segunda-feira, 30 de setembro de 2019

“Nova edição mensal da Revista Notícias do Pedal”

A “Revista Notícias do Pedal” acabou de lançar a edição número 289, de setembro, a mesma contém uma grande diversidade de notícias, nas mais diversas modalidades, descubra e conheça a mesma, e ainda outras novidades, e outros projetos, e participe.
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 Boas leituras…

A redação

“Salgueiro estreia-se no Campeonato do Mundo”

Texto: AfterTwo //Works                    

Fotos: Federação Portuguesa de Ciclismo

Em representação da Equipa Portugal, o ciclista Miguel Salgueiro foi 57º classificado no Campeonato Mundial sub-23 realizado este sábado na região de Yorkshire, na Grã-Bretanha. Estreante na competição, o atleta da Sicasal Constantinos foi um dos quatro homens a quem o Selecionador Nacional confiou a missão britânica e fica na história como o primeiro ciclista da equipa de Torres Vedras a participar num campeonato do mundo.

Num dos territórios mais a norte de Inglaterra, os ciclistas enfrentaram uma viagem de 171,6 km entre as cidades de Doncaster e Harrogate, marcada pelas condições meteorológicas adversas que caracterizam aquela zona do país.

Frio, vento, chuva constante e um percurso de exigência elevada não impediram um espetáculo competitivo de grande nível e foi mesmo Miguel Salgueiro a assumir o protagonismo luso até ao início do último terço de corrida.

O ciclista de Odivelas foi o português que conseguiu melhor colocação na dianteira do pelotão na fase mais decisiva da prova, mas apesar do esforço acabou por ceder alguns metros na última grande escalada do dia e não mais conseguiu manter contato com o grupo principal.

Concluiu o desafio em 4 horas, 6 minutos e 34 segundos, cruzando a meta 12m e 42s depois do vencedor.  Conforme o próprio relata, foi "uma experiência fantástica! Uma corrida a uma velocidade alucinante desde o início, mas muito dura e perigosa devido à chuva e ao vento. Fiz o que pude para passar com os da frente pela principal dificuldade do dia antes de entrar no circuito, mas por pouco não foi possível.

Ainda assim sai o bastante satisfeito com a minha estreia em Mundiais e com um ponto de partida para continuar a trabalhar para o meu futuro. Agradeço ao Sr. José Poeira que acreditou em mim para esta missão, ao staff da Seleção Nacional, a todas as pessoas que me apoiam e aos patrocinadores que tornaram tudo isto possível".

 Com uma média final superior a 44 km por hora, a corrida teve um final emocionante e dramático. O holandês Nils Eekhoff, o mais forte dos 7 atletas que disputaram o empolgante sprint final, acabou desclassificado por irregularidades no decorrer da prova e foi o italiano Samuele Battistella a subir ao lugar mais alto do pódio para envergar a camisola "arco íris", símbolo de novo Campeão Mundial.


André Carvalho foi o mais resistente entre os portugueses, terminando na 30ª posição a 3 minutos e 2 segundos do vencedor, enquanto João Almeida gastou mais 9 minutos para cruzar a meta no 76º posto com o mesmo tempo de Miguel Salgueiro. O algarvio Emanuel Duarte, que fez a estreia absoluta na Equipa Portugal, não concluiu a competição.

Fonte: Academia Joaquim Agostinho

 

“Ciclismo/Mundiais: Rui Costa atribui 10.º lugar à força psicológica”

A análise positiva do ciclista foi partilhada pelo selecionador nacional, José Poeira.

O ciclista português Rui Costa considerou hoje que o 10.º lugar alcançado na prova de fundo de elite dos Campeonatos do Mundo de estrada, em Harrogate, ficou a dever-se à capacidade psicológica para superar o “sofrimento”.

“Foi preciso estar muito forte psicologicamente para encarar um Mundial como este, porque foi um dia de muita chuva e frio. Durante uma prova tão longa, muitas coisas nos passam pela cabeça. As sensações foram boas no início, mas a meio não estava tão bem. Foi preciso ultrapassar esses momentos mais difíceis, esse sofrimento, para chegar melhor aos últimos quilómetros”, afirmou, em declarações à assessoria da Federação Portuguesa de Ciclismo.

Na competição com 261,8 quilómetros realizada na região de Yorkshire, no Reino Unido, o ciclista de 32 anos – que chegou a 1.10 minutos do vencedor, o dinamarquês Mads Pedersen – foi o único representante nacional a completar o percurso, face às desistências de José Gonçalves, Nélson Oliveira, Rui Oliveira e Rúben Guerreiro.

As condições meteorológicas adversas levaram a organização a alterar o traçado previsto, anulando duas das três subidas que antecediam o circuito de Harrogate, o que retirou cerca de 20 quilómetros. Contudo, as alterações não significaram uma prova mais simples para os corredores e Rui Costa assumiu mesmo ter ficado “contente” pela quarta presença entre o 'top' 10, depois da vitória em 2013, do nono posto em 2015 e do décimo em 2018.

“O traçado previsto iria ser muito mais duro, talvez deixando mais cedo para trás alguns corredores que chegaram aqui na frente. Em todo o caso, um Mundial é sempre duro e hoje viu-se o quão difícil é estar com os melhores. Fico contente com mais este 'top' 10. Sempre que venho à seleção, tento estar nas melhores condições para representar o país, penso que voltei a dignificar as cores de Portugal”, resumiu.

A análise positiva do ciclista foi partilhada pelo selecionador nacional, José Poeira, que enalteceu a resistência de Rui Costa após ficar sem mais colegas para o ajudarem a conseguir um bom resultado para as cores portuguesas.

“Nos últimos anos partimos sempre com a ambição de ficar nos dez primeiros e hoje, mais uma vez, conseguimo-lo. A corrida tornou-se muito dura, devido às condições climatéricas. Muitos corredores que vinham para ganhar acabaram por desistir. Nós resistimos. Apesar de os colegas terem ajudado o Rui Costa em determinada fase, ele ficou sozinho durante muito tempo. Nessa circunstância não podia ter feito mais do que fez. Esteve muito bem”, notou.

O título mundial na prova de fundo para elite ficou nas mãos do dinamarquês Mads Pedersen, que se impôs no ‘sprint’ final com o tempo de 06:27.28 horas ao italiano Matteo Trentin, deixando ainda o suíço Stefan Küng na terceira posição, a dois segundos do vencedor.

Fonte: Sapo on-line