terça-feira, 14 de abril de 2026

“Agenda de Ciclismo”


Atividade velocipédica intensa traz maratona de provas no fim de semana

 

Fotos: UVP / FPC

A agenda nacional de ciclismo para os próximos dias, sobretudo o fim de semana, vai ser de intensa atividade, com várias competições em torno das diferentes vertentes da modalidade.

A estrada é a vertente que vai concentrar mais provas, especialmente entre os dias 18 e 19 de abril e é por aqui que começa esta viagem, com a Taça de Portugal de Esperanças, destinada às categorias Sub-23 e Sub-19. A prova é mais um palco privilegiado para descobrir novos talentos no ciclismo nacional e terá a primeira etapa no sábado, em Vila Velha de Ródão. A partida para os 88,6 quilómetros será da Rua José Batista Martins, às 12h00, prevendo-se o final para as 14h30.

No domingo, dia 19, tem lugar a segunda ronda, coincidente com a terceira prova da Taça de Portugal de Paraciclismo. Ambas integram o Grande Prémio da Sertã, que será o epicentro de toda a competição. Assim sendo, a segunda etapa da Taça de Portugal de Esperanças arranca às 11h00, da Alameda da Carvalha, para 88,34 quilómetros que terminam pelas 13h30. Quanto ao Paraciclismo, é no mesmo local que será a partida e chegada, visto que a competição será disputada em formato de circuito. O percurso tem 3,25 quilómetros, e será percorrido ao longo de uma hora, a partir das 11h00, para as várias classes.


Continuando a pedalar na estrada, vão realizar-se também, nos dias 18 e 19, as primeiras duas provas pontuáveis para a Taça de Portugal de Sub-17. Sábado será a primeira delas e faz parte do Prémio da União de Freguesias de Enxara do Bispo, Gradil e Vila Franca do Rosário, num total de 52,3 quilómetros. A partida vai ser em Gradil, às 14h30.

Do percurso faz parte um circuito final, onde à terceira passagem pela meta a corrida termina, cerca das 15h53. Domingo, mais a sul, é no Alentejo, em Grândola, que se realiza a segunda ronda da Taça de Portugal dos cadetes masculinos. Com partida (10h00) e chegada na Avenida António Inácio da Cruz, o pelotão dos Sub-17 vai dar duas voltas ao percurso, num total de 83,4 quilómetros.

Ainda em Grândola, a festa do ciclismo vai prolongar-se pela tarde de domingo, desta feita com o pelotão feminino, que vai disputar a terceira prova da Taça de Portugal. A partida (15h00) e chegada será a mesma da corrida matutina, mas neste caso das femininas com uma volta (41,7 quilómetros) para as cadetes e veteranas e restantes categorias duas voltas, ou seja, o mesmo percurso dos cadetes masculinos.


Passando ao BTT, entre 17 e 19 de abril, Santiago de Besteiros, Tondela, recebe a terceira Taça de Portugal Downhill presented by Shimano, prova internacional de classe C1. A pista do Bike Park Monte de São Marcos vai estar aberta no sábado para treinos livres e oficiais, ficando a competição reservada para domingo, a partir das 10h45. Voltando ao sul, a vila de Bensafrim, em Lagos, abre portas à terceira prova da Taça de Portugal de XCM, dias 18 e 19. A prova terá três percursos: a Maratona Elite, com 85 quilómetros, para as categorias Elites masculinos, M30 e M35. Segue-se a Maratona Curta, com 64 quilómetros, para as categorias de Masters 40, 45, 50, 55, 60, 65 e por fim as categorias femininas, que disputam a Meia Maratona, com 40 quilómetros. A mesma distância será também percorrida pelas categorias E-MTB M/F, Paraciclismo F e M “C”. As provas começam às 9h00 e as cerimónias protocolares realizam-se pelas 13h30.

O Campeonato Regional de XCO (Cross Country Olímpico) Jamor by Oeiras Valley vai também ter lugar no domingo, dia 19, no Complexo Desportivo do Jamor, Cruz Quebrada. O programa desportivo começa às 9h30.

Para fechar, a viagem ruma de novo ao Algarve, com destino a Quarteira, onde vai realizar-se a Taça de Portugal de BMX, com a disputa da terceira e quarta rondas. A Pista de BMX de Quarteira vai ser o local das provas, que começam sábado. Depois dos treinos oficiais para os dois blocos de atletas, a competição arranca às 16h40, com as mangas qualificativas, eliminatórias e finais. Domingo, dia 19, o programa será semelhante, mas a competição será da parte da manhã, com início às 10h30.

 

 

Mais eventos oficiais:

 

18 de abril: E#1 Estrada Terceira 2026 – Vila das Lajes, Açores 18 de abril: Campeonato Regional XCO ARCVR – Vila Real

18 de abril: Encontro Escolas BTT - Strix Bike Team – S. José da Lamarosa, Coruche

18 de abril: Troféu Inter Associações 2026 – Vila Real

18 a 19 de abril: Passeio de BTT - Por Carreirones nas Arribas Del Douro – Miranda do Douro

19 de abril: 3.ª Taça da Madeira de CE - Prazeres 2026 – Prazeres, Calheta, Madeira

19 de abril: E#1 Estrada Faial/Pico 2026 – Horta, Açores

19 de abril: 13.º BTT XCO Paredes de Coura – Vascões, Paredes de Coura 19 de abril: 1.º Encontro Regional Escolas – Curia

19 de abril: XCO Jamor by Oeiras Valley - Escolas – Complexo Desportivo do Jamor, Cruz Quebrada

19 de abril: EE#2 ESCOLAS Faial/Pico 2026

19 de abril: 3.º Open BTT Vila do Conde - Encontro Open Escolas de Ciclismo – Junqueira

19 de abril: 8.ª Rota do Vascão em BTT Ameixial – Ameixial 19 de abril: Granfondo Torres Vedras – Torres Vedras

19 de abril: #3 Taça de Portugal XCM - OPEN – Bensafrim 19 de abril: VII Maratona BTT de Vila Flor – Vila Flor

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Resultados Gran Camiño 1a Etapa - Julius Johansen impõe-se no CRI e é o primeiro líder da competição”


Por: Ivan Silva

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A etapa de abertura de O Gran Camiño 2026 trouxe drama tardio na Corunha, com Julius Johansen a assinar um contrarrelógio individual de 15 km notável para vencer o dia e vestir a primeira camisola de líder.

O homem da UAE Team Emirates - XRG virou a classificação ao contrário nos minutos finais, cortando a meta em 17:43 para bater o pelotão de forma categórica.

 

Johansen vira a corrida nos instantes finais

 

Durante grande parte da tarde, a melhor marca mudou frequentemente de mãos. Primeiro, Abel Balderstone estabeleceu a referência séria, antes de Jørgen Nordhagen elevar o patamar com um bom exercício. Nelson Oliveira superou-o de seguida e, pouco depois, o compatriota Rafael Reis assumiu a liderança, numa luta cerrada pelo topo.

Tudo mudou com a vaga final de corredores. Johansen já passara mais rápido nos intermédios e levou essa velocidade até à meta, garantindo o triunfo por mais de 15 segundos. Reis segurou o segundo lugar a +15 segundos, com Oliveira logo atrás a +16 segundos, enquanto o registo anterior de Nordhagen valeu-lhe o quarto posto.

 

Yates limita perdas e a geral começa a definir-se

 

Entre os candidatos à geral, Adam Yates assinou uma abertura sólida, concluindo em sexto a 40 segundos. Num traçado onde se esperavam diferenças curtas, é um resultado que o mantém bem colocado para as etapas seguintes.

Furo trava o desafio de Romeo

Ivan Romeo viveu frustração após um arranque muito forte, tendo sido o mais rápido no primeiro ponto intermédio. Um furo a meio do percurso acabou com as suas ambições de discutir a etapa, terminando fora do top 10 depois de perder tempo considerável.

Problemas mecânicos afetaram também outros corredores, com Davide Formolo a enfrentar contratempos na mesma secção de estrada.

Com as primeiras diferenças estabelecidas, O Gran Camiño segue para a Etapa 2 com Johansen de amarelo e a classificação geral já a ganhar forma após um dia inaugural intenso.

“Tínhamos quatro líderes para as Ardenas e perdemos três” – UAE Team Emirates devastada por lesões, admite Joxean Matxin”


Por: Ivan Silva

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A UAE Team Emirates - XRG entra nas Clássicas das Ardenas com um revés significativo, com o responsável da equipa, Joxean Matxin, a confirmar que uma série de quedas e problemas físicos abalou os planos num momento crucial da época.

Em conversa com a Bici.Pro após a Volta ao País Basco, Matxin detalhou a dimensão do problema. “Tínhamos quatro líderes para as Ardenas e perdemos três.”

É um diagnóstico contundente. Uma equipa que esperava abordar as Ardenas com múltiplas cartas prepara-se agora com uma liderança muito reduzida.

Um bloco das Ardenas desfalcado

Entre os ausentes está Isaac Del Toro, que abandonou a Volta ao País Basco após uma queda. Embora o incidente tenha parecido mais grave à primeira vista, ele falhará o bloco das Ardenas. Juntam-se-lhe, de fora, Jan Christen e Jhonatan Narvaez, retirando três dos ciclistas apontados internamente como líderes.

O problema, porém, vai muito além destes nomes. “No total, temos 14 corredores que não estão no seu melhor ou estão afastados,” acrescentou Matxin.

Para uma equipa construída na profundidade, este número pesa. A UAE tem reforçado, nas últimas épocas, um dos plantéis mais fortes e completos do pelotão, com vários líderes capazes de vencer em terrenos distintos. Ainda assim, mesmo com esses recursos, a situação atual coloca-a perante a mesma realidade de qualquer equipa atingida por uma sequência de quedas e doenças. As opções esgotam-se depressa, as alternativas desaparecem e os planos cuidadosamente delineados têm de ser reescritos.

 

Profundidade testada no pior momento

 

Este número reflete uma pressão mais ampla no grupo. A UAE já teve de ajustar programas de corrida no início da época devido a quedas, e os efeitos fazem-se agora sentir à entrada de uma das fases mais importantes da primavera.

As Ardenas eram um bloco onde a profundidade do plantel prometia fazer a diferença. Com múltiplos líderes disponíveis, a UAE teria flexibilidade para correr de forma agressiva e adaptar-se a cenários distintos. Em vez disso, o leque de manobra é agora muito mais estreito.

As palavras de Matxin sublinham essa viragem, com a equipa obrigada a repensar a abordagem a corridas que costumam premiar tanto a profundidade como a força individual.

 

Outra perspetiva para as Ardenas

 

Apesar dos contratempos, a UAE continua a apresentar qualidade no alinhamento, mas a margem de erro é agora bem menor.

As Clássicas das Ardenas raramente são lineares e, sem a totalidade dos seus líderes, a UAE deverá reagir mais do que ditar o ritmo. É uma mudança relevante na dinâmica de uma equipa que tem sustentado boa parte do sucesso desta época no controlo e na superioridade numérica.

“Loucura pela camisola de Tadej Pogacar da Milan-Sanremo, vendida em leilão por 95.100€”


Por: Ivan Silva

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A camisola da Milan–Sanremo de Tadej Pogacar, rasgada na queda, tornou-se a camisola de ciclismo mais cara de sempre vendida em leilão, com a arcoíris usada em prova a alcançar 95.100€, antes do ciclista esloveno duplicar o montante para uma causa de beneficência.

O que começou como um símbolo de uma das corridas marcantes da época ganhou um peso muito maior, financeiramente e para lá do desporto.

 

Do incidente em corrida ao preço recorde

 

O valor da camisola está diretamente ligado ao momento que representa. A vitória de Pogacar na Milan–Sanremo era uma lacuna antiga no seu palmarés, conquistada apenas depois de uma queda na aproximação à Cipressa o ter deixado a perseguir com a camisola visivelmente rasgada. Numa corrida definida pela colocação, recuperou, voltou à dianteira e acabou por vencer num sprint a dois contra Tom Pidcock.

Em vez de descartar o equipamento danificado, Pogacar decidiu preservá-lo exatamente como foi usado nesse dia. Assinada por si e pelos seus colegas de equipa, tornou-se um artefacto único de uma vitória tão aguardada.

Esse contexto alimentou o leilão. A abrir nos 1.000 €, subiu de forma constante até fixar-se nos 95.100 €, estabelecendo uma nova referência para a memorabilia do ciclismo.

 

Pogacar duplica o valor final

 

A história não terminou com a última licitação. Pogacar comprometeu-se a duplicar o montante vencedor, elevando a contribuição total para 190.200 €. As receitas revertem para a Fundação Tadej Pogacar, que apoia crianças e jovens, incluindo atletas em recuperação após doença.

Fundada por Pogacar e pela noiva, Urska Zigart, a fundação é supervisionada diariamente pelo seu pai, Mirko Pogacar.

 

Mais do que simples memorabilia

 

O valor final reflete mais do que a raridade. A vitória de Pogacar na Milan–Sanremo transportou um peso narrativo que ultrapassou um único resultado. Depois de várias tentativas para vencer a corrida, 2026 marcou o momento em que finalmente conseguiu, superando a imprevisibilidade tradicional da prova e um percalço em plena corrida.

Essa combinação de persistência e execução ficou inscrita na própria camisola.

 

Um momento que pode ficar a sós

 

Há também a possibilidade de isto permanecer um caso único. Pogacar sugeriu recentemente que um eventual regresso à Milan–Sanremo seria mais por prazer do que por ambição, notando que, se voltar, poderá ser simplesmente “para comer focaccia”.

Se assim for, a camisola representa não apenas um desbloqueio, mas um capítulo completo.

Da queda à vitória e agora a um resultado solidário recorde, a sua importância continuou a crescer muito para além da corrida em que foi usada.

“Yates lança confiança em João Almeida e aponta ao Giro: “Ele aparece sempre em grande forma”


Por: José Morais

A poucos dias de arrancar O Gran Camiño, Adam Yates deixou uma mensagem clara: João Almeida será uma das figuras centrais da UAE Emirates na luta pela vitória no Giro d’Itália. O britânico, que prepara a temporada ao lado do português, acredita que a equipa tem argumentos para desafiar o grande favorito, Jonas Vingegaard.

“Ganhar qualquer corrida é difícil, mas vamos ao Giro com uma formação muito forte. O João estará certamente em grande forma ele está sempre”, disse Yates sublinhando a confiança no líder português para a 109.ª edição da prova italiana.

 

Preparação intensa rumo ao Giro

 

Na conferência de imprensa realizada no Estádio Riazor, na Corunha, Yates explicou que a equipa seguirá para um estágio de altitude em Serra Nevada logo após O Gran Camiño, afinando os últimos detalhes antes da partida de Nessebar, na Bulgária, a 8 de maio.

“Sabemos que o Jonas é extremamente forte e será difícil batê-lo, mas vamos tentar tudo”, garantiu o britânico, que será um dos principais escudeiros de Almeida na tentativa de melhorar o resultado da Vuelta 2025, onde o dinamarquês levou a melhor.

 

Escolha estratégica da prova galega

 

A presença de Yates em solo galego não é casual. O terceiro classificado do Tour2023 explicou que O Gran Camiño encaixa perfeitamente na preparação para o Giro.

“Não há muitas corridas por etapas nesta fase que se assemelhem ao Dauphiné ou à Volta à Suíça. Quando definimos o calendário em dezembro, percebemos que esta era a prova ideal antes do Giro”, justificou.

 

O lado humano: a nova vida de Simon Yates

 

O britânico falou ainda sobre o irmão gémeo, Simon Yates, campeão em título do Giro, que abandonou inesperadamente a carreira esta época.

“Falamos todos os dias. Somos muito próximos. Ele está a desfrutar da vida e de coisas que não podia fazer enquanto competia. Quando estou em casa, ainda damos umas voltas de bicicleta. É uma nova fase para ele”, contou, afastando qualquer ideia de seguir o mesmo caminho tão cedo: “Posso continuar mais cinco ou seis anos.”

 

Ambições e regressos no pelotão

 

A conferência contou também com George Bennett (NSN), Jorgen Nordhagen (Visma-Lease a Bike) e Iván Romeo (Movistar). Este último destacou a importância do contrarrelógio de 15 km que abre a prova.

“É um dia chave. Hoje em dia é muito difícil ganhar cronos com especialistas como Evenepoel ou Tarling. Primeiro vamos tentar a etapa, depois logo se vê”, afirmou Romeo.

Entre os nomes fortes da Movistar está o português Nelson Oliveira, que regressa à competição após fraturar a clavícula direita num treino em fevereiro.

 

Uma edição com menos estrelas, mas com muita expectativa

 

A quinta edição d’O Gran Camiño arranca na Corunha e termina no sábado, no mítico Monte de Santa Tecla. Apesar de um pelotão menos estrelado do que em anos anteriores, a presença de Adam Yates e a expectativa em torno da forma de João Almeida promete manter os holofotes bem acesos sobre a prova galega.

“A decisão foi da própria Pauline. Apoiou-me incondicionalmente” - Pauline Ferrand-Prévot correu em Roubaix para estar ao lado de Vos após a morte do pai da neerlandesa”


Por: Miguel Marques

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O Paris-Roubaix Feminino ofereceu o habitual espetáculo de dureza e caos, mas a edição deste ano teve um peso emocional adicional. Pauline Ferrand-Prévot alinhou com um propósito que ia além da competição: apoiar Marianne Vos após o recente falecimento do pai, Henk.

A francesa deixou essa intenção clara antes da partida. “Quando soube que o Henk tinha falecido, liguei imediatamente à equipa e disse que queria fazer Roubaix pela Marianne. Para a apoiar e ajudá-la neste período difícil”, contou à domestique. A motivação era profundamente pessoal: “Sabia que era um sonho para ela vencer e queria que ela ganhasse pelo pai”.

O vínculo de Ferrand-Prévot com a família Vos vem de longe, dando ainda mais significado ao gesto. “Tenho memórias muito calorosas da família Vos. Quando me tornei profissional na Rabobank, tinha 18 anos e passei todo o inverno numa autocaravana com a família Vos. O Henk a conduzir a autocaravana, a mãe dela a fazer bolonhesa… Guardo recordações tão boas deles”.

Para ela, a corrida tornou-se também um momento de despedida. “Hoje foi também uma forma de dizer adeus e agradecer-lhe. Por isso queria que a Marianne ganhasse. Não resultou, mas demos tudo e acho que ele teria orgulho”.

 

Dinâmica de corrida e momentos decisivos

 

Na estrada, a prova começou a ganhar forma após Mons-en-Pévèle, quando Ferrand-Prévot desferiu um ataque chave. Vos, Koch e Blanka Vas juntaram-se na frente, formando o grupo que acabaria por decidir a corrida. Vas cedeu mais tarde, deixando um duelo a três rumo a Roubaix.

Em inferioridade numérica, Koch manteve a calma e a lucidez tática. Percebeu cedo que a corrida se desenrolava a seu favor. “Antes dos setores de empedrado foi mesmo guerra, mas enquanto equipa estivemos sempre bem colocadas e fora de problemas. No empedrado andei sempre nas dez primeiras”, explicou à cyclingnews.

A situação na frente jogou na perfeição a seu favor. “Queríamos endurecer a corrida. Acabámos por ficar no grupo perfeito. É sempre um desafio quando tens duas corredoras da mesma equipa na frente, mas por outro lado também foi uma vantagem porque deixei de ter de trabalhar”.

 

Um sprint decidido por margens

 

No icónico velódromo de Roubaix, tudo se resumiu ao timing e às forças remanescentes. Vos, conhecida pela sua rapidez final, tentou ultrapassar Koch, mas a alemã encontrou uma aceleração extra no momento crucial.

“Senti-a a chegar, mas por sorte consegui acelerar um pouco mais”, disse Koch na entrevista pós-corrida. Ainda a digerir o resultado, acrescentou: “Custa um pouco a acreditar. Sonhei com isto, tinha muita esperança que resultasse, mas Roubaix é uma corrida onde tudo pode acontecer. Que no fim tenha dado certo é um sonho”.

Vos, por seu lado, foi franca quanto às limitações após um período emocional e fisicamente exigente. “Estou desapontada por não ter conseguido finalizar para a equipa”, admitiu. “Tem sido um período duro, mas tentei manter-me o mais em forma possível. Fisicamente não era o ideal, mas estou muito feliz por poder estar aqui. O apoio da equipa deu-me motivação extra hoje”.

Nos metros finais, percebeu que faltava algo. “No sprint senti que me faltava e não tinha a velocidade para bater a Koch. Podemos sempre ajustar o sprint, mas não sei se teria sido melhor. Simplesmente não consegui fazer velocidade suficiente”.

 

Reflexão e reconhecimento

 

A opção tática de guardar energia para o sprint acabou por falhar. “Foi uma decisão consciente não o fazer, para poupar as pernas para o sprint. Mas, no fim, continuou a não ser suficiente”, explicou Vos.

Destacou ainda a entrega de Ferrand-Prévot, sublinhando o espírito de equipa por trás do esforço. “Essa foi uma decisão da Pauline. Ela esteve mesmo totalmente por mim. Estou muito grata pela sua dedicação e ajuda. Isso é uma razão extra, por isso sinto-me um pouco em falta para com a equipa e para com ela. Mas foi a primeira a dizer que devíamos estar orgulhosas do que fizemos, por isso vou tentar ver as coisas assim também”.

Ao revisitar o sprint, Vos refletiu sobre os detalhes e a experiência envolvidos. “Talvez, em retrospetiva, devêssemos ter feito as coisas de forma diferente, mas também já comecei o meu sprint demasiado cedo aqui [no passado]. Todos os anos se aprende”, sustentou. “Claro que não é um sprint normal. É depois de uma corrida dura, depois destes setores de empedrado. Ganha quem tem as melhores pernas. Hoje não fui eu”.

Na derrota, foi rápida a creditar a vencedora. “Também é importante reconhecer o quão forte ela esteve. Acho que ela própria percebeu isso”, notou Vos. “Ela atacou na última parte a subir, deixou a Pauline para trás e depois fez uma finalização incrível. Hoje vimos uma ciclista fantástica vencer a Paris-Roubaix”.

Num dia brutal no norte de França, Koch levou a vitória, mas a corrida ficará também na memória pela sua humanidade, trabalho de equipa e silenciosos gestos de lealdade no pelotão.

“Triatlo inscrições – Formação contínua sobre Orientação em Águas Abertas”


A FTP vai organizar no dia 18 de abril uma ação de formação sobre “O Nado e a Orientação dos Nadadores em Águas Abertas”. Vai decorrer no Auditório do Complexo de Piscinas do Jamor, entre as 15:00 e as 18:00.

Todas as informações sobre a ação de formação, bem como o formulário de inscrição, estão no link:

Saber mais aqui: https://forms.gle/uHz8vrpqxABL5AZo6

Fonte: Federação Triatlo Portugal

“João Almeida acelera preparação para o Giro: português afina crono em Valência e aponta à luta com Vingegaard”


Por: José Morais

A contagem decrescente para o Giro d’Itália já começou e João Almeida está a viver semanas decisivas. O melhor voltista português da atualidade escolheu Valência, Espanha, como base de operações para afinar cada detalhe do contrarrelógio que poderá marcar o seu desempenho na edição deste ano.

O corredor da EmiratesXRG tem passado longas sessões no Velódromo Luís Puig, uma das estruturas mais requisitadas pela equipa, onde trabalha não só a forma física, mas também a posição aerodinâmica e a afinação milimétrica da bicicleta. Aos 27 anos, Almeida sabe que cada segundo pode ser determinante.

Treinado pelo espanhol Javi Sola, o ciclista de A dos Francos (Caldas da Rainha) quer chegar ao Giro na máxima força para enfrentar o grande favorito, o dinamarquês Jonas Vingegaard, vencedor da Vuelta 2025 e referência absoluta do pelotão mundial.

A primeira etapa, marcada para 8 de maio, entre Nessebar e Burgas (156 km, Bulgária), será o primeiro grande teste. Mas Almeida reconhece que ainda há trabalho pela frente. Em declarações ao jornal Marca, admitiu que o momento não é o ideal:

“Não me sinto muito bem e não estou completamente confortável na bicicleta. Preciso descansar um pouco e ver o que acontece. Vou continuar a trabalhar no duro para alcançar o próximo objetivo, que é o Giro.”

As palavras surgem após uma Volta à Catalunha abaixo das expectativas, onde terminou no 38.º lugar, a mais de 21 minutos do vencedor precisamente Vingegaard, da Visma.

Apesar disso, no seio da EmiratesXRG há confiança. A equipa acredita que o português está a entrar no período certo de evolução e que o trabalho específico em Valência poderá ser decisivo para o contrarrelógio, uma das armas mais fortes de João Almeida.

Com o Giro à porta, o ambiente é de foco total. E se há algo que o português já provou ao mundo é que nunca se deve subestimar a sua capacidade de crescer quando importa.

“Escândalo W52-FC Porto: Quintanilha e Nuno Ribeiro avançam com recurso após penas de prisão efetiva”


Por: José Morais

A novela judicial em torno do caso de doping que abalou o ciclismo português ganhou um novo capítulo. Adriano Quintanilha, antigo líder da W52-FC Porto, e Nuno Ribeiro, diretor desportivo da equipa à época, contestaram as penas de quatro anos e nove meses de prisão efetiva que lhes foram aplicadas no âmbito da operação Prova Limpa. Ambos recorreram para o Tribunal da Relação do Porto, numa ofensiva jurídica que envolve milhares de páginas.

 

FPC pede mais tempo devido ao “volume excecional” dos recursos

 

A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), que figura como assistente no processo, foi notificada dos recursos em meados de março e solicitou ao Tribunal de Penafiel um prazo adicional de 30 dias para responder.

Segundo a federação, o acórdão e os recursos constituem um “dossier de dimensão invulgar”: o acórdão soma 417 páginas, enquanto os recursos ultrapassam as 800, com destaque para os apresentados por:

Nuno Ribeiro: 149 páginas

Adriano Quintanilha: 311 páginas

Associação Calvário Várzea: 321 páginas

A complexidade documental levou a FPC a justificar a necessidade de mais tempo para análise detalhada.

 

Tribunal deu como provado o esquema de doping

 

Na leitura do acórdão, realizada a 12 de dezembro de 2025, o coletivo de juízes foi taxativo: “praticamente todos os factos” descritos pelo Ministério Público ficaram provados.

 

O tribunal concluiu que:

 

Adriano Quintanilha financiava a aquisição de substâncias dopantes e tinha a palavra final sobre a sua utilização.

Nuno Ribeiro, ex-ciclista e diretor desportivo, era o elo operacional do esquema: comprava, distribuía e instruía os atletas sobre a utilização dos produtos proibidos.

Ambos foram condenados por tráfico e administração de substâncias e métodos proibidos, resultando numa pena única de quatro anos e nove meses de prisão efetiva.

 

Ciclistas com penas suspensas e clube punido

 

Onze ex-ciclistas da W52-FC Porto entre eles João Rodrigues, Rui Vinhas, Ricardo Mestre e José Neves foram condenados a penas suspensas inferiores a dois anos e meio. O tribunal considerou que os atletas eram “o elo mais frágil” da cadeia.

A Associação Calvário Várzea, entidade que suportava a equipa, foi condenada a pagar 57 mil euros ao Estado e proibida de participar em competições de ciclismo, profissionais ou recreativas, durante quatro anos.

 

Um caso que marcou o ciclismo português

 

A operação Prova Limpa tornou-se um dos processos mais mediáticos do desporto nacional, levando à extinção da W52-FC Porto, equipa que dominou o ciclismo português durante quase uma década.

O recurso agora apresentado promete prolongar o impacto do caso, mantendo o setor atento ao desfecho na Relação do Porto.

“Grupo Parapedra - MAF - Riomagic em 2.º lugar no Circuito do Seixal”


A equipa de ciclismo Grupo Parapedra - MAF - Riomagic conquistou o 2.º lugar coletivo no 1.º Circuito de Ciclismo do Seixal, realizado no passado dia 12 de abril, no Parque Industrial do Seixal.

A prova, disputada ao longo de 9 voltas, num total de 55 quilómetros, contou com a participação de várias equipas do panorama nacional, tendo sido marcada por um ritmo elevado e sucessivas tentativas de fuga.

A formação apresentou-se com apenas cinco atletas, Jorge Letras, João Letras, Paulo Simões, Luís Teixeira e Tiago Crespo , que evidenciaram uma prestação consistente ao longo de toda a corrida.


A meio da prova, integrou-se uma fuga de três corredores, na qual esteve presente Luís Teixeira, que viria a destacar-se na fase decisiva. Atrás, um grupo perseguidor com cerca de dez elementos, incluindo João Letras, chegou a ganhar alguma vantagem sobre o pelotão, sendo posteriormente reforçado por Jorge Letras, que conseguiu a junção após sair do pelotão.

A cerca de três voltas do final, o grupo perseguidor foi absorvido pelo pelotão, mantendo-se na frente apenas os três fugitivos, que conservaram a vantagem até à linha de meta.


Na chegada a meta, Luís Teixeira terminou na 2.ª posição.

No grupo principal, Jorge Letras ainda tentou um ataque nos metros finais, sendo alcançado já próximo da meta por João Letras e outro corredor.

 

Classificações:

 Geral

• 2.º lugar — Luís Teixeira

• 4.º lugar — João Letras

• 6.º lugar — Jorge Letras

 

 Escalões


 

• 2.º lugar Elite — João Letras

• 1.º lugar Máster 35 — Luís Teixeira

• 1.º lugar Máster 40 — Jorge Letras

 

 Coletiva

 

• 2.º lugar

Fonte: Equipa de Ciclismo Grupo Parapedra - MAF - Riomagic




Ficha Técnica

  • Titulo: Revista Notícias do Pedal
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  • Subdiretor: Helena Ricardo Morais
  • Periodicidade: Diária
  • Registado: Entidade Reguladora para a Comunicação Social com o nº: 125457
  • Proprietário e Editor: José Manuel Cunha Morais
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  • Fotografia e Vídeo: José Morais, Helena Morais
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