quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

“Volta Internacional a Ibiza de Mountain Bike”


Comemoramos 25 edições! O quarto de século da VUELTA A IBIZA MTB SIROKO BY SHIMANO chegou

 

O legado de Bartolo Planells tem 25 anos. De 2 a 5 de abril, nossa ilha será novamente a capital indiscutível do mountain bike. Não é apenas mais uma edição. É a consolidação de um sonho que chega à sua vigésima quinta edição mais forte do que nunca. Você vai perder esse marco histórico?

 

A CONTAGEM REGRESSIVA COMEÇOU!

 

A recepção deste aniversário está sendo histórica. As inscrições já estão abertas e há pouquíssimos dorsos disponíveis. O pelotão de 1.000 ciclistas está quase concluído. Se você quer garantir o seu lugar nesta edição especial de aniversário, este é o momento. Não espere eles esgotarem!

Ibiza dá as boas-vindas à temporada de ciclismo com esta prova em pares na modalidade de campo olímpico.

A corrida se divide em três etapas pela ilha e reúne os melhores bikers internacionais, que aproveitam o bom clima de Ibiza, uma das Ilhas Baleares, para treinar. A forte competitividade, o espetáculo do mountain bike e a beleza do ambiente tornam esta prova um dos encontros obrigados para os fãs do btt.

 

Um desafio projetado quilómetro a quilómetro

 

Ibiza é muito mais do que você imagina. Quem pedala de mountain bike descobre uma rede infinita de trilhas, trilhas e caminhos que desafiam os melhores. Para celebrar esses 25 anos, nossa gestão de corrida trabalhou duro para oferecer a você:

Rotas otimizadas: Surpresas e variações técnicas que vão testar até os ciclistas mais fiéis que nos acompanham ano após ano.

Natureza em sua forma mais pura: Desde as subidas mais exigentes e trechos técnicos até áreas de cruzeiro rápido por florestas de pinheiros e campos de cultivo.

O Mediterrâneo como objetivo: Pedale ao longo das enseadas mais espetaculares do mundo sob a luz única da primavera de Ibiza.

 

3 etapas, 1.000 ciclistas, uma experiência única

 

O evento mantém sua essência competitiva e convivial, reunindo os melhores especialistas do mundo com casais amadores que treinam durante todo o ano para esse desafio. Três estágios de BTT puro onde o esforço é recompensado pelo clima, pela gastronomia e pela oferta recreativa que só Ibiza pode oferecer aos participantes e companheiros.

 

Garanta sua participação

 

Não deixe escapar. Treine duro, prepare sua equipa e faça parte do 25º aniversário do evento que Bartolo Planells idealizou para todos nós.

Estamos ansiosos para vê-lo nos dias 2, 3, 4 e 5 de abril. Ibiza está esperando por você para fazer história pedalando.

Saiba mais e inscrições em: https://www.ibizabtt.com/

Fonte: Delegação Oficial do Turismo Espanhol

“Geraint Thomas Descobre os Bastidores da INEOS e a Vida Após a Corrida na Volta ao Algarve”


Por: José Morais

Nos bastidores da 52.ª Volta ao Algarve, o galês Geraint Thomas abriu o jogo sobre sua transição do pelotão para a direção esportiva, revelando que ainda está a aprender os meandros do cargo e até a usar o computador.

“Tenho de aprender a usar o computador, porque nunca tive um na vida. Esse lado é diferente, mas estou a desfrutar. Sinto que ainda estou envolvido no essencial deste desporto. Estive dois dias sem fazer nada e fiquei aborrecido”, contou Thomas, que se aposentou em setembro passado, aos 39 anos.

Com roupas desportivas, mãos nos bolsos e uma descontração que supera a de muitos dias de competição, Thomas cativou os jornalistas, respondendo com paciência e humor a perguntas sobre a sua nova rotina. “Neste momento, as minhas funções são essencialmente nas corridas. Tenho estado muito com o Dave [Brailsford] nos últimos meses e sempre soube que se passavam mais coisas do que aquelas que um corredor tem noção, mas é agitado”, acrescentou.

O primeiro galês a vencer a Volta a França (2018) assumiu o cargo de diretor de corridas da INEOS e agora acompanha diretamente líderes como Oscar Onley, Kévin Vauquelin e Carlos Rodríguez. “Ajudá-los a planear como vão atingir os seus objetivos, usando toda a minha experiência e conhecimento. Estou realmente a gostar, é entusiasmante”, afirmou, referindo-se à importância de orientar cada atleta individualmente.

Quando questionado sobre a saudade das corridas, Thomas hesitou antes de lançar uma das suas clássicas ironias: “Não senti quando estive no Tour de Provence, porque o tempo estava péssimo. Mas tenho, só que ao mesmo tempo não sinto falta do processo de ficar em forma para correr. Hoje acordei, era dia de corrida, e não tive de vestir-me novamente de manhã.”

A INEOS estreia na Volta ao Algarve com uma das formações mais fortes entre as 24 equipas participantes. Além de Onley e Vauquelin, a equipe conta com Laurens de Plus, terceiro na edição passada, e com nomes como Filippo Ganna e Thymen Arensman. Thomas destacou a importância de desenvolver a comunicação e a cooperação dentro da equipa, sobretudo com os recém-chegados.

“O principal é correrem bem juntos, comunicarem bem. Dois são recém-chegados à equipa. Há muito a aprender para todos, não apenas para eles”, disse. Apesar disso, não escondeu a ambição: “Obviamente, estão a aprender, mas isso não significa que não vamos tentar ganhar a Volta ao Algarve.”

Recordando seus próprios triunfos na prova em 2015 e 2016, Thomas elogiou o percurso português: “Tem de tudo: sprints, subidas duras, contrarrelógio. Portugal é um sítio muito tranquilo, com bom tempo, mais discreto em termos de viagens do que outras corridas internacionais.”

O galês também reconheceu o nível elevado do pelotão desta edição, destacando jovens promissores como Juan Ayuso, Florian Lipowitz, e João Almeida, de quem é admirador confesso. Questionado sobre uma possível entrada de Almeida na INEOS, Thomas foi direto: “Certamente não diria não a isso.”

Entre computadores, estratégias e a saudade das corridas, Thomas mostra que, mesmo do outro lado da barreira, continua a viver a adrenalina do ciclismo agora sem precisar de trocar de roupa para correr.

“Paul Seixas conquista primeira vitória profissional na Volta ao Algarve e mira vitória geral”


Por: José Morais

Paul Seixas, ciclista francês de origem lusodescendente, celebrou nesta quinta-feira a sua primeira vitória profissional ao vencer a 2.ª etapa da Volta ao Algarve, no exigente Alto da Fóia. Aos 19 anos, o jovem atleta da equipa Decathlon superou o espanhol Juan Ayuso (Lidl-Trek) e o português João Almeida, num desfecho que emocionou o lusodescendente, cujo bisavô era português.

“Esta primeira vitória profissional é algo muito especial. Sinto que evoluí em relação ao ano passado e já me encontro em boa forma. Fizemos todo o possível para nos prepararmos bem no início da época e conquistar algumas corridas”, afirmou Seixas após o pódio.

O triunfo da etapa refletiu não apenas a performance individual, mas também a estratégia da equipa. “Antes da corrida sábia que tinha capacidade, estava apenas curioso para ver como ia correr. O trabalho da equipa fez toda a diferença, especialmente a proteção que recebi durante o dia. O Matthew Riccitello fez um bom ataque no final, obrigando Almeida e Ayuso a reagirem, e depois só tive de seguir e guardar energia para o sprint final. Foi um cenário perfeito para mim”, contou o jovem ciclista.

Com o resultado, Paul Seixas subiu para a 2.ª posição na classificação geral, empatado em tempo com o novo camisola amarela, Juan Ayuso. Questionado sobre seus próximos objetivos, o francês mostrou ambição: “Para já, o objetivo é fazer uma boa classificação geral nesta corrida e, quem sabe, conquistar a vitória. Amanhã há o contrarrelógio e ainda estou na luta pela geral. Vou concentrar-me nisso e depois logo se vê”.

A vitória de Seixas na Fóia não só marca o início promissor da sua carreira profissional como também coloca o jovem lusodescendente entre os nomes a seguir na Volta ao Algarve, reforçando o interesse do público português pelo percurso e pelo desempenho de ciclistas com raízes no país.

“Volta ao Algarve: Juan Ayuso assume a amarela e promete defendê-la até ao fim”


Por: José Morais

O espanhol Juan Ayuso, agora a representar a Lidl-Trek, é o novo camisola amarela da 52.ª Volta ao Algarve, depois de terminar em segundo lugar na exigente chegada ao Alto da Fóia, que encerrou a segunda etapa da corrida.

Ayuso foi apenas superado por Paul Seixas, jovem corredor da Decathlon, que se impôs no sprint final numa chegada disputada ao detalhe. No final, o espanhol reconheceu mérito ao adversário: “Quando estamos na discussão pensamos sempre que podemos ganhar, mas acho que o meu timing não foi o melhor. Precisava de entrar primeiro nas curvas e não consegui. O Paul foi mais inteligente e mais forte. Mereceu a vitória.”

Apesar de não ter vencido a etapa rainha, Ayuso mostrou-se satisfeito por vestir a camisola amarela e deixou claro o objetivo para os próximos dias: “É um orgulho liderar esta prova. Quero manter a amarela até ao último dia.”

A subida ao Alto da Fóia, este ano abordada por uma vertente alternativa, voltou a revelar-se decisiva. O espanhol elogiou a escolha da organização: “Foi uma subida dura. Procuraram uma alternativa exigente e penso que foi uma boa decisão. Tornou a etapa ainda mais seletiva.”

 

Tudo em aberto antes do contrarrelógio

 

Com a classificação geral ao rubro, Ayuso parte para o contrarrelógio individual da terceira etapa, em Vilamoura (19,5 km), em igualdade de tempo com Paul Seixas. O espanhol lidera graças à conjugação das classificações nas duas primeiras etapas.

Logo atrás, a apenas sete segundos, surge o português João Almeida, terceiro na geral e também terceiro na chegada à Fóia, mantendo-se plenamente na luta pela vitória final.

O contrarrelógio promete redefinir a hierarquia da corrida. Especialista na disciplina, Ayuso terá uma oportunidade decisiva para consolidar a liderança, mas Almeida, igualmente forte na luta contra o tempo, surge como ameaça direta. Com diferenças mínimas entre os principais candidatos, a Volta ao Algarve entra agora numa fase crucial, onde cada segundo poderá revelar-se determinante na luta pela geral.

“Do sonho improvável à porta do Tour: Iúri Leitão entre a prudência e a ambição”


Por: José Morais

O português Iúri Leitão, de 27 anos, nunca ousou sonhar com a presença na Volta a França. Mas o cenário mudou de forma inesperada. Com a confirmação da espanhola Caja Rural–Seguros RGA como uma das equipas convidadas para a 113.ª edição da Volta a França, o ciclista vianense admite que a possibilidade de alinhar na mais mediática corrida do mundo o deixa entusiasmado ainda que com os pés bem assentes na terra.

“Nunca foi um sonho, porque nunca sequer cogitei que isso pudesse acontecer. A notícia caiu um bocado do ar. Ninguém estava à espera, nem a própria equipa. E, de repente, é uma possibilidade”, confessou.

A estreia da formação espanhola na mais icónica prova do calendário mundial foi anunciada a 30 de janeiro pela organização francesa, abrindo um leque de hipóteses para os 26 corredores do plantel. Mas apenas oitos terão lugar à partida da chamada ‘Grande Boucle’.

“Claro que os 26 querem ir e só podem ir oito. É sempre difícil prever. Depende da minha capacidade, das decisões da equipa e dos objetivos traçados”, sublinha o corredor natural de Viana do Castelo.

 

“É todo um espetáculo”

 

Para Leitão, o Tour representa muito mais do que uma simples corrida. “É uma prova que todos nós vemos desde pequenos. Brilham-nos os olhos ao ver as montanhas, os grandes sprinters a discutir etapas, a camisola amarela, a camisola verde… enfim, é todo um espetáculo.”

A experiência recente na Paris–Nice considerada por muitos um “mini Tour” reforçou-lhe essa perceção. “Já foi uma experiência fantástica”, recorda.

Contudo, a filosofia da Caja Rural tem privilegiado, nos últimos anos, os trepadores em detrimento dos sprinters. Um fator que pode pesar nas escolhas finais. Ainda assim, o cenário pode estar a mudar.

“Temos dois bons sprinters este ano, pode ser que isso altere um pouco a abordagem. Está tudo em aberto. Resta-me trabalhar e esperar pela oportunidade.”

 

Trabalho de equipa acima de tudo

 

Caso seja chamado para a Volta a França e tenha de desempenhar funções de apoio ao colombiano Fernando Gaviria, um dos nomes mais sonantes do sprint internacional, Leitão garante total compromisso.

“Estamos aqui para representar a equipa e cumprir ordens. Se me disserem para trabalhar para o Gaviria, não é vergonha nenhuma. Estamos a falar de um dos melhores sprinters da história. Nunca me negarei a trabalhar. Claro que, se puder ter a minha oportunidade, ficarei muito contente.”

 

Confiança reforçada na pista

 

Enquanto o calendário de estrada não está totalmente definido, o português apresenta-se motivado pelos resultados recentes nos Europeus de pista, onde se sagrou campeão no omnium e vice-campeão no madison, ao lado de Diogo Narciso.

Leitão, que fez história ao tornar-se o primeiro português a conquistar duas medalhas na mesma edição dos Jogos Olímpicos, em Jogos Olímpicos de Paris 2024 ouro no madison com Rui Oliveira e prata no omnium acredita que o trabalho de inverno está a dar frutos.

“Os resultados do início da temporada são reflexo da preparação. As sensações têm sido boas e espero que se traduzam em bons desempenhos.”

 

Algarve, o regresso às etapas

 

Nos bastidores da Volta ao Algarve, a sua primeira corrida por etapas desde a última Volta a Portugal, Leitão destacou o “charme especial” deste tipo de provas.

“Sou mais adepto das clássicas, mas as provas por etapas trazem imprevisibilidade e são mais completas. Têm uma beleza própria.”

Entre a prudência e a ambição, Iúri Leitão mantém o foco no trabalho diário. O sonho pode nunca ter sido assumido, mas agora que o Tour está no horizonte, a possibilidade é real. E no ciclismo, como na vida, as oportunidades inesperadas são muitas vezes as que fazem história.

“Resultados 4ª etapa do UAE Tour 2026: Jonathan Milan conquista a vitória, com a fuga a ser apanhada nos derradeiros metros”


Por: Miguel Marques

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A 4.ª etapa do UAE Tour trouxe exatamente a tensão prometida. Após um dia a ritmo implacável e 2.360 metros de desnível acumulado, tudo ficou em aberto até ao último quilómetro, antes de Jonathan Milan impor ordem com um sprint dominante em Fujairah.

O italiano escolheu o momento com precisão, lançou de longe, passou pelos sobreviventes da fuga e resistiu ao pelotão em aceleração. Foi uma vitória construída no controlo contínuo da equipa e na frieza final, após um desfecho que por instantes ameaçou fugir ao guião.

 

Ataque de cinco anima um dia a alta velocidade

 

A fuga inicial de Georg Steinhauser, Stefan De Bod, Lorenzo Milesi, Patrick Gamper e James Knox formou-se após uma primeira hora agressiva e teve uma margem sempre vigiada.

Com mais de 2300 metros de desnível distribuídos por terreno ondulado, sem grandes rampas, a etapa fez-se a ritmo excecional. A Lidl-Trek assumiu a dianteira no pelotão, com a Bahrain - Victorious a colaborar na defesa do líder Antonio Tiberi.

Gamper venceu os dois sprints intermédios, evitando que segundos de bonificação interferissem na geral. Atrás, o andamento manteve-se estável, com a diferença a oscilar entre um e dois minutos durante grande parte da tarde.

O cenário mudou nos 30 quilómetros finais, quando várias equipas de sprinters se comprometeram totalmente na perseguição.

 

Queda baralha planos para o sprint

 

A pouco mais de 30 quilómetros da meta, uma queda na cauda do pelotão desorganizou vários comboios. Fabio Jakobsen, Robbe Ghys, Daan Hoole e Ethan Hayter estiveram envolvidos.

Jakobsen e Hoole regressaram à bicicleta, mas Ghys foi depois confirmado como desistente, deixando a corrida com o braço esquerdo imobilizado, indício forte de clavícula fraturada.

Apesar do percalço, as equipas de sprint reorganizaram-se rapidamente. A Lidl-Trek, a INEOS Grenadiers e outras retomaram a perseguição, reduzindo a diferença de forma consistente.

 

Fuga resiste, mas a aritmética impõe-se

 

Dentro dos 10 quilómetros finais, os quatro fugitivos ainda mantinham 25 segundos. As largas avenidas de Fujairah permitiam ao pelotão vê-los ao fundo, mas a margem mostrou-se renitente. A 5 km do fim, sobravam 20 segundos.

O pelotão rodava perto dos 60 km/h, mas o vento de frente e a cooperação entre os líderes semearam dúvidas por instantes. A 3 km, a diferença baixou para 12 segundos. A 1,5 km, apenas 10 segundos separavam os dois grupos.

A junção consumou-se já dentro do último quilómetro.

Stefan De Bod tentou antecipar enquanto a fuga se desfazia, mas o esforço apenas estirou o grupo. No momento em que os atacantes hesitaram, os comboios passaram em força.

Milan atacou com decisão, lançou de longe e impôs-se tanto aos restos da fuga como aos sprinters puros que chegavam por trás. Ninguém conseguiu ultrapassá-lo.

 

Homens da geral correm com prudência

 

Atrás da luta pelo sprint, a classificação geral manteve-se inalterada. Tiberi terminou em segurança no pelotão, preservando a camisola vermelha.

Um dia depois da quebra em Jebel Mobrah, Remco Evenepoel correu com prudência, a dar prioridade à recuperação antes da próxima etapa de montanha, em vez de arriscar no caos final.

“Na dureza da Fóia, onde a estrada inclina e as diferenças se fazem ao segundo, João Almeida mostrou que está pronto para discutir a Volta ao Algarve até ao fim"


Por: José Morais

O ciclista português João Almeida saiu satisfeito da exigente chegada à Fóia, na segunda etapa da Volta ao Algarve, mantendo-se firme na luta pela classificação geral. O corredor da UAE Emirates terminou no terceiro posto no alto da serra de Monchique, a escassos um segundo de Paul Seixas e do companheiro de equipa Juan Ayuso, resultado que o coloca igualmente na terceira posição da geral individual.

Num final explosivo e tecnicamente exigente, marcado por um piso irregular e constantes mudanças de ritmo, Almeida mostrou solidez perante alguns dos principais nomes do pelotão internacional. “Foi um final de etapa difícil, muito explosivo, com um piso bastante irregular”, afirmou o corredor português, em declarações divulgadas pela estrutura da equipa dos Emirados Árabes Unidos.

O ciclista lamentou, no entanto, a queda de Brandon McNulty numa fase crucial da tirada algarvia. “Ele estava comigo na frente e poderíamos ter corrido de maneira diferente”, sublinhou, deixando entender que o infortúnio do colega condicionou a estratégia coletiva numa subida onde cada segundo fez a diferença.

Já no último quilómetro, Almeida ainda tentou surpreender os adversários com um ataque, mas a resposta foi imediata. “Não consegui e depois perdi ali um pouco de espaço”, reconheceu, numa análise lúcida de um final decidido ao detalhe.

Apesar de não ter conquistado a vitória na etapa rainha, o desempenho reforça as ambições do português na corrida, sobretudo tendo em vista o contrarrelógio individual de Vilamoura, considerado decisivo para as contas finais. Especialista no esforço solitário, João Almeida assume agora o foco total na etapa contra o tempo, onde poderá ganhar vantagem sobre os rivais diretos e consolidar a candidatura ao triunfo na geral.

 

A consistência demonstrada na Fóia confirma o bom momento de forma do corredor luso numa prova que, ano após ano, reúne alguns dos mais promissores talentos e referências do ciclismo mundial, servindo também como importante teste competitivo numa fase ainda inicial da temporada europeia.

“Resultados 2ª etapa da Volta à Andaluzia 2026: Iván Romeo e a Movistar vencem após grande ofensiva à geral; UAE e Pidcock perdem mais de um minuto”


Por: Miguel Marques

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A 2.ª etapa da Volta à Andaluzia voltou a ser um dia exigente, com várias subidas de diferentes dificuldades ao longo do percurso. Terreno ideal para um assalto à geral, e foi exatamente isso que aconteceu. Iván Romeo venceu para a Movistar e é o novo líder da corrida.

A etapa começou com um perfil relativamente plano e aqui formou-se uma fuga com Ion Izagirre incluído, ataques perigosos que foram neutralizados. Acabariam por seguir adiante Ibai Azanza, Josh Burnett e José Antonio Prieto, mas no Puerto de la Cabra, com 25 quilómetros de extensão e a cerca de 100 quilómetros da meta, a corrida explodiu.

O caos instalou-se quando Iván Romeo e Andreas Leknessund atacaram e se juntaram a Burnett na frente. Pouco depois, no pelotão, os principais candidatos à geral mexeram com Tom Pidcock e Tim Wellens ao ataque; porém, num terreno de inclinações pouco acentuadas, foi relativamente fácil seguir rodas, resultando numa corrida muito tática.

Romeo e Leknessund coroaram a subida na dianteira e, atrás, faltou coordenação na perseguição. O ritmo estabilizou no pelotão e a diferença subiu para três minutos, uma margem excessiva que o grupo principal já não conseguiria anular. UAE, Pinarello, Visma, Cofidis e Groupama participaram na perseguição em diferentes momentos, mas a vantagem apenas diminuiu ligeiramente.

Burnett cedeu na frente, deixando dois homens isolados, enquanto o grupo ia perdendo elementos nas ondulações. À entrada dos 5 quilómetros finais a diferença mantinha-se acima de um minuto, com todos a guardarem-se para a chegada em ligeira ascensão a Otura. Na dianteira, tudo se decidiu nas pernas, e o campeão nacional espanhol Iván Romeo conseguiu descolar Leknessund e conquistar um triunfo importante que também o coloca na liderança. O norueguês foi segundo, a 7 segundos.

Atrás, alguns ataques no pelotão já perto da meta reduziram a diferença para menos de um minuto, mas Romeo leva mais de um minuto graças às bonificações. Alex Aranburu sprintou para o terceiro lugar.

“Resultados 2ª etapa da Volta ao Algarve 2026: Tal como Pogacar, Paul Seixas conquista a 1ª vitória como profissional na Fóia; bate Ayuso e Almeida ao sprint”


Por: Miguel Marques

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A 2ª etapa da Volta ao Algarve trouxe fogo de artifício. Subiu-se o Alto da Fóia e três corredores destacaram-se do resto. Paul Seixas, com 19 anos, conquistou a sua primeira vitória como profissional na mesma subida onde Tadej Pogacar fez o mesmo há sete anos. O ciclista da Decathlon CMA CGM é o novo líder da corrida após bater Juan Ayuso e João Almeida num final dramático.

A segunda etapa podia ser considerada, no papel, a etapa rainha, com final em alto no Alto da Fóia. A subida, presença habitual há muitos anos na prova algarvia, foi feita por uma estrada inédita, com a ascensão final a medir 8,8 quilómetros, média de 6,2%, mas com duas zonas consideravelmente mais íngremes.

A fuga do dia formou-se com oito homens: Hugo Nunes, o alemão Nicolás Tivani, Alexandre Montez, Enzo Leinjse, Gorka Sorarrain, Tomas Contte, Iker Bonillo e Leangel Linarez. O pelotão controlou-os sem sobressaltos e, sem grandes subidas antes do derradeiro ascenso este ano, o andamento foi em crescendo até à base da Fóia.

A entrada na subida fez-se a toda a velocidade, com verdadeira batalha de posicionamento nos quilómetros prévios; e a Lidl-Trek assumiu de imediato a dianteira, impondo um ritmo muito alto para Juan Ayuso. A 4 quilómetros da meta o pelotão ainda era numeroso, já que a inclinação não selecionava, mas mal entrou uma das zonas duras, Juan Ayuso atacou na frente, seguido por João Almeida e Paul Seixas. Pouco depois, Seixas passou ao comando e a sua aceleração deixou Almeida em dificuldade. O português regressou; e a 1,7 quilómetros do fim Oscar Onley e Matthew Riccitello também fecharam o espaço até ao trio.

Almeida assumiu a dianteira a 1 quilómetro da meta, mas as suas mudanças de ritmo foram respondidas por Ayuso e Seixas. O francês lançou o sprint primeiro e teve andamento para segurar Ayuso no final, por muito pouco, num desfecho quase ao sprint de photo-finish. Almeida foi terceiro, embora as diferenças entre os cinco fossem praticamente inexistentes. Diogo Gonçalves foi o melhor das equipas nacionais, em 22º lugar.

“Carvalhos plantados na Fóia assinalam compromisso ambiental da Volta ao Algarve”


Fotos Igor Martins / FPC

A manhã da segunda etapa da Volta ao Algarve ficou marcada por um gesto simbólico, mas carregado de significado: a plantação de cinco carvalhos-de-Monchique no Alto da Fóia, precisamente no dia em que a corrida volta a terminar no ponto mais alto do Algarve.

A iniciativa foi promovida pela Federação Portuguesa de Ciclismo, em parceria com o GEOTA, no âmbito do projeto Renature Monchique, que desde 2019 trabalha na recuperação ecológica da serra após o incêndio de 2018.

Participaram na ação o Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, o Presidente do GEOTA, Américo Ferreira, o Presidente da Região de Turismo do Algarve, André Gomes, o Presidente da Câmara Municipal de Monchique, Paulo Alves, e o Presidente da Associação de Ciclismo do Algarve, Ricardo Rodrigues.

 

“Um pequeno grande contributo”

 

“Estamos em Monchique desde 2019 com este projeto de reflorestação. Este é um pequeno gesto. Mas é com a soma destes pequenos gestos que se conseguem grandes resultados”, afirmou Américo Ferreira, recordando que o GEOTA assinala 45 anos de atividade e tem atualmente três projetos de reflorestação em curso, na Serra da Estrela, no Pinhal de Leiria e em Monchique. O responsável adiantou ainda que o objetivo de atingir as 600 mil árvores plantadas será alcançado já no final de março.


Cândido Barbosa sublinhou a ligação natural entre ciclismo e sustentabilidade. “O ciclismo é uma modalidade diferente, com preocupações ecológicas e cada vez mais atenta à sustentabilidade. Promove hábitos saudáveis e tem uma relação muito próxima com os territórios”, referiu, reforçando a importância de comunicar estas iniciativas como forma de sensibilizar populações e outras instituições.

Para o Presidente da Câmara Municipal de Monchique, Paulo Alves, o carvalho-de-Monchique assume um valor simbólico particular. “Gostamos de nos associar a boas ideias e bons projetos. Esta parceria com o GEOTA tem dado excelentes resultados na conservação de uma espécie em risco. O carvalho-de-Monchique é um símbolo da nossa serra”, destacou, expressando o desejo de que o momento contribua para dar maior visibilidade ao projeto Renature Monchique.

Já André Gomes destacou a dimensão colaborativa da iniciativa. O Presidente da Região de Turismo do Algarve apontou como “grande virtude” do projeto a capacidade de intervir no território através da sinergia entre entidades públicas e privadas. “Temos aqui dois ex-líbris da região: a Serra de Monchique e a Volta ao Algarve. É fundamental promover o nosso território também numa perspetiva sustentável”.

 

Recuperar a serra, envolver a comunidade

 

O projeto Renature Monchique nasceu na sequência do incêndio de 2018, que devastou cerca de 28 mil hectares da serra. Desde 2019, já foram intervencionados 1.585 hectares e plantadas 580 mil árvores autóctones.

Desenvolvido através de uma parceria entre o GEOTA, a Ryanair, a Região de Turismo do Algarve, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e o Município de Monchique, o projeto aposta na recuperação dos habitats, no reforço da resiliência às alterações climáticas e na colaboração direta com proprietários locais.

Num dia em que o pelotão volta a enfrentar a mítica subida à Fóia, a plantação destes cinco carvalhos simbolizou a ligação entre o desporto e o território - uma mensagem de que cada etapa também pode deixar raízes no futuro.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Prémio da combatividade na 1ª etapa da Volta ao Algarve 2026: Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua na fuga e na preparação do sprint”


A etapa inaugural da Volta ao Algarve 2026 ligou Vila Real de Santo António a Tavira, num traçado destinado aos homens rápidos, mas onde a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua conseguiu, desde cedo, ganhar protagonismo.

Bruno Silva integrou a fuga do dia, composta por mais oito corredores de várias equipas continentais portuguesas, levando as cores da equipa para a frente da corrida e somando quilómetros de exposição e combatividade.

Eventualmente, Bruno Silva regressou ao pelotão, já com trabalho feito na escapada, para se juntar ao bloco da equipa na preparação da chegada ao sprint para Leangel Linarez. Nos quilómetros finais, a formação colocou-se nas primeiras posições do grupo, assumindo a responsabilidade de ajudar o seu sprinter a disputar a etapa.

A cerca de 20 quilómetros da meta, Leangel sofreu uma avaria mecânica que o obrigou a abrandar, mas, com a ajuda dos colegas de equipa, conseguiu regressar ao pelotão, num esforço coletivo que demonstrou coesão e solidariedade dentro da estrutura. A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua deu tudo para lançar o venezuelano na melhor posição possível; contudo, na última curva, Leangel perdeu alguns lugares e acabou por cortar a meta na 18.ª posição, numa chegada disputada ao sprint por um pelotão numeroso.

Bruno Silva subiu ao pódio no final da etapa, ao vencer o prémio da combatividade, reconhecimento do seu dia ofensivo na frente da corrida. Este prémio é também fruto do apoio dos adeptos, dos patrocinadores e da comunidade que a equipa tem vindo a construir em torno do seu projeto, mostrando que a identidade Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua passa por correr de forma ativa e ambiciosa.

Leangel Linarez: “Sabíamos que hoje seria um dia importante para os sprinters e a equipa fez um trabalho enorme para me colocar bem. A avaria a 20 quilómetros do fim complicou, mas os meus colegas trouxeram-me de volta ao pelotão. Na última curva perdi algumas posições e já não consegui abrir o sprint como queria, mas senti-me bem e sei que, com este nível de apoio, vamos ter mais oportunidades.”


Bruno Silva: “Foi um dia duro, mas daqueles em que dá gosto correr. Entrar na fuga com outros corredores das equipas portuguesas foi especial, mostramos a nossa camisola e obrigámos o pelotão a trabalhar. Receber o prémio da combatividade é uma recompensa pelo esforço, mas também pelo ambiente que a equipa e os nossos fãs criam à nossa volta. Vamos continuar a lutar todos os dias. É um dia especial, a minha mãe faz anos e gostaria de dedicar-lhe este prémio, que me faz todos os dias querer ser uma pessoa e ciclista melhor.”

A etapa de hoje foi entre Portimão e o Alto da Fóia, na Serra de Monchique, a primeira chegada em montanha desta edição. Com uma nova subida de primeira categoria a endurecer a aproximação à meta, espera-se um teste exigente para os candidatos à classificação geral e mais um dia importante para a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua mostrar a sua capacidade de trabalho em terreno seletivo.

 

Classificação Volta ao Algarve 2026

1ª Etapa

Vila Real de Santo António > Tavira

Classificação da etapa

 

1. MAGNIER Paul (Soudal Quick-Step), 4h21m04s

18. LINAREZ Leangel Rubén (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a mt

64. CARVALHO Gonçalo (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a mt

115. BARBAS Rafael (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a mt

116. MORAIS Francisco (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a mt

122. MARTINGIL César (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a mt

156. DIAS Daniel (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a mt

158. SILVA Bruno (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 1m07s

 

Classificação Geral Individual - Amarela

 

1. MAGNIER Paul (Soudal Quick-Step), 4h20m54s

25. LINAREZ Leangel Rubén (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 10s

64. CARVALHO Gonçalo (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a mt

115. BARBAS Rafael (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a mt

116. MORAIS Francisco (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a mt

122. MARTINGIL César (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a mt

156. DIAS Daniel (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a mt

158. SILVA Bruno (Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua), a 1m17s

 

Classificação por equipas

1. Lidl-Trek, 13h03m12s

24. Tavfer - Ovos Matinados - Mortágua, a mt

 

Primeira etapa da Volta ao Algarve 2026 concluída com subida ao pódio!! 

 

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Fonte: Equipa Ciclismo Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua

Ficha Técnica

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