domingo, 18 de março de 2018

“DANIELA REIS EM 26.º NO TROFÉU ALFREDO BINDA”

A prova foi ganha pela polaca Katarzyna Niewiadoma

Por: Lusa

A ciclista portuguesa Daniela Reis (Doltcini -- Van Eyck Sport) terminou este domingo o Troféu Alfredo Binda em 26.º lugar, numa prova ganha pela polaca Katarzyna Niewiadoma (Canyon SRAM Racing).

A polaca, de 24 anos, cumpriu os 131,3 quilómetros entre Taino e Cittiglio em 3:32.53 horas, à frente das holandesas Chantal Blaak (Boels-Dolmans Cycling Team), campeã do mundo, e Marianne Vos (Waowdeals Pro Cycling), que chegaram a 23 segundos da vencedora.

Daniela Reis correu a primeira prova WorldTour do ano e terminou a 59 segundos de Niewiadoma, no 26.º posto, com o mesmo tempo da chefe de fila da equipa, a belga Sofie de Vuyst, que terminou em 16.º.

Fonte: Record on-line

“Volta Alentejo/Luís Mendonça agarrou-se ao sonho e segurou a camisola amarela”

O português Luís Mendonça (Aviludo-Louletano) agarrou hoje o sonho de conquistar uma prova por etapas.

O português Luís Mendonça (Aviludo-Louletano) agarrou hoje o sonho de conquistar uma prova por etapas e segurou a camisola amarela até à chegada a Évora para vencer a 36.ª edição da Volta ao Alentejo.

Depois de o sonho ter começado a ganhar forma na véspera,após subir à liderança em Castelo de Vide, a seguir ao contrarrelógio da quinta etapa, o ciclista de Paredes, de 32 anos, conseguiu manter os oito segundos de avanço sobre o português Ricardo Mestre (W52-FC Porto) e os 13 sobre o irlandês Mark Downey (Team Wiggins), na sexta etapa, que ligou Castelo de Vide a Évora.

 “É um sonho, é incrível. Foram 150 quilómetros muito longos. Tentaram várias vezes destronar-nos, a W52-FC Porto, com ‘abanicos’, com mexidas na corrida, deram-nos muito trabalho, mas conseguimos chegar aqui com muito trabalho. Esta camisola não é só minha, é da Aviludo-Louletano”, disse, à chegada a Évora.

Felicíssimo, de braços no ar, Mendonça cortou a meta na Praça do Giraldo na sétima posição, evitando o ‘corte’ no pelotão, a partir do 15.º lugar, que lhe podia ter custado a amarela.

A última etapa foi corrida a um ritmo louco, com uma média superior a 43,092 km/h, aproveitada pelo britânico Gabriel Cullaigh (Team Wiggins) para voltar a triunfar numa etapa, depois de o já ter feito em Serpa, na primeira etapa.

Cullaigh impôs-se na ligeira subida para a praça principal da cidade património da humanidade e cumpriu os 151,3 quilómetros em 3:30.40 horas, à frente do francês Yannis Yssaad (Caja Rural) e do espanhol Jon Aberasturi (Euskadi-Murias).

Contudo, o jovem britânico, de 21 anos, guarda um amargo, por não ter conseguido levar o companheiro de equipa Mark Downey, que andou três dias de amarelo e que venceu o prémio da juventude, ao triunfo final.

“Tínhamos planeado deixar o Mark [Downey, terceiro da geral] sozinho para ele tentar ganhar algum tempo ao líder, mas o final era muito técnico, muito perigoso, com muita gente e não conseguimos cumprir o plano. Foi uma pena, mas mesmo assim foi uma semana muito bem-sucedida para nós”, disse.

Com pouco ‘brilho’ nesta prova, o Sporting -Tavira foi um dos grandes animadores da etapa, com os espanhóis Alvaro Trueba e Alejandro Marque a integrarem a fuga do dia, tendo o vencedor da Volta a Portugal de 2013 a ser o último a ser apanhado, quase à entrada dos 10 quilómetros finais.

A etapa ficou ainda marcada por uma queda, que levou a que o português Fábio Oliveira (LA/Alumínios) e o espanhol Francisco Castello (Ginestar) fossem transportados para o hospital.

Depois de ter ‘partido’ a corrida logo na primeira etapa, o W52-FC Porto acabou por ter de se contentar com o segundo lugar de Ricardo Mestre e com a vitória por equipas, segura por cinco segundos em relação à Team Wiggins.

Vencedor de duas etapas, o russo Dmitrii Strakhov (Lokosphinx) venceu a geral por pontos, enquanto o seu compatriota e colega de equipa Alexander Evtushenko foi o rei da montanha.

Fonte: Sapo on-line

“Volta Alentejo/Luís Mendonça: "Isto é um sonho tornado real"

Ciclista mostrou-se feliz pelo triunfo na Volta ao Alentejo.

Luís Mendonça, da Aviludo-Louletano, não cabia em si de satisfação depois do triunfo na Volta ao Alentejo.

“Foi uma loucura esta etapa, foram os 150 quilómetros mais longos da minha vida, parecia que nunca mais acabava, fartava-me de olhar para o conta-quilómetros e os quilómetros nunca mais passavam. Chegar aqui e terminar tudo pelo melhor, é uma alegria muito grande", começou por dizer.

"Isto é um sonho tornado real. É uma vitória de todos, estiveram incansáveis hoje. Não temos a força de outras equipas. Estava receoso, deram-nos muito trabalho. Foram 150 quilómetros loucos, mas finalmente está aí a vitória. É um sonho, é incrível. Foram 150 quilómetros muito longos. Tentaram várias vezes destronar-nos, a W52-FC Porto, com ‘abanicos’, com mexidas na corrida, deram-nos muito trabalho, mas conseguimos chegar aqui com muito trabalho. Esta camisola não é só minha, é da Aviludo-Louletano”, acrescentou.

Fonte: Sapo on-line

“EFAPEL fecha Volta ao Alentejo com bons indicadores”

          Henrique Casimiro foi o mais forte na contagem da Serra d’Ossa

          Volta ao Alentejo foi exigente teste durante cinco dias

          Equipa aponta para a Clássica Aldeias do Xisto

Foto: FPC / João Fonseca

A Equipa EFAPEL concluiu a sua participação na 36ª Volta ao Alentejo com mais bons indicadores, desta vez na montanha. Depois do trabalho feito pelo grupo, em determinados momentos, para anular fugas, hoje foi a vez da formação liderada por Américo Silva ter Henrique Casimiro entre os fugitivos. O ciclista alentejano foi um dos animadores do dia. Fez segundo na meta volante em Estremoz e passou em primeiro na única contagem de terceira categoria, colocada na Serra d’Ossa.

A sexta e derradeira etapa da Volta ao Alentejo de 2018 ligou Castelo de Vide, que já ontem tinha sido palco do decisivo contra-relógio imdividual, a Évora. No total, os ciclistas pedalaram 151,3 quilómetros, com três metas volantes (Fronteira, Estremoz e Redondo) e uma montanha categorizada pelo meio. Formou-se uma fuga, na qual a EFAPEL se fez representar por Henrique Casimiro. O ciclista da equipa andou bastantes quilómetros desta forma, em especial, até vencer a contagem de montanha.

Na aproximação a Évora, foi a vez de outros protagonistas assumirem isso mesmo, o protagonismo da corrida. Daniel Mestre entrou com os melhores, com vontade de discutir o triunfo. A forma como fez a aproximação à meta aconteceu na perfeição mas, já bem perto da linha foi arredado da discussão devido a um problema técnico na sua bicicleta.

“Ficámos com a sensação que, não fossem as coisas andarem tão torcidas, tínhamos vencido a etapa. O Daniel estava muito bem colocado, seguia nos últimos 100 metros com o ciclista que acabou por ganhar. Mas um adversário, deu-lhe um toque e partiu quatro ou cinco raios da roda da frente. Não temos a certeza da vitória, mas saímos com mais algum alento e acreditamos que este azar vai acabar. É com esta postura que vamos entrar já na próxima prova, a Clássica Aldeias do Xisto”, afirmou o director desportivo da EFAPEL, Américo Silva.

A equipa terminou, apenas, com cinco ciclistas. Pedro Paulinho foi forçado a desistir após os primeiros 20 quilómetros da etapa devido a uma lesão num tendão.

A semana que agora se inicia será de recuperação e preparação para a Clássica Aldeias do Xisto. A prova de um dia, que vai para a segunda edição, realiza-se numa região muito especial para a Equipa EFAPEL. A partida será em Álvaro e termina, ao fim de 145 km, na Aldeia das Dez.

Classificação na sexta etapa

    Gabriel Cullaigh        Team Wiggins    3h30m40s

    Yannis Yssaad        Caja Rural        m.t.

    Jon Aberasturi        Euskadi Murias    m.t.


44º    Rafael Silva            EFAPEL        a 21s

65º    Henrique Casimiro        EFAPEL        m.t.

83º    Sérgio Paulinho        EFAPEL        a 53s

91º    Daniel Mestre        EFAPEL        a 1m09s

92º    Marcos Jurado        EFAPEL        a 1m12s

NT    Pedro Paulinho        EFAPEL        NT

Classificação após a sexta etapa

    Luís Mendonça        Aviludo-Louletano    18h25m49s

    Ricardo Mestre        W52-FC Porto    a 8s

    Mark Downey        Team Wiggins    a 13s


24º    Henrique Casimiro        EFAPEL        a 13m06s

43º    Rafael Silva            EFAPEL        a 19m18s

48º    Daniel Mestre        EFAPEL        a 21m55s

93º    Marcos Jurado        EFAPEL        a 46m24s

94º    Sérgio Paulinho        EFAPEL        a 47m42s

Fonte: Efapel

“Taça de Portugal de DHI”

Vasco Bica e Lucy Drees mais rápidos em S. Brás de Alportel

Por: José Carlos Gomes

O português Vasco Bica (Mirada Factory) e a britânica Lucy Drees (Orange Bikes), ganharam hoje, na categoria de elite, a segunda prova da Taça de Portugal de Downhill (DHI), disputada em S. Brás de Alportel.

A corrida de elite foi emocionante, até depois de terminada a corrida por todos os participantes. O espanhol Ángel Suarez, que chegou ao Algarve no topo da geral da Taça, foi o mais rápido na corrida algarvia, com menos 240 milésimos de segundo do que Vasco Bica. No entanto, o espanhol acabou desclassificado por não ter cumprido o percurso correto.

Feitas as contas, a vitória foi atribuída a Vasco Bica, que completou a prova em 2’30’’594, menos 3,174 segundos do que Emanuel Pombo (Ciclo Madeira Clube Desportivo) e menos 3,927 do que Francisco Pardal, que o acompanharam no pódio.

A britânica Lucy Drees foi a melhor feminina na corrida deste domingo, cumprindo a final em 3’15’’058, depois de já ter sido a mais rápida na manga de qualificação. A portuguesa Margarida Bandeira (Adar Ofimoto) foi a segunda classificada, a 5,419 segundos. A andorrana Blanca Aracil (2a Racing) soma dois terceiros lugares em duas corridas da Taça, valendo-se da regularidade para comandar a geral. Hoje ficou a 7,263 segundos da vencedora.

Tiago Ladeira (Miranda Factory) enfrentou com sucesso a forte concorrência estrangeira, sendo o mais veloz entre os juniores, com 2’37’’090. O segundo classificado, a 1,011 segundos, foi Jaime García (Bike Motril/Granda Cd). O terceiro, a 1,718 segundos, foi Morgan Tyrrell (Intense Racing UK Saddleback).

Gonçalo Bandeira (Miranda Factory) está imparável na categoria de cadetes, tendo hoje triunfado com 2’40’’165. Nos veteranos ganharam Brett Wheller (MS Racing Portugal/Estrela da Amadora), em master 30, José Sousa (Casa do Povo de Abrunheira), master 40, e José Salgueiro, master 50.

A Miranda Factory impôs-se coletivamente, seguindo no topo da geral por equipas da Taça.

A Taça de Portugal de DHI prossegue no próximo domingo, na Lousã, no ensaio geral para o Campeonato da Europa, que vai realizar-se na mesma pista, duas semanas depois.

Fonte: FPC

“Volta Alentejo/Histórico Mendonça vence “Alentejana”

Alcancei a minha primeira vitória e logo nesta grande Volta.

Que mais podia eu pedir?”

Luís Mendonça (Aviludo/Louletano/ULI) venceu a 36ª Volta ao Alentejo Crédito Agrícola, em Évora, este domingo, 18 de março, numa etapa ganha ao sprint pelo repetente Gabriel Cullaigh (Team Wiggins). A derradeira etapa da “Alentejana”, com 151,3KM, começou em Castelo de Vide e Mendonça fica na história porque além de vencer levou um português ao pódio 12 anos depois da última vitória. (Sérgio Ribeiro, em 2006, foi o último).

Ainda a vibrar de emoção, após a cerimónia de consagração, Luís Mendonça, de 32 anos, não escondia a felicidade e o orgulho: “Isto é único na vida! Vencer o Alentejo não acontece todos os dias, não é fácil, tenho bem consciência deste facto e quero festejá-lo da melhor maneira!”.

Natural de Paredes, a correr pela equipa de Loulé desde o ano passado, relembra a dificuldade que foi reentrar no ciclismo profissional há quatro anos: “Eu trabalhava na noite, era modelo e barman, quis voltar ao ciclismo e tive todas as portas fechadas, até o Jorge Piedade acreditar em mim. Agora alcancei a minha primeira vitória e logo nesta grande Volta, que mais é que eu podia pedir?”, concluiu emocionado, o extremamente sorridente “chefinho”, como Mendonça é conhecido entre a equipa algarvia.

A classificação geral da 36ª Volta ao Alentejo Crédito Agrícola ficou completa com os nomes de Ricardo Mestre (W52/FC Porto) na segunda posição, a 8 segundos de Mendonça, e de Mark Downey (Team Wiggins), em terceiro, a 13 segundos. O jovem irlandês da equipa patrocinada por Bradley Wiggins ainda esteve na liderança durante três dias (da segunda à quinta etapa do contrarrelógio), mas perdeu-a para o vencedor da edição 2018 da “Alentejana”. De qualquer maneira, não deixou a região de mãos a abanar porque foi o melhor jovem em prova e envergou a Camisola Branca Fundação Inatel, símbolo da classificação da juventude.

Rei da Montanha desde o primeiro dia, Alexander Evtushenko da formação russa Lokosphinx, não precisou de ganhar a última contagem, instalada na Serra D’Ossa, para levar para casa a Camisola Castanha Delta Cafés, símbolo entregue ao homem mais forte a subir. Dmitrii Strakhov, da mesma equipa, venceu a classificação por pontos acumulados nas Metas Volantes e no final de cada etapa e vestiu na Praça do Giraldo, em Évora, a Camisola Preta KIA.

A história do último dia da 36ª Volta ao Alentejo Crédito Agrícola começou a ser contada em Castelo de Vide e a grande velocidade, a média do dia rondou os 43,1Km/hora. As fugas que animaram os 151,3km de etapa foram sempre controladas de perto pela equipa do Camisola Amarela (Aviludo/Louletano/Uli) e a faltarem 10 Km para a meta, o último resistente - Alejandro Marque (Sporting/Tavira)  - era alcançado pelo pelotão que momentos depois iria discutir a chegada ao sprint no coração de Évora com  o sol a espreitar para festejar com o muito público presente na praça do Giraldo. A 36ª Volta ao Alentejo foi uma organização conjunta da CIMAC - Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central e da Podium Events.

Fonte: Podium