roubaix.

Pedersen costuma abrir a época na Etoile de Bessèges ou noutra corrida em França, mas após os problemas de segurança de 2025, a Lidl-Trek optou por não alinhar na prova francesa. Em alternativa, o dinamarquês escolheu estrear-se este ano perto da base de treinos de inverno da equipa, na Comunidade Valenciana.

À partida da 1ª etapa, era o principal favorito, o nome mais sonante entre os sprinters para discutir o triunfo. Por isso, causou surpresa a sua ausência no pelotão na fase final da tirada inaugural, enquanto sprinters como Biniam Girmay e Arne Marit, primeiro e segundo do dia, passaram incólumes. Mathias Vacek representou a formação alemã na frente, mas Pedersen não voltou a aparecer.

“ponto-chave” da etapa. Seguir-se-ão mais atualizações, mas o incidente obrigá-lo-á a falhar competição importante e pode exigir algum tempo fora da bicicleta.

Com Mathieu van der Poel e Tadej Pogacar a atravessarem o inverno sem problemas físicos, o fosso para o resto do pelotão pode alargar-se, numa fase em que Jonas Vingegaard, Remco Evenepoel e Wout van Aert foram vítimas de lesões graves no último ano.

 

Comunicado da Lidl-Trek

 

“Não é assim que alguém gostaria de ver Mads Pedersen iniciar a sua época de 2026! Uma queda ao entrar no ponto-chave da etapa 1 da Volta à Comunidade Valenciana obrigou Mads a abandonar a corrida. Daremos nova atualização quando soubermos mais”.

 

ATUALIZAÇÃO

 

A Lidl-Trek divulgou uma atualização sobre o estado do dinamarquês na noite desta quarta-feira:

“Vento forte levou à anulação dos tempos do contrarrelógio na Volta à Comunidade Valenciana”


Por: José Morais

As condições meteorológicas adversas, em particular o vento forte que se faz sentir na região, levaram a organização da Volta à Comunidade Valenciana a anular os tempos do contrarrelógio individual da segunda etapa da prova, agendada para esta tarde.

Apesar da decisão, a etapa manteve-se no programa, e foi disputada na íntegra, ao longo dos 17 quilómetros previstos. No entanto, os tempos realizados pelos corredores não contarão para a classificação geral, não produzindo qualquer impacto nas contas da corrida. Ainda assim, existiu um vencedor da etapa, com direito à respetiva cerimónia protocolar no final.

Esta decisão retirou a importância competitiva de uma jornada que estava destinada a provocar a primeira grande seleção entre os principais candidatos à vitória final da prova. Entre os nomes que poderiam beneficiar ou perder tempo neste contrarrelógio destacava-se o português João Almeida, da UAE Emirates, e o belga Remco Evenepoel, da Red Bull-BORA-hansgrohe.

Com os tempos anulados, a luta pela classificação geral ficou adiada para as próximas etapas, mantendo-se em aberto o equilíbrio entre os favoritos à conquista final da prova espanhola.

“39º Circuito de Ciclismo de Vila Chã de Ourique: tradição, identidade local e paixão pelo ciclismo”


No dia 1 de maio em Vila Chã de Ourique (Cartaxo) irá decorrer a festa nacional do ciclismo dedicada à formação. Um circuito de referência nacional integrará esta iniciativa, que contará com a participação de todas as equipas nacionais, reunindo jovens atletas e promovendo o futuro do ciclismo português

Este será também um momento de homenagem à história do ciclismo nacional, com a presença de antigas glórias da modalidade, num encontro entre gerações.

A prova é promovida pela Associação de Ciclismo de Santarém e organizada pela ACAS - Associação Comunitária de Assistência Social de Vila Chã de Ourique.

Uma grande festa do desporto, da formação e da nossa Vila e onde será também homenageado uma pessoa muito importante na nossa freguesia e um dos impulsionadores para a criação da ACAS, o Sr. Valdemar Venâncio Crespo.

 

Um pouco de história

 

O Circuito de Ciclismo de Vila Chã de Ourique é uma das provas desportivas que melhor reflete a ligação histórica entre o ciclismo e as comunidades locais em Portugal. Inserido na tradição dos circuitos urbanos e semiurbanos, este evento tornou-se, ao longo dos anos, um ponto de encontro entre atletas, adeptos e população, assumindo um papel relevante na promoção do desporto e da identidade da vila.

A origem do circuito está ligada à forte presença do ciclismo popular e de formação no Ribatejo, região que sempre revelou grande entusiasmo pela modalidade. Tal como acontece noutras localidades portuguesas, provas deste género surgiram como uma forma de dinamizar a vida social, associar o desporto às festividades locais e criar oportunidades de competição para ciclistas amadores e jovens atletas, muitos deles oriundos da própria região.

O traçado do circuito, normalmente disputado em várias voltas dentro da localidade, proporciona um espetáculo intenso e acessível ao público. Esta proximidade entre atletas e espectadores é uma das marcas distintivas da prova, transformando as ruas de Vila Chã de Ourique num verdadeiro palco de competição, onde a velocidade, a estratégia e a resistência se combinam num ambiente festivo.

Mais do que uma simples competição, o Circuito de Ciclismo de Vila Chã de Ourique desempenha um papel importante na promoção do desporto de base e na valorização do ciclismo como prática saudável e formativa. Para muitos jovens ciclistas, este tipo de prova representa um primeiro contacto com a competição organizada, funcionando como espaço de aprendizagem e afirmação desportiva.

A nível local, o evento contribui também para a dinamização económica e social da vila, atraindo visitantes, equipas e acompanhantes, e reforçando o sentimento de pertença da comunidade. A mobilização de voluntários, associações e entidades locais demonstra como o ciclismo continua a ser um elemento agregador, capaz de unir gerações em torno de uma paixão comum.

Com raízes no ciclismo popular e olhar voltado para o futuro, o Circuito de Ciclismo de Vila Chã de Ourique mantém-se como um exemplo da importância das provas regionais no panorama nacional. Estas competições são fundamentais para a continuidade da modalidade, preservando tradições, revelando talentos e mantendo viva a relação histórica entre o ciclismo e o território.

“Iúri Leitão sagra-se Campeão Europeu de Omnium”


Ao quarto dia do Campeonato da Europa de Pista chegou a glória para Portugal. Iúri Leitão sagrou-se Campeão Europeu de omnium, em Konya, na Turquia, garantindo o primeiro título europeu da história da Seleção Nacional em disciplinas olímpicas de pista na categoria de elites.

O ciclista português entrou da melhor forma possível no sempre exigente programa de omnium, tendo vencido as duas primeiras provas, o scratch e a corrida tempo. A eliminação não correu de feição, mas o 15.º lugar não hipotecou as chances de Iúri, que entrou na derradeira prova em segundo lugar, com 92 pontos, menos dez que o neerlandês Yanne Dorenbos.

Na corrida por pontos final, Iúri Leitão voltou a brilhar, tendo dobrado o pelotão por uma vez e vencido três sprints, além de ter sido segundo em quatro e quarto num. No final das contas, Iúri sagrou-se Campeão da Europa de omnium com 140 pontos, à frente do neerlandês Yanne Dorenbos, segundo com 131, e do alemão Roger Kluge, terceiro com 126.


“O Iúri trabalhou arduamente neste programa de omnium e sai daqui um justo de um vencedor. Ganhámos as duas primeiras corridas e entrámos bem na eliminação, mas ficámos sem espaço numa fase de transição e saímos prematuramente, algo que não estava nos planos. No entanto, o Iúri teve uma atitude extremamente positiva e, na última corrida, demonstrou toda a sua capacidade e supremacia relativamente aos adversários. Foi muito difícil ganhar, mas conseguimos levar a melhor com muita resiliência e sentido de oportunidade”, explica Gabriel Mendes.

“Foi um dia muito longo. Comecei muito bem, com duas vitórias, e a última corrida foi muito longa e difícil, com muito calor, mas foi igual para todos. Joguei as minhas cartas e no final conquistei a camisola de Campeão Europeu, o que me deixa muito feliz. É a minha sexta camisola, mas, para mim, é como se fosse a primeira. Foi uma corrida muito difícil, tive de lutar até ao fim e por isso tem um significado especial. Estou muito orgulhoso”, destaca Iúri Leitão, em declarações à UEC.


“Quero agradecer a todas as pessoas que desde sempre me acompanharam, especialmente hoje. Agradecer também a toda a minha família e aos meus amigos, especialmente ao meu colega Miguel Salgueiro que está em recuperação. Saiu hoje do hospital de propósito conseguir ver a corrida e quero deixar-lhe uma palavra especial de agradecimento. Não posso esquecer a minha esposa, que está comigo e que me atura todos os dias neste processo para que este sonho seja possível”, acrescenta o novo Campeão Europeu de omnium.

Escreveu-se história em Konya, uma vez que este foi o primeiro título europeu de Portugal em disciplinas olímpicas de pista entre elites. Foi também o sexto título de Campeão Europeu para Iúri Leitão, que conta ainda no seu palmarés com um título mundial (omnium) e um título olímpico (madison).

“Este é mais um momento histórico. Tem um significado especial ganhar nas disciplinas olímpicas. Já tínhamos feito vários pódios, mas nunca tínhamos ganho um Europeu de elite nestas disciplinas. É preciso muita competência a vários níveis, do atleta e da equipa, para sermos eficientes num programa tão duro. Estamos quase nas 90 medalhas entre Europeus, Mundiais e Jogos Olímpicos, o que é muito significativo para o ciclismo português”, acrescenta o Selecionador Nacional de Pista.

O dia de Portugal no Europeu de Pista terminou com a participação da Daniela Campos na prova de corrida por pontos. A portuguesa terminou em 17.ª, numa prova intensa e muito disputada que sorriu à belga Lotte Kopecky.

“Sabíamos que ia ser uma corrida exigente. Tínhamos a ambição de procurar pontuar através de um sprint ou de uma fuga, mas infelizmente não conseguimos perante o nível das melhores atletas em prova. Temos de continuar a trabalhar para melhorar nas próximas competições”, analisa o Selecionador Nacional.

Numa vitória diferente para a Seleção Nacional, Miguel Salgueiro teve alta hospitalar esta quarta-feira, depois de ter sofrido fraturas numa costela e em duas vértebras na sequência de uma queda na prova de eliminação. O ciclista pôde festejar o título europeu junto de Iúri Leitão e irá viajar com a comitiva para Portugal na sexta-feira.

O Campeonato da Europa de Pista chega ao fim esta quinta-feira. Portugal encerra a participação com a prova de madison, na qual Iúri Leitão e Diogo Narciso irão formar dupla. A prova será transmitida em direto na Eurosport 2.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Prova de Abertura - Região de Aveiro adiada para 14 de março”


A Prova de Abertura – Região de Aveiro, inicialmente prevista para este sábado, 7 de fevereiro, foi adiada na sequência de uma decisão conjunta, tomada durante uma reunião, realizada na tarde desta quarta-feira, entre a Federação Portuguesa de Ciclismo, as forças de segurança, a Proteção Civil, os presidentes das Câmaras Municipais de Ílhavo e Ovar e representantes da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro.

A decisão resulta do agravamento das condições climatéricas previstas, bem como do facto de algumas das vias do percurso não reunirem, neste momento, as condições de segurança necessárias para a passagem dos ciclistas. O atual estado de calamidade recomenda um cenário de prudência máxima, exigindo a total disponibilidade dos meios de socorro, de forma a evitar constrangimentos ou bloqueios à circulação de veículos de emergência.

Neste contexto, e com o objetivo de salvaguardar a segurança de corredores, equipas, organização, fornecedores e público, foi consensualmente decidido adiar a prova para o dia 14 de março (sábado), mantendo-se o formato inicialmente previsto.

A Federação Portuguesa de Ciclismo agradece a compreensão de todos e expressa a sua solidariedade institucional com as entidades e comunidades afetadas, reiterando a importância da cooperação e da responsabilidade coletiva num contexto de risco acrescido.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

Ficha Técnica

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