sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

“Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua vive contrarrelógio atípico na 3.ª etapa da Volta ao Algarve 2026”


O terceiro ato da Volta ao Algarve 2026 disputou-se hoje num contrarrelógio individual de 19,5 quilómetros, com partida e chegada em Vilamoura e passagem por Quarteira, num traçado urbano com início técnico e uma segunda parte mais rápida, ideal para os especialistas do esforço solitário. A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua apresentou Daniel Dias como principal aposta para a etapa, mas o dia ficou marcado por circunstâncias atípicas antes mesmo do arranque.

Durante o controlo de medição das bicicletas, vários corredores do pelotão viram as suas bicicletas reprovar, o que obrigou a ajustes de última hora na posição, na aerodinâmica e no conforto dos atletas, acrescentando um nível de stress inesperado a minutos de entrarem na rampa de lançamento. Daniel Dias foi o primeiro corredor da equipa a partir e, dentro deste contexto, respondeu com grande concentração, seguindo de perto as indicações de Gustavo Veloso, que o foi guiando ao longo de todo o exercício contra o cronómetro.

Já em pleno percurso, o extensor de braço do guiador acabou por descer ligeiramente, alterando a posição prevista e obrigando o corredor a adoptar uma postura mais agressiva, menos confortável. Apesar de tudo, Daniel Dias nunca deixou de tentar tirar o máximo do dia e concluiu o contrarrelógio a 3m46s do vencedor da etapa, Filippo Ganna, da INEOS Grenadiers. O restante bloco da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua terminou dentro de diferenças semelhantes, na ordem de mais um minuto para lá desse registo, numa jornada que serviu também como aprendizagem e afinação para futuros exercícios individuais.


Daniel Dias:“Foi um dia atípico desde o início, com muitas alterações nas bicicletas e na posição em cima da hora. Tive de me adaptar rapidamente e, já em prova, o extensor de braço baixou, o que me obrigou a mudar a postura e tornou o esforço menos confortável, sobretudo para as costas. Mesmo assim, tentei manter o foco, seguir as indicações do Gustavo e tirar o máximo deste contrarrelógio. Não foi o resultado que ambicionava, mas levo daqui uma experiência importante para o futuro. Foi uma ótima primeira experiência ter o Gustavo Veloso a dar me indicações no carro e que não tenho dúvidas que será uma enorme mais valia num próximo contrarrelógio em que esteja tudo alinhado nas melhores condições.”

Gustavo Veloso: “Sabíamos que este contrarrelógio podia ser uma boa oportunidade para o Daniel mostrar o seu valor, mas a situação com as medições das bicicletas condicionou o dia de muitos corredores, incluindo os nossos. O Daniel reagiu com profissionalismo, foi o primeiro a sair, ouviu tudo o que lhe fomos passando e lutou até ao fim, mesmo com desconforto físico. A equipa, no seu conjunto, cumpriu, chegou dentro de tempos controlados e, acima de tudo, ganhou mais experiência num contexto de alto nível.”

Amanhã disputa-se a 4.ª etapa, entre Albufeira e Lagos, com um circuito final de 32 quilómetros que abre novamente a porta a uma chegada ao sprint. A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua pretende manter a identidade ofensiva: tentar, sempre que possível, entrar na fuga do dia e, se o desfecho for ao sprint, trabalhar para colocar Leangel Linarez na melhor posição possível para discutir a etapa em Lagos.

 

Classificação Volta ao Algarve 2026

3ª Etapa

Vilamoura > Vilamoura (CR)

Classificação da etapa

 

1. GANNA Filippo (INEOS Grenadiers), 21m53s

128. DIAS Daniel (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 3m46s

129. SILVA Bruno (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 3m49s

133.  LINAREZ Leangel Rubén (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 4m04s

143. CARVALHO Gonçalo (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 4m20s

146. MARTINGIL César (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 4m23s

153. BARBAS Rafael (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 4m38s

161. MORAIS Francisco (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 5m11s

 

Classificação Geral Individual - Amarela

 

1. AYUSO Juan (Lild-Trek), 8h32m43s

67.CARVALHO Gonçalo (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 10m14s

96. BARBAS Rafael (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 16m51s

131. MORAIS Francisco (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 21m13s

140. SILVA Bruno (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 23m02s

157. DIAS Daniel (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 32m35s

158.  LINAREZ Leangel Rubén (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 32m53s

160. MARTINGIL César (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 33m12s

 

Classificação por equipas

 

1. INEOS Grenadiers, 25h40m15s

23. Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua, a 43m42s

 

Dia do “Dias” | Contrarrelógio da Volta ao Algarve 2026 com Daniel

 

Passámos o dia de contrarrelógio com o nosso estreante Daniel Dias, num dia atípico, cheio de imprevistos, mas também de força de vontade e espírito de equipa.Do autocarro à rampa de partida, dos ajustes na bicicleta às últimas indicações do carro de apoio, mostramos tudo o que não se vê na televisão: rotinas, nervos, foco e o apoio dos colegas em cada metro do percurso.

Se queres acompanhar os bastidores completos da Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua nesta Volta ao Algarve 2026, subscreve o nosso canal e ativa as notificações Todos os dias, a partir das 21h, há um novo episódio com histórias de dentro da equipa.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua

“Juan Ayuso reforça liderança no Algarve, mas mantém João Almeida sob vigilância”


Por: José Morais

O espanhol Juan Ayuso consolidou esta sexta-feira a liderança na Volta ao Algarve, ao terminar na segunda posição o contrarrelógio individual da terceira etapa, disputado em Vilamoura, num percurso de 19,5 quilómetros. O corredor da Lidl-Trek apenas foi superado pelo especialista italiano Filippo Ganna (Ineos Grenadiers), considerado um dos melhores do mundo na disciplina.

Com este resultado, Ayuso ganhou 37 segundos ao português João Almeida (UAE Emirates), que concluiu o exercício individual no 10.º lugar e manteve a terceira posição da classificação geral, agora a 44 segundos do camisola amarela. Na segunda posição segue o jovem francês Paul Seixas (Decathlon AG2R), a apenas sete segundos da liderança, deixando tudo em aberto para as etapas decisivas.

 

“A UAE vai tentar algo”

 

Apesar da vantagem confortável sobre João Almeida, Ayuso não dá a corrida por decidida e antevê movimentações da formação dos Emirados nas derradeiras dificuldades montanhosas.

“É uma diferença já considerável e só resta um dia realmente duro, mas a UAE tem uma equipa muito forte e de certeza que vão tentar algo. Não vão ficar sem tentar e temos de estar atentos”, afirmou o espanhol no final da etapa.

O líder da geral espera igualmente forte oposição de Paul Seixas na última tirada, que termina na exigente subida ao Alto do Malhão, agendada para domingo. “Vendo como o Paul esteve forte hoje e depois de ter vencido na Fóia, acredito que no último dia vai colocar pressão. As diferenças são curtas e ainda há muito para jogar”, sublinhou.

 

Derrota “contra um dos melhores do mundo”

 

No que diz respeito ao contrarrelógio, Ayuso mostrou-se satisfeito com o desempenho, apesar de ter falhado a vitória por escassos cinco segundos para Ganna.

“A equipa foi-me dando referências ao longo do percurso, sobretudo comparando com o tempo do meu colega Jacob Söderqvist, que tinha feito um registo muito competitivo. Saber quase ao quilómetro como estava a evoluir ajudou-me a gerir o esforço. Perder por cinco segundos custa sempre, mas quando é contra um dos melhores do mundo, não há drama”, comentou.

 

Questão das camisolas gera exceção

 

O contrarrelógio de Vilamoura ficou ainda marcado por uma situação particular: apenas o líder da classificação da montanha, Tomas Contte (Aviludo), competiu com a respetiva camisola azul. Ayuso não envergou a amarela, tal como Paul Seixas não utilizou as cores distintivas das classificações da juventude e dos pontos.

O espanhol explicou que a decisão resultou de um entendimento entre equipas, organização e União Ciclista Internacional (UCI), permitindo que os líderes corressem com os seus fatos específicos de contrarrelógio.

“As equipas investem muito tempo e dinheiro no desenvolvimento destes fatos. Para garantir igualdade de condições, foi-nos permitido utilizá-los. Agradeço ao organizador por compreender que esta também é uma corrida de preparação e que é importante testar material para os grandes objetivos da época”, concluiu Ayuso.

Com apenas uma etapa de montanha pela frente, a Volta ao Algarve promete emoção até aos últimos metros, com Ayuso na frente, mas sob ameaça de um ataque concertado da UAE e da juventude irreverente de Seixas na decisiva rampa do Malhão.

“Paris-Roubaix não se compara a nada” Mathieu van der Poel antes das Clássicas da Primavera”


Por: Miguel Marques

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Mathieu van der Poel aponta novamente à primavera com fome de monumentos. O neerlandês inicia a nova época determinado a erguer os braços outra vez na Milan-Sanremo, na Volta à Flandres e no Paris–Roubaix, três corridas que moldaram a sua carreira e que, previsivelmente, o voltarão a opor a Tadej Pogacar como principal rival. O duelo entre ambos tornou-se uma das grandes atrações do calendário, e tudo indica que esta temporada não será exceção.

Longe de mexer numa fórmula vencedora, Van der Poel mantém o plano intacto. No podcast da WHOOP deixou claro que a abordagem não muda: “Os meus objetivos são mais ou menos os mesmos dos últimos anos: primeiro construir a base com o ciclocrosse e depois focar-me nas grandes clássicas da primavera”. Essa base de inverno permite-lhe chegar com explosividade e resistência aos compromissos decisivos de março e abril, onde cada detalhe conta.

Em corridas como a Milan-Sanremo, onde a colocação antes do Poggio é determinante, ou na Flandres, com os seus bergs estreitos e explosivos, a experiência torna-se um diferenciador-chave. O próprio Van der Poel explicou a importância dessa aprendizagem tática: “Nas clássicas, quando o percurso passa de estradas largas para subidas estreitas, tens de estar entre os primeiros vinte; caso contrário, é impossível estar com o grupo da frente. Isso aprende-se, e a experiência ajuda, mas uma equipa forte também é importante”. A mensagem sublinha a leitura de corrida e o apoio coletivo necessários para lutar pela vitória.

Se há uma corrida com lugar especial no seu coração, é a Volta à Flandres. Van der Poel não escondeu a preferência pela Clássica flamenga quando questionado sobre a favorita: “Quando me perguntam a minha corrida preferida, não é surpresa: a Ronde van Vlaanderen (a Volta à Flandres). É a maior corrida que posso vencer, a par do Paris–Roubaix. São as corridas que via em miúdo e com que sempre sonhei”. As palavras captam o peso emocional que os monumentos têm para um corredor que cresceu a admirar essas mesmas estradas.

 

Paris–Roubaix, a exceção

 

Paris–Roubaix, porém, coloca um desafio diferente até para quem vem do ciclocrosse. O neerlandês descreveu a singularidade do Inferno do Norte: “Paris–Roubaix não se compara a nada. É tão dura por causa dos paralelos. A chegada no velódromo é única. Embora muitos ciclocrossistas queiram fazê-la por parecer semelhante, não concordo: é a clássica de um dia mais difícil. Vencer ali dá uma sensação indescritível. É pena acabar tão depressa. À medida que envelheço, tento desfrutar mais. Um dia vou deixar de correr.”

“Resultados 3ª etapa da Volta à Andaluzia 2026: Milan Fretin bate Penhoet e Laporte em dramático sprint no foto-finish”


Por: Miguel Marques

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Milan Fretin impôs-se na vitória na 3ª etapa da Volta à Andaluzia, emergindo de um sprint massivo a alta velocidade em Lopera, após o dia mais longo da corrida se resolver num final compacto e controlado.

A etapa de 180,9 quilómetros, com partida em Jaén, foi animada grande parte da tarde por uma escapada inicial de quatro homens com Josh Burnett, Nicolas Alustiza, Giosue Epis e Samuel Florez. O quarteto chegou aos três minutos de vantagem na primeira metade do percurso, com Burnett a somar os pontos máximos no Alto Santa Ana e no Alto de Peñallana, reforçando a liderança na classificação da montanha.

Atrás, porém, o tom começou a mudar.

 

Visma impõe a perseguição, mas Cofidis concretiza

 

A Team Visma | Lease a Bike e a Uno-X Mobility aumentaram gradualmente o ritmo na segunda metade da etapa, reduzindo a diferença de mais de dois minutos para apenas 15 segundos a 15 quilómetros da meta, quando o pelotão se aproximava da última subida a Porcuna.

A ascensão a Porcuna, 2,5 quilómetros a 3,6 por cento e a coroar a 12,9 quilómetros do final, não provocou seleções significativas. O pelotão manteve-se compacto no topo e os quatro homens da frente foram alcançados pouco depois, com a intensidade a subir.

Daí em diante, a etapa entrou plenamente em modo sprint. O pelotão alongou sob velocidade sustentada, mas sem cortes decisivos. Já dentro do quilómetro final, a Team Visma | Lease a Bike colocou três homens na dianteira para lançar Christophe Laporte, que abriu o sprint a partir das primeiras posições. Fretin foi mais rápido.

O corredor da Cofidis passou nos metros finais para conquistar a etapa, negando o triunfo a Laporte e a Paul Penhoet num photo finish apertado.

Ivan Romeo, que iniciou o dia com sete segundos de vantagem sobre Andreas Leknessund na geral, chegou em segurança no pelotão, mantendo-se inalterada a classificação após uma tirada que ameaçou seleção, mas acabou por oferecer um sprint a toda a velocidade.

A 3ª etapa abandonou o guião da fuga inicial e concluiu com um final compacto, com Fretin a capitalizar o trabalho alheio para garantir a vitória no dia mais longo desta edição.

“Volta ao Algarve: João Almeida promete tudo por tudo no Malhão apesar da desvantagem para Juan Ayuso”


Por: José Morais

A luta pela camisola amarela ganhou novos contornos após o contrarrelógio desta sexta-feira. João Almeida segurou o terceiro lugar da classificação geral, mas viu a diferença para o líder aumentar para 44 segundos, depois de terminar a etapa contra o tempo na 10.ª posição.

O exercício individual, marcado por ritmos elevadíssimos e diferenças milimétricas, acabou por favorecer Juan Ayuso, que reforçou a liderança da prova algarvia. O espanhol apresentou-se em excelente nível e consolidou a vantagem numa fase decisiva da corrida.

Apesar do cenário mais exigente, Almeida não escondeu ambição. O corredor da UAE Team Emirates mostrou-se combativo e deixou uma promessa clara: a decisão só ficará selada na derradeira etapa, com chegada ao Alto do Malhão.

“Vou dar o meu melhor. Vou tentar atacar no último dia”, afirmou o ciclista português, determinado a aproveitar o terreno seletivo da última jornada para relançar a discussão pela vitória final.

Sobre o desempenho no contrarrelógio, Almeida fez uma análise lúcida: sentiu que cumpriu o seu plano, mas reconheceu a superioridade dos adversários diretos. “Dei o meu máximo. Acho que estive muito bem, foi um bom contrarrelógio. Esperava perder algum tempo para o Ayuso, mas não tanto. Parabéns a ele, está em grande forma.”

Com tudo ainda em aberto, o Malhão volta a assumir o papel de juiz tradicional da Volta ao Algarve. Num percurso explosivo e propício a ataques, João Almeida prepara-se para arriscar porque, enquanto houver estrada, haverá esperança.

“Juan Ayuso reforça a liderança na Volta ao Algarve, ao ser segundo no contrarrelógio, com João Almeida a ser 10º numa etapa que foi ganha por Filippo Ganna”


Por: José Morais

O espanhol Juan Ayuso consolidou esta sexta-feira a camisola amarela na Volta ao Algarve, ao terminar no segundo lugar do contrarrelógio individual disputado em Vilamoura, numa tirada de 19,5 quilómetros marcada por velocidade elevada e um susto pelo meio.

Ayuso ainda escapou a uma queda aparatosa durante o percurso, num momento que poderia ter comprometido as suas aspirações à geral. O líder da corrida conseguiu, porém, manter o controlo, relançar o ritmo e discutir a vitória até aos metros finais, ficando a apenas cinco segundos do triunfo.

O mais rápido do dia foi o especialista italiano Filippo Ganna, da Ineos Grenadiers, que confirmou o estatuto de favorito ao vencer com o tempo de 21.53 minutos. A fechar o pódio do contrarrelógio ficou o sueco Jakob Söderqvist, colega de equipa de Ayuso na Lidl-Trek, a sete segundos do vencedor, enquanto o jovem francês Paul Seixas foi quarto, a 12 segundos.

Entre os portugueses, João Almeida concluiu a etapa na 10.ª posição, a 42 segundos de Ganna. Já no primeiro ponto intermédio o corredor da UAE Emirates revelava dificuldades para acompanhar os melhores registos, cedendo 21 segundos para Ayuso e 16 para Seixas. Ainda assim, mantém-se no pódio da geral, embora agora a 44 segundos do camisola amarela.

Com este resultado, Ayuso reforça a liderança da prova algarvia e amplia para sete segundos a vantagem sobre o segundo classificado da geral, ganhando margem antes das duas etapas decisivas do fim de semana. A consistência demonstrada no esforço individual contra o cronómetro tradicionalmente um terreno onde Ganna costuma fazer diferenças maiores surge como sinal claro da evolução do jovem espanhol nas provas por etapas.

Destaque ainda para Rafael Reis, da Anicolor, que foi o melhor representante das equipas portuguesas, terminando na 39.ª posição, a 1.37 minutos do vencedor.

A quarta etapa, este sábado, deverá favorecer os sprinters numa chegada previsivelmente compacta a Lagos, antes do tradicional desfecho em alto no Malhão, onde a luta pela geral promete novo capítulo e onde João Almeida já avisou que tentará atacar para ainda discutir a vitória final.

“Milan volta a impor a sua lei no Dubai e Eulálio ganha terreno na geral”


Por: José Morais

O italiano Jonathan Milan confirmou esta sexta-feira o estatuto de homem mais veloz do pelotão ao conquistar, pelo segundo dia consecutivo, a quinta etapa da Volta aos Emirados Árabes Unidos. Num final decidido ao sprint nas ruas do Dubai, o corredor da Lidl-Trek voltou a não dar hipóteses à concorrência, reforçando a sua candidatura à camisola por pontos.

A tirada de 166 quilómetros, iniciada em Al Mamzar Park e concluída junto à Hamdan Bin Mohammed Smart University, foi cumprida em 3:33.18 horas. Milan, de 25 anos, lançou o sprint com autoridade e bateu o norueguês Erlend Blikra, da Uno-X Mobility, e o italiano Matteo Malucelli, da XDS Astana, que completaram o pódio da etapa.

A jornada ficou marcada por ritmo elevado, mas sem alterações de fundo na luta pela classificação geral. A liderança permanece nas mãos de Antonio Tiberi, da Bahrain Victorious, que mantém 21 segundos de vantagem sobre o mexicano Isaac del Toro, da UAE Team Emirates. O colombiano Harold Tejada, também da XDS Astana, segue a um minuto, fechando o top três provisório.

Entre os portugueses, Afonso Eulálio foi 23.º classificado, integrado no pelotão principal e com o mesmo tempo do vencedor. O jovem corredor luso aproveitou a ausência de cortes para ascender três posições na geral, ocupando agora o 31.º lugar um sinal de consistência numa prova marcada por diferenças curtas antes das decisões na montanha.

E é precisamente a montanha que promete agitar as contas este sábado. A sexta e penúltima etapa liga o Al Ain Museum ao exigente Jebel Hafeet, ao longo de 168 quilómetros. A subida final, com 10,6 quilómetros a uma inclinação média de 6,9%, deverá funcionar como juiz supremo da corrida e poderá redefinir completamente a hierarquia.

Sem o esloveno Tadej Pogačar vencedor da edição de 2025 e também triunfador em 2021 e 2022, abre-se espaço para novas ambições e protagonistas. Se os sprinters têm brilhado nas etapas planas, será agora o terreno inclinado a ditar quem sairá dos Emirados com a consagração final.

“Ivo Oliveira quer vencer com as cores nacionais e aponta a 2026 com ambição redobrada”


Por: José Morais

Depois de ter integrado a histórica temporada de 2025 da UAE Team Emirates, que culminou num recorde absoluto de 97 vitórias, Ivo Oliveira entra em 2026 com um objetivo claro: erguer os braços com a camisola de campeão nacional vestida.

O ciclista gaiense, atual campeão nacional de fundo título que já conquistara também em 2023 não esconde o orgulho sempre que compete em solo português. A 52.ª edição da Volta ao Algarve voltou a proporcionar-lhe esse sentimento especial.

“É a segunda vez que faço o Algarve como campeão nacional e é um orgulho enorme mostrar estas cores em Portugal. Tenho poucas oportunidades de correr no país. Já estive na Figueira e aqui sente-se o calor do público. É muito bonito”, sublinhou.

As discretas listas verde e vermelha na camisola branca do campeão destacam-se no pelotão e também fora dele. Junto ao autocarro da equipa emiradense, Oliveira é um dos mais solicitados pelos adeptos. “É óbvio que as pessoas me reconhecem mais um bocado”, admite, entre sorrisos.

 

A vitória que falta

 

Apesar das quatro vitórias conquistadas em 2025, há uma meta que continua por cumprir: ganhar já depois de envergar a camisola de campeão nacional.

“Nunca o fiz. As quatro vitórias do ano passado foram antes dos Nacionais. Agora gostava de levantar os braços com estas cores, seja em que corrida for”, assumiu o corredor de 29 anos.

Num pelotão cada vez mais competitivo, Oliveira reconhece que vencer é um desafio permanente. “Ter uma vitória por ano é o que toda a gente quer, mas hoje em dia ganhar, seja numa corrida de menor ou maior nível, é extremamente difícil.”

 

Parte de um feito histórico

 

O português foi um dos elementos que ajudou a UAE Team Emirates a alcançar o recorde de 97 triunfos numa só temporada marca inédita na estrutura.

“Foi a primeira vez que batemos o recorde. Saber que contribuí para isso foi especial. Claro que gostava de ter tido ainda mais vitórias”, confessou.

Questionado sobre a possibilidade de a formação apontar à simbólica barreira das 100 vitórias em 2026, Oliveira relativiza. “Não é um foco. Não nos pedem para chegar às 100. Quando tens corredores como o Tadej Pogačar ou o Isaac Del Toro, que ganham tanto, tudo se torna mais fácil. Mas as vitórias surgem naturalmente. Mesmo que não cheguemos às 100, o início de época já é espetacular.”

 

Algarve com ambição coletiva

 

Na Volta ao Algarve, a prioridade passa pela luta pela classificação geral, onde o compatriota João Almeida se mantém entre os candidatos, numa edição que Oliveira considera ter “um dos níveis mais altos de sempre”. O norte-americano Brandon McNulty também integra o leque de apostas da equipa.

“Está tudo focado neles. Eu quero perceber como me vou sentir no contrarrelógio, é uma motivação pessoal, mas não conta para as contas da geral”, explicou, referindo-se ao exercício individual de 19,5 quilómetros em Vilamoura.

 

Entre a estrada e a pista

 

Com um calendário exigente na estrada, Ivo Oliveira viu-se obrigado a abdicar dos Campeonatos da Europa de pista. “Custou. No dia em que começavam os Europeus eu estava a regressar das corridas da Austrália. Era impossível conciliar, e era algo que gostava muito de ter feito”, lamentou.

O objetivo passa agora por marcar presença nos Mundiais e continuar a equilibrar as duas vertentes da carreira. “Sempre que houver abertura no calendário, vou tentar conciliar pista e estrada.”

Para 2026, a ambição está definida: transformar o orgulho de vestir as cores nacionais numa imagem de triunfo. Porque, para Ivo Oliveira, ganhar é importante, mas ganhar como campeão de Portugal é ainda mais especial.

“Eurosport destaques de março”


Por: Vasco Simões

Em março, a chegada da primavera traz temperaturas mais amenas e assinala a reta final da temporada dos desportos de inverno. Ao mesmo tempo, o calendário internacional ganha novo fôlego e o Eurosport acompanha esta transição com uma programação abrangente, que reúne algumas das mais importantes competições do mês.

O ciclismo marca o ritmo da grelha com um mês recheado de clássicas e provas por etapas que definem a preparação para o Giro d’Itália. Da Strade Bianche às corridas belgas, passando por Paris–Nice, Tirreno-Adriático, Volta à Catalunha e o primeiro “Monumento” da temporada, a Milão–Sanremo, março concentra algumas das provas mais emblemáticas do calendário mundial.

Todas estas provas podem ser vistas em streaming na HBO Max.

Fonte: Eurosport

“Tavfer-Ovos. Matinados-Mortágua ativa na fuga na 2.ª etapa da Volta ao Algarve 2026”


A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua voltou a mostrar atitude ofensiva na 2.ª etapa da Volta ao Algarve 2026, que ligou Portimão ao Alto da Fóia, primeira chegada em montanha desta edição. Leangel Linarez foi o representante da equipa na fuga do dia, cumprindo o objetivo traçado à partida: entrar na escapada e dar visibilidade às cores da formação ao longo da etapa.

Depois de um dia duro na frente, Leangel acabou por ceder na aproximação a Alferce, já na fase em que o pelotão apertou o ritmo rumo à serra. A fuga foi, ainda assim, decisiva para projetar o nome da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua numa etapa marcada pelas rampas e pelo desgaste acumulado.

No grupo que geriu o esforço com vista à subida final, o melhor classificado da equipa foi Gonçalo Carvalho, que terminou na 59.ª posição, a 5 minutos e 50 segundos do vencedor da etapa. Rafael Barbas numa zona traiçoeira, da qual resultaram ligeiras escoriações. O jovem corredor manteve-se em prova, deu o seu melhor até ao fim e concluiu a etapa com cerca de 12 minutos de atraso, demonstrando resiliência e espírito de sacrifício.


Leangel Linarez: “Sabíamos que era importante ter a equipa representada na fuga e eu queria assumir essa responsabilidade. Foi um dia duro, com muito sobe e desce, e acabei por descolar na aproximação a Alferce, quando o ritmo aumentou. Mesmo assim, saio satisfeito por termos cumprido o objetivo de mostrar a nossa camisola na frente e de honrar os patrocinadores. ”

 

Classificação Volta ao Algarve 2026

2ª Etapa

Portimão > Alto da Fóia

Classificação da etapa

 

1. SEIXAS Paul (Soudal Quick-Step), 4h21m04s

59.CARVALHO Gonçalo (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 5m50s

90. BARBAS Rafael (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 12m09s

111. MORAIS Francisco (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 15m58s

126. SILVA Bruno (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 18m02s

160.  LINAREZ Leangel Rubén (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 28m45s

162. DIAS Daniel (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a mt

163. MARTINGIL César (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a mt

 

Classificação Geral Individual - Amarela

 

1. AYUSO Juan (Lild-Trek), 8h10m44s

58.CARVALHO Gonçalo (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 6m

90. BARBAS Rafael (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 12m19s

113. MORAIS Francisco (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 16m08s

149. SILVA Bruno (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 19m19s

155.  LINAREZ Leangel Rubén (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 28m55s

157. DIAS Daniel (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a mt

163. MARTINGIL César (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a mt

 

Classificação por equipas

 

1. INEOS Grenadiers, 24h33m49s

23. Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua, a 32m50s

 

Segunda etapa da Volta ao Algarve 2026 com muita animação dentro e fora da estrada

 

Neste episódio, abrimos as portas do autocarro da Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua: Descobrimos o que cada um seria se não fosse ciclista O Daniel Dias explica como funciona a organização dos carros de apoio e descreveu-nos a etapa de hoje que contou com Leangel Linarez na fuga a representar as nossas cores na frente do pelotão.

Se quiseres acompanhar todos os bastidores da nossa Volta ao Algarve 2026, subscreve o canal e ativa as notificações Todos os dias, a partir das 21h, há um novo episódio com histórias, momentos de equipa e o dia a dia da Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua na estrada.

Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos. Matinados-Mortágua

Ficha Técnica

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