sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

“Petição pelo direito a pedalar em segurança”

Foi hoje entregue na Assembleia da República

A petição “Pelo Direito a Pedalar em Segurança” foi entregue hoje nos serviços da Assembleia da República, pelas 11h00. A iniciativa, que teve como primeiro subscritor o ciclista olímpico de BTT David Rosa, foi dinamizada pela Federação Portuguesa de Ciclismo, pela MUBI e pela Estrada Viva, recolheu mais de dez mil assinaturas, ao longo do último ano.

Este é o maior abaixo-assinado alguma vez feito em Portugal em defesa dos direitos dos ciclistas e será debatido em plenário da Assembleia da República, além de ser também enviado ao Governo, à Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

“Pretende-se contribuir para a pacificação das estradas e ruas portuguesas, especialmente neste momento de reflexão sobre a estratégia de promoção da segurança rodoviária para os próximos anos”, afirmou o vice-presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo e coordenador do Programa Nacional de Ciclismo para Todos, Sandro Araújo.

"No dia de Reis, a MUBI, a Estrada Viva e a Federação Portuguesa de Ciclismo apresentaram três desejos que visam proteger vidas e promover os modos ativos de mobilidade, expressos nesta petição, maior fiscalização e cumprimento do código da estrada; mais e melhor sinalética específica, e mais pedagogia e formação em cidadania rodoviária", sublinhou o mesmo responsável.

Texto da Petição

Pelo Direito a Pedalar em Segurança

As estradas e as ruas em Portugal continuam demasiado perigosas.

Apesar das recentes melhorias significativas conseguidas com a revisão do Código da Estrada em 2014, nomeadamente em relação à proteção dos utilizadores vulneráveis, Portugal continua a apresentar estatísticas vergonhosas no que respeita ao número de vítimas mortais e feridos graves (em particular peões e condutores de velocípedes). Para que Portugal se aproxime do nível de segurança que estes utilizadores merecem, segurança essa que sentem e da qual usufruem no resto da Europa, ainda há muito a fazer ao nível das políticas públicas, legislação, fiscalização e medidas físicas de acalmia de tráfego.

Se a maioria dos condutores de veículos motorizados em Portugal cumprisse o Código da Estrada em vigor, já todos se sentiriam muito mais seguros nas ruas e estradas nacionais e haveria reflexos positivos imediatos nas tristes estatísticas de sinistralidade em Portugal. Convém lembrar que a única razão pela qual quem anda a pé e de bicicleta é considerado “utilizador vulnerável” pela lei é o comportamento na estrada dos condutores de modos de transporte mais rápidos, pesados e perigosos. Por isso mesmo a redução do risco deve focar-se na origem do perigo rodoviário, reduzindo os comportamentos de risco por parte dos condutores dos veículos motorizados.

Vimos assim por este meio apelar ao Governo e demais entidades competentes, o seguinte, fiscalizar com mais intensidade o cumprimento da lei, de forma diligente, regular e consistente, principalmente comportamentos perigosos em relação aos utilizadores vulneráveis: os excessos de velocidade, o incumprimento das regras de ultrapassagem (abrandamento da velocidade, ocupação da via adjacente, no caso da ultrapassagem de ciclistas, e a distância lateral mínima de 1,5 m), o estacionamento ilegal sobre ciclovias e passeios, etc… rever e publicar com urgência o Regulamento de Sinalização de Trânsito de forma a incluir sinalética especifica para proteger peões e condutores de bicicleta e alertar para a necessidade de comportamentos mais responsáveis por parte dos condutores de automóvel (a exemplo de Espanha, apela-se à criação e colocação de sinais de informação de presença de ciclistas, complementados de afixação da distância lateral mínima de 1,5 m na ultrapassagem de velocípedes em vias particularmente frequentadas por estes e nas vias urbanas de tráfego tendencialmente mais rápido.

Incrementar o esforço de educação para a cidadania rodoviária e proteção dos utilizadores mais vulneráveis nos currículos escolares e na obtenção da carta de condução.

A Estrada Viva e as organizações que promovem esta petição (FPC - Federação Portuguesa de Ciclismo e MUBi - Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta) requerem uma audiência com a Ministra da Administração Interna para propor a criação de um grupo de trabalho interministerial, para lançar e coordenar a implementação das medidas urgentes acima propostas.

Fonte: FPC

“8ª Maratona de BTT “Rota do Casqueiro”

Data: 26 Fevereiro 2017 Inscrições em: www.oskotas.org as Inscrições já abriram a 25 de Dezembro A edição de 2017 da Rota do Casqueiro estará novamente inserida no Troféu BTT Litoral Alentejano que em 2017 irá contar com 4 provas. Além da Rota do Casqueiro, fazem parte do Troféu BTT Litoral Alentejano 2017 as seguintes provas: 3ª Maratona “Serras de Grândola”, 2ª Maratona BTT de Sines e 8ª Maratona BTT do Cercal. Foi criada uma página específica para o Troféu BTT Litoral Alentejano onde poderão encontrar todas as informações necessárias sobre o mesmo. Deverão os interessados em participar neste troféu consultar essas informações em http://www.trofeubttlitoralalenteja no.pt/ Prova de carácter predominantemente competitivo, com aproximadamente 80km de extensão, que se baseia no estabelecido pela UVP-FPC, nomeadamente através do Regulamento Geral e Técnico de Corridas da UVP-FPC, em particular no que respeita às Provas de BTT, especialidade Cross-country Maratona (XCM), pontuável, no caso dos atletas Federados, para a Taça Regional XCM da Associação de Ciclismo do Distrito de Setúbal - só permitida a participação a atletas de idade maior ou igual a 19 anos; Nota: este evento faz parte do calendário da Associação de Ciclismo do Distrito de Setúbal.

Fonte: OS KOTAS

“Chris Froome rejeitou autorização terapêutica no Tour'2015 por ser moralmente incorreto”

Numa das três edições da prova que venceu

Por: Lusa

Foto: EPA

O ciclista britânico Chris Froome revelou esta sexta-feira à BBC ter recusado uma autorização de utilização terapêutica (AUT) durante a Volta a França de 2015, a segunda das três que venceu, por considerar que era moralmente incorreto.
Froome, que viu o seu historial clínico, incluindo o recurso a duas AUT, divulgado pelo grupo 'hacker' russo 'Fancy Bears', assumiu que rejeitou recorrer novamente a esta exceção permitida a atletas com problemas médicos reconhecidos durante o Tour2015.

"Senti que ter uma AUT na última semana da Volta a França era algo para o qual eu não estava preparado. Não me parecia moralmente correto", disse o vencedor das edições de 2013, 2015 e 2016 da maior prova velocipédica internacional em entrevista à BBC.
Froome obteve duas autorizações de utilização terapêutica para tratar o seu problema de asma, em duas provas anteriores ao Tour: o Critério do Dauphiné de 2013 e a Volta à Romandia de 2014, nas quais saiu vencedor.
Ao contrário do atual líder da Sky, Bradley Wiggins, o primeiro vencedor britânico do Tour (2012), recorreu a AUT tanto na edição que venceu como na anterior.
"O facto de estarmos a debater a autenticidade das autorizações significa que há um problema com o sistema. Penso que a Agência Mundial Antidopagem (AMA) precisa de apertar as regras dos AUT, para que não se questione a sua legitimidade", defendeu.

Fonte: Record on-line