quinta-feira, 5 de março de 2026

“XX Passeio de Cicloturismo Penteado”


Dia 12 abril 2026

 

Por: José Morais

O Núcleo de Cicloturismo do Penteado tem vindo a afirmar-se como uma referência na promoção do cicloturismo, e da atividade física no concelho da Moita. Integrado no Clube Recreativo do Penteado, o grupo reúne amantes da bicicleta que participam nos seus passeios e eventos dedicados à utilização da bicicleta.

Ao longo dos anos, o núcleo organiza diferentes iniciativas, eventos realizados no concelho, proporcionando aos participantes momentos de convívio, prática desportiva e contacto com a natureza, com o seu passeio anual a juntar algumas centenas de participantes.

Para além da organização de atividades locais, os membros do núcleo também participam em passeios e encontros de cicloturismo noutras regiões do país. Esta presença tem contribuído para divulgar o nome do Penteado e do concelho da Moita no panorama do cicloturismo.

Segundo os organizadores, um dos principais objetivos do grupo é incentivar estilos de vida saudáveis e promover o espírito de equipa entre os participantes. A prática do cicloturismo é vista não apenas como uma atividade desportiva, mas também como uma forma de fortalecer o convívio e a amizade entre pessoas de diferentes idades, e localidades.

Com vários anos na prática da modalidade, o grupo criado pelo saudoso José Manuel, continua a desempenhar um papel importante na dinamização do desporto local e nacional, contribuindo para manter viva a tradição do cicloturismo na região e no país.

E mais um evento cicloturismo que o Núcleo de Cicloturismo do Penteado regressa novamente à estrada no próximo dia 12 de abril, a concentração será feita a partir 8 horas na sede do Clube Recreativo do Penteado, e a partida marcada para as 9 horas.

As Inscrições devem de ser feitas até ao dia 9 de abril de 2026, e trão um valor de:

• 5 Pedais – sem almoço

• 15 Pedais – com almoço

• 10 Pedais – acompanhantes

 

Informações e inscrições:

Telefones:

Carla Fernandes – 914 784 961

Marco Ginó – 966 243 021

Mail: nc.penteado@gmail.com

Será uma manhã de convívio, desporto e boa disposição, aberta a todos os amantes das duas rodas.

A organização conta consigo para celebrar mais uma edição cheia de energia e espírito de grupo.

Marque já na sua agenda, desafie-se a si, os amigos, e vem pedalar neste grande passeio de tradição.

Um passeio que conta com o apoio da Revista Notícias Do Pedal desde o primeiro dia, que marcará presença para reportagem completa, e os tradicionais diretos.

 

“Ainda sabemos pouco sobre muitas coisas”: Demi Vollering sublinha a importância de compreender o ciclo menstrual, a nutrição e a saúde”


Por: Miguel Marques

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Demi Vollering é um dos rostos de referência do ciclismo feminino. Para lá do rendimento desportivo excecional, a neerlandesa é conhecida pela franqueza nas entrevistas, dizendo muitas vezes mais do que menos. Nem sempre é em vão: a sua abertura ajudou a quebrar barreiras e tabus no ciclismo feminino, sobretudo em temas ligados ao ciclo menstrual, nutrição e saúde nas atletas.

“Ao falar deste tipo de temas, senti sempre uma certa obrigação de ser verdadeira e assumir a minha voz. Também percebo bem que, pelo nível onde estou, tenho uma voz, e quero mesmo usá-la”, disse Vollering durante a sua recente participação no M.Talks, uma série de entrevistas do patrocinador de nutrição Maurten.

No final da Volta a França Feminina 2025, Vollering travou qualquer discussão sobre o seu peso, sublinhando que isso não valoriza a modalidade. “Porque as jovens estão a olhar para nós. Elas reparam no que dizemos, e no que não dizemos”. Foi por isso que a ciclista da FDJ - SUEZ falou.

“Às vezes faço-o sem querer, sou apenas demasiado honesta numa entrevista após a meta, [dizendo] que o período tem de aparecer ou algo do género. Depois penso sempre que é incrível que isto continue a ser tabu e que ainda saibamos tão pouco sobre tantas coisas, e que tantas atletas ainda lutem ou andem à procura do seu caminho em tudo isto”.

 

Ninguém sabe como ajudar

 

Para Vollering, ouvir os desafios de saúde que algumas colegas do pelotão enfrentam tem sido uma aprendizagem exigente: “Desde que falei, ouvi muitas mais raparigas a dizer que não têm período de todo, ou que falham ciclos”, referiu. “Acho que é muitas vezes bastante doloroso para muitas mulheres deixarem de ter período, ou preocupamse e não querem partilhar, porque talvez não queiram que tenham pena delas”.

“Não fazia ideia de que é um tema tão grande, ou um problema tão sério, para muitas atletas, perderem o período e que, por vezes, nunca mais volta. E também que não recebem qualquer ajuda, ou que ninguém sabe como ajudar, que ainda há tanto por esclarecer. Creio que essa é a parte mais preocupante para elas: não terem noção do porquê e do que vem a seguir”.

 

Fazer o básico bem

 

Em vez de perseguir o peso “perfeito” a qualquer custo, Vollering enfatiza a importância de não saltar etapas: na nutrição ou em qualquer outra vertente do processo.

“Primeiro, o mais importante é garantir o básico: comer bem antes do treino, durante o treino e após o treino, assegurar sempre que tens energia para recuperar e estar pronta para o dia seguinte. É isso que as mais jovens às vezes esquecem na sua caminhada, querem evoluir depressa e pensam ‘o que posso fazer melhor? Ah, talvez comer menos na bicicleta ou depois da bicicleta’, mas muitas vezes não é isso”.

“Tenta comer bem antes, durante e depois da saída, concentrate mesmo na recuperação em vez de tentares ser o mais leve possível. Esse é um detalhe que só chega no fim, primeiro tens de garantir que estás sempre com energia para treinar e que podes dar 100 por cento no treino, porque é aí que ficas mais forte”, conclui.

“Os jovens ciclistas não ligam às regras… a tensão é constante” - Ciclista francês lança o alerta após queda que lhe pôs a vida em risco”


Por: Miguel Marques

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A sensação crescente de perigo no pelotão profissional voltou a ganhar destaque no arranque da época de 2026, com um ciclista francês a alertar que a tensão dentro do grupo atingiu um nível constante e perigoso.

Damien Touzé, que escapou por pouco a uma queda horrível na Volta ao Omã em fevereiro, acredita que o comportamento dos corredores no pelotão mudou de forma drástica. Em declarações ao Le Parisien, o corredor da Cofidis sugeriu que a pressão para manter a posição e obter resultados está a empurrar os ciclistas para situações cada vez mais arriscadas.

“Antes, talvez houvesse mais respeito no pelotão”, explicou Touzé, notando que, noutras épocas, existiam figuras estabelecidas que ajudavam a impor uma ordem não escrita dentro do grupo. “Antes havia líderes no pelotão que ditavam as regras. Agora, muitos jovens chegam a querer conquistar o seu espaço e não ligam às regras. A tensão é constante. Tudo vai mais depressa. Demasiado depressa”.

As declarações ganham peso extra vindo de Touzé. A sua queda em Omã ocorreu a alta velocidade, depois de perder o controlo da bicicleta e embater nas barreiras à beira da estrada. O impacto causou lesões internas graves, incluindo perfuração do intestino e rutura do baço, obrigando a cirurgia de urgência e deixando a sua época praticamente terminada antes de a primavera começar.

Mais tarde, Touzé admitiu que temeu pela vida durante o incidente, tornando difícil descartar os seus alertas sobre a natureza cada vez mais agressiva das corridas como mera frustração do momento.

 

Um início de época perigoso

 

As suas preocupações surgem numa altura em que a temporada europeia já registou uma série de quedas mediáticas.

O Fim de semana de abertura na Bélgica teve corridas caóticas, com a Omloop Het Nieuwsblad a registar, só por si, 39 abandonos após uma edição marcada por quedas. No dia seguinte, a Kuurne - Brussels - Kuurne também teve incidentes pesados, incluindo a queda que acabou com a corrida do homem da UAE Team Emirates - XRG, Tim Wellens, e que viria a exigir cirurgia.

Mesmo os corredores que evitaram lesões graves descreveram um pelotão a roçar o limite, com lutas constantes por posição antes dos setores de empedrado e de outros momentos-chave da corrida.

O diretor da Groupama FDJ, Marc Madiot, acredita que o ciclismo se aproxima de um ponto de rutura perigoso. “Estamos sentados em cima de um barril de pólvora”, alertou numa conversa na RMC, descrevendo o que vê como uma dinâmica cada vez mais volátil dentro do grupo. “É uma guerra por pontos, uma guerra por lugares, uma guerra por posições. A primeira coisa que os corredores dizem depois da corrida, no autocarro, é: ‘Já ninguém trava’”.

Para Madiot, o problema não resulta de um único fator, mas de uma combinação de pressões que moldam o pelotão moderno. Os ciclistas lutam como nunca por pontos UCI, o material permite travar mais tarde e manter mais velocidade, e as margens entre o sucesso e o fracasso continuam a encolher.

O resultado, acredita, são corridas simultaneamente mais rápidas e mais voláteis.

 

Pressão sobre a nova geração

 

Touzé aponta ainda a pressão económica sobre os jovens que entram no profissionalismo. “Antes, subias a profissional e recebias o mínimo”, explicou. “Hoje, com 18 anos, se alguém faz um top 10 ou ganha uma corrida com os pros, dizem que é uma pérola e assina por muito dinheiro”.

Segundo o francês, essa expectativa cria um ambiente em que os corredores sentem que têm de render de imediato, muitas vezes forçando-os a assumir riscos no pelotão. “Quando chegam ao pelotão profissional, sabem que têm de ser bons logo para ganhar dinheiro. Inevitavelmente, isso leva a mais risco”.

Estes alertas surgem precisamente quando a campanha das Clássicas começa a subir de intensidade. Com as provas belgas já a produzir cenas caóticas e a Strade Bianche no horizonte, o terreno mais perigoso da época ainda está por vir.

Para Touzé, a questão deixou de ser teórica. Depois de uma queda que quase lhe custou a vida, a escalada de tensão no pelotão é algo que viveu da forma mais brutal possível.

“OFICIAL: Taça do Mundo de ciclocrosse regressa à Grã-Bretanha após 12 anos, com Cameron Mason a preparar regresso a casa em Glasgow”


Por: Miguel Marques

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A Taça do Mundo de Ciclocrosse da UCI regressará ao Reino Unido neste inverno, pela primeira vez em mais de uma década, depois de os organizadores confirmarem que Glasgow acolherá uma ronda da série em dezembro.

A corrida está marcada para 13/12/2026, no Kelvingrove Park, sendo a terceira etapa da campanha da Taça do Mundo 2026–2027.

A ronda britânica ficará entre a dupla jornada checa que abre a temporada e as tradicionais corridas no coração belga mais tarde em dezembro.

Será a primeira visita da série ao Reino Unido desde a etapa em Milton Keynes em 2014, encerrando uma ausência de 12 anos que há muito frustra os adeptos britânicos da disciplina.

 

Uma Taça do Mundo em casa para Cameron Mason

 

principais ciclistas britânicos, em especial o campeão nacional Cameron Mason, que cresceu a menos de uma hora da cidade.

Mason descreveu o evento como um momento marcante da carreira, afirmando que será uma experiência especial alinhar diante do público da casa envergando a camisola de campeão britânico.

A presença de uma etapa da Taça do Mundo no Reino Unido pode igualmente dar um impulso significativo à modalidade no país, já que o ciclocrosse de elite se concentra sobretudo na Bélgica e nos Países Baixos ao longo do inverno.

O evento incluirá provas de elite masculinas e femininas, oferecendo à campeã nacional da Escócia, Anna Flynn, a oportunidade de competir também em terreno doméstico.

 

Uma era crescente de grandes eventos de ciclismo na Grã-Bretanha

 

O regresso da Taça do Mundo de Ciclocrosse integra uma estratégia mais ampla da British Cycling para voltar a trazer grandes provas internacionais ao Reino Unido.

Glasgow já demonstrou capacidade para organizar eventos de grande escala, ao acolher os UCI Cycling World Championships 2023 multissectoriais, que reuniram vários campeonatos do mundo num único festival global de ciclismo.

Eventos ainda maiores estão no horizonte. A Grã-Bretanha prepara-se para receber a partida tanto da Volta a França masculina como da feminina em 2027, um inédito duplo Grand Départ que trará de novo a maior corrida do mundo às estradas britânicas.

Neste contexto, a chegada da Taça do Mundo a Glasgow representa mais um passo para reconectar o país ao topo da competição internacional de ciclismo.

 

Estrelas da modalidade podem alinhar em Glasgow

 

Embora a startlist só seja confirmada mais perto da data, os organizadores esperam que a ronda escocesa atraia muitos dos maiores nomes da modalidade.

Entre eles podem estar ciclistas como Mathieu van der Poel, que este ano somou um histórico oitavo arco-íris de ciclocrosse, bem como o campeão olímpico de BTT Tom Pidcock e a campeã do mundo em título, Lucinda Brand.

Para os adeptos britânicos, a corrida de dezembro em Glasgow oferecerá algo que faltava no calendário há mais de uma década: a oportunidade de ver os melhores ciclistas de ciclocrosse do mundo a competir em solo nacional.

“Estava uma lástima. Sapatilhas brancas cheias de lama, sangue nas mãos. E estive sentado num carro” Geraint Thomas conhece o outro lado de estar fora da bicicleta no 'Opening Weekend'”


Por: Ivan Silva

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O Opening Weekend raramente falha no caos, mas para Geraint Thomas a edição de 2026 trouxe uma perspetiva totalmente nova. Já sem lutar no pelotão após se reformar no final da última época, o antigo vencedor da Volta a França assistiu ao desenrolar da Omloop Het Nieuwsblad a partir do carro da INEOS Grenadiers. O que viu deixou-lhe uma impressão vincada.

“Voltei para o autocarro depois da Omloop e estava uma lástima: sapatilhas brancas cobertas de lama, bebida espalhada por todo o lado, sangue nas mãos. E eu tinha estado sentado num carro”, recordou Thomas no mais recente episódio do podcast Watts Occurring, ao lado de Luke Rowe. “É isto que são as clássicas.”

A imagem resumiu a brutalidade do Opening Weekend.

Temperaturas gélidas, ventos cruzados e uma luta incessante pela posição transformaram a Omloop Het Nieuwsblad numa corrida definida menos pelo terreno e mais pelo caos no pelotão.

 

A ver as clássicas a partir do carro da equipa

 

Thomas é agora Director de Corridas na INEOS Grenadiers, função que o coloca ao lado do núcleo de liderança, ajudando a definir estratégia e preparação. Significou que, pela primeira vez na sua longa carreira nas Clássicas da Primavera, assistiu ao cenário belga a partir da berma e não do selim.

Rowe conhece bem a sensação. O antigo capitão de estrada galês retirou-se em 2024 e é agora diretor desportivo na Decathlon CMA CGM Team, a orientar corridas a partir do carro e não da cabeça do pelotão.

Os dois passaram o podcast a refletir sobre o quão caótico foi o Opening Weekend.

“A Omloop estava gelada”, explicou Rowe. “Nove graus, mas com o vento parecia zero. O incrível é que o vento não partiu a corrida. As subidas não partiram. As pedras não partiram. As quedas é que partiram.”

A pressão constante para manter posição só aumentou a tensão dentro do grupo.

“Não interessa o quão à frente aches que estás, continua a parecer que vens atrás”, continuou Rowe. “Essa pressão provoca mais quedas.”

 

O momento em que a Omloop ficou decidida

 

Um desses incidentes surgiu num ponto decisivo da corrida. Quando o pelotão se lançava rumo ao Molenberg, uma queda perto da frente estilhaçou o grupo e colocou de imediato grandes secções em desvantagem.

“No momento-chave para o Molenberg dá-se uma queda perto da frente”, disse Rowe. “O Van der Poel, não sei como, ficou em pé. Passam alguns e o resto fica logo em modo contrarrelógio.”

Mesmo sem o incidente, o líder da Alpecin já parecia imparável.

“Sinceramente, com ou sem queda, parecia que só um podia ganhar”, acrescentou Rowe. “O Van der Poel estava completamente no controlo. Atacou na subida grande e foi jogo fechado de imediato. Não vi os tempos, mas parecia um valioso milhão.”

Thomas destacou também a rapidez com que as clássicas podem virar contra uma equipa, apontando à tarde difícil da INEOS Grenadiers.

“A INEOS teve um dia de pesadelo”, disse. “Quedas, gente bloqueada, e o Ben Turner acaba sozinho naquele acesso crucial ao Molenberg. É brutal, posicionar-se durante cinco quilómetros sozinho e ainda ter pernas para a subida. Mérito para ele por aguentar.”

 

O debate sobre Vermeersch

 

O final da Omloop também gerou debate sobre a tática de Florian Vermeersch, que rodou forte ao lado de Van der Poel no grupo da frente, mas mais tarde foi criticado por trabalhar demasiado na perseguição.

Thomas admitiu ter ficado surpreendido com a quantidade de trabalho do belga. “Continuo a pensar: faz um pouco menos”, disse. “Não faças 50/50 — faz 25/75 ou 70/30. Guarda algo para depois.”

Rowe, porém, defendeu que, lá dentro, a situação raramente é tão simples.

“Levou na cabeça por isso, mas é complicado”, explicou Rowe. “Sai um grupinho, apanha a fuga, e de repente estás nessa situação. Se não contribuis, arriscas voltar a um grupo perseguidor maior e perder a hipótese de pódio.”

A dinâmica de equipa também pesa muito.

“O outro fator é a situação de equipa”, acrescentou Rowe. “Uma equipa tinha sprinter atrás, outra não. Se não tens sprinter e estás no grupo da frente, basicamente és empurrado a comprometer-te com o movimento.”

 

Kuurne traz mais caos

 

No dia seguinte, a Kuurne - Bruxelles - Kuurne teve um desfecho diferente mas uma corrida igualmente imprevisível. Matthew Brennan, da Visma | Lease a Bike, emergiu vencedor após um dia seletivo que eliminou muitos dos sprinters apontados à partida.

“O Brennan arrasou-os por completo,” disse Rowe. “Sabíamos que era a sério, mas essa vitória é enorme.”

Thomas explicou como a corrida evoluiu para um cenário difícil para muitos dos finalizadores mais rápidos do pelotão.

“As subidas apareceram a meio da prova e Kuurne está sempre entre uma fuga, um grupo reduzido ou os sprinters a regressarem,” disse. “Mas com aquela previsão eles nunca iriam voltar.”

Os corredores descolados simplesmente nunca recuperaram o contacto quando o vento lateral começou a morder. “A última hora foi plana, mas quase toda com vento cruzado,” acrescentou Thomas. “Ficaram para trás numa das subidas e nunca chegaram a dar sinais de fechar.”

Mesmo equipas que executaram bem a sua estratégia saíram frustradas com a forma como se desenrolaram os quilómetros finais.

“Esta foi das corridas mais frustrantes em que estive,” admitiu Thomas. “Fizemos exatamente o que planeámos, sobreviver nas subidas, seguir os movimentos sem fazer disparates e, depois, acender a corrida nos ventos cruzados no final.”

O plano funcionou quase na perfeição até ao momento decisivo.

“Mas nos últimos cinco quilómetros hesitámos, recuámos um pouco e nunca voltou. O Tobias não teve oportunidade de sprintar. É isso que dói — há dias em que os astros se alinham, tudo encaixa, e está lá.”

 

O regresso de Laporte e o preço das quedas

 

Rowe destacou também o impressionante regresso de Christophe Laporte, quarto na Omloop antes de assumir um papel-chave no triunfo da Visma em Kuurne.

“O Laporte surpreendeu-me,” disse Rowe. “Quarto na Omloop e depois o lançamento vencedor em Kuurne, a partir tudo nos ventos cruzados. Depois de ter estado fora a maior parte do ano passado, é bom ver alguém assim voltar em força.”

Thomas concordou, sublinhando que nem os rivais mais diretos gostam de ver carreiras interrompidas por lesão. “Mesmo estando numa equipa rival, não queres ver alguém perder uma época inteira assim,” disse. “Mérito para ele.”

A conversa tocou ainda no efeito dominó das lesões que já estão a moldar o início das Clássicas. “O Tim Wellens partiu a clavícula,” observou Rowe. “É um golpe grande a pensar na Sanremo. Perdes gregários-chave e isso muda a forma como podes correr a Cipressa e o Poggio.”

Para Thomas, os eventos do Fim de Semana de Abertura sublinharam o quão brutal pode ser este período da época. “Meses de trabalho e, de repente, desaparece,” disse.

Ver tudo do carro da equipa, em vez de competir, só reforçou essa realidade. Mesmo sem dar ao pedal, o galês acabou coberto de prova de quão implacáveis podem ser as Clássicas da Primavera.

“Madalena e Fernanda provam que “o tempo é o que quisermos que ele seja”


A história de Madalena Caninas não começou com grandes planos, treinos estruturados ou material topo de gama. Começou com um fato de banho, uma bicicleta BTT e uma boa dose de ousadia. Em 2008, no Triatlo de Oeiras, estreou-se num super-sprint, empurrada por Carlos Barata e Fernanda Santinha. Madalena encarou a “conclusão da prova como uma grande conquista”. O “bichinho”, como descreve, ficou, e quase 18 anos depois continua bem vivo.  A amiga Fernanda, companheira de equipa, já leva duas décadas de triatlo para contar.

Ambas representam o Clube Oriental de Lisboa, colecionam experiências e amigos na modalidade e inspiram novas gerações de mulheres a acreditarem que o triatlo é para todos, independentemente da idade ou do ponto de partida.

Com o humor que a caracteriza, Madalena não esconde o que a trouxe ao triatlo: “Em bom rigor, foi por inveja.” Assistiu ao desafio dos dois amigos e no ano seguinte decidiu acompanhá-los. “Ter amigos com os mesmos objetivos desportivos foi e é, sem dúvida, uma mais-valia na motivação para continuar”. Caminho semelhante foi trilhado por Fernanda Santinha, uma das figuras do pelotão de veteranas da modalidade, que decidiu entrar no triatlo estimulada “pelo gosto pelas modalidades de resistência”.

Quase duas décadas depois, Madalena reflete sobre as dificuldades que as mulheres ainda podem sentir ao chegar. “Sendo uma modalidade com três atividades distintas, material distinto para gerir e transições com regras, poderá criar alguns entraves de início. É muita informação para processar.” Mais do que isso, sublinha a exigência de estar “na rua a correr, andar de bicicleta e ir nadar independentemente da época do ano”, algo que considera, pela sua experiência, “mais constrangedor para as mulheres do que para os homens”. Já Fernanda acredita que grande parte das dificuldades das mulheres na modalidade estão relacionados com o “passado desportivo”.

Madalena e Fernanda testemunharam de perto a evolução da participação das mulheres no triatlo. “No ano em que me iniciei, eu era a segunda mais velha da modalidade. Hoje, passados quase 18 anos, continuo a usufruir desse estatuto”, brinca a veterana. Os números mostram como o triatlo se transformou, passámos de 85 mulheres federadas em 2008, para 610 em 2025. Sobre isto, Fernanda congratula-se com o aumento do número de triatletas veteranas.

 

Conselhos para quem quer começar

 

Para as mulheres que acham que “não têm tempo”, Madalena responde com a sabedoria de quem construiu uma vida com o triatlo ao lado: “O tempo acaba por ser aquilo que nós quisermos que ele seja. O foco num determinado objetivo leva a uma gestão mais condizente com esse propósito.” Ainda assim, sublinha a importância de uma boa rede de apoio: “Encontrar um bom grupo de treino é fundamental. Conciliar treinos com outros atletas facilita muito a motivação.” E esta noção do tempo que acaba também por cimentar o caminho que Madalena e Fernanda têm feito na modalidade. “Só é preciso o tempo que cada um tiver. Há muitas formas de estar no triatlo”, explica Fernanda Santinha,

 

O que torna o triatlo especial?

 

Fernanda não tem dúvidas em afirmar que “tudo o que envolve o triatlo é especial, os treinos, as provas, a atividade física, as pessoas, os espaços onde nos movimentamos”, tudo. São as palavras de uma eterna apaixonada pela modalidade que ouve a amiga Madalena afirmar que no triatlo se “criam amizades para a vida”. Numa coisa ambas parecem estar de acordo: “Estar num clube com uma dinâmica muito boa, como é o caso, torna a modalidade ainda mais especial.”

Questionadas sobre se o triatlo ainda é visto como “coisa de homens de ferro”, Fernanda Santinha prefere explicar que “muitas pessoas ainda não sabem que se pode praticar triatlo de diferentes formas, com diferentes objetivos e níveis de prática”. Claro que tudo isso está relacionado com o próprio contexto da vida, como explica Madalena: ““Alguém com os filhos ‘crescidos’ tem maior facilidade em gerir o tempo livre, e se o parceiro também for praticante, a dinâmica fica muito mais facilitada. Nisso, fui uma sortuda.”.

A Federação de Triatlo de Portugal celebra este encontro de histórias: duas mulheres, formas diferentes de chegar ao triatlo, mas a mesma inspiração. Madalena e Fernanda mostram, juntas, que o triatlo se vive em comunidade, que evolui com o contributo de cada atleta e que há espaço para todas, sempre!

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“O caminho da recuperação será longo” Stefan Küng deixa o hospital após ser operado e pára por alguns meses”


Por: Ivan Silva

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Stefan Küng recebeu alta hospitalar e iniciou os primeiros passos da recuperação após a queda violenta na Omloop Het Nieuwsblad, que deixou o líder da Tudor Pro Cycling Team com uma fratura do fémur e pôs fim à sua primavera nas Clássicas antes de realmente começar.

O suíço confirmou a atualização nas redes sociais, partilhando uma foto a sair do hospital de canadianas após cirurgia bem-sucedida na Suíça.

“Hora de ir para casa”, escreveu Küng na legenda. “Muito obrigado à Tudor Pro Cycling, Medbase Abtwil, Orthopaedie Rosenberg e Berit Klinik pelos cuidados. Estou rodeado pela melhor equipa médica possível.”

A mensagem incluía ainda um boletim médico oficial, com detalhes do procedimento e das primeiras fases da recuperação. “O Stefan foi operado com sucesso na Suíça na segunda-feira à noite”, lê-se no comunicado. “A fratura do fémur proximal esquerdo foi reduzida anatomicamente e estabilizada de forma segura.”

Küng já iniciou a primeira fase da reabilitação, embora a recuperação vá exigir tempo. “Começou a mobilização imediatamente após a cirurgia, mas terá de aliviar a carga na perna esquerda e usar canadianas durante algumas semanas”, prossegue a atualização.

 

Uma longa recuperação pela frente

 

A lesão aconteceu numa edição caótica da Omloop Het Nieuwsblad, marcada por múltiplas quedas que fraturaram o pelotão e deitaram por terra os planos de vários corredores para o início de época. Küng foi dos mais afetados, com a queda nos paralelos da Jagerij a provocar uma fratura grave que exigiu cirurgia imediata.

O corredor da Tudor estava apontado a um papel central nas clássicas do empedrado esta primavera, mas a gravidade da lesão afastou-o desses objetivos.

Para já, o foco é inteiramente a recuperação, sem qualquer pressão para um regresso imediato à competição. “Se a recuperação decorrer como previsto, o Stefan poderá iniciar treino ligeiro nos rolos dentro de três a quatro semanas”, detalhou o boletim médico. "Espera-se que o treino sem restrições seja possível dentro de aproximadamente três meses."

O calendário traçado deixa claro que o regresso do suíço será progressivo.

O próprio Küng reconheceu essa realidade na mensagem aos adeptos. “O caminho da recuperação será longo, mas estou pronto para o enfrentar e vou trabalhar duro para voltar ao topo.”

Com a cirurgia concluída com sucesso e a primeira fase da reabilitação em marcha, a prioridade imediata para corredor e equipa é garantir que a recuperação evolui sem percalços antes de qualquer decisão sobre um eventual regresso à competição.

“Portugal recebe duas Taças da Europa de triatlo e Taça do Mundo de Paratriatlo em 2026”


Portugal vai receber duas Taças da Europa de Triatlo, em Quarteira e Monte Gordo, e ainda uma Taça do Mundo de Paratriatlo, em Alhandra, durante a época de 2026.

“Trazer grandes eventos do triatlo mundial para Portugal é uma das grandes prioridades da federação. Desta forma, conseguimos promover a modalidade, potenciar as nossas regiões como destinos de desporto e lazer, assim como ter os nossos atletas a competir em casa com os melhores triatletas mundiais. Este é um esforço conjunto que partilhamos com autarquias, parceiros e patrocinadores. Uma palavra especial, neste caso, para as câmaras municipais de Loulé, Vila Real de Santo António e Vila Franca de Xira que quiseram associar-se a este objetivo do triatlo português e perceberam o impacto económico que as nossas provas têm para os seus concelhos.” – Fernando Feijão, Presidente da Federação de Triatlo de Portugal.

O arranque da época internacional será em Quarteira, no último fim-de-semana de março (28 e 29), com a realização da habitual Taça da Europa de elites e juniores, na distância olímpica (1,5km/ 40km/ 10km).

Duas semanas depois, a 11 de abril, Monte Gordo estreia-se no calendário do Velho Continente com a sua primeira Taça da Europa, neste caso na distância sprint (750m/ 20km/ 5km).

Continuando a aposta que tem vindo ser feita no desporto inclusivo, a Federação Portuguesa de Triatlo e a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira voltam a organizar a Taça do Mundo de Paratriatlo, em Alhandra, do dia 5 de setembro.

Fonte: Federação Triatlo Portugal

Ficha Técnica

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