Por: Carlos Silva
Giulio Pellizzari pode ter
cedido quase dois minutos para Jonas Vingegaard na subida para Valdezcaray, mas
o jovem italiano da Red Bull - BORA - Hansgrohe mostrou consistência ao
terminar no grupo perseguidor, conservando a Camisola Branca e mantendo-se no
10º lugar da geral da Volta a Espanha 2025, antes do primeiro dia de descanso.
Apanhado de surpresa pelo
ataque precoce do dinamarquês da Visma, Pellizzari reconheceu que pouco havia a
fazer para seguir o ritmo. “O Jonas Vingegaard atacou muito cedo na subida.
Estava um pouco para trás no grupo, apanhou-me de surpresa. Mas no final,
quando perdemos quase dois minutos, significa que ele estava bastante forte.”
Mesmo assim, o italiano cruzou
a meta em 16º lugar, integrado num grupo sólido de candidatos e com isso
manteve 27 segundos de vantagem sobre Matthew Riccitello na luta pela
classificação da juventude.
Entre a
camisola branca e a geral
Apesar da visibilidade trazida
pela liderança da classificação da juventude, Pellizzari deixou claro que o
foco principal continua a ser o desempenho coletivo e a luta pela geral:
“Tinha boas pernas, senti-me
bem. A última parte da subida foi um pouco mais fácil. Tentámos dar o nosso
melhor. Quero dar o meu melhor para o Jai Hindley e veremos em Madrid se vou
estar de branco ou não.”
Com apenas 21 anos, Pellizzari
confirma-se como um dos nomes emergentes desta Vuelta. O facto de se manter no
top-10 da geral, a 2:53m de Torstein Traeen, é já um excelente resultado. O
italiano terá agora a segunda semana para consolidar o seu estatuto na luta
pela Juventude e continuar a apoiar Hindley, enquanto testa até onde consegue
levar as suas próprias ambições.
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