sábado, 16 de dezembro de 2017

“Troféu Internacional Município de Anadia/Rui Oliveira terceiro na disciplina olímpica de omnium”

Por: José Carlos Gomes

O português Rui Oliveira foi hoje o terceiro classificado na prova de omnium do Troféu Internacional Município de Anadia, competição que decorre até amanhã, no Velódromo Nacional, em Sangalhos.

O concurso de omnium teve a participação de um lote de corredores muito forte, proporcionndo um espectáculo de grande intensidade. Apesar da enorme valia dos opositores, Rui Oliveira esteve à altura dos rivais, contando com o apoio dos companheiros de Seleção, Ivo Oliveira, João Matias e César Martingil.

Rui Oliveira chegou à corrida por pontos, quarta e última prova do programa de omnium, no segundo lugar da geral. A corrida decisiva foi marcada por um ritmo avassalador e por constantes ataques dos principais candidatos ao pódio. Os mais fortes, ganhando duas voltas ao pelotão, foram o espanhol Sebastián Mora e o estadunidense Daniel Holloway, que terminaram por esta ordem, o ibérico com 151 pontos e o americano com 144. O ciclista luso fechou o pódio, com 139.

É um resultado de enorme relevância, dado ter sido conseguido na primeira corrida da nova época de Rui Oliveira, que apenas foi batido pelo multimedalhado Sebastián Mora e pelo vencedor da corrida de omnium da Taça do Mundo, no domingo passado, Daniel Halloway.

Ivo Oliveira foi o sétimo classificado, com 112 pontos, João Matias foi 13.º, com 41, e César Martingil acabou na 17.ª posição, com 15.

A corrida feminina de omnium foi controlado pela canadiense Stephanie Roorda, que terminou o concurso com 156 pontos, mais dez do que a norueguesa Anita Yvonne Stenberg. A holandesa Winanda Spoor fez uma boa corrida por pontos, o que lhe valeu o degrau mais baixo do pódio, com 111 pontos. Maria Martins, ainda em idade júnior, foi 13.ª classificada, com 48 pontos.

O escocês John Archibald dominou a prova de scratch, sendo o único corredor a ganhar uma volta sobre o pelotão, o que lhe valeu o triunfo confortável. Os outros dois lugares no pódio foram ocupados por holandeses, Wim Stroeting, segundo, e Roy Eefting, terceiro. Pela Equipa Portugal alinharam João Matias, que esteve na discussão do pódio, acabando em quinto, e César Martingil, que foi o vigésimo classificado.

Hoje também se disputaram os contrarrelógios de velocidade. O britânico Daniel Bigham ganhou a prova masculina de 1 km, com 1’02’’466. O candiense Stefan Ritter foi o segundo classificado, com 1’02’’930. Seguiu-se o belga Ayrton de Paw, com 1’03’’743.

A holandesa Elis Ligtlee impôs-se nos 500 metros femininos, com um registo de 34,890 segundos. A lituana Migle Marozaite foi a segunda mais rápida, com 35,003. O registo de 35,715 segundos valeu o terceiro lugar à canadiense Amelia Walsh.

O programa deste sábado também contemplou provas para juniores. O francês Donovan Grondin ganhou a corrida por pontos, com 41. O compatriota Victor Charlot foi o segundo mais pontuado, com 38, enquanto o basco Jon Arakama fechou o pódio, com 31. O melhor luso, no quarto posto, foi Rodrigo Silva (Rádio Popular-Boavista), com 25 pontos.

Donovan Grondin também se impôs em omnium, com 153 pontos, deixando a larga distância o segundo melhor, o basco Beñat Felipe. Victor Charlot foi terceiro, com 110, “roubando” o pódio ao luso Miguel Salgueiro, que foi quarto, apenas por dois pontos.

O Troféu Internacional Município de Anadia termina neste domingo. As portas do Velódromo Nacional continuam franqueadas ao público, sem cobrança de bilhete. As corridas vão decorrer entre as 10h00 e as 15h45.

Fonte: FPC

“RECORDAR 2017: POSITIVO DE FROOME 'MANCHA' REGRESSO FULGURANTE DA MAIOR RIVALIDADE DO TÉNIS”

2017 está quase a terminar e por isso recordamos os acontecimentos mais relevantes do desporto mundial.

Chris Froome celebra a vitória na Volta a Espanha. EPA /Javier Lizon

O positivo de Chris Froome na Vuelta que o fez entrar no Olimpo do ciclismo ofuscou as proezas desportivas de um ano marcado pelo regresso dos ‘eternos’ Rafael Nadal e Roger Federer e pelo adeus do lendário Usain Bolt.

Quando os fãs do ciclismo olharem para 2017, não se vão lembrar do feito do eslovaco Peter Sagan, primeiro corredor a sagrar-se campeão do mundo três vezes consecutivas, ou do de Tom Dumoulin, primeiro holandês a vencer o Giro em 100 edições, mas sim da suspeição de ‘doping’ que paira sobre Chris Froome.

Em julho, o britânico dominou o Tour, vestiu pela quarta vez a amarela no pódio final – e isolou-se no segundo lugar da lista de maiores vencedores da prova francesa, a apenas um triunfo dos recordistas -, e, menos de dois meses depois, festejou a vitória na Vuelta, tornando-se o primeiro ciclista, desde o francês Bernard Hinault, em 1978, a alcançar a ‘dobradinha’ naquelas duas grandes voltas.

Mas o ano mais memorável do líder da Sky converteu-se em pesadelo: Froome acusou níveis ‘proibitivos’ do broncodilatador salbutamol, numa análise à urina feita em 07 de setembro, durante a Vuelta, e encontra-se agora sob investigação, podendo vir a perder o título da corrida espanhola.

‘Doping’ poderá ser mesmo a palavra desportiva mais repetida em 2017, um ano fortemente marcado pelas sucessivas descobertas relativamente ao sistema de dopagem institucionalizado no desporto russo, que culminaram com a exclusão da Rússia dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang2018.

No entanto, nem tudo foram más notícias no panorama desportivo internacional, com o ‘regresso’ apoteótico de Rafael Nadal e de Roger Federer a ser o grande destaque do ano.

Quando muitos já os davam como acabados, o espanhol e o suíço ‘reataram’ a rivalidade mais emblemática do ténis, beneficiando também do ‘colapso’ dos outros dois elementos do ‘Big 4’, o sérvio Novak Djokovic e o britânico Andy Murray.

Aos 36 anos, Federer bateu recordes de longevidade e fixou em 19 o número de títulos do ‘grand slam’ conquistados, graças aos triunfos no Open da Austrália e em Wimbledon, onde conseguiu um inédito oitavo título. ‘Rafa’, de 31 anos, respondeu-lhe com um novo recorde em Roland Garros (10 troféus), a vitória no Open dos Estados Unidos e o estatuto de mais velho número um mundial de sempre no final da temporada.

‘Eternos’ como Nadal e Federer revelaram-se os franceses Stéphane Peterhansel, que conquistou o seu 13.º título no Rali Dakar de todo o terreno (o sexto em carros), e Sébastien Ogier, campeão pelo quinto ano consecutivo no Mundial de ralis.

Ainda nos motores, o espanhol Marc Márquez consolidou-se como a principal figura no MotoGP, com o quarto título em cinco anos, o segundo consecutivo, e o britânico Lewis Hamilton engrandeceu o seu estatuto na Fórmula 1, ao igualar os quatro títulos do francês Alain Prost e do alemão Sebastian Vettel, ficando atrás apenas do alemão Michael Schumacher (sete) e do argentino Juan Manuel Fangio (cinco).

Das pistas do automobilismo para as de atletismo, a carreira de Usain Bolt teve o pior final possível, com o jamaicano a lesionar-se no último percurso da estafeta de 4x100 metros dos Mundiais, depois de um bronze ‘amargo’ nos 100 metros e da ausência dos 200, as suas grandes especialidades.

Para a história do homem mais rápido da história, que deixou como potencial sucessor o ‘renascido’ (do ‘doping’) norte-americano Justin Gatlin, ficam 11 títulos mundiais e oito ouros olímpicos, um currículo ainda assim consideravelmente mais recheado do que o do britânico Mo Farah, tricampeão mundial de 5000 metros, de 10.000 e bicampeão olímpico de ambas as distâncias, que também se despediu nos Mundiais de Atletismo de Londres.

Fonte: Sapo On-line

“Esteban Chaves regressa ao Giro, depois de temporada para esquecer”

Ciclista colombiano tenta fazer melhor em 2018

Por: Lusa

Foto: EPA

O ciclista colombiano Esteban Chaves vai disputar o Giro e a Vuelta na próxima temporada, enquanto Adam Yates regressará ao Tour, onde foi quarto em 2016, anunciou esta sexta-feira a equipa australiana Michelton-Scott.

Após uma temporada para esquecer, na qual fracassou na Volta a França e não foi além do 11.º posto em Espanha, o promissor Chaves vai regressar às suas Voltas preferidas, correndo novamente o Giro e a Vuelta, provas em que foi, respetivamente, segundo e terceiro em 2016.

Em comunicado, a Michelton-Scott (ex-Orica-Scott) destacou que o colombiano, de 27 anos, tem uma planificação de época semelhante à de 2016, depois de uma "temporada dura, afetada por lesões e uma tragédia pessoal [a morte da sua treinadora]".

"Adoro correr em Itália, país que me deu os momentos mais duros da minha carreira, mas também os mais bonitos", assumiu Chaves, que sofreu uma queda grave numa prova italiana em 2013 e esteve em risco de perder a mobilidade do braço direito.

O diretor desportivo da equipa australiana, Matt White, admitiu que o objetivo para o colombiano continua a ser o de ganhar uma grande Volta.

Os outros líderes da Michelton-Scott, os gémeos britânicos Yates, vão dividir protagonismo nas outras 'grandes': Simon, que em 2017 foi o melhor jovem do Tour, partilhará o estatuto de chefe de fila do Giro com Chaves, enquanto Adam regressará à Volta a França, onde foi quarto em 2016.

Fonte: Record on-line

“Mulher de Wiggins chamou "réptil" a Froome mas depois... arrependeu-se”

Ambiente de crispação em torno do britânico

Foto: Reuters

Os ataques a Chris Froome esta semana, depois de conhecido o controlo positivo realizado na 18.ª etapa da Volta a Espanha de 2017, têm chovido de vários ângulos. Após as mais recentes palavras de Tony Martin, foi agora a vez de Catherine Wiggins, mulher de Bradley Wiggins, que foi companheiro de equipa do britânico e a quem Froome ajudou a conquistar o Tour de 2012, a 'atirar-se' ao ciclista.

"Isto põe-me doente. Nada nas notícias. Se tivesse que dar uma teoria da conspiração, alegaria que eles usaram o meu rapaz para bode expiatório com o propósito de cobrir este réptil", escreveu numa mensagem de Facebook que apagou pouco depois.

Mais tarde, Catherine acabaria por publicar nova mensagem. "Desculpem-me o comentário emocional e os insultos. O stress apoderou-se de mim. Foi uma coisa do momento e a minha intenção não foi certamente deitar mais achas para a fogueira", justificou-se.

Fonte: Record on-line

“Luís Horta: «Por ser o líder ia ao controlo todos os dias»”

Estranha o facto de Chris Froome ter tido só uma análise muito anormal na Vuelta

Por: Ana Paula Marques

Foto: Vítor Chi

O nosso jornal procurou, junto de uma das pessoas que mais percebe dos meandros de doping, esclarecer melhor o que se passa com o controlo positivo de Chris Froome na Vuelta.

Luís Horta, antigo presidente da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), é uma dessas pessoas, e sem estar a condenar o ciclista antes de o caso estar totalmente esclarecido, estranha o seguinte: "O Froome, como camisola amarela, ia ao controlo antidopagem todos os dias. E só naquele dia é que acusou e logo dobro do permitido? Ou seja, nos dias anteriores, ao que parece, os valores andaram dentro dos normais", frisou o clínico, para quem um valor acima dos "1.000 nanogramas por mililitro é raro acontecer".

Froome acusou positivo a salbutamol no valor de 2.000 nanogramas, o dobro do permitido. O controlo antidopagem foi feito a 7 de setembro, na 18ª etapa, e ao 16º dia em que vestia a amarela. Alega ter seguido os conselhos do médico da Sky, após o agravamento da asma.

Suspenso...ou talvez não

Luís Horta também explicou as razões pelas quais a UCI não tinha a obrigação de suspender provisoriamente Chris Froome.

"Existem dois tipos de substâncias: as específicas e as não especificas. Nestas últimas, por exemplo os esteroides anabolizantes, tem de haver uma suspensão, nas outras, que pressupõe uma prescrição terapêutica, nem sempre. Fica ao critério da entidade, neste caso a UCI deu o benefício da dúvida ao atleta, que agora terá de apresentar provas que o ilibem."

O antigo presidente da ADoP, agora médico no Hospital Curry Cabral, adiante que Froome poderá ter de se submeter a um estudo fármaco controlado, a realizar num hospital ou clínica. "Digamos que será o tira-teimas."

Fonte: Record on-line