sábado, 4 de agosto de 2018

“Polónia e Holanda vencem título na prova de Fundo”

Mundial Universitário de Ciclismo termina e passa testemunho à Holanda

Fotos: FADU

Terminou o Campeonato Mundial Universitário de Ciclismo 2018 que decorreu de 31 de julho a 4 de agosto e que teve como palco a UMinho e as cidades de Braga, Guimarães e Fafe. Depois de quatro dias de intensas provas, muita competição e um convívio saudável, ficam para a história os resultados que sagraram campeões, a Austrália e República Checa em Contrarrelógio, Alemanha e Bélgica em Cross Country Olímpico, Portugal e Alemanha em DownHill e Polónia e Holanda na prova de Fundo. Portugal terminou a sua participação com um título e quatro medalhas no DownHill.

Neste que foi o último dia de competição do mundial universitário de ciclismo, a última etapa foi a prova de Fundo, que iniciou em Braga, em frente ao Campus de Gualtar, passou por Guimarães e Póvoa de Lanhoso, terminando de onde partiu.

Esta sagrou campeões, Marta Lach da Polónia que fez a prova em 2:54:57 e Van Engelen da Holanda que demorou precisamente 02:56:33, no feminino e masculino respetivamente. Soraia Silva e Marcelo Salvador foram os melhores portugueses em prova, classificando-se no oitavo e sétimo lugar respetivamente. 

Marcelo Salvador contou que as suas expectativas “eram fazer o melhor lugar possível, se possível chegar ao pódio”, relatando ter andado “a corrida toda a pensar ser possível chegar ao pódio, mas na última volta acabei por me sentir um pouco mal, comecei a ficar desidratado devido às temperaturas elevadas e não foi possível fazer melhor”. O atleta nacional parabenizou ainda a organização “o campeonato estava muito bem organizado, gostamos muito de estar cá, não nos faltou nada, fomos muito bem acolhidos e a organização está de parabéns”, disse.

A prova de Fundo contou a participação de 22 atletas femininas e 62 masculinos, os quais tinham de cumprir um trajeto de 89,2 km para o feminino e 105 km no masculino.

A prova feminina teve inicio pelas 09h00 e terminou cerca das 12:30, sagrou ainda como vice-campeã Karolina Sowa (2:54:57) também ela da Polónia, a medalha de bronze foi para Jaqueline Dietrich da Alemanha (2:56:23).

Para Marta Lach vencer a corrida sempre esteve na sua cabeça “na minha cabeça eu achava que era possível, mas neste tipo de corrida tudo é possível. Sabia que tinha de ser forte e consegui ganhar”, disse. Segundo a mesma, o calor foi o grande problema “não gosto quando está tanto calor, mas a nossa equipa deu-nos água e gelo e conseguimos ganhar”. Sobre Portugal e a organização, a atleta afirmou “diverti-me muito, são todos muito simpáticos, a organização é boa. Portugal é muito agradável”.

No masculino, a prova iniciou às 14h00 e terminou cerca das 17h30, sagrando como vice-campeão, o também holandês Mathijs de Lange, que cumpriu em 02:57:35, a medalha de bronze foi para o australiano Liam Magennis que terminou com 02:57:35.

O campeão holandês mostrou-se muito feliz pela vitória, transmitindo que “queria muito vencer, mas não estava à espera”, realçando que a prova “foi muito dura”, pelo que no final se sentiu mesmo no limite, afirmando que “se aguentei esta prova, nestas condições, sinto que estou preparado para outras grandes competições”. O atleta disse ainda que “adora Portugal, adoro os portugueses. Portugal é o país mais bonito do mundo!”

Após quatro dias de competição que contou com a participação de 19 países e mais de 160 atletas vindos dos quatro cantos do mundo, Braga, Guimarães e Fafe foram as cidades onde foram atribuídos os títulos mundiais universitários de Ciclismo de Estrada (fundo e contrarrelógio), BTT Cross Country Olímpico e BTT Down Hill, respetivamente.

Estiveram ainda envolvidos, cerca de 150 pessoas, entre voluntários, organização, nesta que foi uma organização atribuída pela Federação Internacional do Desporto Universitário (FISU) à Federação Académica do Desporto Universitário (FADU) em parceria com a Universidade do Minho (UMinho) e com a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM).

 

Mundial Universitário de Ciclismo encerra com passagem de testemunho à Holanda

Após a entrega das medalhas aos vencedores da prova de Fundo, o evento culminou com a cerimónia de encerramento e ritual protocolar da FISU, com a passagem da bandeira da FISU ao próximo país a receber este Campeonato Mundial Universitário de Ciclismo, que decorrerá em 2020, na Holanda.

Fonte: CMU Ciclismo

“Equipa Portugal/Luís Costa a 3 segundos do pódio”

Por: José Carlos Gomes

O paraciclista português Luís Costa foi hoje o quarto classificado na prova de fundo de classe H5 do Campeonato Mundial, em Maniago, Itália, ficando apenas a 3 segundos da medalha de bronze.

Luís Costa cumpriu o objetivo de bater-se pelas medalhas, discutindo até perto de final o acesso à medalha de bronze na corrida de 68 quilómetros, dominada pelo holandês Tim de Vries, que venceu isolado, sem dar qualquer hipótese à concorrência.

Tim de Vries foi o mais forte, chegando com 1m26s de vantagem sobre o estadunidense Óscar Sánchez e com 1m44s sobre o holandês Mitch Valize, segundo e terceiro, respetivamente. Luís Costa chegou logo a seguir, com mais 1m47s do que o vencedor. “O Luís cumpriu numa corrida muito atacada, sabendo correr com cabeça, resguardando-se ao longo da prova para procurar bater-se pelo pódio”, explica o selecionador nacional, José Marques.

Flávio Pacheco também competiu ao longo de 68 quilómetros, mas na prova de classe H4, que acabou na 15.ª posição. O paraciclista luso gastou mais 12m54s do que o vencedor, Jetze Plat, da Holanda. O pódio completou-se com o polaco Rafal Wilk, a 5 segundos, e com o alemão Vico Merklein, a 4m40s.

O Campeonato do Mundo de Paraciclismo termina neste domingo. A Equipa Portugal estará representada no último dia por Telmo Pinão, que vai competir na classe C2.

Fonte: Record on-line

“Volta a Portugal/Um olhar pela Volta dia-a-dia”

4ª Etapa Guarda-Covilhã/Penhas da Saúde

Texto: José Morais

Fotos: Podium

Este domingo 5 de agosto, corre-se a 4ª etapa em linha, numa distância inicialmente de 171.4 quilómetros, que liga a Guarda â Covilhã/Penhas da Saúde, a mesma sofreu alteração, sendo cortados 27 quilómetros, o que dará uma etapa final de 144.3 quilómetros.

Depois de uma etapa que ligou a Sertã a Oliveira do Hospital, e um dia depois de os ciclistas terem atravessarem a célebre frigideira Alentejana, a etapa mais longa, entre Beja e Portalegre, onde as temperaturas ultrapassaram os 45 graus em alguns pontos, hoje foi um dia também de altas temperaturas, onde mais uma vez as temperaturas atingiram os 45 ou mais graus, impróprio para ciclistas, mesmo que possuam uma boa preparação física, onde alguns ficaram para trás, e fez algumas mazelas no pelotão.

Ontem muitos colocaram em causa a suspensão da etapa, ou a redução do trajeto, hoje a organização resolveu na etapa de amanhã reduzir a mesma em 27 quilómetros, e abolir a passagem pela Torre, ora quando muitos criticam a Torre mais um ano não estar na volta em final de etapa, a eliminação da passagem da mesma, vai deixar sem dúvida a volta este ano ainda mais pobre.

Ao longo da tarde, muitos foram os comentários sobre esta decisão, em parte, a segurança pela saúde dos ciclistas é importante, o que muitos não acharam nada graça a esta decisão, já que existiam táticas especiais para esta etapa, outros aceitaram, mas o que pergunto é o seguinte, porque não tomaram esta atitude na 2ª etapa, a mais longa e com as mesmas temperaturas.

Bem, com mais uma etapa a terminar cerca das 18 horas debaixo de um calor abrasador, os ciclistas foram descansar, até ao seu descanso e depois de pedalarem com imenso calor quase 5 horas, ainda vão ter de se deslocar até às sua unidades hoteleiras no mínimo de 110 quilómetros, para terem o tão desejado descanso. 

Será que os ciclistas estarão preparados amanhã para mais um grande desafio, que mazelas a etapa provocou, quem aguenta, quem fica pelo caminho, no final teremos essa resposta, por agora fica a altimetria, o mapa do percurso, como a partida e a chegada.

 

“Volta a Portrugal/Alarcón fugiu para a Camisola Amarela”

Raúl Alarcón (W52-FC Porto) está novamente de “Amarelo”. Em 2017 vestiu a camisola no segundo dia para não mais a largar. Desta vez "esperou" pelo quarto dia para atacar e ganhar vantagem sobre todos os adversários. Na chegada a Oliveira do Hospital o espanhol conseguiu 30 segundos de vantagem sobre Vicente de Mateos (Aviludo-Louletano-Uli) e 42 sobre Joni Brandão (Sportig-Tavira). Estas diferenças deram-lhe a liderança da 80ª Volta a Portugal Santander.

A Etapa Vida, jornada solidária com 177,8 quilómetros que começou na Sertã, atravessou os concelhos mais atingidos pelos incêndios do ano passado e terminou em Oliveira do Hospital, foi marcada pelo domínio azul e branco. A equipa dirigida por Nuno Ribeiro instalou-se na frente do pelotão para controlar uma fuga que foi perdendo elementos durante as primeiras montanhas até que um sexteto tentou a sorte. O esforço de Filipe Cardoso (Rádio Popular-Boavista), Guy Niv (Israel Cycling Academy), Fredrik Ludvigsson (Team Coop), Benat Toxoperena (Euskadi-Murias), Jon Irisarri Rincon (Caja Rural) e Christophe Masson (WB AquaProtec-Veranclassic) pareceu sempre estar condenado ao fracasso.

Com uma subida de terceira categoria e outra de quarta já nos últimos 15 quilómetros, a chegada que se esperava seletiva acabou por deixar Alarcón com uma liderança de 28 segundos após esta terceira etapa. Foi o espanhol quem lançou o ataque com Vicente García de Mateos, Joni Brandão, Edgar Pinto (Vito-Feirense-BlackJack) e Henrique Casimiro (Efapel) - todos eles candidatos na luta pela geral - a responderem, mas nunca mais ninguém parou o espanhol. Tínhamos planeado atacar na parte final. Tentei na subida, mas não foi possível. Consegui na descida", referiu satisfeito Alarcón.

O anterior líder, Rafael Reis (Caja Rural-Seguros RGA) perdeu tempo e desapareceu dos principais lugares da classificação geral. Na meta de Oliveira do Hospital foi brindado com um caloroso aplauso da multidão.

 

Marcelo juntou-se à Etapa Vida

O novo comandante da Volta tinha o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, à espera na chegada e foi o próprio presidente quem lhe entregou a Camisola Amarela Santander. "Esta etapa tem um significado muito especial. É uma etapa pela vida e pela solidariedade. E com este calor é duplamente significativa. Queria agradecer ao Joaquim Gomes, aos ciclistas todos, ao vencedor que ficou com a camisola amarela porque foi um esforço brutal, às piores horas, com a temperatura mais elevada. Também isso foi um sinal de solidariedade. Não há desporto em Portugal sem a Volta. Porque a Volta diz tanto a Portugal há tantos anos. Eu era criança e praticamente nasci a discutir os campeões da Volta", afirmou Marcelo em mangas de camisa rodeado de jornalistas.

O presidente, em período de férias, não quis passar ao lado da Etapa Vida e juntou-se à causa solidária organizada pela Volta a Portugal que abdicou das receitas provenientes desta terceira etapa. Esta iniciativa tornou-se possível, sem qualquer custo ou encargo financeiro para os municípios, devido ao apoio de alguns dos patrocinadores da Volta - Santander, Liberty Seguros, Altice, Jogos Santa Casa e Brisa. O Turismo do Centro e a Fundação Desporto, também foram aliados nesta justa causa ao financiarem a acção de solidariedade. Para além de Marcelo Rebelo de Sousa, muitas individualidades como o Ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues, estiveram em Oliveira do Hospital.

Subida à Torre anulada

Perante as temperaturas altas que têm castigado o pelotão e para diminuir o índice de dificuldade, a organização da Volta a Portugal decidiu anular a subida à Torre prevista para a etapa deste domingo. O pelotão irá subir as Penhas Douradas e o percurso regressará ao previsto em Manteigas, com a chegada a permanecer nas Penhas da Saúde. A mudança implica um corte de 27,1 quilómetros. Serão 143,3, que vão começar na Guarda às 13 horas.

Fonte: Podium

“VOLTA A PORTUGAL/QUARTA ETAPA DA VOLTA A PORTUGAL SEM PASSAGEM PELA TORRE”

Atendendo às altas temperaturas que continuam a registar-se

Por: Lusa

Foto: Lusa

A quarta etapa da Volta a Portugal, que se diputa no domingo, não vai passar na Torre, devido às condições climatéricas e para defender os atletas, anunciou este sábado a organização.

Em comunicado, a organização refere que, "atendendo às altas temperaturas que continuam a registar-se e aos elevados níveis de cansaço do pelotão provocados pelo calor", foi decidido "reduzir o índice de dificuldade da etapa 'rainha', eliminando 27 quilómetros".

A etapa, que liga a Guarda às Penhas da Saúde, tinha inicialmente 171,4 quilómetros e vai agora ter 144, deixando de ter a passagem da Torre, que será substituída pela subida às Penhas Douradas, voltando a corrida ao percurso original na zona de Manteigas.

Fonte: Record on-line

“VOLTA A PORTUGAL/CALOR EXTREMO GERA REVOLTA NA VOLTA A PORTUGAL: CADA CICLISTA BEBEU 15 LITROS DE ÁGUA”

Louis Bendixen abandonou sexta-feira desidratado e com insuficiência renal

Por: Alexandre Reis

Foto: Lusa

As opiniões estão divididas, mas há um sentimento de revolta no pelotão face à indiferença com que os organizadores da Volta e respetivos comissários encararam as duas primeiras etapas, tendo a de ontem superado as temperaturas da véspera. E isto quando existem regulamentos, depois de a UCI ter criado o Protocolo de Condições Meteorológicas Extremas para preservar a integridade física dos atletas. Etapas no Tour Down Under ou na Volta a San Juan foram anuladas ou reduzidas na sua extensão devido ao calor.

Já na Volta, as vítimas sucedem-se. Joaquim Silva (Caja Rural) desistiu na 1ª etapa e o dinamarquês Louis Bendixen (Team Coop) não alinhou na 2ª, desidratado e com falha renal: "Depois de etapa com cinco horas de calor extremo, estive mais três horas no controlo antidoping, sem beber nem comer. O corpo desfaleceu e tive de passar a noite no hospital."

O vice-campeão olímpico em Atenas’2004, Sérgio Paulinho (Efapel), pede uma maior proteção aos atletas, pois basta dizer que numa etapa como a de ontem, cada corredor tem de beber 15 a 20 litros de água para combater a desidratação: "Dou-me bem com o calor, mas não quer dizer que não tenha crises com quase 50 graus. Muita gente fala em outras coisas que são prejudiciais para a saúde, das quais nem vale a pena designar... Mas esta situação é extremamente prejudicial para a saúde. A Proteção Civil pede a todos para se manterem em locais frescos; a nós é pedido que pedalemos 200 km. Existem regulamentos, mas nem sempre são cumpridos. Há que proteger os ciclistas."

Gustavo Veloso (W52-FC Porto) é da mesma opinião: "A etapa, hoje [ontem], deveria ter sido anulada. Estamos preparados para correr com o calor, mas sem estas temperaturas."

Já Luís Mendonça (Aviludo-Louletano-Ali) discorda que haja intervenção: "Dias de muito calor, mas espero recuperar. Isto é a Volta a Portugal, é espetáculo e nós somos atletas acima do normal. Aplaude-se muito o futebol, mas deve-se olhar mais para estes homens que deixam tudo na estrada, com um sofrimento que ninguém imagina. Depois, há a magia, quando o povo nos refresca com a água..."

Fonte: Record on-line