domingo, 30 de março de 2025

“Lorena Wiebes alcança a centésima vitória com sprint dominante na Gent-Wevelgem Feminina”


Por: Ivan Silva

Em parceria com: https://ciclismoatual.com

Depois da cavalgada solitária de Mads Pedersen na prova masculina, foi a vez de Lorena Wiebes brilhar em Gent-Wevelgem ao impor-se ao sprint na edição feminina da clássica flamenga. Numa chegada ao estilo das Grandes Voltas, a campeã europeia da Team SD Worx-Protime conquistou a sua centésima vitória como profissional — um marco histórico na carreira da sprinter neerlandesa de 25 anos.

A corrida feminina teve uma abordagem tática muito diferente da prova masculina. A primeira grande seleção ocorreu a 56 quilómetros da meta, quando Lotte Kopecky atacou com agressividade no emblemático Kemmelberg. No topo da subida, formou-se um grupo de dez ciclistas com nomes sonantes como Wiebes, Elisa Balsamo, Lucinda Brand, Elise Chabbey, Anna Henderson e a própria Kopecky. No entanto, a perseguição organizada no pelotão, liderada por Elisa Longo Borghini, anulou rapidamente a vantagem desse grupo de elite.

A corrida manteve-se intensa, com ataques sucessivos a fragmentarem o pelotão. A 25 quilómetros do final, outro grupo perigoso conseguiu ganhar mais de um minuto, reacendendo a incerteza no desenrolar da prova. Mas, mais uma vez, a força coletiva do pelotão falou mais alto e o grupo foi absorvido já dentro dos 10 quilómetros finais.

A partir daí, a corrida perdeu a agressividade e transformou-se num cenário mais habitual de etapa plana em Grandes Voltas, com as equipas das sprinters a controlarem o ritmo rumo a um sprint massivo.

Na meta, não houve espaço para dúvidas: Wiebes lançou-se com autoridade nos últimos metros e nenhuma das adversárias conseguiu sequer ameaçar a sua vitória. Elisa Balsamo foi segunda e confirmou o regresso à boa forma, mas a neerlandesa foi claramente a mais rápida e imbatível ao sprint.

Com esta vitória, Lorena Wiebes junta um feito simbólico a um palmarés já impressionante, reafirmando-se como uma das melhores sprinters da atualidade. Numa corrida onde o caos e os ataques poderiam ter dado azo a surpresas, foi a velocidade pura a decidir — e Wiebes continua a mostrar que, quando o final é decidido a direito, é praticamente imbatível.

 

Top 10

 

1ª Wiebes Lorena Team SD Worx-Protime

2ª Balsamo Elisa Lidl-Trek

3ª Kool Charlotte Team Picnic PostNL

4ª van 't Geloof Marjolein ARKEA-B&B HOTELS    

5ª Consonni Chiara CANYON//SRAM zondacrypto

6ª Gillespie Lara UAE Team ADQ

7ª Williams Lily Human Powered Health

8ª Wollaston Ally FDJ-SUEZ

9ª Verhulst-Wild Gladys AG Insurance-Soudal Team

10ª Rysz Kaja Roland

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“Dupla da Lidl-Trek brilha na Gent-Wevelgem: Milan completa o domínio após triunfo épico de Pedersen”


Por: Ivan Silva

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Na ausência dos três grandes nomes das clássicas — Mathieu van der Poel, Tadej Pogacar e Wout van Aert —, a Lidl-Trek assumiu o protagonismo na Gent-Wevelgem 2025. E correspondeu com mestria. Mads Pedersen assinou uma das maiores exibições da temporada ao vencer a solo após um esforço hercúleo de mais de 55 quilómetros. No sprint do pelotão, o jovem italiano Jonathan Milan consolidou o domínio da equipa ao terminar em 3.º lugar, apenas atrás de Tim Merlier.

Foi um dia taticamente perfeito para a formação norte-americana. Milan, uma das peças-chave no sprint da equipa, esteve irrepreensível na fase final da corrida, mesmo sabendo que Pedersen seguia isolado na frente. “Começámos com o objetivo de ter um bom dia e, como dissemos no início, foi bom partir com várias cartas para jogar”, explicou Milan após o final da corrida.

O italiano, que nos últimos tempos tem consolidado o seu estatuto como sprinter de elite, teve liberdade para disputar o sprint do grupo perseguidor. “Estou muito feliz pela vitória do Mads e tentei fazer o melhor sprint possível atrás dele”, revelou em declarações ao site oficial da equipa. “Talvez tenha lançado um pouco cedo, a cerca de 300 metros da meta, e isso tenha feito a diferença, mas estou satisfeito com o pódio.”

Apesar do esforço desgastante provocado pelos vários abanicos ao longo do dia, Milan mostrou consistência e capacidade de leitura de corrida ao posicionar-se sempre entre os primeiros. “Foi uma corrida muito dura, com muitas separações e bordures ao vento, mas senti-me bem por conseguir estar sempre com os rapazes. A equipa esteve impecável.”

Com a moral em alta, o italiano acredita que este resultado é apenas o prenúncio de algo maior. “Vamos ter equipas muito fortes nas próximas corridas e, depois do que mostramos hoje, penso que todos podemos estar entusiasmados com o que está para vir.”

Gent-Wevelgem serviu como afirmação da Lidl-Trek como uma das forças mais consistentes da primavera e mostrou que, mesmo sem os ‘monstros’ do pelotão, há equipas que sabem como dominar com classe e inteligência táctica.

Pode visualizar este artigo em: https://ciclismoatual.com/ciclismo/dupla-da-lidl-trek-brilha-na-gent-wevelgem-milan-completa-o-dominio-apos-triunfo-epico-de-pedersen

“Vitória monstruosa de Mads Pedersen na Gent Wevelgem com ataque a solo de mais de 55km!”


Por: Ivan Silva

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Mads Pedersen protagonizou uma exibição monumental na Gent-Wevelgem 2025 e inscreveu pela terceira vez o seu nome no palmarés da icónica clássica flamenga. O líder da Lidl-Trek atacou a mais de 60 quilómetros do risco de meta e pedalou isolado durante cerca de 55 quilómetros, num desempenho que evocou os melhores momentos de Pogacar e Van der Poel.

A jornada começou com um grupo de nove ciclistas a adiantar-se ao pelotão e a compor a fuga do dia: Rui Oliveira, Max Walker, Sam Maisonobe, Jasha Sutterlin, Emils Liepins, Victor Vercouillie, Samuel Leroux, Alexys Brunel e Marco Haller. Contudo, o grupo nunca teve grande margem. A 100 quilómetros do final, a vantagem já era inferior a um minuto, com o vento a agitar o pelotão e a provocar cortes.

Foi nesse momento que o caos se instalou. Os abanicos dividiram o pelotão e deixaram para trás sprinters como Jasper Philipsen e Tim Merlier. Embora o grupo se tenha eventualmente reagrupado, a tensão no seio do pelotão aumentou consideravelmente. Percebendo o momento, Victor Campenaerts (Team Visma | Lease a Bike) atacou e fez a ponte até à frente de corrida.

O verdadeiro endurecimento começou no Kemmelberg, a mais de 80 quilómetros da meta, com vários nomes a testarem as pernas. Um grupo de elite com Biniam Girmay, Florian Vermeersch, Toms Skujins, Ben Turner e Tiesj Benoot ganhou vantagem, mas foi rapidamente absorvido. Logo depois, Pedersen lançou o seu ataque decisivo, numa altura em que também se vivia o infortúnio de Philipsen (avaria mecânica) e Olav Kooij (queda e consequente abandono).

Na segunda passagem pelo Kemmelberg, a cerca de 60 quilómetros do final, Pedersen voltou a acelerar e isolou-se definitivamente. Com uma pedalada potente e constante, abriu um fosso significativo. A 40 quilómetros do fim, liderava com mais de um minuto de vantagem sobre os perseguidores diretos, enquanto o pelotão rodava a 1:40.

A Lidl-Trek controlava o grupo principal e desarticulava qualquer tentativa de organização, dificultando a perseguição. Apesar do esforço tardio da Uno-X Mobility e da Soudal - Quick-Step, o vento de costas favoreceu o dinamarquês nos quilómetros finais. Com 10 km para o final, mantinha ainda uma vantagem superior a 1:20.

Pedersen cruzou a meta em Wevelgem isolado, conquistando uma vitória categórica e memorável. Tim Merlier (Soudal - Quick-Step) venceu o sprint do grupo perseguidor para garantir o 2.º lugar, com Jonathan Milan (Lidl-Trek) a completar o pódio.

Foi mais do que uma vitória: foi uma demonstração de força, de inteligência tática e de pura ambição. Pedersen voltou a provar que é um dos nomes maiores das clássicas flamengas.

 

Top 10

 

1º Pedersen Mads Lidl-Trek

2º Merlier Tim Soudal Quick-Step

3º Milan Jonathan Lidl-Trek

4º Kristoff Alexander Uno-X Mobility

5º Hofstetter Hugo Israel-Premier Tech

6º Ballerini Davide XDS Astana Team

7º Girmay Biniam Intermarché-Wanty

8º Berckmoes Jenno Lotto

9º Meeus Jordi Red Bull-BORA-hansgrohe

10º Rex Laurenz Intermarché-Wanty

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“Portugal com resultados mais positivos na segunda Taça da Europa de BMX”


Renato Silva melhorou este domingo a prestação na Taça da Europa de BMX, ao ficar na 28.ª posição na corrida de sub-23 da segunda prova, que decorreu em Verona.

O ciclista português havia ficado na 34.ª posição na véspera, na primeira Taça da Europa, e esta manhã melhorou o resultado, depois de ter chegado aos quartos de final, onde acabou por não conseguir seguir em frente.

“A corrida do Renato foi dentro do expectável. Foi uma corrida difícil, mas conseguiu melhorar bastante os tempos. É uma boa performance, com boas sensações”, afirmou o selecionador nacional de BMX, Alexandre Almeida.

Também Leonor Carvalho melhorou a prestação na corrida de juniores feminina face a sábado. Em estreia nestas andanças, a jovem ficou na 23.ª posição, depois de não ter conseguido apurar-se para a segunda ronda.

“A Leonor Carvalho ainda não conseguiu um grande resultado, mas conseguiu ser mais rápida em pista e conseguiu andar mais bem colocada no grupo. Conseguiu apanhar o ritmo e de ontem para hoje foi quase dois segundos mais rápida em pista, isso faz diferença. Ontem estava mais tímida, hoje estava mais solta”, disse Alexandre Almeida.


Sorte diferente teve Bruno Cardoso na corrida de elite masculina, ele que se lesionou logo na primeira ronda, fruto de uma queda. Ainda foi à repescagem, mas ficou-se pela 55.ª posição.

“Não foi um dia positivo para o Bruno. Nos treinos teve duas saídas boas, mas teve uma caída logo na primeira ronda de competição. Magoou-se nas costas e numa perna. Ainda tentou fazer o melhor possível na ronda de qualificação, mas não estava a 100 por cento”, afirmou o selecionador nacional.

A Seleção Nacional de BMX despede-se assim de um fim de semana de competição em Itália, onde participou na primeira e na segunda Taça da Europa. Para Alexandre Almeida, “os resultados de domingo foram mais positivos para as ambições” lusas.

“Este fim de semana serviu essencialmente para ganharmos ritmo, estivemos a competir com os melhores da Europa, é nestas competições que temos de estar. Conseguimos também desenvolver outras competências, como por exemplo a nível tático. Estivemos aqui para ganhar experiência competitiva”, concluiu.

Fonte: Federação Portuguesa Ciclismo

“Miguel Tiago Silva fica em 10.º e Ricardo Batista em 12.º na Taça da Europa de triatlo”


Portugueses ainda lutaram pelo pódio na fase de corrida, mas acabaram ultrapassados na prova que se realizou na Quarteira

 

Por: Lusa

Foto: DR

Miguel Tiago Silva, 10.º classificado, e Ricardo Batista, 12.º, foram este sábado os melhores portugueses na prova de elites masculinos da Taça da Europa de Quarteira em triatlo, com triunfo do espanhol David Cantero.

Os dois triatletas lusos estiveram no grupo principal que se formou durante o segmento de natação (1.500 metros) e assim continuaram durante boa parte do setor de ciclismo (40 quilómetros), pelas ruas daquela cidade do concelho de Loulé, distrito de Faro.

Quando iniciaram a transição para a corrida, nos 10 quilómetros à beira-mar, no calçadão de Quarteira, Miguel Tiago Silva e Ricardo Batista até estavam na luta pelo pódio, mas acabaram por ser sucessivamente ultrapassados por adversários em melhor condição.

Nesta fase, já o espanhol David Cantero lançara um ataque demolidor, que lhe permitiu vencer em 1:45.10 horas, à frente do britânico Oliver Conway, segundo, a nove segundos, e do suíço Maxime Fluri, terceiro, a 11.

"Esta prova é muito especial para nós, portugueses, e queríamos tentar lutar pelos primeiros lugares. Tentei forçar no ciclismo e fiz uma boa corrida. Acho que estive a bom nível para esta fase da época", referiu Miguel Tiago Silva, 10.º, a 45 segundos.

Com o foco já colocado nos Jogos Olímpicos Los Angeles'2028, o 71º do ranking mundial, que em Quarteira continua a ter como melhor prestação o sexto lugar de 2021, disse estar "muito confiante" para a etapa do Mundial de triatlo marcada para Yokohama, no Japão, em 17 de maio, e para os seguintes objetivos da época.

Já Ricardo Batista, 12.º, a 55 segundos do vencedor, admitiu que o resultado deste ano na prova algarvia, onde foi nono classificado em 2022, "ficou um pouco aquém do esperado".

"Partia como o atleta com melhor ranking mundial [15º] na lista de inscritos. Mas foi uma prova muito dura. Não estava com as melhores sensações e não me senti com muita força durante a prova. O apoio do público acabou por ajudar-me a cortar a meta", analisou.

Depois de um ano "muito intenso", em que Ricardo Batista foi sexto classificado em Paris2024, 2025 será um ano de "rescaldo olímpico" para o triatleta luso.

"O ano passado teve muitas competições e culminou nos Jogos Olímpicos. É um ano que tira muito de nós, muito cansativo. Este ano permite realinhar as nossas expetativas para voltar com força e começar a atacar a qualificação para Los Angeles'2028 da melhor maneira", resumiu.

Também concluíram a prova masculina os portugueses João Manso, 22.º classificado, a 1.54 minutos, Tiago Fonseca, 35.º, a 3.12, João Dias, 43.º, a 4.33, João Canadas, 44.º, a 4.42, Hugo Figueiredo, 51.º, a 6.15, e Gabriel Santos, 56.º, a 7.09.

Na prova feminina, vencida pela britânica Tilly Anema, Melanie Santos e Maria Tomé foram segunda e terceira classificadas, respetivamente, na primeira vez em que duas portuguesas terminaram no pódio em Quarteira.

A etapa algarvia da Taça da Europa de triatlo fecha no domingo com as provas de juniores.

Fonte: Record on-line

“Roglic dá festival em Montjuic e conquista Volta à Catalunha pela segunda vez”


Esloveno atacou a 20 km da chegada para arrebatar a vitória a Juan Ayuso

 

Por: Lusa

Foto: Epa

O esloveno Primoz Roglic (Red Bull-Bora-Hansgrohe) venceu este domingo a Volta à Catalunha, reeditando o triunfo de 2023 na prova espanhola e fazendo vingar um ataque a 20 quilómetros da meta para se impor na sétima e última etapa.

Roglic percorreu em 1:58.27 horas os 88,2 quilómetros da tirada que teve partida e chegada em Barcelona (média de 44,8 km/h), batendo por 14 segundos os belgas Laurens De Plus (INEOS) e Lennert Van Eetvelt (Lotto), segundo e terceiro classificados, respetivamente.

O esloveno partiu com um segundo de atraso na classificação geral para o espanhol Juan Ayuso (UAE Emirates), mas terminou com 28 de vantagem sobre o anterior líder, enquanto o espanhol Enric Mas (Movistar) completou o pódio, a 53 segundos do vencedor.

"Não queria que a corrida se decidisse através das bonificações. Após o segundo sprint intermediário, não tinha escolha, precisava de fazer qualquer coisa", explicou Roglic, de 35 anos, que sucede na galeria dos vencedores da Volta à Catalunha ao compatriota Tadej Pogacar, o grande ausente da edição de 2025.

'Rogla' até se impôs no primeiro sprint intermediário, o que lhe permitiu assumir virtualmente o comando da prova, com um segundo de vantagem sobre Ayuso, que foi o terceiro mais rápido, mas os papéis inverteram-se na segunda zona de bonificações, com o espanhol a ser o primeiro a passar e o esloveno o terceiro.

O vencedor de 2023 viu-se na mesma posição que tinha na linha de partida e decidiu agir: lançou um ataque irresistível a 20 quilómetros da meta, que Ayuso e o restante pelotão não conseguiram acompanhar, ganhando isolado a sétima etapa e assegurando o triunfo final.

"Foi uma bela vitória. Senti-me muito bem durante toda a semana. Treinei bem e as pernas estavam preparadas", observou Roglic, em referência ao ataque decisivo que desferiu na quarta das seis subidas ao Castelo de Montjuïc.

O português Afonso Eulálio (Bahrain-Victorius) foi 61.º classificado na tirada, a 1.59 minutos de Roglic, terminando a prova espanhola no mesmo lugar da classificação geral, a 32.55 minutos do esloveno.

Fonte: Record on-line

“Volta ao Alentejo 5 e última etapa Estremoz – Évora”


Britânico Noah Hobbs novo “king” do Alentejo

 

Aos 20 anos, o britânico Noah Hobbs (EF Education/ Aevolo) tornou-se no novo “King” da Volta ao Alentejo, passando a ser o mais jovem corredor a triunfar na prova.

Á vitória na Geral Individual, o ciclista natural de Londres, triunfou nas etapas de Moura e Arraiolos, e ganhou as classificações dos Pontos e Juventude, além de dois segundos lugares nas etapas de Grândola e Évora.

Apesar da sua juventude, Hobbs mostrou já ser um corredor muito maduro e de grande futuro e que certamente vai ascender rapidamente à equipa principal, onde milita a português Rui Costa.


A etapa entre Estremoz e Évora, na distância de 151,1 kms, e corrida à excelente média de 47.375 kms/hora, foi ganha pelo italiano Luca Giaimi (UAE/Team Emirates/ Gen-Z), o único sobrevivente de uma escapada de três corredores e que conseguiu aguentar a perseguição do pelotão, terminando com dois segundos de vantagem e à frente do camisola amarela. Giaimi sai de Portugal com duas vitórias, as primeiras da carreira, depois de no passado domingo ter ganho o Troféu Internacional da Arrábida.

Durante 110 quilómetros a camisola esteve no corpo do basco Gotzon Martin (Euskaltel/Euskadi), que estava a escassos 28 segundos de Hobbs e integrava a fuga do dia que teve uma vantagem máxima de 1’50” e que obrigava a EF Education/Aevolo a trabalhar no pelotão para não permitir veleidades ao espanhol que só foi alcançado nos dois quilómetros finais da tirada.


A Aviludo/Louletano/Loulé Concelho acreditou até ao fim que era possível levar German Nicolas Tivani à vitória da etapa e com as bonificações ganhar a “Alentejana” daí terem trabalhado no pelotão para anular a fuga, mas o argentino acabaria por ser quinto longe das bonificações.

Destaque para as prestações de Pedro Pinto (Efapel Cycling) que foi o único que contrariou Noah Hobbs nas vitórias das diversas classificações triunfando na Montanha, para a Rádio Popular/Paredes/Boavista que venceu a classificação Coletiva e para Tiago Antunes (Efapel Cycling) o Melhor Português na Geral Individual. Realce também para o segundo lugar de Tivani e o terceiro de David Jesus Peña (AP Hotels & Resort/Tavira/Farense), a mais recente aquisição da equipa algarvia.

 

Declarações

 

Luca Giaimi (UAE/ Team Emirates/Gen-Z): “Muito feliz com esta vitória depois uma fuga importante. Ganhei em Palmela no passado domingo. Portugal é o meu país da sorte”.

Noah Hobbs (EF Education/AEvolo): “Muito Feliz com a forma como tudo correu no Alentejo, com a equipa a prova e as vitórias, Fico muito feliz por suceder a Indurain, Mas e muitos outros”.

Joaquim Gomes (diretor da volta): “um balanço muito positivo como a prova mais bonita do Mundo decorreu. Foi formidável. A aposta que fazemos nas equipas de formação das grandes equipas do World Tour é a correta. Fica demonstrado que os jovens têm o futuro assegurado com o trabalho feito no Alentejo”.

 

Classificação da Etapa

 

1º- Luca Giaimi/ITA (UAE/Team Emirates/Gen-Z) 3h11’22” (média de 47.375 kms/hora), 2º- Noah Hobbs/GBR (EF Education/Aevolo) a 2”, 3º- Leangel Linarez/VEM (Tavfer/Ovos Matinados/Mortágua) m.t., 4º- Davide Stella/ITA (UAE/Team Emirates/Gen-Z) m.t. e 5º- German Nicolas Tivani/ARG (Aviludo/ Louletano/ Loulé Concelho) m.t.

 

Classificação Geral

 

1º- Noah Hobbs/GBR (EF Education/Aevolo), 18h40’51”, 2º- German Nicolas Tivani/ARG (Aviludo/ Louletano/ Loulé Concelho) a 12”, 3º- David Jesus Peña/COL (AP Hotels & Resort/Tavira/Farense) a 13”, 4º- Pau Marti /ESP (Israel/Premier Tech Academy) a 19” e 5º- Xabier Berasategi/ESP (Euskalter/ Euskadi) a 22”.

 

Equipas: Rádio Popular/ Paredes/ Boavista

 

Pontos: Noah Hobbs/GBR (EF Education/Aevolo)

 

Montanha: Pedro Pinto (Efapel Cycling)

 

Juventude: Noah Hobbs/GBR (EF Education/Aevolo)

 

Currículo:

 

Hobbs Noah, nasceu em Londres, a 23 de julho de 2004, tem 20 anos, é profissional desde 2023 e com as três vitórias no Alentejo, tem seis vitórias na carreira. 1ª vitória da carreira * 22/05/23 (Groupama/ FDJ Continental): -Etapa do Alpes Isère Tour/ França

Todas as vitórias: 2 etapas do Alpes Isère Tour/ França (2024), 1 etapa do Tour Alsace/ França (2024), duas etapas na Volta ao Alentejo/Moura e Arraiolos e Geral Individual da Volta ao Alentejo (2025)

Fonte: Podium

Ficha Técnica

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