Por: Miguel Marques
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Com a temporada de estrada de
2026 já em curso após o Tour Down Under, sexta-feira assinalou a primeira
clássica do calendário europeu com a edição de 2026 da Clássica Camp de
Morvedre. Um pelotão forte, com nomes como Ivan Romeo, Pablo Castrillo, Antonio
Morgado, Christian Scaroni e Antonio Tiberi, elevou as expectativas, e a
corrida correspondeu com um duelo agressivo e seletivo.
Após a exigente ascensão final
ao Alto del Garbi, Scaroni destacou-se na companhia de Tiberi e do homem da
Movistar Team, Diego Pescador, a 18 quilómetros da meta. Ivan Romeo perseguiu a
10 segundos. O desfecho adivinhava-se entre este quarteto e, no final, Scaroni
confirmou-se o mais forte, impondo-se num sprint reduzido a três, com Pescador
em segundo.
O início
da corrida e a primeira fuga
Os 164 quilómetros começaram
controlados, sem ataques iniciais, com o pelotão atento nos primeiros
quilómetros. A 156 quilómetros do fim, o grupo seguia compacto na primeira
passagem pela meta e na subida inaugural ao Alto del Garbi.
Cinco quilómetros depois, o
sprint intermédio em Torres Torres pouco alterou o cenário, sem fuga com
margem. O primeiro movimento sério surgiu a 149 quilómetros do fim e, a 138
quilómetros, a escapada consolidou-se. Balint Feldhoffer, Thomas Bonnet, Leandre
Huck, Enzo Leijnse, da Anicolor-Campicarn, e Joan Cadena abriram 1:05 sobre o
pelotão.
A vantagem cresceu
rapidamente, superando cinco minutos a 130 quilómetros da meta. Nessa fase, a
XDS Astana Team assumiu a perseguição, subindo o ritmo de forma gradual com
contributos de Scaroni, Clement Champoussin, Lorenzo Fortunato, Thomas Silva e
Diego Ulissi.
Na primeira passagem pelo Alto
del Garbi, a diferença começou a cair. No topo, com 115 quilómetros por
cumprir, a margem da fuga era ligeiramente inferior a cinco minutos, com a
Astana a manter a perseguição constante.
Corrida
aumenta de ritmo na 2ª passagem pelo Alto del Garbi
O ritmo subiu ainda mais a 90
quilómetros do fim. Após o abandono de Michael Matthews, o pelotão apanhou Joan
Cadena, reduzindo a diferença para 2:05.
do pelotão e formaram um grupo
perseguidor que rapidamente ganhou 50 segundos. A 65 quilómetros do fim, a
corrida dividia-se em três blocos: a fuga de quatro com Feldhoffer, Bonnet,
Huck e Leijnse; o duo Gelders–Vervenne a 1:35; e o pelotão a 2:25.
A segunda passagem pelo Alto
del Garbi, com 50 quilómetros por cumprir, foi decisiva para a fuga. A
diferença caiu para 35 segundos, levando Bonnet a atacar para recuperar, por
instantes, uma pequena vantagem a solo.
Em simultâneo, Diego Pescador
lançou o primeiro ataque do pelotão na subida, seguido por Pablo Torres,
Clement Champoussin, Andrea Vendrame e Filippo Turconi. A 48 quilómetros do
fim, o grupo perseguidor foi absorvido pouco antes do topo. Joel Nicolau atacou
na parte final da ascensão, mas Ivan Romeo e Antonio Tiberi responderam de
imediato. Investidas anteriores de Marc Soler e Pablo Torres já tinham
contribuído para elevar a intensidade.
Ataques
tardios e seleção final
Depois do alto, Marc Soler e
Nairo Quintana atacaram no terreno ondulado, juntando-se-lhes um pequeno grupo
antes de alcançarem Thomas Bonnet. Formou-se assim um quinteto na dianteira com
Sergio Samitier e Wout Poels.
A 44 quilómetros do fim, os
líderes dispunham de apenas 10 segundos, mas a boa colaboração permitiu ampliar
a vantagem para mais de 30 segundos aos 33 quilómetros, mantendo a esperança.
Contudo, a XDS Astana Team, com ajuda da Kern Pharma, fez uma perseguição
controlada e neutralizou o grupo no sopé da subida final ao Alto del Garbi, a
24 quilómetros da meta.
Na ascensão decisiva, a Astana
impôs um ritmo duro desde o início, antes de Scaroni desferir o ataque que
marcou a corrida. Só Tiberi conseguiu seguir de imediato, com Pescador a fechar
o espaço pouco depois.
Atrás, a Movistar Team manteve
a pressão com Romeo e Castrillo a liderarem a perseguição. A um quilómetro do
topo, o trio da frente detinha 15 segundos sobre um grupo perseguidor com Urko
Berrade, Andrea Vendrame, Jon Agirre e Henrique Bravo.
Romeo atacou então a solo em
busca dos líderes, passando a 15 segundos com 18 quilómetros por cumprir, antes
da longa descida até à meta. Não conseguiu fechar o espaço e a vitória
decidiu-se num sprint a três, onde Scaroni foi o mais rápido, batendo Pescador.
Num dos grupos perseguidores, António Morgado ainda sprintou para a 8ª posição.