quarta-feira, 25 de setembro de 2019

“A FEMINA /A próxima é já no dia 19 de Outubro entre as 11h e as 14h”

Existe uma oficina de mulheres em Lisboa!

Por: Maria Canelhas

A FEMINA é uma oficina comunitária de bicicletas de e para todas as mulheres (mulheres, trans, não-cis) com o objetivo de as capacitar e encorajar a ter, a reparar e a andar de bicicleta.

É destinada a todas as que têm uma bicicleta mas não sabem repará-la; que sabem repará-la mas não tem ferramentas; que procuram comprar ou mesmo montar uma bicicleta; ou simplesmente procuram um espaço confortável e um convívio em torno da bicicleta.

Desconstruindo a ideia de que a mecânica e a força para apertar um parafuso não assistem ao género feminino, a FEMINA propõe uma oficina convidativa a pessoas que se identifiquem como mulheres, num ambiente descontraído, de igual para igual, e sem preconceitos. Um espaço confortável onde se possa aprender e conviver em torno da bicicleta, encorajando quem chega a expressar as suas dúvidas, ideias ou opiniões.

As sessões acontecem uma vez por mês no espaço da Cicloficina dos Anjos (na rua Rua Dr. Almeida Amaral, 15A. 1150-137 Lisboa) e convidam as entusiastas a aparecer com ou sem bicicleta.

Para mais informações, podem contactar-nos através do 919122303

Fonte: Cicloficina dos Anjos




 

“Silva Triunfa nas Montanhas Galegas”

Texto: AfterTwo //Works      

Fotos: Ana D. Vílchez, Real Federacion Galega e David Lino

O ciclista Daniel Silva foi coroado como melhor trepador da 18ª edição da Volta à Galiza, prova realizada entre quinta-feira e domingo naquela região costeira do noroeste Espanhol. Reconhecida como uma das mais competitivas provas do país vizinho, a Volta foi dividida por quatro etapas que percorreram cerca de 450 km nas estradas de 25 municípios galegos. 

A competir com alguns dos melhores atletas elite e sub-23 espanhóis, Daniel Silva conquistou a camisola de líder da montanha à custa de muito espírito de sacrifício, ao qual não é alheio o excelente trabalho dos seus companheiros de equipa. Como ele próprio refere “n ão foi fácil conquistar esta camisola, pois todos os dias tínhamos de estar na frente da corrida para pontuar o máximo possível nas contagens de m ontanha que eram muitas e havia adversários também com esse interesse. Foi uma luta apertad a, mas a equipa lidou bem com isso e soube dar a volta por cima com sucesso.”

 As condições climatéricas bastante adversas que afetaram aquele território a partir do segundo dia, trouxeram dificuldades acrescidas a uma prova tradicionalmente dura devido às características dos seus percursos.

No contra-relógio por equipas que abriu o evento, a formação de Torres Vedras optou por não arriscar e terminou o primeiro dia de prova na 12ª posição, com Wilson Esperança a ser o primeiro a cruzar a meta.

A precaução não surtiu grande efeito, pois com a temporada na reta final, o desgaste dos atletas começa a ser evidente e ao fim da 2ª etapa a equipa passava a contar com apenas com 3 elementos em prova.

À saída para a 3º etapa esperavam-se dificuldades acrescidas para Diogo Sardinha e Francisco Guerreiro. Eles tinham por missão a árdua tarefa de ajudar Daniel Silva a conquistar pontos nas metas de montanha, com o objetivo de desfazer a liderança partilhada com um atleta espanhol, que havia sido conquistada no dia anterior. O resultado foi um sucesso, com Daniel a vencer a segunda meta do dia e a assumir a liderança com 6 pontos de diferença para o adversário.

A disputa com o espanhol Ruben Fernandez pela camisola das “bolinhas” foi emotiva até ao fim, com o ciclista Algarvio a garantir a vitória final por apenas 2 pontos de vantagem.  Silva também brilhou na segunda etapa ao ser o 5º a cruzar a meta em Baiona, mas o título de mais regular da equipa vai para Diogo Sardinha.

O atleta Sintrense fez um excelente trabalho em prol do grupo e ainda concluiu a competição com um desempenho individual de grande nível, terminando no 13º lugar da geral como 4º melhor Sub-23 da prova galega. Francisco Guerreiro terminou na 60ª posição e ajudou a equipa a classificar-se no 11º posto da tabela coletiva.

Fonte: Academia Joaquim Agostinho

 

“Equipa Portugal/Juniores abrem participação nacional nas provas de fundo”

Por: José Carlos Gomes

O Campeonato do Mundo de Estrada, que decorre na região inglesa de Yorkshire, fechou hoje a página dos contrarrelógios. Amanhã começam as provas de fundo e a Equipa Portugal estará representada na primeira corrida, de juniores masculinos.

O tiro de partida será dado, às 12h10, em Richmond, esperando-se o final da prova de 148,1 quilómetros pouco depois das 15h30, em Harrogate, onde os corredores cumprirão três voltas ao exigente circuito urbano de 13,8 quilómetros.

Antes da entrada no circuito, além das estradas estreitas que são uma das imagens de marca deste Mundial, o pelotão vai encontrar duas subidas que poderão ajudar a fazer a triagem de valores. Ao quilómetro 44,7, os corredores vão subir Kidstones (3,9 quilómetros com inclinação média de 4,3 e máxima de 11,3 por cento. Ao quilómetro 87,4 estão colocado o topo de Summerscales (6,4 quilómetros com pendente média de 3,9 e máxima de 5,2 por cento).

João Carvalho (dorsal 113) e André Domingues (114) foram os escolhidos pelo selecionador nacional, José Poeira, para esta missão. São ambos estreantes em Campeonatos do Mundo e estão, naturalmente, entusiasmados com a corrida desta quinta-feira.

“Só a presença numa prova desta dimensão já é excelente. É uma honra poder representar Portugal num Campeonato do Mundo. Sinto-me bem e vou dar o máximo. Não sei o que esperar em termos de resultado, mas tudo farei para que seja positivo. A corrida prevê-se dura, num percurso muito técnico, no qual será necessário tomar alguns riscos”, afirma André Domingues.

João Carvalho promete dar tudo para bater-se por um resultado positivo. “Quando começo uma corrida tenho sempre a mesma intenção: lutar pela vitória. Sei que aqui é muito difícil, com uma concorrência muito forte, mas o empenhamento será máximo. Acredito que a corrida comece a decidir-se antes do circuito final, nas estradas estreitas e nas subidas duras. O circuito também é exigente, o que é bom para os portugueses”, antecipa o jovem corredor.

Fonte: FPC

“Equipa Portugal/Nelson Oliveira a 14 segundos do pódio”

Por: José Carlos Gomes

Nelson Oliveira confirmou hoje ser um dos melhores contrarrelogistas internacionais, terminando na oitava posição o contrarrelógio do Campeonato do Mundo, em Harrogate, Inglaterra, apenas a 14 segundos do pódio.

O corredor português terminou os 54 quilómetros, iniciados em Northallerton, em 1h07m15s, mais 2’09’’80 do que o australiano Rohan Dennis, que revalidou o título. O segundo classificado foi o belga Remco Evenpoel, com mais 1’08’’93 do que o vencedor. O italiano Filippo Ganna fechou o pódio a 1’55’’00 da medalha de ouro.

Num contrarrelógio longo e duro, era importante a gestão do esforço e Nelson Oliveira teve atenção a esse fator sem perder competitividade em nenhum setor. Aos 16,7 quilómetros, o corredor português foi o sexto mais rápido. Na fase intermédia do exercício individual, a mais marcada pelo terreno de sobe e desce, o bairradino colocou-se como o terceiro melhor – foi o quinto mais rápido entre os quilómetros 16,7 e 37,7. Com diferenças muito curtas, a fase final ditou o resultado, com Nelson Oliveira a terminar na oitava posição.

É o quarto top 10 do português em Mundiais de contrarrelógio. Antes da oitava posição de hoje, Nelson Oliveira foi quinto em 2018, quarto em 2017 e sétimo em 2014. De todas essas ocasiões, só em 2017 ficou mais perto do pódio. Então faltaram-lhe sete segundos para a medalha de bronze, hoje foram 14.

“Na parte inicial era preciso controlar bem para ter forças suficientes para a parte final. Dei o meu máximo e mais não podia fazer. Se calhar alguns portugueses estavam à espera de um resultado melhor, mas por vezes o resultado está mais perto do pódio do que parece. Foram apenas 14 segundos, o que revela bem a qualidade e a competitividade dos corredores presentes, tendo em conta uma diferença tão curta para um contrarrelógio tão longo”, reage Nelson Oliveira ao resultado conseguido na região inglesa de Yorkshire.

“Confesso que cheguei a acreditar que seria hoje que o Nelson conseguiria o tão ambicionado pódio, devido ao bom desempenho que ele vinha a fazer durante toda a prova. No entanto, as diferenças foram sempre muito pequenas e a margem foi sempre pequena. No final, houve adversários que estiveram melhor e há que dar-lhes os parabéns”, afirma o selecionador nacional, José Poeira.

A oitava posição permite, em princípio, a participação de dois portugueses na prova de contrarrelógio dos Jogos Olímpicos de 2020. O regulamento de qualificação estipula que os países do top 10 deste Mundial qualifiquem um segundo elemento para Tóquio. No entanto, só no próximo mês haverá certezas a este respeito, pois será necessário esperar pelo fecho dos rankings. Aí será necessário assegurar a presença de todos os continentes. Caso não se apurem de outra forma, os lugares para os continentes com menos expressão no ciclismo serão retirados ao top 10 de hoje, começando pelo décimo lugar.

Terminados os contrarrelógios, os Mundiais entram, a partir desta quinta-feira, na fase das provas de fundo. A primeira corrida em pelotão será a de juniores masculinos, na qual André Domingues (dorsal 114) e João Carvalho (113) alinham, amanhã, às 12h10.

A prova terá 148,1 quilómetros partindo de Richmond e chegando em Harrogate, onde os corredores vão cumprir três voltas ao circuito urbano já usado nos contrarrelógios de domingo e de segunda-feira. Antes da entrada na cidade-sede deste Mundial, os corredores vão ultrapassar duas subidas, que, certamente, encurtarão o grupo principal. Essas dificuldades estão colocadas em Kidstones (Km 44,7), uma escalada de 3,9 quilómetros, com inclinação média de 4,3 por cento e máxima de 11,3 por cento, e em Summerscales (km 87,4), subida com extensão de 6,4 quilómetros, pendente média de 3,9 e máxima de 5,2 por cento.

Fonte: FPC