sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

“ÚLTIMA HORA: Tour Down Under retira a subida de Old Willunga Hill devido a risco extremo de incêndio”


Por: Miguel Marques

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O Tour Down Under anunciou um ajuste profundo na 4ª etapa devido às condições extremas previstas na região. A Old Willunga Hill não será escalada por causa do calor extremo e do risco de incêndio, alterando radicalmente a perspetiva da corrida.

A organização tomou a decisão após ter sido declarado um nível “extremo” de perigo de incêndio para a cordilheira de Mount Lofty e com temperaturas máximas previstas de 43 graus. A prioridade é a segurança de ciclistas, staff e adeptos.

Entre as alterações-chave, a etapa terá partida antecipada. O pelotão sai de Brighton às 10:10, uma hora antes do planeado. O percurso foi igualmente redesenhado. A Willunga Hill, uma das subidas icónicas da prova, foi retirada. Em alternativa, a etapa termina na High Street, em Willunga. Com estas mudanças, a distância total reduz-se para 131 quilómetros.

A organização pediu aos adeptos que não subam a Willunga Hill no dia da etapa, que tomem precauções face ao calor, procurem sombra e mantenham uma boa hidratação. Reforça ainda a importância de seguir as instruções dos serviços de emergência ao longo do dia.

 

CG inclina-se para a UAE

 

Sem a Willunga Hill, a geral fica ainda mais favorável à UAE Team Emirates -XRG após Jay Vine e Jhonatan Narváez terem dominado a chegada a Uraidla. No ano passado, o equatoriano construiu o triunfo final na Old Willunga Hill.

Na luta pelo último lugar do pódio, Mauro Schmid leva agora uma pequena margem sobre Harry Sweeny, Marco Brenner, Andreas Kron, Adam Yates e Ben O'Connor.

“Resultados da Clássica Camp de Morvedre 2026: Christian Scaroni arrisca e conquista a vitória, Morgado top 10”


Por: Miguel Marques

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Com a temporada de estrada de 2026 já em curso após o Tour Down Under, sexta-feira assinalou a primeira clássica do calendário europeu com a edição de 2026 da Clássica Camp de Morvedre. Um pelotão forte, com nomes como Ivan Romeo, Pablo Castrillo, Antonio Morgado, Christian Scaroni e Antonio Tiberi, elevou as expectativas, e a corrida correspondeu com um duelo agressivo e seletivo.

Após a exigente ascensão final ao Alto del Garbi, Scaroni destacou-se na companhia de Tiberi e do homem da Movistar Team, Diego Pescador, a 18 quilómetros da meta. Ivan Romeo perseguiu a 10 segundos. O desfecho adivinhava-se entre este quarteto e, no final, Scaroni confirmou-se o mais forte, impondo-se num sprint reduzido a três, com Pescador em segundo.

 

O início da corrida e a primeira fuga

 

Os 164 quilómetros começaram controlados, sem ataques iniciais, com o pelotão atento nos primeiros quilómetros. A 156 quilómetros do fim, o grupo seguia compacto na primeira passagem pela meta e na subida inaugural ao Alto del Garbi.

Cinco quilómetros depois, o sprint intermédio em Torres Torres pouco alterou o cenário, sem fuga com margem. O primeiro movimento sério surgiu a 149 quilómetros do fim e, a 138 quilómetros, a escapada consolidou-se. Balint Feldhoffer, Thomas Bonnet, Leandre Huck, Enzo Leijnse, da Anicolor-Campicarn, e Joan Cadena abriram 1:05 sobre o pelotão.

A vantagem cresceu rapidamente, superando cinco minutos a 130 quilómetros da meta. Nessa fase, a XDS Astana Team assumiu a perseguição, subindo o ritmo de forma gradual com contributos de Scaroni, Clement Champoussin, Lorenzo Fortunato, Thomas Silva e Diego Ulissi.

Na primeira passagem pelo Alto del Garbi, a diferença começou a cair. No topo, com 115 quilómetros por cumprir, a margem da fuga era ligeiramente inferior a cinco minutos, com a Astana a manter a perseguição constante.

 

Corrida aumenta de ritmo na 2ª passagem pelo Alto del Garbi

 

O ritmo subiu ainda mais a 90 quilómetros do fim. Após o abandono de Michael Matthews, o pelotão apanhou Joan Cadena, reduzindo a diferença para 2:05.

do pelotão e formaram um grupo perseguidor que rapidamente ganhou 50 segundos. A 65 quilómetros do fim, a corrida dividia-se em três blocos: a fuga de quatro com Feldhoffer, Bonnet, Huck e Leijnse; o duo Gelders–Vervenne a 1:35; e o pelotão a 2:25.

A segunda passagem pelo Alto del Garbi, com 50 quilómetros por cumprir, foi decisiva para a fuga. A diferença caiu para 35 segundos, levando Bonnet a atacar para recuperar, por instantes, uma pequena vantagem a solo.

Em simultâneo, Diego Pescador lançou o primeiro ataque do pelotão na subida, seguido por Pablo Torres, Clement Champoussin, Andrea Vendrame e Filippo Turconi. A 48 quilómetros do fim, o grupo perseguidor foi absorvido pouco antes do topo. Joel Nicolau atacou na parte final da ascensão, mas Ivan Romeo e Antonio Tiberi responderam de imediato. Investidas anteriores de Marc Soler e Pablo Torres já tinham contribuído para elevar a intensidade.

 

Ataques tardios e seleção final

 

Depois do alto, Marc Soler e Nairo Quintana atacaram no terreno ondulado, juntando-se-lhes um pequeno grupo antes de alcançarem Thomas Bonnet. Formou-se assim um quinteto na dianteira com Sergio Samitier e Wout Poels.

A 44 quilómetros do fim, os líderes dispunham de apenas 10 segundos, mas a boa colaboração permitiu ampliar a vantagem para mais de 30 segundos aos 33 quilómetros, mantendo a esperança. Contudo, a XDS Astana Team, com ajuda da Kern Pharma, fez uma perseguição controlada e neutralizou o grupo no sopé da subida final ao Alto del Garbi, a 24 quilómetros da meta.

Na ascensão decisiva, a Astana impôs um ritmo duro desde o início, antes de Scaroni desferir o ataque que marcou a corrida. Só Tiberi conseguiu seguir de imediato, com Pescador a fechar o espaço pouco depois.

Atrás, a Movistar Team manteve a pressão com Romeo e Castrillo a liderarem a perseguição. A um quilómetro do topo, o trio da frente detinha 15 segundos sobre um grupo perseguidor com Urko Berrade, Andrea Vendrame, Jon Agirre e Henrique Bravo.

Romeo atacou então a solo em busca dos líderes, passando a 15 segundos com 18 quilómetros por cumprir, antes da longa descida até à meta. Não conseguiu fechar o espaço e a vitória decidiu-se num sprint a três, onde Scaroni foi o mais rápido, batendo Pescador. Num dos grupos perseguidores, António Morgado ainda sprintou para a 8ª posição.


“Clássica Comunidade Valenciana”


Dia 25 janeiro

 

Por: José Morais

Realizase tradicionalmente em janeiro, a edição deste ano acontece em 25 de janeiro, abrindo o calendário profissional europeu., vai realizar entre as 11h–17h, com partida de La Nucia (Ciutat Esportiva Camilo Cano), e a chegada a Valência (Avenida de França) 

 

Origem e evolução histórica

 

A história da Clássica Comunidade Valenciana começou em 1969, num momento em que o ciclismo espanhol procurava novas estradas para abrir a temporada. A Comunidade Valenciana, com o seu inverno suave e luz oblíqua de janeiro, parecia o palco natural. Assim nasceu uma corrida de um dia que, ano após ano, se tornou o primeiro sopro de competição para muitos ciclistas europeus.

Durante décadas, a prova foi um ritual de início de época, equipas recénsformadas, corredores a testar pernas, e o público valenciano a encher as bermas com aquela mistura de festa e curiosidade que só o ciclismo de estrada provoca. A corrida mudava de percurso, mas mantinha sempre a mesma alma: uma celebração do regresso à estrada.

Depois de 2005, porém, o silêncio caiu sobre a clássica. Foram anos em que a prova parecia condenada a viver apenas na memória dos aficionados. Mas a história do ciclismo gosta de regressos e este foi um dos mais simbólicos.

Em 2021, a corrida renasceu com um nome que homenageava o passado, a Clássica Comunidade Valenciana 1969. Não era apenas uma prova recuperada, era um gesto de continuidade, quase um reencontro entre gerações. O pelotão voltou a serpentear pelas estradas valencianas, e a clássica recuperou o seu lugar como uma das primeiras grandes emoções do calendário europeu.

Desde então, a prova tem crescido, reinventando percursos, atraindo equipas de topo e consolidando-se como um prólogo vibrante da temporada, e em janeiro, quando as bicicletas voltam a rolar entre La Nucia, Valência e outras localidades da região, sentese que a clássica não é apenas uma corrida, é um rito de passagem, um acender de motores, um reencontro com a estrada depois do inverno.

É uma das primeiras corridas profissionais de estrada na Europa a cada temporada, faz parte de um “tríptico” de clássicas iniciais na região, juntamente com outras provas valencianas, prova de um dia, com percurso variável em cada edição, a edição de 2026 apresenta um trajeto inédito entre La Nucia e Valência, com novidades que prometem uma corrida seletiva antes da chegada à capital.

“Gran Prémio Castellón 2026: António Morgado, Nelson Oliveira, Cosnefroy, Scaroni e a equipa portuguesa Anicolor-Campicarn”


Por: Miguel Marques

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O Gran Premio Castellón será a segunda corrida espanhola do início de época e disputa-se a 24/01/2026. Analisamos a Lista de Partida e os protagonistas da prova.

O Gran Prémio Castellón - Rota da Cerâmica afirmou-se rapidamente como uma das clássicas de um dia mais interessantes do início de temporada em Espanha. Corre-se na região de Valência, muito usada nesta altura do ano por muitos ciclistas para treinos e preparação para a época de 2026. Desde a estreia foi integrado no UCI Europe Tour como prova 1.1, atraindo um misto de World Teams e Pro Teams ambiciosas, desejosas de testar a forma logo no arranque do ano.

A edição inaugural, em 2024, viu o australiano especialista em Clássicas Michael Matthews conquistar a primeira vitória, elevando a fasquia competitiva e sublinhando o potencial da corrida para atrair grandes nomes apesar da juventude. Em 2025, o pelotão foi ainda mais forte, com António Morgado, da UAE Team Emirates - XRG, a assinar um triunfo convincente que lançou uma primavera de afirmação.

Estarão seis equipas World Tour à partida, incluindo a UAE Team Emirates - XRG do campeão em título António Morgado, acompanhado por Marc Soler e Benoît Cosnefroy. A Movistar Team apresenta Nairo Quintana e Nelson Oliveira; a Team Jayco AlUla leva Michael Matthews e Andrea Vendrame; a XDS Astana Team conta com Clément Champoussin, Lorenzo Fortunato, Christian Scaroni e Diego Ulissi; a Bahrain - Victorious terá Alec Segaert, enquanto a Soudal - Quick-Step surge sobretudo com a sua base sub-23. Entre os outsiders, destaque para Lukas Kubis, Bryan Coquard, Urko Berrade e Sandy Dujardin. A equipa portuguesa Anicolor-Campicarn também marcará presença.

“Resultados da 3ª etapa do Tour Down Under 2026: Sam Welsford sacode a pressão e dá à INEOS Grenadiers a segunda vitória do ano”


Por: Miguel Marques

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Sam Welsford tinha hoje a derradeira oportunidade para vencer no Tour Down Under e não vacilou. A INEOS Grenadiers afinou o lançamento na perfeição em Nairne e colocou o australiano na posição ideal para triunfar no sprint massivo final.

A fuga da 3ª etapa formou-se com Enzo Paleni (Groupama - FDJ), Baptiste Veistroffer (Lotto-intermarché) e o líder da montanha Martin Urianstad, que aproveitou a liberdade para somar mais 15 pontos e reforçar significativamente as suas hipóteses de assegurar a classificação ao longo da semana.

No geral, foi uma etapa calma, conduzida a ritmo moderado, mas tudo mudou a 40 quilómetros da meta quando a Team Jayco AlUla lançou um ataque numa pequena colina. Seguiram-se outras iniciativas no pelotão, incluindo uma de Santiago Buitrago que esticou o grupo e obrigou Jay Vine a responder. A tranquilidade regressou após alguns quilómetros, com a Visma e a INEOS a controlarem as movimentações e a impor o ritmo no pelotão.

Nessa fase, porém, o trio na frente acelerou e aumentou a diferença de cerca de 30 segundos para 1:20 minutos nos quilómetros seguintes. Urianstad cedeu para poupar forças para as próximas etapas e Veistroffer foi distanciado, embora, a 7 quilómetros do fim, se tenha reencontrado com Paleni e, a 4 quilómetros, mantinham ainda 40 segundos de vantagem. Paleni voltou a seguir sozinho a 3,4 quilómetros da meta.

O corredor da Groupama só foi alcançado já dentro do último quilómetro, onde comboios curtos, fruto da dureza do dia, levaram a um lançamento prematuro por parte da Decathlon. De trás, Ben Swift surgiu com Welsford na roda, e o australiano capitalizou a oportunidade para vencer a etapa. Tobias Lund Andresen e Lewis Bower fecharam o pódio, com Matthew Brennan a ficar fechado e fora do top 10.

“Campeonato Nacional de Pista”


Campeões Nacionais decidem-se em Sangalhos

 

Foto: Rodrigo Rodrigues/FPC

O Velódromo Nacional, em Sangalhos, volta a estar no centro das atenções do ciclismo nacional entre a próxima sexta-feira e domingo. Após o encerramento do Troféu Internacional Artur Lopes, a estrutura de Anadia prepara-se para receber o Campeonato Nacional de Pista 2026.

A edição deste ano apresenta números que reforçam a importância do evento que decidirá os novos detentores das camisolas de campeão nacional: estão confirmados 178 inscritos, em representação de 46 equipas. Ao longo dos três dias de competição, estarão em jogo 36 títulos nacionais, disputados num programa intenso de 53 provas que abrangem 7 disciplinas e 5 categorias.

As provas destinam-se às categorias de juvenis, cadetes, juniores, elites e paraciclismo, tanto masculinos como femininas. A competição terá início às 18h desta sexta-feira, com uma jornada totalmente dedicada à disciplina de omnium para a categoria de elite, até às 22h. No sábado, a atividade decorre entre as 09h30 e as 21h45, com uma pausa entre as 13h00 e as 14h00. Este segundo dia reserva as decisões de scratch (juvenis, juniores e elites), eliminação (cadetes, juniores e elites), madison (elites masculinas), quilómetro contrarrelógio (juvenis) e corrida por pontos (juniores e cadetes).

No domingo, o programa desportivo começa às 09h e prolonga-se até às 20h, com um intervalo para almoço entre as 12h40 e as 13h40. Neste último dia, serão decididos os novos campeões nacionais de quilómetro contrarrelógio (juniores, cadetes e paraciclismo), perseguição individual (elites, juniores e cadetes), scratch (cadetes), eliminação (paraciclismo) e corrida por pontos (elites).

O Campeonato Nacional de Pista é aberto ao público e a entrada no Velódromo Nacional é totalmente gratuita durante todos os dias de prova.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

Ficha Técnica

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