quinta-feira, 9 de abril de 2020

“Estudo revela qual a distância de segurança recomendada para correr ou andar de bicicleta”

Universidades belgas e holandesas estudaram o fenómeno e apontam uma margem segura

Por: Fábio Lima

Foto: EPA

Tem dado que falar o tema da atividade física um pouco por todo o Mundo - especialmente em França e Espanha -, sendo que uma das dúvidas recorrentes passa por saber qual é, afinal, a distância de segurança em relação aos demais para quem está, por exemplo, a correr ou andar de bicicleta. Até ao momento sempre se apontou que dois metros seria uma margem segura para impedir o eventual contágio por covid-19, mas ao que parece esses dados não estão nem perto da realidade...

Pelo menos foi a essa conclusão que chegaram as universidades Católica de Leuven, na Bélgica, e a Politécnica de Eindhoven, na Holanda, apresentando num estudo dados que apontam para que essa margem tenha de ser muito maior. No caso de quem está a caminhar, o estudo aponta que a distância terá de ser entre 4 a 5 metros, passando depois para o dobro (10 metros) para os corredores e os ciclistas de 'lazer'. Já para quem utiliza a bicicleta de uma forma mais exigente (leia-se 'a um ritmo mais elevado') aí a margem terá de ser dobrada, até aos 20 metros.

Para chegarem a esta conclusão, os investigadores de ambas as universidades simularam o percurso da saliva em movimento e desde os mais diversos ângulos em condições de passeio, corrida ou ciclismo. Através dessa simulação perceberam que a margem de segurança tem de ser muito maior do que aquilo que se pensava e que correr atrás de outra pessoa (no chamado 'túnel de vento') é mesmo uma das formas mais arriscadas de o fazer, já que mais facilmente poderão 'apanhar' com as gotículas de uma pessoa eventualmente infetada.

Já se a corrida for feita lado a lado ou em formação diagonal, aí o risco de contágio é menor, mas mesmo assim a recomendação é que haja sempre algum tipo de distanciamento. Afinal de contas mais vale prevenir do que remediar!

Fonte: Record on-line

“UCI acredita que os Mundiais de ciclismo de estrada se vão realizar”

Competição agendada para o período de 20 a 27 de setembro na Suíça

Por: Lusa

Foto: EPA

A União Ciclista Internacional (UCI) acredita que Mundiais de estrada se vão realizar como previsto, entre 20 e 27 de setembro, em Aigle-Martigny, na Suíça, apesar da pandemia de covid-19.

A posição foi comunicada esta quinta-feira, dia em que o organismo anunciou que vai colocar em 'lay-off' completo ou parcial, com "percentagens diferentes", os 130 funcionários que tem a seu cargo, com os diretores, eleitos e contratados, a reduzirem os salários, o organismo que tutela o ciclismo revelou, através de um comunicado, que acredita que a prova não está em risco nas datas previstas.

"A situação nos Campeonatos Mundiais de Estrada da UCI 2020 em Aigle-Martigny (Suíça) está, claro, a ser acompanhada de perto, embora esses campeonatos pareçam estar a salvo das consequências da covid-19", pode ler-se na nota divulgada pela UCI.

Face aos efeitos da crise causada pelo novo coronavírus, outros eventos como o Campeonato Mundial de BMX, em Houston, nos Estados Unidos, e a Mountain Bike Croos-Country, na Alemanha, tiveram de ser adiados pelo organismo.

A UCI antevê ainda uma redução "significativa" nas receitas, perante os adiamentos e cancelamentos dos eventos, revelando que vai proceder ao reembolso das despesas de inscrição juntos dos organizadores.

"Em solidariedade e no âmbito das medidas de apoio aplicadas desde o início da crise, a UCI reembolsará todos os custos de inscrição no calendário aos organizadores das provas canceladas. Os direitos de calendário representam uma parte importante da receita da UCI e esta medida terá consequências nos resultados financeiros da UCI", concluiu.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil. Dos casos de infeção, mais de 312 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 409 mortes e 13.956 casos de infeções confirmadas. Dos infetados, 1.173 estão internados, 241 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 205 doentes que já recuperaram.

Fonte: Record on-line

“Coronavírus: UCI coloca 130 empregados em lay-off e diretores reduzem salários”

30% do calendário internacional foi cancelado ou adiado

Por: Lusa

A União Ciclista Internacional (UCI) vai colocar em 'lay-off' completo ou parcial, com "percentagens diferentes", todos os 130 funcionários que tem a seu cargo, com os diretores, eleitos e contratados, a reduzirem os salários, anunciou esta quinta-rfeira aquela instituição.

Em comunicado, o organismo que tutela o ciclismo, sediado em Aigle, na Suíça, comunicou a decisão, que abrange também o congelamento dos processos de recrutamento por período indefinido e a "total revisão de projetos e objetivos fixados para 2020 e anos seguintes, bem como aqueles que estão a decorrer".

A par da UCI, também o seu Centro Mundial de Ciclismo, um velódromo em Aigle onde ciclistas de todo o mundo são escolhidos para treinar, desenvolver-se e competir, é abrangido por estas medidas.

Por outro lado, serão "redimensionados" os mecanismos de solidariedade para federações nacionais de ciclismo, bem como examinados "os contratos de prestadores de serviços em eventos, consultadoria e outros trabalhos gerais", além da generalização "de encontros virtuais para Comissões, o Comité de Gestão e outros seminários".

"A nossa federação internacional está a passar por uma crise que não experienciávamos desde a II Guerra Mundial. A inatividade está a atingir atletas, equipas, organizadores, parceiros e a grande maioria das pessoas e organizações que contribuem para a vitalidade deste desporto", considerou, citado em comunicado, o presidente, David Lappartient.

Lappartient cita o adiamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tóquio2020 e a "multiplicação de cancelamentos e adiamentos no calendário internacional", além da "incerteza quanto à segunda parte da temporada", como fatores de risco que levam a um "impacto muito grande" na modalidade.

"Foi por isso que tomámos medidas drásticas, que devem apoiar a UCI neste período em que tenta navegar a tempestade. Estas escolhas são difíceis, mas necessárias se pretendermos reconstruir o ciclismo pós-covid-19", acrescentou.

Pelas contas da UCI, 30% do calendário internacional foi cancelado ou adiado, com as provas de estrada e de montanha a serem as mais afetadas, com a Volta a Itália, a Volta a Flandres ou o Paris-Roubaix à cabeça, além dos Mundiais de 'cross-country'.

Com um impacto "muito significativo" nas atividades comerciais, de 'marketing' e de "portfólio de ativos financeiros", a UCI lamenta a perda dos vários campeonatos do mundo, ressalvando ainda que se mantém o Mundial de estrada, marcado para setembro na Suíça.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil. Dos casos de infeção, mais de 312 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia, e o continente europeu é neste momento o mais atingido, com cerca de 787 mil infetados e de 62 mil mortos.

Fonte: Record on-line

“Coronavírus: Alberto Contador leiloa bicicleta das voltas a Itália e França em 2011”

O leilão é pelo Ebay e a oferta estará aberta até 15 de abril

Por: Lusa

O ciclista Alberto Contador vai leiloar a bicicleta com que competiu em 2011 nas voltas a Itália e França, para arrecadar fundos para o combate à pandemia da covid-19, anunciou o espanhol nas redes sociais.

A bicicleta que Alberto Contador, de 37 anos, vai leiloar é uma Specialized de cor branca, com a qual venceu o Giro em 2011, que viria a perder para o italiano Michele Scarponi por ter acusado doping, e ficou em quinto no Tour do mesmo ano.

"Esta bicicleta é muito especial para mim. É da Edna, a do ataque em Télégraphe com o fim em Alpe d'Huez", refere Contador, acrescentando que decidiu doá-la para arrecada fundo para a luta contra a covid-19 "que tantos danos está a causar".

O leilão é pelo Ebay e a oferta estará aberta até 15 de abril.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 14.555 mortos, entre 146.690 casos de infeção confirmados até quarta-feira, enquanto os Estados Unidos, com 14.817 mortos, são o que contabiliza mais infetados (432.132).

Fonte: Record on-line

“Nelson Oliveira ainda sonha com medalhas”

Ciclista português sente falta da competição e dos treinos com os companheiros

Para alterar a rotina, Nelson Oliveira esteve em conversa com os leitores de Record e muito foi o interesse dos portugueses em saber como um dos principais ciclistas nacionais está a viver este momento. O corredor da Movistar mostrou-se muito recetivo e não fugiu a nenhum tema, deixando claro que ainda quer subir a mais pódios depois da prata nos Jogos Europeus do ano passado.

"Mais do que um objetivo é um sonho conseguir uma medalha num Mundial ou nuns Jogos Olímpicos. Tenho trabalhado bastante para que esse sonho se realize e espero que não demore", referiu, frisando que o percurso de Tóquio se adapta às suas características.

As mudanças na Movistar têm sido constantes, mas Nelson continua a ser uma peça importante, mas o próprio admite que não é fácil perder três líderes no mesmo ano. "Percebíamos que, mais dia, menos dia, o Nairo Quintana iria sair. O Mikel Landa é um fora de série, uma excelente pessoa e queria ser líder indiscutível. Já o Richard Carapaz foi-nos mentalizando para isso, mas apanhou-nos de surpresa", confessou, frisando que quer acabar a carreira em Portugal.

 

Tour e doping

Na opinião do ciclista, de 31 anos, "para bem da modalidade o Tour tem de se correr", mas sabe que isso só acontecerá se "não houver perigo para ninguém". Em resposta a vários leitores que fizeram questões sobre doping e a ‘mancha’ de Lance Armstrong, Nelson é claro: "O ciclismo é o desporto mais controlado e não é o que tem mais casos. O que aconteceu com o Armstrong teve um impacto negativo, porque sente-se que há sempre desconfiança de quem ganha."

Fonte: Record on-line

“Mensagem da Associação de Ciclismo do Minho”

Ciclismo será um fator positivo e de esperança na tarefa de renascer Portugal

"O ciclismo é a modalidade que leva o abraço às localidades mais longínquas e que vai ter com o povo. Abraçando-o. Vamos voltar a fazê-lo"

A Associação de Ciclismo do Minho dirigiu uma mensagem à comunidade prometendo um regresso às atividades “mais forte e determinado” e garantindo que "o ciclismo será um fator positivo e de esperança na tarefa de renascer Portugal".

Desde meados do mês de março que a Associação de Ciclismo do Minho tem insistido na sensibilização para o cumprimento das orientações da Direção-Geral da Saúde, tendo, nesse contexto, lançado junto da comunidade velocipédica a campanha “Força Portugal. Está nas nossas mãos”.

A Associação de Ciclismo do Minho, a maior associação regional de ciclismo do País, tem ainda disponibilizado mensagens e entrevistas a propósito da situação que se vive com o Covid-19. Marco Chagas, José Azevedo, Cândido Barbosa, Artur Lopes (Dirigente da UCI, Vice-Presidente do Comité Olímpico de Portugal e Presidente da Assembleia-Geral da UVP - Federação Portuguesa de Ciclismo), Nuno Silva Leal (um minhoto a residir em Macau) e Diogo Leite Ribeiro (Presidente da Assembleia-Geral da ACM) foram os entrevistados até ao momento. Para hoje (quinta-feira, 21h15) está prevista uma entrevista com José Santos (diretor desportivo da equipa profissional de ciclismo Rádio Popular / Boavista), podendo todos os conteúdos ser acedidos através do website da ACM (www.acm.pt), do Facebook (https://www.facebook.com/CiclismoMinho) ou do canal do Youtube da associação minhota (https://www.youtube.com/ciclismominho ).

“O ciclismo é a modalidade que leva o abraço às localidades mais longínquas e que vai ter com o povo. Abraçando-o. Vamos voltar a fazê-lo pois, juntos, seremos capazes de transformar o ciclismo num fator positivo e de esperança na tarefa de renascer Portugal”, promete a associação presidida por José Luís Ribeiro.

“Perante a inusitada situação em que todos fomos colocados, gostaríamos de transmitir uma palavra de esperança, convictos de que conseguiremos ultrapassar esta fase e regressar ainda mais fortes e determinados”, refere a ACM na missiva dirigida a atletas, clubes, agentes desportivos, adeptos, parceiros, autarquias e patrocinadores”.

Afirmando que “a situação que vivemos implica óbvias dificuldades e a vários níveis, comprometendo, por exemplo, o quotidiano individual e coletivo e os próprios calendários desportivos”, a Direção da ACM reconhece que “a época desportiva está inevitavelmente comprometida – com as atividades suspensas - mas tudo faremos para proporcionar o melhor regresso possível”.

“Todos temos, contudo, duas grandes dúvidas: como e quando podemos regressar. Sem resposta a estas duas questões e perante a incerteza não é possível planear o futuro nem reagendar atividades”, refere a ACM adiantando que, mesmo assim, “continuamos em contactos permanentes no sentido de avaliar a situação para que, cumprindo as determinações das autoridades nacionais, seja possível ir equacionando o regresso à atividade”.

A associação minhota recordou ainda que “a bicicleta é uma alternativa de transporte para aqueles que precisam de se deslocar para o trabalho e que as apólices de seguros de acidentes pessoais e de responsabilidade civil, associadas à licença desportiva da Federação Portuguesa de Ciclismo, mantêm-se ativas, desde que a prática seja efetuada dentro do enquadramento legal em vigor”.

A Associação de Ciclismo do Minho lembra, por último, que a Federação Portuguesa de Ciclismo criou um gabinete de apoio e que disponibiliza regularmente informações e recomendações, ao mesmo tempo que refere a disponibilidade da Associação de Ciclismo do Minho e da própria Federação Portuguesa de Ciclismo para auxiliar naquilo que estiver ao alcance”.

Fonte: ACM